Codificada por Lua ☾
Finalizada em: 28/12/2025
Aquele dia tinha marcado sua primeira aparição pública após mais de um ano fora dos holofotes, mal conseguiu confraternizar com qualquer pessoa ali, tendo permanecido metade do evento grudada à diretora editorial, uma das poucas celebridades com quem costumava conviver que demonstrou apoio incondicional perante às notícias que a envolviam.
segurou o tecido entre os dedos; parte do vestido subiu e, calmamente, ela desceu cada um dos degraus que a levariam até o balcão do comitê organizador do baile, onde poderia checar seu voo para Londres e pegar suas malas para, finalmente, colocar um conjunto mais confortável para a viagem. Porém, antes que chegasse ao fim das escadas, conseguiu ouvir o timbre aveludado de alguém que parecia fazer muita força para permanecer contido ao perguntar:
— Como isso é possível? Achei que essa questão já estivesse acertada!
A cantora chegou ao fim das escadas e finalmente pôde ver o que estava acontecendo. Do lado esquerdo, havia um balcão longo com três funcionários da Vogue responsáveis por cuidar dos convidados; todos tinham expressões que diziam “sinto muito” nos rostos maquiados ao olharem para , o famoso jogador de futebol inglês. Talvez o jogador mais cobiçado do momento.
O artilheiro estava de braços cruzados, sua postura rígida, como se estivesse prestes a cantar o hino nacional antes de uma partida. O corpo delineado pelo tempo que dedicava ao esporte e aos treinos fora de temporada estava bem posicionado nas roupas escolhidas por ele e, sem dúvidas, por sua equipe de styling para o tema do Met Gala daquele ano. O cabelo, sempre naturalmente bagunçado, parecia indicar que ele tinha acabado de atravessar o campo correndo e feito um gol — de um jeito bom, claro, não suado e nojento.
— Desculpe, sr. — um dos funcionários replicou, achou que ele começaria a suar de nervoso a qualquer instante. — Tecnicamente, o voo já estava ajustado, mas aconteceu um imprevisto.
— Que tipo de imprevisto? — o inglês perguntou. Estava a dois passos de ligar para alguém de sua equipe, mas tinha os deixado livres para curtirem o dia após toda a mobilização para o baile e não queria ser o chefe chato que dá folga para tirá-la no mesmo dia.
— Vai chover, não é? — disse ao funcionário, dando um breve aceno de cabeça para antes de voltar os olhos para as pessoas atrás do balcão. — Imagino que o meu também tenha sido cancelado.
— Sinto muito, srta. — outra funcionária respondeu. Os olhos dela brilharam tanto ao se dirigir à cantora que não era difícil perceber que havia ali uma fã vibrando em silêncio pela chance de ver sua artista favorita em carne e osso durante seu desaparecimento da mídia.
— Pode me chamar de , querida…
— Calma aí! — retomou a atenção para si. — Como assim vai chover? O céu está mais claro do que nunca!
— Os aeroportos daqui têm uma política de cancelamento de voos caso a previsão meteorológica indique a possibilidade de tempestade — explicou o terceiro funcionário, que ainda não tinha falado.
— Tipo o que rolou na Copa do Mundo de Clubes do ano passado? — questionou, ainda pouco feliz com a situação, mas levemente conformado.
— Querido, você está falando com uma cantora e três pessoas que trabalham na Vogue — respondeu, sorrindo, divertida. — Acha mesmo que sabemos o que rolou nessa Copa?
Os quatro riram do que ela disse e, pela primeira vez desde então, prestou realmente atenção na mulher que tinha se aproximado sem que ele percebesse, tamanha era sua preocupação com a possibilidade de não chegar a Londres a tempo.
: a popstar mais falada do momento. Ela era deslumbrante, tinha um sorriso fácil e bonito, daqueles que davam vontade de sorrir também. Era definitivamente uma das cantoras mais famosas da atualidade; não havia como ir a algum lugar que tocasse música sem escutar ao menos duas de suas canções ao longo da noite, chutando baixo. E é claro, era a cantora favorita de suas primas.
— Bom, sr. , realmente não sabemos o que aconteceu, mas provavelmente é um caso parecido — o primeiro funcionário voltou a falar, olhando para os dois. — Conversamos com a gerência do hotel aqui da frente, e eles estão dispostos a acomodá-los até que os voos sejam retomados.
— Por mim, tudo bem — concordou, suspirando de leve. Sua ida a Londres tinha o propósito de passar alguns dias no estúdio profissional localizado na casa de seu melhor amigo e produtor musical, retomando a produção de seu próximo álbum, que tinha a proposta de trazer totalmente diferente do que costumava fazer, justamente porque não era mais a mesma artista que havia escrito e produzido os anteriores.
— Bom, não tenho outra alternativa — concordou também, dando de ombros, gesto relaxado que saiu meio rígido por conta da preocupação do jogador. — Mas vocês nos informarão imediatamente, certo? Preciso sair daqui no primeiro voo possível.
