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Codificada por: Lua ☾
Última Atualização: 06/9/25

O bar estava cheio, abafado de vozes e gargalhadas que se misturavam ao som de copos sendo batidos no balcão. Eu só queria uma bebida forte, algo que silenciasse o peso da semana. Pedi um whisky duplo, encostei no balcão e puxei o celular, disposta a me perder nas notificações.
Até ouvir aquela risada.
Meus olhos se levantaram sozinhos, antes que eu tivesse chance de controlar. Ele estava lá, sentado com um grupo de amigos, a mesma postura relaxada que sempre me tirava do sério. O mesmo sorriso torto. Só que agora… mais bonito, mais homem. Mais inalcançável.
E, claro, me olhando.
se levantou devagar, como quem não tinha pressa, como quem já sabia que eu não teria para onde correr. Encostou no balcão ao meu lado, tão perto que o cheiro do perfume dele me atingiu de imediato.
— Olha só quem resolveu voltar aos lugares que abandonou. — A voz dele veio carregada de ironia, cortante como navalha. — Ainda pedindo whisky duplo quando precisa esquecer?
… — murmurei, tentando manter a calma. — Não esperava te ver aqui.
Ele soltou uma risada curta, sem humor.
— Claro que não. Você nunca espera nada, só decide e vai embora. Foi assim da última vez, não foi?
A lembrança me atingiu em cheio: eu, indo embora sem olhar para trás, sem dar a ele chance de discutir, de me convencer, de se despedir. Uma decisão covarde.
— Eu tinha meus motivos — respondi, firme, mas não tanto quanto gostaria.
inclinou a cabeça, os olhos brilhando com diversão amarga.
— Ah, eu sei. A carreira, as oportunidades, o mundo lá fora... Mas não se preocupe, , eu sobrevivi. — Ele ergueu o copo vazio, pedindo outra bebida. — E, olha só, sem você pra me avisar que não era a hora certa.
Revirei os olhos, mas meu coração já batia descompassado. O sarcasmo dele me feria e me atraía na mesma medida.
— Você ainda fala demais.
— E você ainda sabe fugir quando mais importa. — O sorriso dele se alargou, venenoso. — Aposto que continua ótima nisso.
O silêncio que se seguiu foi curto, mas pesado. A tensão no ar era quase palpável. Não era só acaso. Nunca seria.
— Você devia estar me agradecendo. — tomou um gole da nova bebida e apoiou o cotovelo no balcão, virando o corpo na minha direção. — Se eu não tivesse levado aquele pé na bunda relâmpago, talvez eu ainda estivesse perdendo tempo com você.
— E se eu não tivesse dado, você ainda estaria confortável demais pra crescer sozinho. — rebati, erguendo o queixo, mesmo sabendo que o coração martelava no peito. — No fundo, foi um favor.
Ele riu, inclinando a cabeça, como se estivesse diante de uma piada particular.
dando lições de moral… essa eu não esperava.
— Não é moral, . É só a verdade.
Ele se aproximou mais, o rosto perto demais, a voz baixa, só pra mim:
— Engraçado… a única verdade que eu lembro é você batendo a porta e desaparecendo sem coragem de olhar pra trás.
As palavras me atravessaram como lâmina. Engoli seco, forçando a manter o olhar firme, porque ceder significaria perder.
— E, ainda assim, aqui estamos. — retruquei. — Se eu sou tão irrelevante assim, por que não tirou os olhos de mim desde que cheguei?
O sorriso dele se curvou num misto de desafio e confissão.
— Talvez porque eu ainda adore ver você se contorcendo quando alguém esfrega a verdade na sua cara.
Bufei, mas não consegui conter o arrepio. sabia exatamente onde cutucar, e pior: sabia que eu ainda reagia.
— Você fala como se tivesse vencido alguma coisa quando eu fui embora. — soltei, virando o copo de uma vez. — Mas eu lembro bem: você não moveu um dedo pra me impedir.
travou a mandíbula, os olhos escurecendo.
— Ah, então a culpa foi minha? — ele riu, mas sem humor. — Você sumiu sem dar chance de conversar, . Sem nem tentar. Eu merecia pelo menos uma explicação decente, não aquele discurso pronto sobre “não ser a hora certa”.
