— Até depois!
A voz de ainda ecoava na cabeça de Piero após o fim das gravações do dia.
Cada participante já havia voltado para o hotel, para seus respectivos quartos. A gravação se estendeu mais do que o esperado, passando das dez da noite.
Ignazio e Gianluca cumprimentaram e sua banda com largos sorrisos após aquele primeiro contato mais direto. Piero, por outro lado, manteve a feição nervosa.
Talvez já nem fosse só nervosismo.
Era tudo junto.
A proximidade dela.
O estilo.
A música.
Ela definitivamente não era alguém que ele esperava encontrar ali.
E, ainda assim…
Ele queria saber mais.
— Podemos falar sobre o elefante branco na sala? — Gianluca comentou assim que os três se fecharam no quarto.
— O quê? — Piero perguntou, se jogando dramaticamente no sofá. — Que eu estou fodido?
— Beh… não era exatamente isso que eu ia dizer, mas…
— SIM! VOCÊ ESTÁ FODIDO! — Ignazio gritou, jogando a cabeça para trás em uma gargalhada. — CARA! QUAIS AS CHANCES?
— Já ouviu falar em carma? — Gianluca comentou, tirando a camisa social.
— Mas precisava vir tão rápido? — Piero se sentou, encarando os dois.
— O destino gosta de trabalhar de vez em quando… — Gianluca respondeu, com um sorrisinho.
— Mas vocês viram? Ela… ela só pode ter uma irmã gêmea! — Piero gesticulava, indignado.
— Eu sabia que a conhecia de algum lugar! — Ignazio falou, rindo. — Cara-a-a…
— Ela é outra pessoa! — Piero apertou a testa, nervoso. — OUTRA PESSOA!
— Ah, nem tanto! — Ignazio deu de ombros. — A gente mesmo se apresenta de terno toda noite. Agora me diz: eu uso isso pra ir à praia?
— Viu?! — Gianluca apontou para ele.
— Mas isso é um terno! Uma roupa social! — Piero se levantou, mostrando a própria roupa. — Agora ela… — ele suspirou. — É quase ver o Kiss sem maquiagem.
— Quê? — Ignazio e Gianluca franziram o rosto.
— Bem mais bonita que o Gene Simmons, hein?! — Ignazio riu. — Qual é, Piero! Não é porque ela se veste de um jeito no palco que ela é outra pessoa.
— Mas é difícil separar! São duas pessoas totalmente diferentes! — ele bufou. — E a música! Ela deveria estar cantando coisas mais leves… uma vibe meio Taylor Swift, não…
— You make me wanna die… — Ignazio cantou, rindo no ritmo. — Cara, que música foda! Eu amei!
— Eu também! — Gianluca riu. — A batida é ótima, e os caras são bons demais!
— Isso é… eu… isso! — Piero tentou responder, mas—
Pá!
Uma almofada acertou seu rosto.
— Você travou! — Gianluca explicou. Piero respirou fundo.
— Eu não consigo encará-la sem maquiagem… imagina com! — ele suspirou.
— Beh, você vai ter que dar um jeito — disse Ignazio. — Porque temos os próximos dez dias trabalhando com ela. E aposto que ela vai usar maquiagem, porque ela só usou quando foi a gravação.
Piero soltou um longo suspiro.
— Eu vou tomar um banho e dormir…
— Não quer jantar? — Gianluca perguntou.
— Tô sem fome.
Ele seguiu até o quarto e fechou a porta atrás de si.
Ignazio esperou alguns segundos antes de se aproximar de Gianluca.
— Você sabe que a gente tem outro trabalho aqui, né?
— Juntar os dois… ou evitar que o Piero tenha um colapso? — Gianluca respondeu, já sabendo.
— Ok… temos dois trabalhos. — Ignazio riu.
— Vou pedir serviço de quarto. Quer alguma coisa?
— Sempre. — Ignazio respondeu sem pensar duas vezes.
Enquanto isso, Piero se encostou na porta e puxou o celular do bolso.
Abriu o Instagram e digitou: @AveryArden.
A foto de perfil era uma mistura curiosa.
e .
Os traços marcantes estavam ali — o olhar, a atitude — mas a maquiagem era mais suave, e a blusa rosa equilibrava tudo.
