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Revisada por Aurora Boreal 💫
Última atualização: 27/07/2025


Os batimentos cardíacos de estavam acelerados enquanto ela encarava o teto rosa claro de seu quarto. Deitada de barriga para cima, sua expressão esbanjava frustração e seu corpo e sua mente travavam uma batalha interna.
Quando aceitou a proposta de se mudar de Midvale, sua cidade natal, para Riverdale, jamais imaginou que se colocaria em uma situação como a que vivia. Afinal, era apenas um emprego no The Riverdale Register, o que poderia acontecer? queria se tornar uma repórter um dia e uma oportunidade como aquela não se desperdiçava.
Sem mencionar a fama que a cidade tinha, principalmente devido à guerra constante entre North e South Siders. Golpes políticos, escândalos familiares e a atuação de gangues como os Serpents eram um prato cheio para que o jornal vivesse pipocando notícias.
Fazia quase três anos que havia tomado a decisão de aceitar a proposta, mesmo sob protestos das pessoas mais próximas de si. E antes tivesse dado ouvidos aos alertas recebidos.
Riverdale era a sua ruína.
Um suspiro alto e frustrado escapou dos lábios de pelo que imaginou ser a milésima vez naquela noite.
Ela sonhava que só faria uma passagem por Riverdale e logo seria descoberta por um jornal de verdade, ou até mesmo um noticiário de televisão. Que a essa altura, já poderia esfregar seu sucesso na cara de todas as pessoas que tentaram dissuadi-la e até mesmo caçoaram de seus sonhos.
No entanto, sua realidade era outra. permanecia trabalhando noite e dia pelo Register, seu grupo social era resumido a quatro pessoas mais jovens do que ela e suas noites se resumiam ao que fazia naquele exato momento: ficar encarando o teto e conter o instinto primitivo que tomava conta de seu corpo e o fazia doer toda vez que sua mente insistia em trazer até a única pessoa que não poderia ter.
Começou poucos dias após ter se mudado, quando estava sentada na lanchonete do Pop’s, acompanhada por seus recém novos amigos, Betty Cooper, Archie Andrews e .
Betty e também trabalhavam no Register, e Archie sempre estava com eles, assim como Veronica Lodge, que nessa ocasião em específico, tinha um compromisso com os pais.
Os quatro estavam animados e compenetrados em uma discussão sobre os lugares de Riverdale que precisava conhecer, quando ele adentrou o local e se aproximou, com sua jaqueta de corpo estampada por uma serpente, óculos escuros que foram retirados pelas mãos cobertas por luvas de couro e uma voz rouca chamando por .
sequer foi capaz de conter a forma como seus olhos passearam por todo o corpo do homem, mas não era apenas sobre o quão bonito era e, sim, sua atitude.
Ele exalava desafio, perigo.
estava enganada. Riverdale não era a sua ruína. era.
, quinze anos mais velho do que ela. Um Southsider, que no primeiro instante que a viu, questionou quem era a nova princesinha do North Side. O líder da gangue dos Serpents.
O pai de .
estava louca. Só podia estar. E desde então tentava reprimir os próprios pensamentos, convencer a si mesma a enxergá-lo de outra forma. No entanto, quanto mais tentava tirar de sua mente, mais ele se enraizava nela.
As coisas só pioraram quando e se tornaram amigos inseparáveis, o que, consequentemente, aumentou ainda mais a convivência entre o Rei Serpente e a Princesinha do North Side.
Precisava urgentemente arrumar um namorado. Só assim conseguiria tirar aquela loucura de sua cabeça, ou ao menos, era o que esperava.
O problema era que ninguém parecia bom o suficiente para satisfazê-la. Não como seus instintos diziam que seria.
Ao menos em seus pensamentos, ele satisfazia.

Um suspiro profundo ecoou pelo quarto quando tentou empurrar o homem para bem longe de seus pensamentos e falhou miseravelmente.
Como o rebelde teimoso que era, não só se recusou a abandonar os sonhos de , como de repente pareceu se materializar bem ali, diante da cama dela, a observando deitada de barriga para cima enquanto seu olhar queimava de desejo pelo corpo da mulher, coberto apenas por uma camisola curta e uma calcinha preta minúscula.
Droga, . Por favor, vá embora. Me ajuda a tirar você da minha cabeça.
No entanto, sabia que aquela era uma batalha perdida. Havia sido desde a primeira vez que o viu.
Sem nem fazer ideia daquilo, havia entrado em sua pele e a marcado com um desejo irracional.
ofegou. A imagem à sua frente negou com a cabeça para ela e se ajoelhou ao pé da cama, num pedido mudo para que a mulher abrisse as pernas.
Uma onda de calor se espalhou pelo corpo de . Os bicos de seus seios se eriçaram e a dor em seu clitóris pulsante a fez obedecer.
