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Novela Ecos de Mulheres: História que Marcaram Épocas

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Capítulo 1

Início da Jornada


Descrição: O pai apresenta ao filho a ideia de contar histórias sobre grandes mulheres. Ele enfatiza a importância de aprender com o passado.

— Você tem que se arrumar para ir à escola, — disse , pai de , Rita e .
— A escola é chata — disse .

Mesmo contra a vontade, decidiu ir à escola. Sentou-se em um dos lugares da escola. Ele tinha apenas 12 anos, mas seguiu para a aula. O mundo havia mudado muito. O ano era 2025. Agora as escolas estavam diferentes, ou ao menos aquela estava; havia aderido à fantasia, onde o islamismo se propagava. Os professores começaram a dar aula.

— Alguém sabe me dizer a respeito das mulheres no mundo? — perguntou o professor.
— Segundo o islamismo, a mulher deve ser obediente a seu pai e mais tarde ao seu marido. Deve aprender aulas de etiqueta — disse uma das jovens.
— Eu discordo — disse outra garota — Nós mulheres deveríamos ser valorizadas.
— Eu não entendo — disse Ticia — Por que devemos nos submeter aos homens?
— É a lei do islamismo — disse a professora.

“Cuide dos pequeninos, eles devem ser especiais”

No recreio, junto com alguns amigos, foi para o pátio. Eles começaram a conversar entre si, animados para as aulas e as brincadeiras de futebol. Como toda criança, gostava de jogar com os amigos, o que nem sempre era satisfatório, já que outras crianças vinham da favela ou de lugares parecidos. No recreio, um aluno intimidante tentou brigar com , mas Rita, a mais sábia, o defendeu:

— Se você fizer mal ao meu irmão, eu vou te bater até você dizer chega! — disse uma garota de pele morena e olhos negros.
— E por que eu teria medo de uma menina? — o garoto riu, sarcástico, até que Rita lançou um soco no garoto.
— Obrigado, irmã — disse a ele.

Rita apenas acenou, um sorriso nos lábios, feliz por ter ajudado o irmão. E essa era a família unida pelos pais, e . era uma mulher reservada e tímida, mas que tinha boa influência sobre o marido e os filhos. Era uma mulher obediente.

— Por que você quer mais um filho? — perguntou ao marido, .
— Porque eu quero ter mais um filho. Quem sabe ele se dedique ao sacerdócio. — disse com um sorriso. — Seria uma ótima ideia, não seria? — perguntou, com um sorriso nos lábios.

Suas bocas tocaram uma na outra em um beijo quente — um beijo que marcava o que seria a chegada de mais um filho. pediu passagem com a língua e ela abriu espaço para que ele aprofundasse o beijo. Logo, o beijo se tornou profundo. pegou e a levou para a cama. Ele começou a tirar sua roupa, e ela a dele.

— Impressionante! — disse . — Você continua bela todo esse tempo — acrescentou, com um sorriso nos lábios.
Naquela tarde, eles se entregaram um ao outro.

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— Mãe, pai, chegamos! — disseram as três crianças. O mais velho, , tinha por volta de doze anos; o do meio, nove; e a mais pequena, seis, mas ela era bem valente e dedicada.
— Como foi a escola? — perguntou .
— Foi bem — disse .
— Tem certeza que foi boa? — perguntou a mãe.
— Eu me meti numa briga — contou .
— , o que você acha de contarmos a história das mulheres dos tempos antigos para nossos filhos — perguntou à mulher.
— É uma boa ideia. Você leva mais jeito para as histórias. Acho que vou fazer uma visita a Luciana enquanto vocês conversam. — disse sorrindo.

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Luciana estava fazendo o almoço. Seu casamento era bom, e sua maior alegria eram seus dois filhos: Lara e Rowan. Rowan era bonito e atlético, e conquistava facilmente as mulheres, mas era casado com a jovem Polly. Eles tinham uma filha juntos, Helena. Já Lara era bela e tinha uma fé inabalável, indo à igreja com frequência. Era uma jovem divertida, sempre disposta a aprender mais.

— , você está por aqui hoje? — disse Luciana, recebendo a amiga dos tempos de colégio.
— Vim te visitar. Meu marido está ocupado com nossos filhos — respondeu .
— Quer almoçar aqui? — perguntou Luciana.
— É uma boa ideia, estou com fome mesmo — disse educadamente. — E cadê seus filhos?
— Estão na faculdade — respondeu Luciana.
— Então eles cresceram mesmo — comentou .
— Sim, cresceram bastante.

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— A história que vou contar é sobre duas mulheres. Como vocês têm tido desentendimentos com os amigos da escola e com as aulas islâmicas, talvez essas histórias ajudem. E esse é o início...
— Mas como a história dessas duas mulheres se aplica a nós, pai? — perguntou Rita a .
— Bem, assim como vocês, elas tiveram suas vidas mudadas pelos costumes da época, que não eram tão diferentes dos de hoje.
— Conte mais — pediu Doni.
— Está bem. Os nomes dessas duas mulheres eram Tila e Jade. Ambas eram escravas. Tila não nasceu escrava; tinha um senhor que a ajudava em tudo. Mas, ao conhecer Jade, tudo mudou. E é aí que começa a história...
Capítulo 2

Tila e Jade

— A história que vou contar é sobre duas mulheres. Como vocês têm tido desentendimentos com os amigos da escola e com as aulas islâmicas, talvez essas histórias ajudem. E este é o início…
— Mas como a história dessas duas mulheres se aplica a nós, pai? — perguntou a .
— Bem, assim como vocês, elas tiveram suas vidas mudadas pelos costumes da época, que não eram tão diferentes dos de hoje.
— Conte mais — pediu Doni.
— Está bem. Os nomes dessas duas mulheres eram Tila e Jade. Ambas eram escravas. Tila não nasceu escrava; tinha um senhor que a ajudava em tudo. Mas, ao conhecer Jade, tudo mudou. E é aí que começa a história...

