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Codificada por: Saturno 🪐

Última Atualização: 27/12/2025

Quando ele a empurra contra a parede, sua recompensa é um gemido estrangulado saindo dos lábios manchados de bordô dela. consegue sentir em sua língua o gosto do Merlot emaranhado com o sabor natural de , aquele vinho frívolo que ela bebe semanalmente mais evidente por causa da ocasião. No entanto, ele não quer se concentrar nisso.
Tudo sobre eles dois sempre é sobre outra coisa; como sua carreira a mantém longe, como ainda não sabe o que quer da vida, como eles costumavam discutir o tempo todo antes de terminarem e decidirem ser amigos, como a amizade deles é importante demais para arriscar. Mas não agora, não quando ele está rasgando a calcinha vermelha de , aquela que ela comprou exclusivamente para o aniversário dele, enquanto bagunça o pescoço com chupões que com certeza vão deixar marcas.
a pressiona contra a parede do banheiro, roubando mais um momento com ela enquanto a sua festa de Ano Novo acontece há dois cômodos de distância. Onde Dave, aquele babaca metido, provavelmente está procurando para tentar se exibir um pouco mais sobre seus prêmios acadêmicos e toda aquela merda pretensiosa.
Mas está aqui, com ele.
. — seu nome soa como uma oração quando ela mais precisa dele, e qualquer tolo é guiado por essa fé cega. Ambos sabem que vai funcionar, que a prece pecaminosa será atendida rapidamente. é sempre um homem piedoso quando se trata das pessoas que ama, especialmente dela, a crença roubada dos deuses dada àqueles que estão na estrada com ele. As calças dele foram esquecidas, assim como sua roupa de baixo. Tudo que consegue pensar é em como ele quer sentir ela mais uma vez, mais um encontro clandestino antes de perdê-la. — Por favor. Eu preciso de você.
É uma mentira deliciosa e mal pode esperar para devorá-la, saboreando a trapaça no emaranhado que eles são, do mesmo jeito que ele faz quando a devora, lambendo e chupando sua boceta com tanto fervor quanto um homem insano.
Porém, ambos sabem que não têm muito tempo. Alguém com certeza vai aparecer procurando pela anfitriã da festa. Então, ele ataca com sua boca faminta e pega o que consegue nesse meio-tempo emprestado e apressado. geme contra os lábios dela e segura suas coxas, enquanto dá um pequeno salto. A ereção dele pressionada tão perto da bocetinha carente da sua garota; apenas aquele vestido estúpido entre eles, como os portões da Babilônia prestes a serem escancarados.
. — choraminga em necessidade, sua boceta molhada e pulsando, implorando para ser preenchida, para ter ele dentro dela o mais rápido possível.
— Eu sei, querida. — O apelido é mais doce do que qualquer um de seus gestos. Isso seria muito mais fácil se fossem apenas corpos imitando a farsa que os amantes fazem, seria mais simples se ele não a amasse tanto. — Vou te dar o que você precisa. Te abrir e encher essa boceta apertada com meu pau. É isso que você quer?
As pernas de estão ao redor da sua cintura e ela murmura entre beijos, até que ele finalmente puxa o vestido caro para longe do caminho e desliza para dentro dela. O som da comemoração no andar de baixo não passa de um ruído comparado aos gemidos ecoando pela garganta de , estocando dentro da boceta de , e ela aperta seu pau como se nunca quisesse que ele saísse de dentro dela, do jeito que os dois precisam.
Do único jeito que eles conseguem concordar sobre serem um.
não pode parar. Quadris movendo-se descontroladamente, movimentos ficando mais animalescos conforme o barulho dos seus corpos fodendo se confundem com seus próprios ruídos de prazer e as conversas altas vindas da sala de estar. Para , ela é sua lua, o veneno confundido pelo remédio, ou talvez um remédio que foi tomado tanto, até o ponto de se tornar o veneno.
sabe que tem que deixar esse padrão doentio de aparecer no casa dele como se fossem só amigos, ambos espalhando seus problemas um no outro como beijos, destruindo todos os seus planos e depois saindo apenas para começar tudo de novo. Mas, para , ele é como um gato de rua que apareceu no seu quintal em um verão ensolarado. Ela continuou alimentando-o, sem se importar muito, e o vira-lata continuou aparecendo todas as noites até que ela se viu esperando pontualmente pelo visitante. Até que ela percebeu que estava oferecendo uma casa a um homem nômade. Isso não é amor.
