14. Call It What You Want
Independente do Cosmos🪐
Fanfic Finalizada.
Capítulo Único
O salão ainda vibrava ao som abafado da orquestra quando empurrou a porta de vidro e deixou o ar frio da madrugada tocar seu rosto. O vestido verde escuro arrastava pelo chão de mármore, encharcando a barra com o orvalho que cobria o jardim. Mas, pela primeira vez na noite, ela conseguiu respirar.
As luzes da mansão recortavam a grama em tons dourados, criando sombras que se alongavam como dedos pela terra molhada. O ar cheirava a chuva, e as folhas ainda pingavam resquícios da tempestade da noite passada. Era um cenário silencioso demais para alguém que passara horas sorrindo para estranhos e respondendo perguntas que não queria ouvir.
apoiou as mãos no corrimão da varanda, fechou os olhos e deixou o vento frio bagunçar os fios de cabelo que escapavam do coque. Por alguns minutos, tudo pareceu distante — o barulho dos copos, o riso falso dos convidados, o peso do sobrenome .
— Senhorita .
A voz grave às suas costas fez o coração dela tropeçar no peito. se virou devagar, como se já soubesse quem encontraria ali.
estava a poucos passos, alto, imóvel, uma sombra contra a luz da porta. O terno preto se ajustava ao corpo de forma impecável, mas eram os olhos dele que a prendiam — atentos, firmes, e de algum modo… preocupados.
— Você me seguiu? — perguntou, sem disfarçar a ironia.
— Estou aqui para garantir que esteja segura. — Ele deu um passo à frente, e o som de sua sola contra o piso ecoou no jardim.
riu sem humor e desviou o olhar para o céu carregado de nuvens.
— Ninguém aqui está pensando em segurança, .
— É o meu trabalho pensar nisso. — A resposta veio rápida, mas a voz dele soou mais baixa, quase hesitante.
Por um instante, nenhum dos dois falou. sentiu o peso da presença dele ao seu lado, sólido e quente, mesmo sem tocá-la. O silêncio não era desconfortável; pelo contrário, havia algo nele que fazia seu coração acelerar, como se cada segundo fosse um desafio para que ela dissesse alguma coisa.
Ela virou o rosto, encontrando o olhar dele. Não havia expressão em seu rosto, mas algo nos olhos de a fez prender a respiração. Uma tensão invisível se esticou entre os dois, como um fio prestes a se romper.
— Você devia voltar para dentro. — A voz dele estava rouca agora, quase um aviso. inclinou levemente a cabeça, o canto da boca puxado num sorriso pequeno, desafiador:
— Talvez eu goste daqui fora.
O maxilar de se contraiu. Por um instante, pareceu que ele ia dizer algo — ou talvez se aproximar mais — mas se conteve. Endireitou os ombros, recuou um passo e desviou o olhar.
— Só não desapareça da minha vista, . — Foi tudo o que disse antes de se afastar, a sombra dele se misturando à luz da varanda.
ficou parada, observando a porta se fechar atrás dele, o coração batendo rápido demais. Quando ela retornou, o salão principal da mansão continuava vibrante, cheio de convidados elegantes, risadas contidas e o tilintar constante de taças.
caminhava entre eles, cumprimentando sorridente, mas mantendo os olhos sempre discretamente sobre . Ele se movia próximo, alerta, mas com uma rigidez quase inacessível, mantendo a distância física que já não parecia suficiente para conter a eletricidade entre eles.
— , fique próxima — murmurou ele, baixo, enquanto a corrente de pessoas avançava em direção a ela.
Ela sorriu de canto, sentindo o calor que subia pelo corpo. Um aviso dele e a adrenalina disparava como faíscas invisíveis, lembrando-a de cada toque, cada olhar que já haviam trocado.
O murmúrio do salão se transformou em um caos súbito quando um grupo inesperado atravessou o corredor de entrada, empurrando alguns convidados e provocando confusão. sentiu um empurrão e perdeu o equilíbrio, e foi imediatamente ao lado dela, o corpo colidindo com o dela por um instante antes que pudesse se recompor.
— Por aqui! — ele sussurrou, guiando-a rapidamente por um corredor lateral.
