— Então você passa os dias caçando caras babacas?
— Eu nasci para isso, Adrian. Para matar caras babacas.
— Isso é incrível.
Molhei uma batata no ketchup e comi. Estávamos conversando há horas em uma lanchonete que estava toda decorada com itens de Halloween. Seus amigos haviam ligado mais duas vezes. Em uma das vezes, até conversei com Adebayo e garanti que ele estava em boas mãos e que eu não o faria enterrar mais nenhum corpo comigo.
— Pode fazer isso hoje? Eu adoraria ver! — perguntou ele, pegando uma abóbora de plástico e colocando na cabeça.
Eu sorri, percebendo que havia mentido para sua amiga, Adrian Chase iria me ajudar a enterrar outro corpo.
Peguei a máscara do pânico que estava pendurada no encosto da cadeira e vesti.
— Não precisa pedir duas vezes.
Ele me acompanhou até em casa, tomei banho, me arrumei de modo caprichado e especial para meu mais novo amigo poder acompanhar de perto como a Abutre trabalhava.
Enquanto aguardava ele tomar banho, peguei a abóbora que tinha comprado para fazer minha cesta de doces ou travessuras e fiz a minha decoração, retirando o miolo e fazendo os desenhos com uma faca pequena e mais precisa que estava em meu tornozelo. O timing foi perfeito, e quando terminei a decoração, ele saiu do banheiro apenas enrolado na toalha que havia emprestado, azul claro com pequenas margaridas bordadas. Emprestei também uma muda de roupas, já que não tinha como ele me acompanhar a um bar ou boate com sua roupa ridícula de Vigilante.
Coloquei a abóbora cheia de doces na porta enquanto esperava ele ficar pronto.
Adrian não era de todo mal, usando uma calça jeans e uma camisa branca básica de algum cara que eu matei. Ele até tinha um certo charme doce.
E um tanquinho daqueles.
🔪🔪🔪
— Normalmente o que mais funciona é me fingir de bêbada pra caralho — expliquei, enquanto pedia um drink no bar. — Predadores adoram uma mulher inconsciente.
— Isso é nojento.
— É, então eu peço um drink e finjo que estou em Nárnia. E algum babaca se aproxima, começa a conversar comigo. Esse drink único dura a noite inteira. Até o momento em que eu vou ao banheiro e, quando eu volto, tem, magicamente, um drink novo me esperando, geralmente batizado. Eu tomo ele inteiro em uma golada e volto ao banheiro dizendo que esqueci de retocar o batom. Vomito tudo. E o resto é história.
— Eu sinto muito que você tenha que fazer isso. Já teve algum que passou no teste? — perguntou ele.
— Não, todos tentaram forçar algo. Mas já teve vezes em que fui impedida de tomar a bebida, por estar batizada. A maioria das vezes eram mulheres que interferiam.
— Argh. Isso está me dando vontade de vomitar. — Adrian era, definitivamente, adorável.
— Esquartejar uma pessoa não te dá náuseas, mas isso dá? — Eu quis uma confirmação.
— Com toda a certeza. Eu sou um cara respeitoso.
Conversamos por mais alguns minutos e ele me deixou em paz, foi para o canto do bar vestindo a máscara de Pânico que roubei da lanchonete e esperou a magia acontecer.
🔪🔪🔪
Duas horas depois, eu estava no carro de um estranho indicando o caminho da minha casa. Predadores adoram mulheres que moram sozinhas.
Adrian nos seguia com meu carro.
O idiota ria de alguma coisa sem noção bêbada que eu falava. Feliz e provavelmente de pau duro, esperando pela maior transa da sua vida: uma boceta seca.
Entrei em meu apartamento fazendo um showzinho ao tentar acertar a chave, tropeçando na abóbora vazia no chão, e consegui ver de relance Adrian escondido ao pé da escada. Ele não estava tão sutilmente escondido assim, mas o meu escândalo para fingir dificuldade fazia o cara ficar entretido o suficiente.