Meu peito se apertou, mas não recuei.
— E você merecia o quê? Que eu sacrificasse tudo o que batalhei porque o senhor não queria sair da zona de conforto?
Ele se inclinou pra mais perto, o tom afiado como lâmina.
— Zona de conforto? Eu estava disposto a mudar, mas você não me deu tempo. Você nunca deu.
— Porque você sempre promete, . — minha voz tremeu, mas continuei. — Promete e não cumpre. Eu não podia arriscar minha vida inteira esperando você decidir se queria mesmo algo sério.
Ele me encarou por longos segundos, os olhos faiscando. Então, inclinou a cabeça com ironia.
— E no fim das contas, quem não quis nada sério foi você. Engraçado, não?
Engoli em seco, sentindo o peso daquelas palavras.
— Você não faz ideia do que eu quis.
aproximou-se ainda mais, até que não houvesse espaço entre nós além da raiva e da saudade.
— Então me explica. Agora. O que diabos você quis de verdade, ?
— Você quer que eu explique? — cuspi as palavras, cruzando os braços. — Tá bem. Eu quis um futuro que você nunca ia me dar. Cansei de esperar você crescer, .
Ele soltou uma risada amarga, inclinando-se mais perto, como se quisesse me desmontar com os olhos.
— Futuro? Você me largou sem olhar pra trás. Não foi sobre futuro, , foi sobre covardia.
A raiva queimou na boca do estômago.
— Covardia foi você nunca ter coragem de assumir que não estava pronto pra ser homem de verdade.
O maxilar dele se contraiu, os olhos faiscando.
— Engraçado ouvir isso de quem preferiu fugir em vez de ficar e lutar. Você não queria um homem, você queria alguém perfeito pra carregar o peso das suas escolhas.
— Eu queria alguém que estivesse ao meu lado, não atrás, tropeçando. — rebati, sentindo o peito arder. — Você sempre foi bom em falar, , mas agir? Isso você nunca soube.
Ele se aproximou tanto que o ombro dele roçou o meu, a voz baixa, quase um rosnado.
— E você sempre foi boa em se convencer de que era a única que sabia o que era certo. A rainha do controle, fugindo quando a vida não seguia o roteiro que você escreveu.
Engoli em seco, mas não desviei o olhar.
— Pelo menos eu escrevi o meu roteiro. Você ainda tá preso no prólogo.
O silêncio entre nós era denso, como se o bar inteiro tivesse desaparecido. Só restava a respiração dele, rápida, quase em compasso com a minha.
inclinou a cabeça, os olhos cravados nos meus, e soltou uma risada curta, sem humor.
— Você ainda me deixa puto como ninguém.
— E você ainda sabe exatamente como me ferir. — respondi, a voz mais baixa do que queria.
Ele passou a língua pelos lábios, o olhar deslizando para a minha boca.
— Engraçado… é a mesma boca que eu não consigo esquecer.
— Cala a boca, .
— Faz eu calar.
A provocação ficou suspensa no ar, um fio invisível puxando nós dois para o mesmo lugar. Eu perdi a paciência primeiro. Segurei o colarinho da camisa dele e o puxei com violência, como se pudesse devolver todos os anos perdidos em um único gesto.
O beijo explodiu bruto, urgente, cheio de mágoa e desejo acumulado. Era raiva e saudade se misturando, dentes batendo, respirações descompassadas. respondeu na mesma intensidade, uma das mãos prendendo minha cintura com tanta força que parecia querer me fundir ao corpo dele, enquanto a outra subiu até minha nuca, obrigando-me a não escapar.
Era briga.
Era rendição.
Era tudo aquilo que a gente nunca soube terminar direito.
O gosto dele me invadiu como se eu tivesse esperado por aquilo a vida inteira, e talvez tivesse mesmo. Cada movimento da boca dele era um acerto de contas e, ao mesmo tempo, um pedido de desculpas silencioso. Eu sentia o calor familiar, perigoso, do toque dele — aquele lugar onde sempre fui fraca, onde sempre soube que iria ceder.
Quando se afastou por um instante, o peito arfava contra o meu, os lábios vermelhos e úmidos. Os olhos dele estavam carregados de raiva e de ternura, um paradoxo que sempre foi só dele.
