Capítulo 01
Gosto de pensar que a maioria das decisões que tomei ao longo dos meus quase dezoito anos foi de forma consciente e com muita inteligência. Mas alguma coisa entre o "você não deveria estar fazendo isso" e o garoto entrando pela minha janela dizem o contrário. Espero que a inteligência seja medida de forma proporcional, quero dizer, eu espero que seja assim. Caso contrário, posso esquecer a minha vaga no céu. Os animais que salvei, a velhinha que ajudei e as doações precisam ter um peso maior do que deixar meu namorado subir uma escada de quase dois metros e entrar pelo meu quarto no meio da noite, certo?!
Okay, pode parecer estranho que eu esteja narrando o fato de um garoto estar entrando em minha janela, mas apesar disso, eu não sou uma vagabunda. foi o primeiro garoto, em toda a minha vida, que entrou pela minha janela e que conheceu o meu quarto.
E ele não era um garoto qualquer, ele era meu namorado há um ano.
Ouço um som leve, quase imperceptível, vindo da janela. Meu coração bate mais rápido, mas me esforço para manter a calma. Caminho a passos leves até a janela e, com cuidado, espreito pela cortina. Lá está , com seu rosto iluminado pela luz e uma expressão que beira o cúmulo da ansiedade e irritação.
— Abre logo isso. — ele sussurra, dando dois toques pelo vidro fechado, com pouca voz e muitos lábios, nitidamente irritado com a minha demora.
A essa altura, minhas mãos estão um pouco trêmulas, mas respiro fundo e destravo a janela. Subo-a devagar, o rangido suave do mecanismo pareceu um estrondo no silêncio da noite. Olho rapidamente para os lados, tentando ter certeza de que nenhum vizinho nos viu, embora as casas ao redor estejam mergulhadas na escuridão. ergue o corpo, se apoiando na pequena sacada, e joga uma perna por cima do beiral, em seguida a outra. Ele se movimenta com a graça de alguém que já fez isso antes, mas sei que é a primeira vez dele aqui.
— Silêncio! Minha mãe pode te ouvir. — sussurro, com minha voz quase falhando enquanto observo ele se acomodar no meu quarto.
Ele me lança um olhar sério, mas divertido, seus olhos estão brilhando com a excitação desse momento. Perto dele, o quarto parece menor, mais íntimo. tem esse efeito sobre os lugares. Quando ele está por perto, tudo parece mais fechado. Mais sufocante, talvez.
— Você realmente fez isso. — digo, tentando esconder um sorriso enquanto me sento ao seu lado. — Subiu uma escada de quase três metros no meio da noite.
Ele sorri de volta, esbanjando aquela confiança descontraída que sempre me atraiu.
— E faria de novo, só para te ver. — responde, sua voz é baixa e rouca.
Ele é muito gato. Seu corpo é incrível, seu cabelo é um loiro perfeitamente desleixado, em um nível que torna natural a sua beleza desconcertante, seus olhos são claros e penetrantes. Tudo nele é intimamente planejado para causar caos em qualquer pessoa. A maioria das garotas da nossa escola se sentem privilegiadas em estar no mesmo cômodo dele.
No entanto, apesar de estar no meu quarto com ele, eu não sinto isso. Eu deveria, e eu gosto muito dele, mas não me sinto cheia quando ele está por perto. Só me sinto… menor. Como o meu quarto parece estar.
Antes que eu pudesse responder, suas mãos agarraram minha cintura e seus lábios encontraram os meus. Sua boca pede espaço para a minha e sua língua logo torna tudo um pouco mais molhado.
Ele continua me beijando enquanto tira os seus sapatos e me empurra em direção a cama, sem afastar nossas bocas. Coloco a mão na nuca dele, numa tentativa de não me desequilibrar quando ele me acomoda no colchão, subindo por cima do meu corpo.
— A porta está fechada? — Ele para de me beijar para perguntar, mas aceno com a cabeça. Ele me dá um beijo rápido e me vira, se deitando na minha cama e me colocando montada nele. — E se você me fizer um strip-tease? — Tento ignorar quando suas mãos deslizam pelas coxas, subindo a minha saia. Seus lábios grudam nos meus e chegam até o meu pescoço, em seguida descem enquanto a minha blusa sobe. Suas mãos alcançam meus seios e logo os seus lábios descem.
Fecho os olhos, em seguida os abro, olho para a parede e para os posters espalhados. Olho para a cabeceira da minha cama e para a porta, esperando que minha mãe não surja e, ao mesmo tempo, esperando que ela surja. Seus lábios exploram meu pescoço novamente, são curiosos, rápidos e excitados.
