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Codificada por Lua ☾
Finalizada em: 28/12/2025

— Boa tarde, ! — ofereceu um sorriso educado para sua última cliente do dia, virando o pescoço um pouco para dar uma breve olhada no banco de trás de seu carro enquanto a jovem morena se acomodava. Ela estava com a cabeça abaixada enquanto enfiava seus pertences para dentro do veículo, deixando grunhidos afobados escaparem. — Tenho água e bala no porta-luvas.

—Boa tarde, . — respondeu sem dar muito atenção a ele, deliberadamente focada em organizar a bagunça que eram as suas coisas. Suas botas nas mãos, muitas sacolas, uma caixa gigante de bolo que não podia balançar muito e até alguns balões estufados com gás hélio. Talvez ela devesse ter usado o porta-malas, mas estava estressada demais para pensar com clareza. Já era surpreendente ter conseguido lembrar o nome do motorista sem checar o aplicativo. — Obrigada, mas estou bem.

Ela finalmente ergueu o queixo, olhando-o através no retrovisor, oferecendo um sorriso educado antes de voltar sua atenção para o amontoado de objetos festivos mal distribuídos. estava sentada em cima de sua bolsa, quase pisando na caixa do bolo e ainda nem tinha fechado a porta do carro. Meu Deus, por que ela achou que organizar um aniversário sozinha seria uma boa ideia?

— Você tem alguma preferência musical? — perguntou enquanto ajustava o GPS em seu celular e conferia a rota que a mulher havia requisitado.

suspirou, sua paciência estava esgotando mais rápido do que sorvete em dias de verão. Ela não estava irritada com o comportamento amigável dele, apenas frustrada com sua própria situação. Parecia que estava tentando montar um quebra-cabeça com peças faltando. O que estava esquecendo?

— Qualquer coisa que você escolher está bom para mim. — Respondeu por fim, checando dentro de uma das sacolas com a mão livre, já que a outra segurava seus sapatos. Garfinhos, copos, guardanapos.. então, por a sensação de que ainda uma ponta solta não saia das suas costas?

já tinha atendido todo o tipo de cliente: bêbados à meia-noite, pessoas que preferiam seus fones de ouvido a conversar, jovens que cabularam aula e pediram para ele fingir ser tio deles, alguém chorando após um término, e até donos de cães que o contratavam para deixar seus filhotes no veterinário.

Pessoalmente, seus favoritos eram os que cantavam junto com a música que ele escolhia, ou os passageiros que conversavam animadamente com ele durante todo o trajeto. Um flerte ocasional aqui ou ali, iniciado pela clientela feminina — já que ele não queria que elas se sentissem desconfortáveis — também podia ganhar uma lugar no pódio.

No entanto, quando ele realmente olhou pelo espelho para ver de novo, seus olhos focaram em algo que ele não tinha visto antes: uma mulher muito bonita, aparentemente da idade dele, que parecia perdida no banco de trás de seu carro, com sacolas nas mãos, um casaco preto em cima de uma caixa e balões coloridos espalhados ao seu redor. Como alguém que tinha todas as respostas, mas também todas as perguntas do mundo.

Alguns balões escorregaram por entre os dedos dela e resmungou. Este dia estava sendo mais difícil do que ela imaginava, e a sensação da peça faltando estava deixando-a maluca — e já nem restava tanta sanidade assim na cabeça dela. jogou seu corpo em cima da sacola com os chapeuzinhos de aniversário, provavelmente amassando alguns no processo, enquanto alcançava a maçaneta da porta e a fechava, evitando que mais balões saíssem.

A pressão repentina, misturada com a lufada de ar pelo movimento rápido, fez com que um dos balões deles voasse em direção ao assento do motorista. arqueou uma das sobrancelhas, segurando o enfeite flutuante de plástico verde. Merda, com certeza vou perder algumas estrelas por causa disso, ela pensou.

Sentando-se ereta em seu lugar, limpou a garganta, arriscando um sorriso sem graça: — Pelo menos combina com seus olhos?

Ela esperava que ele fosse rude como a maioria dos motoristas; que tivesse um sermão sobre ser um serviço de transporte e não um tipo de carro de mudança. Em vez disso, apenas soltou uma risadinha.