— Você… continua me deixando sem chão.
— E você continua sabendo exatamente o que fazer. — respondi ofegante, antes de puxá-lo de volta, nossas bocas se chocando como se o tempo não tivesse passado.
Entre um beijo e outro, as palavras escapavam em sussurros, tão frágeis que mal pareciam reais.
— Pensei que tivesse superado isso…
— Então por que não consegue parar de me beijar?
Um sorriso breve surgiu no canto da boca dele antes de me devorar de novo, mais fundo, mais urgente. As mãos de deslizaram pelo meu corpo com a pressa de quem queria mapear cada curva esquecida, cada detalhe perdido na memória.
As farpas viraram provocações, as provocações, lembranças. E cada beijo era uma confissão muda: ainda é você.
Já não dava para disfarçar. Os beijos se tornaram impossíveis de esconder, os corpos colados demais no balcão, ignorando o bar lotado ao redor. afastou-se apenas o suficiente para me encarar, os olhos escuros, intensos, como se naquele instante tivesse tomado uma decisão da qual não voltaria atrás.
— Aqui não dá. — murmurou contra minha boca, mas a mão na minha cintura não desgrudava. — Vem comigo.
Antes que eu pudesse responder, ele entrelaçou os dedos nos meus e me puxou pelo corredor estreito, entre mesas e risadas abafadas, até a porta do banheiro. O coração martelava, não só pelo risco, mas pela certeza de que eu não queria dizer não.
Assim que a porta se fechou atrás de nós, me encostou contra a parede fria, os lábios colando-se aos meus outra vez. O som abafado da música do bar do lado de fora contrastava com o silêncio urgente do espaço apertado.
— Você tem ideia de quanto tempo eu esperei por isso? — ele sussurrou contra meu pescoço, enquanto deslizava a boca pela minha pele.
— E quem disse que eu não esperei também? — respondi, arfando, minhas mãos já puxando a barra da camisa dele.
Ele riu baixo, os lábios encontrando os meus de novo, famintos, enquanto me erguia pela cintura como se quisesse me prender ali para sempre.
A parede era fria, mas o calor do corpo dele queimava cada centímetro do meu. E, naquele instante, nada além de nós dois importava.
O beijo dele já não era suficiente. A urgência transbordava em cada toque, em cada gemido abafado entre nossas bocas. deslizou as mãos pela lateral do meu corpo, segurando firme minha cintura antes de subir o tecido do meu vestido até a altura dos quadris.
O ar frio do banheiro contrastou com o calor da pele exposta, e eu arfei quando senti os dedos dele roçarem a barra da minha calcinha.
— Droga, … — ele murmurou, a voz grave, carregada de desejo contido. — Esperei tanto por isso que não tenho paciência pra nada.
Antes que eu pudesse responder, o som do tecido rasgado encheu o espaço. A calcinha não resistiu à força com que ele puxou, caindo em pedaços no chão de azulejo.
! — protestei em meio a um riso nervoso, mas minha voz se perdeu quando ele pressionou o corpo contra o meu, já abrindo a própria bermuda e empurrando a cueca para baixo num movimento rápido.
Ele me virou de costas, o peito dele quente e colado às minhas costas, uma das mãos apertando minha cintura, a outra guiando o pau dele até a entrada da minha boceta.
— Me deixa te foder… — pediu baixo, a boca encostada na minha orelha, a respiração dele queimando minha pele. — Me deixa meter bem fundo na sua bocetinha.
Um gemido escapou de mim antes mesmo da resposta. O corpo inteiro tremia de expectativa, as pernas instáveis. Inclinei o quadril, oferecendo-lhe passagem, e no instante seguinte senti o encaixe lento, pesado do seu pau invadindo-me centímetro por centímetro.
— Ah… … — meu nome na boca dele era quase um suspiro de alívio, um reencontro que doía e ao mesmo tempo incendiava.
Ele começou a se mover, firme, urgente, os estalos abafados se misturando ao som distante da música do bar. Cada estocada era como um acerto de contas, um pedido mudo de desculpa, um lembrete cruel de que nada entre nós tinha acabado.
