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Revisada por: Saturno 🪐

Última Atualização: 06/09/2025.

— Não, de jeito nenhum eu vou te ajudar com isso, . — Steve Harrington cruzou os braços na frente do corpo enquanto mantinha sua expressão o mais séria e irredutível possível. Era a estratégia usada por ele toda vez que queria dissuadir de alguma coisa. No fundo, sabia que não adiantaria, porém sempre tentava ainda assim.
— Por favor, Steve! Só hoje, vai? Não me deixe sozinha nessa! Você não tem ideia de como aquelas crianças são e…
— Espera, tá me dizendo que são pestinhas? Você é inacreditável, ! — Harrington bufou indignado.
— Steve! — continuou o encarando com a maior cara de pedinte do universo.
havia aceitado cuidar dos gêmeos do casal Andrews por uma semana porque precisava do dinheiro. Robin — a outra integrante do trio que ninguém imaginava que um dia se formaria em Hawkins — iria ajudá-la, porém, naquela noite em especial, a amiga havia arrumado um outro compromisso de última hora com a banda e deixou na mão.
Os gêmeos Andrews não eram crianças fáceis. De fato, na última vez quase deixaram maluca, e ela sabia que dessa vez seria loucura tentar fazer aquilo sozinha, porém realmente necessitava da grana, por esse motivo insistia que Steve a ajudasse naquela noite.
O rapaz não estava surpreso. Aquelas duas sempre o metiam em furadas.
Harrington a olhou de volta por alguns segundos, enquanto tentava se manter firme, porém sabia que não resistiria. Alguma coisa, principalmente em , sempre o fazia acabar cedendo.
Não era como se ele tivesse mesmo alguma chance de resistência, de qualquer forma.
Um suspiro e um rolar de olhos anunciaram sua derrota.
— Tá, tá bom, mas só dessa vez. — imediatamente começou a dar pulos animados à sua frente e ele precisou conter um sorriso, porque ainda queria manter o mínimo de dignidade.
Por que sempre cedia a ela?
— Você é um anjo, Steve! Obrigada, obrigada! — o abraçou forte, por cima do balcão da locadora, o que deixou Harrington momentaneamente sem saber como reagir.
Ele deu dois tapinhas nos ombros da garota, porém logo a empurrou gentilmente, a afastando para encará-la sério.
— Mas só para deixar claro: eu não levo o menor jeito com crianças! Tô fazendo isso porque você não vai me deixar em paz. — Então passou a mão pelos cabelos, ansioso.
continuava sorrindo largamente.
— Você tá fazendo porque me ama que eu sei. — Deu língua para o rapaz. — Se te serve de consolo, eu também não sou boa com crianças, porém os Andrews pagam bem e é lógico que vou dividir com você. — Ergueu uma sobrancelha de forma sugestiva.
Steve bufou.
— Você poderia ter poupado todo esse rolo se tivesse falado da grana logo no começo, sabe? — O comentário fez a garota gargalhar. — É sério. Por quanto tempo eles vão nos contratar mesmo? — Se afastou um pouco mais da garota e se apoiou na grande banqueta atrás de si.
Percebeu, pelo canto de olho, que um cliente se esgueirava pela seção restrita da locadora, porém, daquela vez aquilo não era tão interessante.
— Eles me pediram para olhar os pirralhos durante todos os dias dessa semana, mas não vou te torturar assim. Amanhã eu falo com a Robin de novo e tenho certeza que ela vai querer me ajudar.
— O quê? Não! Nada disso! Mal me contratou de ajudante e já está me dispensando? Achei que você tivesse coração, . — Fez uma careta magoada, que arrancou uma risada da amiga.
— Cadê o cara que estava reclamando cinco minutos atrás? — Estreitou os olhos na direção de Harrington.
— Não faço ideia. Deve ter ido ali na restrita bater uma.
— STEVE! — gargalhou e ele a acompanhou por alguns segundos.
— É sério. Vou te ajudar a semana toda. Não vou te deixar sozinha com os pirralhos e também tô precisando da grana.
A expressão de se iluminou e Steve jurava que ela o abraçaria outra vez. No entanto, a garota fez algo pior.
— Obrigada, Stevie. Você é o melhor. — Com mais um largo sorriso, se aproximou de Harrington e lhe deu um delicado beijo na bochecha.
Atordoado, o rapaz sorriu de volta enquanto sentia sua bochecha esquentar.
O gesto o fez se sentir esquisito, muito esquisito, e segundos depois ele se viu passando a mão pelos cabelos, nervoso.
— Tá bom, tá bom. Não precisa ficar toda melosa. Você vai ficar me devendo muito, hein? — Steve não tinha intenção alguma de falar daquele jeito, porém não se sentia completamente no controle de suas ações.
engoliu em seco e soltou uma risadinha sem graça.
— Tudo bem, não vou ficar, bobão. E não sei o que eu vou dever se você vai ganhar dinheiro. Te orienta, Harrington! — Estreitou os olhos, numa tentativa de disfarçar como de repente estava envergonhada por ter beijado Steve na bochecha.
Os dois riram e ficaram se olhando por alguns minutos, antes da moça coçar a nuca, num gesto claro de desconforto.
— Então, eu tenho esse negócio para fazer agora e… — Já começou a se afastar e, num gesto rápido, Harrington a segurou pela mão.
— Espera! Onde você tá indo?
— Embora. — riu e se soltou dele.
— Ah, é? — Steve estreitou os olhos para ela. — Vou te fazer um favorzão e você retribui saindo sem nem se despedir direito? — a provocou.
Foi a vez de estreitar os olhos.
Minutos atrás, ele estava todo sem graça, agora havia ativado o modo flerte.
Steve Harrington adorava enlouquecê-la.
A forma como ele sorriu cafajeste a fez desejar socar aquela cara linda. No entanto, não sairia por baixo. Se ele queria jogar, ela não recuaria.
— E como seria a despedida perfeita, Stevie? — Aproximou seu rosto do dele e sorriu satisfeita quando assistiu o amigo engolir em seco.