O corredor apertado se estreitava até terminar em uma porta de serviço pouco iluminada. a empurrou para dentro, trancando-a atrás deles. A sala era pequena, pouco mais do que um armário com uma lâmpada de emergência piscando, lançando sombras tremeluzentes sobre suas feições.
— Está tudo bem? — a voz dele era baixa, firme.
respirou fundo, o coração disparado.
— Sim… mas isso… isso foi assustador.
se aproximou, lento, cada passo medido, e sentiu o calor que emanava dele. O espaço pequeno, a escuridão, o cheiro dele, tudo aumentava o desejo louco que sentia por aquele homem.
se inclinou para frente sem perceber, passando o braço levemente pelo corpo dele, provocando um arrepio que percorreu ambos. O olhar de ficou fixo nela, intenso, pesado de desejo e controle contido.
— … — ela sussurrou, engolindo a respiração, os olhos dele agarrando os dela.
Ele não respondeu. Apenas se aproximou mais, até que o toque foi inevitável. O espaço entre eles desapareceu. A respiração dele misturou-se à dela, quente, tensa. E então, num impulso que parecia inevitável, pressionou os lábios contra os dela. O beijo começou rápido, quase urgente, mas logo se aprofundou. sentiu o corpo dele apertando o dela instintivamente, como se estivesse tentando memorizar cada detalhe, cada contorno.
Ela correspondeu com a mesma intensidade, segurando o rosto dele, sentindo a força contida e a vulnerabilidade que raramente deixava transparecer. Cada respiração compartilhada, cada toque de mão, era carregado de desejo reprimido, um jogo silencioso de entrega e controle.
Quando se afastaram, apenas por um instante, os olhos de encontraram os dela, intensos, quase vulneráveis, enquanto a respiração dele ainda estava acelerada.
— Isso… — murmurou, a voz rouca, — A gente não pode fazer… isso… aqui.
— Mas fizemos — respondeu , um sorriso pequeno nos lábios, corpo ainda colado ao dele.
O calor entre eles persistiu, a tensão elétrica impossível de ignorar. Na escuridão da sala minúscula, cercados pelo perigo e pela adrenalina, ambos sentiram que aquele momento tinha quebrado barreiras invisíveis, o mundo lá fora continuava, mas ali, naquele instante, tudo se reduzia a toque, respiração e desejo silencioso.
Seus lábios se chocaram outra vez, ambos sentindo aquele sentimento desesperador e impossível de ignorar sempre que se beijavam. Era um fato, tal qual o céu era azul e o sol uma estrela: quando e começavam a se beijar, eles não conseguiam mais parar.
Não podiam fazer aquilo em uma festa repleta de políticos e amigos do pai de , mas lá estavam os dois se entregando àquele sentimento que vinha os consumindo há um ano.
passou suas mãos pesadas pelo vestido de cetim da mulher, contornando todas as suas nuances e a apertando do jeito que sabia que ela gostava; e, dito e feito, suspirou entre seus lábios, chupando a língua do homem com mais fervor ao tempo em que empurrava a sua para dentro de sua boca logo em seguida.
Ela impulsionou as pernas, e ele, sabendo bem o que a mulher queria com isso, segurou em sua bunda quando suas pernas rodearam a cintura dele. pressionou as costas de contra a parede, derrubando algumas coisas que estavam na estante ao lado no processo.
Ambos riram, mas não pararam de se beijar. E, sem que percebesse, um ato completamente involuntário de seu corpo, o quadril de se esfregou pelo meio dos de . A mulher gemeu manhosa, apertando mais sua boca à dele para tentar abafar os sons que queria sair.
nem precisava que seu segurança fizesse muita coisa, para ser bem sincera, bastava a olhar para que seu corpo começasse a esquentar, e, ter as mãos ou os lábios do homem por sua pele era a peça final para que se incendiasse e o meio de suas pernas ficassem molhados.
— … — ela sussurrou, escorregando os lábios pela linha de seu maxilar bem delimitado, pouco se importando se o batom marcaria a pele do homem.
