Prólogo
— Droga! Minha cerveja acabou — resmungou, acariciando a mão de . — Amor, você podia pegar outra para nós, não é?
— Quero olhar o resto do filme — rebateu, fazendo beicinho.
— — chamou —, já te contei que e eu estamos pensando em nos casar?
— Mentira! — olhou para a amiga, incrédula.
— É isso mesmo. — entrou na conversa. — Quem diria que ela finalmente perdeu todo aquele medo.
— Ah, então falar sobre isso você pode? Agora, pegar mais cervejas para dividir com a sua futura mulher é algo fora de questão. — fez drama, como de costume. — Acho que vou ter que repensar o casório.
— Ai, , você sabe que está sendo mega injusta, né? — riu da situação. — Ainda mais que está quase chegando no final do filme.
— Não, , tudo bem. — suspirou. — Eu já olhei esse filme umas quinhentas vezes.
Entre brigar com ou seguir pelo caminho contrário, sempre escolheria a segunda opção. Esse foi o motivo principal por não ter levado a discussão em frente. No entanto, a intenção de sua namorada não era discutir. Ela só queria tirar sarro da cara dele mesmo. Era uma de suas coisas favoritas no mundo inteiro.
— Amor, volta aqui. É brincadeira! — o puxou pelo braço, sem conter o riso. — Você sabe que eu te amo.
— Não sei por que ainda não me acostumei com isso. — Ele revirou os olhos, resignado. — E eu também te amo.
— Eu sei! — Ela abriu um sorriso enorme e o beijou.
— Ai, que melação. Chega! Ninguém aguenta mais! — Jason levantou, balançando a cabeça. Já estava acostumado com os amigos, apesar de tudo. — Eu mesmo vou buscar essas cervejas. Alguém mais quer?
Várias mãos se ergueram.
— Vocês acham que eu tenho quantos braços para trazer para todo mundo?
Ele riu da própria reclamação sem nem olhar para trás. Era óbvio que seus amigos não dariam a mínima para suas palavras assim como não estavam dispostos a irem até a cozinha. Ninguém queria parar de assistir o filme quando a luta de Freddy e Jason começara. Eles podiam até conversar entre si, mas quase nunca tiravam os olhos daquela tela enorme. Neste único dia, já haviam assistido os três primeiros filmes da franquia A Hora do Pesadelo e, agora, estavam no final de Freddy vs. Jason. Planejavam assistir mais filmes de terror durante a madrugada, afinal, era Halloween. Tinham vindo para a casa do lago da família de para beber, se divertir e esquecer dos estresses da vida e faculdade.
Porém, essas não eram as únicas coisas que os aguardavam naquela noite sombria.
— Já estou ficando com sono. — reclamou. — Não posso ficar com sono quando estou olhando um filme de terror em que o cara mata as pessoas quando elas adormecem!
— Se fodeu! — Arabella abriu a boca pela primeira vez desde que o filme havia começado e, é claro, fez isso apenas para curtir com a cara de uma das amigas. Isso era tão a cara dela.
— Se fodeu nada, tá doida? — Michael se intrometeu. — Ela namora o cara das drogas, e sabe como é, tem remédio para tudo hoje em dia
— Verdade, olha só para ele. — comentou. — Está com os olhos tão vidrados que parece que usou cocaína.
— Ah, , não exagera. Não é para tanto. — cutucou a namorada. — Ele só está vidrado na tela mesmo.
— Amooor, todos os olhos estão em você. — cutucou de leve. Foi só então que o garoto tirou os olhos da televisão e se voltou aos outros.
— Não se preocupa. — Sorriu para de forma carinhosa. — Eu tenho uns remédios para te manter acordada.
mexeu na mochila que estava jogada na mesa ao lado deles, largou compridos brancos na mão da namorada e levantou, seguindo em direção à cozinha.
— Ele estava mesmo ouvindo esse tempo todo? — murmurou.
— É claro! Ele sabe de tudo o que acontece. — deu uma risadinha, como se tivesse afirmado a coisa mais óbvia de todo o universo. — Não é como se ele não percebesse nada só porque ele é viciado em remédios.
— Sabe que eu estou aqui ouvindo tudo o que você está falando sobre meu namorado, não é? — semicerrou os olhos.
— O que você acha? — rebateu a amiga.
— É claro que sabe. — revirou os olhos e riu.
