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Revisada por: Lightyear 💫

Última Atualização: 14/06/2025

A notícia correu o mundo como um raio em céu limpo: o BTS estava oficialmente de volta. Após cumprirem seus deveres no exército, os sete integrantes retornaram para uma nova fase da carreira, agora ainda mais maduros e determinados. E a HYBE, como parte das comemorações, preparou uma surpresa inédita: um concurso mundial para grupos covers do BTS, onde os vencedores teriam a chance de se apresentar ao vivo em um evento global, na presença do próprio BTS.
O anúncio deixou o fandom inteiro em êxtase. Em um cantinho do Brasil, sete amigas — Isabelly, Pâmela, Lilian, Camila, Sthefanie, Renata e — acompanharam o vídeo da HYBE com os olhos brilhando e o coração acelerado.

— Gente... e se a gente se inscrevesse? — sugeriu Sthefanie, com um sorriso tímido, como quem sabia que a ideia parecia maluca.
— Imagina só? Nós sete no palco da HYBE? — disse Pâmela rindo, já dançando uma parte de "Mic Drop" pela sala.
— A gente cria nossas próprias coreografias, isso pode ser... diferente, talvez? — comentou Camila, a mente criativa por trás das combinações de passos do grupo.
— Diferente ou esquisito? — provocou Lilian, arqueando a sobrancelha. — Mas olha, não custa tentar.

Mesmo sem esperanças reais de serem escolhidas, as sete se uniram com o coração cheio de sonhos e gravaram um vídeo de inscrição com sua coreografia original para "ON" . Cada uma representando seu bias no grupo: Isabelly com a força e liderança de Namjoon; Camila, serena e detalhista como Jin; Lilian, precisa e poderosa como Yoongi; Renata, cheia de energia e carisma como J-Hope; Sthefanie, doce e intensa como Jimin; Pâmela, enigmática e expressiva como Taehyung; e , com uma presença de palco que refletia Jungkook em cada passo.
Elas não esperavam nada além da diversão de tentar. Mas o que acontecia na Coreia mudaria tudo.

Na sede da HYBE, uma sala de projeção ampla estava ocupada por algumas das mentes mais criativas da indústria. Coreógrafos lendários, produtores musicais e diretores artísticos estavam reunidos em frente a uma grande tela, cercados por cafés, pranchetas e laptops. O BTS não estava presente — ainda —, mas cada decisão ali seria feita pensando neles.

— Estamos com mais de 15 mil vídeos — suspirou Son Sung Deuk, coreógrafo principal do grupo. — E precisamos de apenas um grupo. Só um.
— Eles têm que ser bons. Muito bons. Mas também... especiais — acrescentou um dos produtores. — Algo que diga: "isso é BTS", mas de um jeito só deles.

Os vídeos começaram a rolar.
Alguns grupos tinham sincronia perfeita, outros imitavam o estilo original com precisão. Mas, com o tempo, a equipe começou a bocejar, anotando poucas observações. Era tudo muito... igual.

— Próximo — disse alguém, quase automático.

A tela escureceu e então surgiu o nome: "Sete Estrelas BR".
O vídeo começou com uma introdução simples: as meninas sorrindo, se apresentando com o sotaque brasileiro e dizendo que criaram sua própria coreografia para “ON”.

— Coreografia original? — murmurou um dos coreógrafos, curioso.

Quando a música começou, a atmosfera da sala mudou. Aquela energia... não era apenas dança. Era expressão, paixão. A sincronia era crua, mas envolvente. Cada uma das sete parecia brilhar com uma identidade forte, mas ainda assim juntas, como um só corpo.
Isabelly abria a formação com intensidade no olhar, os movimentos grandes e firmes, dominando o espaço como um verdadeiro líder.
Camila, fluida e delicada, dava vida aos vocais com gestos que pareciam pintura em movimento.
Lilian mantinha os passos afiados, com uma força silenciosa que lembrava Yoongi nos momentos mais explosivos.
Renata irradiava uma alegria contagiante. Ela não dançava. Ela celebrava.
Sthefanie tinha algo etéreo, como se dançasse com o coração exposto. Pura emoção.
Pâmela era teatral, com expressões tão intensas que pareciam contar uma história própria, mesmo sem dizer uma palavra.
E então vinha . Ela encerrava a formação com uma presença tão forte, tão segura, que o silêncio na sala era quase reverente.
Quando o vídeo terminou, ninguém falou por alguns segundos.