Levando a brincadeira mais adiante, Harrington manteve a proximidade e umedeceu os lábios.
— Ah, tenho certeza de que você sabe como seria, .
Os olhos da garota faiscaram em sua direção.
— Oh, Stevie. Não fique todo meloso. — Se afastou risonha. — Você sabe onde fica a casa dos Andrews, não é? Me encontre lá às sete.
E saiu da locadora.
Steve a acompanhou com o olhar e bufou.
— Espertinha.
Ele sabia muito bem que os flertes não passavam de uma brincadeira boba entre os dois. No entanto, por algum motivo, desejou que ela, de fato, quisesse beijá-lo, o que era loucura, afinal, eram melhores amigos.
ainda o deixaria louco.

🔥


Encostada em uma árvore na frente da casa dos Andrews, repetia para si mesma que não havia motivo algum para ficar tão nervosa. Aquela era apenas uma noite comum, onde seria babá dos gêmeos na companhia de seu melhor amigo Steve.
O mesmo Steve que às vezes parecia nervoso, às vezes fazia aquelas malditas brincadeiras de flertes, mas que no fundo sabia, não dariam em nada. Eles eram amigos demais.
Amigos. Como ela odiava aquela palavra às vezes.
Harrington não era diferente. Ainda não entendia bem o porquê, mas todo o negócio dos flertes despertou uma coisa nele. E essa coisa o fez quase se atrasar tentando conseguir o penteado perfeito antes de sair de casa.
Quando ele estacionou na frente da casa dos Andrews, imediatamente localizou a silhueta de , que se desencostou da árvore quando viu o carro dele parar.
Respirando fundo, Steve saiu do carro e os dois se encontraram no corredor que levava ao hall de entrada da casa.
— Ei, Steve. — sorriu. — Você veio mesmo.
Harrington soltou uma risadinha.
— Achou mesmo que eu deixaria você aqui sozinha e ainda levar a grana toda?
revirou os olhos e riu.
— Babaca.
Ele arregalou os olhos e levou uma mão ao peito, fingindo estar ofendido.
— Olha só como ela me trata! Que malvada.
— Vamos logo, bobão. — Negou com a cabeça e Harrington concordou, ainda rindo.
— Pronta?
— Só não me odeie demais por isso, viu? — De repente, ela lhe lançou uma careta. — Pronta.
— Espera, como assim? — Steve se assustou.
— Você vai ver. — tocou a campainha e esperou.
… — Porém Steve não teve mais chance de dizer nada porque Susan Andrews abriu a porta.
— Oh, ! Que bom que você veio. Ah, e olha, senhor…
— Harrington — Steve completou, embora não fosse de fato necessário. Hawkins era uma cidade pequena, todo mundo se conhecia.
— Isso, senhor Harrington. Obrigada por ter aceitado nos ajudar. Aqui, vou pagar a diária de hoje adiantado, como sempre e… — Entregou alguns dólares a e cochichou para a garota. — Eles estão lá na sala. Podem distraí-los para Paul e eu sairmos? Paul!
Só então Steve notou Paul Andrews parado logo atrás da esposa.
prontamente concordou e se despediu rapidamente do casal para seguir até os gêmeos e atender ao pedido de Susan.
Meio sem jeito, Harrington assentiu e acompanhou a garota para dentro da casa.
A sala estava um tremendo caos. Brinquedos e almofadas espalhados pelo chão, uma bacia de pipoca derramada na mesa de centro e um copo posicionado na beirada da mesa, prestes a se espatifar.
Steve se sentiu idiota por não ter perguntado a idade das crianças. Simplesmente topou aquela ideia cegamente porque… bem, porque tinha pedido.
Os gêmeos Andrews não deviam ter mais que seis anos e eram tão agitados que seus rostos pegavam mais fogo que seus cabelos ruivos.
Um deles pulava no sofá, enquanto o outro estava deitado e resmungava porque não conseguia assistir a televisão.
— Então, os pais deles costumam sair assim e pagar babás? — Steve puxou assunto, aproveitando que as crianças ainda estavam distraídas.
assentiu.
— Sim, mas nunca por tantos dias seguidos. Essa semana é especial… Algo bem brega sobre comemorar o aniversário de casamento indo a todos os lugares onde se encontraram pela primeira vez. — Ela rolou os olhos e Harrington ergueu uma sobrancelha.
Provavelmente zoaria da cara dele se dissesse que não achava a ideia tão brega assim.
— Tia ! — Ben Andrews, o gêmeo que tentava assistir televisão, se deu conta da presença dos dois e correu na direção da garota, então pulou em seu colo.
Eric, o outro gêmeo, não demorou a perceber a mesma coisa e imitou o gesto do irmão.
— Ei, minha vez! Solta ela! — Tentou puxar Ben.
— Não, é minha vez. Você fica com o sofá!
Simples assim, os dois começaram a se empurrar e discutir.
Steve arregalou os olhos e soltou uma risada baixa e incrédula, enquanto assistia os gêmeos se batendo logo abaixo das pernas de .
— Uh… Precisa de ajuda? — Havia um certo divertimento na expressão dele e, ao notar isso, a garota revirou os olhos.
— Ei, ei, ei! Saiam já das minhas pernas, seus diabinhos! — A voz autoritária de imediatamente chamou a atenção das crianças. — O que nós conversamos sobre ficarem se batendo quando eu venho aqui? E vocês não perceberam que hoje temos uma nova babá para brincar com a gente também? — E sorriu diabolicamente na direção de Harrington. — Esse é o Steve.
Ao arregalar os olhos mais uma vez, o rapaz cambaleou e acabou caindo sentado no sofá, o que foi a deixa perfeita para Ben e Eric correrem para o colo dele.
— Ei, tio Steve. Seu cabelo é o máximo! — Ben tentou tocá-lo.
— Uh, obrigado, carinha. — Harrington se recuperou de um breve momento de desconforto e arrumou Ben sentado ao seu lado no sofá. — Qual é o seu nome, campeão?
— Ben! E esse feioso ali é o Eric. — Apontou para o irmão, que havia pulado do outro lado de Steve.
gargalhou.
