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Revisada/Codificada por: Calisto

Finalizada em: 05/02/2026
HELL


A origem do termo "inferno" é latino, infernum, que significa "as profundezas" ou o "mundo inferior". Origina-se da palavra latina pré-cristã infernos, "lugares baixos", infernus.
O uso do plural, infernos, indica mais o caráter de submundo e mundo das profundezas do que caráter de lugar de condenação, em geral dado pelo singular, inferno.

"No inferno de Dante, não vemos grades, são almas condenadas
às ações determinadas, não existe liberdade de ou para. Os diabos
dão as ordens como únicos indivíduos políticos, então você tá
no inferno e tem que obedecer, você já tá morto, agora é só suplício."

~Bruno S Barbosa~




• Íncubo, conforme lendas e tradições, é um demónio na forma masculina que procura mulheres adormecidas a fim de ter uma relação sexual com elas. A versão feminina é chamada de súcubo.


😈✝️


O Submundo é um lugar que existe a milhares de anos, local que pode ser facilmente confundido com o inferno. Porém, com uma diferença em quesito significado: o submundo pode ser atribuído apenas a mundo dos mortos, local abaixo do mundo dos humanos; já o inferno, como lugar de condenação, desespero, lamúrias, local para almas pecadoras, desoladas e submetidas a penas eternas.
Um lugar onde os mortos podem habitar é composto por criaturas infames, das mais diversas espécies, das mais tradicionais as mais assustadoras como: La Santa Compaña¹, Vampiros, Bruxas, Lobisomens, Wendigos², Gigantes, Ogros e os famosos Demônios.
Não que de certa forma não fossem todos conhecidos como Demônios, pela má fama de aterrorizar, matar, estrangular, absorver ou até mesmo se alimentar.
Dentre os demônios, estão os chamados Íncubos ou Súcubos, e bem aqui a verdadeira história começa.

😈✝️


O sub, como mais procurado e chamado, é dividido por classes e níveis.
Os mais fortes são os de Nível Superior, dentro desse quadro se encaixam: os vampiros, os lobisomens, as bruxas, Gigantes e os Demônios.
Os de nível médio, assim como os de baixo nível, não são classificados como importantes ou inteligentes.
E aí é que tá. Um certo Íncubos, chamado Park Jimin, de porte pequeno dentre os outros, deveria se encaixar no nível superior, mas foi rebaixado por passar muito tempo sem conseguir se alimentar.
O que muitos deveriam entender, mas não conseguiam simplesmente pelo fato de serem monstros cruéis, era que o baixinho se identificava com suas presas pelo sentimento, pelo amor em poder consumi-las.
Park Jimin nunca se apaixonou, esse era seu maior desejo, sabia muito bem que demônios não podiam se apaixonar, mas para ele isso poderia ser considerado balela de quem tinha medo.
Exatamente por exigir demais em suas caçadas era que sempre voltava fraco sem ter tido uma boa alimentação.
Só encontrava criminosos pervertidos, pessoas normais com pecados até o talo, idiotas que se satisfaziam com qualquer merda e satanistas, que acreditava que poderiam ser consumados pela luxúria subumana.
Para quem não sabe, os Íncubos se alimentam da energia sexual, seja produzida em seu próprio mundo, ou no mundo mortal.
Ouve-se dizer que os Íncubos e os Súcubos são conhecidos como parasitas, pois precisam da energia de outros para poder viverem.
Em determinados pontos do Sub, há bancas onde vende uma poção de energia para alimentação dos Íncubos de nível mais baixo e médio. Através de trabalhos coordenados, conseguem fazer a compra dessas poções.
Jimin já estava a bastante tempo fazendo uso delas, pois não encontrava de modo algum um humano que realmente lhe interessasse.
Diziam que os Íncubos, no caso os homens, tendiam a se relacionar apenas com mulheres, mas para o little red devil não era bem assim. Ele não se sentia à vontade consumando fêmeas, achava mais atraente os homens.
Experiências passadas o tornaram gay como os humanos costumam rotular. Nada agradável para os de sua espécie, por isso mais ainda seu descontentamento pelo Sub.
Passados anos e anos, vinha tentando agradar seu chefe Satã para que o deixasse ir até o mundo mundano. Missão essa nada fácil, além de favores do Sub, o baixinho ruivo tinha que fazer favores sexuais para que assim então seu desejo de retornar a terra seja realizado.
— Quer dizer então que meu amado little red devil quer ir para o solo humanoide? — disse, olhando em direção ao baixinho que se enrolava em seus lençóis após uma noite exaustiva de sexo prolongado pelo seu mestre.
— Sim, mestre, eu queria dar uma explorada, não aguento mais consumir Dentrulys³, sinto que não está me fazendo bem. — Exibiu uma feição chorosa, para ver se conseguia amolecer o coração do seu atual amante.
Depois de muita troca de olhares, foi decidido.
— Tudo bem, seu aniversário está chegando certo. — O menor concordou com a cabeça. — Então te darei passe livre para ir ao mundo mortal.
Ao escutar tal declaração, Jimin levantou abruptamente da cama, mesmo com seu corpo desnudo, não se importou, pois sua felicidade ultrapassou até mesmo a vergonha, está que nem deveria ter, pois ali mesmo foi devorado horas antes.
Uma coisa era certa, sua animação foi de 0 a 100, e de 100 a 0 mais rápido do que seu pau levantava ao receber carícias em sua orelha, um de seus pontos mais sensíveis do corpo.
— Porém, tem uma condição, my little. — Seu sorriso se desmanchou ao ouvir Satã.
— E qual seria essa condição, mestre? Suas mãos soavam e suas pupilas se delatavam com tamanha ansiedade.
— Você terá 48 horas para conseguir um alimento digno de suas vontades, se não conseguir, terá que voltar imediatamente para cá.
Satã ou Mestre, por assim dizer, comandava tanto o inferno como o submundo, fazendo assim de Park seu serviçal, ou concubino.
Ele se aproveitava dos serviços do menor, principalmente por saber que era rejeitado pelos de sua espécie e por ser mais fracos dentre os outros.
Park era esperto, por mais que não parecesse, aceitou a proposta, mesmo não gostando dela.
Como que em dois dias encontraria alguém que o chamasse tanto a atenção ao ponto de querer sugar sua energia e entregar seu corpo?
Podiam até achar estranho um Íncubos querer se apaixonar por seu alimento. Mas isso nem se passava na cabeça de Jimin, pois quando ele queria algo do seu jeito, ele conseguia.
— Mas antes de ir, vem cá, quero me lambuzar um pouco mais em suas curvas, my little.
Subiu na cama onde o menor estava, se deitando sobre seu corpo. Ali, naquele local, foi novamente invadido pelo pau do Satanás.
Faltava apenas uma semana para seu aniversário, essa que estava passando como tartaruga. Uma demora que tirava totalmente o sossego de um certo ruivo.
Este estava tão faminto que se satisfez com suas próprias mãos por uma semana inteira.
Houve vezes que seu mestre ainda o conseguia proporcionar um pouco de sua energia, mas não era suficiente. Um demônio alimentando outro, não dava certo.
Por mais que o seu mestre fosse de tamanha realeza, robusto, enorme, gostoso, uma delícia, mas não dava conta, tamanha era sua fome, só um humano de seu agrado para saciar essa vontade.

😈✝️


Com apenas um dia faltando para sua ida, Jimin organizava suas coisas para ser lançado ao mundo mortal.
Como um demônio do sexo e da luxúria, ele gostava mesmo era do luxo. E sabia muito bem que com seus encantos e beleza deslumbrante, não seria difícil achar uma presa para si.
O problema mesmo seria esconder suas asas, vermelhas por sinal. Fazia tanto tempo que não se disfarçava como um humano que já nem lembrava como as esconder. Esse seria seu infortúnio.
Com o passar do dia, seu treino para esconder suas asas e sua ansiedade para sua passagem do dia seguinte, tudo se tornou exaustivo.
Jimin estava fraco, com fome, com saudade de obter um contato mais íntimo com alguém que gostasse. Por isso, cada mísero esforço feito era um desastre para seu pobre corpinho.
Deitado em seus aposentos, sem ter o que fazer, sem que seu mestre lhe chamasse e em busca do sono, se revirou em seu leito, esperando um bom descanso.
O inferno era logo ali, fazendo com que os choros de desespero ecoassem por suas paredes.
As lamúrias ouvidas de cada alma pecadora era um deleite de fato, mas para sua má sorte, hoje estava sendo um pesadelo.
— Que droga, essas almas bem que poderiam ser mais silenciosas, não sabem sofrer caladas não — esbravejou, puxando sua coberta até a altura da cabeça.
— Não aguento mais. — Levantou, furioso, saindo do seu quarto.
Ao passar pelo corredor do castelo tenebroso, moradia de demônios e outras criaturas, esbarrou em uma Súcubo, essa que o detestava. Totalmente recíproco esse sentimento de desgosto e desprazer em ver sua faceta enojante.
— Cuidado, você não tem olhos, não, oh, baixinho do cabelo de fogo? — Riu ao atazanar a vida do pobre.
— Olhos eu tenho, mas pelo visto, noção você não tem, DE PERTUBAR MINHA PACIÊNCIA UMA HORA DESSAS — gritou, aumentando de tamanho, ficando da altura da demônia.
Alguns Íncubos tinham poderes, e o de Jimin era ficar do tamanho que quisesse.
— Calma, ruivinho, eu estava brincando, o que deu em você, hein? — Suas mãos tremiam, ela gostava de atentar o juízo do menor, mas tinha um medo do estrago que aquele baixinho poderia fazer com si.
— Eu não tenho nada, só quero que saia da minha frente e siga o seu caminho, puta enrugada.
Saiu batendo os pés, tamanha era sua raiva.
— Alguma coisa ele tem, isso é certo. — Saiu do corredor, pensativa, era raro ver Jimin de mal humor, mesmo quando ela o importunava, mas hoje, pelo visto, não estava sendo um dia bom para ele.
O ruivo foi atrás do seu mestre para tentar distrair seus pensamentos enquanto a longa noite antes de sua partida não passava.
Mas ao chegar próximo ao seu quarto se deparou com uma hedionda orgia, aquilo lhe chamou atenção, por que não foi convocado para se deleitar dos prazeres da carne?
— Eu posso ver você, Jimin, entre, venha participar do meu divertimento. — Com o timbre grave da voz de Satã, Jimin se assustou, não teve coragem de entrar, fazendo com que voltasse para seu quarto.
Não saía de sua cabeça a cena, mais de dez criaturas diferentes, apreciando a libertinagem que só seu mestre era capaz de ludibriar com seus poderes de sedução.
— Ódio, estou perto de ir embora, e nem para ser convidado, vou provar para ele que consigo sim um amor que possa me satisfazer melhor que ele.
Querendo ou não, Jimin criou certo afeiçoamento por seu mestre. Ele foi seu primeiro, lhe ensinou tudo que sabia, pois, se dependesse de seus descendentes, ele não seria nada de útil no Sub.
Deitou-se em sua cama, pensando no que viu, isso pegou boa parte de sua noite, porém, sem perceber, adormeceu pensando em seu mestre.

😈✝️


Raiando o dia, coçando os olhos e espreguiçando seu corpo, Jimin se levantou, mas, ao se dar conta de que em poucas horas estaria na caça de seu alimento amado, sua felicidade retornou a todo vapor.
Com suas coisas prontas, asas escondidas e totalmente arrumado para matar, saiu em busca de Satã, este que o levaria até a passagem.
Ao se aproximar de seu quarto, lembrou da cena da noite anterior, isso ainda o importunaria demais, porém sua ansiedade por uma aventura superava tudo.
— Mestre, está aí? — perguntou, dando 3 batidas na porta.
Esta que foi aberta em seguida.
— Oi, little, já está pronto? Sinto sua ansiedade a quilômetros. —Sorriu lindamente, e Jimin sentiu suas pernas fraquejarem com tamanha beleza.
— Sim, vamos? — Passou sua mão ao redor do seu braço. — Me guie!
Com um sorriso no rosto, foi encaminhado até o portal no qual chamam de "A PASSAGEM".
Ao chegar em frente à fresta luminosa, pararam e Satã o virou para encarar seus orbes.
— Você vai ficar bem, né, my little? — Passou a mão em seu rosto gordinho, apreciando seus lábios carnudos.
— Sim, mestre, vou ficar bem, e pretendo encontrar alimento antes das 48 horas.
Ele concordou e deu espaço para que Jimin caminhasse até a fresta.
— Até mais, mestre! — Deu um leve aceno e se abaixou em sinal de respeito.
— Até, Jimin.

• Vamos a algumas explicações:
¹ La Santa Compaña: A Santa Compaña é uma procissão noturna de almas em sofrimento que, cobertas por um pano preto e carregando uma cruz. Anunciam a sua passagem com um sino tocado pelo último membro da procissão.
² Wendigos: É uma criatura sobrenatural, maligna e antropofágica. O Wendigo também reforçou o tabu que envolve a prática do canibalismo entre estes povos. Eles vivem nas profundezas da floresta e aparecem em contos sobrenaturais desumanos e hediondos.
³ Dentrulys: Poção para alimentar um Íncubo ou um Súcubo de nível médio e baixo, deve ser consumido de tempos em tempos para manter o indivíduo alimentado.




• Muito conhecida no submundo, "A Passagem" é uma rachadura em uma das principais paredes do inferno ligada diretamente com o mundo dos humanos.
Usada principalmente no período medieval, onde as bruxas que habitavam na terra usufruíam da mesma para fazer contato com o mundo dos mortos.
Agora, depois de muitas coisas terem mudado, se encontra escondida da vista dos humanos, sendo somente usada com a permissão de Satanás.
😈✝️
Após sua despedida não muito agradável, Jimin passou pelo portal, mas, antes de poder ter o vislumbre da liberdade, foi puxado de volta.
— Espere! — gritou, agarrando Park pela cintura. — Não vá ainda. — Totalmente confuso, o menor se ajeitou em seus braços após ser acalorado por um abraço reconfortante.
Tentando se afastar, sentiu que a mão de Satã pesou mais ainda, apertando com um pouco mais de força sua cintura.
— Não queria que fosse antes de fazer uma coisa. — Park pendeu a cabeça para o lado, tentando adivinhar o que passava na cabeça de seu mestre.
— O quê? — ousou perguntar, tentando fugir do seu aperto.
Mas, sem obter resposta, foi pressionado na parede ao lado da passagem. Em um momento de distração ao fechar os olhos pela pancada, sentiu a presença dos lábios magros sobre os seus.
Tentou o afastar, mas seu aperto e seu beijo molhado não deixaram que isso acontecesse. Por um breve minuto, cedeu, mas quando caiu em si, notou o que estava a fazer.
Deixou-se brevemente ser manipulado pelos truques de Satã.
— Mestre, não — ditou após empurrá-lo para longe. — Não faça isso, por favor, você sabe que não consigo. — Limpou sua boca se afastando lentamente.
Por mais que seu beijo fosse demasiadamente gostoso, não podia ficar com seu mestre; além de não sentir o mesmo por si, Jimin estava determinado a encontrar seu amor no mundo mortal.
— Não force algo que sabemos que não existe. Para de bater nessa mesma tecla, Yoongi — pronunciou um nome conhecido por poucos e, após dito e ter deixado o próprio Satanás boquiaberto, atravessou a fresta sem olhar para trás com um peso em seu coração, pois sabia as consequências de ir contra as vontades de seu mestre. Mas ele não estava nem aí, só queria ir logo atrás do sabor da luxúria e da libertinagem que tanto almejava através do amor por alguém que iria saciar sua fome e seus desejos.
😈✝️
Através da fresta luminosa que cegava qualquer um que a ousasse atravessar, havia um parque, este que ficava em uma mureta escondida pelas árvores, essas que depois delas se encontrava a igreja central de Seul.
Para Jimin, não era tão importante, até porque ele estava atrás de alimento e não da casa de Deus.
— Finalmente — pronunciou ao olhar para cima e sentir o ar puro que a terra emanava aos seres vivos. — Isso aqui é tão bom, se eu pudesse, nunca mais voltava para o Sub.
Jimin, como sempre muito curioso, atravessou aquelas árvores em sua frente para seguir caminho na busca de ser saciado.
Ao atravessá-las, avistou várias e várias pessoas saindo da igreja. Um calafrio atravessou sua espinha.
Complicado não, além. Sua percepção para busca aumentou constantemente enquanto procurava que lhe agradasse.
Nada dali lhe interessava, então continuou andando sem rumo até que avistasse alguém de seu agrado.
Parou por um segundo e se escorou em uma cerca. Cerca essa que era de uma casa azul na beira da rua.
Muito bonita por sinal. Gostaria de ter uma casa assim se fosse humano. Mas, como nem tudo era como queríamos, ficava meio difícil.
Se aproximou um pouco mais, talvez os moradores lhe agradassem de certa forma.
Ao chegar mais perto de uma das janelas, essa na qual tinha uma árvore ao lado, conseguiu ver um garoto se despindo.
A vista lhe chamou a atenção, com certeza era um garoto pelado que ia totalmente de acordo com seu gosto.
Sentiu uma leve conexão, mesmo não conhecendo tal pessoa.
Ficou admirado, jamais havia visto tamanha beleza em uma pessoa só.
— Acho que achei. Satã, coitado, vai ficar desolado. — Jimin sabia que Yoongi sentia algo por si, mas ele não faz seu tipo, e não era seu alimento ideal.
Por mais que foder com o Satanás não fosse para qualquer um, tinha que ter muita energia para aguentar todo aquele fogo. Jimin que o diga, para sua sorte, nasceu um íncubos.
Voltando ao seu raciocínio, decidiu estudar mais sobre aquele humano, o queria para si, e com certeza iria conseguir.
Mas antes mesmo de sair de seu esconderijo, ouviu gritos de pura fúria vindo de dentro da casa.
— Porra, Jeon Jungkook, o que foi que eu te disse sobre fumar, caralho! — Jimin se espantou, se escondendo mais ainda atrás da árvore que estava.
— Foda-se o que você pensa, já te disse, só sou o tal "bonzinho", como você me rotula, dentro da igreja, mas você sabe muito bem que aquele não sou eu, então cala a boca e me deixa e paz. — Ele se levantou, batendo de frente com o homem ranzinza
Jimin arregalou os olhos e riu de canto. Tamanho era o afronte daquele garoto, aquilo o agradou mais ainda.
Interessante.
Não tardou até a saída de Jimin daquela janela, mas com certeza voltaria para conhecer aquele humano melhor.
Procurou um lugar para passar a noite, com sua beleza, não foi difícil de encontrar. Em um hotel que achou por um acaso, resolveu usar o que mais tinha de valor — trouxe algumas de suas joias e com isto conseguiu alugar por pelo menos 1 semana.
Depois de uma noite maravilhosa de sono, Jimin acordou com toda sua disposição.
Resolveu voltar à casa onde viu seu lindo humano.
Ao se encostar novamente na mesma árvore de antes, encontrou o garoto se arrumando, provavelmente iria sair.
Jimin então se propôs a segui-lo, essa era uma oportunidade que não podia ser perdida.
Entre sombras e árvores, seguiu o velho ranzinza que com si arrastava seu lindo garoto moreno até a igreja que não ficava tão longe dali.
Novamente aquele arrepio em seu corpo o fez estremecer.
— Ah, não, não pode ser, por que você tinha que ser da igreja? — se perguntou, esfregando suas mãos em seu rosto e bagunçando levemente seus fios vermelhos. — Isso não vai me impedir de tê-lo, você será meu.
Jimin esperou até que todos saíssem do local, esperou sentado em um banco do outro lado da rua.
Claramente não passou despercebido entre os olhares humanoides.
Sua beleza incomum chamava atenção por onde passava e isso claramente não passou da vista do garoto o qual Jimin tanto observa de longe.
Após perceber que foi notado, seu sorriso ladino só cresceu. Mas o que ele não esperava era que o garoto do outro lado da rua fosse retribuir tal ato.
Jimin sentiu seus batimentos cardíacos acelerarem. Que sorriso era aquele, pensou.
Porém, como nada era fácil, o garoto foi arrastado por seu pai até sua casa.
Seu sorriso morreu ao notar que aquele velho nojento levou sua presa, seu menino, seu garotinho do cabelo cor de ébano.
— Eu vou atrás de você, pode esperar.
Sem perder tempo, os seguiu.
Avistou um pouco de longe o mais velho dando um sermão no garoto, este que lhe ignorava totalmente.
— Mas que porra está acontecendo ali? Na frente dos outros, são de um jeito, mas quando estão sozinhos, são de outro, que estranho.
Chegou de fininho, passando pela cerca e se escondendo novamente atrás daquela árvore.
A espera pelo garoto não foi demasiada.
Logo passando pela porta com cara amarrada e sem o notar escondido, se deitou em sua cama, xingando até a última geração do que parecia ser seu pai.
— Aquele filho da puta, na hora que encho meus orbes por uma beleza totalmente incomum, ele me tira de linha. Escroto do caralho, ah, mas ele vai me pagar — esbravejou, totalmente irritado.
O rosto de Jimin se iluminou após escutar seu garoto falando de si.
Esperando calmamente para que ele o olhasse, ficou escorado em seu canto. Com um semblante sexy e emanando luxúria.
— Preciso desestressar — disse o garoto depois de pegar seu celular, discando alguma coisa e o colocando em sua orelha.
Enquanto isso, Jimin fazia uma vistoria por todo seu quarto.
O quarto possuía paredes na cor branca, tinha vários pôsteres e fotos por toda parede, havia também algumas folhas que iam do teto até o chão em alguns cantos e até mesmo no meio do quarto.
Havia também alguns livros jogados no pé da cama juntamente com uma guitarra e um violão que estava entre seus lençóis.
Um quarto normal, para um garoto que não estava nem aí para os preceitos religiosos pelo visto.
— Tae, vamos sair à noite, tô cansadão de ficar só em casa com esse velho maldito que não desgruda.
Jimin voltou a prestar atenção no garoto ao ouvir sua voz e sair de seu transe.
Observou o garoto apertar algo no seu celular e logo depois uma voz de alguém estranho sair por ele.
— Vamos sim, mano, tô doido para encontrar com o Hobi hoje, e relaxa, seu velho é chato assim porque não tem nenhuma buceta ou cu dando sopa por aí pra ele comer. — Jimin, ao ouvir isso, tapou a boca para abafar a risada.
— É, o pior é que o trouxa é pastor, acho difícil querer comer o cu de alguém. — Deu de ombros após se referir de seu progenitor.
Na cabeça de Jimin, só o que passava era "Ele eu não sei, mas tô doidinho para comer o seu, mas se quiser comer o meu também, não tem problema".
Abafou o riso novamente com a mão pelo pensamento inapropriado para o momento, mas esse não passou despercebido pelo garoto.
— Tae, depois nos falamos, preciso resolver um lance aqui. — Após falar com a certa pessoa no celular se virou novamente para encarar seu admirador na janela.
Os dois se encaravam, o garoto do lado de dentro confuso e com um meio sorriso no rosto, e o íncubo do lado de fora com um sorriso provocador em seu rosto.
O garoto se aproximou da janela, a abrindo em seguida. Jimin, atrevido como sempre, não moveu um pé de seu antes esconderijo.
— Quer dizer que você me seguiu até em casa, hein, ruivinho? — perguntou após se sentar na janela de frente para o mais baixo.
— Você não faz ideia das coisas que eu faria para conseguir o que eu quero. — O sorriso do garoto aumentou, conforme o ruivo chegava mais perto.
— Eu me chamo Jungkook, e você, ruivinho? — Cruzou os braços ao notar o quão perto o outro estava de si.
— Meu nome é Jimin, mas pode me chamar de meu amor.
Por sua perspicácia ser gigante, foi convidado a entrar. Teve ajuda do moreno para pular a janela e logo depois estavam frente a frente para uma conversa que não seria uma conversa. Isso era o que Jimin imaginava.
"De hoje você não me escapa, Jungkook". Pensou.
Ali, naquele quarto, começava vossa história.
😈✝️



