Revisada por: Júpiter
Última Atualização: 20/07/2025ainda teve a oportunidade de ver Buffon indo para o campo de ataque antes do apito estridente se fazer presente em seus ouvidos, indicando que a partida havia acabado, e nada doera mais do que ver despencar no gramado ao mesmo instante.
A tristeza e apatia era sentida por todo San Siro, era oficial, a Itália estava fora da Copa do Mundo após 60 anos.
Tão atordoada como qualquer outra pessoa que torcia para a Azzurra,, a mulher não saberia dizer como saiu dos camarotes e chegou até ao estacionamento. A preocupação explícita no seu rosto dizia com todas as letras que ela não parava de pensar um instante sequer em como estava. Se ela mesma estava triste, sabia que o namorado estaria duas vezes pior.
Era um certo tipo de egoísmo de sua parte, sabia disso, mas ainda assim ele demorara a sair dos vestiários, pois, se não soubera como encarar o capitão depois daquela derrota, saberia menos ainda lidar com a tristeza de . Ele se sentia mal ao ver toda uma nação chorando, principalmente porque ele sabia que era um dos culpados, mas ver o rosto da vermelho pelo choro recente doeria como um inferno. Mas nem toda demora do mundo o havia preparado para a recepção que teve ao encontrá-la na saída do estádio.
Um abraço. Um abraço forte e reconfortante que fez o jogador pôr para fora todas as lágrimas que ainda segurava.
— Eu sinto muito — ele murmurou enquanto se soltava do longo abraço da namorada.
— Ei, olha pra mim, eu tô aqui com você e por você, ok? — disse enquanto segurava com firmeza o rosto do homem em sua frente, e depositava um beijo leve em seus lábios.
O olhar que vagava vazio em direção ao filme que passava na televisão mostrava o quão perdido se sentia, era como se a partida de mais cedo passasse diante de seus olhos em um loop eterno enquanto ficava à procura de um erro que o faria aceitar toda aquela situação.
— Sabe, foi horrível ter que olhar para a cara do Buffon depois daquilo tudo. Ele merecia mais do que isso, ele merecia terminar de uma forma decente, com uma classificação para a sua última Copa — soltou em um tom rouco, surpreendendo , que não esperava ouvi-lo falar no assunto tão cedo. — E a gente tentou, eu tentei. A maior posse de bola foi nossa durante toda a partida, assim como o número de finalizações, e, apesar de tudo isso, eu ainda me sinto impotente.
— Meu amor, você, mais do que ninguém, entende que a gente não controla o futebol, que essas coisas acontecem. Não se culpe tanto assim, você fez o melhor que pôde, e tenha certeza que todo mundo sabe disso — a mulher disse em uma voz calma, como se estivesse explicando algo a uma criança. — Eu sei que te chateia toda essa situação, e eu não posso mudar tudo isso nem tirar a dor que você sente, mas eu te amo e tô aqui pra dividi-la com você, não se esqueça disso.
Com um aceno simples e um beijo no topo da cabeça da , o jogador concordou, pois, se tinha uma coisa que o italiano havia aprendido nesses quase três anos de relacionamento, era que enquanto um estivesse por perto do outro, tudo ficaria bem, independentemente da situação.