— Vocês são iguais, espertinho.
— Não somos, não. Mamãe disse que tenho uma manchinha nas costas — Ben retrucou, como se aquilo fosse uma mudança drástica.
— Vou contar pra ela que você tá me chamando de feio — Eric resmungou, com os braços cruzados.
— Antes que vocês dois comecem a brigar de novo, que tal arrumarmos essa bagunça aqui na sala? Não acredito que vocês dobraram a mãe de vocês de novo. — estreitou os olhos para os gêmeos. Eric a respondeu com um olhar sapeca, mas Ben resmungou na hora.
— Ah, não, tia!
— Se arrumarmos tudo, podemos brincar do que vocês quiserem.
sabia que a chantagem funcionaria.
E em menos de dois minutos os quatro organizavam tudo em seus devidos lugares.
De canto de olho, Steve observava a amiga um tanto admirado. Para quem dizia não ter jeito com crianças e até não gostar muito, ela levava jeito. No entanto, ele percebeu que os moleques haviam gostando dele tanto quanto gostavam dela.
— Agora nós podemos brincar de esconde-esconde! — Eric propôs empolgado, quando finalmente terminaram a arrumação.
não era boba, a estratégia de arrumar a sala e brincar com os dois era uma forma de cansá-los para que não ficassem acordados noite adentro.
— É verdade! Agora temos quatro pessoas e não vai ficar tão chato! — Ben concordou e os dois se aproximaram de Steve. — Vamos, tio Steve?
— Claro, claro. — Deu uma olhada rápida na direção de . Com o olhar, a amiga se desculpou pela enrascada onde havia o metido e Harrington retribuiu como se dissesse que não tinha problema.
Os gêmeos eram agitados, brigaram algumas vezes durante a arrumação, mas não eram tão terríveis assim.
— Então, como vocês querem fazer isso, espertinhos? — Steve se dirigiu aos gêmeos, que riram animados.
— Vocês contam e a gente se esconde! — Eric respondeu empolgado e, num piscar de olhos, os dois gêmeos se esgueiraram pelos cômodos da casa.
— Ei, desculpa te meter nessa. Sei que falei que eles eram terríveis, mas eles são piores do que isso, pode dizer — murmurou, enquanto fingia contar ao lado de Harrington.
— Relaxa, . Nem tá sendo tão ruim assim. Eles são uns pestinhas, mas são divertidos. — O rapaz sorriu e foi retribuído por ela.
— Prontos ou não, aqui vamos nós! — não demorou a gritar e eles seguiram pelos cômodos da casa, em busca dos gêmeos.
Era muito óbvio o local onde se esconderiam porque repetiam o local em noventa por cento das vezes, porém enrolou um pouco e incentivou Steve a fazer o mesmo para a brincadeira durar mais.
O local escolhido por Ben e Eric era sempre dentro do pequeno balcão da cozinha.
— Agora vocês dois se escondem! — Eric apontou animado, como se os dois não tivessem acabado de perder.
Steve e se entreolharam, achando graça.
— Contando então, rapazinho. — fez final para que os dois se virassem de frente para a parede. — Vamos nos esconder então. — Ergueu uma sobrancelha para Harrington, que assentiu.
Os dois caminharam pela casa enquanto ouviam as vozes dos gêmeos contando e Steve deu uma boa olhada em volta, à procura de um bom lugar para se esconder.
— Alguma ideia de onde nós podemos ir? — sussurrou e percebeu tarde demais suas próprias palavras.
— Ah, você quer se esconder comigo, espertinho? — o provocou e Harrington enfrentou dois segundos de desconcerto antes de sorrir para ela.
— Eu quero. Sei o quanto você fica assustada se escondendo sozinha, — devolveu, cruzando os braços no peito.
— Assustada? Não sou eu que me mijo assistindo filmes de terror. — revirou os olhos e riu enquanto ainda caminhava em busca de um bom lugar para se esconderem.
Harrington ergueu uma sobrancelha e soltou um muxoxo alto.
— Ei, eu não me mijo assistindo filmes de terror! Sou um homem feito, tá maluca? — O tom de ultraje fez debochar ainda mais.
— Ah, claro. Um homem desses! — Soltou um falso suspiro e acabou rindo enquanto apontava para um armário no quarto dos Andrews.
O objeto parecia grande o suficiente para os dois.
Steve revirou os olhos.
— Cala a boca! — O resmungo foi seguido por um franzir de cenho quando a garota abriu a porta do armário. — Tem certeza de que nós dois caberemos aí? — Seu tom foi incrédulo.
— Entra logo aí, Steve. — revirou os olhos mais uma vez.
Devolvendo o gesto, o rapaz atendeu o pedido e entrou no armário depois de afastar alguns casacos, abrindo espaço para que o seguisse.
— Anda, espertinha. Antes que eles terminem de contar! — resmungou.
— Cala a boca, Harrington — retrucou por pura birra e logo se viu dentro do armário junto dele, fechando a porta atrás de si.
O ambiente imediatamente ficou escuro, porém não foi o que lhe despertou um alerta.
não estava errada, os dois couberam dentro do armário. Ela só não esperava que no processo fossem ficar tão… próximos.
Seus corpos roçavam um no outro e conseguia sentir a respiração de Steve em seu rosto.
Harrington imediatamente se deu conta de que aquela era uma péssima ideia. Ter seu corpo tão próximo ao de , em uma situação de pura adrenalina e com o cheiro do perfume dela invadindo suas narinas era demais para sua sanidade.
Porra, ele podia sentir o corpo dela praticamente colado ao dele, e quando tentou se ajustar para conseguir o mínimo de distância apenas piorou a situação, já que acabou acidentalmente esfregando a coxa em .
As coisas se agravaram porque, no mesmo instante, a moça também tentou se mexer, o que fez seus corpos se roçarem com mais intensidade.
Os batimentos cardíacos de estavam acelerados, sua respiração falha e ela precisou de toda a sanidade mental possível para não suspirar porque aquilo foi… gostoso.