• A forma como acreditei em você diz algo bom sobre mim. A forma como você me tratou diz algo ruim sobre você.
"Por que as noites com você são boas,
Enchendo a cara e falando mal das mesmas pessoas,
Talvez você se vá antes que o sol levante, mas,
Eu vou te amar como um idiota ama,
Vou te pendurar num quadro bem do lado da minha cama,
Eu espero enquanto você vive,
Mas não esquece que a gente existe."
Idiota / Jão
😈✝️

A percepção da realidade para Jungkook sempre foi baseada de acordo com o que seu pai quisesse que ele visse.
Depois que sua mãe morreu quando tinha 10 anos, sua vida inteira mudou.
Seus pais sempre foram religiosos, mas diferente de sua mãe, seu pai nunca teve mente aberta.
Então sair do armário nunca foi uma opção.
— Se eu pudesse escolher, nunca teria você como um filho, seu imprestável, era de se esperar que você não conseguisse um emprego digno, só quer saber de tocar aquela merda de guitarra, ficar com outros gayzinhos como você e farrear a noite — reclamou enquanto colocava vinho em sua taça.
Jungkook sempre foi obediente quando se tratava em ir para a igreja e manter uma boa postura na frente dos fiéis.
Mas, para seu pai, isso não passava de pura ladainha.
Gostar de servir a Deus e ter gostos não muito bons para quem frequenta a igreja não entrava na cabeça de seu pai.
Se drogar, beber a noite inteira, ficar com mulheres e homens todos os dias, claramente não era um comportamento digno para se estar na casa de Deus.
— Eu não tô nem aí para o que você pensa ou deixa de pensar, não é porque eu faço o que eu faço, que nosso Deus vai deixar de me amar, já parou para ler a Bíblia, "senhor pastor"? "Amai ao próximo como a ti mesmo", é isso que eu estou fazendo, agora eu não tenho culpa de você ser um homofóbico do caralho que enche meu saco todo santo dia, porra.
Esse era o dilema de todos os dias na casa dos Jeon's depois que seu pai descobriu sua sexualidade.
Difícil com certeza era, até porque não estava fácil arranjar um emprego, já que No-Min fazia questão de estragar todas as suas entrevistas.
— Desgraçado, vou sair dessa merda de casa, e isso não vai demorar — esbravejou, sentindo seu coração pulsar mais forte depois de mais uma discussão com seu pai.
Jungkook, totalmente irritado, decidiu ligar para seu melhor amigo Taehyung.
Porém, no meio da ligação, teve o vislumbre de um par de olhos verdes lhe observando através da janela. E aquilo foi o motivo do colapso interno de Jungkook.
Não demorou até ir aonde seu admirador estava.
Aquele garoto, em sua percepção, possuía uma beleza estonteante, capaz de cegar qualquer um para o mundo, focando apenas naquela imensidão esverdeada de cabelo vermelho como fogo.
Jungkook, por sua tremenda curiosidade para saber o que o ruivo queria consigo, o convidou para entrar.
Após Jimin sentar-se na cama, Jungkook ousou ficar mais próximo, ficando exatamente ao seu lado.
— O que veio fazer aqui, ruivinho? Pelo que me lembro, vi você em frente à igreja — indagou após se acomodar no estofado quentinho.
— Vim aqui, pois na igreja não posso entrar, baby, e você com toda certeza é meu tipo ideal.
Jungkook o olhou com curiosidade, cruzando as pernas como índio e virando totalmente em direção ao ruivo.
— Mas por que não pode? — Quis saber, afinal, a casa de Deus era bem-vinda para todo ser humano, pecador ou não. Não seria diferente para ele.
— Ah, isso é história para outro momento, criança.
Jeon, totalmente extasiado, riu levemente pelo fato de ser chamado de criança.
— "Criança". Jimin, quantos anos acha que eu tenho, 18?
Jimin, contagiado pelo clima que se instalou, chegou mais perto e segurou o queixo de Jungkook.
— Poderia ter, você tem um rostinho de bebê, "bem que eu queria que você mamasse" — pronunciou a última parte mais baixo para que o outro não o ouvisse enquanto olhava para sua boca.
— Bom, para sua informação, tenho 26 anos, não sou criança, e posso muito bem acabar com você fácil.
Com tamanha petulância, Jimin se sentiu nostálgico por seu timbre ter engrossado. Lembrando por um breve momento de seu mestre.
— Certo, certo, e como vossa senhoria acabaria comigo?
Levantando uma sobrancelha, Jungkook se sentiu desafiado.
Tirou a mão de Jimin de seu rosto e o puxou pela nuca até estarem próximos um do outro, encostando os narizes ao ponto de se beijaram.
— Assim.
Desviou de sua boca, indo de encontro ao seu pescoço, deixando leves selares e pequenas mordidas. Jimin, por puro instinto, arfou, sentindo seu corpo amolecer ao ter seu moreno segurando sua cintura com um pouco mais de força.
— Você gosta disso? — falou entre beijos. — Hãn? — Se moveu, ficando novamente perto ao ponto dos narizes se encontrarem.
— Gosto... Você não sabe o quanto. — O ar daquele ambiente se tornou escasso.
Jimin amava ser controlado, mas estar no controle com certeza era sua jogada mais certeira.
Em poucos segundos, Jimin segurou os ombros de Jungkook, o empurrando para a cama e se sentando por cima do mesmo.
— Eita, que assim você me deixa duro, gosta de estar no comando, é?
Jimin acenou em concordância com a cabeça e deu pequenas reboladas no colo do moreno.
— Você não tem um pingo de vergonha, né? Me segue até em casa, fica me observando atrás de uma árvore, e agora está se esfregando em mim, eu gostei muito da sua coragem.
Jeon segurou o pescoço de Jimin em seguida, o trazendo para mais perto de si, fazendo assim com que seus membros se encostassem cada vez mais.
— O que mais pode fazer para me surpreender, hein, ruivinho?
Ao ouvir a ousadia de Jungkook, e se deliciar com o prazer que ele estava o proporcionando, Jimin avançou em sua boca.
Deixando leves mordidas no superior de Jeon, enquanto rebolava cada vez mais forte em cima do seu pau, já desperto e duro como pedra.
— Eu quero ser seu hoje, Jeon, posso? — Entre arfares e selares, saíam palavras de desejo, súplicas e pedidos como o mesmo.
— Calma, meu bem, para eu fazer tudo que eu quero com você e esse seu corpinho gostoso, o meu velho não pode estar em casa, é capaz daquele imbecil atear fogo em nós dois.
Os dois riram com a piada.
— Fogo? Eu não tenho medo do fogo, baby! — Continuou descendo com os beijos no pescoço do moreno.
— E por que você não tem medo? — Alcançou o cabelo de Jimin, deixando apertos fracos no local.
— Porque eu sou um demônio querido! Mais certo, sou um íncubos.
Jimin parou os beijos para olhar para a reação de Jeon, este que estava com o mesmo semblante de prazer de antes.
— Tá certo então. — Jungkook jogou a cabeça para trás após ter seu pau massacrado pela bunda farta do ruivo.
— Você acredita em mim? — perguntou, parando de se movimentar novamente e deixando um beijo casto na clavícula do maior.
— Óbvio, se você diz ser um demônio, eu acredito, mas quero uma prova disso. — Sorriu, ladino, puxando Jimin novamente para um beijo, porém com mais luxúria, desejo e principalmente selvageria.
Eles possuíam um beijo fora do comum, onde ninguém poderia dizer que tamanha combinação pudesse existir no Submundo, na Terra ou no Inferno.
Jimin, como ponto de partida, ao perceber que Jungkook pedia por uma prova de sua natureza, resolver dar o que ele queria.
— Vou mostrar só uma vez, mas não quero que se aproveite disso, ok? — Com um sorriso no rosto e mãos ansiosas apertando a cintura de Jimin, Jungkook sorriu e acenou em concordância.
— Tá bom, mostra.
Sem mais demora, após se remexer um pouco, pode-se ver belos pares de asas vermelhas, essas que possuíam tamanho intermediário perto da de muitos íncubos.
Porém, era visível a tamanha beleza que as asas obtinham.
— Wow, wow, wow, não imaginei que seria isso. — Jungkook se sentou com Jimin em seu colo para apreciar as asas mais de perto. — Caralho, Jimin, que foda, elas são lindas demais, estou hipnotizado no quão perfeito você é. Como é que pode ser um demônio e carregar tamanha perfeição?
Jungkook poderia ser nomeado admirador número 1 de Park, mas ficava atrás apenas de Yoongi, este que tinha a visão de tudo que acontecia com Jimin.
— Vo-você gostou? — Com uma timidez temporária, Jimin se viu impotente por um breve momento, mas logo voltando a sua postura gananciosa e luxuriosa.
— Claro que sim, Jimin, você é realmente muito lindo, puta que pariu, caralho.
Após o breve surto, o moreno agarrou Jimin, o abraçando fortemente e deixando beijos e mais beijos em seu pescoço, até quando sua curiosidade foi maior que sua razão, fazendo com que ele tocasse as asas.
— Na...aaah...não ,Jeon, aí não, aí é muito sensível, não toca. —Gemeu quando teve as mãos do maior em si.
Jimin se contorcia a cada passada de mão que o outro dava.
— Certo, não irei tocar, mas eu vou querer mais. — Puxou Jimin para outro beijo, mordendo seu inferior e indo em busca da sua língua, até a encontrar e chupar a mesma no momento seguinte.
Todavia, como nem tudo é do jeito que queremos...
O momento íntimo dos dois foi interrompido por batidas na porta.
— Abre, Jungkook, por que essa merda de porta está trancada? — esbravejou alto do lado de fora.
— Seu pai? — perguntou, curioso, após levantar rapidamente pelo susto do colo de Jungkook.
— Infelizmente, você precisa ir, como eu já disse, se ele pega a gente aqui, ele taca fogo em nós dois amarrados em uma cruz.
Jimin percebeu certo medo no olhar do moreno, e por isso resolveu ir.
Isso não está certo, não, não, pensou.
Mas antes...
— Já te disse que não tenho medo de fogo. — E, ao se pronunciar, pulou a janela do quarto.
— Mas por quê? — Ouve-se silêncio. — Ah é, verdade, você é um demônio. — Coçou a nuca e riu envergonhado pelo breve esquecimento.
— Tô indo. — Virou para sair, mas foi impedido.
— Como eu consigo falar com você? Tem celular? Puxou a mão de Jimin para que pudesse se despedir corretamente antes de nem ao menos saber se vai vê-lo novamente.
— Não, não tenho, mas não se preocupe, quando você menos esperar, estarei na sua frente, baby.
Se aproximou mais e deixou um beijo no canto dos lábios de Jungkook, fazendo-o corar imediatamente com o ato singelo.
— Até mais, ruivinho. — Se despediu com um aceno.
— Até mais, baby.
E assim se separaram para cada um seguir seu caminho.
Jungkook, ao contrário de Jimin, possuía uma fera fora da coleira atrás de sua porta, totalmente raivoso, só faltava sair espuma de sua boca.
— Que diabos você faz tanto tempo trancado nesse quarto Jeon Jungkook — perguntou, irritado, já adentrando o local.
— Lendo a Bíblia, apenas. — E por ser um filho de um puto sortudo, a Bíblia estava em cima da escrivaninha.
— Sei, e para isso precisa estar de porta trancada, Jungkook, eu já te avisei, se eu pegar algum gayzinho nessa merda de casa aqui com você em um antro de perdição, eu juro...
Antes de terminar sua fala, foi interrompido por um Jeon de saco cheio.
— Jura? Jura o quê? Vai me espancar por acaso, como você sempre faz, e depois diz por aí que eu me machuquei porque sou sonâmbulo? Me poupe, seu velho trouxa. E mais, vou sair agora com o Taehyung, e ai de você se for atrás de mim.
— Babaca. Isso terá um fim, e esse fim não está longe de chegar.
Jungkook sempre foi um garoto respeitador, mas depois que perdeu sua mãe, seu pai mudou consigo, e isso vinha sendo um pesadelo todos os dias de sua miserável vida.
Até que conhecer um certo ruivo estava sendo uma deliciosa refeição para seus desejos reprimidos.
Porém, com um pai empata foda como o dele, ia ser meio difícil.




"Não busque a felicidade muito longe, ela pode estar mais perto do que você imagina! Tente apenas ser feliz, faça o que der vontade, não se importe com o que os outros dizem sobre você, porém, tente não dizer nada sobre os outros. Não faça com o próximo o que não quer para si mesmo."
- Pensador

😈✝️

O tempo se torna tão longínquo quando se trata de farra e bebedeira.
Jungkook vivia assim, aproveitando enquanto podia, pois tinha convicta certeza que, depois que saísse da casa do seu velho ranzinza, tudo mudaria.
A responsabilidade enfim se faria presente, pois não se vive apenas de diversão.
Durante uma noite inquietante, seus pensamentos se tornaram escassos, o ruivo não saía de sua mente e isso o perturbava, simplesmente pelo fato de o querer e não saber quando poderia ter.
Os minutos incessantes não passavam, e a lua com sua luminescência, resplandecia cada vez mais através do espelho defronte para sua cama.
— Até quando vou ter que esperar para vê-lo? — se perguntou enquanto rolava de um lado para o outro, bagunçando os lençóis brancos de sua cama e esperando em total ansiedade.
Enquanto Jungkook se esforçava para que seu ilustre sono retornasse, Jimin por outro lado escutava seu lamuriar através de sua telepatia.
Mais um dom designado ao ruivinho ao ser criado.
Muitos pensam que por ser pequeno e meigo, era desprovido de perspicácia e apetite quando se tratava de fazer o mal ou até mesmo de seduzir alguma alma boa, pelo contrário, ele faria bem mais que isso.
Porém, o que não estava nos planos era encontrar alguém que descompassasse todas as batidas de seu pequeno coração.
Isso não agradará Lúcifer, pensou corriqueiramente.
— Dane-se, o mestre não é meu dono, e eu sei muito bem cuidar de mim mesmo. — Ousou expor seus delírios por um resquício de tempo, passou os dedos entre suas madeixas lisas, sentindo seu cerne queimar em puro êxtase ao lembrar que no dia seguinte iria até o moreno.
Enquanto os dois pensavam um no outro, Satã observava tudo do seu trono, rodeado por obscenidade, prazer e nudez de seus servos que estavam dispostos a fazer tudo por si.
Porém, como nada era perfeito para ninguém, muito menos para o diabo, quem ele queria não poderia lhe proporcionar o que seu corpo implorava.
O jeito era deixar de mão, como bem disse o próprio íncubo, "parar de bater na mesma tecla".
Foi o que ele pensou em tentar fazer. Se fosse possível, já que o certo seria o Satanás não conseguir amar, mas quem disse que isso era verdade?

