Autora Independente do Cosmos 𓂃🖊
Finalizada em: junho.25
De um jeito franco, não esperava muita coisa. O pop up que indicava a mensagem recebida traria as mesmas propostas de sempre. Ela quase podia antecipar exatamente o que diriam: uma miríade de indecências em lugares brutos, clássicos, mergulhados em vermelho e aquecido com horas de corpos deslizando um sobre o outro.
Mas não foi por isso que bateu o olho na tela e correu para abri-lo. Foi pelos zeros.
Os zeros que a fizeram esfregar os olhos e piscá-los várias vezes para se certificar de que não estava maluca.
Como isso era possível?
As fotos do portfólio eram as mesmas. Não haviam fotos novas ou mais elaboradas. Elas foram tiradas há pouco tempo, no estúdio de um ex-colega de classe que insistiu que uma noite inesquecível poderia servir bem como pagamento, mas não era assim que as coisas funcionavam para . Se ele não entrasse em contato devidamente com a Fuchs — seu nome de trabalho — e seguisse o protocolo para contratação, ela não lhe cederia nenhum atributo especial. Com isso, a garota apenas sorriu e pagou tudo em dinheiro, seguindo em frente graciosamente.
Mas aquela quantia oferecida no fim da mensagem era muito maior do que ela já viu ou recebeu. Ainda mais quando não havia nada de novo nas informações padrão inseridas na plataforma: Fuchs, 25 anos, a cura da sua síndrome de distância.
O slogan veio do nada. No começo, ela não achava muito certo usar um sonho de infância para identificá-la naquele trabalho que passava bem longe de qualquer inocência. Mas Fuchs e acabaram não tendo muita diferença entre si no fim das contas; o sonho continuava o mesmo. Não importava se todo o caminho para chegar até ele tivesse mudado drasticamente.
O que mais queria era encurtar a distância. Dela para o mundo.
Estava pensando justamente nisso ao olhar a quantia. A animação eufórica que vem antes das reflexões lógicas.
Mas a desconfiança pairou logo em seguida. O valor era absurdo, era estranho. Ela tinha plena consciência do selo de qualidade de seu trabalho, chegando a repeti-lo com o mesmo cliente algumas vezes (principalmente aqueles que enrolavam três ou cinco notas altas e as enfiavam no bojo de seu sutiã, murmurando: você é uma garota com muito potencial), mas nada que valesse mais do que algumas centenas de euros.
Com certeza, nada que chegasse perto dos cinquenta mil que piscavam na tela naquele exato momento.
Ela levantou-se da cadeira da cozinha apertada, começando uma caminhada em semi círculos. Reproduziu a solicitação bastante formal na cabeça, tentando achar alguma brecha: uma mulher queria contratá-la para uma noite conjunta com seu marido. O primeiro parágrafo tinha sido dedicado a reafirmar a beleza e o ar doce de , seguido por um discurso marcado por tópicos bem objetivos sobre a curvatura de seu quadril e os lábios naturalmente carnudos e rosados, e o jeito gostoso com que ela se encaixava nos brinquedos de silicone que colocava na boca em uma série de fotos divertidas com um certo teor profissional em um fundo magenta.
A proposta era simplista e direta. Não propunha nada do que já não tenha feito antes. Noites a três eram naturalmente mais caras, mesmo que não fossem tão caras assim.
Ela grunhiu e pegou o celular, começando a discar os números de Dottie, uma americana bronzeada que conheceu no seu primeiro trabalho do aplicativo, mas parou imediatamente. A reação da amiga era tão previsível que ela não precisava gastar minutos da conta de telefone para isso. Dottie diria em alto e bom som: o que está esperando para aceitar?
E então ela visualizou a Tailândia, Japão, China, Rússia e toda a África Central juntas no meio daqueles zeros. Assim, respirou fundo e começou a digitar sua resposta.
Já era quase meio dia quando a projeção se apagou.
O professor de História da Arte Moderna da Universidade de Barcelona encerrou a aula daquela sexta-feira com avisos rígidos sobre o trabalho de pesquisa que queria ver excepcionalmente na próxima semana, sem atrasos ou desculpas. Seu olhar por trás dos óculos eram fulminantes e severos, e os poucos alunos que ainda restavam em sua aula não passavam de sobreviventes. John Costner era um deles, mas não podia se chamar de corajoso. Estava mais para um eterno admirador.
Quando deixou a sala oval no fim daquela manhã, pegou o telefone vibrante nos bolsos e o apoiou nos ombros enquanto guardava os milhares de livros que era obrigado a abrir nas aulas do professor se quisesse se situar nem que fosse um pouco nas palavras dele.
— Alô?
— Preciso te contar uma coisa. — a voz de soou animada do outro lado da linha. — Vamos almoçar.
— Isso é um pedido disfarçado de ordem? — ele arqueou uma sobrancelha, trocando o telefone de posição. bufou do outro lado. — Na verdade, hoje não vou fazer cu doce. Meu cérebro está fritando depois de tentar decorar tantos patrimônios históricos e tudo que eu mais preciso é de um tiramisù.
— Patrimônios? É o professor Thomas? — suspirou pesadamente. — Que saudades...
— Infelizmente, está mais gostoso a cada dia. — John estalou a língua. — Hoje ele estava com uma aura diferente de todas, parecia até feliz.
— Feliz é a mulher que senta nele, isso sim.
— Você sabe que eu não posso imaginar isso, tenho problemas de impulsividade e vou acabar mandando uma mensagem pra ele mais cedo ou mais tarde.
riu alto.
