Codificada por Lua ☾
Finalizada em: 28/12/2025
— Caralho, eu vou matar esse idiota!
Passei as mãos pelos meus fios, os jogando de qualquer jeito de lado e pisquei de forma mais pesada. Era sábado. Um dos poucos dias que eu tinha para descansar devido a rotina intensa de trabalho e faculdade. Respirei fundo ao parar em frente da porta do apartamento dele.
O corredor deserto. Com certeza as pessoas estavam fazendo algo normal: dormindo.
Idiota.
Prepotente.
Insuportável.
Com o punho fechado bati várias vezes, e novamente trouxe ar para os meus pulmões, no entanto, me arrependi. Foi questão de segundos para que ele abrisse a porta usando apenas uma calça de moletom cinza.
Posso repetir? Apenas.
Ele era um completo babaca, mas gostoso. Muito gostoso. Tentei focar em seu rosto, fato impossível naquele momento. Engoli seco, formulando uma frase decente em minha mente em contrapartida a barriga cheia definida do meu vizinho otário.
— Desaprendeu a falar? – sua voz saiu rouca, e meu corpo se arrepiou com isso.
Que ódio.
— Você é idiota ou se faz?
Um idiota. Um completo idiota.
— Ah essa é a sua pergunta? – foi para fechar a porta do apartamento, no entanto coloquei a minha mão em frente. — Dá licença que está cedo?
— Por isso mesmo. Por que a sua música e seus passos são sempre tão altos? Eu... – abri a boca pra falar, mas porra, o corpo dele me chamava muita a atenção. O que era esse abdômen? Se concentra, .
— Estou fazendo café da manhã. Quer entrar? – ele abriu mais a porta, a fim que eu entrasse.
Por isso franzi o cenho.
— Não. Eu não quero entrar. Se você não abaixar essa merda imediatamente, vou tomar providencias.
Se ele percebeu que dei uma última olhada em seu corpo, eu não estava nem aí. Apenas sai, pisando firme e bati a porta do meu apartamento com força. Fechei os olhos logo depois, e foi questão de segundos para que a música infernal cessasse.
Ótimo. Finalmente eu teria paz para poder descansar.
Assim que me deitei, e puxei o edredom pra cima do meu corpo, pois calor sim, mas descoberta nunca. Uma voz penetrou entre as paredes. Abri os meus olhos, tentando distinguir qual era aquele som, e me sentei na cama a fim de facilitar o processo.
Era o idiota.
Ele estava cantando.
Alcancei meu celular debaixo dos travesseiros, o desbloqueando e abri uma conversa com a síndica do prédio.
: Oi, Michelle. Bom dia. Tudo bem? O morador do 802, meu vizinho, tem me importunado bastante. Tem algo que você possa fazer a respeito?
Joguei meu corpo no colchão, percebendo que a voz dele havia se tornado mais baixa, e agradeci mentalmente por isso. Por um instante, me arrependi da mensagem anterior, no entanto, coisas vinham acontecendo há tempos.
Um aviso sonoro baixo me tirou dos meus devaneios e peguei o celular.
Michelle: Sebastian está te importunando de novo, ?
Sebastian? Como ela tinha tanta intimidade para chamá-lo dessa forma? Tudo bem que eu a chamava pelo primeiro nome, mas a conhecia há muito tempo. Esse idiota tinha se mudado há alguns meses.
Ok, aos poucos a minha mente foi ligando os pontos. Michelle era jovem como Sebastian. E claramente ele já deve ter recebido outras reclamações. Imaginei Michelle indo até o apartamento dele, e bem... entendo agora por que ela está me perguntando se ele me importuna novamente.
Pensei em responder que sim, mas apenas respirei fundo, bloqueei o aparelho e coloquei no silencioso. Puxei o edredom para cima da minha cabeça e apenas fechei os olhos, tentaria descansar agora que o barulho acabou.
Alguns dias sem ouvir nada vindo do apartamento daquele idiota, e principalmente sem vê-lo foram de completa paz. Pude focar no meu trabalho, e principalmente na minha faculdade, tendo em vista que as aulas teriam uma pausa para o Natal e Ano Novo, finalmente.