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TEMPOS ANTIGOS....

É no berço antigo que elas estavam. Tila e Jade nem sempre tiveram o que quiseram de mãos beijadas. Mas sempre se esforçaram para serem pessoas fortes. O pai de Tila morrera cedo. O que ela tinha era um senhor que a ajudava em tudo. Esse senhor lhe deu teto, comida e sempre se mostrava curioso com suas histórias sobre a Bíblia. Enquanto isso, Jade tinha um pai, o sultão do islã. Jade e Tila ainda não sabiam, mas teriam seus destinos cruzados. Certo dia, o senhor de Tila pediu que ela fosse até perto do povoado para conseguir tecidos da jovem Jade. O pai dela, o sultão do islã, era conhecido por sempre ter bons negócios. E assim Tila foi à casa de Jade. Assim que entrou, Jade a recebeu:

— Olá – disse ela. — No que posso lhe ajudar?
— Eu vim comprar um de seus tecidos — disse Tila. — Meu senhor falou que você vende alguns — diz Tila.
— Vendo sim — responde Jade.

As duas começaram a conversar entre si, falando sobre os tecidos que o senhor de Tila queria comprar. Tila pagou Jade e seguiu para a casa de seu senhor. Viu seu senhor agradecer satisfeito.

— Muito bem, Tila. Fizemos um ótimo negócio com os comerciantes do Islã — disse o senhor de Tila.

Tila seguiu para fazer seus outros serviços, como os serviços para com sua senhora, que era uma adolescente chamada Isetnofret.
Isetnofret era a princesa do Islã. Ela estava prometida a Ramsés, o príncipe herdeiro do Egito. Ramsés já tinha uma esposa, a jovem Nefertari, mas esta apenas lhe dera um filho, Amun. Ele precisava de mais herdeiros se quisesse ter uma família longa e próspera. Por isso, o casamento com Isetnofret era necessário. Os dois se casaram e Tila servia Isetnofret no palácio. No dia da noite de núpcias, Ramsés fechou a porta atrás de si, deitando-se em cima de Isetnofret. Ele começou a beijá-la suavemente, enquanto suas bocas estavam seladas uma na outra. Ramsés começou a penetrar em Isetnofret, que gemia baixo. Isetnofret se entregava completamente a Ramsés. Assim, após algumas semanas, Isetnofret concebeu. Ela deu à luz uma menina, Bintankht, e depois disso, não gerou mais filhos. A falta de herdeiros de Nefertari e Isetnofret deixou Ramsés descontente conforme alguns anos se passaram, o que o fez decidir que ter uma concubina era o certo. Então, ele começou a investir em Tila. Eram coisas simples como “Bom dia, você está bela hoje" e, após alguns meses, Ramsés também entrou a Tila, que lhe deu o filho homem. Mas Ramsés ainda não estava satisfeito e tomou outra concubina, Jade, filha do sultão islâmico. Jade foi vendida pelo pai para o faraó Ramsés. E Ramsés também teve filhos com ela.

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De Volta ao Mundo Atual,
, e absorviam cada palavra falada pelo pai, . Ele explicava com clareza sobre Tila e Jade. Sobre como Tila servia e Jade gostava de tecer. As três crianças começaram a entender o que a cultura podia fazer na vida de uma pessoa.

— Pai, amanhã pode nos contar mais histórias? — pede .
— Sim, prometo contar.
— Demorei muito? — perguntou , entrando de casa. — Fui visitar a Luciana — diz .
— Não demorou muito, não — disse , dando um beijo na esposa.

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Josefine estava deitada ao lado do marido Fernando. Os dois estavam casados há dois anos, mas ela ainda não tivera filhos do jovem. Ela estava deitada na cama depois de uma intensa noite de amor. Fernando, apesar de tudo, era seu marido e um bom homem, mesmo que às vezes fosse intenso demais. A noite anterior havia rendido grandes momentos juntos. Foram horas de intensidade, deixando algumas pequenas marcas em Josefine. Mas agora ela olhava o marido, observando como ele parecia extremamente mais belo naquela manhã. Estava sem camisa, o que mostrava o peitoral dele. O marido nunca soube a vida que Josefine tivera antes. Ele não se importava, embora tivesse curiosidade. Mas ele gostava dela do jeito que ela era. Josefine observou o marido. Ele estava a cada dia mais bonito. Ela começou a fazer o café da manhã, enquanto pensava na ex-melhor amiga, Luciana.
“Será que devo voltar às pazes com ela?” perguntava-se Josefine.
Josefine olhou da janela. As pessoas da rua andavam pela cidade. Os lugares estavam cada vez mais lotados e as pessoas faziam compras e vendas, além de passear pela cidade. Ela viu um casal com filhos e ficou esperançosa. Será que algum dia terá um filho? Ou essa felicidade que os casais tinham.

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— Rowan, já está indo para o trabalho? — perguntou Luciana enquanto fazia o café da manhã.
— Sim, mãe - o jovem de roupas pretas ou amarelas respondeu. — A Polly vai estudar hoje, você pode cuidar da Helena? — perguntou.
— Claro — respondeu Luciana.

Ela e a nora, Polly, tinham algumas desavenças, mas ela tinha lhe dado uma neta, Helena, que era a maior alegria de sua vida. Enquanto Rowan ia trabalhar, Lara aos poucos acordava. Desceu para tomar o café da manhã enquanto o irmão ainda trabalhava.