— Então seja bastante impulsivo e chegue no Arcano em 20 minutos.
— Quê? — John parou no meio da escadaria da entrada.
— Confia em mim. É um convite.
O rapaz riu, balançando a cabeça.
— Nem precisa dizer duas vezes.
O Arcano era uma evolução comparada aos anos iniciais de na cidade. A reação de John era totalmente compreensível; eles no máximo comeriam pão com tomate em alguma padaria empoeirada de El Raval, onde as pessoas pareciam incapazes de falar em voz baixa. Em dias especiais, poderiam investir em um hambúrguer do McDonald’s na Vila de Gràcia, com direito a milk shake e batatinhas compartilhadas.
No começo, a faculdade era uma exigência desesperada e imposta pelos pais, que não aceitavam sonhos malucos de pessoas que queriam viajar o mundo sem nenhum objetivo concreto — e dizer que era por puro prazer era ainda mais absurdo e errado. “Você não tem que fazer tudo que quer, garota. Nesse mundo não existe o querer ou o prazer”, gritava o senhor Wallace até que as veias estourassem nas têmporas, mas não foi de grande valia. Wallace nasceu para o prazer, seja ele servido em qualquer faceta. Ela só esperava alcançar todas elas, e seguia caminhando para isso.
Mas essa concepção veio depois de dar ouvidos ao maluco que chamava de pai e começou na Universidade de Barcelona, sem saber que bem isso poderia trazer. Em pouco tempo, conheceu John após pegá-lo fazendo um boquete em um garoto no banheiro de uma festa de recepção de calouros. Foi engraçado, principalmente pelo fato de que ela havia feito a mesma coisa no mesmo cara na parede perto do bar algumas horas atrás. A amizade se estendeu quando perceberam que faziam algumas disciplinas juntos, antes de tomar as rédeas da própria vida em algum momento oportuno e largar tudo aquilo, que não passaria de perda de tempo para os seus sonhos. E soube que John seria um grande amigo depois que ele revelou o que fazia para conseguir se manter sozinho na cidade — uma plataforma, um nome falso, boas fotos e zero pudor. O que mais poderia dizer? John Costner estava destinado a ser seu maior confidente.
Às vezes, sentia falta da vida universitária e suas aulas com John. Em especial, sentia falta de uma aula específica.
Com um professor específico.
Thomas era o tipo de homem que não pedia licença para entrar e bagunçar com suas fantasias. O homem sempre parecia que tinha acabado de acordar, do jeito mais sexy que isso poderia soar — o cabelo revoltado, camisa sempre aberta, calças sociais muito bem passadas, maçãs do rosto evidentes e aquela voz fraca e abafada de quem acabou de gozar. A imagem do homem a deixava desesperada.
O sino da entrada do restaurante zuniu através de quando John passou pela porta, olhando ao redor até achar a garota sentada nos fundos de pernas cruzadas.
Ele deu um assobio ao se aproximar.
— Você tá uma gostosa nessa posição. — sorriu, pegando o cardápio na mesma hora. — Jesus Cristo! Que lugar é esse? Meu faturamento depois do aluguel e conta de luz não pagam nem uma salada aqui. O dono é seu cliente?
— Por favor, não. — ela riu, estalando os dedos para algum garçom parado ao lado do balcão e ele prontamente obedeceu, trazendo uma garrafa de vinho. — É sobre isso que vim conversar. Acho que minha tour está prestes a se tornar real.
O garoto arregalou os olhos, apoiando os cotovelos na mesa.
— Como assim? Não sabia que tinha atingido sua meta. Achei que faltavam alguns milhares de euros.
— Esses milhares de euros acabaram de ser alcançados. — ela bebeu um gole do vinho. John juntou as sobrancelhas, confuso. — Tenho um trabalho especial hoje à noite.
Ele continuou com a mesma expressão, esperando que ela se explicasse. revirou os olhos e puxou o celular da bolsa, passando-o sobre a mesa. O rapaz olhou a proposta já aberta no aparelho e soltou um arquejo surpreso e barulhento, que o fez colocar as mãos na boca logo em seguida.
— Por Deus, ! — ele tentou falar baixo, mas seus olhos arregalados não conseguiam frear o choque. — O que é isso? Isso é real?
— Aparentemente sim. Entrei em contato mais cedo e um secretário me atendeu; é mais do que verdade. Inclusive o dinheiro.
— Meu Deus do céu... — John levou as mãos ao peito, ainda encarando os zeros. — Isso é muita grana! E você é uma delícia, mas eles não sabem disso ainda, como podem oferecer tudo isso logo de cara? Será que foi alguma recomendação?
— Também não sei. — ela deu de ombros. — Mas pensa comigo, esse provavelmente vai ser meu último trabalho antes que eu faça as malas e voe para bem longe daqui. Dar uma noite quente e eletrizante para um casal de meia-idade não vai ser nada, John. É uma chance única.
— Eu ainda tô processando. — as costas dele deslizaram pela cadeira. — Eles devem ser algum casal gringo muito rico ou o cara é o próprio dono da Samsung, já pensou nisso? Tenho medo de eles abusarem no BDSM ou coisa assim.
— Bom, eu não tenho. — mordeu o lábio inferior e sorriu de forma travessa. John balançou a cabeça, sabendo que sua grande amiga com certeza não era alguém com que precisasse se preocupar. — Agora pede o que quiser porque vai ser a última refeição que eu pago. Pelo menos por um tempo.