— Mãe, eu já comprei a passagem para o dia 29! – falei ao celular, enquanto segurava o aparelho com o meu ombro junto a orelha e passava um pano pelo meu quarto, descobrindo a quantidade de poeira acumulada. Não era por menos que a minha rinite atacava uma vez ao mês.
— Não quer vir antes, Kit-? Para o Natal, talvez? – ela perguntou num sussurro, como se tivesse medo de fazer aquela pergunta pra mim.
— Mãe, eu já te falei. Vou passar o Natal aqui na California com o papai e a vovó. E passo o Ano Novo com você e o seu novo namorado, tá bom?
Ouvi um resmungo vir do outro lado da linha, e percebi que a minha mãe falava com o namorado a respeito de eu ir só para o Ano Novo.
— Aliás, preciso ir. Vou ao supermercado. Não tem nada em casa.
— Como você deixa faltar comida em casa, ?
— Acabou ontem, dona Deborah! – acabei soltando uma risada rápida, e me despedi.
Deixei tudo que usava para passar o pano por ali mesmo, e coloquei o celular dentro do bolso da minha calça jeans. Andei até o meu quarto, vendo a cama bagunçada, e decidi ignorá-la, pelo menos por enquanto. Peguei a minha bolsa, que estava pendurada atrás da porta e coloquei no ombro.
Mas no instante em que pisei o meu pé para fora do apartamento me arrependi. Tranquei a porta enquanto revirava os olhos, pois o perfume daquele idiota invadiu as minhas narinas.
— Oi, vizinha. – Ele disse, sorridente.
Notei que ele me olhou, e engoli seco com isso. Seus olhos vieram até os meus lábios, sem censura alguma. E acabei fazendo o mesmo, percebendo como ele ficava bem com uma regata preta somada a calça de moletom cinza.
Me aproximei do botão do elevador, o apertando uma, duas, três vezes.
— Não adianta apertar várias vezes, você sabe, né?
Fiquei em silencio. Talvez se eu não conversasse, ele iria embora. A porta do elevador se abriu, entrei. Apertei o botão do térreo e foquei no que deveria fazer, o que iria comprar daqui a alguns minutos, e principalmente o que faria para o jantar.
— Onde você está indo?
— Não é da sua conta. – Respondi, após dar um suspiro rápido.
— Não precisa ser tão grossa comigo, . As músicas acabaram, não foi? Então, você venceu.
Por um lado, ele tinha razão.
— Ao supermercado. – Finalmente cedi, e as portas se abriram.
— Ah, eu também. – Respondeu Sebastian, sorrindo.
O sorriso que ele deu, fez com que os pelos do meu corpo se arrepiassem. E torci, torci muito para que meu rosto não tivesse ficado vermelho, pois era o que acontecia quando ficava arrepiada. Cheguei na porta do condomínio, pronta para sair e ele a abriu pra mim. Em poucos segundos, me encontrava na calçada e fui abraçada por um calor surreal.
— O que pretende comprar no supermercado?
— Coisas que estão faltando em casa. – Respirei fundo ao olhá-lo – E você?
Pensei que se talvez começasse respondê-lo, ele poderia cansar de mim. Seria uma boa tática? Vamos ver.
— Queria fazer um jantar hoje. Ainda estou em dúvida.
A curiosidade tomou conta do meu corpo, pois eu amava cozinhar e saber o que as pessoas cozinhavam. Descobrir receitas novas era um dos meus hobbies. Enquanto andávamos lado a lado, os cheiros misturados de flores plantadas nas calçadas e em casas predominava. Por isso, eu gostava tanto de ir andando para qualquer lugar.
— O que pretende cozinhar?
— Eu sou clichê, tá bom? Estou há dias pensando no meu prato favorito que é macarrão com queijo. E particularmente, tenho um jeito único de fazer que é colocando um pouco de rum no molho antes de misturar com a massa. – Sebastian respondeu com um sorriso nos lábios, e concordei com a cabeça, sorrindo fechado.
— Deve ser ótimo.