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Enquanto isso, voltando à história de Tila e Jade nos primórdios dos tempos, as duas conversavam:

— Você tem que contar para a Isetnofret, Tila — diz Jade, preocupada — Ela tem que saber que você está grávida. Ela é sua senhora, se preocupa com você.
— Mas e se ela não entender? — pergunta Tila. — Afinal, a criança que eu espero é de Ramsés.
— Eu sei que é difícil, mas ela precisa saber.

Amanhã
Tomorrow

Amanhã estou partindo daqui
Tomorrow I'm gonna leave here

Vou deixar você e ir embora
I'm gonna let you go and walk away

Como todos os dias que eu disse que faria
Like every day I said I would

E amanhã, eu vou ouvir
And tomorrow, I'm gonna listen

A voz da razão na minha cabeça
To that voice of reason inside my head

Dizendo-me que não somos bons
Telling me that we're no good

Mas esta noite eu vou fazer uma última tentativa
But tonight I'm gonna give in one last time

Vou te envolver bem forte em meus braços
Rock you strong in these arms of mine

Esquecer todo o arrependimento que sinto
Forget all the regrets that are bound to follow

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— Alguém sabe me dizer o que foi a Guerra dos Cem Anos? — perguntou o professor de História do Islamismo. — Não — se perguntou ao ver a classe calada. — Bem, a Guerra dos Cem Anos foi um dos conflitos mais significativos da Idade Média. Durante 116 anos, interrompidos por várias tréguas, cinco gerações de reis de duas dinastias rivais lutaram pelo trono do maior reino da Europa Ocidental. O efeito da guerra na história europeia foi duradouro. Ambos os lados produziram inovações em tecnologia e táticas militares, incluindo exércitos permanentes profissionais e artilharia, que mudaram permanentemente a guerra na Europa; a cavalaria, que atingiu seu auge durante o conflito, posteriormente declinou. Identidades nacionais mais fortes criaram raízes em ambos os países, que se tornaram mais centralizados e gradualmente ascenderam como potências globais.

logo demonstrou interesse na aula, que parecia interessante.

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Enquanto isso, e conversavam entre si sobre os destinos dos filhos quando crescessem...
Capítulo 3

Passado e Presente Ecoa-Se

No capítulo anterior..

Josefine estava deitada ao lado do marido Fernando. Os dois estavam casados há dois anos, mas ela ainda não tinha filhos com o jovem. Ela estava deitada na cama depois de uma intensa noite de amor. Fernando, apesar de tudo, era seu marido e um bom homem, mesmo que às vezes fosse intenso demais. A noite anterior havia rendido grandes momentos juntos. Foram horas de intensidade, deixando algumas pequenas marcas em Josefine. Mas agora ela olhava para o marido, observando como ele parecia extremamente mais belo naquela manhã. Estava sem camisa, o que mostrava o peitoral dele. O marido nunca soube da vida que Josefine teve antes. Ele não se importava, embora tivesse curiosidade. Mas ele gostava dela do jeito que ela era. Josefine observou o marido. Ele estava a cada dia mais bonito. Ela começou a fazer o café da manhã, enquanto pensava na ex‑melhor amiga, Luciana.
“Será que devo voltar às pazes com ela?” perguntava-se Josefine.
Josefine olhou da janela. As pessoas da rua andavam pela cidade. Os lugares estavam cada vez mais lotados e as pessoas faziam compras e vendas, além de passear pela cidade. Ela viu um casal com filhos e ficou esperançosa. Será que algum dia terá um filho? Ou essa felicidade que os casais tinham.


— Rowan, já está indo para o trabalho? — perguntou Luciana enquanto fazia o café da manhã.
— Sim, mãe — O jovem de roupas pretas ou amarelas respondeu. — A Polly vai estudar hoje, você pode cuidar da Helena? — perguntou.
— Claro — respondeu Luciana.

Ela e a nora, Polly, tinham algumas desavenças, mas ela tinha lhe dado uma neta, Helena, que era a maior alegria de sua vida. Enquanto Rowan ia trabalhar, Lara aos poucos acordava. Desceu para tomar o café da manhã enquanto o irmão ainda trabalhava.

TEMPO TILA E JADE

— Você tem que contar para a Isetnofret, Tila — diz Jade, preocupada. — Ela tem que saber que você está grávida. Ela é sua senhora, se preocupa com você.
— Mas e se ela não entender? — pergunta Tila. — Afinal, a criança que eu espero é de Ramsés.
— Eu sei que é difícil, mas ela precisa saber.

Amanhã
Tomorrow


Amanhã estou partindo daqui
Tomorrow I'm gonna leave here

Vou deixar você e ir embora
I'm gonna let you go and walk away

Como todos os dias que eu disse que faria
Like every day I said I would

E amanhã, eu vou ouvir
And tomorrow, I'm gonna listen

A voz da razão na minha cabeça
To that voice of reason inside my head

Dizendo-me que não somos bons
Telling me that we're no good

Mas esta noite eu vou fazer uma última tentativa
But tonight I'm gonna give in one last time

Vou te envolver bem forte em meus braços
Rock you strong in these arms of mine

Esquecer todo o arrependimento que sinto
Forget all the regrets that are bound to follow



— Alguém sabe me dizer o que foi a Guerra dos Cem Anos? — perguntou o professor de História do Islamismo. — Não — perguntou-se ao ver a classe calada. — Bem, a Guerra dos Cem Anos foi um dos conflitos mais significativos da Idade Média. Durante 116 anos, interrompidos por várias tréguas, cinco gerações de reis de duas dinastias rivais lutaram pelo trono do maior reino da Europa Ocidental. O efeito da guerra na história europeia foi duradouro. Ambos os lados produziram inovações em tecnologia e táticas militares, incluindo exércitos permanentes profissionais e artilharia, que mudaram permanentemente a guerra na Europa; a cavalaria, que atingiu seu auge durante o conflito, posteriormente declinou. Identidades nacionais mais fortes criaram raízes em ambos os países, que se tornaram mais centralizados e gradualmente ascenderam como potências globais.

logo demonstrou interesse na aula, que parecia interessante.