Entramos em meu apartamento e as coisas aconteceram como eu previ.
O predador foi até minha cozinha, preparou um drink (alguns faziam isso) e trouxe para mim. Eu detestava quando isso acontecia assim, porque era mais difícil de me livrar da bebida.
De qualquer maneira, tudo aconteceu como esperado e, quando o homem viu que eu não estava bêbada de verdade, dei meu sorriso mais psicopata possível.
— Bem-vindo ao inferno. — Minha voz saiu meio rouca e ligeiramente assustadora. Ele tentou se levantar, desesperado, mas fui mais rápida e pulei em suas costas, o fazendo cair de rosto no chão.
Adrian abriu a porta quando ouviu o baque, ele estava segurando uma fucking motosserra.
Não sei como ele encontrou aquilo, mas eu achei do caralho.
E então uma música começou a soar em meus ouvidos, a mesma música que sempre soava quando eu estava fazendo aquilo, como se fosse a porra de uma trilha sonora.
Joker and the Thief, do Wolfmother.
Tudo parecia em câmera lenta quando o cara me empurrou com força contra a minha mesinha de centro, que quebrou duas pernas com o impacto, e Adrian o atacou com um golpe forte em seu rosto, deu a porra de uma pirueta segurando o braço do cara, e eu ouvi o estalo do osso quebrando quando me levantei.
O grito do cara foi amortecido por mim, quando dei um soco forte bem no seu pomo de Adão, o fazendo se engasgar.
Adrian ligou a motosserra e o som encheu meus olhos de lágrimas orgulhosas. Caralho, que homem!
O idiota começou a berrar, mesmo engasgado de sangue, com a faringe fodida, ainda era um som que estragava minha trilha sonora mental.
— Cala a boca, ou eu vou arrancar suas tripas aqui e agora. — Eu ia fazer isso de qualquer jeito. Normalmente eu os matava de maneira mais simples e limpa, mas meu convidado especial apareceu com uma motosserra, então eu tinha que ser estilosa. Ele parou de berrar por um instante, mas voltou a fazer isso quando Adrian deu um golpe em seu ombro que fez o sangue espirrar nele, na parede e em parte do meu sofá. O braço caiu inanimado no chão.
Eu nunca me senti tão excitada na vida.
Retirei minha faca de caça do coldre no tornozelo e rasguei a camisa do cara com lentidão, nos revelando uma tatuagem de uma suástica nazista no peito. Aquilo me fez vibrar de empolgação.
— Tin, tin, tin, prêmio bônus! — Comemorei com um high-five, me perdendo por tempo demais no sorriso dele, aquele sorriso aberto de quem não media a felicidade.
Arrumei a faca na mão direita e eu ia fincar no peito do cara, mas a voz que as vezes invadia a minha mente berrou: Muito cedo!
Por isso, em homenagem ao quadro que havia em minha parede, segurei o cabelo do homem, passando a faca pelo escalpo, o arrancando em uma só passada. Joguei para Adrian, que se divertiu com o pedaço peludo de pele.
Acho que nunca senti isso na vida, a sensação de estar completa, de não estar sozinha no mundo, de encontrar alguém que sente prazer nas mesmas coisas que você, e eu nem estou falando em matar babacas, falo de tudo. Adrian completava minha loucura. E nesse momento vi que a voz em minha mente estava errada, não era cedo demais. Era o momento certo.
Por esse motivo, forcei a ponta da faca em minha mão, para me concentrar no que estava fazendo, e em seguida apunhalei o peito do cara, perfeitamente centralizado. Espero que tenha pego uma parte do coração, mas, para garantir, retirei a faca e entreguei a Adrian, que se posicionou atrás do cara e cortou o pescoço dele, fazendo o sangue quente espirrar em meu rosto.
O homem caiu no chão agonizando, e Adrian me olhou de boca aberta.
— Isso foi do caralho, !