2,4 milhões de seguidores.
Ok.
Ela era mais conhecida do que ele imaginava.
Piero caminhou até a cama e se jogou nela, deixando o dedo rolar pela tela.
Fotos de palco. Fotos de entrevistas. Fotos com a banda. E, entre tudo isso…
Ela.
Sem maquiagem. Sem personagem. Sem esforço.
A menina do vestido de florezinhas.
Sem explicações.
Sem necessidade de escolher.
Ela podia ser as duas coisas.
E era.
E, pela primeira vez, ele não sabia qual delas queria conhecer primeiro.
— Ah, foi divertido! – se jogou no sofá, ainda como .
— Ah, foi! – Brian gargalhou, tirando a jaqueta. – A reação de todo mundo quando você começou a cantar…
— Eu nunca me canso! – riu, começando a tirar as pulseiras, juntando-as ao seu lado.
— Então… vamos falar sobre o elefante branco nisso tudo? – Elijah se encostou no braço do sofá onde estava.
— Il Volo, você quer dizer? – ela perguntou, esticando os braços no encosto do sofá.
— Exatamente! – ele disse, e soltou uma risada fraca.
— O que você quer que eu fale? – ela riu.
— Ah, sei lá… essa sua conexão com o Piero aí… – ele deu de ombros. – É incomum…
— Eu sei… – ela suspirou. – E é a coisa mais improvável que podia ter acontecido…
— Por quê? – Jackson se intrometeu.
— Eu estava super de boa com essa competição… seria algo simples, fácil… eu lido bem com palavras…
— Mas… – Jackson provocou.
— Mas agora! – ela suspirou, levantando-se de um pulo. – Eu sei que aconteceu alguma conexão… não sei o que ainda, mas… aconteceu!
— Si-i-i-im! – Mason falou rápido.
— É óbvio… – Brian suspirou.
— Então, escrever uma música para o Il Volo… para ele… – ela negou com a cabeça. – Vai mexer com tudo!
— Bem, você é uma das compositoras mais talentosas que eu conheço… – Cami falou, e todo mundo se assustou com ela.
— Puta que—
— Que merda! – eles falaram juntos.
— Desde quando você está aqui?
Os olhos de Camille estavam baixos no celular.
— Hum, eu voltei com vocês. – ela disse, como se fosse óbvio. – Torne isso interessante, .
— O quê? – ela se virou.
— Isso! Compor uma música para o Il Volo, para ele… torne isso interessante. – ela deu de ombros. – Conheça ele, conheça seus interesses, os interesses musicais… torne esses dez dias em algo realmente interessante.
— Mas é claro, sem perder sua personalidade. – Brian falou, fazendo sorrir.
— Estamos falando de ou ? – ela perguntou, rindo.
— Você é uma pessoa só, ! – Jackson disse. – Estar como garota do interior do Texas ou como roqueira dos anos 2000 não muda quem você é. Achei que já tivéssemos passado por isso em 2021.
Ela deu um pequeno sorriso.
— Lembra do que falamos? – Cami perguntou. – Quando começamos?
assentiu.
— Não importa se esteja com ou sem maquiagem… você é uma pessoa só…
— Eu sei… – deu um curto sorriso. – Mas ainda é difícil lidar com amor…
— Não lide com isso como amor ainda! – Cami se levantou.
— Quantas músicas temos sobre isso mesmo? – Brian perguntou.
— Três álbuns… 51 músicas ao todo, contando as deluxe… 49 sobre amor? – respondeu, fazendo-os rir.
— O que é mais uma? – Brian brincou. – A melhor agora, que tal?
— A melhor? – brincou.
— Bem, é uma música digna de dois tenores e um barítono cantar… – Elijah comentou. – Precisa ser “a música”.
suspirou, passando as mãos nas correntes em sua cintura.
— Eu consigo fazer isso. – falou, mais baixo.
— Se tem alguém que consegue, é você. – Cami disse, e assentiu.
— Uma mistura Il Volo e ? – inclinou a cabeça. – Ok… – ponderou.