NESTE CAPITULO....
Passado de


— O plantio da colheita está bom, mas será que o pai vai gostar dessa colheita? — perguntou-se .
O sítio onde seus pais habitavam era bonito. Tinha um campo onde dava para tirar água do poço. E também dava para colher o feijão e moer. Assim, as festividades na colheita continuavam. Foi um tempo antes de conhecer , seu futuro marido. era apenas uma garotinha que adorava brincar com as irmãs, ajudar os irmãos e o pai no trabalho e, novamente, ajudar os irmãos.

Voltando a Tila e Jade

— Você... você está esperando um filho dele — perguntou Isetnofret, a serva e amiga Tila. — Você e meu marido, o faraó, me traíram.
— Senhora…
— Eu entendo.
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Ela chorou por muitas noites
Ela chorou sozinha
Ela tentou, ela falou
Ela contornou sua vida
Ela falou de uma garota
Ela raiou como nunca
Sua mãe falou que se assustou

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Leitura do Livro do Êxodo
17,3-7



Naqueles dias,
o povo, sedento de água, murmurava contra Moisés e
dizia: "Por que nos fizeste sair do Egito?
Foi para nos fazer morrer de sede,
a nós, nossos filhos e nosso gado?"
Moisés clamou ao Senhor, dizendo:
"Que farei por este povo? Por pouco não me apedrejam!"
O Senhor disse a Moisés: "Passa adiante do povo
e leva contigo alguns anciãos de Israel.
Toma a tua vara com que feriste o rio Nilo e vai.
Eu estarei lá, diante de ti, sobre o rochedo,
no monte Horeb.
Ferirás a pedra e dela sairá água para o povo beber".
Moisés assim fez na presença dos anciãos de Israel.


Josefine estava ali, naquela missa. Ela se perguntava qual o propósito de estar ali. Tudo bem que ela tinha um marido, Fernando, e diziam que casamentos eram a vocação de Deus também para a vida. Mas ela buscava naquela missa algo que a sustentasse. As palavras do padre, que explicava literalmente a frase do Êxodo, ecoavam dentro dela. Mas, ao mesmo tempo, ouviu um jovem da igreja comentar algo com uma mulher mais velha, sobre coisas que ela fez no passado… e que iriam se vingar por isso. Ela ouviu como eles pareciam alegres em falar disso. Já não bastava seus problemas com Luciana, sua fé complexa, e ainda tinha isso. E um casamento que ela nem sabia se daria certo…
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— Você acha que é uma boa ideia ter um novo filho? — perguntou a .
— Eu acredito que sim — respondeu .
— Então os meninos vão ter que aceitar — ela sorri.
Josefine chegou em casa. O marido havia saído para trabalhar. Olhou a foto dela e do marido quando ainda namoravam, e de eventos que deveriam ser esquecidos....
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Enquanto isso, a pequena Helena começava a dar seus primeiros passos e Luciana observava a neta com carinho… Lara, a tia da pequena Helena, observava a cena com emoção.

São como veias, serpentes
Os rios que trançam o coração do Brasil
Levando a água da vida
Do fundo da terra ao coração do Brasil

Gente que entende
E que fala a língua das plantas, dos bichos
Gente que sabe
O caminho das águas, das terras, do céu

Velho mistério guardado
No fundo das matas sem fim
Tesouro perdido de nós
Distante do bem e do mal
Filho do Pantanal

Lendas de raças, cidades perdidas
Nas selvas do coração do Brasil
Contam os índios, de deuses
Que descem do espaço
No coração do Brasil

Redescobrindo as Américas
Quinhentos anos depois
Lutar com unhas e dentes
Pra termos direito a um depois

Novo milênio, o resgate da vida
Do sonho do bem
A terra é tão verde e azul
Os filhos dos filhos dos filhos
Dos nossos filhos verão


Algumas Semanas Depois…

— Eu não consigo acreditar, você está realmente grávida? — perguntou Fernando a Josefine, emocionado. — Será que vai ser um menino ou uma menina.
— Espero que seja uma menina! — diz Josephine.
Enquanto isso, em sua casa, e também aguardavam a chegada de um novo herdeiro, pois estava grávida com uma barriga de quase um mês do marido.


Capitulo 4

Uma Nova Jornada

ANOS ATRÁS OU À FRENTE…

O vento frio soprava. A garota observava o céu azulado — ou, melhor dizendo, roxo. O pai estava lhe contando coisas que haviam acontecido ou que ainda iriam acontecer. O céu tinha uma coloração branca, como se prenunciasse algo que estava prestes a acontecer. Nas ruas, eram ouvidas batidas de músicas de funk, além de vozes e risadas. Ali perto, havia queimadas nas florestas.
— Então, pai, tu dizes que a história de Tila e Jade terminou assim? Tila morreu ao dar à luz o herdeiro do trono. Parece um final triste — disse , pensativa.
— Minha filha, é necessário que você entenda que a saúde das mulheres naquela época era algo muito complexo. As mulheres eram vistas como inferiores. Se não gerassem herdeiros... — começou o pai.
— Compreendo, papis — disse a garota, assentindo. — Posso arrumar meus materiais agora? — perguntou. — Vai ter futebol na aula de amanhã.
— Você gosta, não é? — perguntou o pai, com um sorriso.
— Sim! — disse ela, entusiasmada.
A menina se despediu do pai e foi para seu próprio quarto. Ali, começou a arrumar suas coisas. Com cuidado minucioso, organizou seu caderno vermelho e guardou suas anotações. Seus olhos, porém, fixaram-se nas publicações de um homem. Ele tinha cabelos castanhos, olhos escuros e aparentava ter uns 35 anos. Estava publicando algo no Instagram, uma mensagem sobre fé e esperança em Deus. Ela ficou muito admirada.
— Este tem visão. Os vídeos que ele posta contêm sabedoria — pensou ela. — Ele parece com meu primo.
O céu agora adquiria um tom noturno, como se concordasse. A noite começava.
******