Ele estreitou os olhos e os dois riram, chamando o garçom novamente logo em seguida.
A comida parecia estranhamente mais apetitosa naquele dia.
A roupa escolhida era anormal.
virou-se novamente no espelho, prestando atenção nos mínimos detalhes cruciais que não passavam batido pelos olhos dos clientes. Quando se solicitava um serviço, eles podiam e deviam especificar suas preferências de visual. Naquela proposta em questão, as palavras ditas foram peculiares e jamais vistas antes por : cotidianamente natural.
Ela não sabia o que dizer sobre isso.
O natural era uma questão de ponto de vista, de personalidade individual. Se essa fosse a interpretação correta, então ela estava muito bem vestida com uma saia cargo vários palmos acima do joelho, uma regata amarelada que convenientemente deixava uma faixa de umbigo à mostra e tênis branco; basicamente, o que todas as garotas de Barcelona usavam no verão (o que não era lá muito sexy). estava acostumada a ir trabalhar com toneladas de maquiagem e figurinos exóticos e elaborados, e não sair como se estivesse indo para as aulas na UB.
Seja como for, era melhor fazer sua própria releitura das palavras alheias do que seguir o padrão proposto de sua ocupação secreta e acabar decepcionando um cliente tão generoso.
Ela entrou no táxi e mencionou o endereço que lhe foi passado. Era em Les Corts, claro, em uma propriedade fechada no centro de toda a riqueza de Barcelona. A brincadeira sobre alegrar algum CEO e sua esposa pareceu muito real naquele momento. suspirou e mandou uma mensagem para John, dizendo que estava a caminho e desligou o celular.
O táxi parou bem na frente de uma enorme casa moderna, tão grande que não era possível visualizá-la por inteiro. O portão alto de ferro não tinha ferrugem, e dava para ver uma fonte circular a alguns quilômetros do gramado dali para frente. O coração de desatou a bater mais rápido. De repente, ela não tinha mais certeza se queria continuar.
Mas antes que tomasse qualquer decisão precipitada, um homem jovem e bonito colocou a cabeça para fora de uma guarita e abriu um sorriso complacente.
— Senhorita Fuchs? — disse em um tom formal. Ela engoliu a seco e assentiu em resposta. — Fico feliz que chegou bem. Entre, por favor. Eles estão esperando.
ouviu o portão ranger ao se fechar para a saída do táxi e, por fim, ela não podia mais fugir do caminho de pedras à frente. Suspirou e seguiu, sendo acompanhada de perto pelo segurança bonitão que não disse mais nenhuma palavra. Imaginou que ele nem poderia — aquele tipo de coisa era sempre tratada com total confidencialidade.
À medida que se aproximava da frente da casa, ela observou dois carros estacionados na lateral, extremamente reluzentes e tão caros que sua imaginação era interrompida antes de chegar a um valor real de quanto deviam valer. Mas não era apenas por isso que seus olhos foram sugados por um instante arrastado. Um dos veículos era um Jaguar F-Type de cor vermelha berrante, um conversível capaz de parar o trânsito da cidade. O outro era um Tesla Plaid que lhe pareceu estranhamente familiar, mas o barulho da porta da frente a tirou de qualquer hipótese que pudesse começar a formular.
— Por gentileza, senhorita Fuchs. — o rapaz inclinou a cabeça para dentro, mantendo a porta dupla aberta para , que estava devagar demais e perdida em seus próprios devaneios.
Ela deu um sorrisinho de desculpas e entrou na grande casa. O fôlego a deixou por pelo menos um minuto inteiro.
O dourado quase a deixou cega. O piso elegante roubou todas as suas palavras, e seus passos davam eco diante de tanto silêncio. Visto de fora, parecia que só existiam ela e o segurança ali, e a ideia de ser ele o dono da mensagem passou pela sua cabeça. Não iria importar nem um pouco — o cara era um gato, e os ombros largos por debaixo do smoking a deixaram curiosa e excitada. Ela adoraria fazer seu “potencial” virar realidade com ele.
— Pode me seguir por um instante. — ele continuou andando em frente, agora em direção a escada. Ela olhou para os lados, captando cada detalhe da estrutura e tentando enxergar alguma coisa ali que denunciasse quem poderia ser seu dono (quadros na parede, fotos de família, troféus de prêmios empresariais), mas nada aparecia. A residência era a própria definição de minimalismo.
No fim de um corredor extenso, o rapaz finalmente parou em frente a uma porta larga e virou-se para .
— É por aqui. Fica tranquila, eles vão te adorar. — a piscadinha que ele lançou para ela dissipou todo o seu ar formal. Ah, ele era mesmo uma coisinha. sorriu fino enquanto ele batia duas vezes na porta. — Divirta-se.
Ele fez um meneio com a cabeça antes de se retirar de fininho. segurou a língua para não pedir para que ele, talvez, ficasse só mais um pouquinho até que ela visse realmente quem a esperava, mesmo que isso fosse nada profissional.
E antes que outra dúvida ou receio viesse para fazê-la hesitar, a porta se abriu.
E a visão da identidade revelada que teve a pegou como um soco no estômago.
De início, ele sorriu. Parecia animado, com o peito nu, a calça larga de moletom e os pés descalços, mas logo isso foi sumindo quando ele também percebia. Quando viu que ela não era uma completa estranha, fazendo o clima constrangedor tomar uma proporção de silêncio chocado mútuo. Só podia ser brincadeira.
Aquele não podia ser Thomas, seu professor favorito da faculdade.
— Fuchs? — sondou ele, com o cenho franzido.
