Autora Independente do Cosmos ✨
Finalizada em: 26/01/2026
TRYING
— I didn't know if you'd care if I came back
I have a lot of regrets about that [...]
And maybe I don't quite know what to say
But I'm here in your doorway…
I have a lot of regrets about that [...]
And maybe I don't quite know what to say
But I'm here in your doorway…
O estúdio tinha um jeito estranho de parecer vivo mesmo quando estava vazio.
Era o que sempre pensava e, de certa forma, era o que o fazia gostar ainda mais de passar algumas noites ali.
As luzes de emergência deixavam o ambiente quase escuro e o painel da mesa de som piscava em vermelho, denunciando que a gravação estava pausada.
Haviam copos de café espalhados, uma jaqueta esquecida no sofá de couro e o suspiro de evidente demais para que não fosse notado.
Ele saiu da cabine passando uma das mãos pelo cabelo ondulado, cansado o suficiente para que uma leve dor de cabeça começasse a latejar do lado da testa. Sua camisa colava um pouco nas costas e a garganta arranhava de tanto cantar, repetir e tentar acertar as notas de suas composições.
Sua vontade era dizer ao produtor que já era, que no dia seguinte tentaria continuar e, que se tivesse sorte, sairia de lá com pelo menos uma música gravada.
Seu olhar exausto focou na saída do estúdio e, quando viu, se arrependeu no segundo seguinte.
A viu parada, com a alça da bolsa apertada entre os dedos nervosos e o rosto mais pálido do que ele se lembrava.
congelou.
— Não pode ser… — murmurou.
Ela respirou fundo. Uma, duas, três vezes. Como se repassasse em mente a decisão de ter ido até ali.
soltou uma risada curta, sem qualquer humor. Apoiou a mão na porta da cabine, a encarando.
— Tá fazendo o que aqui? — perguntou. Baixo, mas afiado. Seu coração já batia acelerado. — Veio terminar de me destruir?
fechou os olhos por um segundo e o observou logo depois.
— Não vim te destruir.
— Engraçado — inclinou a cabeça. — Foi exatamente o que você fez da última vez.
A garota sentiu o coração doer só de ouvir a entonação na voz de . Apertou um pouco mais a alça da bolsa que ainda segurava.
— Eu sei.
passou a língua pelos dentes, com a mandíbula ainda travada. Só conseguia encarar o olhar sem vida de , tentando entender o motivo daquilo tudo. A garota o olhava, mas era como se sua mente estivesse perturbada, com um milhão de pensamentos para organizar.
— Sei o que eu fiz, — repetiu. Parecia reafirmar mais para si mesma do que para ele.
soltou o ar pelo nariz, como se segurasse a própria paciência.
— Sabe mesmo? — perguntou retórico. — Porque do jeito que terminou comigo, pareceu como se eu fosse um mísero detalhe dispensável na sua vida.
Ela apertou a alça da bolsa mais uma vez, sentindo o coração quase explodir no peito. Ouvir de pessoalmente sobre como se sentia sobre o término quase quebrava seu coração.
— Não quis que parecesse isso.
— Mas pareceu — murmurou.
assentiu, sem rebater.
desviou o olhar por meio segundo, tentando controlar as próprias emoções. Já estava cansado, exausto pela rotina que vinha seguindo e agora tinha que lidar com aquilo.
Com despedaçada bem na sua frente.
— Então porque você tá aqui agora, ?
A garota abriu e fechou a boca algumas vezes, procurando por onde começar.
Respirou fundo e procurou coragem para olhá-lo outra vez.
— Porque não gostei de como as coisas terminaram. Não gostei do jeito que falei e como tratei a situação — pressionou os lábios. — E eu tô tentando arrumar um jeito de consertar toda essa bagunça.
riu sem humor outra vez. Mas não tanto pela ironia e sim pelo cansaço que sentia.
— Tentando.
— Eu sei — respondeu rápido, como se já soubesse como ele iria reagir. — É uma desculpa fácil. E eu não tô usando pra aliviar nada. Só… Não sabia como chegar aqui e encarar você. Mas vim mesmo assim.