— Por que vocês não vão tomar banho, comer algo e descansar? A primeira reunião é às 10h. – Cami falou, e eles se levantaram quase automaticamente. – E não se esqueçam: a partir das oito eles vão poder filmar vocês, então atenção com o que fazem…
— Eu não vou ter que ficar de o tempo todo, certo? – perguntou. – Assim, eu amo, mas tem uma piscina e um mar lindíssimo lá fora.
Eles riram juntos.
— Seja você, como sempre. – Cami disse, e todos concordaram.
— É… e deixa um pouco de pele à mostra. – Mason falou, piscando para ela.
— U-u-u-u-uh! – os amigos o zoaram.
— Ei, não pra mim, pelo Piero.
— A-A-A-AH, GAROTO! – até riu, negando com a cabeça.
O dia seguinte começou cedo para todo mundo, mas de formas diferentes.
O relaxamento de no dia anterior fez com que ela acordasse antes das seis da manhã. Aproveitou esse tempo para fazer sua corrida na praia e tomar café antes que as câmeras começassem a rodar.
Quando começaram, ela já estava escondida de volta em seu quarto, com fones de ouvido, um grande bloco de notas e a vista para o mar.
Para Piero, em contrapartida, a noite terminou quase às três da manhã, mexendo no Instagram de . Fotos, vídeos, prévias de entrevistas…
Então, acordou em um pulo quando o despertador tocou.
— Alguém acordou tarde! – Piero ouviu de Gianluca ao voar para fora do quarto.
— Que roupa vocês vão? Que horas são? Estou atrasado? – Piero perguntou rápido, andando de um lado para o outro.
— Relaxa, cara! É só o primeiro dia! – Ignazio falou, rindo.
— Tem que ser perfeito! – Piero sumiu por outra porta, arrancando risadas dos dois.
Apesar da correria, ainda era pouco antes das dez quando os três, junto de Michele, saíram do quarto.
Optaram por jeans, camiseta e tênis — um visual mais casual, acompanhando o verão lá fora.
Assim que pisaram no corredor, uma câmera e um produtor passaram a segui-los, e eles tentaram agir com naturalidade.
Seguiram até a sala de música reservada para eles e ouviram uma melodia assim que abriram a porta.
Os cabelos loiros, lisos e com mechas rosa de apareceram de costas para eles. Ela usava uma regata branca, uma saia pink e coturnos pretos.
Estava sentada ao piano, enquanto Brian se apoiava sobre ele, acompanhando com notas suaves.
Whatever happens
(O que quer que aconteça)
I'll leave it all to chance
(Vou deixar a cargo do destino)
Another heartache
(Outra desilusão)
Another failed romance
(Outro romance que não dará certo)
On and on
(De novo e de novo)
Does anybody know what we are living for?
(Alguém aí sabe pelo que estamos vivendo?)
A voz de saía suave, em contraste com a de Freddie Mercury em The Show Must Go On. Nem parecia a mesma pessoa que havia cantado Make Me Wanna Die no dia anterior.
Piero, mais uma vez, se surpreendeu.
I guess I'm learning (I'm learning)
(Acho que estou aprendendo (estou aprendendo))
I must be warmer now
(Devo estar me preparando)
— Eles chegaram. – Jackson avisou.
As mãos de pararam automaticamente sobre as teclas.
Ela se virou, quase em câmera lenta — pelo menos para Piero.
Os brincos, colares, pulseiras e gargantilha ainda estavam ali, mas o rosto não carregava a mesma maquiagem intensa da noite anterior. O preto permanecia, agora apenas realçando seus olhos.
— Well… the show must go on. – disse, rápida, deixando o olhar passar pelos três… até parar em Piero.
Ele tentou sustentar o olhar, mas a tatuagem que ocupava toda a coxa direita de roubou sua atenção.
Não sabia dizer exatamente o que era — só que o fascinava um pouco mais a cada dia.
— Então… — ela inclinou a cabeça de leve — vocês sobrevivem a rock, ópera e Queen?
Ignazio foi o primeiro a rir.
— Com certeza!
— Vamos começar, garotos? — ela se levantou.
— Andiamo! — Gianluca respondeu, rindo.
— Acho que podemos começar do começo, certo? — disse.
— Importante! — Ignazio respondeu, rindo. — Eu sou Ignazio, Gianluca… — indicou o amigo ao lado esquerdo — e Piero, que você já conhece.
pressionou os lábios, contendo uma risada por causa das câmeras.