— Não pode fazer barulho, — O homem tentou repreendê-la, mas sua voz estava tão afetada que não saiu muito mais que um par de palavras fracas.
esfregou novamente o quadril entre as pernas abertas da mulher, e a fricção foi exatamente em seu clítoris, causando um espasmo que arqueou suas costas.
— Sem preliminares, , preciso que você me foda, agora — ela implorou, rebolando em seus braços para se esfregar novamente nele. — Porra… — gemeu manhosa, tendo novamente o ponto de prazer estimulado.
O segurança grunhiu, assentindo desesperadamente com a cabeça, em concordância com o que a mulher disse e queria que fizesse. Não iria lutar contra, era tão louco por , quando ela era por ele.
Com cuidado, ele a colocou no chão e desafivelou a própria calça, baixando o tecido junto com a cueca o suficiente para libertar sua ereção acordada. olhou a imagem daquele homem maravilhoso, suspirando em deleite e antecipação. Viu quando o homem tirou uma camisinha da carteira — atitude que o segurança vinha tendo desde que começaram a transar em qualquer oportunidade —, protegendo seu membro.
se aproximou dela outra vez, a segurando pelas pernas como estava antes, ela sorriu safada e arteira, puxando a barra do vestido até que o tecido revelasse sua pele. O homem lambeu os lábios, vendo que a calcinha que ela usava por baixo daquela roupa era minúscula.
— Não fique só olhando, — ela choramingou, jogando o quadril em direção ao do homem.
— Sempre tão ansiosa — ele rebateu, rindo nasalado.
O segurança voltou a apoiar as costas da mulher na parede e empurrou sua calcinha para o lado, a pequena atitude permitiu que ele passasse a ponta dos dedos por sua boceta e ele suspirou ao sentir como estava quente e úmida. se posicionou na entrada de e foi se empurrando lentamente para dentro dela.
arqueou as costas, abraçando o segurança pelo pescoço e escondendo o rosto em sua curva, ao mesmo tempo em que suas pernas se fechavam mais em torno de sua cintura.
— Você é deliciosa… — gemeu, enfiando seu nariz e lábios entre os fios da mulher, atingido pelo prazer inexplicável que era o de estar dentro dela.
rebolou de leve, choramingando algo que o homem não entendeu, mas que tirou uma risadinha dele. Sabia o quão manhosa e entregue ela ficava naqueles momentos. Os movimentos de começaram em estocadas lentas, para que ela fosse se acostumando com seu tamanho, mas trinta segundos depois, já estava metendo nela com força, rápido, bem gostoso.
A mulher gemia rouca, completamente manhosa, pedindo por mais, para que não parasse e continuasse a fodê-la mais e mais forte.
Quando transaram a primeira vez, ficou surpreso em como a mulher mudava drasticamente entre “ , filha do político” para “ mulher”. Era algo delicioso que ele tinha o privilégio de ver.
— , amor… os convidados do seu pai vão acabar nos ouvindo — Ele ofegou em um sussurro rápido, mas sem diminuir suas estocadas na boceta cada vez mais molhada da mulher.
mordeu o lábio inferior com força, revirando as orbes.
— Não ligo! Pare de me foder e eu te demito, , eu juro — ela murmurou, lambendo a lateral do seu pescoço.
Ele riu, continuando a estocar rápido, do jeito que ela gostava.
passou a rebolar com fervor, o ápice se aproximando como ondas densas e revoltosas dentro de si. Sua boceta se contraiu, sua pele arrepiou e seu gemido saiu falho, arrastado, completamente entregue, quando gozou.
Isso tirou dos eixos e ele não conseguiu se segurar, gozando em seguida, mas sem parar de meter nela.
O suor se acumulava em sua nuca e têmpora, escorrendo de leve por sua pele, o homem foi deixando beijos singelos pela bochecha de , escorregando os lábios por sua cartilagem e voltando. Ela se encolheu, gemendo manhosa e se remexendo em seus braços.
a colocou novamente no chão, ele mesmo colocando a calcinha dela no lugar e ajeitando seu vestido como estava antes de começarem a transar. A mulher passou a mão por seus fios, tentando ajeitar a provável bagunça que estava.
tinha as bochechas avermelhadas, os lábios levemente inchados e um brilho reluzente no olhar. A visão tirava do sério e ele só conseguia pensar o quanto amava aquela mulher.