Minhas mãos deslizaram pela parede fria em busca de apoio, enquanto ele enterrava o rosto no meu pescoço, mordendo a pele sensível entre gemidos roucos.
— Você ainda é minha… sempre foi.
Eu não tive forças pra negar. O prazer me consumia rápido demais, arrancando suspiros e gemidos que eu tentava calar mordendo o lábio, sem sucesso.
No espaço estreito do banheiro, não havia mais passado nem mágoas, apenas o presente pulsando entre nós — urgente, quente, insaciável.
Os movimentos dele se tornavam cada vez mais intensos, os corpos colados, o ar carregado de calor e de um prazer que parecia tomar conta de cada canto estreito daquele banheiro. Eu gemia baixo, tentando conter os sons contra o braço apoiado na parede, mas cada estocada arrancava de mim um suspiro mais alto.
Foi então que o inevitável aconteceu: batidas fortes ecoaram na porta.
— Ei! — uma voz masculina, irritada. — Tem gente esperando aqui fora!
parou por um segundo, o peito arfando contra minhas costas. Eu ia falar alguma coisa, mas antes que a razão pudesse entrar, ele riu baixo contra meu ouvido, a voz rouca e carregada de desejo.
— Que esperem.
Ele voltou a meter seu pau dentro de mim, ainda mais profundo, arrancando de mim um gemido alto demais para ser ignorado.
— Ah, pelo amor de Deus! — outra voz gritou do lado de fora, dessa vez feminina. — Vocês vão demorar muito aí dentro?!
O riso abafado de se misturou aos meus suspiros. Ele segurou meu quadril com força, acelerando os movimentos como se cada batida na porta fosse combustível.
— Ignora, amor… — sussurrou, mordendo o lóbulo da minha orelha. — Hoje a fila vai ter que esperar.
Minhas pernas já tremiam, o corpo inteiro rendido. O som dos protestos do lado de fora se misturava aos nossos gemidos, e a vergonha desaparecia na mesma medida em que o prazer se intensificava.
Eu só conseguia pensar em uma coisa: depois de todo o tempo, depois de tudo, éramos de novo apenas nós dois — errados, imprudentes, insaciáveis.
Eu mordia o lábio com tanta força que quase senti o gosto de sangue, tentando segurar os sons que ameaçavam escapar. Mas era impossível. Cada estocada dele ecoava no espaço estreito, o choque de pele contra pele preenchendo o banheiro abafado.
… — sussurrei entrecortada, tentando controlar a respiração, mas a voz escapou mais alta do que queria.
Ele gemeu rouco contra o meu pescoço, o suor escorrendo da testa até minha nuca.
— Não se prende… eu quero ouvir você.
— Tem gente na porta… — protestei fraca, os dedos cravando na parede fria em busca de equilíbrio.
Ele riu baixo, a boca colada na minha orelha.
— Que escutem. — A investida seguinte foi ainda mais profunda, arrancando de mim um gemido que ecoou sem disfarce.
O barulho do lado de fora aumentou — batidas mais fortes, risadas, até um xingamento impaciente — mas já não fazia diferença. A única coisa real era o pau dele dentro de mim, a força com que me segurava, a urgência de cada movimento.
me prendia contra a parede, as mãos firmes na minha cintura, puxando-me de volta a cada estocada profunda, como se quisesse me marcar por dentro. O som seco do choque de pele contra pele preenchia o banheiro abafado, misturado aos nossos gemidos.
— Meu Deus… … — ele arfou contra minha orelha, a voz grave vibrando pela minha pele. — Você não faz ideia do quanto eu precisava disso.
Eu tentei morder o braço para calar o grito que subia pela garganta, mas falhei miseravelmente. Um gemido alto escapou, ecoando pelas paredes estreitas.
…! — meu corpo cedia sem resistência, tomado pelo prazer.
Ele riu baixo, quase um rosnado satisfeito, acelerando o ritmo. A brutalidade dos movimentos arrancava de mim sons cada vez mais desesperados, impossíveis de esconder.
— Isso… deixa eu ouvir. — ele sussurrou, colando-se ainda mais, o quadril batendo forte contra o meu. — Sempre amei quando você se perdia assim.