— Eu senti... como se fosse a primeira vez vendo essa música — disse Sung Deuk, ainda olhando fixo para a tela.
— Elas não copiaram. Elas viveram. Cada uma trouxe algo novo sem apagar o BTS — completou o produtor. — Isso é mais do que cover. Isso é interpretação.
— Quero elas — declarou Sung Deuk. — Mandem o convite. Agora.
E com um clique, o e-mail foi enviado para o Brasil.

O sol brilhava forte em alguma parte do Brasil, mas nenhuma das sete amigas sabia o que estava prestes a acontecer. Era só mais um dia comum… até deixarem o celular desbloqueado.
Isabelly estava no escritório, finalizando um relatório, quando seu celular vibrou discretamente ao lado do teclado. Nem olhou no início, achando que era só mais uma notificação qualquer. Mas algo chamou sua atenção: “HYBE Labels - Parabéns!”
Ela piscou, leu de novo, e seus dedos começaram a tremer.

— Meu Deus... — sussurrou, tampando a boca com a mão. — Isso... isso é real?

Ela levantou da cadeira tão rápido que derrubou a garrafa de água. Seus colegas a olharam assustados, mas ela já corria para o corredor com o celular na mão, digitando freneticamente no grupo: “MENINAS, ABRAM O E-MAIL AGORA!!”
Camila, do outro lado da cidade, estava atendendo um cliente numa loja de artigos para casa.

— Sim, senhor, a almofada tem enchimento antialérgico…

A frase morreu no meio quando o celular apitou no bolso e ela viu a notificação. O sangue gelou. Ela pediu desculpas, saiu correndo para os fundos da loja e abriu o e-mail ali mesmo, atrás de umas caixas.

— Ah não… não pode ser… — murmurou, cobrindo a boca com a mão. Seus olhos se encheram de lágrimas. — A gente conseguiu…

Lilian estava em um estúdio, editando um vídeo para um cliente exigente. Seu fone caiu quando ela leu o aviso do grupo e clicou no e-mail com as mãos suadas.
Ela leu uma vez. Duas. Três.

— A Hybe… a HYBE escolheu a gente?! — gritou, quase se engasgando. Ela saiu da cadeira girando, tropeçou no fio do mouse, caiu sentada no chão… e começou a rir, meio chorando. — Eu vou ter que largar esse job agora mesmo.

Renata fazia um atendimento no salão onde trabalhava, com as mãos cheias de tinta capilar. O celular vibrou no balcão e a tela acendeu.
Ela viu o nome do remetente.

— GENTE! — gritou, com luvas e tudo, correndo até o celular. Pegou com os dedos cheios de tinta e leu em voz alta. — “VOCÊS FORAM ESCOLHIDAS PARA SE APRESENTAR NA COREIA DO SUL PELA HYBE”!
— Renata, o cabelo da cliente! — gritou a colega.
— DEIXA O CABELO, EU TÔ INDO PRA COREIA!

Sthefanie estava numa escola, coordenando uma aula de dança para crianças. Quando viu as mensagens, colocou a playlist no automático e correu até o canto da sala com o celular.
Ao ler o e-mail, ficou paralisada.

— Não pode ser... Não pode ser…

As crianças vieram correndo até ela.

— Tia Fefê, tá tudo bem?

Ela ergueu os braços e gritou:

— A TIA VAI PRA COREIAAAAAAAAA!!!

Pâmela estava no caixa do mercado, passando compras tranquilamente, quando viu o grupo explodindo de mensagens. Pegou o celular debaixo do balcão, espiou e quase soltou o leitor de código de barras no chão.

— Não… NÃO! A gente foi escolhida? MESMO?
— Moça, e minhas batatas?
— MINHA SENHORA, EU VOU DANÇAR NA FRENTE DO BT.

estava no hospital, de plantão, como técnica de enfermagem. Estava tomando um café quando a notificação apareceu. Seu coração parou. Leu o e-mail com as mãos tremendo.
Silêncio. E então…

— AAAAAAAAAAAAAAH!

O grito ecoou no refeitório. Todo mundo olhou.

— Gente, desculpa, foi só… a realização de um sonho!

Ela já estava mandando áudio no grupo:

— VOCÊS TÃO VIVAS? A GENTE VAI PRA COREIAAAAAAA!