— Sim... — disse a garota, depois de vários segundos. Era estranho ouvi-lo usar seu nome de trabalho.
Ele a encarou de cima a baixo, reparando em cada detalhe de seu corpo naquelas roupas comuns, parando um pouco mais na barra da blusa levantada, revelando o piercing brilhante no umbigo, que naquele dia era um pingente comprido que balançava quando ela caminhava. Uma risada áspera escapou dele, e o homem soltou a maçaneta.
— Não acredito que ela fez isso... — ele murmurou dentro de uma das mãos que passou pelo rosto, bagunçando o cabelo. — Vem, entra.
entrou logo atrás dele e precisou se controlar para não reparar em tudo novamente. O quarto ficava logo depois de algumas curvas de pequenos corredores, e tinha uma enorme cama de dossel no centro, junto com sofás e poltronas de couro. Parecia bem comum, se não fosse o quadro gigante em tapeçaria que pegava toda a parede de trás da cabeceira, ilustrando e sua bela esposa.
Bela esposa. Puta merda, se lembrava que seu professor era casado, e que a beleza dela era algo bastante comentado. A filha mais velha de um dos maiores conglomerados da Europa. Um casal modelo e filantrópico, que aparecia pouco na mídia, mas eram respeitados com tanto decoro e decência quanto um par de anciãos.
Como ela se envolveu naquilo? Aquela não podia ser a esposa dita na mensagem...
O homem caminhou até uma espécie de frigobar, tirando de lá uma garrafa de champagne Salon Blanc e mais duas taças. Abriu sem grandes problemas e derramou o líquido para dentro delas, oferecendo uma para a garota ainda imóvel no meio do quarto. O jeito como ele se portava, tão elegante e despojado a fez pensar em coisas, coisas que era acostumada a pensar em sua banheira depois de todas as aulas que tivera com ele.
— Professor... — disse de repente, e ele automaticamente sacudiu a cabeça.
— Não sou seu professor. — ele entornou um grande gole da bebida. — Certo?
— É, claro. — constrangida, ela assentiu rápido e bebeu como ele. Deu para sentir um formigamento quente no ventre só com o tom da sua voz.
— Não imaginei o tipo de coisa que estaria fazendo quando saiu de vez. — olhou para a garota por cima da taça.
— Você reparou quando eu saí? — pareceu explicitamente surpresa.
— Ah, com certeza reparei.
Ele esticou a boca em um sorriso ardiloso.
— Ela já chegou? — uma outra voz veio por trás de suas costas, e virou-se rapidamente para ver.
Outra das tantas coisas surpreendentes que aquela casa escondia. A mulher vestida de lingerie púrpura e kimono transparente esbanjava sensualidade e tesão só na forma como encarou dos pés à cabeça. Sua mente girou ao ser fitada daquela forma. A outra era estonteante. Só de imaginar tocar aqueles seios, sentia a boca secar.
— , meu bem. — expirou enquanto a esposa entrava no quarto e chegava mais perto dos dois. — Não me disse que convidaria apenas desconhecidas?
Ela franziu a testa, olhando para a garota que segurava a taça, vasculhando toda a extensão do seu rosto.
— Ela não me parece nada conhecida. Tão linda assim, duvido que seja. — ela esticou as unhas pintadas de vermelho e deslizou pelo cabelo de , que foi atacada pelo cheiro maravilhoso da mulher. — Como vai, querida? Eu sou a Mortimer.
— Ela me chamou de professor. — declarou, terminando de secar sua bebida. olhou para ele por um instante e soltou uma gargalhada.
— Não brinca! Você é aluna dele?
— Eu era. — limpou a garganta, notando que segurava a taça com mais força que o necessário. — Pulei fora no semestre passado.
— Interessante. Por que está fazendo essa cara, ? — fez um bico e caminhou até o homem, esticando um pouco os pés para beijá-lo. — Não era o que a gente queria? Gostosa e universitária?
— Um dos requisitos não foi cumprido. — ele respondeu em um tom provocativo, retribuindo o beijo da esposa com mordiscadas sutis.
— Ela é uma das que você me contou que reparou um pouco mais?
Agora o sorriso dele foi voltado para .
— É sim.
engoliu em seco, pensando novamente nas suas fantasias de banheiro e temendo que tudo aquilo não passasse de uma bem elaborada. Thomas a olhou com tanto apetite que suas células começaram a se agitar, queimando seu corpo por inteiro. Ele nunca olhava para nada e nem ninguém dentro daquele edifício antigo de pedra, e agora talvez estava entendendo um pouquinho do porquê.
Bastava. Ela só queria saber quando tudo aquilo deixaria de ser um potencial e começaria a acontecer de fato.
soltou um gritinho de excitação e se voltou para ela, olhando-a com admiração jovial e tomando seu rosto entre as mãos, beijando-a com leveza, abrindo caminho, esperando uma resposta da garota.
quase se esqueceu da taça em suas mãos. Em algum momento, ela foi retirada dali, jogada em qualquer canto, deixando seus dedos livres para afundarem no cabelo da mulher, enquanto sua boca abria passagem para sua língua, deixando que tomasse ela inteira com fervor e animação. Um fogo louco tomou conta de . pôs uma das mãos em suas coxas, alisando os dedos com unhas gigantes pelo entorno de sua bunda no limite da saia e então subindo, indo de encontro à intimidade de , que molhava-se a cada minuto mais por dentro da calcinha pequena de renda. estremeceu ao pensar no que ela faria, mas seus pés apenas cambalearam para trás enquanto a jogava sentada ao pé da cama, passando uma língua pelos lábios avermelhados.
sentiu a calça apertar imediatamente ao ver a posição com que a garota despencou. Sua saia levantou-se quase até a cintura e ele conseguiu visualizar a calcinha branca que brilhava. Sua esposa, em um movimento único, pegou em suas mãos e o aproximou de si mesma, beijando-o de forma quente e perversa, passando a língua recém compartilhada com a novata, atiçando os pensamentos sombrios que sabia que ele tinha com outras mulheres. Ele agarrou seus dois seios com as mãos, puxando o tecido para baixo sem delicadeza, pondo os dedos em cada mamilo e sentindo os gemidos dela estremecerem seu corpo.