CASA DOS SOUSA

— Mãe! — chamou um menino de pele morena e cabelos negros, que aparentava ser adolescente. — Sabe me dizer onde está meu tênis? Tenho que estar perfeito amanhã!
— Por quê, filho? — perguntou a mãe.
— Porque tenho que impressionar a Eni — disse o jovem, com um sorriso largo.
— Você sabe que ela não gosta de qualquer um, não é? Não é tão fácil assim — disse a irmã de oito anos.
— Eu sei — concordou Sae, mas seu sorriso brilhante voltou. — Mas eu tenho meu charme. Herdei do papai — disse, sorrindo.
******


No dia seguinte, cedo, acordou com o som do despertador. O aparelho começou a ressoar, e ela despertou. Fez sua higiene matinal e começou a se arrumar. Ao som de uma música de Filipe Bragança, começou a cantar enquanto arrumava a si mesma, sua mochila e suas coisas da escola. Se havia algo de que gostava, era de ser organizada.

Se deixar essa canção te embalar
No teu coração eu sempre vou estar
Se deixar essa canção te embalar
No teu coração...
Lembre de mim
Hoje eu tenho que partir
Lembre de mim
Se esforce pra sorrir
Não importa a distância
Nunca vou te esquecer
Cantando a nossa música
O amor só vai crescer
Lembre de mim
Mesmo se o tempo passar
Lembre de mim
Se um violão você escutar
Ele com seu triste canto te acompanhará
E até que eu possa te abraçar!
Lembre de mim
Se deixar essa canção te embalar
No teu coração eu sempre vou estar
Lembre de mim
Se deixar essa canção te embalar
No teu coração eu sempre vou estar
Se deixar essa canção te embalar
No teu coração eu sempre vou estar
Se deixar essa canção te embalar
No teu coração...
Lembre de mim
Não importa aonde eu for
Lembre de mim
Mantenha vivo o nosso amor

******


O carro da família de seguia rumo à escola. Pelas ruas, ela observava o movimento. As pessoas saíam de suas casas para ir trabalhar ou estudar. Alguns adolescentes passavam conversando e rindo.
— Pai! Chegamos! — disse .
se despediu do pai e entrou no prédio escolar. Viu sua amiga, Ashnoa, esperando por ela pacientemente. Ashnoa tinha cabelos loiros, era alta e tinha um sorriso que parecia arrogante, embora fosse apenas uma forma de defesa. Estava sempre muito bem-arrumada.
— Finalmente! Achei que ia perder a aula de Educação Física de hoje. Ouvi falar que o professor está especialmente bonito hoje — disse Ashnoa, sorrindo para a amiga.
Assim, uma jornada se iniciava...

Capitulo 5

A Torcida de Ashnoa


O carro da família de prosseguia rumo à escola. Em meio às ruas, ela observava o movimento. As pessoas saíam de suas casas para ir trabalhar ou estudar. Alguns adolescentes passavam conversando e rindo.
— Pai! Chegamos! — disse .
se despediu do pai e entrou no prédio escolar. Viu sua amiga, Ashnoa, esperando por ela pacientemente. Ashnoa tinha cabelos loiros, era alta e tinha um sorriso que parecia arrogante, embora fosse apenas uma forma de defesa. Ela estava sempre bem-arrumada.
— Finalmente! Achei que ia perder a aula de Educação Física de hoje. Ouvi falar que o professor está especialmente bonito hoje — disse Ashnoa, sorrindo para a amiga.
Assim, uma jornada se iniciava...
******


A aula de Educação Física começou. Aparentemente, o dia seria de aula livre, em que os alunos poderiam jogar o que quisessem. gostava de futebol, enquanto Ashnoa preferia peteca.
Ashnoa brincava com sua peteca, fazendo boas jogadas. Já jogava futebol com as meninas de sua turma.
A tarde continuava... A aula de História foi sobre como Hitler começou a Segunda Guerra Mundial. Na aula de Matemática, os alunos tinham que resolver uma equação complexa.
Mas foi durante o recreio que as coisas mudaram.
No recreio, entretanto, algo aconteceu... Aristides, que era um garoto alto, de cabelos negros, aproximou-se. Ele não piscava, mas tinha um sorriso encantador. Vinha acompanhado dos amigos.
Ashnoa sorriu, assim como . Mas não podia negar que, na frente de Aristides, ficava tímida.
— Olá, meninas! — disse Aristides. — Está linda hoje, — acrescentou.
— Obrigada — agradeceu , com um sorriso.
— Já está dando minha hora — disse Ashnoa. — Nos vemos amanhã, Eni.
assentiu.

