Revisada por: Sagitário♐
Última Atualização: 25/10/25Mas eu era um ômega, que não sabia que era ômega. Eu tinha a capacidade de gerar filhos, mesmo que não fosse eu a dar a luz. E como todo ômega precisava de um rei... Bem, aí está uma história complicada.
Desde a guerra dos ogros, que resultou na morte do meu pai e de muitos cidadãos, e devido a Segunda Guerra Mundial, eu tive que recomeçar. Esta é a minha história... Mas também é a história dele.
era jovem. Na beira de seus 20 anos, foi designado para ser o imperador do Brasil naqueles anos. Todos o reconheceriam como rei, desde que ele tomasse um ômega para ser seu consorte.
Eu ainda me lembro das últimas palavras de meu pai: “não seja um vira-folha, vá até o fim”. Eu não podia descumprir a promessa que fiz a meu pai, eu prometi que teria uma filha. Que lhe daria uma neta. Que essa neta seria muito bem educada. Eu não podia decepcioná-lo, não novamente. Eu já havia feito isso algumas vezes, mas desta vez era diferente... Eu tinha que dar orgulho a ele.
Foi nessas circunstâncias que eu soube que haveria uma festa para escolher quem seria o ômega do novo imperador . Eu só tinha que ir àquela festa e, quem sabe, encontrar alguém. Algum nobre ou ferreiro estaria lá. Qualquer um que poderia me dar a filha que tanto desejava. Eu tinha que lutar por isso, de qualquer forma. Eu prestava culto a Deus, ia frequentemente às missas.
Até que chegou meu aniversário. Minha tia decidiu celebrar com uma festa, que foi realmente divertida, mas o que veio depois foi intrigante. Eu estava na festa, à procura da pessoa certa, quando o imperador em pessoa me viu. Ele parecia ser gentil e me tratou bem. Ele vê em mim alguém que pode ser útil. Eu vejo isso nele. Então ele dirige a palavra a mim:
— Veio para ver o novo imperador — ele disse com um sorriso.
— Eu vim para encontrar alguém por aqui — respondi.
— Interessante.
Foi um momento de precisão. Eu precisava de uma filha e o imperador, de herdeiros para seu trono. Haviam moças belas, mas ele precisava de ômega para consolidar seu trono real. Ele me puxou dali e me levou com delicadeza até os jardins. Eu me perguntava o que o imperador queria comigo, mas ele parecia gentil.
— Eu sei que isso vai parecer um absurdo, mas eu preciso de um ômega a meu lado para reinar comigo, foi isso que me prometeram — disse ele. Eu acenei com a cabeça. — Se eu me casasse com um ômega, eu poderia assumir o trono do Brasil .
Eu acenei novamente.
— Entendo, e eu preciso de uma filha — respondi.
— Uma filha — ele repetiu em tom predatório. — Isso é algo que podemos resolver. Seja meu ômega e talvez eu possa lhe dar essa filha.
— Pode mesmo fazer isto?
— Sim — ele confirmou com um sorriso.
Ele se aproximou de mim. Suas mãos pegaram as minhas. Seus lábios foram de encontro aos meus.. Por um momento, era como se o mundo tivesse parado. Eu sentia um formigamento. Nossas línguas roçavam uma na outra, dançando um ritmo sensual e até mesmo quente.
Ele pediu passagem com a língua e eu cedi. O beijo foi se tornando mais profundo. Foi meu primeiro beijo de verdade, mas havia sido bom. Então, ele me levou para um lugar diferente, outro jardim, e ali ele se deitou na grama. Eu me deitei ao seu lado. Conforme nos beijávamos, ele começou a me tocar. Começou a tirar sua roupa e eu a minha. E assim, começou uma nova aventura...
— Se você gestar, nos casamos.
Depois que eu e nos casamos, tudo mudou. Ele tomou por concubina uma jovem chamada , mas ela não tinha filhos. Então comecei a sentir enjoos. Achei que era fome. Sentia meu corpo se cansar, como se eu estivesse mais fraco. O meu lado ômega começou a ressoar. E assim, eu senti que algo estava errado. Era como se meu corpo estivesse reagindo a algo. Eu sentia como se eu ficasse um pouco gordo.
A corte real do meu marido às vezes tecia comentários, mas logo se confirmou: eu estava esperando uma criança. Todos ficaram estapafúrdios. Eu era realmente um ômega. Então Jacob pôs a mão na minha barriga, parecendo feliz. Esse seria não apenas nosso primeiro filho, mas o primeiro filho dele. Ele amava , sua concubina, mas eu estava esperando o filho que ele queria.
Fiquei descansando por alguns meses. Jacob sempre era atencioso comigo, até que eu comecei a sentir dores perto de setembro de 1954. também sentiu. E da barriga de um de nós, nascia uma pequena criatura. Era um menino. Jacob ficou feliz, pois tinha seu primeiro herdeiro. Decidiu, com um sorriso, chamá-lo de Arthur, em homenagem ao antigo príncipe.