Eu não precisei de mais nenhum sinal, passei por cima do corpo aos tropeços e pulei em Adrian, o fazendo cair no sofá.
Uni nossos lábios com desespero, com a ansiedade de uma vida.
Nunca achei que fosse encontrar alguém tão louco quanto eu.
E ali estava aquela porra daquele nerd com cara de idiota.
Adrian era lento, mas entendeu o recado, puxou minhas pernas com força para que eu me sentasse em seu colo, em seguida levando uma das mãos em minha nuca, aprofundando o beijo.
Ele não se importava se meu rosto estava sujo de sangue, ou se eu tinha acabado de fincar uma faca no peito de um cara qualquer. Sua língua adentrou minha boca com sede do que ele havia esperado o dia inteiro. Eu não me importava que tinha conhecido ele hoje. Se aquele dia não era prova de que devíamos ficar juntos, depois de termos desmembrado um cara, o enterrado em uma cova, trazido minha mala de volta, dividido um banheiro, ele usando roupas de um morto, e havia um corpo jorrando sangue aos nossos pés, o som da motosserra ainda roncava ligado... aquilo era um sinal.... E tudo que me importava era que sua mão apertava minha cintura com firmeza, e a outra mergulhava em meus cabelos da nuca.
Nossos lábios se misturaram com vontade, as línguas medindo o espaço uma da outra, enquanto minhas mãos passeavam por seus ombros largos e seus bíceps supreendentemente definidos. As mãos dele passearam por meu corpo, saindo de minha cintura, passeando por minhas costas, lombar, até chegar em minha bunda, e ali pousaram com cara de quem não iam mais sair.
Desci meus lábios por seu queixo e fui em direção ao seu pescoço, sua pele tinha cheiro de sangue e aquilo me deixou mais excitada, se é que era possível. Voltei a beijar seus lábios.
Por mais que suas mãos passeassem livremente por meu corpo, eu sabia que ele não daria aquele passo, não quando havíamos feito aquilo ali na sala, então ergui meu próprio vestido, ficando apenas de calcinha e sutiã, ainda sentada em seu colo.
Meu sutiã era preto básico, meia taça, e deixava meus peitos incríveis.
Ele suspirou, um som rouco e gutural saindo de sua garganta.
— Você vai ser o primeiro homem que eu vou transar — admiti, sorrindo.
— Você é virgem?!
— Não, eu sou bissexual.
— Ah. Ah! Eu sou o primeiro cara que você escolheu transar? Espera, nós vamos transar? Ele parecia levemente confuso, talvez até meio zonzo.
— Tem um motivo para eu ter tirado meu vestido, Adrian.
— Eu achei que você estava com calor.
— Eu estou com calor.
— É, está quente aqui mesmo. — Suas mãos estavam pousadas em minha bunda, e ele pareceu pensativo.
— Você não quer transar? — perguntei, interessada na resposta que ele poderia vir a dar. Eu não ficaria ofendida, havíamos acabado de nos conhecer. Ficaria decepcionada, porque estava com um tesão dos infernos e estava curiosa para saber como seria transar com um cara.
Adrian parecia ser o cara certo para isso, mas eu não queria usá-lo como uma fuga para sanar minha curiosidade, queria que ele estivesse confortável com isso.
— Eu não faço sexo só por sexo, sabe?
— Mas... — Iniciei incerta. — Você não acha que tem um elo aqui? Algo maior do que só sexo? Esse dia não... significou nada para você?
— O quê?! Esse dia foi o dia mais incrível que eu já passei com uma garota em toda a minha vida!
Eu sorri, sorri de verdade, e ele me acompanhou, seus olhos azuis me aquecendo por dentro.
— Ok, então, só pra confirmar: nós vamos transar? — perguntou ele, os olhos brilhando em minha direção.
— É.
