Codificada por: Sol ☀️
Finalizada: 11/05/2026.O rapaz tentava ao máximo não olhar conforme avançava pelo corredor, no entanto, o contato visual era um convite irrecusável. Não era apenas estática; era o som de algo se partindo sob uma pressão invisível. Á sua direita havia um vidro, com uma rachadura que se ramificou como um raio. O pânico aflorava em seu peito, e parecia querer subir pela garganta, uma onda fria que parecia dar força às sombras do outro lado.
Diante dos seus olhos, a primeira mão apareceu.
Não foi assustador, não de início. Mas o surgimento lento, como se a palma estivesse atravessando uma névoa espessa dentro da estrutura. Onde a pele inexistente tocava o vidro, uma mancha de cor quente, que lembrava sangue, crescia. Logo, outra mão, mais em cima. E mais outra. As marcas de dedos se multiplicando ao passo que as rachaduras se aprofundavam. O som do vidro trincando agora imitava sussurros — vozes que ele reconhecia, mas que não deveria ouvir nunca mais.
Percebeu que, era tarde demais. O vidro não o protegia do que estava lá fora. O vidro o isolava de algo tenebroso que estava prestes a acontecer.
