Era um dia quente de verão. A grama era verde por todo o canto em Wiltshire. Um pequeno Draco aproveitava aquele dia brincando nos jardins da Mansão Malfoy, na companhia de um dos filhos dos amigos de puro-sangue de Lúcio, Crabbe, um garoto de cabelos morenos e um tanto quanto grandalhão para a sua idade. Lúcio e Narcisa, por sua vez, haviam viajado à Londres por alguma razão que a jovem Malfoy não se recordava e seu pai, estava recluso em Cokeworth como sempre fazia quando as férias em Hogwarts vinham.
Diferentemente de seu primo, se encontrava confinada em seu quarto, observando a paisagem enquanto arrumava suas malas para ir ao encontro de seu pai. Assim como ele, passava as férias do pai em sua companhia em Cokeworth, na casa de seus antigos avós.
— Dobby pode ajudar a jovem senhorita com as malas? — o elfo doméstico apareceu subitamente na porta do quarto de . Observava-a ainda de costas e apenas quando ela se virou foi que o elfo notou o quanto a jovem Malfoy estava cada vez mais parecida com sua falecida mãe. Se não fosse apenas pelos olhos, aos quase onze anos, seria a miniatura perfeita de Katrina, desde os traços do seu rosto até o tom de seu cabelo quase branco.
— Não é necessário, Dobby. Acabei agora mesmo de arrumar tudo. — a voz doce da garota demonstrava que apesar de todo esse tempo, ainda admira o elfo. Desde de pequena, sabia que ela era uma pessoa privilegiada, um por ser uma bruxa e dois por ser uma Malfoy. Foi uma grande surpresa a Dobby não ser rude como a todos os outros membros da casa. — Mas muito obrigada, não precisa se preocupar, pode continuar com seus outros afazeres.
Acenando com a cabeça foi que Dobby saiu do local.
Após a saída do elfo, trancou seu malão e com o braço direito esticado, mirou a cômoda rústica e pegou um livro grande de capa dura com tons avermelhados. Ela o analisou com cuidado e deitou-se sobre a sua cama, com as pernas erguidas sobre a parede e então, começou a leitura diária de um dos seus livros favoritos “Hogwarts: Uma história”. Se perguntava quanto tempo mais aguentaria a ansiedade por esperar até seu primeiro dia na escola bruxa, onde toda sua família havia estudado, e, só de pensar que dali a poucas semanas ela e seu primo estariam embarcando no expresso que os levava até o local, seu coração acelerava.
Ainda assim, não precisava pensar duas vezes para saber que sua casa seria a sonserina e poções sua matéria favorita, afinal, já dominava a arte do preparo delas desde de muito nova.
Lembrou da primeira vez em que acertou o preparo de sua primeira opção, a “Felix Felicis” e lendo mais uma vez a sua parte favorita do livro, ao qual fala do encantamento do teto do Grande Salão, que ela adormeceu a espera de sua carona para sua outra casa.
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Todas as visitas de Lúcio Malfoy até a cidade de Cokeworth eram um quanto desgostas a ele, o que para Severus também não era diferente já que seu desapreço por seu cunhado só era ofuscado devido a consideração que tinha pela filha.
Assim que chegou ao bairro trouxa, na Rua da Fiação, Lúcio desceu de seu luxuoso carro chacoalhando as vestes para arrumar o amassado da viagem, olhou ao redor e franziu o cenho tanto pelo local agourento quanto pelo cheiro fétido de lixo e de rio sujo. Poderia passar o tempo que fosse, mas Lúcio nunca iria se acostumar com aquele cheiro horroroso.
Dessa maneira, não soube dizer em qual momento teve a estúpida ideia de aceitar que sua única e preciosa sobrinha viesse passar qualquer tempo em um lugar naquelas condições. Se sua irmã estivesse viva, certamente morreria de desgosto.
Mas como Katrina, a pequena herdou o gene de ser persuasiva.