— Com certeza — afirmou o terceiro funcionário. — Vamos retirar suas malas e levá-los até lá agora, pode ser?
Quando ambos assentiram, os três saíram de trás do balcão. Dois deles foram até as portas duplas do armário, onde estavam guardadas ao menos sete malas, todas pertencentes àqueles que precisariam sair do evento direto para o aeroporto. A terceira abriu uma porta que levava a uma escadaria descendente.
— Mentira que isso leva direto para The Mark do outro lado da rua! — se empolgou. Ofereceu-se para pegar as próprias bagagens, mas os dois outros funcionários e o próprio se certificaram de que as quatro malas seriam levadas por eles. — É uma passagem secreta!
— Vocês americanos são malucos — o jogador ironizou, sorrindo ao ver a animação dela enquanto os cinco desciam as escadas. — Só estou fazendo isso porque as câmeras lá em cima me filmaram entrando aqui com vocês…
— As câmeras sempre podem não estar funcionando — disse, quase saltitando atrás da funcionária que os guiava em fila indiana por um corredor largo, bem iluminado e ventilado. — Entra no clima! É super a vibe da sua conterrânea Agatha Christie! Ou do Sherlock Holmes! Enfim, vocês britânicos não deveriam ser super fãs de mistério?
— Bom, eu sou filho de imigrantes, acho que fugi um pouco da expectativa, — o jogador respondeu e, mesmo tendo feito todos ali rirem, foi quando ela virou o rosto para observá-lo enquanto ria que Bennet sentiu o corpo aquecer brevemente.
— É aqui — a funcionária do hotel anunciou assim que pararam em frente à porta de número 77. O mensageiro do hotel chegou logo em seguida com as malas deles no carrinho.
— E o meu? — perguntou educadamente. — É esse ao lado?
A funcionária olhou para o mensageiro com uma expressão estranha. e também se encararam; a cantora tinha um quê divertido no rosto.
— Só tem um quarto, não é? — ela falou, rindo baixinho.
— Reservamos apenas um. Pelas informações da equipe do evento, acreditávamos que fosse um quarto para casal — a funcionária admitiu, uma desculpa na ponta da língua.
— Ah, tudo bem — fez um gesto despreocupado com as mãos. — É só até liberarem os voos, vamos ficar aqui mesmo.
— Vamos? — o jogador perguntou, ainda meio em dúvida.
— Sim, — a cantora afirmou, aceitando o cartão magnético das mãos da funcionária e destrancando a porta. — Você não vai morrer se tiver que dividir o espaço comigo por algumas horas.
Assim que o mensageiro deixou as bagagens na sala de estar do quarto, começou a explorar o local. Sempre que comparecia ao baile, vestia-se na casa de alguma amiga antes de ir para lá e nunca tivera a oportunidade de visitar o The Mark, hotel onde grande parte das celebridades convidadas ficava hospedada e se aprontava antes de encarar a entrada repleta de câmeras do evento.
A sala era grande: havia um espaço com um sofá e duas poltronas voltados para a televisão pendurada na parede, dois lavabos, uma mesa para quatro pessoas, frigobar, um mini bar com diversas taças e garrafas de bebidas e uma sacada enorme, que dava uma ótima vista do museu. O quarto, separado por uma porta de correr, era tão majestoso quanto o outro cômodo: tinha uma cama enorme repleta de travesseiros, um guarda-roupa com cofre, penteadeira e um banheiro espaçoso, com chuveiro e banheira.
Enquanto admirava o local, o jogador trocava palavras desesperadas ao telefone.
— Eu sei, não entendo nada deste país — ele dizia, revirando os olhos. — Mas não tem o que fazer, só posso esperar.
A cantora o observou assentir ao telefone enquanto tirava o casaco que completava seu conjunto para o baile.
— Sim, acho que se a seleção de futebol inglesa fizer pressão, pode ajudar — concordou ao telefone, fingindo não perceber parada no batente entre os cômodos, observando-o. — Porém, novamente, não acho que seja uma garantia de que vá funcionar.
pegou o cardápio com as opções de pratos do restaurante do hotel, ouvindo as lamentações finais de sobre talvez não conseguir comparecer aos treinos a tempo.
— Você é muito sério — ela comentou assim que o artilheiro desligou, sem tirar os olhos do cardápio. – Qualquer outra pessoa estaria flutuando com a oportunidade de ficar um pouquinho mais de tempo longe do trabalho.
— Eu realmente não poderia perder esses treinos.
— Você vai perder, no máximo, o primeiro — a cantora disse, erguendo o rosto para encarar os olhos bonitos do britânico. — São seis horas daqui até Londres e, sinceramente, não acho que o rei Charles possa mudar o clima aqui nos Estados Unidos.