Ele ficou olhando para a ex namorada, tentando procurar alguma coisa que denunciasse que aquilo era realmente só mais uma desculpa de para quebrar seu coração outra vez.
Mas não encontrou nada. Só a mágoa em seus olhos.
— Você tá bem?
A pergunta saiu automática. quase se praguejou por ter feito aquilo.
Se irritou no instante seguinte e fechou os olhos brevemente.
piscou, surpresa. Em um segundo seu coração, que antes batia apertado, aqueceu levemente.
— Não — engoliu em seco. travou de leve, nitidamente. — Mas tô melhor do que estava. E tô tentando mesmo fazer as coisas de um jeito menos… Covarde.
Covarde.
Essa era uma palavra que precisava concordar que ela havia sido.
Covarde por ter dito o que disse.
Covarde por ter terminado tudo sem tentar fazê-lo entender.
Covarde por tê-lo machucado sem olhar para trás.
Ele encostou a cabeça de leve na porta da cabine, ainda que seus olhos continuassem nela.
— Você me deixou sem resposta, — disse, baixinho. — Me deixou no escuro.
Os olhos da garota quase marejaram. Como ela podia ter feito aquilo?
— Eu sei. E sei que foi cruel.
ficou quieto. Só repassando tudo o que havia acontecido e como se lembrava como se fosse o dia anterior da partida de .
Ela respirou fundo.
— Olha, , eu não vim aqui pra você me perdoar hoje. Não vim pedir pra voltar. Só… Não queria que a última coisa entre a gente fosse um término conturbado.
apertou a mandíbula.
Claro.
Só tinha sido um término conturbado por culpa dela.
— Só que foi. E eu não tive opção de escolha.
— E eu odeio isso — suspirou. desviou o olhar, tentando controlar as lágrimas que muito provavelmente cairiam a qualquer instante.
continuava a olhando, sentindo o peito apertar.
Era doloroso demais sentir falta da garota e mais ainda não tê-la mais em sua vida.
— E o que quer que eu faça com isso?
Ela engoliu em seco.
— Não precisa fazer nada — apertou a bolsa contra o corpo. — Só me escuta por um minuto. E, se depois disso você quiser que eu vá embora, eu vou. Sem insistir, sem fazer cena. Eu só me viro e vou embora.
respirou devagar, como se lutasse internamente consigo mesmo pensando se deveria ou não escutá-la.
Mordiscou os lábios e suspirou.
Se ela já estava ali, não custava nada tentar entender.
— Tudo bem.
assentiu, sentindo a garganta ressecar.
— Eu terminei daquele jeito porque tava com medo de você me ver de verdade — disse de uma vez, como se fosse mais fácil daquele jeito. — Achei que, se eu ficasse e falasse direto, ia desmoronar. Você ia me ver fraca, quebrada. E eu não queria me mostrar assim.
a encarou, escutando. Seu coração ainda estava agitado, mas aos poucos começava a acalmar.
Ele estava tentando entender, e estava mesmo. Mas, ainda assim, parecia difícil compreender.
— E você achou que terminar seria mais fácil?
— Achei que sim — balançou a cabeça, dizendo sincera.
O silêncio se tornou presente outra vez.
Ambos tinham a mente fervendo em pensamentos.
— Tem noção de como isso me deixou confuso? — murmurou. — De como procurei mil erros em mim, de como repassei todo o nosso relacionamento na cabeça tentando encontrar o ponto em que eu havia errado… De como me culpei por algo que nem sabia ao certo?
— Tenho — concordou. Os olhos da garota já tinham algumas lágrimas presas. — Eu penso nisso todos os dias. E eu sinto tanto…
Ele deu um sorriso sem graça. Triste.
— E mesmo assim só veio me procurar agora. Meses depois.
abaixou o olhar.
— Estava com vergonha. Achei que você ia me odiar — respirou fundo. — E talvez você odeie mesmo. Só não quero que ache que não significou nada.
ficou quieto por um tempo que pareceu enorme demais.
— Não odeio você.
Disse, simples assim. E ela piscou algumas vezes, como se não esperasse aquela frase saindo logo dele.
— Só não sei o que fazer com você aparecendo aqui agora.
Ela assentiu, vagarosamente.