É, eu fiz, tudo aquilo que eu já quis
Sem controle, eu tô feliz
Vou bebendo pra curtir, viver
É, eu fiz, tudo aquilo que eu já quis
Vou subindo até cair
Só correndo pra curtir, viver
(Pra curtir, viver)
Faz, tanto tempo que eu tô assim
Mas eu juro que eu tô feliz
Traz, mais uma noite só, dessa aí
Hoje eu quero vim só pra curtir
São tantas coisas, tantos motivos
Que hoje eu só quero esquecer
São tantas histórias, tantos problemas
É hoje que eu vou me perder
É, eu fiz, tudo aquilo que eu já quis
Sem controle, eu tô feliz
Vou bebendo pra curtir, viver
******


Depois de falar com Aristides, seguiu para casa. As ruas estavam festivas. Algumas pessoas conversavam, enquanto outras riam e se divertiam.
Assim que chegou em casa, viu que seus pais ainda estavam preparando as coisas para o almoço. Sorriu. Entrou em casa e seguiu para seu quarto.
Assim que chegou ao quarto, começou a se lembrar de seus avós, com quem havia dividido bons momentos, mas que já haviam falecido.
******


Na casa de Ashnoa, ela também pensava. Seu pai não estava mais vivo, enquanto sua mãe cuidava de seus afazeres. A morte do marido ainda a deixava pensativa.
Ela passava o tempo procurando receitas para fazer, além de assistir a vídeos e escolher feijão. Conforme escolhia os grãos, um vento soprava pelo mundo, quase como se sua comida fosse divina.
Enquanto isso, outras tramas surgiam, como Julined, que tinha uma irmã complicada, e o adolescente Otavier. Ou talvez a divertida Leane, que gostava de gritar com suas visitas.
As ruas coloridas daquela vila eram, de fato, interessantes.
Conforme a tarde avançava, os preparativos para o jogo do Vasco também começavam. O time chegava aos campos. O jogo parecia que seria memorável.
Vasco e Olimpia jogaram muito bem um contra o outro, mas a partida terminou empatada. Ashnoa torceu pelo Vasco até o último momento, mas o time acabou empatando.
No dia seguinte, um sábado, a manhã começava.
O sábado começou com o vento frio. Alguns garotos, possivelmente adolescentes, jogavam partidas de vôlei, enquanto outros jogavam tênis. A manhã de sábado continuava.
O som de música alta de funk ressoava pelo local.
acordou após um sonho estranho. Os pais já estavam tomando o café da manhã.
— Bom dia, mãe! Bom dia, pai! — desejou.
******


O sábado continuava. O fim de semana passou rápido. Enquanto muitos adolescentes passavam o fim de semana brincando, dançando nas baladas e se divertindo, outros participavam de missas ou até mesmo saíam para rolês.
E assim, a segunda-feira surgia.
acordou cedo na segunda-feira. Deu bom dia aos pais e seguiu para a escola. Lá, encontrou Ashnoa, que já a esperava.
— Então, como foi o jogo do Vasco contra o Olimpia? — perguntou a Ashnoa.
— Foi duro, difícil, mas o Vasco empatou, o que foi ruim — disse Ashnoa. — Olha quem vem ali.
Aristides apareceu. Com um sorriso charmoso, disse oi para as meninas.
Ashnoa viu que um dos amigos de Aristides sorriu para ela, mas, quando virou o rosto, percebeu que seu olhar havia se cruzado com o de um jovem de roupa xadrez, meio rosa, chamado Manuel Chico.
Manuel era um garoto extremamente bonito. Tinha um sorriso e um carisma que seduziam muitas garotas. Ela disfarçou bem.
— Olá, meninas — disseram Aristides e seus amigos.
— Olá! — responderam elas em coro.
Elas seguiram para a aula...

Capitulo 6

O Retorno às Jornadas

O sábado continuava. O fim de semana passou rápido. Enquanto muitos adolescentes passavam o fim de semana brincando, dançando nas baladas e se divertindo, outros participavam de missas ou até mesmo saíam para rolês.
E assim a segunda-feira surgia.
acordou cedo na segunda-feira. Deu bom dia aos pais e seguiu para a escola. Lá, encontrou Ashnoa, que já a esperava.
— Então, como foi o jogo do Vasco contra o Olimpia? — perguntou a Ashnoa.
— Foi duro, difícil, mas o Vasco empatou, o que foi ruim — disse Ashnoa. — Olha quem vem ali.
Aristides apareceu. Com um sorriso charmoso, disse oi para as meninas.
Ashnoa viu que um dos amigos de Aristides sorriu para ela, mas, quando virou o rosto, percebeu que seu olhar havia se cruzado com o de um jovem de roupa xadrez, meio rosa, chamado Manuel Chico.
Manuel era um garoto extremamente bonito. Tinha um sorriso e um carisma que seduziam muitas garotas. Ela disfarçou bem.
— Olá, meninas — disseram Aristides e seus amigos.
— Olá! — responderam elas em coro.
Elas seguiram para a aula... A primeira aula era de História. Estavam estudando sobre a Guerra dos Cem Anos. Naquele tempo, o assunto estava em pauta. O dia ainda estava claro, mas alguns alunos pareciam animados. Outros bocejavam de tédio. Ainda havia aqueles que estavam querendo que a aula acabasse para que pudessem ir para o intervalo.
— Essa eu sei a resposta, professor — diz uma garota de cabelos negros com mechas loiras. — Quando todos os filhos de Felipe IV da França morreram, assim como ele, não havia sucessão direta para o trono. O que mudou tudo foi quando Eduardo III, como rei da Inglaterra, reivindicou terras francesas. Tudo isso deu abertura à Guerra dos Cem Anos.
— Muito bem! Estudou bem.
prestava atenção na aula. A garota explicara bem mesmo. pôde observar da janela o céu. Continuava roxo, mas carregava uma fumaça que parecia se estreitar. Ela olhou para a amiga Ashnoa, que olhava Manuel Chico, o garoto de pele clara que tinha roupa xadrez; viu ainda Aristides olhando para ela e olhou de volta.
— Aposto como você não consegue conquistar ela! — sussurrou Manuel Chico para Aristides.
— E eu que você... — começou Aristides para Manuel Chico, com um sorriso travesso nos lábios.

