12. mad woman
Codificada por:
Lightyear 💫
Finalizada em: Fevereiro/2026
CAPÍTULO ÚNICO
PARTE 1
— Acha que vamos ser amigos para sempre? — se virou, encarando o melhor amigo e piscou algumas vezes.
Ela e Ross haviam crescido juntos. Por conta de suas casas serem uma do lado da outra, suas famílias eram uma só. Por isso, ambos cresceram se vendo todos os dias, tendo os mesmos gostos e indo para a mesma escola todos os dias de manhã de bicicleta.
O loiro devolveu o olhar da melhor amiga, a encarando. Fitou suas sardas, mas também seus lábios. Nunca poderia contar a ela o que sentia de verdade.
— Sempre. Por mais que a nossa vida vire uma loucura um dia. Vamos ser melhores amigos.
Lynch levantou o mindinho e deu risada daquele ato. Era assim quando iam fazer alguma promessa. Iam estudar juntos pra tirar 10 em Matemática? Promessa de mindinhos. Iam à inauguração de uma nova loja de cookies no centro? Promessa de mindinho. Iam assistir à estreia de um filme de terror no cinema? Promessa de mindinho.
entrelaçou o seu mindinho no do melhor amigo, e seu coração descompassado diminuiu os batimentos como se Ross fosse seu porto-seguro, sua calmaria...
Ela sabia que eles não ficariam juntos, morando próximos, para sempre. Sabia que, com o passar do tempo cada um seguiria a sua vida, mas o mais importante é que mantivessem contato e continuassem sendo amigos.
— Tá, quem paga o frango frito hoje a noite? — se sentou na cama e o encarou rindo.
— Espera. Como assim? — Ross fez o mesmo, só que um pouco mais atrapalhado que ela.
A garota gargalhou e se preparou para levantar-se da cama e sair correndo dali, em direção ao andar inferior da casa.
— O último que chegar na cozinha paga um balde de frango frito. Enorme. — disse sorridente e piscou, de forma marota.
Sem pensar duas vezes, se levantou. No entanto, Ross era mais alto e mais forte, ele fez o mesmo, passando por ela, e ambos desceram as escadas quase ao mesmo tempo. no encalce do rapaz, e ele chegando na bancada da cozinha, e tocando com a mão.
— Eu venci. — Ross a olhou sorridente, e apenas revirou os olhos.
— Não vale. Suas pernas são maiores. — brincou ao fazer uma careta, e foi correspondida por ele, que mostrou a língua.
não via a sua vida sem Ross. Por mais que eles não fossem se ver pessoalmente todos os dias, ela teria que mandar mensagens e contar coisas aleatórias, como estaria a cor do céu ou quantos carros verdes ela viu no dia; tendo em vista que isso era uma brincadeira deles.
PARTE 2
Ross ace para o público, agradecendo pela presença naquele show na França. Seu corpo estava tomado pelo suor, sua franja grudada em sua testa, e a respiração ofegante. Mas, ao ver a expressão no rosto das pessoas, tudo valia a pena.
A turnê acontecia há algumas semanas, e ainda tinham muitas cidades pra passar. Além de irem para a América do Sul em alguns meses, e ele se sentia empolgado com isso, sempre gostou de shows em países mais calorosos.
Andou pelo corredor da casa de shows, atrás de Rocky, e pegou uma garrafa de água que estendiam pra ele, abrindo e bebendo alguns goles enquanto entrava no camarim.
— Foi foda hoje, não acha? — Rocky o olhou.
— Você diz isso todos os shows, mas tem razão. — Apontou a garrafa pro irmão, mas deu risada.
Deixou a garrafa de água sobre a bancada, pegou algumas nozes separadas em um prato e comeu. Sentia fome, muita fome. Foi até a sua mochila, que estava em uma das cadeiras do pequeno camarim, que era uma sala quadrada, com cadeiras espalhadas, uma bancada cheia de comidas e garrafas de água, uma porta que dava para um banheiro.
Pegou seu celular, e assim que viu várias mensagens de , um sorriso brotou em seus lábios.
: Oi, bobão.
: Como está sendo os shows? Tá se divertindo muito? Me conta.
: Quando puder, você me liga. Ou me manda mensagem. Sei que agora você é uma pessoa ocupada.