— Eu… hm… — Ele pigarreou, limpando a garganta enquanto subia novamente a calça e passava os dedos por seus fios, os jogando para trás.
— Você…? — incentivou que ele continuasse, abrindo aquele mesmo sorriso carinhoso e tranquilo que era capaz de derreter o coração de .
O homem grunhiu baixinho, colocando a mão por dentro do paletó que usava, e tirou de lá uma caixinha de veludo na cor verde — a favorita da mulher. semicerrou de leve seus olhos, oscilando a visão da caixinha, para o rosto do homem.
— É para você — ele sussurrou, finalmente esticando a sua mão em direção a dela. — Sei que seu aniversário já passou há alguns meses, mas eu só consegui comprar agora — Se explicou, sentindo o rosto esquentar.
Não que se importasse, mas a diferença de classe era algo que incomodava um pouco . A mulher pegou a caixinha com as duas mãos, em um cuidado excessivo com o objeto e seus olhos ficaram lustrosos quando abriu e se deu conta que era um colar. Não qualquer colar.
Simplesmente um com a inicial do nome de de pingente.
A iris de subiram até o segurança, as pupilas dilatadas e um sorriso extremamente emocionado moldando seu rosto. o abraçou fortemente, quase pulando em seu colo novamente, e encheu sua bochecha de beijos apertados.
— Coloca em mim, por favor — ela pediu, virando-se de costas e deixando que algumas mechas de cabelo caíssem sobre o pescoço, expondo a pele clara.
assentiu, o cheiro dele, sutil, misturado ao dela invadiu seus sentidos. engoliu em seco e sentiu o estômago apertar. Quando os dedos dele tocaram a corrente para fechar o fecho, um arrepio percorreu seu braço, subindo pela espinha. Era só um toque mínimo, mas era suficiente para eletrizar cada nervo do corpo dela.
Ela se virou, encarando seu rosto de perto, e seus dedos esguios contornaram o pingente.
— Eu amei, — sussurrou, o beijando lentamente e apaixonadamente dessa vez.
— Feliz aniversário atrasado, — O homem murmurou, sorrindo pequeno ao ver a reação da mulher.
As luzes da mansão recortavam a grama em tons dourados, criando sombras que se alongavam como dedos pela terra molhada. O ar cheirava a chuva, e as folhas ainda pingavam resquícios da tempestade da noite passada. Era um cenário silencioso demais para alguém que passara horas sorrindo para estranhos e respondendo perguntas que não queria ouvir.
apoiou as mãos no corrimão da varanda, fechou os olhos e deixou o vento frio bagunçar os fios de cabelo que escapavam do coque. Por alguns minutos, tudo pareceu distante — o barulho dos copos, o riso falso dos convidados, o peso do sobrenome .
— Senhorita .
A voz grave às suas costas fez o coração dela tropeçar no peito. se virou devagar, como se já soubesse quem encontraria ali.
estava a poucos passos, alto, imóvel, uma sombra contra a luz da porta. O terno preto se ajustava ao corpo de forma impecável, mas eram os olhos dele que a prendiam — atentos, firmes, e de algum modo… preocupados.
— Você me seguiu? — perguntou, sem disfarçar a ironia.
— Estou aqui para garantir que esteja segura. — Ele deu um passo à frente, e o som de sua sola contra o piso ecoou no jardim.
riu sem humor e desviou o olhar para o céu carregado de nuvens.
— Ninguém aqui está pensando em segurança, .
— É o meu trabalho pensar nisso. — A resposta veio rápida, mas a voz dele soou mais baixa, quase hesitante.
Por um instante, nenhum dos dois falou. sentiu o peso da presença dele ao seu lado, sólido e quente, mesmo sem tocá-la. O silêncio não era desconfortável; pelo contrário, havia algo nele que fazia seu coração acelerar, como se cada segundo fosse um desafio para que ela dissesse alguma coisa.
Ela virou o rosto, encontrando o olhar dele. Não havia expressão em seu rosto, mas algo nos olhos de a fez prender a respiração. Uma tensão invisível se esticou entre os dois, como um fio prestes a se romper.
