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Revisada por: Júpiter

Última Atualização: 06/09/2025

A casa de D'Arienzo de Luca exalava luxo e mistério, cercada entre móveis nobres e antigos, decorado com plantas e em uma quietude que apenas um lar poderia oferecer. Visitar aquela residência era um convite reservado para poucos, e , por sua vez, sabia exatamente o quanto aquele jantar poderia mudar tudo em sua carreira. Ao atravessar a porta da mansão, o som abafado de risos e copos tilintando fez seu coração disparar; não era só o nervosismo pela nova proposta de trabalho, mas porque, no meio daquela festa, seus olhos encontraram uma figura que não esperava encontrar ali.
Pedro Pascal estava lá, impecável em um terno azul escuro, conversando com o diretor como se o tempo não tivesse passado. Ele sempre era aquele homem cativante e magnético, que hipnotizava as pessoas. Por isso, não era de se estranhar o convite para trabalharem juntos novamente. O curioso era a ironia do destino. Após longos meses tentando tirar aquelas lembranças da cabeça, o reencontrara no último lugar que esperava vê-lo.
Desde sua última aparição em Reflexos, estava cada vez mais em evidência. Obviamente tivera a oportunidade de sair com alguns homens, principalmente atores, muito cordiais e encantadores. Mas Pedro… Pedro era proibido. Havia um sabor pelo pecado ao desejar Pascal, algo que não conseguia descrever em palavras. Talvez fosse pelos vinte e cinco anos de diferença de idade, talvez fosse a aura sedutora que o chileno emanava; talvez fossem os pequenos toques em meio à atuação, ou o jeito que ele olhava para seus lábios.
Exatamente como ele fazia agora.
Quando seus olhos cruzaram os dela, um silêncio quase ensurdecedor tomou conta do ambiente. respirou fundo, atraindo a atenção do olhar do mais velho para seu colo, mordendo levemente o lábio inferior. Pedro observou os lábios vermelhos como se estivesse hipnotizado por ela. Mesmo que estivessem longe, ambos suspiraram pesadamente com o contato visual; sentiu o peso daquele olhar, um misto de reconhecimento, desejo e uma tensão que ela não conseguia — e nem queria — esconder.
De Luca a avistou e foi cumprimentá-la. A menina não escondeu o sorriso ao vê-lo após tanto tempo, imensamente feliz por estar ali. Ambos caminharam até Pedro, enquanto conversavam sobre algumas cordialidades.
. É um prazer te rever.
sorriu, ficando levemente corada. Pedro segurou em sua cintura e a cumprimentou com um beijo na bochecha, fazendo seus pelos se arrepiarem.
— É um prazer rever vocês dois juntos! Esperem até conversarmos sobre o projeto…
O jantar seria sobre um novo projeto, mas a verdadeira conversa, eles sabiam, aconteceria muito depois da última taça de vinho.
A casa do diretor era absurdamente grande, cheia de detalhes vintage, e claro, tinha uma sala de jogos particular. Quando a maioria dos convidados subiu para o terraço, e Pedro ficaram para trás, levados pelo impulso de estarem próximos novamente.
— Você ainda joga? — ele perguntou, girando o taco de sinuca entre os dedos.
sorriu docemente.
— Só quando quero ganhar — ela respondeu com um sorriso enviesado, provocante.
— Então ótimo, a gente joga uma partida. Quem perder... — Pedro a olhou por cima do taco, com aquele meio sorriso sacana de sempre — paga uma aposta.
— Você ainda acredita em apostas?
Pedro e se encararam ainda mais profundamente. Pascal tinha sempre aquela aura sensual, mas, naquele dia em particular, estava mais forte do que o comum. A mais nova sentiu as pernas tremerem com sua resposta:
Só quando elas valem a pena.
Ela riu, pegando o taco com firmeza e indo até a mesa. O vestido que usava era de seda preta, longo até o meio das coxas com uma fenda lateral, sem alça nas costas. Uma escolha fatal, mas que até aquele momento parecia apenas elegante.
Pedro preparava as bolas na mesa ampla, observando-a de soslaio. Quando se curvou para alinhar o primeiro lance, ele se aproximou por trás, quase instintivamente, a fim de corrigir sua postura com as mãos.
— Aqui... você precisa alinhar melhor o quadril. — A voz dele saiu baixa, quase em um sussurro quente e rouco no ouvido dela.
Ele deslizou uma mão pela cintura dela, guiando, mas naquele toque, em meio à fenda em sua perna, ele percebera algo. O tecido leve do vestido se moveu sob os dedos dele e foi aí que Pedro congelou por meio segundo.