— Eu sei quem vocês são. Vocês são incríveis. — Ela disse, sem o menor pudor.
Ignazio sorriu com o reconhecimento, Gianluca o acompanhou. Já Piero… ficou vermelho.
— Você também! — Ignazio respondeu. — Eu sabia que te conhecia de algum lugar.
riu. Feliz por Ignazio de Il Volo conhecê-la.
— Obrigada! — assentiu com a cabeça. — Eu sou , e esses são Elijah, no baixo e voz; Jackson, guitarra e voz; Mason na guitarra solo; e Brian na bateria.
Enquanto falava, ela os indicava. Tirando Brian, que ainda estava sentado no piano, todos estavam com seus instrumentos.
— E aí, galera? — Gianluca cumprimentou.
— E aí! — a banda respondeu, animada.
— Tenho que dizer… ficamos realmente empolgados por cair com vocês. — Brian disse, descendo do piano.
— Mesmo? — Piero finalmente falou, fazendo sorrir diretamente para ele.
— Bem, as melhores junções do mundo incluem rock e música lírica. — Brian continuou.
— É? — Piero insistiu.
— É óbvio! — riu. — Já ouviu
How Can I Go On?
Piero fechou a boca e assentiu.
— Freddie e Montserrat Caballé. — Ela deu de ombros. — Eu não sou o Freddie… mas espero que, com a inspiração dele, a gente consiga entregar algo à altura.
— Você gosta dele? — Ignazio se intrometeu.
— Dã! — respondeu, rindo.
— Ah, isso vai ser divertido! — Gianluca disse, indo até um dos sofás.
— Eu vou adorar! — Ignazio completou.
virou automaticamente para Piero.
— Eu também… — ele disse, mais baixo.
As bochechas voltaram a corar.
se aproximou.
Piero travou por um segundo quando ela encostou o rosto perto do ombro dele, próxima demais — próxima o suficiente.
— Melhor parar de ficar vermelho… — sussurrou, perto da orelha dele — vai aparecer na gravação.
Ela soprou de leve. Piero arrepiou na hora.
E ela se afastou como se nada tivesse acontecido.
Ignazio abriu um sorriso enorme, segurando a risada.
Os amigos de trocavam olhares, claramente se divertindo.
— Hum… — Piero pigarreou, tentando se recompor. — Por onde vamos começar?
Ele acompanhou, quase sem perceber, o movimento dela voltando para o piano.
se ajeitou no banco e virou o rosto para ele novamente.
— Eu quero saber tudo sobre vocês.
Piero sentiu um arrepio subir pela espinha.
Ele sabia que era sobre a música.
Mas… por algum motivo… não parecia ser só isso.
— Ok… — tocou algumas notas soltas, puxando o bloco de notas para perto. — Antes de tudo, eu preciso entender vocês… e como funciona a produção de uma música com vocês.
— Bem, nós não escrevemos nossas músicas. — Gianluca disse.
Os olhos de se arregalaram rápido demais.
— Ah, qual é! Não é possível! — ela riu. — Não vão me dizer que vocês não tocaram em Grande Amore?!
Os três riram — pela surpresa, pelo reconhecimento… e pelo carinho pela música.
— Nós não… — Gianluca indicou para si e Ignazio. — Mas o Piero…
— Ele sempre dá aquele toque final. — Ignazio completou.
Piero abaixou o rosto, envergonhado.
— Não faz isso! — Elijah entrou. — Isso é incrível! IN-CRÍ-VEL!
Risadas.
— Grazie… — Piero murmurou.
— Prego! — Elijah respondeu na mesma hora.
— Espera! — Ignazio ergueu a mão. — Antes de começar… como vocês falam italiano tão bem? A gente achou que ia ser tudo em inglês!
— Família. — Jackson deu de ombros. — Nonna, nonno, mistura de tudo… e a Itália recebeu a gente muito bem em 2021. Aprender foi meio que um agradecimento.
— E a morou aqui quando era mais nova.
— Na adolescência. — ela corrigiu Mason, sem olhar.
— Isso é incrível! — Gianluca riu.
— Beh… nós somos. — Elijah respondeu.
— Ah, para! — Brian jogou uma baqueta nele.