: Fica bem (emoji inexistente do dedo mindinho)
Ross acabou rindo daquela última mensagem e mordeu a parte interna da sua bochecha, Rocky conversava paralelamente com outros integrantes da banda. Por mais que ouvisse as suas vozes, sua mente estava presa em . Seu coração palpitou e um misto de saudade e nostalgia atingiu o seu peito.
ROSS: Oi, sonsa.
ROSS: Acabei de sair de um show em Paris. Tem sido ótimo.
ROSS: Vou me trocar, vamos jantar e á noite te ligo do hotel, com calma. Mas por aqui, tudo bem. Sinto saudades suas.
Seus olhos não saíram do aparelho por longos segundos, até que apagou as três últimas palavras da última mensagem. E ficou assim:
ROSS: Vou me trocar, vamos jantar e á noite te ligo hotel, com calma. Mas por aqui, tudo bem.
Por mais que fossem amigos há anos, agora era uma mulher casada. Trabalhava em uma empresa junto com Mike, e por mais que Ross tivesse sim algumas ressalvas em relação a ele, tentava ao máximo respeitar o relacionamento da melhor amiga.
— Querem comer onde? — Riker os olhou.
— Aqui tem algum lugar que sirva um hamburguer gorduroso e batata frita igualmente quentinha e crocante? — Ross indagou ao olhá-los.
— Alguém está com desejos aqui. — Rocky riu.
— Acho que é saudade de casa. — murmurou o loiro.
PARTE 3
Falar com Ross na noite anterior foi com certeza a melhor parte da semana de . Ela tentava ao máximo não demonstrar, mas ele a conhecia bem. Tanto que, em determinado momento da conversa, o rapaz lhe perguntou o que estava acontecendo e por que ela parecia tão triste.
E não podia contar que seu casamento era uma farsa. Ela nunca amou Mike. Nunca. Que desde o início, ela havia aceitado toda essa situação apenas para trabalhar em uma das empresas que mais almejava na vida. Sim, ela poderia começar do zero, mas demoraria muito. Hoje, havia se tornado uma pessoa amargurada e arrependida.
Bebeu um pouco do seu café, e voltou a colocar o copo no local correto do carro. Mike dirigia, com ambas as mãos na direção e um olhar sério para o trânsito matutino de Los Angeles, um caos. engoliu seco e suspirou baixo.
— Conseguiu falar com o Ross ontem? — Mike perguntou, sem tirar os olhos da direção.
nunca havia escondido de Mike a sua relação com Ross. Sempre explicou que eles eram amigos desde sempre, e ele estaria presente na vida dela, quer ele ou não. Por sorte, Mike sempre foi compreensivo em relação a isso.
A pelo menos isso.
— Falei. — usou um tom de voz baixo — Ele está em Paris, fazendo shows.
— Que vida fácil. — Resmungou o outro.
franziu o cenho e o olhou.
— Como se fosse fácil ser músico hoje em dia.
— É fácil demais tirar a roupa durante o show, .
A mulher engoliu seco, ao passo que seus batimentos cardíacos aumentavam. Não iria, naquela hora da manhã, começar uma discussão com Mike. Apenas ficou em silêncio, pois se começasse não iria parar.
Mais um sinal fechado e Mike soltou uma bufada.
— A vizinha perguntou sobre você, sabia?
Desde que ela descobriu a respeito do que Mike aprontava na empresa, que era dele, mas eles trabalhavam juntos, mudou. Ficou mais reclusa, evitava momentos sozinhos e íntimos com Mike e principalmente tentava fazê-lo acreditar que estava tudo bem.
Mike desviava dinheiro de negócios importantes que ambos fechavam juntos. Então se descobrissem, iriam achar que é cúmplice disso tudo, ela não tinha dúvidas disso.
— Perguntou sobre o que? — questio curiosa, mas ainda focando o trânsito.
— Porque você anda tão estranha.
Maluca.
Ela já havia ouvido essa palavra tantas vezes.
Engoliu seco com seu coração na boca, voltou a pegar o copo de café e bebeu um pouco mais do líquido.
— Não estou entendendo. As vizinhas acham que eu estou estranha ou você que é meu marido acha que eu estou estranha? Decida-se, Mike. — alterou o tom de voz e o olhou com as sobrancelhas juntas.
— Você sabe muito bem a resposta pra essa pergunta, .