— Porra! — Ele se levantou em um salto, me levando junto. Passou por cima do corpo, pisou em algo molhado, imaginei que fosse uma poça de sangue, e me pressionou na parede, derrubando meu quadro do Bastardos Inglórios.
Ele tirou a camisa imunda de sangue com um único puxão e seus músculos se tensionaram quando passei as mãos por eles.
Voltamos a nos beijar, lambi seu pescoço, mordi seu queixo, puxei seus cabelos com força, sentindo suas mãos passearem por meu corpo. Nada naquele nerd idiota me faria acreditar que ele tinha uma pegada daquelas. O seu sorriso era doce, sua aura era doce, mas seu corpo era uma arma, uma arma letal. Ele abriu meu sutiã, brincou com meus seios de maneira suave, os beijando e massageando de maneira enlouquecedora, quase surreal, vibrante e quente.
— Vamos para a cama, vamos para a cama e pega seu capacete — gemi de olhos fechados.
Adrian me jogou na cama com força, pôs seu capacete de Vigilante e aquela combinação do seu corpo desnudo com o capacete fez o interior de minhas pernas vibrarem. Ele trouxe a máscara do Pânico para mim, que vesti com prazer.
Ele abriu o cinto e o tirou com um só puxão. Abriu o botão da calça e desceu o zíper de maneira lenta, revelando uma cueca branca básica. Ele retirou a calça e percebi que eu iria explodir de tesão.
Eu o agarrei com as pernas e o fiz cair sobre mim, enrolei minhas pernas em sua cintura, e antes que eu pudesse levantar o capacete e a máscara apenas o suficiente para unir nossas bocas mais uma vez, ouvi a porta do meu apartamento abrindo.
— Vij? — Uma voz feminina soou, e ele se levantou em um pulo.
— Merda!
Puxei uma lâmina que estava presa em meu coldre na panturrilha esquerda e notei duas pessoas paradas na porta do meu quarto, ambos de boca aberta.
Era uma mulher negra linda e estilosa, e o outro era um cara mais velho, ruivo e alto pra caralho.
— Merda! — a mulher exclamou quando me viu. — Porra, Adrian, será que dava pra ter mandado uma mensagem?
O homem passou os olhos por mim e depois levou-os para Adrian. Eu estava só de calcinha e máscara, e ele estava de cueca e com o capacete do Vigilante.
Devia ser uma cena que poderia estar estampada em quadros de decoração.
Adrian estava paralisado, ligeiramente perdido com toda aquela interação fora do seu controle. Ele não parecia ser o tipo de cara que perde as palavras, sempre tinha algo pra dizer, mas aquela situação ali era especialmente esquisita.
— Vocês devem ser Adebayo e Economos! — exclamei, guardando minha faca e indo na direção deles. Levantei minha máscara e abracei cada um com um sorriso no rosto. Eu não tinha problemas com meu corpo nu. Quem entrou furtivamente em minha casa foram eles... — É um prazer conhecer vocês.
— Essa é a garota da qual eu falei! — Adrian disse animado, se aproximando. — A garota da outra dimensão!
— Tá bom, tá bom. Nós já estamos indo. Desculpa a interrupção, só ficamos preocupados. Você falou algo sobre enterrar um corpo e... Vocês sabem que tem um cara morto na sala, certo? — Adebayo se virou, indo na direção da saída, completamente sem graça. Economos entrou mudo e saiu calado. — Se cuida, Adrian. Por favor.
— Ele está sendo muito bem cuidado, Ads — Economos disse, quando eles já estavam na porta.
— Estou criando laços com uma amiga — Adrian disse feliz quando eles fecharam a porta.
— Onde a gente estava mesmo? — Pulei em seu colo, dando um beijinho no capacete.
— Porra — ele gemeu, me levando de volta me segurando pela bunda.
— Crie um laço comigo, Vigilante. — Aquilo pareceu enlouquecer ele, que me jogou de volta na cama e puxou seu membro para fora, enquanto eu puxava minha calcinha pelas pernas.
