Revisada por Aurora Boreal 💫
Finalizada em: 12/06/2025
Nos três anos de relacionamento com uma leitora assídua, ele sabia exatamente o que aquilo significava.
Deveria estar concentrado na pesquisa que escrevia no computador, mas, em vez disso, girou a cadeira para capturar todos os detalhes da mulher, deixando a curiosidade consumi-lo por um instante.
Assim que ouviu as rodinhas passearem pelo piso laminado, tirou a atenção da cena que lia para acompanhar os movimentos do namorado, achando engraçada a maneira como ele entortou a boca, tentando se impedir de comentar algo.
— Está sem saber o que escrever, meu bem?
— Estou com uma dúvida — respondeu, jogando a cabeça para o lado e brincando com a rotação da cadeira, procurando palavras.
A mulher ergueu uma das sobrancelhas.
— E eu posso ajudar?
— Acho que pode — disse, levantando-se e indo em direção à cama.
O rapaz parou ao pé do móvel, ajoelhando-se no colchão, de frente para a namorada.
— Por que você gosta tanto de livros com caras sem camisa na frente? — Apontou para o objeto, e a mulher riu.
— Nem tenho muitos...
— Tem o suficiente.
Ela deu de ombros, entretida.
— É divertido, para equilibrar um pouco das outras leituras mais densas. É um problema?
— Não. Só acho como é curioso que sei perfeitamente o momento em que está lendo alguma cena mais quente.
— Não sabe, não. — A mulher negou com a cabeça, rindo da situação. Ela não era tão expressiva assim, ele nunca saberia se estava lendo um monólogo de Shakespeare ou uma putaria de terceira classe.
— Você está lendo uma nesse momento — constatou, e sentiu as bochechas esquentarem.
— Não tô, não!
— Então lê para mim a primeira frase da página em que está — desafiou, abrindo um sorriso malicioso.
desviou o olhar do rapaz para encarar a folha, recusando-se a ler: “esfreguei meu clitóris com os dedos porque precisava desesperadamente gozar” em voz alta.
— Sua dúvida já não foi sanada, ? — desconversou, ainda mais vermelha por ser pega no flagra.
— Na verdade... — Ele enlaçou os dedos no tornozelo da namorada e a puxou, fazendo-a deitar na cama. A mulher soltou um grito de surpresa e o observou engatinhar em sua direção. — Minha dúvida não era essa.
— E qual era? — Ergueu a sobrancelha mais uma vez.
Os dedos suaves dele passearam pela pele exposta da garota — que só usava uma camisa masculina e uma calcinha fina de renda —, subindo devagar do calcanhar, desenhando a curva do joelho até chegar à coxa. , por sua vez, deixou o livro de lado e se apoiou pelos cotovelos, assistindo-o abrir suas pernas com delicadeza e se colocar no meio delas. Aquele simples gesto fez seu corpo se arrepiar como resposta, aprovando o que quer que estivesse por vir. Queria ver até onde ele chegaria.
, por sua vez, abaixou-se, perto o suficiente da boceta da namorada, colando os lábios na parte interna da coxa direita antes de encará-la com a pupila dilatada.
— Você fica molhada enquanto lê cena hot? — questionou, perto o suficiente do tecido vermelho.
Ela tentou manter a pose de desentendida, sem quebrar o contato visual. Ter a respiração quente do namorado tão próxima à sua pele fazia o corpo da mulher estremecer por antecipação, aquecendo-a, começando um pequeno incêndio. Havia algo deliciosamente perverso em ser pega daquele jeito, vulnerável, exposta, e ainda assim, completamente no controle de toda a atenção dele.
— Por que você não testa? — falou, rezando para a voz não tremer, não queria mostrar o quão afetada ficava. Observou um sorriso travesso brotar nos lábios do namorado.
Sem pressa, dedilhou a costura da calcinha, soltando um grunhido quando percebeu a renda encharcada. Ele amava o cheiro da loção hidratante que ela usava, uma mistura de frutas vermelhas que o fazia perder os sentidos só de se aproximar.
Ali, não precisava de mais nada para ter a sentença, mas, mesmo assim, arrastou a peça para o lado, maravilhado com a umidade que encontrou, ainda atento às reações da namorada.
sabia que estava, de fato, molhada, mas o jeito como ele a olhava, como se ela fosse o livro mais fascinante da prateleira, fazia o desejo transbordar ainda mais rápido do que na cena quente que lia antes. Estava escorregando de prazer. Mordeu os lábios quando ele soprou seu clitóris, na intenção de esconder o gemido. A risada que ele soltou ao perceber isso passeou por seu interior como uma corrente elétrica, ativando todas as terminações nervosas.
— Porra... — Foi tudo que conseguiu falar quando sentiu a língua dele passear por sua entrada, subindo vagarosamente para o monte inchado, sugando-o de forma paciente.