E assim que o sinal abriu, ele acelerou. O corpo da mulher foi jogado pra trás, e por sorte ela usava cinto de segurança e o copo de café tinha um buraco pequeno. O colocou novamente no apoio, e em questão de minutos chegaram ao local de trabalho, aquele prédio enorme, que não significava nada pra ela.
As provas de tudo que ele fazia já estavam em suas mãos. Ela só precisava saber o momento certo de usá-las, para não perder a jogada.
Entraram no elevador em silêncio, e dessa forma ficaram o restante do dia. Era bem normal que não se falassem tanto, ela até entenderia se burburinhos estivessem perdurando pelo andar, tendo em vista que eles não demonstravam nenhum tipo de carinho.
PARTE 4
Dias foram passando, e começou a achar que estava ficando louca. Que aquela palavra tinha algum sentido na sua vida. Tudo que ela pensava em relação a Mike era vingança, era ser o escorpião que secretamente iria picá-lo, ou até mesmo matá-lo, depois de tudo que ele a fez passar.
Por mais que ele respeitasse a sua relação com Ross, o restante do seu casamento não era um mar de rosas. Não que se importasse, mas ela sabia que Mike a traia. Não com uma, mas com várias. E de certa forma, isso doía nela.
Mas foi partindo desse princípio que teve a ideia de como pegá-lo. Era aquilo, ou nada daria certo, ou teria que continuar naquele marasmo.
Conseguiu descobrir quem era uma das garotas com que ele estava saindo, e lhe oferecendo uma boa quantia, fez com que ela tirasse de Mike algumas informações antes que eles transassem loucamente. Como um homem patético, idiota, sem alma, amor pelo próximo e ambicioso, conseguiu o que precisava para usar contra Mike.
Sabia que ele era a hora do bote. A hora que o escorpião escondido morderia a sua vítima.
Cerca de duas semanas depois, ao chegar no escritório sem Mike, ele provavelmente já estava lá, notou um burburinho e quando deu por si, notou aqueles fios loiros que conheceria de longe, de qualquer lugar do mundo.
— Ela estava...
— Ross? — o sorriso de era de orelha a orelha, e suas pernas falharam ao seu aproximar dele.
Ele estava lindo, como sempre. Da mesma forma que ela se lembrava. Não se viam há pelo menos um ano, mas tentava se manter atualizada na vida do amigo com mensagens, ligações e stalkeadas em seu Instagram com frequência.
— Não acredito que você está aqui! — a mulher não hesitou, passou os braços ao redor do pescoço dele, e sobre olhares da recepcionista, o abraçou fortemente e fechou os olhos com isso.
Sentiu o perfume dele e foi levada a sua adolescência quando ficavam em seu quarto, maratonando filmes de terror e comendo um balde enorme de frango frito.
— Vem comigo, por favor. — O chamou baixinho.
Entraram na sala dela, e assim fechou a porta. Engoliu seco, e viu que Ross usava apenas uma camiseta preta, e calça jeans surrada, e sorriu com isso. Deixou a sua bolsa sobre a mesa, e o fitou por longos segundos.
— Desculpa ir tão direto ao ponto, mas preciso da sua ajuda. Você é famoso. Pode me ajudar. — Sussurrou.
Lynch procurou pelos olhos de e não os encontrou. Ela olhava para qualquer lugar, menos para os olhos dele.
— Você pode me pedir o que quiser que eu faço, . Você sabe disso.
Aquele apelido. engoliu seco e levantou o rosto. Era como se tivesse uma luz no fim do túnel. Suspirou pesadamente, seu peito doeu e ela fitou o amigo por longos segundos.
— Preciso que você me ajude a acabar com o Mike.
Ross franziu o cenho e ficou em silêncio. Deixou que a amiga o explicasse o que estava acontecendo. E então o fez. Com detalhes. E conversaram, por horas.
Enquanto contava a ele tudo que estava acontecendo, a mente de Ross ia ligando os pontos e entendendo tudo que acontecia nos últimos meses. Porque parecia tão distante e triste às vezes, agora ele entendia.
— Tenho uma ideia. É pesado.
O loiro quase quis rir baixo, pois viu os olhos da melhor amiga brilharem.
PARTE 5
A empresa da qual a família de Mike era dona possuía uma riqueza e um ganho mensal exorbitante. Por anos, quando começou a trabalhar com o marido, logo depois do seu casamento, tentou entender aqueles números. Mesmo formada em uma faculdade de exatas, eles nunca fechavam.