Sua mão veio até a minha cintura, pois quase atravessei a rua sem olhar para um dos lados. E me arrepiei novamente. A mão dele estava quente, mesmo por cima do tecido da minha calça, eu conseguia sentir.
— Obrigada. – Agradeci baixo, caminhando até o outro lado pela faixa de pedestres.
Ele fez o mesmo, e em poucos instantes chegamos ao supermercado. E por sorte, não estava tão cheio. Peguei uma cesta, tendo em vista que não compraria muito. E Sebastian fez o mesmo.
O olhei por cima do ombro quando entrei em um dos corredores, vi alguns pacotes de massa, e me apressei para pegar.
Mas minha mente divagou. Me lembrei da forma como ele fitou os meus lábios, e aquilo mexeu comigo. Há quanto tempo eu não beijava alguém? Ok, isso não vem ao caso. Fechei os olhos, com o pacote em mãos e comecei a imaginar como seria beijá-lo. Seus lábios eram convidativos, assim como seu sorriso, seu...
— Quer experimentar?
Pisquei várias vezes ao abrir os olhos e meu coração veio até a boca. Era como se ele conseguisse ler a minha mente.
— O que? – Me virei, o olhando e franzi o cenho.
— O macarrão com queijo mais tarde? – Ele riu, pois havia sim percebido que meu rosto estava corado.
— Obrigada, mas já tenho planos. – Não, eu não tinha. E por que estava recusando um jantar com um homem gostoso desses? Porra, às vezes você é muito burra, . – Quem sabe outro dia. – Resolvi acrescentar, para que não parecesse tão grossa.
— Tudo bem, quando você quiser, é só aparecer. Você sabe onde eu moro. – Sua risada saiu fraca, e eu apenas concordei com a cabeça.
Era magia, não era? Ele havia jogado algo em mim.
Peguei mais alguns itens naquela sessão, e logo fui para a outra. A verdade é que eu detestava fazer compras, mas amava cozinhar. Bem contraditório. Terminei tudo quase uma hora depois, e por fim, não vi e nem falei mais com Sebastian. Logo voltei ao apartamento, ansiando por um banho gelado devido ao calor.
Era a segunda vez que eu conseguia secar o molho da carne que faria naquela noite. A sensação que tinha era que algo estava bloqueando a minha mente, e eu não conseguia me concentrar em nada. Por sorte, cortei alguns tomates em pedaços pequenos e iria jogar na frigideira assim que a água secasse do jeito certo.
— Merda!
A campainha tocou, me tirando dos meus devaneios. E torci muito pra ser uma das minhas amigas que subiu despretensiosamente e iria me surpreender com uma pizza gigantesca de pepperoni. Mordi meu lábio inferior, andando até a porta enquanto prendia meu cabelo em um rabo de cavalo frouxo.
— Oi.
Pra ser sincera, não me surpreendi que fosse Sebastian. Apenas pisquei algumas vezes, o encarando enquanto segurava a porta com uma das mãos, e esperei que ele dissesse o que raios estava fazendo ali.
— Ok. Você não é muito de palavras. – Ele soltou um riso fraco – Tem azeitonas? Estou precisando para uma receita. Digo, bebida. Receita. De. Bebida. – Sua frase saiu pausada e franzi o cenho com aquilo.
— Claro. Pode esperar aqui? – pedi, sorrindo fechado.
Não esperei que ele respondesse, caminhei em direção a cozinha e fui até a geladeira onde guardava o que ele havia me pedido, mas o perfume dele era tão característico que senti a presença dele atrás de mim.
— Qual a parte de ‘espera aqui’ você não entendeu? – me virei, já com o pote nas mãos.
Acabei o deixando sobre a bancada mais próxima, e quis muito cruzar os braços.
— Eu só sou o seu vizinho idiota. Não tem problema eu entrar no seu apartamento. – Sebastian deu de ombros, e percebi como ele olhava ao redor. Sabia que as plantas dos apartamentos eram bem iguais, no entanto, seu olhar caiu no meu fogão. – O que você está cozinhando?