Não estou curtindo, mas continuo deixando ele explorar o meu corpo.
Se não estou curtindo, por que deixo ele explorar o meu corpo?
Acho que parei de me perguntar isso no nosso sétimo encontro. De alguma forma me senti culpada por não retribuir o esforço que ele fazia comigo. Ele era um bom namorado e todas as garotas que eu conhecia suspiravam por ele, no entanto, ele tinha me escolhido. O mínimo que eu podia fazer era retribuir.
Não que eu devesse retribuir, mas eu me sentia muito mal quando não fazia isso. Acho que me sentia ingrata. Eu tinha um namorado, qualquer garota iria querer ele era muito bonito para mim, eu deveria ser agradecida.
Só percebo o quão longe as coisas foram quando sinto as mãos dele na bora de algodão da minha calcinha. Não lembro em que momento ele ficou por cima de mim ou subiu a minha saia ao ponto dele ficar livre para arrastar minha calcinha para o lado.
— Não. — Ele continua. — não. — Empurro ele, fazendo-o sair de cima de mim e ajusto a minha roupa. Ele joga a cabeça no travesseiro, com uma risada quase debochada o suficiente para me deixar constrangida. Quase.
— Você tem que parar de fazer isso. — Ele respira um tanto quanto frustrado, me puxando pela barra da minha calcinha e enfiando a mão novamente entre as minhas coxas, subindo-a. Me afasto mais uma vez, começando a ficar irritada.
— Isso?
— É, fingir de santinha. Porra, estamos namorando a um ano e você nunca nem me chupou. Eu tenho minhas necessidades, . E sinceramente, já não aguento mais. Vamos fazer isso de uma vez por todas.
Realmente, eu não sou uma vagabunda. Porque não importa o quanto sentisse que estava devendo ao Universo por ter colocado na minha vida, sabia que não transaria com ele até que ele soubesse que não era apenas fazer isso. Eu podia não sentir muita coisa por meninos, em geral, e até mesmo não ser nem um pouco romântica, mas droga. Eu ainda queria que coisas especiais acontecessem comigo e definitivamente não tinha banalizado o sexo. Ele se aproxima de mim, talvez para uma nova tentativa e me beija de novo.
— Você está bêbado. — É a primeira vez que percebo o olhar avermelhado dele e o cheiro de álcool impregnado em sua boca.
— Foram só algumas cervejas, não faça drama. — Seguro minha vontade de gritar, lembrando que ainda estávamos escondidos no meu quarto.
— Eu te disse para não vir bêbado.
— Você também me disse que iria transar comigo. Somos dois bons mentirosos então.
— Quando eu me sentisse pronta pra isso. Não quando você entrasse pela minha janela bêbado.
— Faz um ano, . Um ano. É só uma virgindade, caralho. Eu já sou seu namorado, pra quê se segurar agora?
era o típico playboy egocêntrico que achava que o mundo inteiro girava ao redor dele. Esse era o defeito dele que, muitas vezes, eu esquecia. Eu não queria exatamente esperar para casar, no entanto, meu namorado idiota fazia com que eu nunca me sentisse pronta. Eu sempre achei que a virgindade, por mais que achasse sexo superestimado, tinha que ser quando as duas pessoas quisessem e tivessem certeza disso. Eu nunca me senti pronta com , acho que devo os meus quase dezoito anos de virgindade a falta de sentimentos pelo meu namorado.
— Acho melhor você ir embora.
— É, eu também acho.
Ele sai do meu quarto pela janela da mesma forma que entrou, com um movimento ágil e desajeitado ao mesmo tempo. Fico ali, olhando para a janela aberta, sentindo a brisa fria da noite tocar meu rosto.
Estou aliviada por ele ter ido embora, mas também me sinto culpada. Não por não ter transado com ele, mas por ter deixado que ele me fizesse sentir tão pequena. Mais uma vez, a sensação de que minhas decisões talvez não sejam tão conscientes e inteligentes quanto gostaria de acreditar se torna insuportavelmente clara.
Caminho até a janela e a fecho lentamente, tentando não fazer barulho. Encosto a testa no vidro frio e suspiro profundamente. A lua ainda está alta no céu, como se estivesse observando cada movimento meu, cada decisão que eu tomava.
Volto para a cama e me jogo sobre o colchão, encarando o teto. Por que me sinto assim? Por que não consigo ser feliz com , mesmo sabendo que ele é tudo o que muitas garotas desejariam? Talvez a resposta esteja nas pequenas coisas, nos momentos em que ele me faz sentir pequena, nas palavras que ele usa para me pressionar.