Foi aí que aos poucos, foi conseguindo descobrir o que estava acontecendo. Era Mike que se encontrava por trás de tudo, e o pai dele também. A mulher foi juntando as provas, e quando as juntou, todas que precisava, era hora de soltar o leão e dar a mordida final, pra acabar com o seu oponente.
O andar no qual trabalhavam era enorme, cheio de salas, mas em sua área aberta, com algumas TVs de última geração que exibiam os programas locais, como jornalismo.
Foi daí que Ross tirou a brilhante ideia de atacar Mike uma última vez. Soltar todas as provas de em uma emissora renomada na TV. Na hora do almoço. Esse programa passaria em rede nacional. Todos ficariam sabendo. E ele perguntou mil vezes se tinha certeza, afinal era um caminho sem volta.
— Vamos nessa!
O jornal começou com um aviso de uma notícia importante. Algo que impactaria a todos, que deixariam os seus telespectadores impressionados. Uma chamada bem sensacionalista, que acontecia todos os dias. Todavia, naquele dia em questão, tudo era diferente.
Nos bastidores, e Ross acompanhavam tudo.
— Cheguei a cogitar que eu estava louca. — Ela sussurrou para o rapaz ao seu lado.
— ... de acordo com uma fonte anônima, temos provas que um renomado empresário está envolvido em roubo, estelionato, e partilha não autorizada de bens na Europa, vamos falar mais a respeito disso...
Ross virou seu rosto e observou por longos segundos. Ela continuava a mesma menina pela qual se apaixo há anos. Com as sardas características em seu rosto, seus fios escuros e a forma como as covinhas davam um charme.
— Você não é louca. Você é uma ursa. E você atacou.
A mulher virou o rosto pra ele, o encarando por longos segundos e sorriu fechado. Seu coração batia tão forte em seu peito, que mal conseguia respirar. Engoliu seco e piscou algumas vezes.
— Vou ter alguns papéis de divórcio pra assinar. Depois podemos comer frango frito? — arqueou uma sobrancelha.
Por um bom tempo compartilharam um sorriso.
— Promete? — Ross mostrou o mindinho, e segurou uma gargalhada.
— Acha que vamos ser amigos para sempre? — se virou, encarando o melhor amigo e piscou algumas vezes.
Ela e Ross haviam crescido juntos. Por conta de suas casas serem uma do lado da outra, suas famílias eram uma só. Por isso, ambos cresceram se vendo todos os dias, tendo os mesmos gostos e indo para a mesma escola todos os dias de manhã de bicicleta.
O loiro devolveu o olhar da melhor amiga, a encarando. Fitou suas sardas, mas também seus lábios. Nunca poderia contar a ela o que sentia de verdade.
— Sempre. Por mais que a nossa vida vire uma loucura um dia. Vamos ser melhores amigos.
Lynch levantou o mindinho e deu risada daquele ato. Era assim quando iam fazer alguma promessa. Iam estudar juntos pra tirar 10 em Matemática? Promessa de mindinhos. Iam à inauguração de uma nova loja de cookies no centro? Promessa de mindinho. Iam assistir à estreia de um filme de terror no cinema? Promessa de mindinho.
entrelaçou o seu mindinho no do melhor amigo, e seu coração descompassado diminuiu os batimentos como se Ross fosse seu porto-seguro, sua calmaria...
Ela sabia que eles não ficariam juntos, morando próximos, para sempre. Sabia que, com o passar do tempo cada um seguiria a sua vida, mas o mais importante é que mantivessem contato e continuassem sendo amigos.
— Tá, quem paga o frango frito hoje a noite? — se sentou na cama e o encarou rindo.
— Espera. Como assim? — Ross fez o mesmo, só que um pouco mais atrapalhado que ela.
A garota gargalhou e se preparou para levantar-se da cama e sair correndo dali, em direção ao andar inferior da casa.
— O último que chegar na cozinha paga um balde de frango frito. Enorme. — disse sorridente e piscou, de forma marota.
Sem pensar duas vezes, se levantou. No entanto, Ross era mais alto e mais forte, ele fez o mesmo, passando por ela, e ambos desceram as escadas quase ao mesmo tempo. no encalce do rapaz, e ele chegando na bancada da cozinha, e tocando com a mão.
— Eu venci. — Ross a olhou sorridente, e apenas revirou os olhos.
