Codificada por Lua ☾
Última Atualização: 31/10/25
Eu nunca acreditei no inferno.
Fala sério! Um lugar onde todo mundo fica queimando e em eterna agonia enquanto um cara bonitão, ou um bode gigante com bafo de enxofre está lá apenas sentado em um trono, com um enorme garfo na mão, enquanto gargalhar por condenar um bando de almas e dá ordens para seus fiéis demônios? Não mesmo. Eu não acredito nessa baboseira.
Também não acredito em céu, em Deus ou qualquer outro tipo de criatura sobrenatural que eu conheço de cor e salteado porque sou uma fã incurável de Supernatural.
E, pensando bem, eu poderia até fingir que acredito com o gostosão do Dean na minha frente. Ou o Sammy, porque com aqueles dois escolher seria até contra as leis da natureza e eu adorava um ménage.
Mas, voltando ao que eu estava dizendo... Espíritos, fantasmas, vida após a morte? Isso daí é tudo invenção do ser humano para não aceitar a verdade absoluta, porque todo mundo se borra de medo dela. E essa verdade é simples e cruel: não existe nada em outro plano. Você vive uma vez e depois deixa de existir porque cumpriu seu papel biológico na natureza.
Preciso falar que algumas pessoas me odiavam quando conversavam comigo sobre essas coisas? Eu já tive umas discussões bem engraçadas quando esse tipo de assunto surgia.
Preciso falar também que eu não dou a mínima para o que pensam? Ou que também não ligo para nada do que você pode estar achando disso que está lendo aqui?
Ótimo. Porque eu não te daria nenhuma satisfação de pensar assim. Na verdade, eu não devo satisfações a ninguém, e quando eu digo ninguém é ninguém mesmo.
Não tenho pais porque minha mãe morreu para me dar à luz, e meu pai se foi dezenove anos depois, levado ao fim de sua existência pela porcaria de um câncer na garganta. Ele fumava feito um condenado, então, por maior que fosse a dor da perda, não era difícil de prever que algo assim aconteceria com ele. Mas meu pai era um teimoso incorrigível e claramente eu tenho por onde puxar.
Pelo menos na época que ele morreu eu já era maior de idade, então não precisei me mudar para a casa de nenhuma tia chata, ou avós, ou qualquer outro parente. Não é que eu não ame minha família, ou seja uma pessoa sem coração, fria feito pedra de gelo, é só que eu aprendi desde pequena a ser prática, então todas as vezes que a vida socou minha cara e me derrubou no chão, eu fiz a doida e levantei rebolando bem a minha bunda só para ficar por cima.
Sempre odiei a ideia de ficar choramingando ou dependendo dos outros. Por isso talvez não seja nenhuma surpresa o fato de eu resolver ir a uma festa da faculdade completamente sozinha.
Havia apenas duas pessoas no mundo que eu considerava minhas amigas de verdade, e essas eram Giovanna e Charles, o resto eu diria que eram colegas com quem eu trocava algumas palavras quando meu humor estava pleno.
O caso era que naquela noite Gio estava me deixando fula da vida porque tínhamos um tal paper para entregar no dia seguinte, e ela sempre empurrava os trabalhos para última hora, o que testava todos os limites da minha paciência. Charles então era um caso totalmente perdido desde que começara a namorar Andrey, talvez a pessoa mais sem graça do mundo e que fazia mais manha que meu cachorro com medo de trovões.
Não me imagine como uma mal amada que fica criticando todo casal que vê pela frente e faz nojinho com demonstrações públicas de afeto, muito pelo contrário. É só que Charles é meu melhor amigo, e desde o começo eu tive um pé atrás com o Andrey. Além do nome, que eu achava péssimo, a pessoa e o relacionamento dos dois não me descia. Sem deixar de lado o fato de que uma pulguinha atrás da minha orelha vivia murmurando que o tal Andrey era muito estranho de um jeito ruim e que mais cedo ou mais tarde ele aprontaria para Charlie. Eu torcia para estar errada, o que na verdade não acontecia, mas tudo bem.
Eu acreditava, sim, na existência do amor e até já me peguei algumas vezes desejando encontrar alguém que me fizesse dividir muito mais do que apenas algumas horinhas de sexo, afinal de contas, eu sou humana e todos os humanos têm os momentos de carência. Talvez eu não fizesse ideia do que realmente era o amor, mas não tinha medo nenhum de descobrir um dia.