Jesus Cristo, aquela mulher com tesão era o seu próprio bem-estar.
Ela se afastou dele, sem se preocupar em se ajeitar e o puxou para o lado da garota, jogando os cabelos para trás.
— Agora, meu bem. — seu aroma chegou bem perto do rosto de , passando os dedos levemente sobre seus lábios. — Hora de recepcionar o meu marido.
deu mais uma piscadinha para antes de beijá-la levemente e se separar, andando até o frigobar para encher um copo com o champagne. olhou hesitante para o homem à sua frente, que tinha as mãos fechadas sobre seu volume gritante enquanto encarava o ponto branco por debaixo de sua saia. O corpo dela ardeu em chamas com aqueles olhos, os mesmos de seus delírios acordados enquanto ouvia sobre Claude Monet e Impressionismo, os loucos sonhos em que engolia com toda vontade aquele volume que antes era imaginário.
Mas não foi por muito tempo. sentou-se na poltrona em frente a cama, jogando as pernas para cima e abertas, encarando-a com um sorriso.
— Vamos, bela Fuchs. Não deixe meu homem esperando.
sentiu o lábio inferior entre os dentes ao encarar a mulher naquela posição e se levantou, sabendo da calcinha já completamente encharcada apenas com o clima do lugar. Ela olhou para o homem, que ainda tinha a mesma expressão, mas agora encarava a esposa do outro lado, um desejo sem igual tomando conta de sua feição normalmente gelada. se ajoelhou, não precisando de muito para puxar a calça de moletom para baixo, deixando o membro duro escapar para fora com rapidez, cedendo-lhe a visão maravilhada de seus fetiches que se tornavam reais. Sua boca produziu mais saliva que o normal.
Abocanhou o homem com vontade, com ânimo, com tudo que vinha atormentando sua mente desde que o vira pela primeira vez. Ela tratou de levá-lo até o limite de sua garganta, sentindo o líquido quente de pré gozo vazar pela cabeça, girando os olhos para cima com os gemidos prazerosos que ouvia dele. pegou nos cabelos da garota, afundando o pênis em sua língua, tirando e colocando por várias sessões repetidas até que ela lambesse toda a parte de fora, virando a cabeça para trás e encarando-o com um sorriso safado no rosto. Minha nossa, quanto tempo ela guardou aquele sorriso? agarrou a ereção com uma mão, masturbando-o com entusiasmo e inclinou a cabeça brevemente para a poltrona a tempo de ver passeando com os dedos por cima de sua calcinha púrpura, bebendo um gole da bebida fina enquanto se preparava para se acariciar. A visão mexeu com o pensamento de , que sentiu o membro ser devorado mais uma vez com força, enquanto chupava e mordia suas bolas em movimentos certeiros e imediatos. Ela só queria aquilo tudo dentro dela, mas não precisava ser tão esperta para notar quem realmente estava no controle de tudo ali. E ela estava mais do que disposta a fazer o que os dois mandassem.
Um outro gemido invadiu o quarto, sem ser o do homem tendo o pau consumido. já estava sem a calcinha, largada em qualquer canto do piso enquanto se masturbava com prazer com as lamúrias do marido. Ele segurava os cabelos de com mais força enquanto via as expressões prazerosas da mulher na poltrona, tocando-se com energia pelo boquete bem feito.
— Não quero que goze ainda, amor. — ela conseguiu dizer em meio ao torpor, lambendo os dedos com seu próprio gosto. — Deixa ela sentar um pouquinho em você.
ouviu a voz, afastando o rosto melado lentamente com a língua para fora. olhou para a garota ajoelhada e um acesso de calor incontrolável tomou conta de si. Puxou-a para cima rapidamente enquanto lambia sua bochecha úmida, chegando até sua boca, onde sugou seus lábios em um beijo maluco e desesperado. Ela agarrou seu pescoço, sentindo a vibração entre suas pernas, um desejo quente e grotesco pelo homem, que era delicioso como sempre pensou. Ele passou as pernas dela pela sua cintura, não soltando de sua boca, enquanto andava com ela até a mulher sentada do outro lado, depositando seu corpo no colo da esposa, que sorriu satisfeita.
sentiu as mãos da mulher subirem pela sua blusa, revelando seus seios para as mesmas mãos que os apertaram e mordiscaram, lambendo-os por completo. Já as mãos de foram para arrancar sua saia, encarando a calcinha branca que tanto o hipnotizou antes de se livrar da mesma também. Um fascínio intenso tomou conta daqueles olhos que pareciam famintos. abriu as pernas da garota com delicadeza, levando seus dedos e as unhas por seu clítoris de leve, como uma brincadeira, abrindo os grandes lábios, fazendo soltar um gemido agudo. Ela seria capaz de gozar só com a troca de olhares dos dois, e de seus toques mais sutis.