— Todos os treinos importam, estamos indo com tudo para tentar ganhar a Copa do Mundo esse ano — o jogador respondeu, ainda preso aos próprios pensamentos, mas rindo brevemente da piadinha dela.
— E você não estar presente no primeiro treino não vai minar as chances da Inglaterra ganhar — ela rebateu, aproximando-se dele com o cardápio em mãos. — Gosto de pensar que estamos exatamente onde deveríamos estar.
a olhou de relance quando ela apertou o cardápio contra seu peito, um sorriso leve surgindo em seu rosto.
— O que você gostaria que eu fizesse com isso? — ele perguntou.
— Que pedisse serviço de quarto, às custas da Vogue, para a gente — a cantora respondeu, apontando para um dos combinados com pratos tipicamente estadunidenses.
começou a achar que a impossibilidade de viajar para a Inglaterra estava, de fato, começando a afetá-lo quando se viu na ponta de um dos longos corredores do sétimo andar do hotel, vestindo roupas casuais, prestes a apostar uma corrida misturada com uma caça às bandeiras — que não eram nada mais, nada menos do que os sabonetes, shampoos e condicionadores dos banheiros do quarto — com uma cantora pop mundialmente famosa.
Tudo começou logo depois que ele pediu um jantar completo para dois, sob a insistência de . Em seguida, trocaram para roupas mais confortáveis; ela havia substituído as peças por um vestido rodado, meio anos 50, que poderia parecer too much em qualquer outra pessoa, mas nela caía como uma luva.
A dupla conversou por um tempo, e o jogador relaxou ao ver o céu ficando cada vez mais cinza e escuro, confirmando a decisão acertada do aeroporto da cidade de impedir qualquer viagem até segunda ordem, não havia muito o que fazer naquele caso. Até que chegaram ao assunto que os levou até ali.
— Ah, você sabe que eu corro tanto quanto você durante um show, não sabe? — a cantora provocou, com um sorriso malicioso. — Correr atrás de uma bola é moleza perto do que fizemos na última turnê.
— Tá brincando comigo? — respondeu. Ele não duvidava de verdade, mas, desde que tinham começado a conversar mais livremente, era divertido observar as reações de às pequenas discordâncias entre os dois.
— Imagina correr a distância de um estádio da NFL enquanto canta? — ela continuou e, percebendo a provocação dele, escolheu cair nela. — Nem metade do seu time conseguiria.
E foi assim que acabaram daquele jeito: cada um em uma ponta de um dos corredores, com três “bandeiras” para cada, escondidas em locais aleatórios do sétimo andar, ansiosos para competir entre si.
— Pronto para comer poeira? — brincou, segurando a barra do vestido, com um sorriso no rosto.
encarou o rosto dela por alguns segundos. A expressão denunciava o quanto ela parecia confortável ali, se divertindo, sem se preocupar com o horário em que deveria estar em Londres originalmente. Ele se lembrou das últimas notícias sobre ela e… sorriu também. Se , na situação em que se encontrava, conseguia esquecer o mundo lá fora e simplesmente se divertir, mesmo beirando os trinta anos, por que não se juntar?
— Nos seus sonhos — o jogador respondeu; ela gargalhou. — No três?
assentiu e, juntos, ambos contaram antes de saírem correndo pelos corredores luxuosos. procurava por um mini-sabonete, um mini-shampoo e um mini-condicionador marcados com o batom vermelho dela.
— , seu desgraçado! — a cantora gritou de algum lugar. Ela tinha demorado para encontrar um de seus objetos, já que o jogador o havia escondido no pior lugar possível.
gargalhou ao longe ao encontrar a segunda “bandeira”. Os dois se cruzavam brevemente entre corridas para lados opostos e, assim que encontrou o mini-sabonete, pegou o objeto disfarçadamente, caminhando com calma até o ponto de partida. Se ele soubesse que ela estava prestes a ganhar, com certeza faria alguma gracinha para impedi-la.
— Ei, … — ela o ouviu dizer atrás de si; quase podia imaginar a testa franzida pelo tom de voz.
A cantora apertou o passo, ouvindo-o rir e acelerar logo atrás dela.
— Não chega perto, , ou vou jogar meus sapatos em você! — brincou, correndo ainda mais rápido.
apressou o passo logo atrás, alcançando-a apenas porque a cantora parou subitamente à frente do elevador ao ouvir o barulho característico de que alguém estava chegando.
O jogador freou os passos no exato momento em que as portas abriram, as mãos dele involuntariamente foram parar ao redor da cintura dela, revelando um dos funcionários do hotel atrás de um carrinho de metal que ele começava a empurrar para fora do elevador com, eles imaginavam, os pratos pedidos há cerca de uma hora. Alguns dos itens caíram das mãos do britânico e os três ficaram se encarando por alguns segundos, dois deles meio ofegantes, até que quebrou o silêncio:
– Quarto 77?
preparou a mesa para os dois. Além dos vários pratos, a equipe do restaurante havia enviado dois castiçais com velas e um isqueiro, além de uma champanhe especial em um balde de gelo, diferente da que havia no mini bar do quarto.