😈✝️

O frenesi que se formou dentro da cabeça de Park ao amanhecer foi substituído por tamanha saudade ao ser abraçado por Jeon em seu quarto.
— Sentiu tanto assim a minha falta, baby? — Sorriu, ladino, propositalmente retribuindo o aperto.
— Claro que sim, não é todo dia que se acha um demônio ruivo na sua janela, e cria uma libido extrema.
Jeon não conseguiu se separar extremamente do aconchego do menor, era tão bom tê-lo em seus braços e não sentir um sentimento de repulsa ao demonstrar desejo.
— Sabe, Jeon, o que seu pai faz com você é horrível. — Jimin carregava um semblante neutro, não queria demonstrar pena ou algo parecido, queria passar apoio e com toda certeza tirar seu moreno deste mar de inquietações e limitações.
— Esquece ele um pouco, vamos dar uma volta, queria te levar a um lugar. — Segurou a mão do ruivo, esperando por uma resposta.
Este apenas assentiu com a cabeça e pôs no rosto um sorriso arteiro, talvez esperando alguma atitude mais diligente vinda do moreno.
A forma ávida como o maior o olhava era de se entender de longe que havia desejo misturado com perversidade.
Era de se esperar que o relacionamento de um demônio com um cara totalmente perturbado e fora de linha não fosse visto com bons olhos.
Mas quem ligava?
Andando de mãos dadas por um belo caminho de árvores, era perceptível um pouco do nervosismo do maior, e estava explícito que era a primeira vez que levava alguém a aquele lugar.
Não tendo vista de mais nenhuma outra pessoa ou criatura, passaram por uma espécie de portal criada com galhos rodeados de flores.
Mas o que Jimin não imaginava era que por trás haveria um lindo lago de cor vermelho escarlate, totalmente fora do comum.
— Caramba, que lindo. — Ainda boquiaberto com a visão, Jimin se aproximou da água para ter certeza da cor, ainda descrente. — É vermelha mesmo? — indagou, ao que passava a ponta dos dedos pela água quentinha.
— Não, não. — Riu da surpresa do mais baixo. — É dessa cor por conta das folhas das Cercis canadensis "forest pansy" — explicou melhor enquanto se aproximava cada vez mais do ruivo.
Seu semblante de felicidade fazia o coração de Jungkook palpitar e suas mãos suarem em total êxtase.
— Acredito que as suas folhas começam vermelhas na primavera, em vez de ficarem vermelhas no outono. — Jungkook sempre foi muito estudioso então amava compartilhar conhecimento com outras pessoas.
— Compreendo, bem interessante, eu realmente amei aqui, mas, qual é o segredo desse local? Digo, por que quis me trazer para cá? — Apoiou seu queixo em seu joelho, este que estava dobrado ao que estava sentado em posição fetal.
— Bem, não é uma história tão feliz, mas pode ser considerada uma lembrança alegre. — O sorriso de Jungkook se esvaiu por um curto período.
Claramente foi notável aos olhos de Jimin que a lembrança poderia ser de alguém conhecido, só não sabia quem.
— Minha mãe desde mais nova vinha com meus avós sempre que podia, mas, depois que eu nasci e meus avós se mudaram de país, ela sempre me trazia para não fugir da tradição.
O ruivo só conseguia concordar, até que houve coragem de perguntar.
— E o que aconteceu com a sua mãe? Se for parecida com você, deve ser muito bonita. — Sorriu docemente encarando os lumes do maior.
— E ela era... — Sem conseguir dizer mais nada, sentou-se ao lado de Park, para apreciar a vista.
— Era? Por que, não é mais? — Tentou não ser muito evasivo, mas se tornou meio difícil com sua curiosidade sendo aflorada a cada mínima resposta de Jungkook.
— Ela morreu, ruivinho, foi atropelada em frente de casa e não resistiu. — O clima pesou, e Jimin se martirizou por ter entrado nesse assunto.
Abraçou de lado e meio torto o maior, que estava bem próximo de si.
— Ela devia ser uma mulher incrível né? — Tentou quebrar o clima triste, ao que passava sua destra na costa do moreno, este que olhava para o horizonte, totalmente perdido com a beleza feita por Deus.
— Sim, ela era incrível, se tivesse a conhecido, tenho certeza de que se daria bem.
Se encararam por algum tempo, chegando cada vez mais perto e, sem perceber, Jimin já estava roçando a pontinha do seu nariz no de Jeon.
Este que nem era difícil de alcançar por ser mais avantajado que o seu.
Suas bochechas e lábios roçaram um no outro, porém, foi quase impossível não começar um ósculo onde os dois se entregassem com todo o seu desejo e desespero para sentir a boca do outro na sua.
O tempo fazia isso com as pessoas e com os demônios também.
— Promete para mim que não vai sumir sem me dizer nada? — Jungkook quebrou o contato, levantando seu mindinho para que Jimin juntasse com o dele.
— Prometo — disseram ao mesmo tempo que selavam seus dedos.
Ambos riram e voltaram à sua bolha.

😈✝️

De volta a sua rua, Jungkook passeava tranquilamente de mãos atadas com Jimin, o que ele não esperava era ver seu velho ranzinza na janela.
— Puta que pariu, ruivinho, não podemos ir lá pra casa, meu pai está aí, e a confusão que ele vai fazer se entrarmos por aquela porta vai ser imensa.
Era perceptível a preocupação junto com o desespero de Jungkook, por isso, o ruivo resolveu o levar para seu quarto de hotel.
— Vamos para onde estou ficando, lá é bem espaçoso, e teremos mais privacidade. — Com um sorriso largo no rosto, virou-se puxando o moreno pela mão.
Esse, muito desconfiado, foi sem reclamar, mas seu pensamento não parava de martelar.
"Esse demônio ruivo vai me devorar."
Chegaram no hotel, os mirantes do moreno passearam por todo o quarto.
Era luxuoso, ficava no último andar de um dos prédios mais bem conceituado da sua cidade.
— Porra, ruivinho, que belo AP, de onde tira dinheiro para ter isso tudo? — indagou, passando os lumes por todo canto, enquanto caminhava até a cama, se jogando no colchão em seguida.
O ruivo o observou enquanto se aconchegava em seus lençóis quentinhos e macios.
— Bom, o dinheiro que eu tenho, eu consigo com a venda das minhas joias infernais. — Abriu uma gaveta com diversas joias de todas as formas e tamanhos.
Jeon ficou abismado com tamanho luxo.
— Falando nisso, tenho uma coisinha para você, espero que goste. — Pegou dentro da gaveta um anel dourado com uma pedra cintilante vermelha rubro.
— O quê? Como assim, Jimin? — Se levantou, indo em direção ao ruivo.
- Jeon, essa pedra é de proteção, quero que fique com ela, e não a tire por nada. Colocou o anel no dedo do maior, selando-o em seguida e pronunciando em sussurro algumas coisas.
O olhar do moreno era de puro gozo e felicidade.
— Eu... Eu não sei como agradecer, Ji, ele é muito lindo.
Jimin se sentiu mais íntimo dele após o chamar por um apelido que poucos conheciam.
— Pode me agradecer passando a noite aqui comigo, me sinto tão sozinho quando não estou com você.
Jeon virou-se novamente para Jimin, este que possuía uma faceta triste.
— Você não tem amigos, ruivinho?
Sentaram-se lado a lado na cama, ficando de frente um para o outro.
— Na verdade, não, deixa eu te explicar. — Jeon se ajeitou na cama, se encostando na cabeceira, e Jimin chegou mais perto, deitando sua cabeça em seu colo.
— Como você bem já sabe, eu sou um íncubo, e os íncubos possuem níveis de poder. Eu nasci como nível superior, mas, por minha estatura, fui rebaixado para nível médio, minha família acabou me deserdando por conta disso e muitos dos meus amigos se afastaram de mim com medo de serem rebaixados também, então, vivo sozinho, o único apoio que ainda tenho é só de Yoongi.
Jeon franziu as sobrancelhas em dúvida, puxando levemente o queixo de Jimin para que o encarasse.
— E quem seria esse tal "Yoongi"? — Fez aspas com os dedos e voltou a fazer cafuné no cabelo macio do ruivo.
— Yoongi para os íntimos, Diabo, Satã ou Satanás para os outros. — Esboçou um rápido sorriso ao lembrar do seu mestre.
Jeon, pelo contrário, se retraiu um pouco pela nova informação.
— Por quê? Isso o incomoda? — Levantou a cabeça para encarar as nuances brilhosas expostas no fundo daqueles olhos castanho escuro que os observavam.
— Claro que não, se isso me incomodasse, eu nem estaria neste exato momento no seu quarto conversando sobre isso. — Puxou Jimin para que ficassem frente a frente. — Na verdade, nesse momento, eu queria beijar você. — O encarou, passando a ponta dos dedos em sua bochecha.
— Então por que você não me beija? — indagou enquanto recebia calorosamente seu afago.
Jeon se aproximou devagar, colando suas testas e roçando a ponta dos narizes, sentindo a respiração quente que vinha do ruivo bater contra sua bochecha.
Aquela boca gordinha e convidativa era o próprio pecado na cabeça de Jeon, fazendo com que todo o seu ser estremecesse ao tocá-la com seus próprios lábios.
Um leve selar foi dado, porém, um ósculo gostoso foi iniciado em questão de segundos, não queriam perder tempo.
O que mal sabiam era: Vossos corpos já se pertencem a muito tempo.



Destruição; condenação ao castigo eterno (Rm 9.22; 1Tm 6.9).
Perda; prejuízo (At 27.21, RC).
Nome feminino 1. Desonra; 2. Ruína; 3. Desgraça; 4. Imoralidade;
"Seu beijo foi a perdição, Seus olhos tentação, Caminho por caminho, destino desconhecido, Escuro, apenas nuances do seu corpo despido por prazer, Veneno encontro em seus lábios, Sua presença traz a adrenalina de um salto do penhasco, Um fio que separa viver ou por desejo de morrer..."
Tatiane Eles

😈✝️
— Você quer fazer isso comigo, Jimin? — perguntou enquanto abraçava o menor e o tinha deixando beijos molhados em seu pescoço, fazendo com que todos os seus pelos se eriçassem.
— Eu quero, eu quero demais. — Deixou uma lambida que ia até o lóbulo esquerdo do moreno.
Jungkook o puxou para um beijo, esse que foi caloroso e quente, pegou ritmo em seguida, com suas línguas em uma dança sensual, Jimin aproveitou o calor que emanava dos seus corpos para usufruir de todo tesão acumulado do seu moreno.
— Eu quero provar todo o seu corpo, Jeon. — Deixou um leve selar no canto da sua boca e desceu em direção ao seu torso nu, passando suas mãos por todo o abdômen, este que mais parecia um mar de beleza e luxúria, e com toda certeza Jimin se perderia e se deixaria afogar naquela imensidão.
Ao chegar no cós da calça de Jeon, o ruivo deu uma lambida abaixo do seu umbigo e circulou o cós com a ponta dos dedos.
— O que será que tem aqui embaixo, hãn? — Sorriu ladino, intercalando seu olhar entre a boca do moreno e seu volume evidente por baixo do tecido.
— Tenta descobrir, ruivinho. — Passou os dedos em seus fios e estreitou os olhos, esperando pela próxima movimentação do outro.
— Ok, prometo que vou ser o melhor a te fazer gozar. — Logo depois, puxou a calça, fazendo com que a cueca deslizasse junto e um pau grande e rosado batesse contra sua bochecha.
— Nããão! — Se assustou com o tamanho, esboçando um sorriso vitorioso em sua face logo em seguida. — Não é possível que você seja assim.
Jimin tapou a boca em mais puro choque.
— Assim? — Franziu a sobrancelha. — Assim como, Ji? — Passou uma de suas mãos nos fios cor de fogo e deu uma leve puxada.
— Assim, lindo, gostoso, grosso, grande e totalmente delicioso. — Abriu levemente a boca e passou a ponta de sua língua na cabecinha vermelha.
— Ah, Jimin, faz de novo — gemeu, manhoso, e apertou ainda mais os cabelos ruivos.
Jimin obedeceu, fechando sua boca e rodeando sua língua pela glande de Jungkook, sugando levemente o pré-gozo que expelia do local.
— Você tem um gosto tão bom, e eu estou tão faminto. — Segurou a base e abocanhou tudo que conseguia do pau enorme que ele tinha, sentindo o falo bater em sua garganta.
Jungkook, sentindo a garganta do menor, segurou com mais força seu cabelo e forçou sua cabeça para que ele o engolisse ainda mais.
A garganta de Jimin se contraía pela falta de fôlego, e, ao tirar o pau da boca, deu leves tossidas.
— Você é tão grande, mas eu não vou conseguir parar de te chupar agora.
Levou novamente até seus lábios, batendo levemente e esfregando em seguida sua língua por toda a extensão brilhante.
— Me engole todinho agora. — Jungkook segurou a cabeça de Jimin, sentando sob os calcanhares, e encaixou em sua boca, forçando uma entrada mais bruta.
Jeon sentia os gemidos vibrantes de Jimin em si a todo momento, mas isso não o impedia de estocar cada vez mais forte na garganta do menor, que por sua vez chorava de tanto prazer.
— Você tem uma boca tão quente, me engole tão bem, olha como seu rosto coradinho e essas lágrimas me dizem que está excepcionalmente gostando de ter sua boquinha sendo fodida por meu pau.
Abriu um sorriso largo, fazendo com que o membro de Jimin doesse por necessidade de ser acariciado.
— Chega, deita aqui agora. — Puxou o ruivo, deixando com que um fio de saliva saísse da boca do menor. — Eu quero te preparar para me sentir. — Inverteu as posições, deixando que Jimin ficasse de bruços na cama.
— Você já vai me foder? — perguntou Jimin, enquanto ajeitava o travesseiro embaixo do seu quadril.
— Não, benzinho, eu vou chupar o seu cuzinho bem devagarzinho. — Jimin sentiu seu pau pulsar pela sacanagem dita pelo outro.
Amava ser tratado como submisso, mas queria que Jungkook descobrisse isso sozinho observando suas ações.
Não demorou até o ruivo ter suas bandas afastadas e sentir um músculo gelado passando bem no meio delas.
— Jeon — gemeu seu nome arrastado, enquanto se contorcia por ter seu pontinho sendo bem tratado.
Jungkook forçou sua língua para dentro, sentindo sua entradinha se contrair em deleite.
— Não se assuste, você vai sentir apenas os meus dedos entrando em você — alertou e depois chegou sua mão próxima ao rosto do ruivo. — Chupa, deixe eles bem molhadinhos.
Jimin acenou com a cabeça e logo em seguida chupou os dedos do moreno como se sua vida dependesse daquele ato.
— Isso, chupe-os bem, agora relaxe, meu amor. — Tirou os dedos da boca de Jimin e logo em seguida forçou um contra sua entradinha, arrancando do mais baixo um gemido manhoso.
— Um não, Jeon, dois, por favor, eu quero dois dedos — implorou, arrebitando ainda mais sua bunda.
— Que ruivinho guloso, mal coloquei um dedo e você já quer dois, quer logo o meu cacete, né?
Jimin concordou, pois não aguentava tanto ter que esperar para sua fome pelo moreno ser saciada.
— Deixa eu te preparar logo, e então vou te rasgar todinho com o meu caralho. — Soltou um sorriso devasso e então enfiou dois dedos dentro do buraquinho rosado, fazendo com que o ruivo desse um solavanco pelo susto.
— Não se assuste, nenê, quando eu estiver entrando em você, a dor será bem maior. — Jimin sentiu seus pelos arrepiarem, e logo depois começou a rebolar nos dedos do moreno.
Jeon, percebendo sua atitude, estocou mais forte os dedos em Jimin, fazendo movimentos circulares e de tesoura dentro dele.
— Hmm, Jeon, mais, eu quero mais, me come, por favor, me fode logo, meu cuzinho não aguenta mais esperar pelo seu pau.
Jungkook sentiu seu membro pulsar, realmente já estava dolorido, não aguentava mais brincar com seu ruivinho, precisava consumá-lo.
— Onde está o lubrificante, meu bem? — Jimin apontou para a gaveta e logo em seguida trocou de posição, ficando de frente para Jeon, rodeando suas coxas grossas ao redor da sua cintura.
— Assim é mais gostoso, né? — Sorriu, ladino, ao ver a expressão bagunçada e necessitada do menor. Esticou-se para pegar o lubrificante e em seguida passou em seu pau.
— Jeon, será que vai caber? — Jimin perguntou, intrigado, olhando Jungkook se masturbar e ver que nem sua mão que era grande fechava ao redor do seu pau.
— Se não quiser entrar, eu farei entrar. — Jimin engoliu seco, ele queria muito ser fodido, mas não negava que um pau maior que o de seu mestre não o assustasse um pouco.
— Ce-certo — concordou e tentou relaxar o máximo que deu.
Jungkook segurou as duas bandas da bunda de Jimin e esfregou seu falo lubrificado entre elas.
— Você quer meu pau aqui, quer? — Forçou um pouco a entrada, saindo em seguida, esfregou entre as bandas novamente.
— Você sabe que sim, para de me provocar e enfia logo em mim — falou com um pouco mais de ansiedade na voz.
— Está desesperado mesmo, né, coisinha linda? Ok, vou te foder.
Após terminar sua fala, Jungkook forçou com mais força seu pau no pontinho apertado do ruivo, fazendo com que mais da metade adentrasse.
— Hmm, aa-aah Jeon, mais, eu quero mais. — O moreno riu do afoito do outro e enfiou ainda mais o seu pau, até não ter mais nada de fora.
— Foi tudo, minha putinha gostosa, agora aguenta, nenê.
Jeon viu o ruivo apertar cada vez mais o travesseiro, ao ponto de seus dedos ficarem com as falanges esbranquiçadas, empinou mais sua bunda e começou a rebolar, querendo mais.
Começou a se mover, vagarosamente, porém, não deixava de ser forte, e ir até o fundo.
— Assim, continua assim, está tão bom. — Jimin revirava os olhos de prazer, apertando hora ou outra o pau enorme que o rasgava. — Você vai me enlouquecer, vai mais rápido.
— Se decide, benzinho, quer devagar ou mais rápido? — Parou de se movimentar e segurou a cintura à sua frente.
— Mais rápido, eu quero mais rápido, me fode como se fosse a última vez, Jeon.
Jungkook começou a estocar como um louco, seu quadril batia contra a bunda de Jimin, transmitindo sons que deixariam qualquer um que os escutasse excitado.
— Você está me apertando tanto... Aaah, gostoso do caralho.
Avistou que o membro do menor estava duro como pedra, totalmente necessitado dos seus toques, agarrou o mesmo, deslizando sua palma no mesmo ritmo das estocadas.
— Je-Jeoon, aí não, por favor, assim eu... — Jimin jogou a cabeça para trás, gemendo mudo, suas artérias do pescoço estavam extremamente saltadas pelo esforço que estava fazendo.
— Goza, amor, goza para mim, quero ver você se contorcendo no meu pau, vadia. — Jimin, com um comando, se desfez, mas isso não impediu que Jungkook parasse. — Vira — ordenou, dando um tapa em seu rosto. — Quero te comer olhando esse seu rabo rebolar para mim. — Sorriu gostoso enquanto saía de dentro do ruivo.
Jimin se virou, ficando de quatro, empinando sua bunda e piscando sua entradinha que já estava pronta para o receber novamente.
— Me dê suas mãos, meu amor. — Jimin olhou para trás com dúvida nos olhos, mas em seguida fez o que foi pedido.
Jungkook com uma mão só segurou as duas do ruivo, e com a outra deixou um tapa estalado em sua bunda.
— Você é meu, está me ouvindo? Todo meu. — Ergueu o corpo de Jimin o deixando ajoelhado e em seguida o penetrou, arrancando um gemido agudo do ruivo pela precisão da estocada, sendo seguida de outras, com a mão livre segurou seu pescoço, o apertando levemente. — É disso que você gosta sua putinha masoquista? Hãn, é de ser controlado que você gosta, Jimin?
Ele concordou levemente com a cabeça, à procura de ar.
— Muito, eu gosto mu...
Jimin foi interrompido de seus devaneios sexuais após ouvir três batidas na porta.
Porém os dois simplesmente ignoraram e continuaram com seu sexo selvagem que levava os dois ao delírio.
Pequenas gotas de suor escorriam pelas têmporas de Jungkook, grudando seu cabelo em sua testa, o tornando cada vez mais sensual ao ver de Jimin, este que admirava toda a cena erótica através do espelho que tinha em sua frente.
Novamente foram interrompidos por batidas na porta.
— Aaah, que saco, quem é, porra? — Jeon gritou totalmente irritado por ter um empata foda filho da puta atrás da porta.
— JUNGKOOK! — Jeon se assustou ao ouvir a voz de seu pai ao longe, não acreditando que ele tinha os seguido.
— Porra, não fode, não acredito que ele veio até aqui — sussurrou ao pé da orelha do ruivinho.
— Não adianta ficar calado, eu sei que está aí, saia imediatamente.
Jungkook teve uma ideia, esboçou um sorriso diabólico e em seguida colocou o indicador sob os lábios de Jimin que o olhava estático.
— Fica caladinho, e só faça o que eu mandar ok? — Ergueu uma sobrancelha e Jimin assentiu.
O moreno levantou-se da cama e puxou as pernas do ruivo, fazendo-o ficar de pé e logo em seguida o carregou.
— Jung... — Foi interrompido com um selar de Jeon. — Caladinho, lembra? — Jimin concordou novamente.
Com uma mão segurando o menor e a outra livre, segurou seu pau e o penetrou novamente.
Jimin contraiu sua entradinha e em seguida gemeu baixinho no ouvido de Jungkook.
Ele encostou o menor na porta, essa que seu pai tentava abrir do outro lado.
— Eu vou te foder agora, e eu quero ouvir somente seus gemidos manhosos que me deixam maluco. — Jimin respirava fundo com cada fala de Jungkook.
Mais uma vez, concordou com o outro, e logo após teve sua próstata surrada com estocadas violentas, sentiu seu corpo todo tremer por ter seu cuzinho tão maltratado, ele com toda certeza estava amando isso.
— Jung-Jungkook, o que você...? — O pai do moreno encostou o ouvido na porta para ouvir melhor o que se passava do outro lado.
— Geme, Jimin... — Estocou mais forte e mordeu logo depois, deixando uma lambida no pescoço do outro. — Geme, porra, mostra para esse filho da puta que eu estou comendo você gostoso, e que esse seu cuzinho guloso está amando meu pau — esbravejou enquanto socava tudo em Jimin.
Jimin apertava, arranhava, batia, socava a costa de Jeon, deixando as marcas do sexo intenso que estavam tendo, suas pernas já estavam fracas, sua energia já tinha sido totalmente renovada, mas ele não se cansava de ter seu moreno cuidando tão bem de si.
Em sua concepção, sexo era o mesmo que cuidar, que desejar, que amar, então tudo aquilo não passava de um paraíso para si.
Sorte a sua era que Jungkook não o via de forma diferente, queria possuir aquele corpo, queria o ter somente para ele, não queria que mais ninguém desejasse Jimin, e, por esse motivo, o faria seu à partir daquela noite.
— Pai, vai embora, não está vendo que está atrapalhando? — gritou do outro lado.
Jeon No-Min escutava tudo totalmente horrorizado, sua ânsia aumentava a cada gemido que escutava e isso o deixou completamente atordoado.
— Isso é arte do Satanás, seu depravado, um filho meu não estaria fazendo esse tipo de atrocidade, estou te deserdando, vou deixar suas roupas na rua, e espero que você as busque quando eu não estiver em casa — falou, enrolado, com toda certeza o homem estava perdido e desnorteado.
Saiu do prédio batendo os pés, e com uma puta dor de cabeça por ter presenciado o ato de pecado cometido por seu filho, quer dizer, não mais filho.
— Acho que ele já foi. — Jimin encostou seu rosto na porta e, ao não ouvir mais nada, sorriu. — É, ele já foi, meu bem.
Jungkook estava o fodendo como nunca tinha feito antes, andou com Jimin até a cama e o jogou de bruços, subindo em cima de si e o penetrando novamente.
— Me aperta de novo, filho da puta, que eu vou te comer novamente e te tratar igual cadela no cio.
Jimin então o fez e logo em seguida, após receber mais algumas estocadas, sentiu Jungkook gozar forte dentro de si.
— Desgraçado... — Virou Jimin, fazendo com que ficassem em posição 69. — Me chupa caralho, agora. — Jimin se viu sem alternativa, mas tê-lo em sua boca era excepcionalmente maravilhoso.
Colocou o falo grosso em sua boca, mas quando sentiu ser engolido gemeu arrastado com sua boca sendo preenchida, para completar, Jungkook enfiou três dedos em sua entradinha, essa que já tinha sido tão surrada, estava toda molhadinha com o sêmen do moreno, e cada vez implorava por mais.
O som obtido por ambos era de prazer, enquanto Jimin se esforçava para empurrar aquele pau monstruoso e cheio de veias no fundo de sua garganta, Jungkook fazia um bom trabalho o chupando inteiro e socando seus dedos com tudo em seu interior.
Jimin contraía a barriga por sua sensibilidade, o seu ápice estava próximo e o moreno contribuía para que ele chegasse mais rápido.
— Jeon, eu vou gozar... — Masturbou o pau de Jungkook, tentando controlar sua respiração desregulada por ter seu cacete e seu cuzinho serem muito bem preenchidos.
— Eu também, amor, vamos gozar juntos. — Estocou mais algumas vezes, contraiu seu abdômen e, por fim, sujou todo o rosto de Jimin e teve sua boca cheia do gozo do seu ruivo.
— Aah, caralho, porra, que gostoso, você é tão delicioso, Jimin. —Sentindo seu cheiro doce misturado com seu suor, observou os pequenos espasmos que o ruivo dava enquanto acariciava devagar sua glande vermelha e inchada depois de ter gozado. — Delicioso. — Sorriu ladino com a imagem do seu íncubos, satisfeito e todo sujo com a sua porra.
Depois de tudo, ficaram em completo silêncio por alguns minutos.
O clima não era de tensão, pelo contrário, era um silêncio gostoso, um clima caloroso pós sexo, e os dois sentiam isso.
— Foi incrível, meu amor, espero que tenha gostado tanto quanto eu. — Abriu um sorriso pequeno, suas nuances verdes brilhavam em pura euforia, seus fios vermelhos colados em sua testa mostravam vestígios de uma foda maravilhosa, e isso inflava o ego de Jungkook.
— Com toda certeza eu gostei, e espero que essa seja nossa primeira de muitas. — Deixou um selar na boca de Jimin e logo em seguida o puxou para se deitar em seu peitoral.
— Mas tem uma coisa... — Parou, deixando leves caricias sob a bochecha do maior.
— O que coisa, linda? — indagou o outro, que o olhava com os olhos quase se fechando pelo cansaço.
— Você irá vir morar comigo? — Jungkook pensou e lembrou que seu pai o tinha posto para fora de casa.
— Relaxa, ruivinho, depois eu resolvo isso com o velho ranzinza, ele não tá louco em colocar minhas coisas na rua. — Sorriu para o outro e deixou um leve selar em sua testa. — Sabe, você está sendo a melhor escolha que eu fiz em tempos, não quero que vá embora, quero passar todos os dias que eu conseguir ao seu lado — comentou enquanto fechava seus lumes vagarosamente.
Jimin sentiu o pesar das palavras, já que por mais que quisesse muito ficar, sabia que essa era uma decisão que somente Satã poderia tomar, e isso o preocupava.
— Eu não vou embora, Jeon, prometo. — Levantou o rosto para o admirar, mas o que viu foi um lindo moreno em um sono profundo.
Passou levemente seus dígitos pela testa do maior, tirando alguns fios que se encontravam caídos, dando vista ao seu rosto por completo em sua mais pura perfeição.
— Eu prometo, meu querido.



