01. Grace
Codificada por: Lua ☾
Finalizada em: Março/2026.
Capítulo Único
— Não estou pronto pra ser apenas mais um dos seus erros, . Não consigo te esquecer por tempo suficiente, me tornei vítima do som do seu amor — Ergui a mão, os dedos indo em direção ao rosto dela. Mas caindo no ar como se num estalo eu soubesse que não podia tocá-la. — Você é como uma música que não estou pronto pra parar. Não penso em nada além de você!
— ! — , suspirou, fechando os olhos. — De novo estamos aqui?
— Não estou pronto pra ser apenas mais um dos seus erros. — Dessa vez meus dedos alcançaram seu maxilar marcado, e eu os tracei, observando-a fechar os olhos. — Não quero deixar as peças saírem do lugar, eu estava a um fôlego de distância de me tornar um nada Até eu encontrar a salvação na forma da sua graça! Não a leve embora.
— Nós dois nos machucamos, . Foi só o que aconteceu no último ano. Agora o que? A gente finge que nada aconteceu?
Não! Não é exatamente isso que estou dizendo . Não teria como, teria?
Umedeci os lábios com a língua, piscando os olhos algumas vezes, como se pudesse congelar o tempo. Meus olhos passearam pelo rosto dela, e não vi nenhuma mudança em sua aparência física, ela continuava a mesma mulher linda de sempre. Mas dentro de seus olhos havia algo quebrado, e não só por mim, pela vida.
Aquilo doeu dentro de minhas entranhas, como se algo dentro de mim estivesse sendo revirado.
— Prestes a sangrar até te esquecer. Estamos feridos demais agora pra voltar? Oh, como eu quero que a gente se entenda, . Não penso em nada além de você…
abriu os olhos devagar. Não havia pressa em nenhum gesto, como se qualquer movimento em falso pudesse fazer tudo desmoronar outra vez.
Ela levou a mão até o meu pulso, não para afastá-lo — e isso foi o que mais doeu — mas para segurá-lo no lugar, firme, como quem impede uma ferida de voltar a sangrar.
— Você fala como se o amor fosse só o que nos salvou… — disse baixo, a voz falhando no fim. — Mas também foi o que nos quebrou, .
Seus dedos apertaram levemente os meus, e por um segundo achei que ela iria se aproximar. Em vez disso, respirou fundo, como quem luta contra a própria vontade.
— Eu também não consigo te esquecer. — confessou, finalmente, os olhos brilhando demais para ser apenas luz. — Eu tento. Juro que tento. Mas é como se cada lembrança sua fosse um som que insiste em voltar, mesmo quando eu imploro por silêncio.
Ela soltou minha mão, dando um passo para trás. A distância era mínima, mas parecia um abismo.
— A diferença é que eu aprendi o que acontece quando deixo essa música tocar alto demais. — engoliu em seco. — Eu me perco. Eu sangro. E quando acaba… sou só eu juntando os pedaços sozinha de novo.
Meu nome saiu dos lábios dela como uma súplica e uma despedida ao mesmo tempo.
— Você diz que não está pronto pra me deixar ir… — sorriu triste. — Mas eu não sei se sobrevivo a mais um refrão da gente.
O silêncio caiu entre nós, pesado, pulsante. E mesmo sem tocá-la, mesmo sem uma resposta definitiva, eu soube: ela ainda me amava. Só não sabia se isso bastava para nos salvar outra vez.
— Eu estava a um fôlego de distância de me tornar um nada… — Repeti, com a voz fraca. — Até eu encontrar a salvação na forma da sua graça. Não a leve embora.
O pedido ficou suspenso entre nós, frágil como vidro prestes a rachar.
inspirou fundo, como se aquele único fôlego fosse a coisa mais difícil que já tivesse feito. Seus olhos subiram até os meus, e por um instante vi ali tudo o que ela não dizia: o medo, a saudade, a vontade.
— Você sempre fala como se eu fosse a sua salvação… — murmurou. — E talvez seja isso que mais me assuste.
Ela deu um passo à frente. Depois outro. Até que não havia mais espaço para a dúvida.
O beijo não foi cuidadoso. Não foi ensaiado. Foi necessário.
segurou a frente da minha camisa com força, como se estivesse se segurando em mim para não cair, e quando seus lábios encontraram os meus, foi como se todo o ar tivesse sido arrancado do peito. O mundo ficou pequeno demais para conter tudo o que sentíamos.
Havia dor naquele beijo. Havia saudade. Havia tudo o que não soubemos dizer no último ano.
Quando nos afastamos, ainda próximos demais para fingir controle, nossas respirações estavam descompassadas.
A testa dela repousou contra a minha.
— É por isso que eu não posso prometer nada, … — sussurrou. — Porque quando eu te beijo, eu esqueço de como a gente termina.
E mesmo assim, nenhum de nós se moveu.
se afastou primeiro, mas não foi um afastamento definitivo. Foi só o suficiente para que nossos olhos se encontrassem outra vez.
Ela levou a mão até meu peito, sentindo meu coração ainda acelerado, como se precisasse ter certeza de que aquilo tinha sido real.
— Algumas músicas… — disse, quase num sussurro — não foram feitas pra ter um fim. Só pausas.
Assenti, mesmo sem saber se concordava ou se apenas não queria discordar.
Ela recolheu a mão devagar, como quem solta algo precioso sem saber se um dia poderá pegar de novo. O silêncio entre nós não era vazio — era cheio demais.
deu meia-volta, parando antes de ir embora.
— Não me peça pra ficar — falou sem olhar para trás. — Mas também não me peça pra esquecer.
E então ela se foi.