– Acho que alguém ouviu você indicando os pratos para mim no telefone e achou que era um jantar romântico – o jogador brincou após acender as velas e se juntar a à mesa.
Antes que a cantora pudesse responder, as luzes da sala de estar do quarto piscaram levemente por alguns segundos antes de voltarem ao normal, acompanhadas pelo som de um trovão distante.
– Bom, talvez as velas venham a calhar – deu de ombros, erguendo a taça cheia da bebida borbulhante. O britânico repetiu o gesto. – Ao voo cancelado que fez o jogador de futebol workaholic se divertir um pouco.
– Ao encontro com a popstar mais falada do momento… – brindou, sem deixar de notar a leve careta que surgiu involuntariamente no rosto dela. – Que foi quem realmente fez o jogador workaholic se divertir.
Os dois juntaram as taças levemente, brindando antes de bebericar e saborear aquele presente do hotel, muito provavelmente fruto da confusão de colocá-los em um quarto só.
sabia que a pergunta viria a qualquer momento. Eles já tinham passado pelas entradas e por metade do prato principal conversando amenidades, falando sobre a carreira de e sua família. A luz havia piscado pelo menos sete vezes, a tempestade ameaçava chegar a qualquer instante e, a cada nova oscilação de energia, ela esperava a pergunta que ele inevitavelmente faria, vencido pela curiosidade.
É claro que sempre havia a possibilidade de não saber nada sobre a desgraça em que sua vida tinha se transformado no último ano, mas tinha tempo de terapia suficiente para reconhecer que seus muitos anos de carreira a haviam tornado uma cantora pop que furou a bolha musical e passou a ser reconhecida em outros meios. Ainda assim, até pouco tempo, sua vida pessoal permanecera quase sempre restrita àqueles que acompanhavam de perto a indústria musical.
– Talvez eu faça algo muito estúpido agora – começou, rindo baixinho de si mesmo. – Minha mãe diz que eu tenho o costume de pesar o clima.
Era isso. Tinha chegado a hora.
– Fico muito honrado de ser uma das poucas pessoas com quem você interagiu na sua primeira aparição pública depois de meses sem ser vista, até porque eu vi que você passou metade do tempo no Met trancada no banheiro ou conversando com a Anna – ele continuou, soava mais como um fluxo de pensamento sendo colocado para fora do que como uma conversa de verdade. – Eu provavelmente não deveria ter dito isso, mas é impossível não te notar. Já seria antes e, agora, todos os olhos estavam voltados para você… eu também me trancaria no banheiro do Met, eu acho.
– … – tentou interromper, sem saber se achava graça da forma como ele falava ou se ficava preocupada, já que, desde que se conheceram mais cedo, o britânico nunca tinha falado tanto. As luzes piscaram mais uma vez, e um vento vindo das portas abertas da sacada fez as chamas das velas tremularem.
– Minhas primas são apaixonadas por você, de verdade. Teve um almoço de família em que elas falaram tanto de que eu passei a noite inteira ouvindo sua discografia, e nunca mais parei – o jogador continuou, suspirando profundamente ao resgatar as memórias que envolviam o nome dela. – Eu até dei uma entrevista um mês depois dizendo que ouvia Bloodlines toda vez que tinha um jogo importante no dia seguinte.
– Eu realmente gosto desse álbum – sorriu com a menção de seu terceiro trabalho; agora, já acumulava oito lançados.
– E então tudo aconteceu. Todo mundo caiu em cima de você, as notícias do dia seguinte sempre pareciam piores do que as do dia anterior, e eu simplesmente não conseguia enxergar como aquela mulher que eu ouvia, e que tentei entender através dos álbuns, poderia ser a mesma que estavam apontando nos tabloides – explicou, passando as mãos pelo cabelo. A cantora desejou, por um instante, que fossem as mãos dela ali. – E quando eu converso com você… você não parece estar drogada. Não que eu tenha visto muitas pessoas drogadas, mas alguns jogadores têm o péssimo hábito de usar isso, e você definitivamente não parece.
soltou o garfo devagar. falava sem parar, mas, diferente dela, não a encarava. As luzes piscaram mais uma vez antes de se apagarem por completo, e o ambiente passou a ser iluminado apenas pelas velas nos castiçais sobre a mesa. Os trovões soaram mais fortes do lado de fora.
– Enfim, o que quero dizer é que não me importo se as notícias sobre você forem reais, mesmo que não pareçam ser, minhas primas nunca pararam de te defender e acho que fiz o mesmo internamente, de certa forma. – ele continuou, observando o rosto dela realçado pelo tom quente das velas. – Todo mundo passa por algo na vida. Eles não tinham o direito de te expor.
permaneceu em silêncio, extasiada pela expressão determinada no rosto de . Ele não parecia arrependido de ter mencionado o tema que havia se tornado o “grande elefante na sala” da vida dela há pelo menos um ano e meio. Não buscava respostas definitivas, como muitos repórteres e jornalistas tentavam arrancar através do seu novo e-mail comercial, tampouco fazia aquilo para constrangê-la, mas, sim, para confortar.