Além disso, ceder aquelas visitas até a casa de Severus tinha suas vantagens, o ajudaria em seu plano futuro. O plano que seria posto em prática naquele exato momento, afinal, sempre soube o pouco apreço de sua irmã pela escória que habitava Hogwarts, por esse motivo, pouco antes de morrer o fez prometer que deixaria a garota longe dos corredores de Hogwarts e dos olhos de Dumbledore.
Com a bengala sobre a mão que não estava ocupada, dirigiu-se até a porta da pequena casa feita por tijolos escuros de Severus. Mas antes mesmo de bater na porta, o anfitrião abriu-a como se já esperasse sua visita.
— Boa tarde, Lúcio, o que devo o prazer de sua visita? — o som de sarcasmo na voz de Snape não era novidade para Lúcio. Tão pouco a cara de desgosto deste fazia diferença para Snape.
— Não finja cordialidades, Severus. — seus olhos vasculharam todo o local com ar de desdém. — Onde está ?
— Reclusa em minha sala de poções, como de costume. — Snape sentou-se sobre a poltrona marrom escura posta em frente a uma vasta estante de livros de todos os tipos de tamanhos e conteúdos. — Tenho certeza que não veio apenas para vê-la. Diga logo o que quer, pode não parecer, mas meu tempo é muito precioso para bem, ficar esperando que você seja direto.
— Sendo assim... Vim apenas conversar sobre e isso que encontrei em seu quarto.
Lúcio esticou o braço e Snape pegou um objeto em mãos.
— Um exemplar do livro mais comum sobre Hogwarts? — Snape riu. — O que há de errado nisso?
— Em um livro? Nada. — Lúcio sorriu sarcástico. — Mas em falsas expectativas sim.
— Do que é que você está falando, Lúcio? — sua voz soava indiferente, mas ainda assim, a curiosidade de saber até onde seu cunhado chegaria era evidente.
— Bom, você sabe minha opinião sobre Dumbledore e creio que Hogwarts não seja o local mais adequado para minha sobrinha.
— Aonde quer chegar?
— Katrina sempre gostou da ideia de seus futuros filhos estudarem em Durmstrang. Karkaroff, como você sabe, é um velho amigo e diretor de lá. Além do mais, Durmstrang não aceita qualquer tipo de bruxo e eles têm uma política muito mais certa em relação a Artes das Trevas. Se bem me lembro, uma de suas disciplinas favoritas. — Snape massageava as têmporas como se o que ouvisse, estivesse lhe deixando com dor de cabeça. — O local é mais que ideal para . Draco iria junto, você sabe, mas Narcisa não admitia ficar tão longe do garoto. Partiria o coração dela.
— E o que te faz pensar que eu não me recusaria pelo mesmo motivo? — pondo-se de pé foi que Snape ficou frente a frente com Lúcio, com ar autoritário.
— Tem algo diferente com ela e não estou me referindo ao sangue mestiço herdado de você — Lúcio sorriu ereto cravando a bengala no chão. Snape deu um passo pra trás. — E tenho quase certeza do que você sabe o que é. Mas isso não me importa. A questão é, ficou nítido aquele dia em Azkaban que havia algo de errado com . E se eu notei algo de errado, você acha mesmo que Dumbledore não vai notar? Acha que ele vai deixar a menina viver? Ou espera que ele a proteja como protegeu Lilian?
Foi dizendo aquelas palavras que Severo sentiu como se algo denso e pesado o tivesse acertado em cheio no estômago. Ele já havia perdido alguém que amava e não deixaria que isso acontecesse pela segunda vez. Não com , não com sua filha.
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caminhava com destemor entre o corredor escuro e estreito da Travessa do Tranco. Seu tio a acompanhava a poucos metros de distância, pois sabia que não precisava se preocupar com a segurança da sobrinha mesmo naquele lugar que muitas vezes julgou, deplorável. Todos os bruxos e criaturas mágicas que frequentavam o lugar, conheciam Lúcio Malfoy e sua irmã, por isso, seria demasiadamente irracional alguém sequer cogitar importunar a sua sobrinha.