É que eu vim errado - Felipe Somma
Desculpa interromper
Eu não sou bom com essas coisas
De se envolver
Nunca fui bom com as pessoas

Sempre me disseram que o mundo é assim
Eu não entendo nada, mas tô aqui
Falam, falam, falam e falam de mim
Todo mundo diz que esse é meu fim

É que eu vim errado
Não sei demonstrar, eu tô cansado
De não saber falar

Então eu, eu, eu não sei lidar com essa sensação
De não saber explicar meu coração
Então eu, eu, eu só quero achar aqui uma palavra
Pra tentar explicar minha confusão

****

Enquanto isso, na casa de , o cotidiano continuava. A mãe, uma mulher de pele morena e cabelos ruivos, arrumava a casa. Ela varria a casa enquanto esperava o marido chegar do trabalho. Ela suspirou ao ver duas vizinhas fofocando sobre a família dela. Sim, os vizinhos pareciam ter um interesse particular em tentar decidir qual família da vizinhança era a mais normal. Enquanto isso, a mulher recebeu uma mensagem. Era a senhora Sousa, que era amiga de seu marido e tinha um filho, o jovem Sae. Ela então se lembrou de como conhecera o marido e como tiveram , mas, antes que pudesse lembrar, o marido chegava.
— Já chegaste? — perguntou a esposa, que tinha um sotaque açoriano, tal como a filha, que herdara isso dela.
— Sim, o trabalho hoje foi... complicado — disse o marido. — Nossa filha já chegou?
— Ainda não, a senhora Sousa ligou — respondeu a esposa.
— Ah, sim. Saudades de quando éramos jovens.
****

Tempo. Sempre há tempo. Há tempo para brincar e crescer. Há tempo para viver e sonhar o que se perdeu. Há tempo para sentir saudades e deixar ir o que te deu isso. Há tempo para conhecer e se despedir. Há tempo para rir. Há tempo para ser bom, e há tempo para, na amargura, ter uma felicidade cruel. Há tempo para sentir dor e causar dor. E também há tempo para se aprisionar ou se libertar. Mas, Tempo, podes ser relativo.
ALGUNS DIAS DEPOIS...
— E agora, papis? — perguntou . — Que histórias contas-me hoje? — perguntou ao pai. — Vais me contar como conheceste minha madre?
— Essa história é um pouco mais complicada, minha pequena. Mas a história que vou lhe contar hoje é sobre... uma rainha, mas muito mais que uma rainha, uma mulher que reinava por outros olhos.
— Ela tem nome, papis? — perguntou .
— Seu nome era...
****

Ela era perfeita. Mas o mundo não aceitava pessoas perfeitas. Ela não era exatamente perfeita, mas sim louca. E o mundo jamais aceitaria alguém como ela.
E foi achada iniquidade nela…
— Levante-se, princesa! — chamou a preceptora. — A rainha requisita sua presença na sala do trono!
— Estou indo — respondeu a jovem de cabelos acinzentados, mas expressão jovial, que não devia ter mais de 13 anos.
Passou pelos guardas. O palácio era gigantesco. Israel e Fenícia se estendiam. Do lado de fora dava para ver a cidade colossal. Entretanto, dentro do castelo, dava para ver como a corte israelita era opulenta e sufocante. A rainha Jezabel estava em sua sala do trono, tomando seu vinho no cálice em que bebia. Ao seu lado, seu marido, o rei Acabe, ria de algo que sua rainha dissera.
— Menina — disse Jezabel com frieza, mas educação calculada. — Mandei te chamar há horas.
— Eu só consegui acordar agora, mãe.
— Muito bem. Como princesa herdeira, deve aprender a reinar. Seu pai e eu deduzimos que você passa muito tempo em seu quarto. Está na hora de aprender outras coisas. Até seu meio-irmão aprende.
— Sim, senhora — respondeu a jovem, assentindo.
— Esperamos que não nos decepcione — disse Acabe. — Você é filha de Jezabel, afinal.
Ouviam-se risadas masculinas e femininas ali perto, como se o rei tivesse dito algo cômico.
A jovem se retirou e foi para os jardins e ali disse para si mesma:
— Eu só queria ser feliz e respeitada, ou ao menos querida. É pedir demais? — perguntou-se a jovem, sem notar o céu, que parecia tão bonito, mas não ouvia sua resposta.
Perto dela, pousou um pássaro. O pássaro piou, mas ela não levantou o olhar. Apenas disse:
— Queria ser livre como você!
O pássaro voltou a piar.
— Eu sei, você tem razão. Não dá para ser livre quando ninguém te suporta.
E o pássaro foi embora notando a melancolia dela.
Ora, naqueles dias Baal era o Deus deles. A adoração a Baal era comum. Eles se divertiam, festejavam e não tinham pudor. Feitiçaria era algo aprovável, mas o maior erro não era feitiçaria e sim…
— Por que o Senhor fez o céu e a terra se não me aceita como eu sou?
A pergunta da jovem foi silenciosa, mas é como se seu clamor ecoasse pelo castelo todo, em diferentes direções...
****

CASA DE ASHNOA

— Minhas plantas são tão bonitas! — murmurou Ashnoa olhando para as plantas que acabara de regar. — Mas a vida não é!