– As notícias realmente foram fabricadas – ela começou, depois de passar o guardanapo brevemente pelos lábios e pousá-lo no colo. – Eu estava no meio da turnê quando o Aaron, meu melhor amigo e produtor musical, surgiu do absoluto nada na cidade em que estávamos naquela semana e quase me arrastou para uma conversa em um bar desconhecido.
abaixou a cabeça, os dedos quentes e reconfortantes do britânico tocaram delicadamente as costas de sua mão apoiada sobre a mesa, acompanhados pelo som da chuva que começava do lado de fora.
– Ele me levou até lá totalmente escondida, em um carro alugado estacionado longe demais, sem segurança, sem avisar ninguém da minha equipe… e ainda desligou meu celular! – ela prosseguiu; o carinho na mão não cessou. – Se fosse qualquer outra pessoa, eu poderia imaginar que estava sendo sequestrada. Mas o Aaron precisava falar comigo daquela forma, porque ninguém, eu repito, ninguém da minha equipe era confiável naquele momento.
pegou a taça de champanhe com a mão livre e deu mais um gole. Aquela conversa estava se desenrolando exatamente como a produção atual: à base de muita raiva e álcool.
– Sentamos em uma mesa no fundo do bar, bem escuro, com capuz e tudo. Até aquele momento, eu jurava que era só uma brincadeira para me tirar do caos dos shows e beber um pouco – riu, e o jogador automaticamente sorriu de volta. – Mas então o Aaron começou a contar que, desde que eu tinha saído do país, o Scott insistia em marcar uma reunião com ele na sede da gravadora. Depois de muita pressão, ele acabou indo.
soltou uma risada amarga; o corpo esquentou, tomado pelo ódio.
– Qual não foi a surpresa dele ao entrar na sala de reuniões e encontrar, junto do Scott e de parte da minha equipe que não estava em turnê comigo… o meu noivo! – continuou, agora com os olhos levemente marejados refletindo a luz das velas. – A reunião era uma grande conspiração do dono da gravadora e do meu futuro marido, para controlar os ganhos financeiros dos meus álbuns e o conteúdo criativo dos próximos trabalhos. Tudo isso com base em pesquisas de tendências mercadológicas da indústria para os anos seguintes, uma maluquice.
– Seu noivo não era ator? – o britânico deixou escapar, surpreso.
– Exatamente. O que ele entende de música? Nada! – concordou, revirando os olhos. – Toda a conspiração partia da ideia de que eu cederia muito mais profissionalmente depois de casada porque, com meu histórico de relacionamentos fracassados, quando eu finalmente estivesse vivendo meu “conto de fadas”, eu estaria tão feliz que mal perceberia os desvios financeiros e as imposições criativas que o canalha do Chris faria disfarçados de conselhos, sempre ganhando em cima.
tocou o canto externo dos olhos com o dedo indicador. O rosto havia perdido o brilho que notara mais cedo.
– Eles estavam convidando o Aaron para fazer parte disso, já que, desde o meu segundo álbum, nunca produzi com outra pessoa.
– Imagino que ele jamais faria isso com você.
– Nunca. Aaron é, acima de tudo, meu melhor amigo – ela concordou, sorrindo com nostalgia. – Fui madrinha do casamento dele e agora sou madrinha dos filhos. Somos muito mais do que uma dupla que funciona no trabalho.
– E o que ele disse para as pessoas da reunião?
– Disse que precisava pensar, com inclinações a aceitar, conversou com a Lauren, a esposa dele, e pegou o primeiro voo para a Espanha, onde eu estava em turnê – continuou; deixou de apenas acariciar sua mão para segurá-la com firmeza. – Ninguém podia saber, não sabíamos em quem confiar. Então, pelo bem dos fãs que ainda aguardavam os próximos shows e na tentativa de reunir provas materiais, continuamos fingindo. Aaron disse que aceitava, e eu segui a turnê como se nada tivesse acontecido.
– … – murmurou, preocupado. – Por quanto tempo?
– Seis meses – ela respondeu, triste, antes de suspirar audivelmente. – Todo esse tempo de turnê foi um alívio porque eu mal via o Chris, encará-lo sabendo o que ele pretendia, seria a pior parte. Eu o amava de verdade. Não teria aceitado o pedido de casamento se não o amasse. E ele só… me traiu da pior forma possível.
Poucas lágrimas escorriam sem pressa pelas bochechas levemente coradas, mais pela raiva que aquelas lembranças despertavam do que pela tristeza latente que sentiu durante aqueles seis meses.