Havia pele. Apenas a pele macia de .
Ele afastou os dedos rápido, como se tivesse encostado em brasa. permaneceu imóvel, com os olhos fixos na bola branca da sinuca, percebendo o desconforto crescente do mais velho ao perceber que não havia nenhuma calcinha por debaixo daquele tecido nada inocente.
— Tá tudo bem aí atrás? — ela perguntou, a voz propositalmente inocente.
O silêncio seguinte era feito de mil frases que não foram ditas. Mas o corpo dele se moveu primeiro. Pedro a puxou pela cintura, encostando-a na beirada da mesa de sinuca.
— Isso é a tua forma de jogar sujo, ? — ele murmurou contra a pele dela, já sem qualquer barreira de autoproteção ou autopreservação.
O jogo seguiu de forma sensual. Haviam apenas os dois ali, em meio à risadas embriagadas, algumas tacadas e acertos da parte de ambos. Mas, infelizmente para a mais nova, Pedro havia ganhado — e estava cantando vitória.
Já era tarde quando outros haviam se juntado a eles naquele jogo tão agradável. A noite de reencontros que se seguiu mal tivera tempo de apresentar o projeto por completo. Haviam taças vazias, o grupo disperso pelo terraço, alguns rindo alto, outros presos em conversas profundas e vinho caro.
olhou as horas no celular e se esticou com um suspiro discreto, teatral na medida certa para chamar a atenção de quem tanto desejava.
— Acho que vou indo — anunciou, pegando a bolsinha de mão e vestindo o sobretudo leve sobre o vestido.
Alguns acenaram com preguiça, ao passo que de Luca se despediu com carinho, remarcando outro encontro para discutirem alguns tópicos. Pedro, no entanto, não disse nada. Só observava. Apenas quando ela se despediu do anfitrião e se dirigiu à saída, já caminhando em direção ao elevador, ele se levantou devagar.
Eu te levo — Pascal disse, casual, como se não estivesse quase sem ar desde a sala de sinuca.
— Não precisa… — ela respondeu em um tom levemente irônico, quase que convidativo.
— Bom, está tarde. E você tá de salto. Deixa que eu te deixo no hotel.
Ela hesitou por apenas um segundo, tomada por um sorriso largo e perigoso, com toda a presunção que cabia dentro daquela mulher.
— Se não for te atrapalhar…
O elevador foi silencioso, com um espelho imenso refletindo os dois como se fosse uma moldura do que estava por vir. mexia no brinco, Pedro mantinha as mãos nos bolsos, com a respiração levemente ofegante. Aquela construção de tensão não era algo recente; era acumulada, de muito tempo trabalhando juntos.
Quando o carro chegou pela garagem privativa pelo simpático manobrista, Pedro abriu a porta do passageiro para , como um cavalheiro clássico que era. Mas o olhar carregava caos contido, nublado de perversões, ao passo que a mais nova se fazia de desentendida.
No caminho até o hotel em que ela gentilmente lhe passou o endereço, não havia nenhuma música no rádio. Apenas o barulho da cidade noturna entrando pelas janelas fechadas, ao passo que o carro de luxo acelerava. Entre eles, o silêncio com mais tensão do que alguém podia aguentar.
— Então… você ainda tá pensando no projeto do Luca? — ele perguntou, sem tirar os olhos da estrada.
A pergunta foi evasiva, mas Pedro queria puxar assunto de alguma forma. Pois, se aquele perfume intenso continuasse invadindo suas narinas, ele enlouqueceria ali mesmo.
— Um pouco. Mas não sei se seria inteligente aceitar outro filme contigo tão cedo.
Ele soltou uma risada baixa, quase amarga, curioso pelo tom do comentário:
— Por quê?
— Porque eu não sou tão boa atriz assim. Não sei fingir duas vezes.
O carro parou no semáforo vermelho devagar. Pedro virou o rosto devagar, olhando para ela com um desejo tão ardente e palpável que poderia ser tocado.
— Quem disse que você precisa fingir?
O semáforo ficou verde, mas Pedro demorou um segundo para tirar o pé do freio, pois estava olhando fixamente para . Ela, por sua vez, desviou o olhar primeiro, sentindo pequenas explosões internas no seu baixo ventre.
— O hotel é logo ali — ela murmurou, apontando gentilmente, com a voz falhando um pouco no final da frase.