E, apesar da atmosfera sombria, não sentia receio ao andar pelo local. Cresceu com seu tio falando sobre o lugar e apesar de saber que a Travessa do Tranco normalmente era visitado por bruxos de índole duvidosa, sabia que não havia lugar melhor para encontrar os materiais necessários para onde iria estudar.
Abbie, segurou a lista firme com as duas mãos e leu cada item com muita, muita atenção. A princípio, saber que não iria para Hogwarts assim como seu primo, a havia decepcionado, de fato. Mas após uma longa conversa com seu tio, mudou de ideia.
Aos 11 anos sabia que a saudade de seus familiares seria inevitável, mas ao saber que estaria realizando um pedido de sua mãe, compensaria tudo.
Por isso, naquele momento, enquanto Draco e Narcisa compravam na Beco Diagonal coisas para o primeiro ano do primo em Hogwarts, Lúcio a levava para o único lugar que teria os itens mágicos para o seu primeiro ano no Instituto e aproveitava também aquela oportunidade para seus próprios interesses pessoais.
— , venha até aqui — Lúcio chamou pela garota que observava a vitrine de uma loja peculiar.
A loja continha livros e mais livros, todos enfileirados de um jeito que ela podia jurar que o mais simples esbarrão, os derrubaria. Certamente a organização não era o forte do local. Além disso, todos eles apresentavam ao aspecto surrado, denunciando que eram demasiadamente velhos, então, se pegou imaginando do que se tratavam, talvez falassem sobre magia negra, sobre outro tipo magia antiga que poucos conheciam ou até mesmo fossem grimórios de bruxos mais antigos ainda. Contudo, ao ouvir o chamado do tio, a garota rapidamente saiu de seus devaneios e se virou para ele, indo ao seu encontro.
Era inegável que a curiosidade sempre foi um ponto fraco para a garota.
Lúcio não se encontra tão longe. Apenas alguns passos foram o suficiente para estar novamente ao lado do tio, e caminhando ao lado dele, não demorou muito para chegarem à sua próxima parada. Os olhos negros da garota observaram com cuidado o letreiro da loja em sua frente. Sua fachada continha grandes letras marrons que diziam: Borgin e Burkes - loja de antiguidades e assim como sua vitrine repleta de objetos sinistros, o interior da loja também continha objetos tão peculiares.
A jovem segurou a mão do tio e juntos adentraram.
— Lúcio Malfoy, bem-vindo, bem-vindo. Achei que o senhor havia me esquecido — uma voz enjoada vinha de um homem atrás do balcão de atendimento. Tinha traços de meia idade, com o cabelo na cor escura, um pouco acima do ombro mas com seus fios espigados e em poucas quantidades. O topo da cabeça, próximo da testa, denunciava que a calvície logo chegaria ao homem e tinha certeza que nunca havia visto um senhor tão estranho quanto aquele. Foi apenas quando o velho prestou mais atenção em seu tio que notou a presença da garotinha ao seu lado. — Ora, vejam só se não é a versão minúscula de Katrina.
Os olhos do Sr.Borgin pousaram sobre a garota e este abriu um grande sorriso que mostrava seus dentes tortos e amarelos. franziu o cenho no mesmo instante. Não gostava da familiaridade que aquele homem se referia a ela.
— Gostaria que não se direcionasse a minha sobrinha. Os assuntos que devemos tratar são diretamente um com o outro. — Lúcio tinha a voz áspera e velho Sr. Borgin engoliu em seco, havia se tornado evidente para o velho que a garota Malfoy, por mais que tivesse sangue mestiço, era ferozmente protegida por Lúcio.
cruzando os braços, entregou a lista para Lúcio.