– Eu preferia pegar o Chris na cama com cinco mulheres a descobrir que ele queria se aproveitar do meu talento, do meu trabalho… da coisa mais minha que existe na minha vida! – continuou, o corpo tremendo levemente, tanto pelo vento que entrava pela porta da sacada quanto pela dor de pensar o que poderia ter acontecido. – O fim da turnê chegou e não tínhamos conseguido provas. Eles falavam em códigos nas reuniões e quando essa sujeira viesse à tona depois que eu rompesse com todo mundo, nossa palavra dificilmente seria suficiente.
se levantou devagar e ajoelhou-se ao lado dela, ficando na mesma altura. Era o que seus pais costumavam fazer quando queriam confortá-lo após uma notícia ruim, um teste perdido para algum time legal ou qualquer outro tropeço. aprendera cedo que proximidade traz conforto. Por isso, além de se aproximar, segurou as duas mãos dela.
– Meu último show foi no Brasil. Foi o momento mais mágico e mais doloroso da minha vida – confessou, grata pela presença dele. – Eu sentia o quanto cada pessoa ali se importava comigo e sabia que, provavelmente, seria a última vez que as veria por um bom tempo. Quando voltamos, rompi com a gravadora, encerrei os contratos da equipe, terminei o noivado e garanti que todos saberiam o quão podres eles eram… Talvez eu devesse ter ficado em silêncio, porque, no dia seguinte, todas as manchetes traziam o rosto deles, do meu ex, da minha PR, de outras pessoas, me acusando de estar me drogando e todas aquelas outras coisas que você já viu.
– E foi aí que você sumiu.
– Por sorte, meu contrato com a gravadora era excelente: as músicas me pertenciam, a multa por quebra era baixa… – suspirou. – Mas eu precisava me livrar de tudo que tivesse ligação com aquelas pessoas. Vendi os imóveis, mudei para um lugar que ninguém conheceria, troquei os seguranças, apaguei as redes sociais, mudei de carro… Tudo mudou, menos o Aaron.
– Você nunca teve vontade de rebater as acusações? – o britânico perguntou, irritado só de ouvir. – Acho que eu enlouqueceria lendo tantas mentiras sem dizer nada.
– É exatamente isso que estou fazendo em Londres – respondeu, sorrindo genuinamente. – Aaron e eu estamos trabalhando sozinhos no meu próximo álbum, vou responder tudo nele: nas letras, nos videoclipes, em cada detalhe dessa nova fase, que é bem diferente de tudo o que já fiz. Existe uma gravadora concorrente que tentou me trazer para o lado deles antes… Eles ainda não sabem, mas vamos entrar em contato muito em breve para ouvir uma proposta.
– Então vai ter vingança? – o jogador brincou, sorrindo de forma maliciosa. – Conte comigo para divulgar esse álbum.
– Acho que é sim uma vingança, de certa forma – ela gargalhou, acariciando as mãos dele em resposta. – E só vou aceitar sua divulgação se você fizer como aqueles jogadores super bregas que entram no estádio e no vestiário com a caixinha de som no volume máximo.
– Você vale essa vergonha alheia – concordou, sorrindo ao sentir o carinho dela se repetir em suas mãos.
bocejou discretamente. A noite tinha sido longa, e não parecia que qualquer voo sairia com a chuva torrencial que caía lá fora, sorriu, acariciando os joelhos dela preguiçosamente, não esperava que fosse contar cada detalhe que explicava seu sumiço, porém, era uma honra ser digno da confiança dela.
– Será que podemos dormir? – ela perguntou, levantando-se junto com . – Acho que o rei Charles não vai mandar o jatinho da família real para você com uma tempestade dessas.
retornou ao quarto e encontrou ajustando os travesseiros em um dos lados da cama. Ela usava uma camisola longa de seda azul, com detalhes em renda no colo, e ele tinha certeza de que, se ela saísse daquele jeito na rua, viraria tendência imediata.
observou o jogador fazer o caminho até o lado oposto do quarto. Ele vestia uma camiseta branca de algodão de mangas curtas e calças listradas, ambas ressaltando seus músculos de uma forma diferente, mais íntima e quente.
– Espero que você não esteja considerando passar a noite naquele sofá – a cantora exclamou ao vê-lo pegar dois travesseiros do lado que havia escolhido para ele. – Por mais caro que ele seja, não foi fabricado para comportar um artilheiro da seleção durante uma noite.
– Não gostaria de te deixar desconfortável – ele respondeu, observando-a com delicadeza. Ela percebeu o esforço que fazia para não deixar o olhar escorregar para baixo.
– Você não me deixaria desconfortável nem se quisesse, – respondeu, deitando-se e usando a mão direita para dar duas palmadinhas no tecido macio que cobria o colchão, exatamente no espaço que queria que ele ocupasse. – E você passou uns sete minutos confessando que é meu fã… é de se esperar que você queira deitar do meu ladinho.
quase podia ver o sorriso maroto no rosto de quando deu as costas para apagar as luzes do quarto antes de se acomodar ao lado dela. Os travesseiros e o edredom compartilhados trouxeram conforto ao corpo ainda tenso pelo dia agitado.