Deixando o papo de namoro de lado... Onde eu estava mesmo? Ah é! A festa.
Eu me arrumei toda, catei o vestido mais sexy do armário de Giovanna e fui para lá bem cara de pau. Não precisava conhecer ninguém previamente para me divertir, não é mesmo? Ficar dependendo da boa vontade dos outros era péssimo e nem combinava comigo.
Modéstia à parte, eu estava fabulosa.
O vestido tubinho na cor azul tinha realçado a cor de meus olhos e as ankle boots me deixaram uns bons centímetros mais alta, o que eu amava, porque, por mais que adorasse ser baixinha, um upgrade sempre era muito bem-vindo. Meus olhos estavam bem marcados pela sombra escura, e mesmo sabendo que eu viraria um panda no dia seguinte, não me importei muito não. Eu só queria sair, beber e me divertir, quem sabe até beijar umas bocas.
Senti olhares em mim quando cruzei o hall de entrada, e quando virei meu rosto e detectei um em especial, eu soube que ir até aquela festa sozinha havia sido a melhor coisa que eu já tinha feito esse ano.
Ele era lindo.
Talvez eu não consiga expressar de verdade o quanto, mas quem sabe essas três palavras ditas assim com destaque possam dar ao menos uma ideia dos meus primeiros pensamentos quando meus olhos encontraram aquele homem.
Alto, ombros largos, sorriso molhador de calcinhas e malditos olhos azuis.
Parecia a conspiração do universo, juro! Até os cabelos eram castanhos e batiam nos ombros dele de um jeito sexy que me deixou louca só de olhar!
Eu fui obrigada a desviar meu olhar, porque um calor infernal veio de baixo para cima, de cima para baixo, e minhas pernas até bambearam. Sem mentira.
Já me disseram trocentas vezes que sou exagerada, mas ele era tão gostoso que eu acabaria desmaiando se mantivesse contato visual por mais tempo. Parecia que alguém tinha lido minha mente e mandado aquele macho especialmente para me atentar.
É sério. Não estou brincando não.
Toda vez que eu ia ler fanfics interativas, aquela era a maldita descrição que eu sempre colocava, então se isso não é coisa do universo, talvez eu comece a acreditar no céu e no inferno, porque aquele homem só podia ter saído de um dos dois.
O negócio é que eu até podia muito bem atravessar a festa inteira e tomar eu mesma a atitude de chegar nele, mas eu não gostava de ir direto ao ponto sem provocar ao menos um pouquinho, então, em vez de ir até aquele gostoso, eu fui para o lado oposto de onde ele estava e resolvi caçar alguma bebida, já que a minha garganta estava muito seca.
Será que a água dali foi parar em outro lugar?
Nossa, meus pensamentos sempre foram assim, já que eu não conseguia olhar para um sorvete sem maliciar completamente e, por alguns segundos, eu praguejei Charles e Giovanna, porque estava louca para compartilhar aquilo com eles.
Conseguia sentir ainda o olhar dele sobre mim quando me afastei, o que me fez manter um sorriso de canto nos meus lábios até eu finalmente encontrar um pouco de cerveja e parar um tiquinho de reparar nos olhares do gostoso só para apreciar minha bebida.
Tem gente que odeia cerveja por ela ser amarguinha. Bom, na verdade, é exatamente disso que eu gosto. Só de sentir o sabor daquela criação maravilhosa já fazia eu querer revirar meus olhos nas órbitas. Eu amava cerveja e definitivamente seria a minha bebida favorita se não existisse outra chamada coca cola de cereja.
— Imagina só uma mistura dos dois! — murmurei comigo mesma e até arregalei meus olhos, porque eu era uma gênia.
Num segundo delirante, eu quase senti o resultado daquela mistura em meu paladar, mas aí dei um jeito da Terra me chamar de volta e dei risada de mim mesma por conseguir viajar completamente com as coisas mais simples.
Senti novamente que era observada e não precisei procurar para saber que era de novo a tentação de algum lugar, então eu olhei em sua direção e me permiti observar o olhar que ele lançou em cada centímetro de meu corpo. Um sorriso de canto denunciou que ele havia aprovado a vista, e eu umedeci meus lábios antes de retribuir em um mudo “você também não é ruim”.
O bonitão então fez menção de vir até mim, e como uma bela criatura travessa que eu sou, resolvi dar mais uma circulada pela festa, quem sabe dançar um pouco no meio da pista de dança improvisada.