— Também não sei — sussurrou. — Por isso tô tentando começar devagar. Começar de algum lugar.
— Devagar como? — a observou, analisando a minimamente. Queria compreender de todas as formas possíveis o que ela dizia.
— Eu vou embora agora — avisou, direta. Ele franziu o cenho. — Mas, sem te deixar no escuro dessa vez. E você não precisa decidir nada hoje em relação à mim. À nós dois.
Ela deu um passo para trás, já virando o corpo para o corredor.
, por uma fração de segundo, quis ir até lá e segurar para que não fosse embora nunca mais.
— — a chamou, baixo.
Parou, sem virar de imediato.
— Não faz isso outra vez — pediu, com a voz um pouco mais séria que o normal. — Não com aquela frieza. Não comigo.
fechou os olhos, sentindo o coração apertar.
Sabia que havia se machucado, mas não tinha ideia da proporção que havia sido.
— Eu não vou.
Só virou o rosto, o suficiente para olhá-lo.
— Sei que não sou perfeita, . Mas não vou e nem quero te machucar de novo.
Ele assentiu, a olhando por alguns segundos.
— Tá — disse, simples. Curto.
assentiu, como se aquela fosse sua deixa para realmente ir embora de vez. Sabia que seria exigir muito de dizer mais alguma coisa depois de tudo aquilo acontecer.
— Se realmente tá tentando fazer diferente, podemos conversar depois. Não agora — soltou, quebrando os segundos de silêncio que se apresentou entre eles. ergueu o rosto. — Só… Me dá um tempo.
Ela sentiu a garganta apertar, não acreditando no que havia acabado de ouvir.
Não era nada grande, nem bonito. Mas era o começo de alguma coisa.
Alguma coisa que ela precisava muito.
— Tudo bem. Eu espero.
sustentou o olhar por um segundo a mais do que antes.
— Boa noite, .
— Boa noite, .
E se virou, saindo do estúdio.
Quando a porta se fechou, ficou ali parado, encarando o lugar por onde ela tinha passado.
Como se tivesse percebido tarde demais que algumas coisas não voltavam a ser como eram antes. Mas, que de alguma forma, poderiam voltar de um jeito totalmente novo.
E sem mágoas daquela vez.
Era o que sempre pensava e, de certa forma, era o que o fazia gostar ainda mais de passar algumas noites ali.
As luzes de emergência deixavam o ambiente quase escuro e o painel da mesa de som piscava em vermelho, denunciando que a gravação estava pausada.
Haviam copos de café espalhados, uma jaqueta esquecida no sofá de couro e o suspiro de evidente demais para que não fosse notado.
Ele saiu da cabine passando uma das mãos pelo cabelo ondulado, cansado o suficiente para que uma leve dor de cabeça começasse a latejar do lado da testa. Sua camisa colava um pouco nas costas e a garganta arranhava de tanto cantar, repetir e tentar acertar as notas de suas composições.
Sua vontade era dizer ao produtor que já era, que no dia seguinte tentaria continuar e, que se tivesse sorte, sairia de lá com pelo menos uma música gravada.
Seu olhar exausto focou na saída do estúdio e, quando viu, se arrependeu no segundo seguinte.
A viu parada, com a alça da bolsa apertada entre os dedos nervosos e o rosto mais pálido do que ele se lembrava.
congelou.
— Não pode ser… — murmurou.
Ela respirou fundo. Uma, duas, três vezes. Como se repassasse em mente a decisão de ter ido até ali.
soltou uma risada curta, sem qualquer humor. Apoiou a mão na porta da cabine, a encarando.
— Tá fazendo o que aqui? — perguntou. Baixo, mas afiado. Seu coração já batia acelerado. — Veio terminar de me destruir?
fechou os olhos por um segundo e o observou logo depois.
— Não vim te destruir.
— Engraçado — inclinou a cabeça. — Foi exatamente o que você fez da última vez.
A garota sentiu o coração doer só de ouvir a entonação na voz de . Apertou um pouco mais a alça da bolsa que ainda segurava.