• A manipulação psicológica é um processo pelo qual uma pessoa ou grupo de pessoas tenta influenciar ou controlar o pensamento, emoções, comportamentos ou percepções de outra pessoa de maneira sutil e muitas vezes enganosa.
• Uma pessoa que se caracteriza como manipuladora emocional também normalmente é associada com adjetivos como os exemplos citados a seguir: Agressividade; Persuasão; Teimosia; Pensamento Crítico; Imagem de Inocência; Distorcem os fatos; Impõem a culpa aos outros; Minimizam os problemas dos outros; E etc...
😈✝️
Nostalgia podia ser comparada como uma lembrança, mas isso não era costumeiro vindo de Jeon Jungkook, esse que foi desprovido de lembrar sobre seu passado, e nele se incluía sua mãe.
Seu pai, como o "mais responsável", cuidou de seu filho o colocando dentro da igreja para servir ao senhor.
Uma coisa que cabia dizer que não serviu de nada.
Agora, sentado em seu escritório lendo a Bíblia e lembrando do que presenciou noite passada, sentia repúdio, nojo, antipatia, relutância, rancor, aversão e todos os sinônimos possíveis do seu próprio filho.
Já dizia em 1 João 3:4: "Todo aquele que vive habitualmente no pecado também vive na rebeldia, pois o pecado é rebeldia." Repetia em seu intelecto, enquanto os gemidos de depravação se repetiam em sua memória.
— Aquele malcriado, desaforado, atrevido, garoto traquino e insultuoso, se eu pudesse o mandar para outro lugar bem longe daquele demônio, eu o faria.
O homem de cabelos grisalhos do tempo e do estresse só faltava arrancar seus fios de tanto desgosto.
Mas, ao escutar o ranger da porta, sentiu sua pressão ir pelas alturas.
— Não pode ser ele, eu o avisei para não pisar aqui novamente. —Coçou a cabeça e se levantou, arrumando seu belo terno azul marinho Armani.
O soar de vozes vindas da sala era bem presente, e isso fez com que Jeon No-Min sentisse seu coração pulsar mais rápido em seu peito.
Jungkook havia chegado em sua casa depois de ter bebido duas garrafas de vinho ao lado do seu ruivo, este que não parava de rir das baboseiras que saíam de sua ilustre boca ao seu ver.
Aqueles lábios finos com uma pintinha em baixo era tão lindo de ser apreciado, mas que, quando melados de álcool, saíam tantas bobagens.
Frutos de uma má criação ao longo dos anos.
Quem dera ele ter sido criado por sua bela mãe, esta que Jimin já havia conhecido.
— Que arruaça é essa aqui na minha sala?! — esbravejou, irritado, descendo a escada.
— Oooooi, papai, vim buscar minhas coisas, meu amor — o moreno mais novo dizia enquanto sorria grandemente, esbarrando às vezes em alguns móveis.
— Jungkook, pelo amor, calma. — Jimin tentava o segurar, mas falhava miseravelmente quando o maior desviava de seus toques e ia de encontro ao seu pai.
— O que você está fazendo dentro da minha casa, seu miserável?
Jimin fingiu ter sido ofendido, tocando em seu coração e esbanjando um olhar triste que ia de encontro ao chão, mas logo esboçando um sorriso perverso nos lábios cheinhos.
— Isso bem que poderia me atingir, mas tudo que sai da sua boca não faz um pingo de diferença para mim, "sogrinho". — Os olhos de No-Min quase saltaram de sua face.
— Papai, não fale besteiras para o Jimin, ele está comigo agora — disse enquanto o abraçava desengonçadamente e deixava selares em seu pescoço, isso causava ânsia em seu pai, que quase teve um colapso ao ver tal cena.
— Que Deus possa os levar para o seu e perdoar todos os vossos pecados, seus depravados! Pai, você sabe todo o esforço que eu tive para cuidar deste imprestável, e agora ele me causa decepção ao se deitar com outro homem, eu peço perdão por ele, Senhor.
Levantava as mãos juntas para o céu enquanto clamava por perdão, não passava de uma figura patética ao ver de seu filho e do íncubos.
— Filho, pelo amor de Deus, não vá com ele, pense em sua mãe, ela iria querer que vivêssemos em harmonia, eu prometo mudar e tentar ser um pai melhor para você, te dou casa, comida e tudo que você precisa, não vá. — Jeon tentou apelar com manha, pois sabia que a mãe de Jungkook era um tema sensível para si.
— Se fode, filho da puta, você nunca foi um pai para mim, e Deus está de prova, espero que você morfe aí sozinho, e não ouse falar na mamãe novamente, ou eu mesmo vou quebrar todos os dentes dessa sua boca murcha, velho seboso.
— Você sabe que Satã não terá piedade de você depois do que fez, não é, Jeon No-Min? — Jimin se dirigiu ao mais velho com uma carranca nada boa. — É melhor não se intrometer entre o Jungkook e eu, ou seu destino com toda certeza não se prolongará na terra.
O moreno mais velho o olhava com desprezo, seu subconsciente martelava o que ele teria feito para receber tal ameaça, logo depois de lembrando de tal fatalidade.
— Você não sabe de nada, é melhor ficar longe do meu filho. —Apontou em direção ao ruivo, mas seu dedo foi agarrado por seu filho, que mal conseguia se manter em pé.
— Não encoste nele, ouviu bem? Ele é meu, e você precisa ficar longe, seu monstro.
Jungkook gritava, parecia lembrar de alguma coisa que Jimin não tinha conhecimento, mas isso não era de tal importância no momento.
— Jeon, pega logo suas coisas e vamos. — Passou a ponta dos dedos pelos fios desleixados que caíam sobre o rosto do moreno.
— Pra onde pensa que vai levar meu filho? — Pegou no ombro de Jungkook.
— Filho? Parece que você não se recorda do que me disse noite passada, né, ranzinza? Deixa que eu vou te recordar. — Segurou a mão do seu pai o deixando frente a frente com si. — "Isso é arte do Satanás, seu depravado, um filho meu não estaria fazendo esse tipo de atrocidade, estou te deserdando, vou deixar suas roupas na rua, e espero que você as busque quando eu não estiver em casa". — Fez sinal de aspas com os dedos.
— Caralho, meu bem, que boa memória para um bêbado. — Pôs-se a rir, e logo depois puxou Jungkook de perto do velho.
— Mas é que, você... Ele, eu não sabia o que fazer naquele momen... — Teve sua fala cortada por seu filho.
— Agora não adianta mais, eu vou embora. — Saiu, deixando os dois na sala se encarando com ódio nos olhos.
— Você não vai levar meu filho. — Soltou enquanto chegava cada vez mais perto do ruivo.
— Eu vou, com toda certeza eu vou, não deixarei que você faça o mesmo que fez com sua esposa — despejou em cima do Jeon mais velho um de seus maiores pecados e arrependimentos.
— Você não sabe de nada — disse, enquanto remoía o seu passado que lhe atormentava.
— Eu sei bem mais do que você pensa.
Jimin, por ser muito próximo de Satã, tinha seus privilégios, e um desses era saber o pecado obscuro das pessoas.
Jimin um tempo atrás ousou seguir Yoongi por um de seus passeios pela terra, mas ao presenciar um crime e ter sido descoberto por seu mestre, foi proibido de voltar a terra.
Muitos pensavam que não, mas o ruivo era mais esperto do que parecia, deixou com uma criança um colar de proteção, uma de suas joias mais raras, fazendo com que ela não tivesse o mesmo destino que sua mãe.
Esse passado voltou à tona quando conheceu Jungkook, a mesma criança de 25 anos atrás.
— Acho bom você ficar longe, não sabe o que eu sou capaz de fazer. — Empurrou levemente o peitoral do mais velho, que para ele foi bem mais que um leve empurrão.
—- Vamos, Ji, já peguei tudo. — Jungkook chegou esbarrando no ombro de seu velho para que saísse de seu caminho e chegasse mais rápido até o seu ruivinho. — Espero não ver sua cara rabugenta tão cedo, palhaço. — Pegou nas mãos do seu baixinho e seguiu caminho adiante.
— Estou perdido. — O velho ranzinza batia com sua palma em sua testa, totalmente desnorteado com o acontecido de minutos atrás. Sem saber o que fazer, decidiu apelar para o álcool, sua melhor solução de sempre.
😈✝️
O entardecer chegou, e com ele, mais duas garrafas de whisky foram esvaziadas, uma por Jungkook e outra por Jimin, porém o moreno estava em desvantagem, já que o íncubo não se embriagava.
— Jeon, pega leve, eu ainda quero me alimentar um pouquinho antes que você capote.
— Está esperando o que para usufruiu de mim então, ruivinho? Se quer que eu te foda, é só dizer. — Sorriu maliciosamente de canto enquanto se levantava da cama e baixava sua calça, e ficando apenas com sua box.
— Jeon, faz assim não, eu fico molhado só de ver seu corpo delicioso. — O ego inflado de Jungkook aumentou drasticamente ao ver seu ruivo engatinhando em cima da cama até está em sua frente. — Eu quero tanto por minha boca aqui — falou e logo depois passou sua língua por cima da box branca do maior, este que vibrou pela intensidade do tesão de seu ruivo.
— Então coloque, ele está esperando para foder sua garganta, amor. — Segurou os fios ruivos, os deixando de lado para ter uma melhor visão do rosto do menor.
Jimin, totalmente hipnotizado com a marca molhada que deixou anteriormente, abaixou a box e teve a visão do cacete já ereto batendo sobre o abdômen do seu homem.
— Delicioso. — Passou a língua no falo, da costura até a glande, sentindo seu sabor adocicado, este que o proporcionava cada vez mais vontade de sentar naquele cacete.
— Chupa, Jimin — ordenou com a voz mais grossa que o habitual e foi acatado com maestria, pois o ruivo o engoliu inteiro, fazendo com que seu pau batesse contra sua garganta.
Jungkook mais que depressa ousou dar pequenas estocadas, não parando quando começaram a escorrer lágrimas grossas dos olhos do menor, este que não deixava de o engolir por nada.
Estava se deliciando, pegou a extensão e começou a masturbá-lo com movimentos giratórios com as mãos, batia a cabeça vermelhinha em sua língua, sentido se sabor que não parava de derramar por sua libido extrema.
— Jimin, amor, você tem uma boca tão quentinha e gostosa, eu amo socar tudo nessa sua boquinha deliciosa — manhou, enquanto sentia breves gemidos vibrarem em seu pau, fazendo seu ápice chegar cada vez mais.
Jimin subia e descia escorregando sua língua pelo falo molhado, masturbando enquanto sugava a cabecinha inchada e com a mão livre apertava a bunda desnuda do moreno, este que dava pequenas reboladas e estocadas enquanto tinha seu pau entregue.
— Já chega, vem aqui. — Puxou Jimin para cima de si enquanto se posicionava sentado na cabeceira da cama, chupou seus dedos e sem demora os introduziu no orifício piscante do ruivo. — Me quer tanto assim que nem finge, seu safado. — Sorriu e mordiscou em seguida o inferior gordinho do menor.
— Eu quero, me fode logo — suplicou enquanto rebolava no colo do moreno.
— Eu não vou te foder, você vai se foder no meu pau, quero sentir o seu cuzinho me engolindo inteiro. — Retirou os dedos e pegou o lubrificante da mesinha de canto, passando por toda sua extensão e logo em seguida encaixando na entrada do seu ruivinho. — Senta, amor, se fode no meu caralho. — Passou a mão no pescoço de Jimin e apertou, fazendo com que ele sentasse com tudo, esfolando seu cacete como nunca antes.
— Ahn, amor, tão fundo — falou enquanto quicava e rebolava em cima da rola grossa que o rasgava.
Jimin circulou os braços sob os ombros do moreno, esse que segurou sua cintura, o ajudando com o ato profano de perversão e tesão.
— Você senta igual uma putinha, amor. — Riu ladino enquanto acariciava as bandas recheadas de carne do ruivo. — E geme igual uma cadela. — Ouvia cada soar gostoso que ressonava da boca do menor em seu ouvido e aquilo para si era como as trombetas dos anjos. — Continua, vai, eu estou perto — anunciou enquanto movia seu quadril para cima, com movimentos brutos e extremamente deliciosos.
— Eu também estou perto. — Pousou sua mão sob seu falo esquecido e começou a se tocar enquanto sentava no cacete do seu moreno.
— Hmm, ah, caralho! — Gemeram no momento seguinte em que ambos gozaram juntos.
Jimin descansou a cabeça no ombro do maior e logo em seguida ficou surpreso com o que foi dito.
— Ji, o que nós somos agora? — perguntou timidamente enquanto alisava a costa do outro.
— Como assim, meu amor? — Levantou o rosto para olhar sua face avermelhada pelo ato anterior.
— Tipo, somos o quê? Ficantes, amantes, amigos com benefícios ou... — Pausou por um breve momento. — Namorados?
Jimin encolheu levemente os ombros, sabia que no momento não poderia ter relações desse tipo com ninguém, mas seu subconsciente dizia o contrário.
— Você quer namorar comigo, Jeon? — perguntou baixo enquanto esperava por sua resposta ansiosamente.
— Eu... Quero, Ji, quero muito. — Suas bochechas se tornaram rubras e seu sorriso aumentou.
— Então pronto, somos namorados. — Sorriu e em seguida foi apertado. — Calma, Jeon, você ainda está dentro de mim.
Os dois começaram a rir e se puseram a ficar juntos pelo resto do dia, aproveitando o pouco tempo que ainda os restam.