Quis pedir pra ele não se aproximar, mas do que adiantava? Mordi a parte interna da minha bochecha.
— Eu... Não...
Em passos rápidos ele se aproximou do fogão, dando uma olhada no que eu havia aprontado há alguns minutos. Meu coração batia forte, a forma como os seus braços ainda estavam expostos na regata preta me chamavam a atenção de uma forma surreal. Ele parecia fazer academia, ou algum tipo de exercício em casa.
Por alguns instantes uma imagem brotou em minha mente ao passo que meu corpo se arrepiava: os braços dele envolta do meu corpo, suas mãos enormes apertando a minha cintura, me puxando para mais próxima de si. Com isso, meus seios encostariam em seu peitoral e eu sentiria seus lábios nos meus.
— O que você acha? – a voz dele me atingiu, e tive que piscar algumas vezes.
Movi os dedos, sentindo a minha mão suada. Assim como a minha nuca. Uma gota de suor desceu, e foi parar nas minhas costas. Era como se o meu apartamento estivesse com mais de 40ºC naquele momento. Engoli seco, e coloquei meus olhos nele.
— Desculpa? – soltei uma risada fraca.
Seu olhar caiu em mim, e a forma como ele fez isso, meu corpo respondeu ao se arrepiar novamente. Minha boca ficou seca quando notei os seus olhos em meus lábios, e ao passar a língua por eles, tive certeza o que ele desejava. Era a mesma coisa que eu.
— Você deveria me dizer exatamente o que está passando pela sua cabeça agora, . – Sebastian sussurrou ao se aproximar de mim.
Consegui sentir o seu hálito quente tocar o meu rosto, e por breves instantes, quase pulei no colo dele, mas tentei me manter firme. Sua mão veio até o meu rosto, onde acariciou a minha bochecha, e seus dedos deslizaram pelos meus lábios, os desenhando.
— Sussurra pra mim. – Seus lábios roçaram nos meus, e eu quis muito, muito beijá-lo, por isso mordi meu próprio lábio inferior.
— Eu quero que você me foda. – Minha voz saiu tremida.
Fitei seus olhos, a forma como eles nublaram em uma luxuria pura, me deixou maluca. Dei um passo para frente, e levei uma das minhas mãos até a sua nuca. No entanto, tive que ficar nas pontas dos pés, já que ele era mais alto do que eu. Mas isso não nos atrapalhou.
A sua mão veio até a minha cintura e fez com que nossos corpos grudassem. E quase gemi com isso. Os bicos duros dos meus seios tocaram o peitoral de Sebastian e eu mal tive tempo de pensar. Sua boca tomou a minha, no mesmo instante em que ele me puxava um pouco mais para cima. Sua língua procurava pela minha, e gemi contra os seus lábios. Aquilo era melhor do que eu imaginava.
Quando ele partiu o beijo, um murmúrio de negação saiu dos meus lábios. O gosto dele predominava, era de vinho doce. E eu queria mais, muito mais. Passei a língua pelos meus lábios, e meu coração veio até a minha boca assim que ele se ajoelhou diante de mim.
Mas algo brotou em minha mente no instante em que levei minhas mãos até os seus fios.
— A porta ainda tá aberta. Pode fechar, por favor? – pedi baixo, eu não tinha forças para mais nada.
Tombei a cabeça para o lado e um sorriso brotou nos lábios dele.
— Por favor? Você sabe usar essa palavra?
— Vai se foder.
— Vou te foder. É diferente.
Ri e mordi meu lábio inferior no momento em que ele se afastou. Não me mexi, meu corpo estava em combustão. A sensação era de calor e descontrole. Eu não sabia o que fazer.
Meus lábios foram tomados pelos dele de novo depois de algum tempo. Correspondi fervorosamente e recebi uma mordida no lábio inferior, o que fez com que eu arfasse baixo. Suas mãos foram até o meu quadril, e levantaram a camiseta. Partimos o beijo, e a peça de roupa foi jogada em qualquer lugar da minha sala.