Eu sei, tinha um lugar específico no meu corpo me suplicando para deixar aquele homem vir logo e fazer bem mais do que uma análise visual, mas eu não estava na festa há muito tempo e queria dizer que aproveitei ao menos um pouquinho.
Veja bem, a ideia de achar a pista de dança também havia sido uma maravilha porque ali no meio daquele bando de gente eu acabei esbarrando numa menina que com toda certeza era a mais bonita daquele lugar. Sem mentira.
Cabelos castanhos, lábios carnudos, branquinha e com um belíssimo par de olhos verdes.
Sempre fui assumidamente bissexual e gostava de todo tipo de corpos e formas, mas é claro que eu tinha meus preferidos, e, naquela bendita festa, eu havia encontrado não só meu tipo de cara, mas o tipo de garota também, sabe o que isso significa? Ménage a trois!
Brincadeira. Mas se der, eu quero.
— Desculpa! Esse lugar tá uma loucura. — Me apressei em dizer a ela e falhei miseravelmente em disfarçar que tinha gostado dela, porque meus olhos não pararam em um lugar só.
— Imagina. Eu é que to perdida no meio desse pessoal. Não faço ideia de onde minhas amigas se meteram. — Fez uma careta lindinha, e eu até agradeci mentalmente por isso.
— Sério? Você quer que eu te ajude a procurar por elas? — ofereci, ao ver que ela sorria abertamente em seguida.
— Jura que você faria isso? Acho que já andei por todo canto e não as encontro. — Então ela meio que olhou em minha volta rapidamente, voltando a cravar aqueles olhos lindos em mim. — Não quero te atrapalhar não, hein!
— Atrapalhar o quê? — Dei risada. — Eu fui abandonada pelos meus amigos hoje. Vim para cá sozinha mesmo — expliquei e deu de ombros, notando a surpresa nas feições dela.
— Minha nossa. Quando crescer quero ser igual a você! Muita coragem sua vir a uma festa assim sozinha. Acho que eu não consigo — comentou e de repente soltou um gritinho que me fez quase pular de susto. — Eu amo essa música! Vem, vamos dançar! — e me puxou pela mão para um lugar com mais espaço naquela muvuca.
Achei graça do jeito da garota, mas não recusei seu convite porque eu não era nem louca. Segui com ela e comecei a acompanhá-la em sua dança, deixando que a música tomasse conta dos meus movimentos. A uma certa altura, notei que ela me encarava e retribuí seu olhar, mordendo meu lábio inferior de forma discreta porque, nossa, ela era muito sexy.
Não sabia com certeza se ela tinha as mesmas intenções que eu, mas ao sentir a garota se aproximar de mim e colar seu corpo no meu, não tive mais nenhuma dúvida.
— E as suas amigas, uh? Nenhum sinal delas? — perguntei só por perguntar, porque na verdade eu estava bem concentrada no quanto os lábios dela pareciam ser gostosos.
— Ah, deixa elas para lá. Eu gostei de você. — Sorri ao ouvir aquilo e resolvi que com ela eu nem queria perder tempo provocando. Segurei sua cintura com uma de minhas mãos e a puxei para mim, para lhe tascar logo um beijo na boca.
Senti ela rir contra meus lábios antes de retribuir as carícias que foram iniciadas por minha língua, e logo as mãos dela seguiram até minha nuca e se enroscou nos meus cabelos. Seu corpo de repente estava tão grudado no meu que eu fiquei absurdamente tentada a me esfregar nela, tamanho calor que aquela garota me provocava.
Levei minha outra mão também à sua cintura e apertei meus dedos por ali, senti o tecido do vestido que ela usava e deixei a garota parar o beijo por alguns minutos, só para puxar meu lábio inferior com seus dentes. Soltei um suspiro com aquele gesto e logo voltamos a nos beijar tão intensamente que eu até ouvi algumas exclamações ao nosso redor.
A música acabou, outra começou e nós continuamos nos beijando. De repente, eu queria sair com ela dali, mas antes que eu pudesse lhe fazer o convite, uma voz aguda nos interrompeu.
— , por Osiris! Nós te procuramos por tudo, mulher!
Não precisei de muito para saber que eram as amigas dela e, um tantinho frustrada, parti o beijo e vi uma careta formada no rosto da garota que agora eu sabia o nome.
— Não achei vocês, então fiz uma nova amiga. — Aquilo me fez rir um pouco.