O céu representa a comunhão com Deus e a felicidade eterna, enquanto o inferno simboliza a separação de Deus e o sofrimento eterno.
"Todos os deuses, céu e inferno estão dentro de você; não deixe seu sorriso ser afetado pelo mundo, e sim o mundo pelo seu sorriso, e todos nós temos problemas em comum, não podemos fingir que eles não existem, mas temos que ser maduros o suficiente para reconhecê-los."
Hugo W
😈✝️
O dia se faz presente mais rápido do que se vai, a relação do íncubos com o moreno se tornou mais forte do que imaginavam, porém, o imprescindível aconteceu.
As paredes em tons de vermelho escarlate mostravam que o inferno não era totalmente ruim como muitos imaginavam, tirando a parte das almas condenadas, as punições e o escarcéu que os demônios faziam fora da vista de Satã.
Yoongi vivia dias tranquilos, absorvendo o medo das pessoas e satisfazendo o prazer de seus servos, até que passou por sua cabeça ir atrás de quem lhe fazia falta.
— O que será que aquele ruivo anda fazendo?
Satã não ousou observá-lo novamente, achava que assim estaria tirando a privacidade de Jimin.
Na sua cabeça, não saía a hipótese do seu íncubos estar em perigo ou estar em mãos de pessoas erradas, como no caso do pai do garoto no qual estava se envolvendo.
Podia até estar sendo meio contraditório, Satanás se preocupando, mas, como todos sabem, em um mundo como o de hoje, tudo era possível.
Passaram-se dois dias, e a ideia de ir atrás de Jimin somente aumentou, até quando Yoongi decidiu que realmente iria.
O dia passou e a noite se fez presente, Satã já estava pronto para ir atrás do seu íncubos, sentiu uma enorme vontade de não ir, mas isso não fez com que voltasse atrás.
Ao sair da passagem, se deparou com a igreja bem movimentada, observou o Pastor sair e cumprimentar algumas pessoas, Yoongi sentiu repulsa pela alma condenada ao inferno daquele ser.
— Como pode alguém, com tamanha lista de pecados, pregar a outras pessoas sobre o que fazer.
Yoongi riu descaradamente e esfregou levemente sua palma direita em seus fios hidratados.
— Que infame, vou seguir caminho antes que eu leve ele antes do tempo.
Seguiu até o lugar em que Jimin estava instalado.
Ao chegar no prédio pode observar o ruivo no Jardim aproveitando a brisa fria com um rapaz moreno de cabelos compridos.
— Interessante. — Yoongi não esboçava reação alguma em sua face, mas, por dentro, sentia palpitadas de ciúmes.
Se aproximou sorrateiramente e parou próximo aos dois, porém, com certa distância, apenas para escutar sobre o que conversavam.
— Jeon, querido, acha que seu pai vai vir atrás de você em algum momento? — perguntou, enquanto tinha suas mechas alisadas pelas mãos grandes do seu moreno.
— Não sei, amor...
Nessa hora, Yoongi ficou estático: "amor", como assim? Devia ter passado algo que ele não notou.
— Compreendo, espero não ver a cara dele tão cedo, senão, quem vai levá-lo para o inferno não é o Satã, e sim eu.
Satã, por outro lado, sorria contido por ouvir as palavras corajosas de Jimin. — Então quer dizer que anda pensando em mim.
O iludido não conseguiu decifrar o amor que o ruivo sentia pelo moreno, e isso o cegou de uma maneira que nem mesmo ele entendia.
Decidiu finalmente se aproximar.
— Olá, Jimin querido! — Chegou com toda sua aura majestosa e autoritária.
O ruivo levantou de uma vez da perna do seu namorado, totalmente assustado pelo timbre usado anteriormente pelo seu mestre.
— Oh. Oi — falou timidamente enquanto tentava se arrumar para não parecer tão despojado.
— Vocês se conhecem? — indagou o outro, após ter sido afastado.
— Sim, ele é o...
— Yoongi, mestre do Jimin, prazer em conhecê-lo, Jeon Jungkook! — O moreno, por outro lado, levantou de onde estava, totalmente desconfiado pelo tal estranho, que se dizia ser mestre do seu namorado, o conhecer.
— O prazer é meu, mas, como assim "mestre"? E como assim você me conhece? — Franziu a sobrancelha e cruzou os braços.
— Calma, Jeon, deixa eu te apresentar direito, já que o Yoongi não tem bons modos quando se trata de apresentações.
O moreno mais novo balançou a cabeça em afirmação e esperou que Jimin começasse, porém, seus olhos não saíam dos de Yoongi.
— Bem, como você já bem sabe, eu sou um íncubo. — Nessa hora, Satã se viu espantado pela confissão, já que, em sua cabeça, imaginou que o outro não sabia da natureza de Jimin, e ficou mais estagnado por Jungkook não reagir indiferente com a notícia.
— Bom, o Yoongi, ou Satã, como muitos sabem, é meu mestre, ele comanda não só o inferno, como o submundo também. Agora o que nem eu entendi é o que veio fazer aqui em cima.
Os dois se viraram em direção ao citado e este coçou levemente seus fios.
— Bom, vim ver como andava meu pequeno Jimin. — Gesticulou brevemente com as mãos e se sentou em seguida em uma das bancadas próximas. — Mas vejo que você está muito bem, não é mesmo?
Jimin se viu sem muita alternativa, então o que poderia fazer se não o responder?
— Sim, me sinto bem melhor aqui do que no Submundo, pelo menos aqui eu sou valorizado, por minha natureza ou não.
Essa Yoongi sentiu pesar em seu peito.
Jungkook se mantinha calado, já que não fazia ideia do que falar. Às vezes, o silêncio podia ser uma válvula de escape, e foi isso que ele fez.
— Jimin, além de vir aqui matar a saudade que eu estava sua, vim te avisar que seu tempo na terra está acabando, e você sabe muito bem as consequências. — Jungkook sentiu que deveria se intrometer, já que a ida de Jimin não prevista o incomodava.
— Como assim você vai embora, Ji? — Pegou levemente no ombro do ruivo, este que tinha seus olhos cheios de lágrimas.
— Jeon, precisamos conversar. — Segurou em sua mão e o puxou de lado. — Volto já, mestre. — Jungkook, sem entender absolutamente nada, só seguiu caminho atrás do seu namorado.
— Jimin, você disse que não iria me deixar, como assim esse tal de Yoongi chega aqui do nada dizendo que seu tempo está se esgotando...
Jungkook cada vez mais aumentava o tom de voz pelo seu nervosismo e ansiedade.
— Calma, Jeon, meu amor, deixa eu te explicar as coisas direito. — Passou seus dígitos sobre a bochecha molhada do moreno que lhe encarava com ansiedade.
— Certo, está mais tranquilo? — Jungkook balançou a cabeça em negação, porém esperou Jimin dizer o que tinha que ser dito. — Bom, os íncubos viajam até a terra para se alimentar, porém, não sei se você sabe, mas não sou como eles, eu escolho geralmente meus alimentos através de conexões que estabeleço com os eles, por isso passei tanto tempo sem me alimentar.
Jungkook ouvia tudo calmamente enquanto era agraciado pelo carinho do mais baixo.
— No meio de tudo isso, todos são concebidos de um curto período de tempo para vir e se alimentar, isso é imposto justamente para que nós íncubos não nos viciemos nos humanos, já que o prazer emitido por vossos corpos é delirante ao ponto de nos tornar humanos também, então pelo bem da preservação da nossa espécie, não podemos passar mais de um mês com vocês.
Jimin tremia aos poucos por ter que contar tudo isso a uma pessoa que em pouco tempo se tornou de extrema importância para ele.
Jungkook, por outro lado, se encontrava totalmente absorto em seus pensamentos, impossibilitando qualquer de saber o que se passava pela sua linda cabecinha.
— Então quer dizer que você escondeu de mim que uma hora teria que ir embora, é isso? — Se afastou um pouco de Jimin para raciocinar melhor.
— Jeon, eu escondi isso, porque eu não sabia como eu iria te contar sobre, mas sabe, em pouco tempo, tudo que vivemos juntos me fez tão feliz, que não sinto vontade de voltar, eu estava pensando em conversar com o Yoongi, para que me deixasse ficar.
Jungkook balançava sem parar sua cabeça, totalmente em negação.
— Não, não, não, Jimin, você pode estar se prejudicando, eu gosto demais de você, não, na verdade eu amo você, Ji, e não quero que nada de mal aconteça com você, mesmo que isso diga que teremos que nos afastar.
— Não, Jungkook, amor, escuta, isso não vai me afetar fisicamente, quer dizer, quase, pois vou virar humano e perder meus poderes, mas isso não é nada, eu faria isso mil vezes se fosse para te ter ao meu lado.
Jeon, que antes chorava por tristeza, agora chora de felicidade, pois nunca pensou que poderia encontrar em sua vida alguém que fizesse sacrifícios por si, e isso o deixou nostálgico, pois, por um breve momento, teve uma visão do passado, onde sua mãe deixava de comer o único prato de comida que tinha em casa para dar para ele.
— E o que vai fazer agora em relação a isso? — indagou meio incerto ainda sobre a decisão de Jimin sobre ficar com ele.
— Primeiro preciso falar com o Yoongi, e ver o que ele vai fazer.
Jungkook concordou e juntos se aproximaram de Satã, que os esperava com um sorriso no rosto e um semblante vitorioso.
— E então, vai arrumar suas coisas e voltar comigo? — Sorriu de orelha a orelha, mas o que não esperava era que Jimin segurasse a mão de Jungkook e em seguida deixasse um breve selar, o que fez com que seu sorriso se desmanchasse totalmente.
— Na verdade eu vim te avisar que irei ficar. — Como em um passe de mágica, a boca de Yoongi foi se abrindo vagarosamente.
— O que, como assim? Irá abdicar dos seus poderes por um mísero humano, Jimin? E eu?
Jimin arregalou seus lumes pelo descaramento de Satã ao pronunciar tais palavras.
— Como assim, e você? Eu já deixei claro que não temos nada e nunca teremos, Yoongi, e sobre os poderes, eu prefiro mil vezes ter alguém que eu amo ao meu lado do que ter míseros poderes que não me servem de nada.
Yoongi estava pasmo, mas tentou ao máximo não demonstrar que, por um breve momento, teve seu coração perfurado mais uma vez por seu ruivo.
— Tudo bem, você quem sabe, eu prezo pelo melhor para você, mas já que isso em sua concepção é o melhor, o que eu posso fazer se não aceitar, não é mesmo?
Os dois se encararam com sorrisos pequenos em seus rostos corados.
Yoongi pôde sentir o amor que emanava dos dois pequenos, e por mais que no fundo não quisesse deixar que Jimin ficasse, não iria contra a vontade de seu pequeno, apenas esperava que ele se saísse bem e sua nova realidade.
— A partir da hora que eu atravessar a passagem, seus poderes irão comigo, e mais, quero deixar com você essa correntinha, quero que carregue sempre próximo do seu coração, é para a sua proteção, espero que nunca o tire, assim saberei quando estiver correndo perigo e virei ao seu encontro. — Ele assentiu. — Não esqueça que, em suas costas, aparecerá um símbolo indicando que não é mais do submundo. Bom, é só isso mesmo, vejo você algum dia, baixinho.
Sorriu pequeno, puxando Jimin para um abraço caloroso enquanto Jungkook observava tudo com os braços cruzados. Yoongi deixou um selar na bochecha do ruivo e em seguida saiu, sem olhar para trás.
— Quem diria, hein! — Abraçou Jimin de lado enquanto afagava seus fios.
— O que fazemos agora, Ji, já que você é um mais novo humano? — Sorriu contido pelo que disse.
— Bom, agora a gente sai para comemorar. — Sorriu docemente e deixou um beijo casto nos lábios magros do maior.
— E... — Parou, esperando que sua fala fosse completada.
— E... e agora vamos ser feliz, meu moreno lindo.
— Sim, vamos ser felizes agora.
— Eu te amo, Jeon Jungkook!
— Eu também te amo, Park Jimin!

• Agora vou trazer algumas imagens para vocês terem noção do que eu quis retratar
O que o Yoon deu para o Ji
A que o Ji recebeu após se tornar humano