— Você devia voltar para dentro. — A voz dele estava rouca agora, quase um aviso. inclinou levemente a cabeça, o canto da boca puxado num sorriso pequeno, desafiador:
— Talvez eu goste daqui fora.
O maxilar de se contraiu. Por um instante, pareceu que ele ia dizer algo — ou talvez se aproximar mais — mas se conteve. Endireitou os ombros, recuou um passo e desviou o olhar.
— Só não desapareça da minha vista, . — Foi tudo o que disse antes de se afastar, a sombra dele se misturando à luz da varanda.
ficou parada, observando a porta se fechar atrás dele, o coração batendo rápido demais. Quando ela retornou, o salão principal da mansão continuava vibrante, cheio de convidados elegantes, risadas contidas e o tilintar constante de taças.
caminhava entre eles, cumprimentando sorridente, mas mantendo os olhos sempre discretamente sobre . Ele se movia próximo, alerta, mas com uma rigidez quase inacessível, mantendo a distância física que já não parecia suficiente para conter a eletricidade entre eles.
— , fique próxima — murmurou ele, baixo, enquanto a corrente de pessoas avançava em direção a ela.
Ela sorriu de canto, sentindo o calor que subia pelo corpo. Um aviso dele e a adrenalina disparava como faíscas invisíveis, lembrando-a de cada toque, cada olhar que já haviam trocado.
O murmúrio do salão se transformou em um caos súbito quando um grupo inesperado atravessou o corredor de entrada, empurrando alguns convidados e provocando confusão. sentiu um empurrão e perdeu o equilíbrio, e foi imediatamente ao lado dela, o corpo colidindo com o dela por um instante antes que pudesse se recompor.
— Por aqui! — ele sussurrou, guiando-a rapidamente por um corredor lateral.
O corredor apertado se estreitava até terminar em uma porta de serviço pouco iluminada. a empurrou para dentro, trancando-a atrás deles. A sala era pequena, pouco mais do que um armário com uma lâmpada de emergência piscando, lançando sombras tremeluzentes sobre suas feições.
— Está tudo bem? — a voz dele era baixa, firme.
respirou fundo, o coração disparado.
— Sim… mas isso… isso foi assustador.
se aproximou, lento, cada passo medido, e sentiu o calor que emanava dele. O espaço pequeno, a escuridão, o cheiro dele, tudo aumentava o desejo louco que sentia por aquele homem.
se inclinou para frente sem perceber, passando o braço levemente pelo corpo dele, provocando um arrepio que percorreu ambos. O olhar de ficou fixo nela, intenso, pesado de desejo e controle contido.
— … — ela sussurrou, engolindo a respiração, os olhos dele agarrando os dela.
Ele não respondeu. Apenas se aproximou mais, até que o toque foi inevitável. O espaço entre eles desapareceu. A respiração dele misturou-se à dela, quente, tensa. E então, num impulso que parecia inevitável, pressionou os lábios contra os dela. O beijo começou rápido, quase urgente, mas logo se aprofundou. sentiu o corpo dele apertando o dela instintivamente, como se estivesse tentando memorizar cada detalhe, cada contorno.
Ela correspondeu com a mesma intensidade, segurando o rosto dele, sentindo a força contida e a vulnerabilidade que raramente deixava transparecer. Cada respiração compartilhada, cada toque de mão, era carregado de desejo reprimido, um jogo silencioso de entrega e controle.
Quando se afastaram, apenas por um instante, os olhos de encontraram os dela, intensos, quase vulneráveis, enquanto a respiração dele ainda estava acelerada.
— Isso… — murmurou, a voz rouca, — A gente não pode fazer… isso… aqui.
— Mas fizemos — respondeu , um sorriso pequeno nos lábios, corpo ainda colado ao dele.
O calor entre eles persistiu, a tensão elétrica impossível de ignorar. Na escuridão da sala minúscula, cercados pelo perigo e pela adrenalina, ambos sentiram que aquele momento tinha quebrado barreiras invisíveis, o mundo lá fora continuava, mas ali, naquele instante, tudo se reduzia a toque, respiração e desejo silencioso.