O carro esportivo voltou a andar em silêncio, ao passo que Pedro o guiava pela entrada subterrânea. Simultaneamente, de forma lenta, quase que ensaiada, a mão direita dele deixou o volante e escorregou até a coxa dela.
Sem pressa, devagar e intencional.
O toque foi leve no começo, com apenas as pontas dos dedos descansando sobre a pele exposta entre a barra do vestido e o sobretudo que ela vestira. sequer respirou, contendo um gemido baixo entre os lábios carnudos.
— Pedro... — ela sussurrou, com a voz oscilando entre um aviso ou um pedido.
Talvez um misto dos dois.
— Você devia ter colocado algo por baixo desse vestido, .
Ele estacionou em uma das vagas naquele estacionamento enorme e vazio, quase que sombrio. Colocou ambas as mãos sobre o volante, apertando o tecido de couro em forma de se controlar. Ou pelo menos tentar.
— Se você me convidar pra subir, eu juro que só deixo você dormir — ele provocou, um sorriso safado no canto da boca.
Mentiroso — ela enfatizou.
Pedro subiu a mão para a pequena barra de seu vestido antes de proferir:
— Só se você pedir.
Ela mordeu o lábio inferior e riu, um pouco nervosa, um pouco rendida. No entanto, ela finalmente desceu do carro, rebolando mais que o normal para se dirigir à entrada do hotel. Pedro, por sua vez, desligou o motor. Sem nada a dizer, apenas desceu do carro, suspirando fundo.
Ambos entraram no saguão do hotel como dois profissionais que se conheciam há anos, impessoais e distantes. Mas o afiado recepcionista percebeu o jeito como ele caminhava dois passos atrás dela, com os olhos grudados em seu andar como se estivesse hipnotizado. E, de fato, ele estava.
Por sorte, não demorou muito para que fossem liberados. Ao adentrar o elevador, ela apertou o número do andar, deixando que as portas se fechassem, presenteando-os novamente com o silêncio.
Pedro ficou olhando o painel digital subir de andar em andar, como se cada segundo a mais ali fosse uma espécie de tortura deliciosa que antecedesse o momento que tanto aguardavam. Mas não aguentava mais se conter. Então ele se aproximou, devagar, como se o corpo dele fosse atraído pelo dela em um magnetismo inevitável, abraçando-a por trás.
A mão espalmou-se com gentileza na cintura, ao passo que seus lábios foram colados na curva do pescoço, sentindo de perto aquele aroma delicioso.
Ela prendeu o ar, sentindo seu perfume inebriante — uma mistura entre madeira quente, cigarro discreto e algo exclusivamente dele — invadiu cada centímetro do corpo dela, arrepiando-a dos pés à cabeça.
— Isso é loucura — ela murmurou, com os olhos meio fechados, deixando que a cabeça tombasse levemente para o lado, dando mais espaço para o toque sensual.
— Então me impeça.
Ela virou o rosto, de leve, como se quisesse gravar cada pedaço daquele momento em sua memória.
— Não quero impedir, Pedro. Não mais.
O elevador finalmente chegou ao andar de . As portas se abriram lentamente, mas nenhum dos dois se moveu de imediato, ainda inebriados com o toque que avançara. No entanto, quando ela finalmente saíra do pequeno cubículo, Pedro a seguiu, praticamente colado atrás de si. Aquela noite ainda nem tinha começado direito, mas os dois já sabiam bem como ia acabar.
Assim que entrou no quarto, fechou a porta com o pé, ainda de costas para ele. Pedro, entretanto, não dissera nada. Apenas encostou-se à parede ao lado da porta, observando o show.
Ela tirou os saltos, um de cada vez. O som deles tocando o chão do carpete foi quase erótico. Depois, sem pressa, soltou os cabelos que prendera no carro, que caíram como uma cortina escura e macia sobre as costas nuas. Pedro engoliu em seco. A garganta dele parecia desértica desde o elevador.
andou devagar até o frigobar, com seus quadris balançando com a naturalidade de quem conhece o efeito do próprio corpo — e o que ele causa nos outros. Abaixou-se devagar, o suficiente para mostrar mais do que deveria, pegando uma garrafa de vinho. Sem olhar pra ele, perguntou:
— Você quer um pouco?
— Só se for da sua taça. E da sua boca.
Ela riu em um som curto, rouco, quase preguiçoso.
— Claro que quer.
Ela serviu o vinho em um copo comum, já que não havia taças, e bebeu primeiro, sem pressa.
se sentou na poltrona perto da janela. Puxou as pernas para cima, cruzando-as com elegância descomplicada, com o copo de vinho desajeitado entre os dedos.