O amor pode muito bem ludibriar mentes fracas, amar é fazer sacrifícios, mas nunca é deixar de ser quem você é pelo próximo.
"Amar é doar-se. O amor não tem intenção de receber, apenas dar-se ao outro." Amar é doar-se sem nada exigir do outro. Pois amar não consiste em exigir e controlar, e sim em se entregar, se doar no intuito de agregar valor ao ser amado.
😈✝️
Os dias passam vagarosamente, fazendo com que Jimin sentisse saudade de sua vida antes de conhecer seu moreno, afinal, a gente colhe o que semeia, e ele colheu a humanidade quando o escolheu...
Mas escolhas possuem consequências, e não havia consequência mais gostosa do que estar dando todo santo dia o seu buraco e não se saciar com uma foda somente.
Jungkook não criou um íncubo, e sim, um ninfomaníaco.
Enquanto alguns se divertiam em parques, passeando, indo à igreja, com os amigos no cinema, os dois namorados faziam seu divertimento rangendo a cama.
Jimin sentava descontroladamente no pau de Jungkook, esse que já obtinha sua glande avermelhada de tanto ser sugado pelo ruivo.
— Vai com calma, Ji, já é nossa terceira foda e você ainda tem esse fogo todo. — Sorriu cafajeste enquanto segurava a cintura do ruivo, fazendo sua bunda se movimentar em reboladas fortes enquanto quicava gostoso em seu membro grosso.
— Eu...eu... estou ficando louco, Jung, você é tão gostoso. — Não parava de repetir, e quando teve seu moreno chupando e lambendo seu mamilo, sentiu uma onda forte subir por sua coluna, seu baixo ventre formigava e isso impulsionou Jimin a sentar com mais força.
— Porra, cacete, Ji. — Jogou o ruivo na cama, tomando posse do seu corpo com beijos lentos em seu pescoço enquanto metia fundo no menor, até ver seu pau dando pequenas fisgadas de excitação.
— Você me engole todinho nessa posição, consigo ver meu pau entrar e sair inteiro desse seu buraquinho guloso e rosinha, meu amor. — Era extremamente incrível como Jungkook conseguia deixar o ruivo de bochechas rubras com as baixarias que dizia.
— Para de dizer isso, Jeon, apenas me foda. — Tentava esconder o rosto com as mãos até ter seu pulso agarrado e preso acima de sua cabeça.
— Não se esconda, eu amo ver seu rosto de pura excitação, e não tem por que ficar com vergonha, não era você que antes veio atrás de mim somente para se alimentar do meu corpo? — Jimin concordou com a cabeça enquanto observava o maior lamber os lábios, tamanha era sua fome.
— Eu simplesmente adoro como os nossos corpos se encaixam perfeitamente, em pura sintonia e tesão, você me enlouquece.
Jungkook segurou as duas pernas do ruivo e começou a estocar mais forte e ia mais fundo, fazendo com que o corpo do seu ruivo desse solavancos para cima.
Jimin apertava as mãos pelo êxtase que sentia ao ter o seu pontinho judiado e sua próstata surrada pelo pau do seu moreno.
— Eu amo... — Puxou ar enquanto seu corpo inteiro tremia. — Eu amo isso, meu amor. — Jungkook sorriu ladino com a confissão e sentiu seu coração por um minuto descompassar e errar as batidas frenéticas que era causada pelo seu esforço.
— Eu também amo demais. — Abafou seu rosto no pescoço alheio e fungou levemente, sentindo todo o cheiro de prazer que emanava de Jimin. — Você tem um cheiro incrível, sabia? — indagou o outro, este que rolava os olhos.
— Não... não sabia, e você gosta? — Mordeu os lábios e encarou os lumes escuros carregados de desejo.
— Com toda certeza, se tornou o meu cheiro favorito em todo o mundo. — Jimin sorriu tímido enquanto se desfazia em gemidos manhosos por ter Jungkook indo vagarosamente até o fundo.
— Mais rápido, amor, por favor, me fode mais rápido. — Jimin implorava, levantava seu quadril, esfregando sua entrada naquele mastro, sentindo cada pedacinho seu ser aberto, seu corpo fervia e seu pau pedia para que fosse tocado.
— Você está tão sedento, quer que eu te foda mais rápido, quer que eu te toque? Então peça, eu sei que você sabe pedir. — Sorriu ladino erguendo uma sobrancelha ao que mordia seu inferior.
Jimin mordeu a língua pensando em como pedir que seu namorado lhe fodesse do jeito que tanto queria, até que a lâmpada da ideia acendeu em sua cabeça.
— Eu preciso de mais, amor, preciso que você me penetre tão fundo que não sentirei minhas pernas, necessito do seu toque, você é muito bom no que faz, então mostre para mim, meu amor. — Esboçou uma feição de inocência, mas que se bem observasse não tinha pudor algum em seu olhar obstinado a ter seu cuzinho fodido.
— Assim você me deixa mais duro, amor, vou te dar o que tanto almeja.
Jungkook puxou Jimin, virando seu corpo em seguida fazendo com que ele ficasse de costa para si, passou as mãos grandes em sua cintura e em seguida o puxou deixando de joelhos, circulou seus mamilos com a seus dígitos, apertando-os em seguida.
— Jung, assim, eu gosto assim. — Seu corpo tremia nas mãos do moreno e seus joelhos não cederam por estar seguro em seus braços.
Com uma mão, segurou o pescoço do ruivo, e com a outra, pegou seu pau, enfiando vagarosamente em sua entradinha apertada.
— Mesmo depois de me dar por horas, continua tão apertado, aah. — Gemeu rente ao ouvido do ruivo, este que jogava sua cabeça no ombro do maior e mantinha sua boca entreaberta de onde saíam gemidos manhosos e arrastados.
Jungkook segurou seu abdômen enquanto socava forte nele. — Me engole tão bem.
As pernas de Jimin cediam, mas o maior o segurava com força enquanto enfiava tudo em si.
— Não vou deixar você cair enquanto eu não tiver te satisfeito. — Soprou uma risada abafada em sua orelha, fazendo com que seus pelos do pescoço todos se eriçassem.
O moreno se enterrava no interior do ruivo com violência, trazendo com a excitação lágrimas do seu namorado.
— Está chorando, amor? — indagou enquanto passava a ponta dos dedos no canto de seus olhos.
— É de prazer, não se preocupe, continue, estou quase — falou o final da frase de forma arrastada, causando rebuliços no baixo ventre do maior.
Jungkook segurou sua bochecha, virando de forma brusca seu rosto, atacou sua boca, deslizando em seu inferior sua língua, que foi chupada pelo menor e logo, em seguida, pequenos jatos de porra eram vistos enquanto Jimin se masturbava forte.
— Ah, Jeon, caralho, que gostoso, continua, amor, goza dentro, vai.
O maior sentiu o interior de Jimin o apertando e isso o fez se desfazer dentro dele, causando ondas de calor intensas no corpo dos dois.
Logo depois, se jogaram lado a lado na cama.
— Isso foi tão bom. — Respirou fundo enquanto se recuperava da longa sessão de foda que tiveram desde às 22:00 horas da noite.
— Que horas são, amor? — Jimin o indagou, e o moreno pegou seu celular da cômoda.
— 08:00 da manhã, lindo. — O menor arregalou os lumes, se assustando com o tanto que transaram sem parar.
— Meu pai amado, estou acabado — reclamou enquanto coçava os olhos pelo cansaço.
— Estava era no cio, tenho certeza. — Gargalhou e em seguida levantou da cama. — Vem, vamos nos limpar, mais tarde vou te levar a um lugar que sei que irá gostar.
Jimin abriu um sorriso de orelha a orelha, porque foram poucas as vezes em sua vida que teve oportunidade de poder explorar o mundo humano.
— Sim, sim, vamos. — Levantou animado batendo palmas, mas assim que tentou andar, suas pernas cederam e ele caiu sentado. — Só... —Parou envergonhado. — Me ajude a chegar até o banheiro. — Sorriu tímido com sua bochecha avermelhada de vergonha.
— Venha, meu porquinho ruivo. — Ergueu os braços e o ajudou a levantar, o carregando e indo em direção ao banheiro para se lavarem.
Passaram algumas horas desde que ficaram de grude na cama após o banho, então se arrumaram para ir ao tal lugar que Jungkook falou.
— Para onde estamos indo, Jung? —Curioso como sempre, segurou o antebraço do maior e apertou fracamente.
— Contenha sua curiosidade, logo, logo saberá. — Sorriu arteiro e puxou Jimin para um meio abraço.
Jimin mordeu a língua e esperou até que chegassem.
Ao ver de longe luzes e um certo alvoroço, percebeu para onde iriam.
— Não brinca, estamos indo ao parque de diversões, amor? — Deu pulinhos ao que puxava o braço do maior.
Jungkook ria da euforia do mais baixo ao ver as luzes da roda gigante, ele sabia que o ruivo nunca tinha ido a um, por isso resolveu trazê-lo.
— Sim, baby, e eu quero ver a cidade ao seu lado na roda gigante. — Esboçou felicidade mostrando seu sorriso completo e deixou que aparecesse seus dentinhos saltados de coelho.
Jimin só sabia admirar a beleza em sua frente, jamais vista antes. Com toda certeza, ficar ao seu lado foi sua melhor escolha.
Chegaram e logo foram em diversas atrações, deixando o melhor para o final, enfrentaram uma fila curta, pelo santo bem da paciência dos dois, que não viam a hora de se pegarem como adolescentes e ficarem juntinhos no alto.
Ao chegar a vez deles, sentaram-se na cabine de cor roxa, um de frente para o outro, cada um eufórico esperando que a roda girasse.
— Eu estou tão ansioso, nunca tive a chance de ir em uma dessas. — E realmente, dava para ver sua ansiedade, ele não parava de batucar o pé no chão da cabine e torcer a borda da sua blusa rosa.
Jungkook só sabia ficar maravilhado com tamanha beleza.
A grande roda começou a se mover, Jimin segurou na barra ao seu lado pelo susto, e Jungkook gargalhou da sua reação, sentando ao seu lado em seguida.
— Me dê sua mão? — pediu, estendo a sua e logo depois agarrando a do mais baixo e entrelaçando seus dedos.
— Fiquei com um pouco de medo, mas nada pode assustar alguém que veio do Submundo, né? — Sorriu amarelo enquanto tremia por não conseguir ver mais o chão direito. — Jungkook, eu não consigo enxergar lá embaixo. — Formou um bico fofo nos lábios e uniu as sobrancelhas.
— Você é míope? — Coçou a cabeça com a mão livre e sorriu gentilmente com a indagação.
— O que é Mí-o-pe? — soletrou ao que nunca havia escutado tal palavra.
— Ah... É quando a pessoa não enxerga direito de longe, Ji. — Tentou explicar de forma simples para que o ruivo entendesse.
— Ah, então deve ser isso mesmo. — Virou a cabeça para o lado e encostou no ombro do moreno.
— Vai precisar de óculos. — Sorriu e fez um carinho singelo em seus fios.
O ruivo acenou com a cabeça e logo em seguida apontou para o céu.
— Você viu? — falou um pouco mais alto ao que seus olhos brilhavam pelo que tinha observado.
— Não, o que era?
— Um feixe de luz que passou no céu. — Apontou novamente. — Foi tão rápido que quase não vi.
— Ah, acho que o que viu era uma estrela cadente, faz um pedido, baby. — Sorriu e apertou um pouco mais sua mão.
— Tá bom.
Jimin fechou seus olhos e não demorou muito até abri-los.
— O que pediu? — Tentou descobrir, fazendo novamente carinho no seu cabelo esvoaçado pelo vento.
— Não pode falar, ué. — Deu língua para o maior e rapou a boca, rindo baixinho pela sua cara de choque.
— Ah, mas eu não sou qualquer, fala, vai! — Esfregou a cabeça nele, esperando pela resposta.
— Tá bom, tá bom, desejei que esse momento não acabasse nunca, porque os melhores momentos que eu já vivi na minha vida foram ao seu lado, Jung.
Jimin conseguiu encher os olhos do moreno de lágrimas.
— Isso foi tão fofo, amor. — Uma lágrima solitária desceu, e o menor a limpou com o seu polegar.
— Eu sou completamente apaixonado por você, Jungkook, e não trocaria esse momento por nada. — Sorriu pequeno, acariciando as bochechas rubras do maior.
— Belo pedido, e... Eu também sou completamente apaixonado por você, meu ruivinho. — Sorriu tímido e em seguida deixou um selar em sua testa.
— Obrigado por existir.
E assim se passou mais uma noite do casal que muitos poderiam dizer que não existiria, mas tudo é possível quando se ama.



A vingança é o ato lesivo praticado em nome próprio ou alheio, contra uma pessoa, para vingar-se de dano ou ofensa por ela causada; desforço, desforra, represália, revanche, vendeta, vindita.
"Eu vou pegar todo mundo
Virar um vagabundo
Depois que eu ficar com essa cidade inteira
Aí 'cê vai lembrar
Do tanto que eu te dei amor
E o tanto que você não deu valor
E a sua única chance vai ser
Em alguma balada da vida
Eu te beijar sem perceber
Sem ver que é você."
Vingança / Luan Santana
😈✝️
Com dias que passavam tão lentos quanto um Scolopax minor¹, Satã levava sua rotina cabisbaixo por acontecimentos passados que o assombravam durante seus descansos.
Sua vida nunca esteve tão mórbida, quanto estava sendo depois que uma de suas companhias mais agradáveis fora embora.
Nunca antes teria cogitado a hipótese de perder Jimin para o filho de quem mais repudiava, aquele pelo qual fez escolhas totalmente erradas no passado, aquele pelo qual sua esposa havia feito um pacto consigo para gerar um único filho em troca de sua devoção.
Jimin podia não saber deste "pequeno GRANDE" detalhe, mas era óbvio que isso não ficaria assim, Lúcifer tinha um plano.
Esse plano rondava sua cabeça durantes horas e horas, mas o momento de executá-lo estava próximo e isso o deixava aflito.
Não era como se o capeta não fizesse coisas ruins, não o tempo todo, já que ele não vivia somente pelo mal, tinha suas partes favoritas no dia, onde podia ter o seu prazer saciado, lógico que não era só os humanos que sentiam desejo.
Voltando ao rumo da história.
Yoongi se preparava psicologicamente enquanto tinha um de seus concubinos chupando seu cacete.
Depois de seu Red Little Devil, o demônio chamado Hoseok era o que mais lhe agradava, afinal, ele gostava de si, e fazia tudo que seu mestre pedia, e isso lhe satisfazia.
— Assim está bom, mestre? — falava enquanto passava sua língua de baixo para cima no seu pau, sugando a cabeça avermelhada em seguida.
— Sim, está ótimo. — Gemia arrastado e rouco, mas não negava que, com toda certeza, preferia que seu ruivo estivesse ali.
Quando seu trabalho terminou, teve sua cabeça acariciada e logo depois se retirou do quarto, deixando Yoongi absorto em pensamentos.
— De hoje não passa! — Apertou a barra de seu blazer escuro e levantou, indo em direção a passagem novamente. — Vou tentar uma última vez tê-lo novamente.
Em poucos minutos estava no mundo mortal, perto de pessoas desprezíveis, de humanos que não prestavam nem para fazer um casaco de pele.
Tentou sentir o cheiro de Jimin, este que seu olfato conhecia de longe, e não demorou até senti-lo.
Seguiu seu rastro até chegar no apartamento em que Jimin ficava, e ele estava na área de lazer, tomando banho de sol, enquanto Jungkook fazia massagem em seus pezinhos.
Yoongi observava tudo de longe, até que percebeu que Jimin ainda usava o colar que o deu.
Então usou seu poder para transmitir um brilho avermelhado com uma vibração, para poder assim chamar sua atenção para si.
Jimin, muito absorto em sua massagem e pensamentos intrusivos sobre a noite anterior com seu namorado, não percebeu, já Jeon...
— Ji, seu colar está brilhando, o que significa? — Franziu a sobrancelha e formou um bico em seus lábios.
O ruivo olhou em direção ao colar, o vendo brilhar e sentiu sua vibração, pensou por um momento sobre do que se tratava.
Lembrou de que isso era um aviso de que seu antigo mestre estava por perto, se assustou e levantou rapidamente de onde estava deitado.
Procurando ao redor para encontrá-lo, o avistou ao longe, acenando e sorrindo abertamente para si.
Seu coração palpitou em ansiedade, ele sabia que esse encontro viria novamente, até porque sua aceitação sobre virar humano fora muito estranha.
Yoongi tinha Jimin como um fiel servo, abrir mão de si tão simplesmente era de sua estranheza pura.
— O que houve, Ji? Você ficou pálido! — Passou a mão em sua bochecha.
Jimin olhou com uma sobrancelha erguida para Jungkook, esse que parecia não ter percebido que ele já era pálido.
— Oh, perdão, você já é bem branquinho, mas realmente, parece que toda a cor da sua face sumiu, meu amor.
O ruivo tombou a cabeça para o lado e deu um meio sorriso para o que foi dito pelo moreno, logo desmanchando-o e abaixando a cabeça.
— O mestre, meu amor, ele está aqui. — Jungkook arregalou os olhos e logo depois seu semblante se escureceu.
— O quê? Sério, onde ele está? Não o vejo. — Olhava para todos os lados, mas não o notou.
Jimin franziu o cenho.
— Ah, deve ser porque às vezes ele só aparece para quem quer, talvez ele não quer que você o veja.
Jeon se preocupou, já que só seu namorado o podia ver.
— Eu vou até lá saber o que quer, me espera um minutinho aqui?
Mesmo com uma pulguinha atrás da orelha, acenou positivamente com a cabeça, sentando em seu lugar após o ruivo ir até o ser invisível que só ele enxergava.
— Isso está estranho demais — murmurou enquanto alisava seus fios preto para trás.
Caminhando vagarosamente em sua direção, Jimin estralava seus dedos em ansiedade.
O que será que ele veio fazer aqui? Pensou.
Ao se aproximar de Satã, Jimin sentiu sua presença única.
— Qual a ocasião de sua ilustre visita, mestre? — indagou, curvando-se em cumprimento.
— Vim lhe ver, my little. — Sorriu pequeno, enquanto seus olhos se curvavam em formato de meia lua.
— Aham, sei. — Jimin franziu os olhos em desconfiança. — Certo, o Satanás saiu do inferno só para ver um não mais íncubos, eu totalmente acredito. — Cruzou os braços e esperou pela confissão.
— Hum, eu queria passar um dia com você pequeno, estou com saudade da sua companhia. — Se abaixou um pouco para ficar da mesma altura que o ruivo.
— Desculpa, Yoon, mas eu estou com o Jungkook, não posso passar o dia com você, tenho planos com ele — tentou se explicar, gesticulando com as mãos.
— Você vai mesmo escolher ele ao invés de mim novamente, Jimin?
Jimin não soube expressar reação alguma para aquela situação, até porque não entendi o motivo dos ciúmes de Yoongi.
— Pensei que você tivesse entendido que eu gosto dele, e exatamente por isso me transformou em humano. — De neutra, sua expressão se tornou confusa, impossível de ser distinguida.
— Sim, eu tomei essa atitude sem avaliar a situação direito, mas eu me sinto arrependido, queria que você voltasse comigo, Jimin.
O ruivo se assustou com o dito e deu um passo para trás, formando um muro de entre os dois, esperando que Yoongi entendesse o que ele queria dizer com isso, mas não foi bem o que aconteceu.
— Jimin, acho que você não sabe bem de toda a história para querer ficar perto desse humano, né? — Isso fez com que Jimin pendesse a cabeça para o lado e estreitar os olhos em sua direção.
— O que o Jungkook tem a ver com isso tudo afinal? Desembucha, Satã.
O moreno, pelo contrário, não se sentiu ofendido pelo jeito que o ruivo tratara, mas não deixou que a oportunidade se esvaísse de suas mãos.
— Ele tem tudo a ver, Jimin. — Ele batucava os pés no chão e dobrava a barra de seu short em antecipação.
— Então me conta, o que meu namorado tem a ver com isso, droga? — Já sem paciência para tanta enrolação, esbravejou alto e irritado na cara de Yoongi, chamando a atenção de algumas pessoas que estavam ali por perto e principalmente a de Jungkook.
Esse que logo saiu de onde estava para ir até seu ruivo.
— Mas o que está acontecendo, Jimin? — Chegou bufando pela leve corridinha que deu até ele.
— É o que eu quero saber. Vamos, Yoongi, apareça para ele, e diga na frente dele o que quer me contar. — Continuou em seu espaço, com um Jungkook ao seu lado totalmente confuso.
Satã, por outro lado, não teve como escapar dessa situação, então voltou a aparecer para o moreno e logo em seguida começou a sessão de desmascaramento.
— Bom, primeiro que o Jungkook não é filho biológico do pai dele. — Jogou os braços para trás e começou a caminhar vagarosamente de um lado para o outro.
Jeon, por outro lado, se encontrava em choque. Como assim não era filho de seu pai?
— Co-como assim? — indagou, gaguejando um pouco em surpresa.
— Já devia ter prestado atenção que aquele ser desprezível não gosta de você nenhum pouco. — O outro concordou com a cabeça. — Pois bem, sua mãe, há um tempo atrás, foi até mim na mesma data em que eu e o Jimin estávamos na terra, e como ela era de uma beleza sem igual, me encantei por ela.
Começou a contar desde o início para uma melhor compreensão dos dois.
— Eu nem deveria estar contando essa parte, mas vamos lá — continuou. — Seu pai é estéril, porém ela o amava cegamente, mas não podiam ter filhos.
Pausou um pouco para ver a reação dos dois.
Jimin estava totalmente perplexo, enquanto Jungkook escutava concentradamente o que ele falava.
— Ela pediu a Deus que os ajudasse, pediu tanto, mas viu que isso não ia resolver de nada, afinal, meu "papaizinho" não tem tempo para ajudar todo mundo de uma vez. E foi aí que eu entrei em ação, concedi a ela o desejo de ter um filho, mas ela teria que se deitar comigo.
Jungkook cerrou sua mandíbula em puro ódio, mas continua parado no mesmo lugar que estava escutando com atenção, enquanto Jimin se agarrava em seu braço, tão chocado e cheio de ódio quanto.
— Continuando, nós transamos, ela engravidou e você nasceu um tempo depois. — Parou por um momento e olhou para cima, se recordando dos fatos acontecidos anos atrás. — Seu pai descobriu da pior forma possível, pois, até então, você era um milagre do pai eterno. — Colocou a mãos para o céu e fechou os olhos. — Muitas vezes, ele tentou tirar sua vida, o chamando principalmente de "O concebido pelo Diabo", e nem tiro a razão dele. — Estalou a língua no céu da boca e sorriu arteiro. — Sua mãe não deixou claro, por intervenção do destino... — franziu o cenho com desgosto — chegou até a não deixar que ele machucasse vocês.
Nessa hora os dois se encararam pelo que foi dito, mas voltaram sua atenção a Satã.
— Seu pai sempre foi cruel, mas, depois que conheceu sua mãe, ele mudou, mas foi só você chegar para arruinar seu casamento e sua vida, pois, em um ato de ódio por ela te defender, ele a matou.
Os olhos deles se arregalaram, e uma lágrima solitária escorreu dos lumes brilhosos de Jungkook.
— Não, não pode ser... Aquele cretino não fez isso não. — Puxava levemente seus fios, tentando não fazer besteira.
— Calma, Jungkook, pode ter certeza que ele não irá se safar dessa.
— É, tenha calma, você só foi o motivo da sua mãe ter morrido. — Sorriu ladino.
Jimin teve que segurar pela cintura do seu moreno para que ele não voasse em Yoongi.
Os olhos de Satã mudaram de cor, se tornando um vermelho escarlate, e seus punhos estavam cerrados, esperando por uma boa oportunidade.
— Você não se atreveria em me enfrentar, pequeno Jeon. — Cruzou os braços e sorriu debochado. — Você não tem nem 0,0000000000001% de chance contra mim.
— Com toda certeza eu tenho. — Forçou mais uma vez para sair do aperto de Jimin, mas não conseguiu.
— Para, vocês dois! — Olharam na direção do baixinho ruivo. — Yoongi, volta para o inferno que lá é o seu lugar, não basta a bomba que acabou de jogar em cima da gente, ainda fica de provocações, eu já disse e vou repetir, eu não gosto de você, não irei voltar com você, o meu lugar é aqui, com o Jungkook, entende isso.
Yoongi balançou a cabeça, negando tudo.
— Mas, Jimin, eu te a...
— Não ouse completar essa frase. — Cerrou os olhos, abraçando de lado Jungkook.
— Por quê?
— Porque você não ama, e muito menos eu. — Virou de costa. — Vamos, Jungkook, vamos conversar melhor sobre isso.
O moreno então o seguiu, totalmente desnorteado sobre o que acabara que descobrir.
Deixando Yoongi com lágrimas nos olhos e um coração partido.
— É, eu tentei... — Enxugou sua bochecha. — Dessa vez eu realmente te perdi, my little... — Virou de costa indo em direção à passagem. — Isso é um Adeus.
Foi embora, não deixando um rastro sequer de que na terra o diabo esteve.