Deixe-me possuir o escuro
Voltar para o começo
Observando cada passo na minha frente
Estive perseguindo fogo
Andado por um fio
Eu vejo o que eu quero ver

Subindo a minha cabeça
Eu não posso fingir
O que você fez comigo?


— Mensagem nova! — disse Ashnoa notando seu celular vibrar. Seu celular tinha uma cor rosada com uma capa azul. — Quem será?
Ela leu e sorriu com o que leu. Mas ao mesmo tempo, uma timidez inquietante surgiu dentro dela e talvez até mesmo um desconforto...
O que se seguiria depois disso entretanto, seria complexo demais...
Capitulo 7

O convite

CASA DE ASHNOA

— Minhas plantas são tão bonitas! — murmurou Ashnoa, olhando para as plantas que acabara de regar.

Mas a vida não é!
Deixe-me possuir o escuro
Voltar para o começo,
Observando cada passo na minha frente.
Estive perseguindo fogo,
Andando por um fio,
Eu vejo o que eu quero ver.
Subindo à minha cabeça,
Eu não posso fingir.
O que você fez comigo?

— Mensagem nova! — disse Ashnoa, notando seu celular vibrar. Seu celular tinha uma cor rosada com uma
capa azul. — Quem será?
Ela leu e sorriu com o que leu. Mas, ao mesmo tempo, uma timidez inquietante surgiu dentro dela e
talvez até mesmo um desconforto...
O que se seguiria depois disso, entretanto, seria complexo demais...
****

— Então, papis, o que aconteceu depois? — perguntou . — Como a história de Atália continuou?
— Para entender os eventos que se colidiram, minha filha, devemos entender o contexto da época. Era uma época em que reis governavam. Não havia o sistema político que temos hoje. Naqueles dias, os reis, rainhas, príncipes e princesas tinham um modo diferente de viver. Naquela época, era comum que os herdeiros tivessem que se casar cedo. Para assegurar seu trono ou até mesmo assegurar os planos dos pais. E assim começa a sua história.

MUNDO DE ATÁLIA

— Por que todos podem ser o que querem? Por que não sou livre? E melhor: se eu tenho um, por que não posso ter sete?
A luz fraca do sol que começava a surgir refrescava sua mente. Atália voltou para dentro do palácio. Ela sabia que a mãe não gostava de Deus, mas por vezes se perguntava se ele poderia ser real. E se sim, quanto? Fora ele mesmo quem criara céus e terras? Vivos e mortos? Se sim, por que ele nunca se manifestou a ela?
— Deus só ouve os bons — murmurou ela.
E seguiu para seus aposentos, mas algo ou alguém começou a observá-la em seus aposentos. O som de risadas, cheiros de incenso, cigarro queimado. E risadas de homens e mulheres se divertindo. Israel, naquela época, era conhecida por sua devoção agora a Baal, após Jezabel. Jezabel já planejava um casamento para a filha. Mas Atália queria ser livre. Feliz. Mas em um casamento diplomático e patriarcal isso nunca poderia ser possível. Ela teria que aprender a amar seu futuro noivo e ele a ela. Os dias se passaram... Agora Atália tinha 14 anos. Era uma adolescente bonita e alta, mas que carecia de carisma. Assim que acordou, ela desceu para o salão.
— Menina, que bom que acordou — diz Jezabel.
— Sua mãe e eu pensamos: acho que temos o candidato perfeito para sua mão.
— O que Acabe quis dizer, querida, é que encontramos utilidade para você. Você vai iniciar os cultos a Baal quando for a rainha consorte de Judá. E não pare até o reino ser todo seu.
Atália assente.
****

De volta ao mundo real,
— Aí está você — disse no dia seguinte. — Aristides falou comigo. Ele disse que me acha bonita.
— Amiga, você tem certeza disso? — perguntou Ashnoa. — Aristides realmente gosta de você ou apenas está tentando se divertir com você?
— Ele parecia sincero, Ashnoa — diz . — E além do mais, o Manuel Chico também demonstrou interesse em você, segundo o que ele disse. Parece que tiramos sorte grande, amiga.
— O Manuel? Interessado em mim? — perguntou Ashnoa, corando de leve.
— Sim, ele disse para o Aristides que você está na lista dele de garotas com quem ele sairia.
— Talvez...
Antes que Ashnoa pudesse dizer algo, o sinal de aula começou a tocar e os alunos entraram um a um. A sala estava cheia de alunos; eles conversavam entre si e riam. Entre eles estavam Aristides e seus amigos.
— Hoje vamos estudar sobre Egito Antigo — diz o professor de História. — O Egito era uma potência onde dominavam os faraós e suas rainhas consortes. O Egito era rico e poderoso.
Ele começa a explicar. Enquanto o professor explica, Ashnoa anota atentamente. Sua amiga também presta atenção, mas às vezes seu olhar recai sobre Aristides. O mesmo ri e acena para ela.
No intervalo, Aristides e Manuel seguem rumo a e Ashnoa, que ainda não saíram da sala.
— Oi, Ashnoa — Manuel sorri de forma encantadora.
— Oi, princesa — diz Aristides a .
— Oi, meninos — diz com um sorriso.
— Nós viemos saber se vocês gostariam de sair conosco. Talvez no parque ou no cinema? Qualquer dia desses? Talvez no sábado?
— Vamos pensar — diz Ashnoa.
Os dois saem e olha para a amiga com um olhar curioso; em outros tempos, ela diria que sim...
Continua...
Nota da autora
A história conta não só a vida dessa família, mas de muitas mulheres que viveram vidas negligenciadas pelos maridos, mulheres que tinham que cumprir seu papel, mas nunca se soube explicar como elas moldaram a história. Essa novela conta isto
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