— Isso é o mais próximo de um elogio que ela consegue fazer — disse , que retornava com um copo de água para sua namorada. não hesitou em tomar os comprimidos.
— Credo, ele ouviu até isso? — Arabella voltou a falar. — Por que a só namora caras estranhos, hein?
— Falando em caras estranhos, cadê o Jason? — perguntou Michael.
— Está lutando com o Freddy, é óbvio! — apontou para a imagem exibida na tela.
— O nosso Jason — explicou ele.
— Está na cozinha, comendo — disse simplesmente.
E assim eles estavam, felizes, entre amigos, assistindo Jason Voorhees lutar contra Freddy Krueger. Todos sabiam como o filme acabaria, mas ninguém ligava. Estavam se divertindo do jeitinho deles. E todos estavam tão absortos naquilo que nem mesmo percebera que o comprimido que dera para sua namorada não tinha o efeito que desejavam. No meio de tantas cartelas jogadas em sua mochila, em vez de um remédio que a mantivesse acordada, acabara pegando um ansiolítico.
— Ai, droga! — gritou, em um susto.
— Vai dizer que ficou com medinho? — a provocou.
— Mas é claro que sim! Você me assustou, seu desgraçado! — ela deu uns tapas nele, o afastando e fazendo os outros rirem.
— O que vamos fazer agora? — foi o primeiro a perguntar.
— Vocês, eu não sei. — Arabella fez careta ao levantar. — Já eu, vou para o quarto que me obrigaram a dividir com o Michael e o Jason.
— Você tem que agradecer por estar no quarto dos solteiros e não no dos casados. — Michael apontou os dois casais.
— Ai, , você é um porre, sabia? — Arabella reclamou. — Por que tinha que trazer só esses dois? Figurinha repetida não completa álbum.
— Arabella, para de ser uma vaca por um segundo. — pediu.
— Vaca é a sua mãe! — ela rebateu.
— É a mesma mãe que a sua, caso não se lembre, irmãzinha — enfatizou.
— Deixa ela, . Arabella só está indo dormir porque está com medo. — provocou.
— Eita, eu não deixava assim, hein! — se intrometeu. — A medrosa do grupo tirando sarro de você.
— Vocês estão sendo muito infantis. — Arabella suspirou e balançou a cabeça de um lado para o outro.
— E você é muito adulta, não é mesmo, pirralha? — jogou uma almofada na direção da irmã.
— Isso mesmo, corra para o quarto que o Jason vai acabar pegando você primeiro. — ameaçou.
— Hey, isso é injusto comigo! — Michael se exaltou. — Por que ele se sou eu quem está aqui agora?
— Não esse Jason. — revirou os olhos. — Estamos em uma casa do lago. Jason Voorhees poderia muito bem se levantar daquele lago ali e vir nos matar.
— O único jeito de isso acontecer é se o nosso Jason colocasse uma máscara de hockey e resolvesse fazer isso. — riu.
— E por que eu colocaria uma máscara de hockey? — Jason voltou da cozinha. — Ah, entendi. Se eu fizer isso, posso matar vocês?
— Só se eu puder filmar as mortes — Michael disse.
— Agora eu entendi porque suas mães colocaram nomes de vilões famosos em vocês. — constatou.
— Gente, vamos sair daqui. É sério! — olhou pela janela. — Não consigo mais ficar olhando para aquele lago.
— Ah, meu Deus, ela está com medo disso de verdade. — Arabella desandou a rir. — E você, ? Também está com medinho? — questionou ao perceber que a outra amiga estava abraçada em seu irmão.
— só tem medo do Freddy. — revelou.
— Não tenho, não! — Negou prontamente. — Eu nem acredito nessas coisas.
— Ela tinha — lembrou. — Disse que morria de medo do Freddy quando era criança.
— Sim, porque eu era uma criança. — Fez careta. — Quer saber? Eu preciso da minha cerveja que ninguém quis pegar para mim.
— Cuidem para não cair no sono. — Jason alertou, soando como se fosse um locutor de filmes de terror. — Vocês sabem que, se dormirem, jamais acordarão. Freddy vai pegar vocês!
O grupo de amigos riu daquilo. Era fácil rir quando se acreditava que aquilo não estava prestes a se tornar realidade. O que eles não sabiam era que seus pais tinham mexido naquele vespeiro muitos anos atrás e que, agora, Freddy realmente estava vindo para pegá-los.