– Você sempre dorme assim? – a cantora perguntou, com o corpo virado na direção dele.
– Meio estranho? – o jogador respondeu, permanecendo de barriga para cima, na mesma posição de um “defunto”, como seu pai costumava dizer. – Mas sim, me ajuda a pegar no sono mais rápido.
– Achei tenebroso – ela comentou, torcendo levemente o nariz. – Você ronca?
– Não que eu saiba… – ele respondeu, achando graça do questionário. – E você?
– , jamais pergunte isso a uma mulher – brincou, dando um leve tapinha no bíceps dele. – Não, eu não ronco.
O jogador soltou uma risadinha baixa, e ambos permaneceram em silêncio por alguns instantes.
– Você é sonâmbulo? – ela perguntou novamente, arrancando outra risada dele.
– Não, – respondeu, virando-se para encarar a cantora, mesmo sem conseguir vê-la direito na escuridão. – Com quem você já dividiu o quarto que te traumatizou tanto assim?
– Meu ex-noivo? – ela respondeu de forma retórica, rindo em seguida. – É bem fácil aprender a pesar o clima depois de passar um dia com você.
Após mais alguns segundos de silêncio, ainda embalados pelas risadas, ela voltou a falar:
– Na verdade, a sonâmbula sou eu… mas aconteceu poucas vezes – dessa vez, sua voz estava mais lenta, as palavras vinham mais espaçadas. – E eu costumo conversar sozinha antes de dormir…
– Você já disse isso em uma música, não disse? – lembrou, durante todo aquele dia, secretamente reunia pequenas provas de quem ela era a partir do que cantava.
Dessa vez, porém, não respondeu. passou a ouvir apenas a respiração leve dela ocupando o espaço antes preenchido pela voz curiosa. Ele a observou uma última vez na escuridão do quarto antes de voltar o rosto para cima e fechar os próprios olhos.
Mais tarde, não saberia dizer o que o fez acordar, já que costumava ter um sono que chegava rápido e durava exatamente o tempo necessário. Talvez tivesse sido o vento que entrou pela porta de correr, antes fechada, ou a sensação de que já não dormia confortavelmente ao seu lado.
O jogador abriu os olhos devagar. A luz fraca da sacada, que entrava pela porta aberta, chamou sua atenção tanto quanto o espaço vazio do outro lado da cama. Ele passou a mão pelo cabelo ao se levantar, ajustando a camiseta branca no corpo enquanto se aproximava da visão que, se tivesse qualquer talento artístico, pintaria e emolduraria.
estava apoiada no batente da sacada, um dos cotovelos encostado na base para sustentar a mão que segurava o próprio rosto. Seus olhos estavam voltados para o céu escuro, de onde caía uma garoa leve, molhando parte de seu corpo e, consequentemente, a camisola azul de seda, cuja barra esvoaçava com o vento que entrava ali.
– ? – ele chamou, aproximando-se devagar. – Está tudo bem?
A cantora desviou o olhar do céu e encontrou os olhos atentos dele e sorriu de leve. Seu rosto estava salpicado de pequenas gotas da chuva fina que entrava pela sacada.
– Acordei você? – devolveu a pergunta, acompanhando-o com o olhar enquanto parava ao seu lado, apoiando o cotovelo no batente como se estivesse encostado à janela de um carro. – Ultimamente, apesar de dormir rápido, eu não consigo evitar acordar no meio da noite.
– Hábito recente?
– Por mais que eu não goste de admitir, o trauma deixou marcas – respondeu, suspirando baixo. – Nunca mais tive uma noite completa de sono.
– E o que você faz para voltar a dormir? – o jogador perguntou. O encontro da luz fria e difusa da lua, escondida pelas nuvens, com a luz quente da lâmpada da sacada no rosto dela fazia com que ele quisesse, quase desesperadamente, ajudá-la de alguma forma.
não respondeu de imediato. Riu sozinha, jogando a cabeça levemente para trás.
– Eu até faço alguma coisa… mas não trouxe na mala o que eu preciso – disse, observando o jogador com atenção, os olhos brilhando ao fitá-lo.
– E eu posso ajudar de alguma forma? – ele perguntou, sentindo o corpo aquecer e a boca umedecer levemente sob o olhar minucioso dela. – Já que você não trouxe o que precisa…
A mulher se aproximou devagar, diminuindo a distância entre os dois. A mão esquerda deslizou pelo tronco dele, por cima da camiseta, em um carinho lento.
– Sabe, , você deveria ter mostrado que era meu fã logo de cara – ela disse, sorrindo de forma maliciosa ao perceber que ele olhava diretamente para seus lábios levemente úmidos pelas gotas de chuva que entravam pela abertura da sacada. – O tempo que eu perdi tentando te conquistar poderia ter sido aproveitado de outras formas.