Seus lábios se chocaram outra vez, ambos sentindo aquele sentimento desesperador e impossível de ignorar sempre que se beijavam. Era um fato, tal qual o céu era azul e o sol uma estrela: quando e começavam a se beijar, eles não conseguiam mais parar.
Não podiam fazer aquilo em uma festa repleta de políticos e amigos do pai de , mas lá estavam os dois se entregando àquele sentimento que vinha os consumindo há um ano.
passou suas mãos pesadas pelo vestido de cetim da mulher, contornando todas as suas nuances e a apertando do jeito que sabia que ela gostava; e, dito e feito, suspirou entre seus lábios, chupando a língua do homem com mais fervor ao tempo em que empurrava a sua para dentro de sua boca logo em seguida.
Ela impulsionou as pernas, e ele, sabendo bem o que a mulher queria com isso, segurou em sua bunda quando suas pernas rodearam a cintura dele. pressionou as costas de contra a parede, derrubando algumas coisas que estavam na estante ao lado no processo.
Ambos riram, mas não pararam de se beijar. E, sem que percebesse, um ato completamente involuntário de seu corpo, o quadril de se esfregou pelo meio dos de . A mulher gemeu manhosa, apertando mais sua boca à dele para tentar abafar os sons que queria sair.
nem precisava que seu segurança fizesse muita coisa, para ser bem sincera, bastava a olhar para que seu corpo começasse a esquentar, e, ter as mãos ou os lábios do homem por sua pele era a peça final para que se incendiasse e o meio de suas pernas ficassem molhados.
— … — ela sussurrou, escorregando os lábios pela linha de seu maxilar bem delimitado, pouco se importando se o batom marcaria a pele do homem.
— Não pode fazer barulho, — O homem tentou repreendê-la, mas sua voz estava tão afetada que não saiu muito mais que um par de palavras fracas.
esfregou novamente o quadril entre as pernas abertas da mulher, e a fricção foi exatamente em seu clítoris, causando um espasmo que arqueou suas costas.
— Sem preliminares, , preciso que você me foda, agora — ela implorou, rebolando em seus braços para se esfregar novamente nele. — Porra… — gemeu manhosa, tendo novamente o ponto de prazer estimulado.
O segurança grunhiu, assentindo desesperadamente com a cabeça, em concordância com o que a mulher disse e queria que fizesse. Não iria lutar contra, era tão louco por , quando ela era por ele.
Com cuidado, ele a colocou no chão e desafivelou a própria calça, baixando o tecido junto com a cueca o suficiente para libertar sua ereção acordada. olhou a imagem daquele homem maravilhoso, suspirando em deleite e antecipação. Viu quando o homem tirou uma camisinha da carteira — atitude que o segurança vinha tendo desde que começaram a transar em qualquer oportunidade —, protegendo seu membro.
se aproximou dela outra vez, a segurando pelas pernas como estava antes, ela sorriu safada e arteira, puxando a barra do vestido até que o tecido revelasse sua pele. O homem lambeu os lábios, vendo que a calcinha que ela usava por baixo daquela roupa era minúscula.
— Não fique só olhando, — ela choramingou, jogando o quadril em direção ao do homem.
— Sempre tão ansiosa — ele rebateu, rindo nasalado.
O segurança voltou a apoiar as costas da mulher na parede e empurrou sua calcinha para o lado, a pequena atitude permitiu que ele passasse a ponta dos dedos por sua boceta e ele suspirou ao sentir como estava quente e úmida. se posicionou na entrada de e foi se empurrando lentamente para dentro dela.
arqueou as costas, abraçando o segurança pelo pescoço e escondendo o rosto em sua curva, ao mesmo tempo em que suas pernas se fechavam mais em torno de sua cintura.
— Você é deliciosa… — gemeu, enfiando seu nariz e lábios entre os fios da mulher, atingido pelo prazer inexplicável que era o de estar dentro dela.
rebolou de leve, choramingando algo que o homem não entendeu, mas que tirou uma risadinha dele. Sabia o quão manhosa e entregue ela ficava naqueles momentos. Os movimentos de começaram em estocadas lentas, para que ela fosse se acostumando com seu tamanho, mas trinta segundos depois, já estava metendo nela com força, rápido, bem gostoso.
