Codificada por: Saturno 🪐
Última Atualização: 31/10/2025— Prometo que a casa vale cada quilômetro de poeira. — disse, olhando para os amigos pelo retrovisor.
— Duvido. Aposto que é só mais uma daquelas casas grandes, meio vazias, com cheiro de mofo e móveis que rangem só de olhar. — Retrucou , sorrindo.
— Melhor ainda. — falou, arqueando as sobrancelhas. — Suspense, ar de mistério… nada como começar o fim de semana com adrenalina.
— Contanto que não sejamos caçados ou assombrados a noite. — brincou, apontando para a estrada à frente.
Quando finalmente chegaram, a casa surgiu diante deles, grande e simples, com uma fachada de madeira descascando levemente e uma varanda longa que desaparecia na sombra do entardecer. Algumas janelas estavam entreabertas, balançando com o vento frio, enquanto o gramado bem cuidado contrastava com a sensação de isolamento completa do lugar.
— Primeiro passo: achar os quartos. — puxou a chave do bolso e entrou na casa, seguido pelos outros.
se adiantou e foi logo para a cozinha, fascinado pelo estilo antigo do imóvel, enquanto explorava a sala, fazendo barulhos dramáticos para assustar os outros. o seguia, observando cada canto e registrando mentalmente portas, janelas e corredores. Um leve arrepio percorreu sua espinha ao ouvir uma porta ranger sozinha.
— Acha que é um fantasma ou um assassino mascarado? — O garoto perguntou, piscando para a amiga, que revirou os olhos.
— Só se forem silenciosos e com bom gosto. — Ela respondeu, sorrindo ironicamente.
Logo, os outros começaram a chegar. e vieram juntos, discutindo qual filme de terror seria o tema da primeira noite. não perdeu a chance de fazer sua primeira provocação:
— Aposto que vou ser o primeiro a morrer, só avisando.
— Claro, claro… todo mundo aqui sabe que o seu sonho é ser a morte de abertura. — brincou, olhando para .
e apareceram em seguida, carregando sacolas cheias de comidas, bebidas e jogos de tabuleiro, já planejando como seriam as divisões dos quartos. chegou logo depois, carregando uma mala maior do que ele.
— Essa casa é enorme… — comentou enquanto analisava os corredores longos e os vãos entre os quartos. — Não duvido que alguém se perca aqui.
Por último, entrou, espalhando balões vermelhos e com um sorriso travesso.
— Ok, pessoal, toque clássico de terror! — Disse, rindo, sem perceber como os balões se destacavam no silêncio que se formou por uns segundos.
— Sério que você trouxe balões? — perguntou, arqueando a sobrancelha.
— Sim! Palhaços, sangue imaginário, drama… é o pacote completo. — Ela respondeu, piscando. — Acho que assim consigo convencer vocês a escolherem It na primeira noite.
Enquanto todos exploravam a casa, pequenos detalhes começaram a surgir: portas rangendo no andar de cima, algumas janelas entreabertas e sombras pareciam se alongar, observando cada movimento do grupo. Mas, naquele momento, ninguém se importou, todos distraídos pelas piadas, provocações e planos para a primeira noite.
— Bom, gente, declaro iniciada a nossa “reunião do terror”. — anunciou, abrindo a porta da sala e convidando todos a entrarem.
Risadas ecoaram pelos cômodos, misturando-se ao vento que soprava através das árvores altas ao redor. Mas, mesmo com a alegria e a expectativa no ar, algo pesava. Algo que parecia esperar o momento certo para mostrar que aquele fim de semana seria lembrado por razões muito diferentes das risadas que começaram naquela tarde.