— O que você quer, meu bem? — perguntou diretamente para o homem abaixado na altura do quadril de . Ele mordeu os lábios e sorriu.
— Quero foder com ela inteira. — respondeu, levando um dedo grande para a intimidade encharcada de , que arfou com os dois naquela região. — Porra, ela tá super molhada...
— É assim que eu gosto. — tirou o dedo da garota e os enfiou na boca dela, que lambeu com os olhos fechados enquanto sentia os dedos de ainda passeando em sua entrada, como uma tortura. virou a cabeça dela para a sua, beijando-a novamente com dedicação, fazendo com que dobrasse o pescoço o máximo que conseguisse para aprofundar o beijo. Aquela mulher era o prazer encarnado e seus lábios eram viciantes, assim como os do marido. Desejou os lábios dela em seus seios de novo, estava disposta a pedir por isso.
— Senta bem gostoso nele pra mim, tudo bem? — a voz dela era doce em seu nariz, e assentiu imediatamente, acatando a ordem. retirou os dedos da garota e colocou-os na boca de , que chupou como uma selvagem todo o líquido e depois recebendo um beijo lascivo do marido. Ele encarou com luxúria e então andou até a cama, deitando-se sobre ela com o pau erguido enquanto esperava sua próxima surpresa.
levantou-se lentamente, recebendo um tapa feroz de na bunda, andando até o homem. Ela mordeu os lábios com desejo pelo membro, querendo engoli-lo de novo, e subiu em cima dele. tinha a boca entreaberta em uma respiração lenta, e encarou pelos ombros antes de sentar de uma vez, com empenho.
Um grito escapou de sua garganta. Algo surpreendente estava escondido naquele pau enorme e ela sentiu isso diretamente dentro de si. Ouviu com prazer o gemido contido do homem embaixo e sorriu com o frenesi louco que se apoderou de si, que a obrigou a subir e descer com afinco, embaralhando todo o pensamento lógico que pudesse ter, todas as dúvidas que teve sobre estar ali ou não. espalmou sua bunda, agarrando-a com força, entoando palavrões que soavam como música para , que ia ainda mais rápido ao ouvi-lo. O barulho de seus corpos se batendo deixava completamente louca, já agarrando os cabelos enquanto se acariciava com fúria, completamente atraída pela bunda da garota que batia no pau de seu homem com uma beleza erótica tentadora, ainda usando seus tênis brancos.
rosnou, olhando os seios dela pularem junto com seu corpo, parecendo chamá-lo com ansiedade, implorando por sua boca. Ele se sentou, puxando o corpo dela para mais perto, afundando o rosto em seus mamilos, segurando forte em seu quadril como sinal de que não parasse. já sentia o corpo suar, a respiração falha enquanto gemia como uma desalmada pelo pau daquele homem que a atormentou por tanto tempo. Ela rebolou por cima dele, temendo o orgasmo que se aproximava cada vez mais, fazendo-a fechar os olhos com cada toque dele, que provavelmente seria irreversível para sua memória. Quando ele agarrou sua cintura e investiu por baixo por conta própria, ela deu um grito seco ao sentir o prazer escaldando seu ventre e escapulindo de sua intimidade em doses altas, sofrendo os espasmos da coisa enquanto tremia as pálpebras de choque.
deitou novamente, ofegante, enquanto dava um tempo para a garota se recuperar. Ela desabou para o outro lado, afastando alguns fios de cabelo da testa molhada, observando o peito do homem subir e descer enquanto seus olhos iam para a esposa na poltrona.
— Eu sei como é, querida. — a voz de a fez olhá-la também, agora completamente nua e aberta como antes, com o copo de whisky pairando em uma das mãos. — Por que não engole um pouco enquanto se recupera?
sentiu que a mulher lia a sua mente. Ela abriu um largo sorriso cheio de ousadia enquanto se colocava de joelhos para que a visse, agarrando o pau ainda duro de e enfiando-o na boca de uma vez só.
não via o rosto do homem, mas ouviu o chiado maluco em suas costas. Ela estava mais preocupada agora em observar e seus dedos nervosos no clitóris, enquanto mordia os lábios exasperada. empinou-se ao lado do corpo dele, masturbando-o enquanto o lambia por inteiro, sem tirar os olhos de . Sentiu a intimidade inchar novamente, pedinte, molhando-se por completo com a cena da esposa e suas expressões. Em um segundo, ela sentiu os dedos grandes e delicados de entrarem dentro de si, causando um tremor na base de suas coxas. Ele entrou com rapidez, batendo em sua bunda novamente, deixando-a ainda mais excitada. Esse casal sabia como bater, era impressionante.
O desejo escorria ainda mais de , e um dedo molhado em sua entrada nas nádegas a deixou em transe por meio segundo. O movimento foi suave, devagar, umedecendo seu outro canal com o líquido que descia logo abaixo, deixando-a a ponto de entrar em combustão. Ela chupou o homem com mais vontade, gananciosa, maluca para que ele continuasse. mordeu os lábios com a permissão e olhou para a esposa, que o encarava com um sorriso cúmplice, assentindo a cabeça com destreza.
— Deixa ele te foder com vontade, meu bem. — disse em meio aos gemidos, sabendo o que precisava para alcançar seu ápice. apenas sorriu em concordância enquanto não se atrevia a largar aquele pau, sentindo em seguida o dedo entrar em sua via mais apertada, fazendo o mundo girar por alguns instantes. A ideia de ter aquilo tudo que engolia dentro da sua bunda a deixava em um estado de chama viva. Esse homem acabaria com ela e era o que ela mais queria. Por fim, ergueu a cabeça, limpando a boca do líquido do homem novamente enquanto ele se inclinava para lamber seus lábios de novo.