A mulher gemia rouca, completamente manhosa, pedindo por mais, para que não parasse e continuasse a fodê-la mais e mais forte.
Quando transaram a primeira vez, ficou surpreso em como a mulher mudava drasticamente entre “ , filha do político” para “ mulher”. Era algo delicioso que ele tinha o privilégio de ver.
— , amor… os convidados do seu pai vão acabar nos ouvindo — Ele ofegou em um sussurro rápido, mas sem diminuir suas estocadas na boceta cada vez mais molhada da mulher.
mordeu o lábio inferior com força, revirando as orbes.
— Não ligo! Pare de me foder e eu te demito, , eu juro — ela murmurou, lambendo a lateral do seu pescoço.
Ele riu, continuando a estocar rápido, do jeito que ela gostava.
passou a rebolar com fervor, o ápice se aproximando como ondas densas e revoltosas dentro de si. Sua boceta se contraiu, sua pele arrepiou e seu gemido saiu falho, arrastado, completamente entregue, quando gozou.
Isso tirou dos eixos e ele não conseguiu se segurar, gozando em seguida, mas sem parar de meter nela.
O suor se acumulava em sua nuca e têmpora, escorrendo de leve por sua pele, o homem foi deixando beijos singelos pela bochecha de , escorregando os lábios por sua cartilagem e voltando. Ela se encolheu, gemendo manhosa e se remexendo em seus braços.
a colocou novamente no chão, ele mesmo colocando a calcinha dela no lugar e ajeitando seu vestido como estava antes de começarem a transar. A mulher passou a mão por seus fios, tentando ajeitar a provável bagunça que estava.
tinha as bochechas avermelhadas, os lábios levemente inchados e um brilho reluzente no olhar. A visão tirava do sério e ele só conseguia pensar o quanto amava aquela mulher.
— Eu… hm… — Ele pigarreou, limpando a garganta enquanto subia novamente a calça e passava os dedos por seus fios, os jogando para trás.
— Você…? — incentivou que ele continuasse, abrindo aquele mesmo sorriso carinhoso e tranquilo que era capaz de derreter o coração de .
O homem grunhiu baixinho, colocando a mão por dentro do paletó que usava, e tirou de lá uma caixinha de veludo na cor verde — a favorita da mulher. semicerrou de leve seus olhos, oscilando a visão da caixinha, para o rosto do homem.
— É para você — ele sussurrou, finalmente esticando a sua mão em direção a dela. — Sei que seu aniversário já passou há alguns meses, mas eu só consegui comprar agora — Se explicou, sentindo o rosto esquentar.
Não que se importasse, mas a diferença de classe era algo que incomodava um pouco . A mulher pegou a caixinha com as duas mãos, em um cuidado excessivo com o objeto e seus olhos ficaram lustrosos quando abriu e se deu conta que era um colar. Não qualquer colar.
Simplesmente um com a inicial do nome de de pingente.
A iris de subiram até o segurança, as pupilas dilatadas e um sorriso extremamente emocionado moldando seu rosto. o abraçou fortemente, quase pulando em seu colo novamente, e encheu sua bochecha de beijos apertados.
— Coloca em mim, por favor — ela pediu, virando-se de costas e deixando que algumas mechas de cabelo caíssem sobre o pescoço, expondo a pele clara.
assentiu, o cheiro dele, sutil, misturado ao dela invadiu seus sentidos. engoliu em seco e sentiu o estômago apertar. Quando os dedos dele tocaram a corrente para fechar o fecho, um arrepio percorreu seu braço, subindo pela espinha. Era só um toque mínimo, mas era suficiente para eletrizar cada nervo do corpo dela.
Ela se virou, encarando seu rosto de perto, e seus dedos esguios contornaram o pingente.
— Eu amei, — sussurrou, o beijando lentamente e apaixonadamente dessa vez.
— Feliz aniversário atrasado, — O homem murmurou, sorrindo pequeno ao ver a reação da mulher.
FIM!
Nota da autora: Eu odeio a Taíssa, isso aqui é culpa dela.