Meu telefone vibra na mesa de cabeceira, interrompendo meus pensamentos. Pego o aparelho e vejo uma mensagem de texto de :
"Desculpa por hoje. Prometo que não vou mais te pressionar. Boa noite."
É a segunda promessa dele em menos de duas semanas.
Okay, pode parecer estranho que eu esteja narrando o fato de um garoto estar entrando em minha janela, mas apesar disso, eu não sou uma vagabunda. foi o primeiro garoto, em toda a minha vida, que entrou pela minha janela e que conheceu o meu quarto.
E ele não era um garoto qualquer, ele era meu namorado há um ano.
Ouço um som leve, quase imperceptível, vindo da janela. Meu coração bate mais rápido, mas me esforço para manter a calma. Caminho a passos leves até a janela e, com cuidado, espreito pela cortina. Lá está , com seu rosto iluminado pela luz e uma expressão que beira o cúmulo da ansiedade e irritação.
— Abre logo isso. — ele sussurra, dando dois toques pelo vidro fechado, com pouca voz e muitos lábios, nitidamente irritado com a minha demora.
A essa altura, minhas mãos estão um pouco trêmulas, mas respiro fundo e destravo a janela. Subo-a devagar, o rangido suave do mecanismo pareceu um estrondo no silêncio da noite. Olho rapidamente para os lados, tentando ter certeza de que nenhum vizinho nos viu, embora as casas ao redor estejam mergulhadas na escuridão. ergue o corpo, se apoiando na pequena sacada, e joga uma perna por cima do beiral, em seguida a outra. Ele se movimenta com a graça de alguém que já fez isso antes, mas sei que é a primeira vez dele aqui.
— Silêncio! Minha mãe pode te ouvir. — sussurro, com minha voz quase falhando enquanto observo ele se acomodar no meu quarto.
Ele me lança um olhar sério, mas divertido, seus olhos estão brilhando com a excitação desse momento. Perto dele, o quarto parece menor, mais íntimo. tem esse efeito sobre os lugares. Quando ele está por perto, tudo parece mais fechado. Mais sufocante, talvez.
— Você realmente fez isso. — digo, tentando esconder um sorriso enquanto me sento ao seu lado. — Subiu uma escada de quase três metros no meio da noite.
Ele sorri de volta, esbanjando aquela confiança descontraída que sempre me atraiu.
— E faria de novo, só para te ver. — responde, sua voz é baixa e rouca.
Ele é muito gato. Seu corpo é incrível, seu cabelo é um loiro perfeitamente desleixado, em um nível que torna natural a sua beleza desconcertante, seus olhos são claros e penetrantes. Tudo nele é intimamente planejado para causar caos em qualquer pessoa. A maioria das garotas da nossa escola se sentem privilegiadas em estar no mesmo cômodo dele.
No entanto, apesar de estar no meu quarto com ele, eu não sinto isso. Eu deveria, e eu gosto muito dele, mas não me sinto cheia quando ele está por perto. Só me sinto… menor. Como o meu quarto parece estar.
Antes que eu pudesse responder, suas mãos agarraram minha cintura e seus lábios encontraram os meus. Sua boca pede espaço para a minha e sua língua logo torna tudo um pouco mais molhado.
Ele continua me beijando enquanto tira os seus sapatos e me empurra em direção a cama, sem afastar nossas bocas. Coloco a mão na nuca dele, numa tentativa de não me desequilibrar quando ele me acomoda no colchão, subindo por cima do meu corpo.
— A porta está fechada? — Ele para de me beijar para perguntar, mas aceno com a cabeça. Ele me dá um beijo rápido e me vira, se deitando na minha cama e me colocando montada nele. — E se você me fizer um strip-tease? — Tento ignorar quando suas mãos deslizam pelas coxas, subindo a minha saia. Seus lábios grudam nos meus e chegam até o meu pescoço, em seguida descem enquanto a minha blusa sobe. Suas mãos alcançam meus seios e logo os seus lábios descem.
Fecho os olhos, em seguida os abro, olho para a parede e para os posters espalhados. Olho para a cabeceira da minha cama e para a porta, esperando que minha mãe não surja e, ao mesmo tempo, esperando que ela surja. Seus lábios exploram meu pescoço novamente, são curiosos, rápidos e excitados.
Não estou curtindo, mas continuo deixando ele explorar o meu corpo.
Se não estou curtindo, por que deixo ele explorar o meu corpo?