Ela não quer que seja amor, porque eles já tentaram isso. Quando eles se conheceram, conseguiu fazê-la rir mais do que todos os seus ex-namorados juntos; quando ela conseguiu intrigar ele mais do que qualquer mulher que já passou por ele. Porém, não deu certo. E foi um milagre eles conseguirem ser amigos sem qualquer incidente, sem aquele ódio corriqueiro de ex, mas agora tudo que eles conseguem fazer é isso. Foder, sentir ciúmes, foder, fugir, voltar, repetir.
Às vezes, acha que o ódio seria mais fácil. Mas ela não consegue odiar — já tentou isso vezes demais. Até as coisas nele que a irritam parecem dóceis quando ele a olha daquele jeito.
Eles não querem perder a amizade quebradiça que fizeram juntando os caquinhos do coração um do outro, entretanto, eles têm que deixar ir. Eles têm que esquecer que conhecem o corpo um do outro tão bem.
sabe disso, por isso que ela sempre diz que é a última vez. Mas quem acredita nas palavras de um viciado?
também sabe. Ele sabe que tudo que sente está no fundo das garrafas de cerveja que eles dois compartilham até chegar aqui: transando com ela contra a parede de um apartamento que ele ajudou a escolher. Mas esta é a última gota. não o ama; pode ver na maneira como seus olhos cansados olham para ele e como ela não ri como costumava fazer, ou como não pede mais para ele cozinhar panquecas depois de gozar no pau dele e e deixar escapar que o ama.
não quer mais a vida dividida dele. Não quer mais um cara sem rumo, que não sabe o que quer, e muito menos como um relacionamento duradouro deve ser. Ele entende. Mais do que entender, sabe que ela merece mais.
Então, tenta se preocupar apenas com seu pau abrindo a boceta apertada de , enquanto compartilham um beijo por luxúria — só essa palavra para definir esse momento, não outra, por mais que tenha que beijá-a com mais força para se impedir de dizer aquilo — bagunçando-a para qualquer outro homem que possa vir e se atrever a fazer ela sentir do jeito que só ele pode. Que se dane o Dale, sério. O pensamento de outro desperta uma raiva irracional nele, então mete ainda mais rápido dentro dela, aproveitando o grito de prazer que deixa escapar, chamando apenas o nome dele. Suas unhas cravando na pele dele, sua boceta apertando o pau dele, seu quadril movendo para buscar mais dele, tudo dele. Menos ele. é dela. Sempre. Mesmo que não possa ser. Quem disse que fechamentos são dóceis?
Pela manhã, não vai tocar nesse assunto, ele será somente um amigo. Não mais um ex-namorado, nem um pouco de um amante. Ele vai se sentar na mesa da cafeteria favorita dele e de , e não vai revirar os olhos quando ela citar outro homem. Ele não vai colocar seu corpo apenas um pouco perto demais quando estiverem assistindo televisão juntos. Ele não vai comprar o vinho que ela gosta e fantasiar sobre como o gosto só é bom nos lábios dela. Ele não vai chamar ela de .
De uma forma estranha, o maior ato de coragem que ele poderia fazer parece muito com uma covardia infantil. Mas vai fazer isso, se escolher e se cuidar. Escolher ela e cuidar dela também, porque, se eles aprofundarem isso, irão acabar um sem o outro. Depois de hoje, essa sensação de serem jogados juntos não vai mais estar na espreita, esperando que eles tropecem nas linhas entre amizade e romance. Eles podem ser amigos, é o único jeito dele ter certeza que não vai perder ela.
não estará aqui para o beijo de Ano Novo, e essa será sua resolução para o próximo ano: não voltar para Droga, .
Ele estará livre, e ela também.
Mas, primeiro, ele vai fodê-la até o último minuto do ano.
E talvez repetir alguns erros na próxima contagem regressiva.


FIM


Nota da autora: Uma remasterizada nessa história (que eu vejo mais como um conto) de uns anos atrás. Espero que gostem e comentem! Até ano que vem.

🪐

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