“Todos querem, mas poucos estão dispostos a pagar o preço da disciplina."
Alexandre Weimer
😈✝️
O amanhecer se tornou fonte de pensamentos intrusivos tratando-se de um certo moreno.
Descobrir seu passado perturbador não estava sendo de certa forma tão fácil de ser digerido, até porque quem em sã consciência engoliria rapidamente o fato de ser filho do diabo.
Mas não era exatamente isso que perturbava a cabeça do pobre, e sim, por ser exatamente Yoongi, poderia ser até o papa, mas tinha que ser justo o ser que queria roubar seu homem de si.
Rolando de um lado para o outro na cama, incomodado e alisando seu rosto com as mãos, Jungkook se encontrava agoniado, o que deixou um ruivo impaciente, acordando ao seu lado, só com a cabeça de fora, embrulhado nos lençóis.
— Mas que diabos, Jung, o que você tem? Está com toco no cu, não para quieto! — disse, enquanto se levantava coçando os olhinhos inchados.
— Só... estou inquieto com o que aconteceu ontem. — Espalmou suas mãos na cama, e se sentou com a costa encostada na cabeceira.
— Meu bem, eu sei que é difícil, mas pensa pelo lado bom, você não é como ele, e você tem a mim agora. — Sorriu abertamente, tentando animar seu namorado.
— Eu sei, Ji, mas, não é fácil, é estranho. — Baixou a cabeça, apoiando-a entre seus joelhos.
Por outro lado, Jimin entendeu seu pensamento de forma errada, como se ele quisesse dizer que toda essa vida era estranha, que ele era estranho. Levantou e foi em direção à varanda, admirando o horizonte.
Jungkook percebeu sua distância e entendeu que falou demais.
— Jimin! — chamou. — Ji, meu amor, não me entenda errado, eu não quis dizer isso. — Se aproximou do ruivo, o abraçando por trás e cheirando o seu pescoço.
— Então o que você quis dizer com isso? — Virou para ele com lágrimas nos olhos.
O moreno arregalou os olhos ao se tocar e ver o que tinha causado.
— Não, Ji, por favor, eu só disse isso pelo fato de ter crescido dentro da igreja, é difícil acreditar que eu tive um nascimento assim, mas eu não quero que pense que você é estranho nem nada, eu te amo, amo demais, e você é tudo para mim, eu jamais te acharia estranho, não quando eu sou capaz de tudo por você.
Jimin o abraçou depois dessa confissão e chorou baixinho no pé de seu ouvido. — Eu também te amo, Jung, e sou capaz de fazer tudo por você, assim como já fiz.
Os dois se abraçaram apertado, logo depois se deitando novamente na cama e se embolando nos lençóis, enquanto devoravam os lábios um do outro em um beijo quente, suas línguas se embolavam em uma dança cujo ritmo era determinado por ambos.
— Aaah! — arfou, parando o beijo. — Jungkook, meu amor. — Subiu em seu colo e encheu suas mãos com seus peitos fartos.
— Eu tive uma ótima ideia, e tenho certeza que você irá gostar. — Sorriu ladino, com seus olhos escondidos atrás dos fios vermelhos.
— Qual, nenê? — Segurou sua bunda firmemente, o colocando em cima do seu cacete, e começou a movimentar seu quadril para frente e para trás.
— Mas... Espera um pouco, você está me deixando duro.
Jungkook parou com os movimentos, e pousou suas mãos na cintura do ruivo.
— Fala, minha princesinha ruiva. — Sorriu mostrando os dentes assim que levou um tapa em sua cabeça, e sorriu mais ainda ao ver o bico que se formou nos lábios do menor. — Fala, lindo, vou parar de te provocar. — Esperou até que Jimin começasse a se ajeitar para falar com ele.
— Certo, eu estava pensando em viajarmos, tipo, tirar umas férias, como se fosse nossa lua de mel, o que você acha.
Jungkook sorriu e apertou ainda mais a sua cintura. — Está falando sério, né? — Alargou seu sorriso quando seus olhos se fecharam em uma linha, mostrando logo em seguida uma galáxia estrelada dentro de seus orbes.
— Sim, meu amor, só precisamos fazer algumas trocas de algumas joias que tenho, comprar as passagens, e por mim, vamos amanhã mesmo, meu lindo.
Jungkook o abraçou e o fez levantar de suas pernas, abriu sua gaveta de joias em seguida e pegou algumas em suas mãos, levando em direção do Jimin.
— Qual, amor, qual vale mais? Precisamos fazer isso agora mesmo. — Jogou as joias em seu colo.
Jimin alargou seu sorriso, tendo seus olhos fechados e se jogou para trás segurando sua barriga.
— Meu bem, calma, mal tomamos café, que empolgação toda é essa? — Se apoiou em seu cotovelo e observou o moreno escolhendo as joias com um sorriso lindo brotando em seus lábios.
— Certo, certo, vamos tomar café da manhã para depois resolvermos tudo da nossa viagem meu lindo.
Os dois levantaram de seus aposentos, se encaminhando até a cozinha, onde se deliciaram de um café da manhã maravilhoso preparado pelo moreno, afinal, ele herdou os dotes culinários de sua mãe.
O dia não custou a se passar, trazendo com ele uma euforia imensa para a viagem tão esperada do casal.
Fizeram a troca de algumas joias que o ruivo tinha e conseguiram obter uma quantidade exorbitante de dinheiro, passaram o restante da noite procurando viagens na qual os agradassem, e por fim encontraram.
Arrumaram suas malas após comprarem as passagens apenas de ida, queriam passar 1 mês de férias, mas o tempo decidiria sua estadia longe de casa e isso com toda certeza seria um grande marco na vida dos dois, uma viagem que traria muitas mudanças e histórias para se lembrarem anos depois.
😈✝️
DIA SEGUINTE / AEROPORTO
Os dois, depois de estarem prontos, pegaram suas 3 malas e 2 bolsas e se encaminharam para o aeroporto, não demorou até estarem sentados de frente para o telão esperando serem encaminhados para seu devido portão.
— Meu amor, precisamos fazer o check-in, vamos, está quase na hora do voo. — O ruivo concordou e logo depois levantou, deixando que Jungkook arrastasse o carrinho com as bagagens.
Depois de algum tempo de espera, e terem feito todo o processo de check-in, houve um problema.
— Você tem excesso de bagagem, senhor, e infelizmente você terá que pagar por isso — a atendente informou e Jungkook arregalou os olhos, virando em direção a Jimin.
— Meu amor, o que tanto você trouxe para ter dado excesso de bagagem? — Cruzou os braços em sinal de indignação, mas depois se desfez em um sorriso genuíno ao ver seus olhinhos se fechando e formando um risquinho.
— Quase nada, só o básico, mas não se preocupa, eu vou pagar.
Após pagarem por tudo, taxas extras e lancharem no restaurante do aeroporto, foram chamados para seu portão.
"Última chamada para embarque no voo 669, portão 7"
Em seguida, já estavam em suas poltronas esperando a decolagem, Jimin totalmente feliz espiando pela janelinha ao seu lado, e segurando a mão de seu namorado.
O medo era eminente e totalmente exposto na face do ruivo, e quando o avião se pôs a se mexer, ele apertou a mão do moreno.
— Calma, nenê, vai já passar. — Passou seu polegar no dorso da mão do ruivo, tentando o tranquilizar.
Entre tremores, ansiedade e medo, Jimin e Jungkook seguiram viagem até desembarcarem em Okinawa, Japão.
As ilhas que escolheram ficar eram extremamente surreais de lindas, até porque um nunca tinha visto o mar em sua longa vida, e o outro, nunca havia tido a oportunidade de fazer uma viagem sozinho, muito menos com o amor de sua vida.
Ao pôr os pés na areia, Jimin puxou o ar para os seus pulmões, inalando o oxigênio puro, a brisa gelada e o cheirinho da maresia.
Tudo estava perfeito, mas ao sentir as mãos do moreno em sua cintura, pôde se adequar ao que, em sua cabeça, chamaria de lar, o abraço do seu amor.
— Essas férias vão fazer tão bem para a gente, meu querido. — Sorriu de canto, espremendo um pouco seus luzeiros cor de esmeralda.
— Sim, vão ser, mas sabe o que eu estou louco para fazer desde que saímos de Seul? — perguntou, acariciando a barriga do ruivo por cima da blusa.
— Não, o que, lindo? — indagou com uma interrogação estampada na testa e uma sobrancelha erguida.
— Fazer um amorzinho fora de casa. — Mexeu as sobrancelhas para cima e para baixo em movimentos rápidos e deu uma risadinha maliciosa.
— Meu Deus, que safado, eu pensando em aproveitar, e você pensando em foder. — Virou de frente para Jungkook e segurou seus ombros largos, passando um de seus indicadores em seus fios, trazendo-os para trás da orelha.
— Mas estaremos aproveitando, amor, mas também estaremos nos amando, vaaaaai, tô doido para me lambuzar no mar do seu corpo todinho. Deixa eu te comer só um pouquinho, vamos aproveitar que nosso chalé tem vista para o mar? — Abriu um sorriso maior e puxou o ruivo para si.
— Huum, deixa eu pensar no seu caso. — Batucou com a ponto do seu indicador no queixo.
— Ah, não, amor, você precisa aceitar, eu estou com saudades de sentir você. — Aproximou a boca do ouvido do ruivo. — De sentir você me apertando a cada estocada que eu dou lenta e forte no seu cuzinho.
Jimin se arrepiava intensamente com o timbre rouco que o moreno possuía quando queria lhe atiçar.
— Eu tô com saudade do seu gemido ao pé do meu ouvido, de como você me deixa louco ao arranhar minha costa e em como circula minha cintura com as suas pernas, enquanto eu me deixo ser sufocado pelo seu buraquinho que eu tanto amo.
— Tá, tá, tá bom, já chega, Jungkook, eu tô ficando duro, vamos para dentro antes que alguém me veja assim, não vou aguentar com você falando assim.
Jungkook sorriu vitorioso ao conseguir convencer seu namorado a transar loucamente até não ter forças nas pernas. Bom, isso era o que ele pensava.
Até ele não aguentar mais e pedir arrego.
O dia passou mais rápido do que imaginaram, se perdendo no enlace do corpo um do outro, notaram que a metade do dia já tinha caminhado para o fim.
Enquanto Jungkook fazia carinho na costa de Jimin, algumas nuvens rosadas brotavam no céu, fazendo com que ficasse ainda mais bonito o fim de tarde.
— Amor, perdemos o dia todo aqui nesse quarto por conta do seu pau. — Levantou a face para olhar nos olhos do namorado.
Esse que gargalhou ao ouvir o que foi dito, e com as sobrancelhas erguidas em forma de culpado.
— E você não gostou? — Franziu o cenho e formou um bico nos lábios.
— Claro que gostei e... —Teve sua frase interrompida pelo dedo indicador do maior.
— Então sem argumentos para você, lindinho. — Sorriu de canto e apertou ainda mais o corpo do ruivo contra o seu.
— Vamos jantar no hotel hoje? — perguntou, ao que deitou sua cabeça em seu peitoral.
— Não, meu querido, vamos sair e jantar fora, quero te proporcionar tudo que você nunca viveu.
Jimin esfregou seu rosto e passou a ponta da sua língua no mamilo esquerdo de Jungkook.
— O que foi isso? — Deu um tapa fraco na bunda do ruivo.
— É que eu te amo demais, lindo, sabe, eu não sei o que eu faria da minha vida se não tivesse reencontrado você. — Sorriu, singelo, passando seu indicador na pontinha do nariz do maior
— E eu não sei onde eu estaria se não tivesse visto você aquele dia na minha janela.
Sorriram um para o outro e esfregaram seus narizes em um beijinho de esquimó.
— Em tão pouco tempo, você se tornou tudo para mim, que tipo de pessoa abre mão de tudo para viver com um ser humano insignificante como eu?
(NOTA DA AUTORA: “Euzinha largaria tudo se você me pedisse kkkkk”)
— Eu sou esse tipo de pessoa, e você também, abriu mão da sua vida, para viver comigo. — Sorriu pequeno e deixou um leve selar em seus lábios.
— Com certeza eu faria de novo, e de novo e de novo, pois a minha vida é ao seu lado, Park Jimin.
— E a minha vida é com você, eu só sou completo com você, Jeon Jungkook.
Os dois passaram mais um tempinho juntos, e depois aproveitaram mais de suas férias prolongadas, um ao lado do outro.
Vivendo a fase mais maravilhosa que alguém pode querer. O amor recíproco.