Acho que parei de me perguntar isso no nosso sétimo encontro. De alguma forma me senti culpada por não retribuir o esforço que ele fazia comigo. Ele era um bom namorado e todas as garotas que eu conhecia suspiravam por ele, no entanto, ele tinha me escolhido. O mínimo que eu podia fazer era retribuir.
Não que eu devesse retribuir, mas eu me sentia muito mal quando não fazia isso. Acho que me sentia ingrata. Eu tinha um namorado, qualquer garota iria querer ele era muito bonito para mim, eu deveria ser agradecida.
Só percebo o quão longe as coisas foram quando sinto as mãos dele na bora de algodão da minha calcinha. Não lembro em que momento ele ficou por cima de mim ou subiu a minha saia ao ponto dele ficar livre para arrastar minha calcinha para o lado.
— Não. — Ele continua. — não. — Empurro ele, fazendo-o sair de cima de mim e ajusto a minha roupa. Ele joga a cabeça no travesseiro, com uma risada quase debochada o suficiente para me deixar constrangida. Quase.
— Você tem que parar de fazer isso. — Ele respira um tanto quanto frustrado, me puxando pela barra da minha calcinha e enfiando a mão novamente entre as minhas coxas, subindo-a. Me afasto mais uma vez, começando a ficar irritada.
— Isso?
— É, fingir de santinha. Porra, estamos namorando a um ano e você nunca nem me chupou. Eu tenho minhas necessidades, . E sinceramente, já não aguento mais. Vamos fazer isso de uma vez por todas.
Realmente, eu não sou uma vagabunda. Porque não importa o quanto sentisse que estava devendo ao Universo por ter colocado na minha vida, sabia que não transaria com ele até que ele soubesse que não era apenas fazer isso. Eu podia não sentir muita coisa por meninos, em geral, e até mesmo não ser nem um pouco romântica, mas droga. Eu ainda queria que coisas especiais acontecessem comigo e definitivamente não tinha banalizado o sexo. Ele se aproxima de mim, talvez para uma nova tentativa e me beija de novo.
— Você está bêbado. — É a primeira vez que percebo o olhar avermelhado dele e o cheiro de álcool impregnado em sua boca.
— Foram só algumas cervejas, não faça drama. — Seguro minha vontade de gritar, lembrando que ainda estávamos escondidos no meu quarto.
— Eu te disse para não vir bêbado.
— Você também me disse que iria transar comigo. Somos dois bons mentirosos então.
— Quando eu me sentisse pronta pra isso. Não quando você entrasse pela minha janela bêbado.
— Faz um ano, . Um ano. É só uma virgindade, caralho. Eu já sou seu namorado, pra quê se segurar agora?
era o típico playboy egocêntrico que achava que o mundo inteiro girava ao redor dele. Esse era o defeito dele que, muitas vezes, eu esquecia. Eu não queria exatamente esperar para casar, no entanto, meu namorado idiota fazia com que eu nunca me sentisse pronta. Eu sempre achei que a virgindade, por mais que achasse sexo superestimado, tinha que ser quando as duas pessoas quisessem e tivessem certeza disso. Eu nunca me senti pronta com , acho que devo os meus quase dezoito anos de virgindade a falta de sentimentos pelo meu namorado.
— Acho melhor você ir embora.
— É, eu também acho.
Ele sai do meu quarto pela janela da mesma forma que entrou, com um movimento ágil e desajeitado ao mesmo tempo. Fico ali, olhando para a janela aberta, sentindo a brisa fria da noite tocar meu rosto.
Estou aliviada por ele ter ido embora, mas também me sinto culpada. Não por não ter transado com ele, mas por ter deixado que ele me fizesse sentir tão pequena. Mais uma vez, a sensação de que minhas decisões talvez não sejam tão conscientes e inteligentes quanto gostaria de acreditar se torna insuportavelmente clara.
Caminho até a janela e a fecho lentamente, tentando não fazer barulho. Encosto a testa no vidro frio e suspiro profundamente. A lua ainda está alta no céu, como se estivesse observando cada movimento meu, cada decisão que eu tomava.
Volto para a cama e me jogo sobre o colchão, encarando o teto. Por que me sinto assim? Por que não consigo ser feliz com , mesmo sabendo que ele é tudo o que muitas garotas desejariam? Talvez a resposta esteja nas pequenas coisas, nos momentos em que ele me faz sentir pequena, nas palavras que ele usa para me pressionar.
Meu telefone vibra na mesa de cabeceira, interrompendo meus pensamentos. Pego o aparelho e vejo uma mensagem de texto de :
"Desculpa por hoje. Prometo que não vou mais te pressionar. Boa noite."
É a segunda promessa dele em menos de duas semanas.