— Desculpa… — ela murmurou, quase sem voz. Steve estremeceu e precisou de muita força de vontade para não segurar nos quadris dela e a colar ainda mais a si.
— Tudo bem. — Sua resposta veio tardia, após alguns segundos onde tentou conter as batidas também aceleradas de seu coração.
— Não imaginei que fôssemos ficar tão apertados. — Era tentador demais ficar colada nele daquele jeito.
Vamos lá, era seu melhor amigo Steve. Por que não conseguia se convencer daquilo e se afastar?
As palavras sussurradas de espalharam arrepios pelo corpo dele e Steve procurou clarificar os pensamentos antes que fizesse alguma besteira.
— É… é bem apertado mesmo.
Droga, queria não ter levado aquilo para outro sentido. Não era hora e nem lugar.
Engoliu em seco.
se inclinou um pouco para observar através da fresta da porta e o movimento fez com que seus quadris se esfregassem em Harrington mais uma vez.
Sem aguentar, Steve ofegou audivelmente e apertou os olhos com força quando uma onda de eletricidade percorreu seu corpo inteiro, o deixando quase louco.
Caramba, como ele queria segurar os quadris dela.
— P-pare de se mexer, … — gaguejou com a voz estrangulada.
— Desculpa! — O sussurro dela era incerto porque a reação dela a fez desejar repetir o movimento.
— Pare de pedir desculpas também! — O resmungo era sofrido, porque até mesmo a voz sussurrada dela enviou imagens completamente inapropriadas aos seus pensamentos. Imagens onde a proximidade forçada seria muito bem vinda.
— O que você quer que eu faça então? — retrucou e seu corpo clamava tanto por contato com o dele que acabou sutilmente se movendo de novo, quase como se não fosse intencional.
Mas era. Ambos sabiam que era.
Steve ficou tenso e sua respiração escapou estremecida. Ele tentava reunir toda a força de vontade que possuía para não reagir e suas mãos se fecharam em punhos ao lado do corpo.
— Você não faz ideia do que está fazendo comigo, — grunhiu. — O quanto eu quero… — Sua fala morreu.
— O que, Steve? — Ela se moveu mais uma vez e sussurrou contra os lábios dele.
Aquilo foi a gota d’água para Harrington. Sem conseguir mais se controlar, as mãos do rapaz foram para os quadris de e a seguraram com firmeza para que não escapassem.
— Você realmente quer saber? — Steve rosnou, com a voz rouca, e ofegou.
— Sim, eu quero saber, Steve. — Engoliu em seco.
O aperto dele aumentou nos quadris dela e Harrington a pressionou com mais intensidade contra si, o que apenas o deixou ainda mais insano.
— Eu quero você. Quero você pra caralho, — confessou, com a voz grave e, em resposta, a garota se esfregou com vontade, se encaixando na ereção que apontava contra ela.
— Steve…
Porra. Gemer o nome dele daquele jeito estrangulado era sacanagem! A respiração de Harrington ficou ainda mais irregular, o aperto ficou mais firme e se ajustou na cintura dela, os dedos se afundando em sua carne.
Sem conseguir pensar em mais nada, Steve fechou os olhos, o calor o sufocando enquanto se esfregava nele mais uma vez.
— Você vai me matar, garota…
A resposta de foi um ofegar sonoro. Ela encaixou sua umidade perfeitamente na ereção de Harrington e se moveu com mais afinco.
A respiração irregular de batia contra os lábios de Steve, o que o enlouquecia ainda mais e o fazia se mover de encontro a ela. O prazer aumentava a cada segundo e ele não hesitou em segurar em uma das coxas da garota, a enlaçando em sua cintura para que pudesse esfregar seu pau com mais vontade contra a boceta encharcada de .
— Caralho, você é muito gostosa, . — A apertou ainda mais contra si e revirou os olhos.
— Porra, Steve… Assim você me deixa louca. — A resposta excitada dela arrancou mais um rosnado dos lábios dele, que se moveu com ainda mais afinco. rebolou no pau de Harrington e ele precisou de muita força de vontade para não gemer alto.
, você vai me fazer perder o controle… — Steve se encaixou com mais intensidade e a garota mordeu os próprios lábios.
— Isso tá tão gostoso! — Fez ainda mais pressão. Era como se estivessem fodendo completamente vestidos e aquilo estava levando Harrington ao limite.
… — O rapaz mordeu os lábios com força e apertou ainda mais a cintura dela. — A gente precisa parar…
Nem ele mesmo acreditava no que dizia. Não queria parar, não queria perder o contato com o corpo dela, muito pelo contrário. Queria mais, queria rasgar as roupas de e se afundar na boceta ensopada dela, que continuava se esfregando tão gostoso no pau dele que era impossível resistir.
— Steve!
O jeito que ela gemia baixo no ouvido de Harrington só piorava a situação. Seu pau latejava de vontade de penetrá-la, precisava tê-la ou enlouqueceria.
, eu vou perder o controle, puta que pariu!
não parava e rebolava com mais afinco, seus lábios sempre colados nos dele, porém sem beijá-lo propriamente.
… — Harrington implorou, porém seu tom cheio de tesão dizia o contrário.
Um grunhido rouco escapou de sua boca quando sentiu que as unhas de se cravaram em seus quadris. Ainda com a perna enlaçada, moveu a cintura com afinco, fazendo a cabeça do pau dele quase deslizar para dentro dela.
Se não fossem aquelas roupas…
— Steve, estou tão perto!
Puta que pariu. Como ele conseguiria parar agora?
… Para… Não vou conseguir me controlar… — A voz dele estava rouca, necessitada, uma vez que seu pau estava tão rígido que a qualquer momento explodiria e melaria toda a sua calça.
— Não consigo parar, você tá me fazendo gozar…
O gemido baixo e manhoso dela o pegou de jeito.
Steve aumentou o ritmo da fricção, esquecendo completamente das coisas ao seu redor. Nada mais importava, ele só queria ver gozando.
Afundou o rosto na curva do pescoço dela, bombando com vontade.