O jogador queria desesperadamente descobrir se tocar o corpo de por cima da seda azul seria tão prazeroso quanto imaginava, principalmente quando ela colou seus corpos, permitindo que ele sentisse a curva dos seios pressionando seu peitoral.
– …
– Você pode me tocar onde quiser – ela o interrompeu antes que ele pedisse, aproximando os rostos até que os narizes se encostassem. – Mas só se for me beijar também.
Um dos braços fortes dele a envolveu imediatamente, puxando-a para si. A mão de subiu até a curva do pescoço dele, ainda levemente úmido, enquanto ela fazia questão de roçar as bocas de forma provocativa antes de permitir que o jogador a beijasse de verdade.
Os lábios se encontraram primeiro de forma lenta. O braço dele ainda a envolvia, enquanto a mão que antes estava apoiada no batente passou a acariciar seu pescoço com um cuidado que fazia o corpo de esquentar a cada toque.
Foi justamente esse toque que a fez apressar o beijo. Sua boca se abriu um pouco mais, pronta para deixar que as línguas se encontrassem, arrancando um som baixo e delicioso da garganta de . sorriu contra os lábios dele; era bom saber que conseguia provocar aquele tipo de reação no jogador mais cobiçado do momento.
A mão de , agora enredada no cabelo de , puxou alguns fios com firmeza, obrigando-o a intensificar o beijo. A outra envolveu seu pescoço por completo, empurrando-o de leve contra o batente. Ela sentiu o volume crescer entre as pernas dele; as costas do jogador tocaram a sacada, mas ele não deixou de beijá-la nem por um segundo.
– Me diz que a gente vai pra cama agora, por favor – murmurou, ofegante, enquanto a boca dela deslizava por seu maxilar até o pescoço.
– Só se você me disser que vai se comportar direitinho, – ela sussurrou entre beijos. – E fizer tudo o que eu pedir.
– Eu vou – respondeu rápido demais. – Juro que vou.
interrompeu o beijo e o encarou diretamente, os olhos dele estavam escuros de desejo. Puxou-o pela mão enquanto dava passos para trás. Em algum ponto entre a sacada e o quarto, os dois voltaram a se beijar. Ela tirou a camiseta dele com pressa e a jogou em algum canto da sala que só encontrariam pela manhã.
fechou a porta atrás deles, conduzindo em direção a cama, as mãos dela subiram pelo peito dele, guiando o corpo do jogador alguns passos para trás até que a cama estivesse exatamente onde ela queria.
o fez sentar, permaneceu em pé por alguns instantes, admirando-o seminu sob a luz baixa que ele havia acendido sem que ela notasse. Ela se aproximou devagar, sentando-se no colo dele, sentindo a ereção tocá-la por baixo da camisola, bem perto de onde ela queria, mas com ao menos três camadas de roupa os separando. O próximo beijo foi mais profundo, as mãos se encontravam entre toques pelos braços, pescoço e cintura, passou a se mover devagar, ditando um ritmo para o beijo e para os sons que inevitavelmente pronunciava em meio aos beijos no pescoço dela.
Quando as alças começaram a atrapalhar, o jogador correu as mãos pelas pernas dela por debaixo do tecido de seda, apertando as coxas antes de subir a camisola por completo até ela parar no chão e sua boca ter passagem livre para qualquer parte que ela o deixasse encostar.
As mãos de puxaram seu cabelo, direcionando a boca dele para os seios, sem deixar de se mover vagarosa e provocativamente, a calça começou a ficar desconfortável. Normalmente, o torturaria com seus movimentos calculados até que se desse por satisfeita.
Mas, desde que o caos tinha batido à sua porta, ela não havia ficado com mais ninguém. Era de se esperar que estivesse salivando pela oportunidade de finalmente sentir prazer com outra pessoa.
– Você realmente me pegou em um dia de sorte, — ela sussurrou no ouvido dele, deixando alguns beijos por ali antes de levantar e puxar a calça e a cueca para baixo no caminho, admirando-o completamente nu, duro e pronto para ela antes de dizer — Deita na cama.
obedeceu imediatamente, movendo o próprio corpo para trás sem tirar os olhos dela, lentamente tirou a peça que faltava, sorrindo de longe ao ver o rosto do britânico tomado de desejo.
engatinhou devagar, passando as mãos pelas pernas dele à medida que se aproximava de onde realmente gostaria de chegar.
– Perder um voo nunca foi tão maravilhoso – murmurou, apoiado nos cotovelos, gemendo baixinho ao sentir as mãos dela o envolverem, apertando-o lentamente.
– Te disse – ela respondeu, subindo em cima dele, as mãos do jogador foram para os seus quadris e ele se inclinou para voltar a beijá-la – Nós estamos exatamente onde deveríamos estar.
FIM!
Nota da autora: Sem nota!
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