Céus, como queria que fosse as mãos dele deslizando por suas coxas nuas! Como queria que descessem por seus tornozelos e a forçassem a se abrir para ele. Queria sentir o sopro quente de por cima da calcinha pequena e seus dedos grossos a acariciarem por cima do tecido.
podia ouvir o rosnado dele numa demonstração do quanto a umidade dela o afetaria. Ela se contorceu satisfeita e rebolou. Queria mais, muito mais.
Os dedos continuavam a esfregando por cima do tecido, seus olhos se reviraram nas órbitas, e deixava gemidos baixos escaparem, embora ainda tentasse controlá-los.
Quão gostoso seria sentir a barba dele roçar em suas coxas e a fome como o homem a encararia ao aproximar o rosto de sua boceta encharcada! Não haveria tempo para deslizar a calcinha toda pelas pernas, a necessidade gritava, então apenas puxou o tecido para o lado e se expôs como desejava.
Os movimentos em seu clitóris eram mais desesperados, desenhavam círculos enquanto a outra mão brincava com um de seus seios. Um puxão forte no mamilo a fez gemer mais alto. mordeu os lábios.
, eu quero você… — O sussurro era quase mudo.
Graças aos céus, morava sozinha.
Então a mulher deslizou um dedo para dentro de si devagar, queria apreciar a sensação dele a abrindo aos poucos. O tirou por inteiro e repetiu o movimento, o curvou dentro de si e gemeu mais.
Em seus pensamentos, era ele que a tocava. Era ele que estocava dentro dela.
Aumentou mais um dedo e enterrou fundo, rebolou com vontade e apertou seus olhos com força.
— Ai, caralho… — O murmúrio escapou manhoso. Faria qualquer coisa para estar quicando no pau dele.
Moveu os dedos com mais velocidade, como se, de fato, fosse ele socando com vontade dentro dela. Seus olhos se reviraram mais nas órbitas, o mundo girou ao seu redor.
Voltou a acariciar os seios com a mão livre, tentava controlar os próprios gemidos, porém, estava totalmente afetada pelo prazer que aquela ilusão a proporcionava.
Goza para mim, princesinha.
Seu corpo estremeceu. Como aquela voz podia ser tão nítida em seus pensamentos?
O calor se espalhou como nunca, o suor escorreu por suas costas e de repente sentiu o mundo explodir ao seu redor.
Tremeu convulsivamente, seus olhos permaneceram apertados e um gemido prolongado denunciou o ápice que logo se derramou nos dedos dela.
Seu coração estava acelerado, seus batimentos erráticos.
tornou a encarar o teto, momentaneamente satisfeita pelo próprio orgasmo.
No entanto, quando toda a adrenalina se dissipou, um urro alto de frustração a fez se virar e afundar a cabeça nos travesseiros.
Maldito . Por que tão gostoso? Por que tão intocável?
Um dia, enlouqueceria de vez.


Os acordes daquela que parecia ser a milésima música do AC/DC soavam no ambiente lotado. O cheiro forte da nicotina, misturado ao do álcool, predominava, e, embora fosse difícil a locomoção, ninguém ali parecia se importar o suficiente para desejar sair do White Wyrm.
Próxima ao balcão, conseguia sentir diversos olhares sobre si, não apenas por ser jovem e atraente, mas pelo simples fato de não pertencer àquele lugar. era uma north sider e aquilo estava estampado em sua cara mesmo ela tentando disfarçar ao usar a jaqueta de couro da gangue dos Serpents.
Ser melhor amiga de tinha suas vantagens e poder entrar, ainda que não despercebida, no White Wyrm sem ser barrada logo na porta era uma delas. Não que fosse ao lugar com frequência, ela não era de abusar da própria sorte.
Embora claramente não fizesse parte da gangue dos Serpents e esses sempre a encarassem daquela forma curiosa quando ia até ali, ninguém reclamava da presença de . Ao contrário, depois do impacto de sua primeira visita, a mulher até fez algumas amizades além de .
Naquela noite em especial, havia pedido seu martini habitual lotado de cerejas e se deliciava as devorando, enquanto passeava seus olhos pelo local e os focava em um lugar específico.
, você vai embora comigo hoje, não é? — Archie Andrews se aproximou da amiga e não demorou nem meio segundo para perceber que ela não ouviu nem um terço de sua pergunta. — !
Com um pequeno susto, encarou o rapaz e arregalou os olhos, surpresa por não ter notado a presença dele ali.
— Desde quando está aqui comigo, Archie? Perdão, eu me distraí.
Andrews franziu o cenho ao mirar na mesma direção em que o olhar perdido da mulher ainda permanecia.
— Perdeu alguma coisa ali?
— Sim. Ela perdeu o juízo. — surgiu e sinalizou ao barman que lhe servisse mais uma cerveja.