“Se seríamos capazes de superar ou não
Um milagre que não é um milagre
Fomos nós que fizemos?
(Não) eu estava aqui
E você veio até mim
Eu acredito na sua galáxia
Eu quero ouvir sua melodia
As estrelas de sua Via Láctea
Como elas aparecerão no seu céu
No final do meu desespero
Não se esqueça que no final eu te encontrei
Você que estava na beira do penhasco
É a minha última razão".
Magic Shop / BTS
😈✝️
As constelações se pudesse ser vista mais de perto, poderiam observar o quão lindas as estrelas ficam juntas. Se você quer saber o quanto eu te amo, é simples: multiplique as estrelas do céu pelas gotas dos oceanos.
Será que o "era uma vez" se encaixaria bem nesse roteiro? Me pergunto se o clichê de quase todas as histórias seria uma boa para lançar na mente dos leitores?
Naaaaah, isso deve passar longe da história que eu conto, pelo menos desta que estou contando.
O que vocês podem ter pensado que terminou, acabou de começar.
Esse é mais um romance proibido no qual podem se familiarizar ao ler, um conto onde um humano que não sabe da verdade descobre sua paixão por um ruivo dos olhos verdes que jamais possibilitou conhecer na vida.
É, e isso gerou tantos fatos que já foram mencionados, tantas verdades que foram reveladas e tantos acontecimentos que despertaram um fogo extremo a cada toque, beijo e encostar de corpos que possam imaginar.
Aqui não é bem uma continuação da história, mas é um retrato do que anda acontecendo com cada personagem deste fatídico fim.
Então senta a bunda aí que ainda não acabou...
😈✝️
JIMIN
As férias prolongas estavam sendo revigorantes para o casal, enquanto os dias iam se passando, seu amor e companheirismo apenas crescia, e dia após dia eles já não conseguem viver um longe do outro.
— A água está muito gelada Jung, não quero entrar. — Fez um bico enorme com a boca e cruzou os braços, virando as costas para o infinito oceano, com as pequenas ondas batendo em seu calcanhar.
— Oh, sujinho, vai me dizer que viemos para esse paraíso de águas e você não vai banhar um dia seque? — Ergueu uma sobrancelha, aconchegando vagarosamente suas grandes mãos em sua cintura delineada e branquinha, exposta ao sol brilhante.
— Não, amor, tá gelada, olha só como estou arrepiado. — Mostrou os pelos do seu braço todos levantados e carocinhos bonitinhos em todo o comprimento.
— Você vai sim, espera aí. — Ao terminar de falar, virou Jimin totalmente de frente para si e em seguida o segurou forte pela cintura e o levantou, colocando-o em seu ombro com a bunda para cima.
Ao perceber a posição atual do seu ruivo, encheu sua mão e deixou um tapa estalado em suas nádegas descobertas.
Sim, estavam nus.
Mero detalhe.
Não havia ninguém no lugar em que estavam, então não era com roupas que deveriam se preocupar.
— Aaaai, Jeon Jungkook, safado, me desça daqui agora — disse enquanto tinha o moreno andando cada vez mais para dentro do mar.
— Com prazer, príncipe. — O jogou na água, fazendo o outro se encolher de frio depois e esboçar ódio em sua feição.
— Nãoooo eraaaa aaassiiiiiim, seu...seu...coiso. — Começou a rir depois de não conseguir o xingar e notar que não fazia mais frio e que se adaptou com a temperatura da água.
— “Coiso”, Jimin, você já teve xingamentos melhores, melhore, querido. — Fez aspas com os dedos e começou a rir depois de ouvir a gargalhada gostosa do seu namorado.
— Vem, não vou me molhar sozinho. — Puxou o maior, fazendo-o cair de costa ao seu lado. Em seguida, se sentando e puxando os seus fios para trás de forma sensual. — Estamos molhados agora, culpa sua. — Jogou respingos de água em seu rosto bronzeado, onde os pingos escorreram por seu pescoço tatuado.
— Preferia agora que estivesse molhado de outra forma. — Sorriu, malino, o olhando de canto e esfregando as mãos na areia fofinha.
— Não queria não, sabe por quê? — Subiu em seu colo, ficando cara a cara com o perigo. — Porque você me jogou nessa água fria, enquanto eu poderia estar sentando sem você nesse exato momento, lá no nosso quarto. — Mexeu seu quadril, rebolando lentamente.
— Jimin, não me provoca, ou eu vou te comer aqui mesmo. — Torceu a boca e sorriu traquino em seguida, apertando as bandas do ruivo, que insistiam em esfregar em seu cacete.
— Você não tem um pingo de coragem. — Ousou levantar seu quadril, encaixando na glande de Jungkook e penetrando pouco, sem deixar seu sorriso safado dos lábios carnudos e vermelhos pelo gloss.
— Não tenho, né? — Puxou Jimin pela cintura para baixo, fazendo seu pau penetrar por completo, o rasgando por não o ter preparado.
— Puta que pa... aanh... meu terrível demônio. — Apertava sua entrada cada vez mais por ter uma extensão grande o invadindo.
— Era isso que você queria? — Sorriu ladino. — Que eu te preenchesse por completo, que eu rasgasse esse seu cuzinho guloso, hein. — Sorriu ainda mais quando viu algumas lágrimas descendo pelo rosto do ruivo.
— Sim, eu queria, e eu quero, quero sair da água para que você me foda, amor — falou, manhoso, sem parar um minuto de rebolar no pau que lhe sufocava
Cerrou os dentes e mexeu a cintura, socando com força dentro do ruivinho apertado.
— Hmm, siiim. — Arrastou seu tom, enquanto seu pau esfregava no abdômen malhado do maior, causando uma fricção gostosa.
— Sim, é, danadinho, vem, vamos pro quarto. — Apoiou sua mão na areia e com a outra segurou as bandas do ruivo para que sua entrada não saísse do seu pau.
— O- que você vai fazer- aaaah... — gritou, baixo, quando moreno levantou ainda enfiado em si.
— Calma, amorzinho, já quer se livrar de mim, acabamos de começar. — Sorriu ladino e sugou o lóbulo de sua orelha, causando arrepios no ruivo.
— Não, mas é que... Você ainda está dentro de mim. — Mordeu seu ombro, ao que o maior andou e empurrou Jimin ainda mais para baixo, deixando que seu falo grosso adentrasse ainda mais nele.
— Hmm, Jeon, aaahn — gemeu, manhoso, no pé de seu ouvido enquanto rebolava devagar em seu colo.
— Já estamos chegando, príncipe, e você poderá sentar do jeito que quiser no meu caralho filho da puta — rosnou as palavras, fazendo com que seu namorado tremesse em ansiedade.
Jungkook abriu a porta da sua cabana com os pés quando chegou, e não demorou muito até jogar o ruivo na cama com tudo.
— Fica aí — ordenou, dando a costa para o menor e indo trancar a porta da cabana, em seguida foi em direção ao banheiro pegar lubrificante para usarem.
— Amor, o que você... — Se calou quando Jungkook voltou com uma corda e um lubrificante em mãos. — O-o que você vai fazer com essa corda? — Sentou, apoiando os cotovelos na cama e dobrando os joelhos sobre a mesma.
— Você sabe o que é bondagem, nenê? — perguntou, passando a corda pelas mãos grandes e segurando a ponta dela.
— Nã-não — gaguejou e depois sorriu ladino, imaginando o que o outro fosse fazer. — Você vai me amarrar e me foder? — Estalou a língua no céu da boca quando o maior sorriu em afirmação. — Parece que eu acertei.
— É, você acertou... Bom garoto, agora vai, senta virado de costa para mim.
Jimin acenou com a cabeça, fazendo o que lhe foi ordenado.
— Você tem as costas tão lindas, amor. — Passou seus dígitos ali, fazendo o ruivo se arrepiar completamente pelo contato repentino. — Não se mexa — ordenou e em seguida começou a amarrar o menor, com precisão ele passava a corda por todo canto do corpo branquinho.
— Está tão apertado ,Jeon — reclamou por um momento, empinando sua bunda um pouco.
— Não está gostando? Quer que eu tire? — Parou a enrolação do seu corpo, soprando no seu ouvido.
— NÃO! —gritou de repente. — Não para, continua, amor, assim está muito bom. — Jungkook se assustou com a expressão chorosa que se formou no rosto do ruivinho e continuou com seu preparo.
— Pronto, agora deita, encosta sua cabeça aqui. — Colocou um dos travesseiros para seu apoio em seguida teve uma visão que fez seu cacete pulsar de tanto tesão.
Seu ruivinho indefeso, amarrado com uma corda vermelha, com sua bunda totalmente encharcada e empinada para si.
— Que visão, meus amigos. — Lambeu seu lábio inferior, salivando para cair de boca no ruivo, e foi o que fez.
— AAAh, Jeon, Jeon Jungkook, amor, porra — chamou pelo outro enquanto tinha dois dedos entrando em si e a língua do maior o rodeando e fazendo-o dele.
Jungkook trabalhava bem para deixar seu namorado ainda mais pronto para recebê-lo.
— Você é tão docinho, meu amor. — Lambeu sua entradinha logo depois, enquanto Jimin fazia um bom trabalho rebolando na sua cara.
— Deve ser o lubrificante, meu bem — falou, arrastado, enquanto gemia baixinho.
— Não, meu amor, eu enfiei minha língua em você, e por dentro você está bem açucarado. — Jimin corou ao ouvir o que se foi dito, não respondendo nada em seguida. — Pronto, agora você já pode receber o meu pau.
Dito isso, levantou-se, e brincou, deslizando seu cacete no cuzinho apertado do ruivo.
— Para, Jeoon, mete em mim — gemeu em desgosto e arfou quando o maior empurrou só a cabecinha em si.
— Assim, amor? — Deslizou cada vez mais para dentro, e quando estava prestes a penetrar tudo, Jimin empurrou sua bunda para trás, engolindo toda a extensão. — Porra, Ji, aaagh, guloso — gemeu enquanto o outro rebolava, sedento por ser fodido.
— Não aguento mais esperar, amor, me fode por favor — clamou, choroso, e em seguida seu corpo deu um solavanco para frente.
Jungkook socava com toda sua fúria, penetrando brutalmente no ruivinho.
Cada vez mais, Jimin o apertava, fazendo com que o maior chegasse mais próximo do seu orgasmo.
— Espe-espera, amor, assim eu vou gozar, eu quero gozar cavalgando em você. — Arfou enquanto era penetrado fundo e forte.
— Certo, mas você ainda não vai gozar.
Jungkook desamarrou apenas os braços do menor, o deixando livre para se segurar enquanto cavalgava em si.
Jimin se sentou em seu colo, o puxando para um beijo, o moreno segurou em sua cintura delineada e com a mão livre segurou em sua nuca o puxando para intensificar ainda mais aquele ósculo.
As línguas se embolavam em um deslizar gostoso, porém Jungkook deixou mais lento, parando meio minuto para sorrir entre os beijos molhados, o ruivo o acompanhou e o ar se tornou pesaroso.
Deixando uma risada fraca e voltando a beijá-lo, isso não o impediu de rebolar lentamente em seu pau, encaixando em sua entrada e descendo até estar completamente dentro de si.
— Acho que nunca vou me acostumar com o seu tamanho, amor — falou meio embolado enquanto tinha sua próstata sendo maltratada pelo mastro que lhe adentrava.
— Você precisa, pois é esse pau que vai foder você pelo resto de nossas vidas. — Soprou uma risada nasal enquanto empurrava seu quadril, sufocando o menor com seu falo.
— Hmm, Jeooon, amor, isso está tão bom. — Rebolou lentamente para frente e para trás enquanto cavalgava no seu namorado.
— Para — ditou.
— Hm? — perguntou, desnorteado pelo prazer.
— Para, filho da puta — ditou vorazmente.
Jimin parou de mover seu quadril e no mesmo momento, o moreno inclinou seu corpo para trás e levantou suas pernas.
Jimin apoiou-se em seu peitoral e inclinou sua bunda.
— Aguenta, amorzinho. — Sorriu, ladino, segurando sua cintura.
— Agora eu sou seu amorzi... aaaah! — gritou ao levar uma estocada bruto em seu cuzinho. — Hmm, aaah amor — choramingou enquanto se inclinava para frente cada vez mais.
— Você me recebe tão bem — falou arrastado. — Seu rabinho é tão guloso, olha como você está me engolindo inteiro, nenê. — Soprou uma risada.
— Cala a boca. — Abaixou seu quadril para ir de encontro com o dele, causando um êxtase enorme em ambos os corpos.
— Você é uma delícia, porra, que gostoso, seu cu é muito gostoso, aaah, eu poderia ficar dentro de você para sempre.
Em um movimento rápido, Jungkook levantou com Jimin em seu colo, segurando suas bandas, as abrindo ainda mais para adentrar ali.
Começou a estocar com mais firmeza enquanto o menor choramingava baixinho.
O som dos corpos molhados pelo suor se chocando era de causar tesão em qualquer um que escutasse.
— Para, para, Jungkook, eu preciso ir ao banheiro — gritou, fino, já sentindo câimbra em suas pernas, contraindo sua entrada.
— Não precisa, lindo, pode fazer o que tem que fazer aqui em cima de mim.
— Não, amor, sério, eu acho que vou... — Jungkook começou a estocar mais rápido para que seu ruivinho alcançasse seu orgasmo. — Jungkook, eu... aaaaaaaah, hhm. — Jimin, enquanto seu corpo tremia por inteiro, acabou tendo um squirt, sujando todo o abdômen do moreno.
— Porra, Jimin, quase partiu meu pau. — Ao mesmo tempo que Jimin teve seu orgasmo, apertou tanto o membro do outro que o fez gozar junto. — Me fez gozar, minha putinha. — Sorriu abafado em seu pescoço, enquanto descia o ruivo do seu colo.
— Nãooo — gritou, tentando se agarrar em seu pescoço, mas já era tarde.
Suas pernas estavam tão fracas que acabou cedendo e o menor foi ao chão.
— Desgraçado, como que me deixa assim, fraco das pernas, poderia ao menos me carregar até o banho né? — Ergueu uma sobrancelha sorrindo angelicalmente.
Jungkook o olhou de soslaio, virando de costa para o mesmo e foi em direção a cama trocar os lençóis.
— Vai me deixar aqui mesmo, oh, ingrato, acabei de dar meu cu para você, estou morrendo de dor na costa, amor.
Com um bico formado em seus lábios, manhou um choro falso.
— Calma, nenê, estou arrumando o nosso ninho de amor, para depois dar banho no meu amor.
Jungkook se aproximou do mais baixo e o puxou, aninhando-o em seus braços e deixando um beijo casto em seu rosto.
— Vamos, deixa eu limpar você. — Caminhou até o banheiro e deixou seu ruivinho sentado na pia enquanto enchia a banheira com alguns sais.
Logo depois o moreno foi até seu namorado e o levou para a banheira cheia de espumas.
— Agora vamos relaxar, mais tarde tenho um compromisso e, quando eu chegar, quero que me espere arrumado, pois iremos sair para comemorar a nossa felicidade.
Jimin ficou um pouco desconfiado, o maior não comentara que iria sair sem sua presença, mas tudo bem, ele confiava plenamente nele e não tinha por que se sentir inseguro.
O banho demorou cerca de meia hora, em meio a carícias e beijos molhados e deliciosos, no pescoço, na nuca e nos lábios carnudos, Jungkook queria passar mais tempo se perdendo ali, naquele mar ruivo que era seu amor, mas tinha que sair para comprar o que tanto esperou.
Jimin não perdia por esperar.
Após o moreno sair, o menor deitou no sofá em frente à janela, e encarou a imensidão azul em sua frente, as pequenas ondas se formando e se chocando com as pedras que no caminho se faziam presente.
Seus olhos começaram a querer pesar, até que se fecharam por completo.
O alarme das 17h o fez despertar de um sono profundo que teve apoiado na janela do bangalô.
— Caramba, dormi demais, preciso me arrumar.
Levantou as pressas, tomou uma ducha com água morna e foi em direção ao armário onde teria arrumado suas roupas.
— E agora, o que eu escolho para vestir? — Vasculhou tudo, até encontrar um terno vermelho que há muito tempo espera para vestir, e parecia que o momento certo para isso havia chegado. — O Jeon vai ficar doidinho quando me ver nessa roupa. — Abriu um sorriso de orelha a orelha e pegou outras combinações de roupa para se produzir para o seu moreno.
Jimin se trajava com um terno de veludo vermelho por cima de uma camisa de cetim branca e uma calça de couro preta, colada e com alguns rasgos no joelho.
Colocou algumas pratas em seu pescoço, pulsos e dedos, todo trajado na luxúria, um dos seus maiores poderes era se sentir absolutamente lindo e encantador.
E mesmo sem seus poderes de íncubo, sua beleza não diminui nem um pouco, continua esplêndido.
Ao se visualizar no espelho, verificou se tudo estava nos conformes, alinhou seu cabelo, passou seu perfume mais cheiroso e checou seu pulso, onde a marca que Yoongi havia deixado ardia de vez em quando, fazendo-o lembrar que um dia o submundo foi seu lar.
Não demorou muito tempo até seu moreno chegar, e ao entrar pela porta e olhar seu homem e checar sua roupa, dos pés à cabeça, seus olhos brilharam.
Jungkook tinha em seu coração o mais puro amor que um humano pudesse sentir por outro. E saber que toda essa perfeição pertencia a si lhe causava um frio na barriga e um arrepio na espinha.
— Jungkook, o que foi? — Chegou perto do seu namorado, que estava com as mãos para trás. — Você está bem? — Passou uma de suas mãos no rosto macio do moreno.
— Isso... Isso aqui é para você. — Entregou o que tinha nas mãos.
Um buquê, no qual não havia flores, e sim muitas borboletas azuis.
— Nossa, que lindo, amor. — Sorriu em deslumbre pela porção de borboletas em sua frente.
— Agora veja só uma coisa. — Foi perto da porta novamente e a fechou, em seguida desligou as luzes, e o que foi visto realmente parecia de outro mundo.
— Wooow, Jung, que perfeição, digo, que mágico, lindo, lindo, lindo, eu adorei. — As borboletas, juntamente com o papel laminado por baixo delas, brilhavam em uma tonalidade arroxeada, os brilhos que emanavam dela davam um toque mágico.
— Sim, meu amor, são lindas, mas nenhuma delas chega aos seus pés em quesito beleza, você está muito acima disso — falou com tanta convicção e uma entrega absoluta que qualquer um que visse poderia dizer que o amor estava no ar.
— Oh, para, vou ficar com vergonha — disse, tampando a boca e virando levemente o rosto de lado para fugir dos olhos gulosos do seu parceiro.
— Não fique, você está divino, e está pronto para irmos, certo? — Arqueou uma sobrancelha e suspendeu uma mão para que pudesse pegar.
— Com certeza, vou só pôr o buquê a cama e iremos.
Assim foi feito, voltou e pegou a mão do moreno, que logo em seguida o guiou.
Como tudo na ilha era perto, não demoraram a chegar no lugar que Jeon o levaria.
Quando chegaram, Jimin ficou deslumbrado com a beleza do ambiente.
Tudo era lindo demais, mas não por ter riqueza, e sim por, mesmo sendo simples, se tornar um lugar especial e simplesmente se sentir como nos filmes de amor.
Cada mesa ficava em um deque diferente, mas mesmo sendo individuais ficavam próximos um do outro.
A mesa já estava posta, a reserva havia sido feita horas antes e Jimin não perdia por esperar o que o futuro lhe aguardava.
Jungkook puxou a cadeira para que ele se sentasse e se engataram em uma conversa que fluía assim como as ondas do mar de acordo com o vento.
— Jimin, quero te perguntar uma coisa. — Cruzou os dedos em cima da mesa e não parava de balançar suas pernas em ansiedade, mas nada disso deixava passar despercebido pelos olhos do ruivinho.
— Pergunte. — Franziu o cenho em dúvida e esperou pelo que vinha.
— O que você espera para o futuro ao meu lado? — Começou a batucar levemente os dedos a mesa e torceu levemente seus lábios finos e bem hidratados.
— Uuuuff, é isso. — Passou a mão na testa que já soava de tanta tensão. Já Jungkook estava quase entrando em desespero, o que significava essa reação vindo do menor? — Bom, meu amor, ao seu lado eu espero tudo, desde as coisas mais simples até as mais extravagantes, eu desejo ser feliz o seu lado até o fim, você me fez mudar do vinho para a água, e eu prometo sempre ser a minha melhor versão para você.
A cada palavra de Jimin, o moreno tinha seu coração mais acalentado e se sentia menos ansioso pelo que vinha a seguir.
— Que bom que essa foi sua resposta, porque agora eu quero que você seja bem mais objetivo.
Levantou da cadeira, e Jimin, que antes não estava entendendo muito bem em que rumo a conversa estava indo, se sentia muito mais confuso com essa declaração.
Jungkook parou em sua frente e ergueu a mão para que Jimin segurasse e em seguida levantasse.
O menor, meio desconfiado, fez o que lhe foi disposto.
Mas, em seguida, o que aconteceu causou choque não só no ruivo, mas nas pessoas ao redor, que compartilhavam com ele uma noite agradável e um jantar delicioso com uma vista magnífica.
O maior se ajoelhou diante de si e enfiou a mão em seu bolso, tirando de lá uma caixinha vermelha com alguns brilhinhos em cima.
— Jung...
O menor não conseguia esboçar uma reação de felicidade, apenas de choque, não esperava que isso aconteceria consigo em sua vida, e agora, com o seu grande amor em sua frente, ajoelhado, seu estômago todo borbulhava em uma crise de ansiedade.
— Meu amor... conhecer você foi inexplicavelmente aleatório, você apareceu em minha janela, com sua cabeleira ruiva e seus olhos brilhantes que consumiam até a minha alma, eu senti que ali poderia ser seu, com todas as palavras posso gritar para o mundo inteiro, que você fez uma grande mudança em minha vida, e continua fazendo, você é a minha melhor escolha, você é a razão de eu querer viver e acordar todos os dias para ver suas bochechinhas amassadas contra o travesseiro, você me dá vontade de viajar até as estrelas só para trazer uma para você e poder dizer que você vai continuar sendo a estrela mais linda dentre todas as constelações, eu te amo mais que tudo no mundo, até mais que a mim mesmo, Park Jimin, e quero que você possa dividir essa felicidade eternamente sendo meu e eu sendo seu, então... Casa comigo?
Jimin, já enxugando suas lágrimas e tentando conter o sorriso estonteante que saltava de seus lábios, se ajoelhou também e deixou um beijo demorado na bochecha marcada pelas lágrimas do moreno e balançando a cabeça positivamente respondeu.
— Sim, sim, Jungkook, eu aceito ser seu, completamente seu. PELO RESTO DE NOSSAS VIDAS, EU SEREI TODO SEU! — gritou a última frase para que todos escutasse e em seguida ouviram palmas e mais palmas vindas da outras mesas.
Os dois, muito felizes, levantaram-se para que o moreno abraçasse o ruivo e rodopiasse no ar, deixando depois um beijo molhado e salgado em meio as lágrimas.
Abriu a caixinha, tirando de lá duas alianças, uma prateada lisa e outra brilhosa junto com um anel com um diamante, totalmente lindo.
— Essa é para você. — Pegou a mãozinha delicada, encaixando aquele anel que se tornou um só com o dedo delicado do ruivo.
— E esse é seu. — Jimin pegou o outro anel e colocou no anelar do moreno.
— Eu estou tão feliz, tão, tão feliz. — Deu pequenos pulos e esticou a mão para admirar seu mais novo amuleto da sorte.
— Ji — chamou o moreno, fazendo com que a troca de olhares intensa voltasse. — Promete nunca me deixar? — falou, segurando as mãos do menor e o puxando para perto.
— Prometo, eu serei seu até o fim.
Os dois sorriram contidos e o maior chegou lentamente até os lábios do ruivo deixando um selar casto logo em seguida pronunciou.
— Why am I you!
— And you are me!
Os sorrisos simples se tornaram maiores pela felicidade que era tanta, e ali deixaram seu legado, onde o amor é capaz de vencer qualquer barreira, ali deixaram marcado que sua felicidade será eterna.



FIM


Nota da autora: Chegamos no fim de uma maravilhosa trajetória, e eu não estaria aqui se não fosse pela minha ilustre amiga criativa mandhyyh e os yaoi que eu leio e que me proporcionaram essa ideia maravilhosa, que foi criar esse multiverso dos Jikook envolvendo um romance clichê com o sobrenatural. Sinceramente eu amei escrever essa história, agora ela se tornou mais um marco na minha vida, e vocês participando de cada pedacinho dela é tudo para mim, obrigada, vocês são primordiais para o meu desenvolvimento como autora, saber o que vocês acham, da escrita, dos plots, da história, sempre é importante para mim, e espero que minhas próximas obras satisfaçam o vício de vocês por leitura, obrigada por tudo. • Beijos quente, BYE •
💋🥵😈✝️

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