As sete vozes se misturaram no grupo. Era grito, áudio chorado, emoji, texto em capslock. O mundo parecia ter parado.
E em meio a todo o caos e felicidade, uma frase ficou clara no e-mail da HYBE:

“Vocês foram escolhidas por trazerem a alma do BTS com a essência única de vocês. Preparem-se para mostrar ao mundo o que é dançar com o coração.”




Dois dias após o e-mail, o grupo “Sete Estrelas BR” aterrissava em Seul. Ainda era difícil acreditar. Tudo parecia um sonho embalado pelo barulho das turbinas, o frio na barriga e os celulares sempre em mãos para registrar cada momento.
Logo na manhã seguinte, foram chamadas para uma reunião oficial na HYBE com um representante da empresa. A sala era moderna, com painéis de LED nas paredes, fotos do BTS, prêmios e troféus por todos os cantos. As meninas estavam nervosas, ajeitando o cabelo, testando o pouco coreano que sabiam — ou quase nada, no caso da maioria.
Todas… menos .
Quando a porta se abriu e o representante entrou, elas se levantaram em uníssono. Um homem alto, de terno preto impecável, rosto sereno e olhar sério. Coreano clássico. As meninas congelaram.

— Ele é muito coreano… — sussurrou Camila.
— É agora, Lay, é com você — disse Isabelly, empurrando a mais nova à frente como se fosse a diplomata oficial do grupo.

respirou fundo, se virou com confiança e fez uma reverência perfeita.

Annyeonghaseyo. Je ireumeun -imnida. Jeoneun Brasiil eseo wasseoyo. Urin BTS cover team imnida. Bangapseumnida! — disse com fluência impecável, um sorriso educado no rosto.
O homem a encarou por dois segundos… e então quebrou o silêncio:

Caraca, o coreano dela é melhor que o meu! — respondeu, em português.

As sete travaram. O ar saiu em um uníssono de choque.

VOCÊ É BRASILEIRO?! — gritaram juntas.

Ele riu, tirando o paletó e pendurando-o calmamente na cadeira.

— Coreano de nascimento, mas cresci em São Paulo. Nome coreano: . Nome brasileiro: Rafael. Pode chamar de Rafa, se quiserem.
— Gente… — Pâmela colocou a mão no coração. — Achei que a Lay ia fazer uma entrevista estilo K-drama agora.
— E eu jurando que ia passar vergonha! — murmurou Lilian.
— Na real, foi ótimo, Lay. Seu coreano é de cair o queixo. — disse Rafa, sorrindo genuinamente. — E vocês todas… são incríveis. Vim aqui pra conversar, ouvir a história de vocês, ver a energia ao vivo. E já digo: tô impactado.

Durante a reunião, Rafa foi fazendo perguntas, anotando observações, ouvindo cada uma falar sobre como começou no cover, quem era o bias e o porquê. As meninas se soltaram aos poucos, contando histórias, rindo, interrompendo umas às outras — um verdadeiro caos carismático.
No fim, Rafa observava com um sorriso pensativo. Quando a reunião terminou e as meninas saíram animadas para os primeiros ensaios na sala ao lado, ele ficou sozinho com o notebook aberto, fazendo uma chamada de vídeo com um dos produtores do BTS.

— Fala, Hyunsoo. Tô te mandando o relatório agora. Mas vou te dizer logo: essas meninas são ouro. O grupo inteiro tem uma energia absurda, cada uma tem uma conexão natural com o integrante que representa.
— Sério? Tipo… personagem?
— Mais do que isso. Elas vivem. A Isabelly tem a postura de líder do Namjoon, Camila é a alma gentil do Jin, Lilian tem o gênio quieto e sagaz do Yoongi, Renata parece um sol ambulante igual ao Hobi, Sthefanie é toda emoção como o Jimin, Pâmela parece saída de um MV do Taehyung…

Ele fez uma pausa e riu.

— E a Lay… cara… a Lay é um caso à parte. A mais nova, a mais arteira, bagunceira, aquela que não para um minuto… Exatamente como o Jungkook nos bastidores. Ela é tipo… o maknae do grupo, literalmente. Mas tem um brilho difícil de ignorar.
Do outro lado da tela, o produtor sorriu.