… — gemeu rouco e ela rebolou mais.
— Steve… Steve, eu vou gozar. — O aviso era uma das coisas mais gostosas que já tinha ouvido.
— Então goza pra mim, vai. Se derrama toda no meu colo, .
As palavras dele foram o suficiente para que se rendesse. Ela se esfregou com mais força, com mais vontade.
— Steve…
— Isso, repete o meu nome. Goza pra mim gemendo o meu nome.
— Meu Deus, Steve! — rolou os olhos, seu corpo começou a estremecer mais intensamente.
— Olha como você tá ensopada, . Não para, continua esfregando essa boceta gostosa… Goza gostoso pra mim. — Ele estava quase se derramando dentro das calças e os gemidos sufocados dela não ajudavam em nada.
— Porra, Steve!
— Vem pra mim.
— Meu Deus! — Ela estremeceu mais.
— Isso. Isso, .
Ao afundar as unhas na pele dele com mais força, se deixou levar pelo orgasmo e seu corpo tremeu convulsivamente. O prazer dela se derramou e ensopou ainda mais a calcinha da garota e se Steve não a segurasse, a garota desfalecer ali mesmo.
Nunca havia gozado de forma tão intensa e sem sequer ter sido devidamente tocada.
— Meu Deus, Steve… — Sua voz estava fraca, porém ela se deu conta da situação dele e queria fazer algo a respeito.
No entanto, antes que pudesse fazer qualquer coisa, um flash de consciência a fez congelar.
Harrington sentiu o corpo de congelar e temeu a resposta.
— O que foi, ?
— Os gêmeos, Steve.
Foi a vez dele sentir o corpo congelar.
Porra.
Puta que pariu.
O que tinham na cabeça? Aquilo não podia ter acontecido.
Envergonhada, desenroscou sua perna da cintura de Harrington e correu esbaforida para fora do armário.
Steve tentou ouvir as movimentações do lado de fora, mas não conseguia se concentrar em nada.
Ainda estava dolorosamente excitado, a culpa o corroía e ela ainda sentia o calor do corpo de no seu.
Definitivamente, ela iria matá-lo.



Para alívio de , os gêmeos sequer haviam passado perto do armário, e quando a garota apareceu no meio da sala simplesmente gritaram um “te pegamos!”. Ela tentou agir da forma mais normal possível e logo sugeriu ler uma história para que os dois fossem logo dormir. Já passava da hora de eles irem para a cama mesmo.
Steve saiu poucos minutos depois dela, ainda atordoado e dolorosamente excitado. Parecia que seu pau ia estourar o zíper da calça a qualquer momento, e sua primeira reação foi correr até o banheiro mais próximo para jogar um pouco de água fria no rosto.
— Que droga você está fazendo, Steve? — Encarou seu reflexo no espelho e percebeu como toda aquela brincadeira o havia feito corar.
Mas queria também, não queria? O que havia de tão errado naquilo?
Bom, para começar, o fato de que, provavelmente, sua amizade estava arruinada depois do que aconteceu.
Harrington respirou fundo, numa tentativa de organizar seus pensamentos, e quando se viu apto a retornar à sala caminhou até lá a passos vagarosos demais para um ser humano normal.
A enrolação toda, no entanto, havia sido para nada, já que, ao chegar lá, encontrou o cômodo vazio.
? — chamou e olhou em volta, como se a garota simplesmente fosse brotar do chão a qualquer momento.
Não obteve resposta e caminhou em direção aos quartos, foi aí que ouviu sua voz.
Quando a chapeuzinho chegou à casa da vovó, o lobo tinha tomado o lugar dela, vestido suas roupas e deitado na cama para enganar a menina.
Ao entender rapidamente o que fazia, Steve retornou à sala, organizou a pouca bagunça que os gêmeos fizeram e resolveu se sentar no sofá.
Ligou a televisão e passava um daqueles programas de auditório que ele jurava não ter graça nenhuma, mas sempre acabavam prendendo sua atenção e, em questão de segundos, ele já resmungava como se os participantes pudessem ouvi-lo.
Os gêmeos custaram a dormir, mas quando finalmente o fizeram, desejou internamente que ainda estivessem acordados.
Silenciosa, ela caminhou até a sala e antes mesmo de ver a figura de Steve a garota sentiu seu corpo estremecer. As lembranças do que haviam feito vieram nítidas às sua memória, e precisou engolir em seco e respirar fundo para se manter sã e conseguir ir até o sofá.
Ela mal conseguiu olhar para Harrington quando se sentou ao lado dele, mas se sentiu observada no mesmo instante.
Steve abriu a boca várias vezes enquanto pensava no que dizer, mas nada parecia bom o suficiente, então ele apenas tornou a encarar a televisão. O programa de auditório já não tinha mais a mesma graça de antes.
Alguns segundos constrangedores passaram, e se não fosse pelas vozes vindas da tv, ou o balançar frenético de uma das pernas de , haveria apenas o silêncio a reinar entre os dois.
estava odiando aquilo. As coisas não podiam ficar estranhas daquele jeito. Era Steve Harrington ali, seu melhor amigo, o cara por quem ela secretamente tinha um crush absurdo, era verdade, mas aquilo nunca havia interferido na forma como se portava na presença dele.
Então por que, de repente, desaprendeu até mesmo a falar?
não fazia ideia de como suas bochechas estavam coradas, mas Steve havia percebido desde o momento em que ela entrou na sala. O rapaz se remexeu inquieto pelo que pareceu ser a milésima vez, então se virou para e bufou audivelmente.
— Tá bom, eu tô odiando isso.
— Isso o quê? — A garota tentou se fazer de desentendida, mas sabia que não daria certo.
— Isso. — Harrington apontou para si mesmo e depois para ela. — A gente não faz isso, . Não ficamos desajeitados um com o outro.
— Desajeitados? — achou graça da escolha de palavras, e o rapaz revirou os olhos.
— Ah, vamos lá. Você me entendeu.
mordeu a boca e acenou em concordância.
— Sim, eu entendi. Mas não sei o que você quer que eu diga, ou faça, Steve.