Se antes ela parecia afobada e um pouco sem noção, agora estava completamente atônita. não sabia se ele estava rindo do seu estado obviamente desajeitado ou se era um sorriso amigável e compreensivo. Seja qual fosse o caso, ela tinha que admitir.. dia problemático à parte, seu motorista era realmente lindo.

— Espere. Vou te ajudar com isso. — abriu a porta, ainda com o balão na mão enquanto rodeava o veículo. aproveitou os poucos segundos para se conferir no retrovisor. Pelo menos seu cabelo não estava tão complicado quanto sua vida. E passar maquiagem antes de ir para a festa foi uma boa decisão. Ela virou a cabeça para o lado assim que ele abriu a porta traseira. — Dia agitado, ein?

— Acho que hoje acabou de dar um novo significado para 'dia agitado'. — debochou com carinho, com um sorriso exausto pintado nos lábios.

Seu motorista gentil riu com a resposta, e quase se xingou por estar segurando as botas de salto alto nas mãos antes de colocá-las no chão do carro. pegou as sacolas e foi até o porta-malas. Aquilo abriu espaço para que ela repousasse a caixa do bolo só seu lado, colocando o cinto na mesma para proteger o bolo de eventuais buracos na estrada.

suspirou feliz, finalmente podendo calçar suas botas novamente, já que não havia mais perigo de abrir um buraco no bolo sem querer, pois ele não estava mais aos seus pés.

fez mais duas viagens até porta malas, empilhando algumas coisas enquanto ela tentava segurar todos os balões que pudessem escapar, quase perdendo alguns por estar um pouco distraída com o jeito adorável que seu motorista pressionava a língua contra a bochecha, concentrado em sua nova tarefa.

Ele não precisava fazer isso. Talvez por isso fosse tão fofo.

— Aqui. — entregou o balão verde e se inclinou, tirando o cinto do bolo. Isto arqueou a sobrancelha, ignorando a maneira que seu estômago deu voltas com a proximidade dele. — Vou colocá-la no banco do carona. Não se preocupe, serei cuidadoso.

assentiu, observando o mais alto fechar a porta de trás e começar a acomodar a caixa no banco do passageiro. Um sorriso brincalhão surgiu nos lábios dela. Qual ela, depois de um dia estressante, ela poderia relaxar um pouco com um flerte inofensivo com um cara gato, certo? Ela merecia!

Balançando a mão que segurava o balão, brincou: — Sabe, geralmente são rosas, mas eu sempre gostei mais de balões.

Por um momento, ficou em silêncio, um leve rubor surgiu em suas bochechas, mas logo ele estava refletindo o sorriso: — Prometo que o próximo será uma piñata.

Com uma piscadela, ele se afastou e fechou a porta do carro, deixando com um sorriso largo e envergonhado. Ela mordeu o lábio inferior para se conter, cadê a cara de pôquer que ela exibia em partidas de Uno e conversas de bar? era prestativo, bonito e engraçado. E o motorista do Uber.

Como ela nunca encontrou um desses no tinder, mas tropeçou nele durante o caos de um dia bagunçado?

sentou novamente no assento do motorista e colocou o cinto em volta dela para garantir que nada mais tornasse seu dia mais complicado. não conseguiu mais se conter ao ver seu bolo protegido daquela forma, a mesma ideia que ela mesma tinha tido, e soltou uma risada abafada.

— O quê? — Ela não se deu ao trabalho de responder, apenas apontando para o banco do carona entre seus risos. — Ei, eu disse que seria cuidadoso!

Ele exibia um sorriso largo que rapidamente se transformou em uma gargalhada, misturando-se facilmente com a dela. Um silêncio confortável se instalou entre os dois. escolhia uma música para preencher o carro com a precisão de um médico; ouvir música durante o trabalho era uma das melhores partes para ele. Havia algo em dirigir enquanto cantava, era como estar em um videoclipe em tempo integral.

E, sinceramente?

Ele só queria uma desculpa para falar mais com ela.

Don't go breaking my heart
I couldn't if I tried


Se pudesse bater um papo com o cupido agora mesmo, ela estaria gargalhando na frente dele e não conseguiria dizer uma palavra. E depois provavelmente diria para ele ir se saber porque não era possível.

— Eu não acredito. — balançou a cabeça ao ouvir o primeiro verso da canção. Era tão dócil , tão suave. Dava uma sensação quentinha no peito. — Eu sou fissurada nessa música!

deu um sorriso satisfeito, roubando mais um olhar pelo retrovisor antes de ficar na estrada.