— Quero olhar o resto do filme — rebateu, fazendo beicinho.
— — chamou —, já te contei que e eu estamos pensando em nos casar?
— Mentira! — olhou para a amiga, incrédula.
— É isso mesmo. — entrou na conversa. — Quem diria que ela finalmente perdeu todo aquele medo.
— Ah, então falar sobre isso você pode? Agora, pegar mais cervejas para dividir com a sua futura mulher é algo fora de questão. — fez drama, como de costume. — Acho que vou ter que repensar o casório.
— Ai, , você sabe que está sendo mega injusta, né? — riu da situação. — Ainda mais que está quase chegando no final do filme.
— Não, , tudo bem. — suspirou. — Eu já olhei esse filme umas quinhentas vezes.
Entre brigar com ou seguir pelo caminho contrário, sempre escolheria a segunda opção. Esse foi o motivo principal por não ter levado a discussão em frente. No entanto, a intenção de sua namorada não era discutir. Ela só queria tirar sarro da cara dele mesmo. Era uma de suas coisas favoritas no mundo inteiro.
— Amor, volta aqui. É brincadeira! — o puxou pelo braço, sem conter o riso. — Você sabe que eu te amo.
— Não sei por que ainda não me acostumei com isso. — Ele revirou os olhos, resignado. — E eu também te amo.
— Eu sei! — Ela abriu um sorriso enorme e o beijou.
— Ai, que melação. Chega! Ninguém aguenta mais! — Jason levantou, balançando a cabeça. Já estava acostumado com os amigos, apesar de tudo. — Eu mesmo vou buscar essas cervejas. Alguém mais quer?
Várias mãos se ergueram.
— Vocês acham que eu tenho quantos braços para trazer para todo mundo?
Ele riu da própria reclamação sem nem olhar para trás. Era óbvio que seus amigos não dariam a mínima para suas palavras assim como não estavam dispostos a irem até a cozinha. Ninguém queria parar de assistir o filme quando a luta de Freddy e Jason começara. Eles podiam até conversar entre si, mas quase nunca tiravam os olhos daquela tela enorme. Neste único dia, já haviam assistido os três primeiros filmes da franquia A Hora do Pesadelo e, agora, estavam no final de Freddy vs. Jason. Planejavam assistir mais filmes de terror durante a madrugada, afinal, era Halloween. Tinham vindo para a casa do lago da família de para beber, se divertir e esquecer dos estresses da vida e faculdade.
Porém, essas não eram as únicas coisas que os aguardavam naquela noite sombria.
— Já estou ficando com sono. — reclamou. — Não posso ficar com sono quando estou olhando um filme de terror em que o cara mata as pessoas quando elas adormecem!
— Se fodeu! — Arabella abriu a boca pela primeira vez desde que o filme havia começado e, é claro, fez isso apenas para curtir com a cara de uma das amigas. Isso era tão a cara dela.
— Se fodeu nada, tá doida? — Michael se intrometeu. — Ela namora o cara das drogas, e sabe como é, tem remédio para tudo hoje em dia
— Verdade, olha só para ele. — comentou. — Está com os olhos tão vidrados que parece que usou cocaína.
— Ah, , não exagera. Não é para tanto. — cutucou a namorada. — Ele só está vidrado na tela mesmo.
— Amooor, todos os olhos estão em você. — cutucou de leve. Foi só então que o garoto tirou os olhos da televisão e se voltou aos outros.
— Não se preocupa. — Sorriu para de forma carinhosa. — Eu tenho uns remédios para te manter acordada.
mexeu na mochila que estava jogada na mesa ao lado deles, largou compridos brancos na mão da namorada e levantou, seguindo em direção à cozinha.
— Ele estava mesmo ouvindo esse tempo todo? — murmurou.
— É claro! Ele sabe de tudo o que acontece. — deu uma risadinha, como se tivesse afirmado a coisa mais óbvia de todo o universo. — Não é como se ele não percebesse nada só porque ele é viciado em remédios.
— Sabe que eu estou aqui ouvindo tudo o que você está falando sobre meu namorado, não é? — semicerrou os olhos.
— O que você acha? — rebateu a amiga.
— É claro que sabe. — revirou os olhos e riu.