— Não vale. Suas pernas são maiores. — brincou ao fazer uma careta, e foi correspondida por ele, que mostrou a língua.
não via a sua vida sem Ross. Por mais que eles não fossem se ver pessoalmente todos os dias, ela teria que mandar mensagens e contar coisas aleatórias, como estaria a cor do céu ou quantos carros verdes ela viu no dia; tendo em vista que isso era uma brincadeira deles.
PARTE 2
Ross ace para o público, agradecendo pela presença naquele show na França. Seu corpo estava tomado pelo suor, sua franja grudada em sua testa, e a respiração ofegante. Mas, ao ver a expressão no rosto das pessoas, tudo valia a pena.
A turnê acontecia há algumas semanas, e ainda tinham muitas cidades pra passar. Além de irem para a América do Sul em alguns meses, e ele se sentia empolgado com isso, sempre gostou de shows em países mais calorosos.
Andou pelo corredor da casa de shows, atrás de Rocky, e pegou uma garrafa de água que estendiam pra ele, abrindo e bebendo alguns goles enquanto entrava no camarim.
— Foi foda hoje, não acha? — Rocky o olhou.
— Você diz isso todos os shows, mas tem razão. — Apontou a garrafa pro irmão, mas deu risada.
Deixou a garrafa de água sobre a bancada, pegou algumas nozes separadas em um prato e comeu. Sentia fome, muita fome. Foi até a sua mochila, que estava em uma das cadeiras do pequeno camarim, que era uma sala quadrada, com cadeiras espalhadas, uma bancada cheia de comidas e garrafas de água, uma porta que dava para um banheiro.
Pegou seu celular, e assim que viu várias mensagens de , um sorriso brotou em seus lábios.
: Oi, bobão.
: Como está sendo os shows? Tá se divertindo muito? Me conta.
: Quando puder, você me liga. Ou me manda mensagem. Sei que agora você é uma pessoa ocupada.
: Fica bem (emoji inexistente do dedo mindinho)
Ross acabou rindo daquela última mensagem e mordeu a parte interna da sua bochecha, Rocky conversava paralelamente com outros integrantes da banda. Por mais que ouvisse as suas vozes, sua mente estava presa em . Seu coração palpitou e um misto de saudade e nostalgia atingiu o seu peito.
ROSS: Oi, sonsa.
ROSS: Acabei de sair de um show em Paris. Tem sido ótimo.
ROSS: Vou me trocar, vamos jantar e á noite te ligo do hotel, com calma. Mas por aqui, tudo bem. Sinto saudades suas.
Seus olhos não saíram do aparelho por longos segundos, até que apagou as três últimas palavras da última mensagem. E ficou assim:
ROSS: Vou me trocar, vamos jantar e á noite te ligo hotel, com calma. Mas por aqui, tudo bem.
Por mais que fossem amigos há anos, agora era uma mulher casada. Trabalhava em uma empresa junto com Mike, e por mais que Ross tivesse sim algumas ressalvas em relação a ele, tentava ao máximo respeitar o relacionamento da melhor amiga.
— Querem comer onde? — Riker os olhou.
— Aqui tem algum lugar que sirva um hamburguer gorduroso e batata frita igualmente quentinha e crocante? — Ross indagou ao olhá-los.
— Alguém está com desejos aqui. — Rocky riu.
— Acho que é saudade de casa. — murmurou o loiro.
PARTE 3
Falar com Ross na noite anterior foi com certeza a melhor parte da semana de . Ela tentava ao máximo não demonstrar, mas ele a conhecia bem. Tanto que, em determinado momento da conversa, o rapaz lhe perguntou o que estava acontecendo e por que ela parecia tão triste.
E não podia contar que seu casamento era uma farsa. Ela nunca amou Mike. Nunca. Que desde o início, ela havia aceitado toda essa situação apenas para trabalhar em uma das empresas que mais almejava na vida. Sim, ela poderia começar do zero, mas demoraria muito. Hoje, havia se tornado uma pessoa amargurada e arrependida.
Bebeu um pouco do seu café, e voltou a colocar o copo no local correto do carro. Mike dirigia, com ambas as mãos na direção e um olhar sério para o trânsito matutino de Los Angeles, um caos. engoliu seco e suspirou baixo.