As batidas na porta ficaram mais violentas, alguém gritou que já estava passando dos limites. Mas eu já não ouvia nada além da respiração dele, do som de nossos corpos se encontrando com violência, do prazer crescendo rápido demais para ser contido.
Meus joelhos fraquejaram, e ele me segurou firme, a mão subindo pela minha barriga até alcançar meus seios sob o vestido, apertando sem delicadeza, arrancando de mim outro gemido alto, quase um grito.
— Você é minha… sempre foi… — gemeu contra minha nuca, a voz carregada de posse e desejo.
O banheiro inteiro parecia tremer com a força dos movimentos dele, cada estocada mais forte, mais funda, mais urgente. Eu já mal conseguia respirar, a testa apoiada na parede fria, enquanto os gemidos escapavam sem controle.
… — arfava, a voz trêmula. — Eu… eu tô quase…
Ele mordeu meu ombro com força, o quadril batendo ainda mais rápido contra o meu.
— Então vem comigo. — murmurou rouco, a mão deslizando pela frente do meu corpo até encontrar o ponto exato que sempre me desmontava.
Quando os dedos dele começaram a massagear em círculos firmes e precisos o meu clitóris, o choque de sensações me arrancou um grito alto, sem disfarce, abafado apenas pelo barulho das batidas impacientes do lado de fora.
— Meu amor… — arfava contra minha nuca, a respiração quente e descontrolada. — Gosta assim, não gosta?
— S-sim… — gemi, o corpo inteiro tremendo, os músculos se contraindo a cada movimento dele.
A pressão crescia rápido demais, como se todo o tempo longe estivesse explodindo de uma vez dentro de mim. O choque brutal do pau dele me preenchendo, combinado com os dedos ágeis estimulando meu clitóris, me fez perder completamente o controle.
! — gritei, a voz embargada de prazer quando o orgasmo finalmente me tomou, uma onda avassaladora que percorreu cada centímetro do meu corpo. Minhas pernas fraquejaram, e ele me segurou firme, mantendo o ritmo até que os espasmos fossem demais para suportar.
Meus gemidos ecoaram pelo espaço estreito, intensos, sem vergonha, sem como esconder. Do lado de fora, alguém bateu ainda mais forte na porta, mas eu só ouvia o som da nossa respiração e o prazer me dilacerando por dentro.
Eu ainda tremia, cada músculo pulsando em ondas de prazer, quando segurou minha cintura com mais força, enterrando-se fundo dentro de mim. O corpo dele estava tenso, cada movimento mais urgente, como se também estivesse à beira do abismo.
… — a voz dele saiu rouca, quase um gemido. — Merda… você vai me levar junto.
Senti o quadril dele bater contra o meu em estocadas rápidas, desesperadas, enquanto os dedos dele não paravam de me estimular, prolongando meus espasmos. Eu gemia alto, sem conseguir conter, o corpo entregue, e isso parecia enlouquecê-lo ainda mais.
— Continua… — implorei, arqueando as costas, já sem pensar em nada além da sensação dele me preenchendo.
gemeu contra meu pescoço, os dentes roçando na minha pele, e então perdeu o controle de vez. O corpo dele se contraiu junto ao meu, o ritmo ficando irregular até que ele enterrou-se fundo, gemendo forte contra minha orelha.
! — o grito abafado vibrou no meu ouvido, cheio de urgência e prazer, enquanto ele se desfazia dentro de mim.
Nossos corpos estremeceram juntos, suados, colados, o banheiro inteiro testemunhando o impacto brutal da nossa rendição. Eu sentia cada pulsar dele me preenchendo, cada respiração falha misturada à minha.
Lá fora, ainda batiam na porta, vozes impacientes reclamavam, mas nada disso importava. Ali dentro, só existíamos nós dois: arfando, suados, saciados, como se todo o tempo perdido tivesse explodido em minutos de loucura.
apoiou a testa na minha nuca, rindo baixo, ainda ofegante.
— Eu devia me sentir culpado… mas, meu amor, juro que não consigo.
Sorri fraca, as pernas bambas, sabendo que, depois daquilo, não existia mais volta.