Fiquei ali, sentindo ainda o gosto do beijo, o eco da presença dela, o som de uma música que não tocava mais… mas também não tinha acabado.
Talvez algumas histórias não terminem. Talvez apenas esperem o próximo fôlego.
— ! — , suspirou, fechando os olhos. — De novo estamos aqui?
— Não estou pronto pra ser apenas mais um dos seus erros. — Dessa vez meus dedos alcançaram seu maxilar marcado, e eu os tracei, observando-a fechar os olhos. — Não quero deixar as peças saírem do lugar, eu estava a um fôlego de distância de me tornar um nada Até eu encontrar a salvação na forma da sua graça! Não a leve embora.
— Nós dois nos machucamos, . Foi só o que aconteceu no último ano. Agora o que? A gente finge que nada aconteceu?
Não! Não é exatamente isso que estou dizendo . Não teria como, teria?
Umedeci os lábios com a língua, piscando os olhos algumas vezes, como se pudesse congelar o tempo. Meus olhos passearam pelo rosto dela, e não vi nenhuma mudança em sua aparência física, ela continuava a mesma mulher linda de sempre. Mas dentro de seus olhos havia algo quebrado, e não só por mim, pela vida.
Aquilo doeu dentro de minhas entranhas, como se algo dentro de mim estivesse sendo revirado.
— Prestes a sangrar até te esquecer. Estamos feridos demais agora pra voltar? Oh, como eu quero que a gente se entenda, . Não penso em nada além de você…
abriu os olhos devagar. Não havia pressa em nenhum gesto, como se qualquer movimento em falso pudesse fazer tudo desmoronar outra vez.
Ela levou a mão até o meu pulso, não para afastá-lo — e isso foi o que mais doeu — mas para segurá-lo no lugar, firme, como quem impede uma ferida de voltar a sangrar.
— Você fala como se o amor fosse só o que nos salvou… — disse baixo, a voz falhando no fim. — Mas também foi o que nos quebrou, .
Seus dedos apertaram levemente os meus, e por um segundo achei que ela iria se aproximar. Em vez disso, respirou fundo, como quem luta contra a própria vontade.
— Eu também não consigo te esquecer. — confessou, finalmente, os olhos brilhando demais para ser apenas luz. — Eu tento. Juro que tento. Mas é como se cada lembrança sua fosse um som que insiste em voltar, mesmo quando eu imploro por silêncio.
Ela soltou minha mão, dando um passo para trás. A distância era mínima, mas parecia um abismo.
— A diferença é que eu aprendi o que acontece quando deixo essa música tocar alto demais. — engoliu em seco. — Eu me perco. Eu sangro. E quando acaba… sou só eu juntando os pedaços sozinha de novo.
Meu nome saiu dos lábios dela como uma súplica e uma despedida ao mesmo tempo.
— Você diz que não está pronto pra me deixar ir… — sorriu triste. — Mas eu não sei se sobrevivo a mais um refrão da gente.
O silêncio caiu entre nós, pesado, pulsante. E mesmo sem tocá-la, mesmo sem uma resposta definitiva, eu soube: ela ainda me amava. Só não sabia se isso bastava para nos salvar outra vez.
— Eu estava a um fôlego de distância de me tornar um nada… — Repeti, com a voz fraca. — Até eu encontrar a salvação na forma da sua graça. Não a leve embora.
O pedido ficou suspenso entre nós, frágil como vidro prestes a rachar.
inspirou fundo, como se aquele único fôlego fosse a coisa mais difícil que já tivesse feito. Seus olhos subiram até os meus, e por um instante vi ali tudo o que ela não dizia: o medo, a saudade, a vontade.
— Você sempre fala como se eu fosse a sua salvação… — murmurou. — E talvez seja isso que mais me assuste.
Ela deu um passo à frente. Depois outro. Até que não havia mais espaço para a dúvida.
O beijo não foi cuidadoso. Não foi ensaiado. Foi necessário.
segurou a frente da minha camisa com força, como se estivesse se segurando em mim para não cair, e quando seus lábios encontraram os meus, foi como se todo o ar tivesse sido arrancado do peito. O mundo ficou pequeno demais para conter tudo o que sentíamos.
Havia dor naquele beijo. Havia saudade. Havia tudo o que não soubemos dizer no último ano.
Quando nos afastamos, ainda próximos demais para fingir controle, nossas respirações estavam descompassadas.
A testa dela repousou contra a minha.
— É por isso que eu não posso prometer nada, … — sussurrou. — Porque quando eu te beijo, eu esqueço de como a gente termina.
E mesmo assim, nenhum de nós se moveu.
se afastou primeiro, mas não foi um afastamento definitivo. Foi só o suficiente para que nossos olhos se encontrassem outra vez.
Ela levou a mão até meu peito, sentindo meu coração ainda acelerado, como se precisasse ter certeza de que aquilo tinha sido real.
— Algumas músicas… — disse, quase num sussurro — não foram feitas pra ter um fim. Só pausas.
Assenti, mesmo sem saber se concordava ou se apenas não queria discordar.
Ela recolheu a mão devagar, como quem solta algo precioso sem saber se um dia poderá pegar de novo. O silêncio entre nós não era vazio — era cheio demais.
deu meia-volta, parando antes de ir embora.
— Não me peça pra ficar — falou sem olhar para trás. — Mas também não me peça pra esquecer.
E então ela se foi.
Fiquei ali, sentindo ainda o gosto do beijo, o eco da presença dela, o som de uma música que não tocava mais… mas também não tinha acabado.
Talvez algumas histórias não terminem. Talvez apenas esperem o próximo fôlego.
FIM!
Nota da autora: Por aqui infelizmente somos fãs de finais abertos.