— Eles são ótimos, né? — Ele bateu os dedos no volante de acordo com o ritmo. — A música deles dois me influência muito.

Oh, honey, if I get restless
Baby, you're not that kind


— Influência tipo.. artisticamente? — arqueou a sobrancelha.

— É! — Ele concordou, tímido de repente. nem percebeu quando falou sobre isso tão naturalmente. — Eu, hm, acabei de me formar em artes cênicas na universidade, mas também tenho uma banda, sabe? — Segurou com mais força no volante. Estava acostumado com conversas simples e superficiais, nunca sabia que a outra pessoa iria dizer você vai morrer tentando entrar no show business ou ser um pouco mais gentil sobre isso. se apressou para continuar: — Eu sei, é bobagem. A maioria das pessoas dizem que artistas de verdade não precisam de escola e..

— A maioria das pessoas é idiota. — disse simplesmente , interrompendo a espiral de dúvidas que ele enrolava ao redor si mesmo. Ela lembrava de si mesma, jovem demais para contar os anos, desejando ser uma estrela do ballet. Parecia um sonho distante agora, atarefada com as atribulações da vida, mas sempre esteve lá, queimando na superfície. Era bom ver alguém disposto a arriscar tudo por isso. — Você viu a chance de estudar algo que gosta e agarrou isso. Muita gente tem medo.

Don't go breaking my heart
You take the weight off of me


Por um segundo, ficou quieto, deixando que as palavras dela se agarrassem nele. Como uma onda que avança com toda força em sua direção, apenas para voltar ao mar e te deixar mais leve depois.

— É. E foi muito bom para mim, então eu meio que estou com isso. — Apontou ao redor. — Até algo dar certo. Certo de verdade, sabe?

Uma admissão quieta, quebradiça. o encarou pelo retrovisor pela milésima vez, mas não estava olhando.

Ooh-ooh, nobody knows it
When I was down (I was your clown)


— Tem alguma música sua aí?

Ele piscou, surpreso pela pergunta.

— Hm.. é.. claro. — Assim que parou em um sinal vermelho, se inclinou e abriu o porta-luvas, com cuidado para não bater na caixa do bolo, e tirou um pen-drive. — Aqui.

Ela arqueou a sobrancelha. — Bem analógico, ein?

— Estou me preparando para o Spotify. — brincou.

revirou os olhos, mas não havia qualquer resquício de malícia no ato. Ele conectou o pendrive e logo uma melodia electropop preencheu o carro, a voz de era tão boa cantando quanto falando, dava arrepios na espinha dela sem nem mesmo tentar.

E as letras eram cheias de verdade crua. Dúvidas, inseguranças, anseios, pequenas felicidades. Tudo que pessoas da idade deles estavam passando, de maneira tão humana e natural.

Ele continuou dirigindo quando o sinal abriu, tentando ao máximo parecer casual, porém, seus dedos tamborilando contra o volante do carro. Será que ela estava gostando da música?

Depois do que pareceu uma eternidade, falou:

— Sabe, eu acho que vai dar certo.

— Acha?

Ela deu de ombros e sorriu: — Tenho certeza.

— Não dá para ter certeza dessas coisas. — bufou, balançando a cabeça.

— Não. — concordou. Eles já estavam perto do destino, entrando na rua da casa dela. — Mas é bem mais legal acreditar que sim.

Ele não respondeu. Ao invés disso, deixou que a música falasse por eles. Era bom ter alguém, alguém que não o conhecia, acreditando nele. Às vezes, ele esquecia que precisava acreditar em si mesmo também.

O percurso durou apenas mais dois minutos e logo estavam estacionando na frente de uma casa amarela. O jardim estava repleto de enfeites coloridos, uma mesa enorme com comida, mesinhas decoradas e duas crianças correndo para lá e pra cá.

Será que ela tinha filho? Ela era casada? Mas eles estavam flertando, não era? Ou ele entendeu errado?

abriu a boca para dizer algo, qualquer coisa. Todavia, já estava olhando pela janela do carro, sua expressão se transformando em uma carranca ao ver uma ruiva balançando o braço na porta da casa.

— Droga. — Murmurou e abriu a porta. Hesitando por um momento quando se virou para olhá-la. — Obrigada pela corrida, tenha um bom trabalho.