— Urgh! Não, não, não. Era isso que eu temia. A gente não…
— A gente não devia ter feito aquilo. — Ela completou sua fala, e ambos se encararam em uma concordância mútua, então desviou o olhar, constrangida demais e um tanto decepcionada, precisava admitir.
Mais alguns segundos de silêncio se passaram, onde Harrington permaneceu olhando para o vazio.
— Mas foi bom… não foi? — As palavras escaparam de seus lábios antes mesmo que pudesse pensar em se refrear.
se voltou para ele e tentou em vão esconder a surpresa. Mordeu o canto da boca, ainda mais nervosa, porém incapaz de negar o óbvio.
— Sim. Foi muito bom. — Engoliu em seco ao concordar.
— Foi bom demais. — A voz de Steve ecoou rouca, e aquilo a afetou diretamente.
tornou a pressionar os dentes contra os lábios, uma nova nuvem de tensão se instaurou no lugar.
As mãos de Harrington de repente formigaram e ele simplesmente não sabia onde posicioná-las. Também engoliu em seco.
Aquelas pausas para o silêncio e o constrangimento tomarem conta já estavam demais. Eles não podiam apenas voltar ao que eram?
— Você tá com sede?
— Você quer ver um filme ou algo assim? — Soaram em uníssono e acabaram rindo.
Steve percebeu que uma mecha de cabelo de estava muito próxima aos seus olhos e, num gesto involuntário, aproximou uma das mãos para colocá-la atrás da orelha da garota.
As bochechas dela esquentaram, Harrington abaixou a mão devagar, e eles se encararam nos olhos por longos segundos.
Por que as coisas eram tão complicadas?
— Um filme vai ser ótimo, desde que não seja de terror.
sorriu enviesado.
— Medroso.
— Ei! Eu não sou medroso. Só acho que podíamos ver algo mais suave e engraçado. — Ele a olhou indignado, enquanto tentava em vão se defender.
— Ah, vamos lá! Se é suave já não tem graça. Só admita que tem medo.
— Não tenho medo nada. E qual é a diversão em ver pessoas morrendo?
— Não é sobre isso, Stevie. É sobre a adrenalina, já falamos sobre isso. — fez um leve bico, e ele sorriu.
— Você é inacreditável. — Harrington negou com a cabeça.
— Eu deixo você esconder o rosto no meu peito e tudo. Um filmezinho só!
— A-ha! Eu sabia! Isso daí era só uma desculpa para me agarrar outra vez. — De repente, as coisas eram tão naturais entre eles novamente que Steve se permitiu brincar.
abriu a boca, indignada.
— Mas você é muito atrevido mesmo! Por que eu faria isso?
— Ora, vamos, porque eu sou absurdamente gostoso. — Ele a olhou convencido, e riu, incrédula.
— Você é absurdamente convencido, isso sim.
— Pode admitir, eu não vou caçoar de você.
Sem nem ao menos perceberem, se aproximaram mais um do outro.
— Não vou admitir algo que não é verdade.
— É mesmo? Tá dizendo então que não se sente nem um pouquinho atraída por mim?
De repente, eles estavam perto demais.
— Nem um pouquinho.
A respiração quente dela atingiu o rosto dele. Steve soltou um muxoxo, suas mãos formigaram mais uma vez com a tentação de tocá-la.
— Mentirosa.
engoliu em seco da forma mais discreta que conseguiu.
— Seguindo essa lógica então, se eu fizer isso — seus dedos enfim tocaram o joelho da garota e subiram devagar, em uma carícia leve —, você não fica afetada?
— Nem um pouquinho — mentiu mais uma vez. Seu corpo imediatamente reagiu e se arrepiou por completo.
— E se eu fizer isso?
Steve pressionou os dedos na coxa de e a viu conter um suspiro.
— Nada.
Ele deixou uma risada baixa escapar e aproximou a boca dela de modo que seus lábios roçassem um no outro.
— Não sente nem um pouco de vontade de me beijar agora?
respirou fundo e quase fechou os olhos.
— Não.
Harrington negou com a cabeça mais uma vez e levou a mão livre até o queixo de .
— Você mente muito mal, .
E sem dar tempo para que ela respondesse, tomou seus lábios em um beijo.
Em uma fração de segundos, era como se acabassem de sair daquele armário, e soltou um suspiro alto quando a língua de Steve invadiu sua boca.
Ele não podia negar, já havia imaginado diversas vezes como seria beijá-la, mas nada chegava perto da verdadeira sensação.
Não era calmo, talvez tivesse sido nos três primeiros segundos, porém a urgência falou mais alto, a fome um pelo outro, que sempre esteve ali, como um animal à espreita de sua presa.
sugou o lábio inferior de Harrington com vontade, e o rapaz aumentou a pressão de seus dedos na coxa dela. Sua pele era tão quente e macia, e o fez querer mais, então ele subiu devagar até alcançar a barra do shorts da garota, onde brincou e ameaçou adentrar.
Em resposta, o abraçou pelos ombros, apertou a região e levou uma das mãos até a nuca de Steve. Suas unhas o arranharam de leve, lhe arrancaram um gemido rouco e seguiram para seus cabelos, que ela puxou sem muita cerimônia.
A cada segundo, a fome um pelo outro aumentava. Antes mesmo de seus lábios se tocarem, Harrington sentia a ereção pulsar dentro de suas calças, como se todo o lance de jogar água fria no rosto não tivesse funcionado em nada.
Bom, não tinha como. Não com . Não depois do que haviam feito.
Ele afastou seus lábios dela brevemente, seus olhos desceram pela garota para admirá-la ao mesmo tempo em que ainda procurava algum sinal de hesitação.
O corpo inteiro de se arrepiou com aquilo. A forma como o olhar dele escureceu de desejo a deixou maluca, e dessa vez ela mordeu os lábios de propósito para provocá-lo.
Os dedos dele subiram da barra do shorts e traçaram um caminho lento até o meio das pernas dela. Harrington fixou seus olhos nos de , notaram como ela aumentou a pressão nos próprios lábios, então, sem resistir mais, a acariciou por cima do jeans.