Poderia explodir de tesão toda vez que o sentia beijá-la ali embaixo, a respiração descompensava facilmente. O calor subia pelas coxas, se alastrando na pele, acendendo todos os pontos como se o próprio desejo queimasse sob sua pele, e cada lambida dele fazia seu ventre se contrair em expectativa. Ele a conhecia tanto, sabia exatamente quando acelerar as chupadas, ou quando ir devagar, para provocá-la. Deixando a expectativa tomar conta do desejo, tomando o controle da situação.
afundou os dedos nos fios dourados do rapaz, aproximando-o ainda mais da sua boceta, gemendo de aprovação quando ele ameaçou penetrá-la com a língua. Não tinha mais livro, palavras ou capas horrorosas que superassem como o corpo dela parecia entrar em combustão ao receber um oral daqueles.
era viciado na namorada. O cheiro dela era inebriante, doce, e a forma com que se contorcia de prazer era algo hipnótico, impossível de desviar. Bastava ouvir seu nome escapando em um gemido arrastado para sentir o corpo inteiro reagir — o pau pulsando duro, atiçado por aquele chamado. Receber prazer era uma das melhores coisas do mundo, mas dar prazer a era ainda mais viciante; os olhos dele brilhavam como se refletissem o fogo interno que se acendia a cada suspiro dela.
Explorou cada pedaço com a língua. Os gemidos que ela deixava escapar formavam a melodia mais linda que ele já ouvira — algo que Mozart jamais teria conseguido compor.
Deslizou um dedo para o interior da boceta da mulher, ficando satisfeito ao assisti-la revirar os olhos, perdida na própria excitação. Estava tão molhada que entrou com facilidade. Teve que respirar fundo para não metê-lo com mais força — o modo como ela reagia, completamente entregue, deixava seu autocontrole por um fio.
Quando penetrou o segundo, ainda devagar, teve que conter o gemido que ameaçou escapar. Do jeito que ela arqueou as costas, poderia gozar só de assistir. Vê-la, especialmente com os olhos virados e desfocados de prazer, era como receber um convite indecente para perder a cabeça.
— Vai mais rápido, amor... — ela implorou, desconectada da realidade, rebolando os quadris em busca de mais contato. E ele fez questão de obedecer, fodendo-a com os dedos e completando o trabalho com a língua.
via o teto escurecer cada vez mais — principalmente depois que um terceiro dedo foi inserido na equação — fazendo-a colidir os quadris com mais rapidez, suplicando por libertação. O nome do namorado escapou dos lábios mais uma vez. Alto. Desesperado. Impossível de conter. Na ficção, tudo era muito gostoso, mas saborear aquelas sensações com ele era divino. Acertara em cheio na loteria... e gozaria satisfeita por namorar um canalha.
Largou o cabelo do rapaz e usou os próprios dedos para aliviar a tensão dos seios, brincando com os próprios mamilos por baixo da blusa, provocando espasmos involuntários que reverberavam entre suas pernas, como se cada toque ali estivesse conectado diretamente ao centro do seu prazer.
— Eu amo a sensação da sua boceta se contraindo, — disse, sentindo-a contrair novamente. gemeu só de pensar naquilo em volta do seu pau, era uma perdição que experimentara tantas vezes. Nunca cansaria. E ele sabia que a namorada amava esse tipo de conversa em momentos como aquele. — Você é tão gostosa, acho que vou gozar só de te assistir, amor.
— Pelo amor de Deus... — Foi tudo que ela conseguiu dizer quando ele mordiscou o clitóris levemente, enraizando uma dorzinha prazerosa logo sanada por outra chupada, repetindo de novo e de novo, levando-a para a beira do precipício. Agarrou os lençóis assim que o nó que tinha em seu ventre se desfez. O quarto girou, o corpo estremeceu por inteiro, denunciando o belo orgasmo que estava tendo em plena duas da tarde.
assistiu, fascinado. Era impossível, ele sabia, cansar-se daquele espetáculo. Os cachos bagunçados, o peito subindo e descendo rapidamente, como os nós dos dedos ficavam brancos de tanta força que fazia ao agarrar os lençóis — tudo isso estaria gravado na memória dele para sempre. Contemplou a namorada como uma obra-prima, bebendo até a última gota do prazer da mulher, saboreando o resultado do próprio trabalho bem-feito.
Retirou as pernas de de seus ombros e engatinhou por cima dela, beijando-a com intensidade, expondo seu vício, deixando-a sentir do próprio sabor adocicado — o mesmo que o consumia desde o dia em que a provou pela primeira vez.
— Obrigado. Agora posso voltar a escrever minha pesquisa — disse, dando mais um selinho rápido na namorada antes de se levantar da cama.
— Sabe... acho que você deveria testar suas dúvidas acadêmicas mais vezes — ela comentou, ainda deitada, com os olhos semiabertos, tentando recuperar o fôlego.
— Só se você continuar sendo meu objeto de estudo preferido — respondeu ele, piscando antes de voltar para o computador.
sorriu, satisfeita, voltando para a leitura atual — que, na verdade, havia sido completamente arruinada, pois nada, absolutamente nada que lesse a partir dali, chegaria aos pés do que acabara de acontecer naquele quarto.
Fim.
Nota da autora: Essa short é curtinha, surgiu a ideia quando eu tava lendo um livro de romance de época (nem sei porque rs) e então decidi escrever e guardar para esse especial. Sempre gosto de ressaltar que cenas +18 não são meu forte, mas espero que vocês tenham gozad- or, que dizer, gostado dessa pequeninha aqui. até a próxima, menor que três.
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