— Igualmente? — Ele franziu o cenho, confuso com a mudança abrupta. Mas logo clicou no botão para abrir o porta-malas e saiu do banco de motorista, seguindo a mulher até a traseira do carro. — Espera, eu te ajudo.

— Minha irmã vai me matar. — bufou, enfiando quase metade do corpo dentro da mala para agarrar a maior quantidade possível de sacolas. — E minha sobrinha também.

sorriu um pouco para si mesmo, talvez ela não tivesse um marido. Também não tinha uma aliança na mão cheia de sacolas.

A moça ruiva apareceu do lado deles, as mãos gesticulando rapidamente.

— Catástrofe acontecendo! — Foi tudo que ela disse, com olhos arregalados.

Isto franziu o cenho: — Como assim, Bianca?

A ruiva respirou fundo.

— O Josh não vai poder vir.

— Como é?! — exclamou e foi até o banco do passageiro para apanhar o bolo. Pelo menos esse desastre seria evitado. — Por que não?

— Ele sofreu um acidente no palco. Uma das crianças atacou ele durante uma cena e.. bom, só saiba que não foi bonito e ele tem um braço quebrado. — Bianca fez uma careta antes de dar de ombros, sua cabeça inclinada como se fosse contar um segredo. — Mas pessoalmente, estou feliz que as crianças de hoje em dia estão aprendendo a enfrentar os seus medos ao invés de chorarem quando vêem um palhaço.

— A Carla está doida por esse palhaço! — gemeu em frustração, o peso das sacolas e de um novo problema cansa do seus ossos. andou até o seu lado com o bolo em mãos. — Toda vez que eu falava com ela, ela só sabia dizer sobre como os ser amiga do palhaço e como os amiguinhos estavam empolgados com o palhaço.

— Eu sei, mas o palhaço está internado e.. — Bianca arqueou a sobrancelha, finalmente parecendo notar o homem. — E você é..?

— Meu motorista do Uber. — respondeu antes que sua irmã começasse a bolar teorias sem sentido em sua cabeça.

— Eu sou o , oi. — Ele sorriu.

Bianca encarou o homem, estudando-o por alguns segundos antes de voltar o olhar para a irmã mais velha, arqueando a sobrancelha.

— Você sabe que ele só te deixa na porta de casa, né?

— Esse não é o ponto. — grunhiu, sentindo as bochechas esquentarem. — Temos que descobrir como consertar isso.

— A menos que você conheça um palhaço profissional, vamos ter que ligar a televisão e deixar ela destruir o cérebro da minha filha e dos amiguinhos.

— Eu posso ajudar. — se ofereceu, erguendo o bolo levemente em suas mãos.

A ruiva estreitou os olhos, homens bonitos normalmente eram inúteis em outros aspectos.

— Como? — perguntou.

sorriu para as irmãs antes de voltar seu olhar para .

— Eu te disse, faculdade de artes. — deu de ombros.

— Não é a mesma coisa que circense. — Ela revirou os olhos.

— Não, mas eu consigo me virar. — Prometeu, apontando com a cabeça para mais duas crianças que chegavam com os pais. — Melhor do que enfrentar um apocalipse de crianças chorando.

— Eu não posso te pedir isso. — disse.

— Não está pedindo, eu estou oferecendo. — Ele assegurou.

— E eu estou aceitando. — Bianca disse. encarou a irmã, pronta para retrucar, mas a ruiva já estava se afastando. — Desculpa. Tenho que recepcionar os convidados. Dê cinco estrelas para este homem!

Rapidamente, a ruiva alcançou os convidados e voltou a atenção para , uma desculpa clara em seus olhos.

— Vou te pagar o cachê e um bônus enorme. — Ela garantiu, começando a andar com ele só seu lado para dentro da casa. — E toda comida de festa infantil que você puder comer.

— Melhor acordo que eu já fiz. — riu e bateu de leve no ombro dela. — Tem maquiagem de palhaço aqui?

— Vamos improvisar.

Ooh-ooh, nobody knows it
When I was down (I was your clown)


— Sabe.. ele é bem bonito para um palhaço.

— Não começa, garota.

estava sentada ao lado da irmã caçula, as duas tinham uma mistura de refrigerante e vinho em seus copos, bebericando enquanto assistiam a performance de . Ele parecia uma órbita e as crianças eram os planetas em volta dele, simplesmente vidradas nas brincadeiras idiotas e no riso fácil do rapaz.