— Isso só me deixa mais ansioso pra ver a reação dos meninos quando conhecerem elas.
— Vai ser explosivo. Pode preparar os bastidores, porque o mundo vai conhecer essas sete.

A sala de ensaio da HYBE na manhã seguinte parecia mágica. Espelhos enormes refletiam cada passo, e o som vibrava no chão como se o coração pulsasse ali. Era o primeiro ensaio oficial das meninas com os coreógrafos do BTS. A expectativa no ar era quase visível.
As luzes se acenderam, os celulares foram colocados de lado e os sorrisos desapareceram, substituídos por concentração.

— Certo, meninas. Mostrem do que são feitas. — disse o coreógrafo-chefe, de braços cruzados e expressão séria.


Renata e tomaram a frente, ajeitaram os fones no ouvido e trocaram aquele olhar de “é agora”. A música começou. “Run BTS”.
O primeiro beat explodiu nos alto-falantes, e os corpos das sete brasileiras se moveram como um só. Precisos. Intensos. Com energia de show ao vivo e suor de batalha. Era como assistir ao próprio BTS… mas com um toque brasileiro.
As transições eram afiadas, o flow era leve, mas feroz. Era Run BTS, mas com um brilho novo. E isso não passou despercebido.
Atrás da divisória de vidro escurecido, sete figuras surgiram em silêncio, uma a uma, observando discretamente. Namjoon, Jin, Yoongi, Hoseok, Jimin, Taehyung e Jungkook.

— Isso é… surreal. — disse Namjoon, arregalando os olhos.
— A menina de moletom cinza ali... Ela se move igual a mim. — comentou Yoongi, impressionado.

Hoseok arregalou os olhos quando viu Renata liderando a transição com um sorriso contagiante no rosto.

— Eu me vi ali… o mesmo sorriso quando acerto uma sequência difícil.

Camila, de postura firme e carisma sereno, exalava Jin. Pâmela tinha o mesmo olhar misterioso e dramático de Taehyung, enquanto Sthefanie deixava o coração transbordar no olhar, como Jimin nos palcos.
Mas foi quando a música parou para o primeiro intervalo que os olhos de todos se voltaram para uma só figura.
.

Ela se jogou no chão como se estivesse exausta — mas claramente não estava. Começou a fazer palhaçada com uma garrafinha de água, fez careta para o espelho, jogou o cabelo para o lado dramaticamente e então… subiu em cima de uma cadeira vazia no canto da sala.
Colocou as mãos na cintura e disse, com a voz firme e exageradamente fofa:

“Annyeonghaseyo! Jeoneun Bangtan Sonyeondan hwaggeun maknae, Jeon Jungkook imnida!” — imitando perfeitamente o jeito travesso de Jungkook nos primeiros vídeos do grupo.

As meninas caíram na risada.
Do outro lado do vidro, o verdadeiro Jungkook arregalou os olhos.

— Hyung… ela tá me imitando?
— Cara… — disse Taehyung, com um sorriso no canto dos lábios. — Ela É você. — Olha a energia. Até o jeitinho de sentar no chão e fazer piada entre as músicas…

Jimin riu baixinho.

— Isso é assustador e incrível ao mesmo tempo.

Namjoon estava imóvel, os olhos fixos em Isabelly, que ajudava as outras a ajustarem detalhes da coreografia. Ela explicava pacientemente, sorria, dava bronca carinhosa — uma verdadeira líder.

— A Isabelly… tem a alma de líder. Igual você, hyung. — murmurou Jin, dando um leve empurrão no ombro de Namjoon.

A música começou de novo. Desta vez, com partes de “Mic Drop”, “Fire” e “Idol”. Cada passo, cada olhar… era como reviver a jornada do BTS em sete novos corpos, com a mesma paixão de quem dança por amor, e não por fama.
Quando o ensaio acabou, os coreógrafos aplaudiram. Coisa rara. Um deles, ainda embasbacado, virou para o grupo e disse:
— Se vocês se apresentarem assim no palco, vão parar o planeta.

E, no fundo da sala, sete ídolos sorriam em silêncio. Porque sabiam que estavam prestes a conhecer versões de si mesmos… e talvez até se apaixonar um pouco por isso.
No cronograma oficial da HYBE, estava marcado apenas: “Treinamento de integração — Sala 03”. Nada mais.