— Eu quero ver. — gemeu , segurando os cabelos com força enquanto observava a dupla com certa urgência. Ela estava quase lá, e sabia disso. Usou seu melhor sorriso de aliado enquanto deitava novamente, apoiado sobre os cotovelos enquanto sentava-se de costas para a mulher na poltrona, posicionando o pau agora entre o bumbum, descendo devagar enquanto mordia os lábios para se acostumar.
Não foi preciso muito. O pau do homem estava tão molhado quanto ela, e ele deslizou para dentro inteiro aos poucos, saindo devagar para então entrar de novo com mais fervor, iniciando movimentos padronizados e ritmados. sentia o pau apertado como nunca, e aquilo o deixava tentado a deixar que gozasse. O rosto de tremeluzia em expressões safadas e perversas, e ela murmurava coisas desconexas para que ele continuasse mais rápido.
— Rápido... Coloca tudo... — ela rangia, apertando os seios e abaixando o corpo até encostar seu nariz no dele logo abaixo. Uma estocada firme e violenta partiu do homem, que segurou a bunda dela com as duas mãos enquanto as afastava ainda mais, dando mais liberdade para que seu pênis entrasse e saísse com agilidade. Ela enfiou a língua em sua boca, iniciando um beijo várias vezes interrompido pela própria , que gritava enquanto tinha a bunda maltratada pelo professor, e chegava a seu ápice e deixava que seus gritos se misturassem aos da garota.
Sem atrapalhá-los, ela se levantou e juntou-se aos dois na cama, acariciando as costas de enquanto esta tinha a língua afundada na boca de seu marido. puxou os cabelos da garota que caíam para o lado e ergueu a cabeça, beijando-a sem pudor algum, sentindo aumentar os movimentos com a aproximação. A mulher então deu uma piscadela para o homem, que parou de repente, tirando a garota delicadamente de cima de si e tomando a boca da esposa com vontade, com uma fome imensurável, como se a implorasse que fosse sua vez. Ela se afastou lentamente, umedecendo os lábios enquanto encarava , que terminou de se deitar e se preparava para sua sessão de observadora enquanto passava para trás da esposa.
Mas não foi para isso que ela havia sido chamada ali.
— Vai, amor. — disse manhosa, sentindo as mãos de apertarem seu quadril. — Do jeito que eu gosto.
Ele sorriu enquanto se posicionava entre as nádegas dela. Enquanto isso, engatinhou com cuidado até a boca de , beijando-a com ardor enquanto tinha o rosto agarrado pela garota, desejosa pela sua língua. A mulher mordeu a boca de , descendo os beijos pelo seu pescoço enquanto sentia a primeira estocada do marido. Ela gemeu na curva de seu pescoço, fazendo a garota ficar excitada e tendenciosa a descer os dedos e começar a se acariciar, mas foi mais rápida. Ela sugou seus mamilos antes de chegar de vez no meio de suas pernas abertas, dando uma mordida sutil nos grandes lábios antes de afundar sua língua na intimidade da garota.
fechou os olhos com o tamanho tesão que se apoderou de si. A libido nas alturas a fez se esquecer de tudo. a penetrou com um dedo, as unhas enormes raspando em suas paredes e deixando-a sem ar. A língua dela brincava com sua vulva, tecendo um caminho glorioso enquanto sofria de espasmos violentos com as estocadas fortes de atrás de si, espalmando sua bunda com avidez, abrindo ainda mais as pernas e o quadril empinado. Aquela mulher parecia algo fora do planeta Terra; tudo nela chamava o pecado, a libertinagem. faria de tudo para que ela se sentisse totalmente inteira e nas nuvens.
chupava a intimidade de com malícia, com obscenidade, em um desespero para que a garota gozasse mais uma vez. Sua mente fazia um esforço sobre-humano para se concentrar no prazer da convidada enquanto recebia as investidas deliciosas do marido, mas isso tornava o clima ainda mais quente para ela. gemia com o trabalho bem feito, agarrando os cabelos de com força enquanto sentia os dedos circulando dentro de si, indo e voltando em potência máxima. Ela sabia exatamente onde tocava e não iria demorar muito até que explodisse de novo. Mexeu o quadril na boca da mulher, querendo ainda mais movimentação, ainda mais a indecência daquela língua enquanto sorria por cima de sua barriga, franzindo a testa com os tapas de e seus golpes cada vez mais a sério. Tudo era demais.
— Eu vou... — tentou dizer, mas veio antes que terminasse. O líquido vazou para fora, na boca da mulher enquanto ela se afastava para lamber os lábios. se retirou de dentro dela, sabendo o que pediria em seguida. Ele trocou beijos fervorosos com a esposa e meteu um dos dedos na intimidade de , sentindo-a mais molhada do que nunca, puxando um deles para lamber o gozo. O mesmo que estava nos lábios de , que foram tomados novamente por ele, que se sentia feliz ao ver o sorriso satisfeito nos lábios da esposa.