— Oh, mas é claro, claro. Receio que foi um grande erro meu. Mil perdões! — Sr. Borgin respondeu de imediato, mas podia apostar que ele não estava sendo sincero. Ela sempre foi uma pessoa observadora. — Mas se me permite perguntar, o que eu e minha humilde loja podemos fazer pelo senhor hoje? Algum artigo ou negociação em especial? — piscou.
— Deixamos de lado as negociações hoje, Borgin — o velho sorriu amarelo novamente, notando que havia tocado em um assunto delicado, já que o tom de voz de Lúcio novamente, não era o dos melhores. — Preciso de alguns itens dessa lista. Não que seja de seu interesse, é claro, mas minha sobrinha começa o primeiro ano em Durmstrang em breve e creio que alguns itens solicitados pelo Instituto, não seriam facilmente encontrados no Beco Diagonal.
Colocou o pedaço de pergaminho no balcão que separava cliente e atendente. O bruxo Borgin deu uma boa analisada na lista.
— O senhor não poderia ter ido a lugar melhor! — dito isso, viu o velho desaparecer entre as prateleiras empoeiradas da loja e enquanto seu tio esperava a volta do outro bruxo, aproveitou para observar alguns artefatos da loja, deixando a curiosidade pairar em sua cabeça sobre a peculiaridade de cada um deles.
Crânios horrendos de todos os tamanhos estampavam uma pequena prateleira. Vidros de conserva, continham olhos arregalados que pode jurar ter visto piscar e além disso, em um canto mal iluminado, uma mão murcha mumificada estampava o centro de uma mesa.
- Urgh.
Sem dúvidas aquela loja não era comum. Mas o que no mundo bruxo era, afinal?
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Madame Malkin – Roupas para Todas as Ocasiões
Era o que dizia no letreiro da loja repleta de manequins com vestes de diferentes cores. Após a saída da Travessa do Tranco, esse foi o próximo local em que a jovem Malfoy foi parar. Seu tio havia deixado-a em frente a loja e se direcionado a Floreios e Borrões em busca dos seus livros e de Draco.
supôs que sua tia e seu primo estariam em busca de uma varinha para Draco, mas olhando de forma mais atenta pela vitrine, reconheceu de imediato quem estava aos fundos da loja, em pé em cima de um banquinho.
— Pensei que estivesse com tia Narcisa — falou após entrar na loja e ir em direção ao primo. Draco se assustou com a aparição repentina e rolou os olhos.
— Ela está comprando minha varinha. Mamãe disse que sou grande o suficiente para poder ver minhas vestes sozinho enquanto ela fazia isso — disse forçando um pouco a voz, mas logo um gritinho agudo tomou conta daquele tom. deu uma risadinha e apenas naquele momento notou uma bruxa ajustando as vestes pretas compridas que ele usava.
— Preste mais atenção no que está fazendo! — Draco resmungou e cutucou advertindo-o.
— Me desculpe, às vezes meu primo esquece das boas maneiras — falou para a bruxa que sorriu apenas. A verdade era que o primo às vezes passava dos limites na forma em como tratava os outros bruxos, principalmente se estes não fossem de “sangue-puro”, algo que sua família prezava muito.
nunca entendeu direito essa obsessão, de fato, mas apesar de sua criação ter sido basicamente a mesma que Draco, ela adorava ter oportunidade de repreendê-lo para provocá-lo.
— Muito engraçadinha, . — deu a língua. — Afinal, onde está meu pai? Conseguiu se perder dele naquele lugar medonho, foi?
revirou os olhos e se sentou em um banco extra.
— Para sua informação, seu pai está na loja ao lado vendo nossos livros e você sabe muito bem que é você que sempre se perde nos lugares. — rebateu lembrando-se da vez em que seu primo havia feito os dois terem se perdido dos seus pais em um parque de diversões trouxa por ficar discutindo da veracidade das adivinhações de velha cartomante do local com ela.
— Que seja! Você já viu sua varinha?
adorava a maneira como o primo desconversava assuntos que o constrangiam.