Pedro ainda estava em pé. O olhar dele percorria o quarto como se buscasse distração, mas sempre voltava para ela, completamente duro e excitado por aquela mulher mais nova, gostosa e sensual.
— Você sempre foi assim? — ele perguntou, finalmente, com um meio sorriso nos lábios. — Perigosa desse jeito?
Ela arqueou uma sobrancelha, curiosa e disposta a entrar em seu jogo.
— E você sempre foi tão previsível?
— Previsível?
— Desde o set. — Ela bebericou mais um pouco. — Você olhava pra mim como se soubesse exatamente o que queria... mas nunca fez nada. Por quê?
— Eu era seu colega de cena. Eu não queria estragar a... dinâmica.
Ela riu com escárnio, levemente desapontada.
— Engraçado, porque eu achava que era justamente a nossa dinâmica que todo mundo comentava depois.
Ele sorriu. Pedro se aproximou devagar, parando em pé na frente dela.
— Você sabia o que estava fazendo. Sempre soube, .
— Sabia. E você fingia muito bem que não sentia nada. Somos ótimos atores, afinal.
Pedro inclinou a cabeça, com os olhos mergulhados nos dela, dispostos a penetrá-la.
— Eu não fingia. Eu só esperava o momento certo.
deu outro gole no vinho. Estava particularmente gostando daquele jogo.
E agora é o momento certo?
Houve um breve silêncio, como o tipo de silêncio que grita. Ele pegou o copo da mão dela e bebeu o resto do vinho, sem desviar o olhar, devorando-a com um simples gesto. sentiu a pele arrepiar.
Pedro finalmente a tocou, encostando os dedos na coxa dela, devagar. Primeiro com a ponta dos dedos, depois com a palma inteira, subindo em um carinho lento, morno, que parecia pedir permissão mesmo sem precisar.
A pele dela reagiu antes mesmo da mente. Arrepios dançaram por onde ele tocava, ao passo que o vestido curto e solto deixava pouca coisa para imaginação e muita pele livre para Pascal poder explorar da forma que quisesse.
— Você tá tremendo — ele sussurrou, convencido.
não respondeu. Pedro subiu a mão até a lateral da cintura dela, o toque deslizando pela curva com cuidado, como se quisesse guardar a sensação para sempre. Ela se remexeu um pouco na poltrona, abrindo espaço. Não disse nada, apenas deixou.
Ele passou a outra mão por trás do joelho dela e, com um gesto lento, puxou a perna dela para o colo dele. se ajeitou com elegância, conforme seus cabelos escorriam pelas costas nuas. Pedro observou tudo pelo espelho do outro lado do quarto, passeando as mãos dele quentes pela pele exposta.
Pedro beijou seu pescoço, faminto, se desfazendo do tecido de cetim com um rasgo. gemeu em protesto, mas aquele era o menor dos problemas. Estava com o homem que tanto desejou à sua disposição na cama.
— Eu quero que você me descubra devagar, Pascal — ela sussurrou. — Como se tivesse todo o tempo do mundo.
— Eu não tenho todo o tempo do mundo, . — Foi a vez do homem se desfazer das peças. — Eu preciso de você, agora.
Seu vestido caiu, suave, sem resistência, levemente rasgado pelos movimentos bruscos dele. Como se tivesse sido projetado exclusivamente para aquele toque, aquele momento tão inebriante.
Pedro ficou em silêncio por alguns segundos, observando-a nua. Os seios fartos e arredondados, a cintura fina, os quadris largos e cabelos longos. Ela parecia ser perfeitamente esculpida pelos deuses, tão sexy quando ele já imaginara em seus pensamentos pecaminosos.
Suas mãos subiram, tocando os seios com reverência, como se estivessem tocando um segredo. A respiração dela acelerou, mas ela não fechou os olhos. Queria vê-lo descobrir, sentir e perder o controle ao desejá-la ardentemente.
Mas ele não estava mais calmo. Praticamente devorando-a com os olhos, com as mãos, com a respiração, Pedro se livrou de todas as suas peças de roupa. Seu pau pulou em um sobressalto, deixando-a boquiaberta — e com ainda mais desejo. Era ainda mais delicioso do que ela havia fantasiado.
O quarto possuía um enorme espelho encostado ao lado do armário, com a moldura dourada e meio vintage que refletia o único abajur aceso, além das luzes da lua. De forma safada, Pedro ergueu o olhar até o artefato, depois voltou para os olhos dela e sorriu de leve, como se tivesse acabado de ter a ideia mais perigosa da noite.