A respiração ainda era irregular quando se afastou, apoiando a testa na parede por um instante antes de ajeitar a bermuda. Eu deslizei o vestido para baixo às pressas, tentando recobrar alguma dignidade. O corpo ainda pulsava em ondas, quente demais, mas já sabia que não dava pra sair daquele banheiro do jeito que estava.
Olhei para o chão e suspirei.
— Minha calcinha... — murmurei, encarando o pedaço de tecido rasgado.
se abaixou, pegou o resto do tecido e enfiou no bolso com um sorriso malicioso.
— Vou guardar de lembrança.
Revirei os olhos, sem conseguir disfarçar o riso. Peguei algumas folhas de papel do dispensador ao lado da pia e me limpei com cuidado, tentando apagar ao menos parte da evidência. fez o mesmo, lavou as mãos, passou água no rosto e ainda ajeitou o cabelo, como se estivéssemos nos preparando para sair em um tapete vermelho.
— Acha que ninguém vai notar? — perguntei, mordendo o lábio.
Ele se virou para mim, os olhos brilhando com aquele humor debochado que sempre me desmontava.
— Claro que vão notar. Mas quem se importa?
O som das batidas na porta recomeçou, mais fortes, acompanhadas de vozes impacientes:
— Vocês já terminaram?!
— Vamos, tem fila!
estendeu a mão, como se me convidasse para dançar.
— Pronta, amor?
Suspirei fundo, aceitei a mão dele e abri a porta. Do lado de fora, uma pequena multidão nos encarava com indignação: gente bufando, braços cruzados, até alguém batendo palmas em deboche.
— O banheiro não é motel! — um sujeito gritou, arrancando risadas nervosas do resto.
, com o braço firme na minha cintura, respondeu sem perder o sorriso.
— Quem disse que não?
O corredor explodiu em mais risadas, alguns xingamentos e olhares de reprovação. Eu escondi o rosto no ombro dele, sem graça até a raiz do cabelo, mas não consegui conter o sorriso.
E, pelo brilho satisfeito nos olhos de , ele tinha conseguido exatamente o que queria
A noite ainda vibrava quando saímos do corredor sufocado, atravessando o bar sob olhares curiosos e cochichos mal disfarçados. Eu andava de cabeça baixa, mas parecia desfilar, o braço firme na minha cintura e aquele sorriso convencido estampado no rosto.
Quando finalmente cruzamos a porta e o ar fresco da rua nos atingiu, respirei fundo, sentindo o coração enfim desacelerar. Parei na calçada, ajeitei o vestido amassado e soltei um riso nervoso.
— Eu devia estar morrendo de vergonha.
se encostou no muro ao lado, os olhos fixos em mim.
— Devia, mas não está. — disse, divertido. — Porque no fundo sabe que não foi só isso.
Levantei o olhar para ele, séria por um instante. A intensidade do beijo, da entrega, da saudade ainda latejava no meu corpo. E, pela primeira vez em muito tempo, não tentei fugir do que sentia.
— Eu voltei, . — confessei, a voz baixa, mas firme. — E não é só por acaso.
Ele deu dois passos na minha direção, os dedos roçando levemente no meu braço. O sorriso dele suavizou, perdendo a malícia e revelando algo mais fundo.
— Então fica. Dessa vez, sem desaparecer.
Um silêncio breve nos envolveu, até que soltei uma risada curta, sem conseguir evitar.
— Se eu disser que quero tentar de novo… você vai acreditar?
inclinou a cabeça, os olhos brilhando com um misto de ironia e esperança.
— Eu não preciso acreditar, . — Ele aproximou o rosto, sussurrando contra meus lábios. — Eu só preciso sentir.
E quando nos beijamos ali, sob o neon da fachada do bar e os ecos distantes da música, soube que não importava o passado. Porque, apesar de tudo, nós dois ainda tínhamos futuro.




FIM.


Nota da autora: E foi assim que e transformaram o banheiro do bar em suíte improvisada 👀🚪🔥 Se a fila do lado de fora tava xingando? Tava. Se eles ligaram? Zero. 😂
Eu precisava trazer esse ex com pendências pro especial do sexo porque nada melhor do que DR + tesão acumulado + calcinha rasgada pra reacender chama antiga. E, claro, terminar com guardando a peça como troféu… porque homem debochado é o meu mal.

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