— Fez direitinho... — ela sussurrou na boca dele, selvagem, devassa. Só aquilo já o deixou pronto de novo para qualquer coisa. Ela mordeu os lábios enquanto ele ainda continuava esfregando . se prontificou ao lado da garota ainda aberta, puxando o homem para que se deitasse, afundando sua boca em torno do pênis ainda erguido. Ela puxou para que a fizesse companhia, agora com as duas em um revezamento conjunto em lamber e chupar o membro do homem, que passou um dos braços atrás da cabeça e se viu relaxado enquanto mantinha os olhos fechados e deixava que o prazer o consumisse. Daquele jeito ele não aguentaria mais esperar, e sabia disso. Ela abocanhava sua glande com jeito, com maestria, com a experiência que todos os anos juntos com seu parceiro lhe deram. Tudo aquilo só era uma prova irrefutável de que os dois conheciam cada centímetro e cada vontade escondida um do outro. As perfeitas almas gêmeas que já havia percebido logo de cara.
grunhiu, apoiando-se nos cotovelos afim de ver as duas garotas que chupavam toda a sua extensão, trocando líquido pré gozo com as línguas, beijando-se e voltando a ele enquanto melavam totalmente seu pênis. Ele achou que ficaria louco com a visão e sentiu prontamente os espasmos atravessando seu corpo, informando o que estava por vir. Ele se remexeu até que entendesse e puxasse para trás, dando-lhe mais um beijo e uma risadinha ao ver se levantar da cama depressa. As duas morderam os lábios e engatinharam para o limite da cama, sentando nas panturrilhas enquanto estendiam a língua para o homem que fazia sua última masturbação antes do esperma sair como um jato, batendo nos rostos da dupla, que lutou por um espaço para garantir sua própria parte.
Ele estava ofegante. Suas costas e testa eram puro suor, assim como as duas garotas que brilhavam com a luz da lâmpada amarelada. passou a língua pelo líquido que voou até seu queixo, pegando-o entre os dedos enquanto teve a bochecha atingida, puxando tudo até sua boca e engolindo enquanto encarava . Ele se sentiu exausto por um momento, depois de ter se segurado por tanto tempo, mas o alívio foi instantâneo ao ver sua mulher tão feliz e realizada. sentiu a língua de em sua bochecha em uma provocação divertida, e ela sussurrou em seu ouvido:
— No próximo round, ele é quem vai ficar na poltrona.
sentiu um clarão por debaixo das pálpebras, e não sabia dizer se era a luz do sol ou a troca de potência da lâmpada.
Ela foi abrindo os olhos devagar, retomando os sentidos à medida que o corpo dolorido servia de prova para o que ela, até então, estava achando que era alucinação. Os lençóis que a cobriam eram finos, e a cama parecia bem maior agora, exposta pela luz. Ela encarou ao redor devagar, vendo que estava no mesmo cômodo, mas sozinha. Suas roupas estavam devidamente dobradas em cima da cômoda, e não havia nem sinal de ou , apesar da cama bagunçada ser mais do que um indicativo sobre a presença deles ali. Não dava para saber que horas eram e nem onde seu celular estava, mas o barulho da porta se abrindo a fez ficar em alerta e sentar-se bruscamente, puxando um pedaço de lençol para cobrir o tronco.
O rosto amigável era do segurança do dia anterior, que entrou com um sorriso complacente e bem-humorado.
— Bom dia, senhorita Fuchs. Espero que tenha tido uma ótima noite. — ele encarou a cama com discrição, deixando um pouco constrangida. — Eu me chamo Hymie, por falar nisso. Não me apresentei ontem por questões de rotina. Só faço isso na manhã seguinte, está no contrato.
quis imediatamente perguntar sobre o contrato, mas se controlou.
— Oi, Hymie. Onde estão os...
— e ? — ele disse na frente. — Eles saíram para um compromisso importante. Envolve países, ONGs e talvez uma partida de baralho em um cassino. É um pouco complicado, e não é meu trabalho saber os detalhes. Só vim pra dizer que a senhorita pode tomar um banho e escolher qualquer roupa que quiser do closet, assim como se servir do brunch que te espera lá embaixo. Vou levá-la de volta pra casa quando estiver pronta.
piscou algumas vezes para o rapaz, que parecia perfeitamente confortável ali, diante de uma garota nua sob um lençol fino, cabelo bagunçado e aroma de sexo exalando em todo lugar. Mas se aquele era mesmo seu trabalho, o cenário não passava de rotina. Por fim, ela apenas assentiu em concordância e o viu se retirando, mas parou repentinamente para olhá-la.
— Ah, e a senhorita pode verificar sua conta bancária e conferir o valor do serviço. Parece que eles gostaram muito de você.
Seu sorriso foi tão fino quanto o resto do seu rosto, e o rapaz finalmente se retirou, fechando a porta silenciosamente para deixá-la a sós.
ficou ainda mais confusa. Recolocou o cabelo no lugar e se desfez dos lençois, começando a procurar o celular ou sua bolsa, que foi jogada ao chão logo no início da noite. Não demorou nada a achá-la pendurada em um cabideiro provençal e correu para apanhar o aparelho. Ao abrir o aplicativo do banco, ela arfou com o choque.
O valor tinha duplicado. E os zeros ainda estavam ali.
riu com descrença, olhando para a fotografia em tapeçaria do casal na parede atrás da cama, grata por terem dado a ela a chance de realizar o seu maior desejo e torcendo para encontrá-los de novo algum dia.
Quem sabe do outro lado do mundo.
f i m.
NOTA DA AUTORA › Oiê! Dizem que 3 significa estabilidade na tabela periódica, e acho que esse trio aqui provou a veracidade da afirmação. Obrigada por ter gastado tempo nessa página, e me conta se deu pra chorar (de um jeito bom). Até mais ɞ
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