— Cale a boca, . — Imediatamente revirou os olhos.
— Desculpe, o que foi que eu perdi? — Archie insistiu, visivelmente confuso.
— Nada, Archie!
— Ela tem uma queda pelo… — Soaram em uníssono, porém colocou um dedo sobre os lábios de para impedi-lo de continuar.
— Não ouse terminar essa frase! — Revirou os olhos, então se voltou para Andrews. — Não é nada. Por que a gente não vai lá escolher algo diferente de AC/DC dessa vez, hein?
Seguiu para o jukebox e não esperou pelos amigos ao se afastar.
Precisava ser mais discreta. Tudo bem que Archie não havia notado exatamente para quem ela olhava, porém ele era esperto e não demoraria a ligar os pontos, da mesma forma como havia acontecido com .
Suspirou ao encarar a tela do jukebox e inseriu o dinheiro no local designado para selecionar algo diferente.
No instante em que Madonna começou a tocar, vaias e protestos ecoaram por todo o bar e ela soltou uma risada espontânea. Sabia muito bem que a maioria fingia não ser fã de pop, mas ouvia na privacidade de suas casas.
A prova daquilo foi observar alguns lábios entoarem as letras de ‘Like a Prayer’.
— Tinha que ser a princesinha do Northside. — Escutou alguém resmungar, porém não se importou.
E ali, perto do jukebox mesmo, se deixou levar pela música, fechou os olhos e dançou como se estivesse sozinha em seu quarto.
A sensação de ser observada aumentou, porém a mulher realmente não se importava. Aquela atenção toda amaciava seu ego, tinha que admitir.
No entanto, por algum motivo, foi atingida por uma súbita necessidade de abrir seus olhos e, ao ceder, encontrou ele a encarando.
O real motivo das suas visitas cada vez mais constantes ao White Wyrm, a pessoa com quem tinha as ilusões mais insanas e o seu maior desafio, porque sabia que não poderia tê-lo, mas o desejava desesperadamente.
Não conseguiu conter uma mordida discreta no lábio inferior. Em quase noventa por cento das vezes que o encontrava, acreditava ser capaz de se conter para não dar tão cara o quanto desejava o homem.
Naquele dia e naquele momento, não era o caso. O pouco álcool que havia ingerido a deixava um pouco mais desinibida, e talvez fosse ilusão de sua mente fértil, porém sua pele se arrepiou e seu corpo esquentou ao notar a forma como ele a encarava.
Curioso, desafiador e… Desejoso.
Ao desviar o olhar, negou com a cabeça e soltou uma risada para si mesma. Com toda a certeza fantasiava. Talvez ele nem estivesse de fato a observando.
Tornou sua atenção para o mesmo local, e o homem parecia entretido em alguma conversa com Sweet Pea.
De fato, era coisa de sua cabeça.
Precisava de ar fresco.
Suspirando, não esperou a música que havia escolhido terminar e seguiu para fora do bar.
O ar da noite estava um tanto gelado e atingiu seu rosto sem piedade. Sorte a sua estar com a jaqueta emprestada de .
Não havia ninguém no estacionamento. As luzes dos postes iluminavam fracamente a região, e a neblina dava um ar um tanto macabro ao ambiente, porém não se importava muito com aquilo. Para falar a verdade, aquela era uma das coisas que ela mais gostava em Riverdale, aquele ar sinistro e repleto de mistérios.
caminhou até a lateral esquerda do bar, onde não haviam aquelas lixeiras fedidas, e se encostou na parede para revirar a bolsa pequena atrás de um cigarro.
— Não devia andar sozinha por aqui nesse horário. — Aquela mesma voz rouca que povoava seus sonhos surgiu do meio das sombras e a assustou de leve. ergueu a cabeça e precisou se conter para não tremer diante dele.
Como não havia escutado seus passos até ela?
Talvez aquele fosse mais um de seus sonhos, mas o cheiro do perfume dele, misturado ao da nicotina, era real demais, inebriante demais.
Droga de homem gostoso! O que ele fazia ali?
— Acho que isso não é bem da sua conta, uh? Você não é meu pai. — Ergueu uma sobrancelha para ele em provocação e levou o cigarro aos lábios para acendê-lo.
— Ei, olhe o respeito com os mais velhos, mocinha. — pôde jurar que havia um ar de riso em sua fala, porém podia muito bem ser parte de seus devaneios, assim como os dois passos que deu em sua direção.
— Mocinha? — Ela revirou os olhos e deu uma longa tragada.
O líder dos Serpents deixou escapar uma risada baixa enquanto a observava. A atitude dela o divertia, ao mesmo tempo em que causava uma certa irritação, afinal, odiava ser contrariado.
— Quantos anos você tem mesmo? Vinte?
tinha quase certeza de que ele sabia, principalmente por conta de seu tom provocativo, mas ainda assim o respondeu.