— Steve… — A garota deixou um gemido escapar, e ele viu como um incentivo para continuar.
Esfregou com um pouco mais de intensidade, ela o encarou ainda mais excitada e dava para sentir como estava quente.
— Gosta disso, ? — Seu olhar queimava na direção dela. A provocação também o atingia diretamente e seu pau quase latejava dentro das calças.
— Adoro… Não para, Steve! — Ela devolveu, manhosa.
Harrington obedeceu e a esfregou com ainda mais vontade. Usava dois dedos para pressionar no lugar certo, e os olhos de chegaram a se fechar de tão gostoso que aquilo estava.
— Eu não vou parar, minha linda. Me fala o que mais você quer. — A excitação tomava conta dele.
— Eu quero… — gemeu e engoliu em seco para tentar recuperar a própria voz. Seu quadril se movimentou quase involuntariamente em direção à mão dele e só havia uma coisa que ainda se colocava entre eles.
— Quer que eu tire esse shorts pra você? — Steve pareceu ouvir seus pensamentos, e ela assentiu com um biquinho capaz de deixá-lo louco.
Mordendo a própria boca, o rapaz subiu as mãos até o botão do jeans para abri-lo e fazer o mesmo com o zíper. Riu baixo quando ouviu uma exclamação em protesto da parte dela por ter parado de acariciá-la e, sem hesitar, puxou o shorts dela junto à calcinha. Ele então jogou as peças em um canto qualquer e seus dedos foram até a parte interna da coxa de .
— Como pode você já estar quente aqui? — A garota aproximou a boca da dele ao ouvir o questionamento.
— Steve, eu tô pingando por você desde que entramos naquele armário… — A confissão sussurrada o deixou ainda mais louco.
— Por Deus, … — Harrington juntou os lábios aos dela e beijou de leve.
— Me toca logo, Stevie…
Como não atender a um pedido como aquele?
Os dedos dele então subiram até o ponto onde desejava e, porra, ela estava tão molhada!
— Caramba, ! — gemeu ao esfregar os dedos por toda a extensão de sua vulva. ofegou e abriu mais as pernas para dar a ele total acesso.
Voltaram a se beijar com urgência, abafando os sons que começaram a escapar da boca da garota quando Harrington passou a esfregar o clitóris inchado com vontade.
Seu pau latejava tanto que ele estava a ponto de ver estrelas, mas o que importava naquele momento era dar prazer a ela.
Movimentos circulares faziam Stering revirar os olhos nas órbitas e movimentar seu quadril de forma quase inconsciente, mais gemidos foram abafados, e as mãos dela o tocaram na coxa, onde apertou desejosa. Steve grunhiu baixo, aumentou a intensidade do beijo e se inclinou um pouco para dar a ela maior liberdade para tocá-lo.
Quando os dedos delicados da garota tocaram sua ereção por cima da calça, Harrington quase viu estrelas. A viu separar o beijo e morder os lábios, afetada com o quão duro ele estava, e aquilo o incentivou a usar dois dedos para penetrá-la.
— Oh, Steve! — gemeu em aprovação, se abriu ainda mais para ele e apertou sua ereção com vontade.
Ele começou a movimentar os dedos dentro dela, então posicionou o polegar da outra mão no clitóris para esfregá-lo e aumentar ainda mais o prazer que a garota sentia.
— Oh, meu Deus! — O quadril dela se movimentou com mais vigor em direção à mão dele, os dedos tocavam fundo e espalhavam ondas de prazer indescritíveis, então ela começou a rebolar como se estivesse fazendo aquilo no pau dele.
— Isso, . Rebola gostosinho pra mim. Tá gostando dos meus dedos atolados em você?
Em resposta, gemeu mais alto e continuou a acariciá-lo.
— Eu tô, Steve. Tá tão gostoso! — Seus olhos se reviraram mais uma vez e ela se movimentou com mais intensidade.
— Meu Deus, assim eu não vou aguentar muito.
— Não precisa se aguentar. Eu quero você, Stevie. Quero esse pau delicioso dentro de mim. — E fez mais pressão por cima da calça.
Harrington movimentou os dedos dentro dela com mais vigor, esfregava o clitóris dela com maestria, e os gemidos de Stering aumentaram ainda mais. Ele tornou a beijá-la para abafá-los e conseguiu sentir o corpo dela estremecer.
— Vai gozar pra mim de novo, ?
Incapaz de formular qualquer palavra, ela simplesmente respondeu com um uhum manhoso.
— Vem pra mim então, goza gostosinho.
não precisou de mais nenhum incentivo. Os dedos dele se afundaram de um jeito tão delicioso que a garota precisou se curvar e morder o ombro de Steve.
O orgasmo veio intenso, a fez estremecer por completo e se derramar nos dedos dele, enquanto via estrelas.
— Deus, isso foi tão bom… — Ela o encarou profundamente, porém, ao descer o olhar e perceber o volume nas calças de Harrington, deixou um sorriso malicioso se formar em seus lábios. — Tá assim por minha causa, Stevie?
— O que você acha? — Ele estreitou os olhos para ela.
— Acho que preciso ver melhor… — A expressão ladina no rosto dela o enlouqueceu ainda mais.
— Fique à vontade, minha linda. — Harrington devolveu a provocação.
— Com muito prazer.
Ela aproximou as mãos do botão da calça dele e demorou muito mais do que o recomendado para abrir e deslizar a peça, junto à cueca, para atirar ao lado do sofá.
não fazia ideia de que horas eram, mas a ideia de que os donos da casa poderiam chegar a qualquer momento a atiçou ainda mais.
Num movimento rápido, montou no colo de Steve e lambeu os lábios quando tocou o pau dele, esfregou devagar e direcionou à sua boceta molhada.
… — O ouviu implorar e, como resposta, o pincelou em sua entrada, ameaçou sentar e apenas rebolou em cima dele. — Porra, !
— Você não imagina quantas vezes eu já me toquei imaginando esse pau gostoso dentro de mim, Steve.