— Eu sei.
passou a língua pelos dentes, com a mandíbula ainda travada. Só conseguia encarar o olhar sem vida de , tentando entender o motivo daquilo tudo. A garota o olhava, mas era como se sua mente estivesse perturbada, com um milhão de pensamentos para organizar.
— Sei o que eu fiz, — repetiu. Parecia reafirmar mais para si mesma do que para ele.
soltou o ar pelo nariz, como se segurasse a própria paciência.
— Sabe mesmo? — perguntou retórico. — Porque do jeito que terminou comigo, pareceu como se eu fosse um mísero detalhe dispensável na sua vida.
Ela apertou a alça da bolsa mais uma vez, sentindo o coração quase explodir no peito. Ouvir de pessoalmente sobre como se sentia sobre o término quase quebrava seu coração.
— Não quis que parecesse isso.
— Mas pareceu — murmurou.
assentiu, sem rebater.
desviou o olhar por meio segundo, tentando controlar as próprias emoções. Já estava cansado, exausto pela rotina que vinha seguindo e agora tinha que lidar com aquilo.
Com despedaçada bem na sua frente.
— Então porque você tá aqui agora, ?
A garota abriu e fechou a boca algumas vezes, procurando por onde começar.
Respirou fundo e procurou coragem para olhá-lo outra vez.
— Porque não gostei de como as coisas terminaram. Não gostei do jeito que falei e como tratei a situação — pressionou os lábios. — E eu tô tentando arrumar um jeito de consertar toda essa bagunça.
riu sem humor outra vez. Mas não tanto pela ironia e sim pelo cansaço que sentia.
— Tentando.
— Eu sei — respondeu rápido, como se já soubesse como ele iria reagir. — É uma desculpa fácil. E eu não tô usando pra aliviar nada. Só… Não sabia como chegar aqui e encarar você. Mas vim mesmo assim.
Ele ficou olhando para a ex namorada, tentando procurar alguma coisa que denunciasse que aquilo era realmente só mais uma desculpa de para quebrar seu coração outra vez.
Mas não encontrou nada. Só a mágoa em seus olhos.
— Você tá bem?
A pergunta saiu automática. quase se praguejou por ter feito aquilo.
Se irritou no instante seguinte e fechou os olhos brevemente.
piscou, surpresa. Em um segundo seu coração, que antes batia apertado, aqueceu levemente.
— Não — engoliu em seco. travou de leve, nitidamente. — Mas tô melhor do que estava. E tô tentando mesmo fazer as coisas de um jeito menos… Covarde.
Covarde.
Essa era uma palavra que precisava concordar que ela havia sido.
Covarde por ter dito o que disse.
Covarde por ter terminado tudo sem tentar fazê-lo entender.
Covarde por tê-lo machucado sem olhar para trás.
Ele encostou a cabeça de leve na porta da cabine, ainda que seus olhos continuassem nela.
— Você me deixou sem resposta, — disse, baixinho. — Me deixou no escuro.
Os olhos da garota quase marejaram. Como ela podia ter feito aquilo?
— Eu sei. E sei que foi cruel.
ficou quieto. Só repassando tudo o que havia acontecido e como se lembrava como se fosse o dia anterior da partida de .
Ela respirou fundo.
— Olha, , eu não vim aqui pra você me perdoar hoje. Não vim pedir pra voltar. Só… Não queria que a última coisa entre a gente fosse um término conturbado.
apertou a mandíbula.
Claro.
Só tinha sido um término conturbado por culpa dela.
— Só que foi. E eu não tive opção de escolha.
— E eu odeio isso — suspirou. desviou o olhar, tentando controlar as lágrimas que muito provavelmente cairiam a qualquer instante.
continuava a olhando, sentindo o peito apertar.
Era doloroso demais sentir falta da garota e mais ainda não tê-la mais em sua vida.
— E o que quer que eu faça com isso?
Ela engoliu em seco.
— Não precisa fazer nada — apertou a bolsa contra o corpo. — Só me escuta por um minuto. E, se depois disso você quiser que eu vá embora, eu vou. Sem insistir, sem fazer cena. Eu só me viro e vou embora.
respirou devagar, como se lutasse internamente consigo mesmo pensando se deveria ou não escutá-la.