Ele ficou de joelhos na cama, me puxou pelas pernas e pincelou seu pau em minha entrada antes de deslizar para dentro com uma facilidade incrível.
Puxamos o ar juntos. Eu estava inebriada, meus olhos rodaram nas órbitas com a sensação de tê-lo dentro de mim, e ele soltou:
— Eu fiquei com tanta inveja do Vigilante da outra dimensão. E agora você está aqui. — Retirou-o de dentro de mim, fazendo minhas entranhas retorcerem de tristeza.
— Eu estou aqui — gemi quando ele voltou a me penetrar. — Você me encontrou e provou que homens são legais. E me mostrou que... Ah... Criar laços são importantes.
Os movimentos dele eram supreendentemente bons para um cara que não fazia sexo só por fazer sexo, e eu não esperava mais nada do que um sexo baunilha com ele.
Até porque sexo baunilha é um clássico, e um clássico bem feito vale por muito mais do que um sexo muito elaborado que não me levava a lugar nenhum.
E Adrian estava me levando a lugares que eu não conhecia, um território inexplorado feito de pênis, suor masculino, músculos protuberantes e um sentimento de companheirismo estranhamente sexy.
Ele transbordava cuidado e proteção em cada movimento que dava. Suas estocadas variavam entre lentas e rápidas, eu gostava mais das lentas, e não demorou muito para ele perceber.
A textura das suas mãos em minha pele formigava, ardendo a cada toque.
— Você acha que posso tirar a máscara?
Soltei uma risada alta e o ajudei, puxando a máscara para fora. Ele estava suado, os cabelos molhados e um sorriso preenchia seu rosto, enquanto ele continuava as estocadas.
— Me deixa só… — falei, e, com um movimento certeiro, o empurrei com as costas na cama e fiquei por cima.
Seus olhos faiscaram em minha direção e retirei minha própria máscara. Eu queria sentir a sua pele em meus lábios novamente.
— Eu gosto dos seus olhos — sussurrei, distribuindo beijinhos pelo seu rosto.
— Eu gosto do seu corpo inteiro. Ainda não decidi minha parte favorita. — Tinha como ele ser mais fofo?
Iniciei um movimento de cavalgada em seu pau, lenta e tortuosa, sentindo cada veia sua pulsar dentro de mim quando entrava e saía. Seu cabelo louro escuro estava grudado em sua testa e suas mãos seguravam meus quadris com tanta força que existia a chance dele me deixar algumas marcas, mas tudo ali encaixava da maneira certa.
Meu corpo gostava da sensação de tê-lo e cada cavalgada que eu dava, me sentia mais perto daquela sensação de formigamento nos pés. Suas mãos deslizaram de meus quadris para meus seios, e ele ergueu o tronco para poder botá-los em sua boca.
Aquela foi a deixa que eu precisava, e senti meu corpo tremer em cada milímetro, a sensação gostosa que vinha de dentro do ventre e se espalhava até a ponta dos pés e ao couro cabeludo arrepiado. Aumentei o ritmo de minhas quicadas, e ele explodiu em um grunhido rouco que me fez delirar mais ainda.
Soltei um gemido alto que escapou sem que eu pudesse segurar e quando olhei para Adrian, seu olhar era fascinado em minha direção. Senti minhas bochechas esquentarem mais do que já estavam e meu peito subia e descia com força. Ele não estava diferente.
Uni nossos lábios mais uma vez e me aninhei em seu peito, enquanto nossas respirações descompassadas voltavam ao normal.
— Acho que eu vou querer criar um laço com você todos os dias, Adrian.
— Tá de brincadeira comigo?!
— Não, tô falando sério. — Soltei uma risadinha esquisita. Eu nunca fui assim, não com um homem.
— Ótimo, porque eu meio que amei criar um laço com você aqui — ele disse, dando uma risadinha também. — Criar um laço é sinônimo pra sexo, certo?
— É, é sim.