— Conseguiu falar com o Ross ontem? — Mike perguntou, sem tirar os olhos da direção.
nunca havia escondido de Mike a sua relação com Ross. Sempre explicou que eles eram amigos desde sempre, e ele estaria presente na vida dela, quer ele ou não. Por sorte, Mike sempre foi compreensivo em relação a isso.
A pelo menos isso.
— Falei. — usou um tom de voz baixo — Ele está em Paris, fazendo shows.
— Que vida fácil. — Resmungou o outro.
franziu o cenho e o olhou.
— Como se fosse fácil ser músico hoje em dia.
— É fácil demais tirar a roupa durante o show, .
A mulher engoliu seco, ao passo que seus batimentos cardíacos aumentavam. Não iria, naquela hora da manhã, começar uma discussão com Mike. Apenas ficou em silêncio, pois se começasse não iria parar.
Mais um sinal fechado e Mike soltou uma bufada.
— A vizinha perguntou sobre você, sabia?
Desde que ela descobriu a respeito do que Mike aprontava na empresa, que era dele, mas eles trabalhavam juntos, mudou. Ficou mais reclusa, evitava momentos sozinhos e íntimos com Mike e principalmente tentava fazê-lo acreditar que estava tudo bem.
Mike desviava dinheiro de negócios importantes que ambos fechavam juntos. Então se descobrissem, iriam achar que é cúmplice disso tudo, ela não tinha dúvidas disso.
— Perguntou sobre o que? — questio curiosa, mas ainda focando o trânsito.
— Porque você anda tão estranha.
Maluca.
Ela já havia ouvido essa palavra tantas vezes.
Engoliu seco com seu coração na boca, voltou a pegar o copo de café e bebeu um pouco mais do líquido.
— Não estou entendendo. As vizinhas acham que eu estou estranha ou você que é meu marido acha que eu estou estranha? Decida-se, Mike. — alterou o tom de voz e o olhou com as sobrancelhas juntas.
— Você sabe muito bem a resposta pra essa pergunta, .
E assim que o sinal abriu, ele acelerou. O corpo da mulher foi jogado pra trás, e por sorte ela usava cinto de segurança e o copo de café tinha um buraco pequeno. O colocou novamente no apoio, e em questão de minutos chegaram ao local de trabalho, aquele prédio enorme, que não significava nada pra ela.
As provas de tudo que ele fazia já estavam em suas mãos. Ela só precisava saber o momento certo de usá-las, para não perder a jogada.
Entraram no elevador em silêncio, e dessa forma ficaram o restante do dia. Era bem normal que não se falassem tanto, ela até entenderia se burburinhos estivessem perdurando pelo andar, tendo em vista que eles não demonstravam nenhum tipo de carinho.
PARTE 4
Dias foram passando, e começou a achar que estava ficando louca. Que aquela palavra tinha algum sentido na sua vida. Tudo que ela pensava em relação a Mike era vingança, era ser o escorpião que secretamente iria picá-lo, ou até mesmo matá-lo, depois de tudo que ele a fez passar.
Por mais que ele respeitasse a sua relação com Ross, o restante do seu casamento não era um mar de rosas. Não que se importasse, mas ela sabia que Mike a traia. Não com uma, mas com várias. E de certa forma, isso doía nela.
Mas foi partindo desse princípio que teve a ideia de como pegá-lo. Era aquilo, ou nada daria certo, ou teria que continuar naquele marasmo.
Conseguiu descobrir quem era uma das garotas com que ele estava saindo, e lhe oferecendo uma boa quantia, fez com que ela tirasse de Mike algumas informações antes que eles transassem loucamente. Como um homem patético, idiota, sem alma, amor pelo próximo e ambicioso, conseguiu o que precisava para usar contra Mike.
Sabia que ele era a hora do bote. A hora que o escorpião escondido morderia a sua vítima.
Cerca de duas semanas depois, ao chegar no escritório sem Mike, ele provavelmente já estava lá, notou um burburinho e quando deu por si, notou aqueles fios loiros que conheceria de longe, de qualquer lugar do mundo.
— Ela estava...
— Ross? — o sorriso de era de orelha a orelha, e suas pernas falharam ao seu aproximar dele.
Ele estava lindo, como sempre. Da mesma forma que ela se lembrava. Não se viam há pelo menos um ano, mas tentava se manter atualizada na vida do amigo com mensagens, ligações e stalkeadas em seu Instagram com frequência.