— Vem cá.
Ele a guiou até o local, devagar. Descalça, caminhou devagar até parar diante do espelho. Os dois se viram refletidos: ela, com a respiração ofegante sob a superfície límpida; ele, atrás, completamente nu e pronto para ela.
Pedro encostou o peito nas costas de e, pela primeira vez, viu a cena de fora; observou o modo como ela se encaixava nele, a mão dele deslizando outra vez pela lateral do seio, descendo pela curva da cintura, tudo acontecendo em câmera lenta sob seus próprios olhos.
— Olha o que você faz comigo — ele murmurou, a boca roçando o lóbulo da orelha dela, enquanto a mão livre apalpava seu seio.
No espelho, ela viu a expressão dele: pura fome contida. Viu também seu próprio corpo inclinar a cabeça, oferecer mais pescoço, morder o lábio inferior. Ele passava seu corpo lentamente sobre o dela, deixando-a cada vez mais molhada e faminta para tê-lo.
Ele desceu beijos lentos pela linha da espinha exposta, cada toque marcado em sua pele como se fosse um quadro vivo. , sem conseguir mais se conter, apoiou a mão no vidro límpido. A superfície fria contrastou com o calor que subia do ventre e o desejo que fazia suas pernas tremerem.
— Não feche os olhos — pediu, com a mão caminhando pela parte interna da coxa outra vez, perigosamente perto do lugar onde ela já queimava. Ele finalmente tocou sua vulva e ela soltou um gemido. — Quero que você veja eu te comer, .
Ela obedeceu e abriu os olhos. Viu os ombros dele largos, viu as próprias costas arquearem quando a mão dele finalmente a tocou ali, circulando seu pequeno clitóris, fazendo sua bunda empinar. A respiração virou pequenas nuvens contra o vidro invisível, denunciando o calor de seu corpo. deixou o corpo cair de leve contra ele, fechando um pouco as pernas, quase implorando. Mas ele manteve o ritmo lento, tão firme quanto gentil.
Dios mío… — ele murmurou, com um tom rouco, quase zangado de desejo. — Não vou aguentar.
gemeu em protesto, desejando mais do que apenas toques de leve em seu corpo necessitado.
— Pedro, chega de me torturar. Me fode.
Aquilo quebrou qualquer freio que ele ainda tivesse. Pedro segurou-a pela cintura, deixando que ela encarasse ambos os corpos pelo reflexo do espelho, com os olhos ardendo em chamas. Em um movimento certeiro, e empinando a bunda da mais nova, ele finalmente a penetrou com facilidade, pois ela estava muito molhada.
— Caralho,
Pedro segurou em seu pescoço de forma nada gentil, e enforcando-a de frente ao espelho. Ver-se ali, completamente à mercê daquele homem, estava deixando-a completamente maluca.
Conjuntamente aos movimentos de seus quadris e gemidos nada discretos de , Pedro brincava com seu clitóris em movimentos circulares, completamente louco e excitado por ela. Não sabia nem se aguentaria se segurar após tanto acúmulo de tensão com ela.
Nada existia fora dali, apenas o som dos corpos, das respirações entrelaçadas e dos nomes sussurrados como orações sujas. Havia desejo, vontade e anseio. E o espelho em frente registrava tudo, como um amante voyeur e safado.
— Puta que pariu, Pedro…
Ele trocou de posição. Levou-a para a poltrona, fazendo com que se sentasse sobre ele, de costas, dando total acesso para suas mãos tocá-la. Com a mão esquerda, alternou entre apalpar o seio e passear por seu pescoço, ao passo que a direita estava empenhada em lhe fazer chegar ao ápice.
— Se entregue para mim, meu amor — ele sussurrou em seu ouvido, ao passo que seus quadris estavam em um ritmo perfeito com a mão direita lhe tocando. — Deixa eu sentir você gozar…
Aquilo foi demais para . Seu corpo explodiu em uma tensão acumulada, acompanhada por um gemido rouco e alto. Foda-se se houvesse vizinhos ou alguém estivesse ouvindo aquilo. Nada mais importava no mundo enquanto ela estava ali, entregue, apenas para ele.
E, no fundo, ela sabia que não seria a última vez.



FIM.


Nota da autora: Sem nota.

Nota da beth: Depois dessa química de milhões, o mínimo é termos uma outra história com mais detalhes desse casal!!!! ❤

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