— Amy está passando mal. Nós temos que ir, amiga. — Não fiquei tão puta com isso, porque já tinha sido interrompida mesmo e por mais que tivesse gostado, não era de ficar mesmo apegada a uma pessoa só a noite inteira.
— Desculpa, elas são minha carona. — O biquinho que ela fez foi realmente uma gracinha.
— Não tem problema, . — Pisquei para ela e a vi seguir com as amigas. — Também adorei te conhecer.
Ela retribuiu a piscadela quando se afastou e fiquei a observando até sua silhueta sumir da festa.
. Um mulherão com toda certeza.
Arrumei mais uma bebida, dessa vez algum drinque que tinha um gosto no mínimo diferente, mas que era bom e era só o que importava.
Voltei a dançar como se estivesse o tempo todo ali fazendo aquilo sozinha mesmo e reconheci a voz da rainha Ariana, o que me fez rebolar com mais vontade.
Então, de novo, eu senti um certo olhar sobre mim e não demorei muito para achar o bonitão mais uma vez.
A vida era uma vadia, e eu a adorava.
Pelo jeito que ele me encarava, eu sabia que dessa vez não iria conseguir fugir, então eu apenas continuei a dançar e cantar cada palavra da música que tocava.
You like my hair? Gee, thanks, just bought it
I see it, I like it, I want it, I got it (yeah)
I want it, I got it, I want it, I got it
I want it, I got it, I want it, I got it
Meu cérebro processou quase uma câmera lenta dele quando passou a língua pelos lábios e finalmente caminhou na minha direção. Mordi minha boca de leve e, com meu melhor olhar de travessura, virei de costas para ele.
Como eu disse, dessa vez fugir não seria uma opção, e eu nem queria que fosse, então foi bem por isso que eu adorei quando o senti quase se colar em mim, mover seu corpo gostoso junto ao meu e murmurar contra o meu ouvido.
— Pensei que sua amiga se juntaria a nós.
Céus, aquela voz rouca era mesmo uma delícia!
Perfeito, ele havia me visto com .
— Ah, ela ia, mas precisou ir embora. — Fiz um biquinho, do mesmo jeito que minha amiga havia feito minutos atrás.
— Hm, isso é uma pena. — Ele soltou, e, como se não bastasse aquela gostosura toda, o filho da mãe também era cheiroso pra caramba.
— É sim. — Concordei com ele e empinei minha bunda só um pouquinho. — Mas tenho certeza de que eu e você ainda podemos nos divertir bastante. — Sorri enviesado.
— Disso eu não tenho dúvidas. — Estremeci quando suas mãos seguraram minha cintura e a apertaram devagar.
— Então o que é que está esperando? — o provoquei, quase debochada.
— Você se virar para mim. — Não precisei encará-lo para saber que sorria.
Quando finalmente fiquei de frente para ele, se pensei em dizer algo nem tive tempo de formular palavra alguma, os lábios dele foram de encontro com os meus, e eu não hesitei em retribuir, completamente atiçada pelo desejo que estava sentindo por aquele homem delicioso.
Levei minhas mãos até sua nuca e agarrei seus cabelos enquanto sentia suas mãos me pressionarem contra ele. Dizer que aquele homem tinha pegada era muito pouco. E se isso não bastasse, o beijo era delicioso, intenso de um jeito que deixou meu corpo todinho arrepiado.
De repente, me peguei pensando que aquela ideia de vir a uma festa sozinha havia sido a melhor que já tive nos últimos tempos. O pensamento me fez sorrir entre o beijo e desci minhas mãos da nuca do rapaz até a gola de sua camiseta. Separei meus lábios dos dele e então eu o puxei comigo para algum canto daquele lugar onde eu pudesse aproveitar realmente aquele homem sem que ficassem me esbarrando o tempo todo.
Empurrei-o contra a parede e lhe lancei um olhar de cima a baixo, parando por uns dois segundos em seu baixo ventre, onde eu consegui notar que ele estava tão animado quanto eu.
— Gostou? — Escutei ele me questionar, com uma voz rouca que quase me fez gemer.
— Mais ou menos — respondi, e o vi arquear uma sobrancelha. — Não vi o bastante ainda. — Pisquei e sua expressão deu lugar a um sorriso tão malicioso quanto a mordida que eu dei em meu lábio inferior.
— Sendo assim, ainda não vou te falar o quanto te achei gostosa. — Acabei rindo, enquanto meus olhos se fixaram nos lábios dele, onde havia resquícios do meu batom.
De repente, eu não queria mais bater papo.