Quem dera fossem só as crianças.

— Eu não estou! — Bianca bufou, jogando um brigadeiro na boca. — E ele é muito fofo com crianças. Eu só estou dizendo.. parece ser um bom partido. Eu nunca teria ajudado uma desconhecida com a festa da sobrinha dela por duzentos e cinquenta reais e uns salgados.

— Ele é um ator iniciante. — deu de ombros, tentando diminuir a importância daquilo. — Isso é.. treinamento para ele.

A ruiva revirou os olhos para a teimosia da irmã.

— É, e um jeito bem esquisito e fofo de chamar a sua atenção. — Disse.

Bom, se era, estava funcionando.

🤡


— E então, como foi meu show? — perguntou, encostado na porta do banheiro de visitas após passar quase uma hora cercado de crianças.

— Acho que você deveria considerar mudar de profissão. — respondeu, sorrindo com divertimento e uma afeição recém adquirida. — Você é naturalmente um palhaço.

Ele riu, abrindo a porta do banheiro e entrando no mesmo, mas deixando-a aberta para continuar a conversa.

— Vou levar isso como elogio.

— Você que sabe. — provocou, mas logo sua feição suavizou ao vê-lo abrir a pia e começar a lavar o maquiagem improvisada. Ela cruzou os braços, mudando o peso de um pé para o outro. — Obrigada por.. tudo isso.

Ele tirou a cabeça da pia, passando as mãos pelo rosto para tentar limpar os resquícios de tinta.

— Tudo bem, eu me diverti. — disse, como se fosse simples assim. — Bem melhor do que passar o dia sentado em um carro.

sorriu para ele, algo que parecia corriqueiro perto dele. Ela deixou seus braços caírem ao lado do corpo e se aproximou dele.

— Vem cá, deixa eu te ajudar com isso. — Sua voz saiu mais suave do que ela pretendia; nenhum dos dois pareceu se importar.

alcançou a água micelar que estava na prateleira e um pano, limpando o rosto de com uma delicadeza desnecessária, mas tão boa. Ela deixou que seu corpo ficasse perto dele, sentindo o calor que emanava do homem. colocou as mãos na cintura dela e a mulher prendeu a respiração, repetindo para si mesma que ele só estava se apoiando. Se fechasse os olhos, podia sentir a respiração dele contra a sua bochecha e fingir que isso era mais do que um momento roubado no banheiro.

.. — disse com a voz rouca quando ela finalmente terminou de limpar seu rosto. Ele não a soltou. Não poderia. — Eu realmente quero te beijar agora.

O coração dela palpitava como um maluco. Ela mordeu o lábio, inclinando-se na direção dele.

— E o que você está esperando, palhaço?

se aproximou, pressionando a boca contra o dela. Era um beijo sem pressa, gentil. As mãos dele subiram até o rosto dela, segurando suas bochechas enquanto ele aproveitava o gosto dos seus lábios. segurava o pano com uma mão, usando a outra para agarrar a nuca do mais alto.

Quando ele se afastou, havia um brilho novo em seus olhos.

— Eu tenho que saber uma coisa.

— O quê? — Ela perguntou, um pouco atordoada pelo beijo.

— Seu sobrenome. — franziu a sobrancelha e ele riu, acariciando sua bochecha. Ela se inclinou em direção ao toque dele e seu peito quase explodiu. — O aplicativo só mostra o primeiro nome.

Ela riu. Esse homem era inacreditável. — . .

, você quer ir em um encontro comigo amanhã? — Ele se inclinou em direção de , encostando a ponta do nariz na dela. — Eu prometo, nada de circo.

— Só se você me dizer rir igual um palhaço.

Oo-ooh, nobody knows it (nobody knows it)
Right from the start (I gave you my heart)




FIM!


Nota da autora: Essa história é muito especial para mim. Eu comecei a escrever ela dois anos atrás e só agora ela vai ver a luz do dia, e em uma situação tão especial! Isy, eu espero que você goste desse seu presente. Assim que vi as tropes que você queria, lembrei dessa história no mesmo momento! E até tem um futuro fã x ídolo, ein? Você é uma querida e eu amo suas histórias. Espero que essa deixe um quentinho no seu coração nesse final de ano.

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