Ofeguei, e contive um gemido mais alto ao sentir os lábios dele em minha pele, mais precisamente em minha barriga. Agilmente, Sebastian tirou o meu sutiã, e abocanhou os meus seios com a língua quente. Tombei a cabeça para trás, e levei uma das minhas mãos até o seu ombro. Com os olhos fechados permiti que um gemido mais alto saísse entre os meus lábios.
— Porra, infeliz! – resmunguei.
O rastro de saliva descia dos meus seios até o cós da calça jeans, peça que foi tirada movendo as minhas pernas para facilitar.
— Seu cheiro me deixa maluco. – sussurrou.
Mordi meu lábio com a visão que eu tinha. O cabelo dele estava bagunçado, e seu sorriso ladino predominava. Toquei sua bochecha corada com o polegar, deixando uma carícia leve, e compartilhei um sorriso rápido com ele, pois a sua boca tocou a minha virilha, mesmo por cima do tecido da calcinha. O seu hálito fez com que eu ofegasse baixo.
Notei ele me lamber da minha entrada até o clitóris, e gemi, gemi alto. Minha mão procurou pelos seus fios, e os segurei firmemente. Com a calcinha molhada, tentei fechar as minhas pernas em seu rosto, apenas pelo fato de que eu o queria o mais dentro de mim possível.
— Mais. – Pedi, rouca.
Minha boca estava seca, mas não me importava nenhum pouco. Movi as pernas, o ajudando com o que ele fazia, e seus beijos na minha coxa, e depois na parte interna fizeram com que arrepios se deslocassem pelo meu corpo. No entanto, eu não estava pronta para o que viria a seguir.
A língua dele tocou a região na qual eu já estava encharcada. Fechei os olhos com força, e soltei um gemido. Respirei baixo, e apertei o seu ombro com firmeza. Ela brincou com o meu clitóris em movimentos giratórios, intercalando com chupadas que me levavam ao céu e eu voltava flutuando. Conforme ele aumentava a velocidade da sua língua, e depois diminuía, algo crescia em meu baixo ventre.
Corri minhas mãos até os seus fios onde os puxei com força, mas o mantive entre as minhas pernas. Meu corpo pegava fogo, meus fios estavam molhados e eu revirava os olhos nas orbitas, não tinha controle algum.
— Sebastian... – o chamei baixo.
Com as pernas fracas, o ajudei a se colocar em pé e tomei seus lábios contra os meus fervorosamente. O meu gosto misturado com o dele me fez pensar que queria provar aquilo todos os dias, se fosse possível. E então, fiz o mesmo que ele e tirei a sua roupa.
Uma pausa para contemplar o quanto esse homem é gostoso. Tirei um momento para focar na barriga dele, em como todo o seu corpo parecia ter sido esculpido de forma magistral. Mordi meu lábio inferior, o ajudando com a calça de moletom, o deixando de cueca.
Queria fazer com ele a mesma coisa que ele fez comigo. Queria mesmo. Mas eu não aguentava mais esperar para tê-lo dentro de mim, e a única coisa que conseguia pensar era em repetir isso mais tarde, amanhã ou depois. Então, desci a minha mão pelo seu peitoral e adentrei em sua cueca, já marcada pela excitação evidente.
O segurei na base de início, e percebi como seu membro estava levemente molhado por conta do líquido pré-ejaculatório e isso fez com que eu mordesse meu lábio inferior ao passo que eu aumentava a velocidade dos meus toques para cima e para baixo. Minha mão deslizava, e ao chegar na cabeça do seu pau, usava o polegar para apertar a delicada região.
Sua mão apertou com firmeza a minha, e seus lábios procuraram pelos meus. De forma desengonçada, Sebastian colocou a língua para a fora, e eu fiz o mesmo. O jeito que elas brigavam, me fazia pensar o quanto ele já se sentia perdido diante de tudo que acontecia, igual a mim.
— Você pode sentir? – Ele sussurrou contra os meus lábios. – Como eu estou duro na sua mão?
O arrepio era da cabeça aos pés, e assim que ouvi isso, fechei mais a minha mão na cabeça do seu pau e contornei a glande com o polegar. Ele gemeu na minha orelha, no mesmo instante em que levou as mãos até minha cintura, grudando nossos lábios em um beijo intenso e desesperado.