— Acabou de dizer. — Foi a minha vez de beijá-lo, sem lhe dar tempo para me responder.
Seus braços fortes voltaram a me apertar, puxaram com firmeza meu quadril contra o seu e fizeram um carinho tentador em minha cintura. Contive um gemido contra seus lábios, desejando que aquela carícia se estendesse até minhas coxas e erguessem meu vestido no processo.
Espalmei minhas mãos no peito dele e deslizei minhas unhas por cima do tecido de sua camiseta. Um suspiro escapou pelos lábios dele, então desci as mãos até seu abdômen e brinquei com o cós de sua calça.
— Assim você vai me deixar louco. — Ele separou o beijo, levou sua boca até meu ouvido e sussurrou antes de brincar com o lóbulo de minha orelha.
Sorri de imediato e acabei mordendo meu lábio em seguida. O calor no meio de minhas pernas já beirava o infernal. Aproveitei para esfregar uma de minhas coxas na perna dele, e mais um suspiro escapou dos lábios do bonitão.
— Mas eu nem comecei direito ainda, lindo. — Sorri enviesado para ele, e suas mãos fizeram pressão em minha cintura.
Ele desceu os beijos até meu pescoço de um jeito que fez com que meus olhos quase se apertassem de excitação.
— Não? — Sua boca se afastou de minha pele e quando ele me encarou, pude jurar que seus olhos azuis haviam escurecido. — Então vamos sair daqui.
Aquilo não havia sido uma pergunta. Seu tom de voz havia sido taxativo e confesso que meu corpo tremeu inteiro quando ele tomou as rédeas da situação, entrelaçou sua mão na minha e me guiou pela casa.
Me deixei levar para um dos quartos, e assim que a porta foi encostada atrás de nós, voltei a sorrir cheia de malícia para ele antes que nossos lábios voltassem a se encontrar cheios de desejo.
Eu não era o tipo de pessoa facilmente impressionável, mas aquela noite e aquele homem seriam difíceis de esquecer.
A primeira coisa que senti foi um calor absurdo no rosto, que denunciou o contato com a luz do sol, e ainda assim eu me recusei a abrir meus olhos, ou mover um músculo sequer, enquanto me praguejava mentalmente por ter esquecido de fechar as cortinas do meu quarto.
Eu nem lembrava como tinha ido para casa, mas isso não vinha ao caso no momento. Parecia que um caminhão tinha passado por cima de mim e meu corpo tinha esperado eu acordar para me mostrar isso.
Cabeça, braços, barriga, pernas... Tudo doía.
Maldita ressaca e maldito homem gostoso!
A noite havia sido ótima, eu jamais seria capaz de negar, mas ele podia ter me deixado um pouco mais inteira, não? Como é que eu ia para a aula naquele estado?
Naquele momento, me dei conta de que eu não tinha perguntado o nome dele e ele também não sabia o meu, e isso acabou me fazendo rir baixinho.
Suspirei e resolvi enfrentar o sol batendo na minha cara e ir logo caçar algum remédio. Estiquei meus braços, me espreguicei, e foi assim que eu senti minha mão esbarrar em alguma coisa que não demorei a perceber que na verdade era alguém.
Eu tinha levado ele para a minha casa?
Abri meus olhos no susto, me sentando na cama, mas qualquer cenário que eu imaginei encontrar não havia nem chegado perto da loucura ao meu redor.
Eu não tinha ido para casa coisa nenhuma. Ainda estava naquele quarto, na casa de um desconhecido, em uma cama com os lençois brancos tingidos de vermelho, com minhas mãos ensopadas de sangue e com o homem da noite anterior morto ao meu lado.
Meus olhos se encheram de lágrimas, meu corpo tremeu de pânico, mas não tive tempo de soltar o grito que definitivamente viria, porque a porta se abriu com um estrondo.
— Polícia! Mãos na cabeça, mãos na cabeça!
Continua...
Nota da autora: Não consegui resisti e agora temos Histeria no Ficsverse!
Essa fanfic tem um espaço muito grande no meu coração, principalmente porque o Samuel (pp1) é o amor da minha vida todinha.
Espero muito que vocês gostem.
Happy Halloween!
Ste a.k.a. Saturno. ♥
Essa fanfic tem um espaço muito grande no meu coração, principalmente porque o Samuel (pp1) é o amor da minha vida todinha.
Espero muito que vocês gostem.
Happy Halloween!
Ste a.k.a. Saturno. ♥
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