Mordiscou os lábios e suspirou.
Se ela já estava ali, não custava nada tentar entender.
— Tudo bem.
assentiu, sentindo a garganta ressecar.
— Eu terminei daquele jeito porque tava com medo de você me ver de verdade — disse de uma vez, como se fosse mais fácil daquele jeito. — Achei que, se eu ficasse e falasse direto, ia desmoronar. Você ia me ver fraca, quebrada. E eu não queria me mostrar assim.
a encarou, escutando. Seu coração ainda estava agitado, mas aos poucos começava a acalmar.
Ele estava tentando entender, e estava mesmo. Mas, ainda assim, parecia difícil compreender.
— E você achou que terminar seria mais fácil?
— Achei que sim — balançou a cabeça, dizendo sincera.
O silêncio se tornou presente outra vez.
Ambos tinham a mente fervendo em pensamentos.
— Tem noção de como isso me deixou confuso? — murmurou. — De como procurei mil erros em mim, de como repassei todo o nosso relacionamento na cabeça tentando encontrar o ponto em que eu havia errado… De como me culpei por algo que nem sabia ao certo?
— Tenho — concordou. Os olhos da garota já tinham algumas lágrimas presas. — Eu penso nisso todos os dias. E eu sinto tanto…
Ele deu um sorriso sem graça. Triste.
— E mesmo assim só veio me procurar agora. Meses depois.
abaixou o olhar.
— Estava com vergonha. Achei que você ia me odiar — respirou fundo. — E talvez você odeie mesmo. Só não quero que ache que não significou nada.
ficou quieto por um tempo que pareceu enorme demais.
— Não odeio você.
Disse, simples assim. E ela piscou algumas vezes, como se não esperasse aquela frase saindo logo dele.
— Só não sei o que fazer com você aparecendo aqui agora.
Ela assentiu, vagarosamente.
— Também não sei — sussurrou. — Por isso tô tentando começar devagar. Começar de algum lugar.
— Devagar como? — a observou, analisando a minimamente. Queria compreender de todas as formas possíveis o que ela dizia.
— Eu vou embora agora — avisou, direta. Ele franziu o cenho. — Mas, sem te deixar no escuro dessa vez. E você não precisa decidir nada hoje em relação à mim. À nós dois.
Ela deu um passo para trás, já virando o corpo para o corredor.
, por uma fração de segundo, quis ir até lá e segurar para que não fosse embora nunca mais.
— — a chamou, baixo.
Parou, sem virar de imediato.
— Não faz isso outra vez — pediu, com a voz um pouco mais séria que o normal. — Não com aquela frieza. Não comigo.
fechou os olhos, sentindo o coração apertar.
Sabia que havia se machucado, mas não tinha ideia da proporção que havia sido.
— Eu não vou.
Só virou o rosto, o suficiente para olhá-lo.
— Sei que não sou perfeita, . Mas não vou e nem quero te machucar de novo.
Ele assentiu, a olhando por alguns segundos.
— Tá — disse, simples. Curto.
assentiu, como se aquela fosse sua deixa para realmente ir embora de vez. Sabia que seria exigir muito de dizer mais alguma coisa depois de tudo aquilo acontecer.
— Se realmente tá tentando fazer diferente, podemos conversar depois. Não agora — soltou, quebrando os segundos de silêncio que se apresentou entre eles. ergueu o rosto. — Só… Me dá um tempo.
Ela sentiu a garganta apertar, não acreditando no que havia acabado de ouvir.
Não era nada grande, nem bonito. Mas era o começo de alguma coisa.
Alguma coisa que ela precisava muito.
— Tudo bem. Eu espero.
sustentou o olhar por um segundo a mais do que antes.
— Boa noite, .
— Boa noite, .
E se virou, saindo do estúdio.
Quando a porta se fechou, ficou ali parado, encarando o lugar por onde ela tinha passado.
Como se tivesse percebido tarde demais que algumas coisas não voltavam a ser como eram antes. Mas, que de alguma forma, poderiam voltar de um jeito totalmente novo.
E sem mágoas daquela vez.
FIM!
Nota da autora: Oie! Espero que vocês gostem e não deixem de comentar!