Fui puxada para o seu colo, e passei as minhas pernas ao redor da sua cintura, e me segurei firmemente com os braços envolta da sua cintura enquanto nos beijávamos. Mas, pensei que iriamos para o meu quarto. Ou para o sofá. Conseguia sentir a excitação dele entre as minhas pernas, e isso estava me deixando maluca.
Fiz com que ele parasse de andar, e coloquei os meus pés no chão. Não sei como, Sebastian pareceu entender o que eu queria e me virou de costas, fez com que meu corpo se aproximasse de qualquer parede. Meu rosto foi colocado com força contra, e acabei rindo disso e apoiando as minhas mãos. Aproveitei para empinar a minha bunda, e mordi meu próprio lábio inferior, soltando um gemido rouco ao sentir a mão dele bater contra a minha pele.
— Você é tão safada, . – Sussurrou bem próximo a minha orelha.
Estava pronta para provocá-lo mais, então fechei os meus olhos com força ao perceber a forma como ele me provocava, os beijos em minhas costas, depois a pincelada que ele deu na minha entrada com a cabeça do seu membro. Gemi, gemi e apoiei a minha testa na parede e arfei.
— Porra!
Abri e fechei os olhos, piscando rapidamente assim que ele se colocou dentro de mim de um jeito lento, apenas deslizando. Ofegamos ao mesmo tempo, e suas mãos vieram até as minhas, entrelaçando os nossos dedos. A primeira estocada fez com que um gemido rouco saísse da minha garganta, e acabei rindo, pois, meu corpo estava por completo arrepiado. Nunca havia me sentido assim antes.
Porra, que merda estava acontecendo comigo?
A mão dele veio até o meu pescoço, apertando com força. Mordi meu lábio inferior com isso, jogando meu quadril contra o dele, sua boca se encontrava na minha orelha, e o jeito que ele gemia, fazia com que eu quisesse mais, muito mais.
Rebolei, sua mão desceu até o meu quadril, o segurando com firmeza e ri disso. Olhei pra ele por cima do meu ombro, notei como ele se encontrava da mesma forma que eu. Com o rosto tomado pelo prazer. Os olhos escuros, a bochecha corada, o cabelo bagunçado.
Mais uma estocada seguida de uma rebolada intensa. E fomos assim. Entre gemidos, sons dos nossos corpos se chocando, ofegadas, pedidos por mais, muito mais. Aumentei a velocidade do meu quadril ao passo que ele fazia o mesmo com o dele, a sincronia era perfeita. Me atingia em um ponto, que com qualquer outro cara levaria um tempo, com ele foi diferente. Tombei a cabeça pra trás, tomada pelo prazer, pelo suor e o desejo de que meu corpo explodisse com o dele. Caralho, eu queria gritar.
Os dedos dele vieram pra dentro da minha boca, e eu os chupei. Sua outra mão desceu até o meio das minhas pernas, tocando meu clitóris em uma velocidade deliciosa, enquanto eu me movia, e ele também. Minhas pernas estavam falhando, minha respiração fraca.
Apenas permiti que meu corpo atingisse o prazer máximo, e fechei os olhos com força, gemendo contra os seus dedos e tendo espasmos constantes, fechei mais a minha perna e joguei o meu quadril, pelo menos mais duas vezes contra o corpo dele e ri com as sensações. Meus pelos estavam arrepiados, minhas pernas bambas e eu parecia levitar.
A apertada que ele deu em minha cintura segundos depois, denunciou o seu orgasmo. Ri, virando meu rosto e o olhando por cima do ombro. Sebastian tirou os dedos da minha boca e apoiou a testa nas minhas costas.
— Você quer jantar comigo hoje? – ele indagou em um sussurro, quase rouco.
— Mas você já começou pela sobremesa. – dei uma risadinha.
Seus lábios foram até o lóbulo da minha orelha, e me arrepiei, sim, novamente.
— Eu posso repetir.
FIM!
Nota da autora: Sem nota!
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