— Não e nem irei ver — respondeu cruzando as pernas. Draco ficou boquiaberto. — Antes que pergunte o porquê, já digo que irei usar a velha varinha de mamãe.
— Você sabe que a varinha escolhe o bruxo, não é?
— É? E porque você deixou a sua mãe ir escolher a sua? — o maxilar de Draco travou. Odiava quando sua prima dava uma de espertinha.
— Meu caso é diferente, pois já sei qual é perfeita para mim. Já havia visto uma de qualquer forma, de pinheiro e núcleo de pêlo de unicórnio — Draco deu de ombros e revirou os olhos.
— Não vejo como poderia ser diferente — cruzou os braços. — De qualquer forma, não se preocupe, a varinha de mamãe me servirá da mesma forma e eu sei bem o que fazer, não preciso que me diga.
— Acho que a ida para Durmstrang está subindo muito a sua cabeça, .
— E eu acho que a inveja não combina com o rostinho perfeito que temos, priminho. — riu e Draco franziu o cenho.
— Inveja? Mas do que eu teria inveja?
— Hum, sei bem que gostaria de estar indo a Durmstrang comigo — provocou.
— É? Bem, será que você gosta da ideia de ir para Durmstrang? — Draco soou travesso — Como era mesmo o nome daquele livro que você não parava de ler? Ah, deixe-me lembrar, seria “Hogwarts: Uma História”?
Aquilo a havia pego desprevenida. levantou-se imediatamente, vermelha e pronta para começar uma discussão, mas antes que pudesse dizer qualquer coisa, o sino antes despercebido por ressoou e uma velha bruxa baixa, gorda, toda de lilás, adentrou na loja sorridente.
— Desculpe o atraso querida — percebeu que ela falava com a bruxa que arrumava as vestes de Draco — Estava uma loucura em Gringotes e você sabe como aqueles duendes podem ser difíceis, mas consegui depositar o que queria.
A bruxa falava de forma rápida e engraçada, somente depois de colocar seus grandes e volumosos pertences atrás de um balcão que voltou a atenção para os dois jovens.
— Oh, que bela semelhança a de vocês. Me chamo Madame Malkin, proprietária — sorriu se aproximando. — Primeiro ano suponho. Hogwarts, queridos?
— Somos e Draco Malfoy — a jovem bruxa apresentou-se e sorriu sem mostrar os dentes — E sim, é nosso primeiro ano, mas receio que apenas um de nós precisará do uniforme para Hogwarts. Irei estudar em Durmstrang.
— Oh, compreendo. Uma pena, deveras. Uma jovem tão bela e certamente inteligente se daria muito bem em Hogwarts. — disse de forma frustrada. — Mas me acompanhe querida, tenho tudo aqui.
Seguiram para um local da loja reservado para vestuário de outras escolas. observava atenta a variedade de uniformes que se estendiam em um vasto corredor. Diferentes cores, estampas e modelos preenchiam araras pretas e chegando quase ao final de uma delas foi que reparou nas vestes vermelho-sangue.
Não precisava que Madame Malkin dissesse qualquer coisa, ela sabia de qual escola pertenciam.
O sininho da loja ressoou novamente e a Madame deixou a vontade para acabar de vestir o uniforme e depois fazer os ajustes necessários.
Enquanto se olhava no espelho percebeu que o vermelho lhe caía bem e destacava a pele pálida e cabelos brancos delas. Seus olhos negros estavam atentos para cada detalhe das vestes, principalmente da capa de pele amarronzada que acompanhava a roupa. Certamente o local em que o Instituto ficava, era frio e enquanto pensava nisso, percebeu uma voz de outro garoto conversando com Draco.
Não entendia muito bem o que falavam e também pouco se importava, estava extasiada demais imaginando o que sua mãe pensaria se a visse vestida daquele jeito. Gostaria de agradá-la acima de tudo.