— Isso é o mais próximo de um elogio que ela consegue fazer — disse , que retornava com um copo de água para sua namorada. não hesitou em tomar os comprimidos.
— Credo, ele ouviu até isso? — Arabella voltou a falar. — Por que a só namora caras estranhos, hein?
— Falando em caras estranhos, cadê o Jason? — perguntou Michael.
— Está lutando com o Freddy, é óbvio! — apontou para a imagem exibida na tela.
— O nosso Jason — explicou ele.
— Está na cozinha, comendo — disse simplesmente.
E assim eles estavam, felizes, entre amigos, assistindo Jason Voorhees lutar contra Freddy Krueger. Todos sabiam como o filme acabaria, mas ninguém ligava. Estavam se divertindo do jeitinho deles. E todos estavam tão absortos naquilo que nem mesmo percebera que o comprimido que dera para sua namorada não tinha o efeito que desejavam. No meio de tantas cartelas jogadas em sua mochila, em vez de um remédio que a mantivesse acordada, acabara pegando um ansiolítico.
— Ai, droga! — gritou, em um susto.
— Vai dizer que ficou com medinho? — a provocou.
— Mas é claro que sim! Você me assustou, seu desgraçado! — ela deu uns tapas nele, o afastando e fazendo os outros rirem.
— O que vamos fazer agora? — foi o primeiro a perguntar.
— Vocês, eu não sei. — Arabella fez careta ao levantar. — Já eu, vou para o quarto que me obrigaram a dividir com o Michael e o Jason.
— Você tem que agradecer por estar no quarto dos solteiros e não no dos casados. — Michael apontou os dois casais.
— Ai, , você é um porre, sabia? — Arabella reclamou. — Por que tinha que trazer só esses dois? Figurinha repetida não completa álbum.
— Arabella, para de ser uma vaca por um segundo. — pediu.
— Vaca é a sua mãe! — ela rebateu.
— É a mesma mãe que a sua, caso não se lembre, irmãzinha — enfatizou.
— Deixa ela, . Arabella só está indo dormir porque está com medo. — provocou.
— Eita, eu não deixava assim, hein! — se intrometeu. — A medrosa do grupo tirando sarro de você.
— Vocês estão sendo muito infantis. — Arabella suspirou e balançou a cabeça de um lado para o outro.
— E você é muito adulta, não é mesmo, pirralha? — jogou uma almofada na direção da irmã.
— Isso mesmo, corra para o quarto que o Jason vai acabar pegando você primeiro. — ameaçou.
— Hey, isso é injusto comigo! — Michael se exaltou. — Por que ele se sou eu quem está aqui agora?
— Não esse Jason. — revirou os olhos. — Estamos em uma casa do lago. Jason Voorhees poderia muito bem se levantar daquele lago ali e vir nos matar.
— O único jeito de isso acontecer é se o nosso Jason colocasse uma máscara de hockey e resolvesse fazer isso. — riu.
— E por que eu colocaria uma máscara de hockey? — Jason voltou da cozinha. — Ah, entendi. Se eu fizer isso, posso matar vocês?
— Só se eu puder filmar as mortes — Michael disse.
— Agora eu entendi porque suas mães colocaram nomes de vilões famosos em vocês. — constatou.
— Gente, vamos sair daqui. É sério! — olhou pela janela. — Não consigo mais ficar olhando para aquele lago.
— Ah, meu Deus, ela está com medo disso de verdade. — Arabella desandou a rir. — E você, ? Também está com medinho? — questionou ao perceber que a outra amiga estava abraçada em seu irmão.
— só tem medo do Freddy. — revelou.
— Não tenho, não! — Negou prontamente. — Eu nem acredito nessas coisas.
— Ela tinha — lembrou. — Disse que morria de medo do Freddy quando era criança.
— Sim, porque eu era uma criança. — Fez careta. — Quer saber? Eu preciso da minha cerveja que ninguém quis pegar para mim.
— Cuidem para não cair no sono. — Jason alertou, soando como se fosse um locutor de filmes de terror. — Vocês sabem que, se dormirem, jamais acordarão. Freddy vai pegar vocês!
O grupo de amigos riu daquilo. Era fácil rir quando se acreditava que aquilo não estava prestes a se tornar realidade. O que eles não sabiam era que seus pais tinham mexido naquele vespeiro muitos anos atrás e que, agora, Freddy realmente estava vindo para pegá-los.