E, sem aviso, se atolou nele até o talo.
Os dois gemeram, finalmente completos um pelo outro, e não demorou muito para a garota se acostumar com o tamanho dele e começar a se movimentar.
Harrington levou as duas mãos até a bunda dela, segurou com vontade e guiou os movimentos de , que passou a rebolar, levantar de leve e sentar com vontade.
Cada vez que o sentia por inteiro dentro de si, ela ia ao delírio, seus olhos se reviravam nas órbitas e seu corpo parecia pegar fogo.
— Caramba, , você é tão gostosa! — Ele subiu uma mão pelas costas dela até chegar à nuca. Segurou em seus cabelos e os enlaçou, então a fez se enterrar nele com ainda mais vigor.
— Gostoso é o seu pau todo socado na minha bocetinha, Steve. Ai, que tesão! — Sentou com vontade e podia sentir cada pedacinho dentro de si ser tocado por ele.
Era simplesmente indescritível senti-lo daquela forma, o prazer percorria cada centímetro de si e os arrepios se misturavam à vontade de ter mais e mais.
— Isso, rebola nele assim! — O incentivo de Harrington a fez aumentar o ritmo das quicadas.
O som dos corpos se chocando era abafado pelo da televisão. tentava gemer da forma mais silenciosa possível, porém o tesão era tanto que Steve precisou calá-la mais uma vez com um beijo.
O pau dele se enterrava cada vez mais fundo, a abria todinha para ele, e a cada vez que atingia bem fundo Harrington via estrelas. Suas línguas se enroscavam em uma dança erótica, seus corpos se moviam em sincronia e a atmosfera era enlouquecedora.
Inebriado pelo prazer, Steve afastou seus lábios dos de para encará-la profundamente. Sabia que depois daquele dia não conseguiria mais disfarçar como se sentia em relação a ela. Era muito mais do que o desejo absurdo de estar dentro dela. Era paixão, encantamento, uma necessidade de tê-la sempre ao seu lado e para si.
Ali, com as pernas dela em sua volta, enquanto a fodia com cada vez mais intensidade, Harrington constatou algo que Robin já havia jogado em sua cara diversas vezes.
Ele era apaixonado por .
E depois daquele dia, nada jamais voltaria a ser como antes, porque Steve queria mais, muito mais, do que apenas uma amizade.
retribuiu o olhar dele e ficou presa ali, envolvida pela sensação arrebatadora de tê-lo dentro de si.
Ninguém nunca havia a completado daquela forma. Harrington talvez não fizesse ideia, mas a marcava como dele ali, no sofá dos Andrews.
Sentindo que estava cada vez mais próxima do ápice, pegou as mãos de Steve, as guiou para seus seios e o fez apertá-los. Harrington não hesitou em dar a ela o que queria e os massageou com vontade, procurou pelos mamilos endurecidos mesmo cobertos pelo sutiã e beliscou de leve. Um gemido alto dela soou como resposta e ele continuou.
quicou com mais vontade, o pau dele a preenchia gostoso demais e espasmos começaram a se espalhar por seu corpo.
— Steve… Ah, Steve! — Aproximou a boca de seu ouvido para gemer sôfrega, o que o fez descer uma das mãos até a cintura dela para apertar e aumentar o ritmo que entrava e saía.
O prazer os consumia de forma absurda, e conforme crescia, Harrington estocou com velocidade. se via a ponto de se derramar nele a qualquer momento e mordeu os lábios com força. Ele se atolou de uma forma mais profunda e ela gemeu mais alto.
— Steve, eu vou gozar!
O ritmo das estocadas aumentou ainda mais. mal conseguia se mover em cima dele e depois que fosse Harrington quem guiasse as coisas naquele momento.
Os espasmos aumentaram e, de repente, tudo se anuviou ao seu redor. O prazer atingiu níveis muito maiores do que um dia ela já havia sentido, então atingiu o ápice, enquanto tremia convulsivamente e seus olhos se reviravam nas órbitas.
— Meu Deus, ah… Eu to gozando…
Ao ouvir as palavras sussurradas em meio a gemidos, Steve não conseguiu mais se segurar.
Também estremecendo feito um louco, seu abdômen se contraiu e ele precisou ser rápido para tirar seu pau de dentro dela e jorrar todo o seu líquido nas coxas de . Foram jatos rápidos e intensos, enquanto seus olhos se espremiam e palavras ininteligíveis eram murmuradas.
Tudo girou ao seu redor, e quando Steve relaxou o corpo no encosto do sofá, se deixou relaxar em seu peito e o abraçou.
Vários minutos de silêncio se seguiram, onde eles apenas normalizaram suas respirações e Harrington acariciava os cabelos dela.
Seus corações permaneciam acelerados, os pensamentos estavam a mil e ponderavam o que aconteceria depois daquela noite.
ergueu a cabeça e encarou Steve, uma pergunta muda evidente em seu olhar.
Ele sustentou por uns instantes, tentando decifrá-la e ao mesmo tempo espantar as conjecturas ruins.
Para o inferno com aquele medo todo de estragar as coisas. Ter entrado naquele armário com ela havia sido a melhor de suas escolhas.
Então Steve sorriu, a viu retribuir daquele jeito que o deixava maluco e a beijou de forma calma.
— Eu acho que a gente devia ter feito aquilo sim. E podemos continuar fazendo se você quiser — murmurou, contra os lábios dela.
riu baixinho e depositou mais um selinho em sua boca.
— Suponho então que você vai ficar comigo de babá no restante da semana?
Steve arregalou os olhos e riu de volta.
— Você realmente é inacreditável.
— Eu sei. E é por isso que você é apaixonado por mim.
Ela achou que Harrington fosse negar, porém ele apenas alargou o sorriso e assentiu.
— É por isso que sou apaixonado por você.


FIM


Nota da autora: Olha eu aqui postando um surto com o Steve Harrington. NÃO ME JULGUEM E COMENTEM MUITO. Espero que tenham gostado.
Beijos e até a próxima fic.
Ste a.k.a. Saturno. ♥
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