Mais risadas.
— Ok, foco! — bateu de leve no piano. — Se vocês não escrevem tanto… como vocês visualizam a música?
— A gente conta uma história. — Gianluca respondeu.
— Cresce dentro dela. — Ignazio completou.
— Começa pequeno… — Piero disse — e termina grande.
Os três assentiram.
inclinou a cabeça.
— Tipo… abrir a porta com o pé.
Piero assentiu. Ela anotou.
— Então vocês querem uma narrativa. — Elijah entrou, já técnico.
— Dá pra construir fácil. — Mason dedilhou algo leve na guitarra.
— Depende do tom. — respondeu, deixando uma nota ecoar no piano.
Ela começou algo suave. Quase clássico.
Piero se levantou, se aproximando.
— Isso pode funcionar.
Ela olhou para ele de lado.
— É óbvio que vai funcionar. — um meio sorriso — senão eu não estaria aqui.
Dessa vez, ele sorriu de volta. Sem fugir.
— Só não esquece de deixar espaço pra gente respirar. — Ignazio brincou.
— Ah, não! Impossível!
Risadas.
— E se… — Jackson entrou no mesmo ritmo, plugando a guitarra.
O som mudou.
— Agora começou. — murmurou. Piero inclinou a cabeça.
— Isso é… diferente.
— Diferente bom? — ela perguntou. Ele assentiu.
— Sempre bom.
Ela virou o corpo levemente.
— Então canta.
Piero piscou.
— O quê?
— Canta. — ela riu. — Eu preciso conhecer sua voz.
Ele hesitou. Ela sustentou o olhar.
— Vai, Piero! — Ignazio incentivou.
Ele soltou o ar devagar.
Pensou.
E então—
—
Who wants to live forever…
A nota saiu limpa. Imediata.
A pele de arrepiou.
Ela entrou no piano. Jackson acompanhou. O som cresceu.
Ignazio e Gianluca sorriram, deixando ele conduzir.
Who wants to live forever?
(Quem quer viver para sempre?)
Who wants to live forever?
(Quem quer viver para sempre?)
Ooh-ooh-ooh
o acompanhou no piano e Jackson seguiu com ele.
Ignazio e Gianluca deixaram o amigo, com largos sorrisos no rosto.
Who dares to love forever
(Quem se atreve a amar para sempre)
Oh-woah, when love must die?
(Oh-uou, quando o amor deve morrer?)
Mason e Brian entraram no ritmo deles, deixando o toque de Brian May e Roger Taylor entrar na música.
Piero notou que lhe olhava, movimentando os dedos nas notas do piano, com um sorriso admirado.
Piero se ajeitou, apoiando no piano, conseguindo vê-la melhor.
But touch my tears with your lips
(Mas toque as minhas lágrimas com os seus lábios)
Touch my world with your fingertips
(Toque o meu mundo com as pontas dos seus dedos)
And we can have forever
(E nós podemos ter o para sempre)
— Eu preciso de vocês dois! – indicou os outros.
Ignazio e Gianluca entraram sem pensar.
As vozes se misturaram.
O som encheu a sala.
And we can love forever
(E nós podemos amar para sempre)
Forever is our today
(O para sempre é nosso hoje)
Ignazio e Gianluca se aproximaram do piano.
Who wants to live forever?
(Quem quer viver para sempre?)
Who wants to live forever?
(Quem quer viver para sempre?)
Forever
(Para sempre)
— Para finalizar! – disse.
Who wants to live forever?
(Quem quer viver para sempre?)
Os instrumentos terminaram juntos.
— Uhul! – Brian comemorou, batucando na bateria.
ria sozinha ao piano.
Piero, Ignazio e Gianluca tinham largos sorrisos nos rostos.
— Isso é demais! – Gianluca disse, rindo.
— A gente tem alguma coisa aqui… não sei o quê, mas vai dar certo. – Elijah comentou.
— Vai sim! – Piero respondeu, com um sorriso aberto.
tombou a cabeça para trás, rindo.
— Ah, cara… eu vou gostar muito disso. – disse, ainda sorrindo, deixando o olhar passar pelos três.
Pela primeira vez desde que chegou ali…
Piero não estava pensando no que dizer.
Só em cantar.