As meninas chegaram pontualmente, suadas do ensaio anterior, ainda com a adrenalina correndo nas veias e sem ideia do que esperar. A sala estava vazia, com tatames no chão e um painel de espelhos cobrindo a parede.

— Gente… será que vão jogar a gente no chão de novo? — resmungou Lilian, massageando os ombros.
— Não duvido. Se nos mandarem correr em círculo, já sabemos: é castigo por ser brasileira demais. — brincou Camila, tirando a blusa de aquecimento.

Renata, como sempre, alongava as pernas com um sorrisinho sereno. Mas quem começou o verdadeiro caos foram, é claro, as três palhaças oficiais: Sthefanie, Pâmela e .

— Ok, vamos matar o tempo. Quero ver se consigo fazer aquela dancinha do Jimin, sabe? A que ele faz no final do clipe de “Idol”, bem… sensualmente fofo. — disse Sthefanie, com uma piscadinha e já começando a imitar o gingado exagerado de quadril do Jimin.
— Peraí, deixa eu entrar no clima… — disse Pâmela, que virou de lado, colocou a mão no queixo e olhou para o nada com uma expressão distante e intensa. — Pronto. Virei o Taehyung.
— Gente, vocês são tudo doidas. — comentou Isabelly, rindo.
— E você ama. — respondeu Camila, de braços cruzados.

Enquanto isso, dava pequenos pulinhos de um lado para o outro da sala, com um sorriso aberto no rosto.

"Eu sou o maknae do Bangtan, jeon Jungkookieeee~” — cantou ela, imitando com perfeição a voz animada de Jungkook, correndo em círculos e fazendo os pulinhos característicos com os pés juntos.
— Olha ela, gente, tá igual ao episódio em que ele quase voa jogando futebol no sabão! — riu Renata.

Sthefanie agora girava e terminava a dancinha do Jimin com um sorrisinho tímido. Pâmela fazia a pose de Taehyung com o “V” nos olhos. E Lay… continuava no looping Jungkook feliz.
Foi então que a porta da sala se abriu.
Sete sombras pararam na entrada.
Sete vozes engoliram o riso.
Sete corações brasileiros quase pararam.

Era o BTS. O BTS real. De carne, osso, sorrisos contidos e olhos arregalados.
Sthefanie, que estava no meio da dancinha, paralisou com o quadril ainda torto no ar, o braço estendido. O olho arregalado como se tivesse visto um fantasma.
Pâmela virou o rosto devagar… e fez exatamente a cara de susto que o Taehyung fazia quando alguém o pegava no flagra. O rosto congelado, olhos redondos, boca entreaberta.
E … ah, .
Ela deu um pulinho a mais, olhou para a porta com um sorriso ainda no rosto, percebeu QUEM estava ali… e escorregou.

AAAAAAAH! — foi o som que saiu enquanto ela batia o pé no chão com a meia, perdia o equilíbrio e caía de costas no tatame com um “plof” idêntico ao do Jungkook escorregando no sabão no Run BTS.
— Meu Deus… — disse Jin, segurando uma risada.
— Ela caiu igualzinho a mim! — exclamou Jungkook, indo até ela correndo, rindo. — Você tá bem? — perguntou entre risos, estendendo a mão para ajudar.

olhou pra ele, corando até a alma.

— Eu tô ótima… é que… o chão escorregou…
— Claro, foi o chão, não a sua meia de algodão, né? — comentou Yoongi, já divertido.

Namjoon ria com a mão no rosto, tentando manter a postura.
Taehyung, ao ver a cara de Pâmela, simplesmente fez a mesma cara de volta, como num espelho, e disse:

— E aí, doppelgänger?

Sthefanie finalmente se endireitou, mas estava tão vermelha quanto uma pimenta coreana.

— Eu juro que… a dancinha foi uma coincidência artística.

Jimin, rindo abertamente, caminhou até ela e disse:

— Eu nunca vi alguém me imitar tão bem. Quer fazer a coreografia comigo agora?

Silêncio.
Depois gritos.
As meninas gritaram, os meninos riram e a tensão virou puro caos animado.

— A gente devia ter filmado isso. — disse Hobi, limpando lágrimas de riso.

Foi assim, entre quedas, sustos e imitações perfeitas, que os sete ídolos conheceram suas sete cópias brasileiras.
E aquele, definitivamente, foi o começo de algo muito maior.


Continua...


Nota da autora: Sem nota.

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