— 24, espertinho. — Tragou o cigarro mais uma vez e soltou o restante da fumaça para o lado para não o atingir no rosto.
Foi a vez dele revirar os olhos, enquanto continha a vontade de arrancar aquilo das mãos dela.
— E continua malcriada desse jeito? — não parou de analisá-la por um segundo sequer e captou o exato momento em que a jovem estreitou o olhar em sua direção.
— Malcriada? Fala sério. Só porque eu disse o óbvio? Ou por acaso minha mãe andou passeando por Riverdale e eu não tô sabendo? — Seu tom de ironia o fez balançar a cabeça em negação.
— Você parece sempre ter uma resposta na ponta da língua, não é, princesinha? — Outro passo para mais perto dela, e precisou se conter para não prender a respiração.
Porra, o que ele queria com aquilo? Deixá-la maluca de vez?
— Isso te incomoda? — Mais uma vez, levou o cigarro aos lábios e percebeu o líder dos Serpents acompanhar o gesto.
— O que você acha? — ergueu uma sobrancelha.
— Bom… Não te obriguei a vir até aqui, obriguei? — imitou o gesto e abriu um sorriso esperto após soltar a fumaça. — O White Wyrm não é lugar para você, principalmente a essa hora da noite.
Espera, ele estava preocupado com ela?
— Agradeço, senhor . Mas eu sei me cuidar muito bem.
soltou uma risada baixa capaz de deixá-la louca.
— Claro que sabe. E suponho que usar uma dessas jaquetas faça parte da sua estratégia. — Indicou a peça.
— Quer que eu tire? Seu filho que me emprestou, mas… — fez menção, porém a deteve e negou com a cabeça quando notou que aquilo os aproximou ainda mais.
— Não, fique com ela.
— Hmm… Vai me convidar para entrar para a sua gangue então, senhor ? — Finalmente, apagou o cigarro e diminuiu um pouco mais a distância entre eles.
— Acha que aguenta, princesinha do North Side? — Ele ergueu uma sobrancelha.
— Você não faz ideia do que eu aguento, meu bem. — Sorriu enviesado e o gesto atraiu o olhar de para seus lábios.
Droga, o que ele estava fazendo? Aquela ali era a melhor amiga de , mas tinha algo em naquela noite que o atraía de uma forma absurda.
— É mesmo? Me dê um exemplo.
A boca dela se aproximou perigosamente dele, o cheiro adocicado do perfume da mulher o puxava como um ímã.
— Bom… Estou aguentando meia hora de conversa fiada com o senhor, não estou? — Então ela sorriu enviesado, como se o desafiasse a fazer algo a respeito.
nunca precisou de tamanha concentração para se lembrar de todos os motivos pelos quais deveria se afastar.
— Quanta ousadia, . Você sabe que na minha gangue ninguém pode falar dessa maneira comigo, não é? — se manteve ali, tão próximo que sua respiração tocava o rosto dela.
— Ah, não? — fez um bico. Não precisava ser de fato um membro das Serpentes para saber daquilo.
— Não. E as punições para tamanho desrespeito são severas.
ergueu uma sobrancelha e conteve a vontade de morder o lábio inferior quando um arrepio percorreu cada centímetro de seu corpo.
Desgraçado gostoso.
— Está dizendo que vai me castigar, senhor ? — Piscou os olhos devagar, de um jeito tão sedutor que cedeu momentaneamente aos seus desejos e usou uma das mãos para segurar a cintura de com firmeza.
— Eu deveria, princesinha. Você está em território proibido e desafia o rei serpente. Isso chega a ser uma questão de honra.
Os batimentos de aceleraram de uma forma quase vergonhosa ao toque dele e seu corpo estremeceu, em uma denúncia clara do quanto desejava aquilo desde o início.
— Bom… E o senhor está esperando o que mesmo para isso?
Um grunhido escapou dos lábios de quando ouviu a provocação e sua mão a apertou com ainda mais intensidade, então a puxou para que seu corpo se colasse ao dele. A boca rosada e convidativa de estava a poucos centímetros e salivou de vontade de prová-la. Não podia, não devia, aquilo era loucura demais.
Que toda a moralidade fosse para o inferno, estava claro que desejava o mesmo.
Antes que pudesse, porém, ceder à tentação, uma voz ecoou pelo estacionamento, como uma luz iluminando seus pensamentos inebriados.
?
Era .




Continua...


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Nota da autora: Veio aí a att dessa fic que é um surto total da minha cabeça. Mas como não ficar assim pelo FP? Eu sou cadela do Skeet Ulrich e nem dá pra negar rs.
Espero que gostem. Me contem o que acharam, eu tô simplesmente amando escrever esses dois. Beijos e até a próxima.
Ste a.k.a. Saturno ♥

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