— Não acredito que você está aqui! — a mulher não hesitou, passou os braços ao redor do pescoço dele, e sobre olhares da recepcionista, o abraçou fortemente e fechou os olhos com isso.
Sentiu o perfume dele e foi levada a sua adolescência quando ficavam em seu quarto, maratonando filmes de terror e comendo um balde enorme de frango frito.
— Vem comigo, por favor. — O chamou baixinho.
Entraram na sala dela, e assim fechou a porta. Engoliu seco, e viu que Ross usava apenas uma camiseta preta, e calça jeans surrada, e sorriu com isso. Deixou a sua bolsa sobre a mesa, e o fitou por longos segundos.
— Desculpa ir tão direto ao ponto, mas preciso da sua ajuda. Você é famoso. Pode me ajudar. — Sussurrou.
Lynch procurou pelos olhos de e não os encontrou. Ela olhava para qualquer lugar, menos para os olhos dele.
— Você pode me pedir o que quiser que eu faço, . Você sabe disso.
Aquele apelido. engoliu seco e levantou o rosto. Era como se tivesse uma luz no fim do túnel. Suspirou pesadamente, seu peito doeu e ela fitou o amigo por longos segundos.
— Preciso que você me ajude a acabar com o Mike.
Ross franziu o cenho e ficou em silêncio. Deixou que a amiga o explicasse o que estava acontecendo. E então o fez. Com detalhes. E conversaram, por horas.
Enquanto contava a ele tudo que estava acontecendo, a mente de Ross ia ligando os pontos e entendendo tudo que acontecia nos últimos meses. Porque parecia tão distante e triste às vezes, agora ele entendia.
— Tenho uma ideia. É pesado.
O loiro quase quis rir baixo, pois viu os olhos da melhor amiga brilharem.
PARTE 5
A empresa da qual a família de Mike era dona possuía uma riqueza e um ganho mensal exorbitante. Por anos, quando começou a trabalhar com o marido, logo depois do seu casamento, tentou entender aqueles números. Mesmo formada em uma faculdade de exatas, eles nunca fechavam.
Foi aí que aos poucos, foi conseguindo descobrir o que estava acontecendo. Era Mike que se encontrava por trás de tudo, e o pai dele também. A mulher foi juntando as provas, e quando as juntou, todas que precisava, era hora de soltar o leão e dar a mordida final, pra acabar com o seu oponente.
O andar no qual trabalhavam era enorme, cheio de salas, mas em sua área aberta, com algumas TVs de última geração que exibiam os programas locais, como jornalismo.
Foi daí que Ross tirou a brilhante ideia de atacar Mike uma última vez. Soltar todas as provas de em uma emissora renomada na TV. Na hora do almoço. Esse programa passaria em rede nacional. Todos ficariam sabendo. E ele perguntou mil vezes se tinha certeza, afinal era um caminho sem volta.
— Vamos nessa!
O jornal começou com um aviso de uma notícia importante. Algo que impactaria a todos, que deixariam os seus telespectadores impressionados. Uma chamada bem sensacionalista, que acontecia todos os dias. Todavia, naquele dia em questão, tudo era diferente.
Nos bastidores, e Ross acompanhavam tudo.
— Cheguei a cogitar que eu estava louca. — Ela sussurrou para o rapaz ao seu lado.
— ... de acordo com uma fonte anônima, temos provas que um renomado empresário está envolvido em roubo, estelionato, e partilha não autorizada de bens na Europa, vamos falar mais a respeito disso...
Ross virou seu rosto e observou por longos segundos. Ela continuava a mesma menina pela qual se apaixo há anos. Com as sardas características em seu rosto, seus fios escuros e a forma como as covinhas davam um charme.
— Você não é louca. Você é uma ursa. E você atacou.
A mulher virou o rosto pra ele, o encarando por longos segundos e sorriu fechado. Seu coração batia tão forte em seu peito, que mal conseguia respirar. Engoliu seco e piscou algumas vezes.
— Vou ter alguns papéis de divórcio pra assinar. Depois podemos comer frango frito? — arqueou uma sobrancelha.
Por um bom tempo compartilharam um sorriso.
— Promete? — Ross mostrou o mindinho, e segurou uma gargalhada.
FIM!
Nota da autora: Oi pra quem leu essa fanfic, me desculpe por alguns erros, tive dificuldade com essa letra, demorei pra me conectar com ela.