Capítulo 1
acordou ao sentir os raios de sol em seu rosto, o que já o fez acordar irritado. Assim que se sentou na cama sentiu a dor de cabeça indicando a ressaca que a bebedeira da noite anterior lhe trouxera. Porém, havia sido por uma boa causa: mesmo não tendo ganhado o prêmio, havia recebido sua primeira indicação a um prêmio conceituado na indústria do cinema. Depois da premiação, claro que havia ido a after party e bem, resultou no estado que estava agora.
era um jovem de 24 anos, formado em artes cênicas pela Yale há alguns anos. Nunca foi o garoto mais quieto e comportado da sala, mas sempre se deu bem na escola, afinal, sua paixão pelo teatro o fez ser esforçado o bastante para ganhar a bolsa em Yale, que era seu sonho.
Porém, agora que já estava com o nome feito, aproveitava tudo que a fama lhe dava direito. Festas, viagens, garotas… mas, claro, sem nunca perder seu real foco que era em sua carreira.
Levantou da cama com os cabelos cacheados bagunçados e seguiu para o banheiro, onde gastou uns bons minutos debaixo d'água para poder despertar.
Pronto para iniciar mais um dia de filmagens. Era um papel grande em uma comédia romântica, diferente de outros papéis que havia feito em filmes mais "sérios". Ele seria o protagonista, o que seria uma ótima oferta, e o gênero lhe proporcionaria um aumento significativo em seu público. Foi até a cozinha onde Jaine já havia deixado a mesa do café da manhã arrumada para ele. Jaine era sua empregada há alguns anos.
tinha se mudado da casa dos pais logo que entrou para a faculdade, para morar no campus, desde então não voltara mais. Hoje, morava sozinho em um apartamento um tanto quanto grande, porém suficiente para apenas ele e um quarto de visitas, caso sua mãe ou irmã decidissem passar alguns dias por lá, o que raramente acontecia. Voltou para o quarto, colocou uma camiseta branca e seu habitual moletom oversized preto. Um boné escondia os cabelos desarrumados, completando o look de “pegue leve, estou de ressaca”. Para finalizar, colocou os óculos escuros.
Entrou cumprimentando todos os funcionários do estúdio. Podia não estar no seu melhor humor ou estado físico, mas sempre era muito simpático com os colegas de serviço. Fazia parte de fazer o que se ama. Pegou o cronograma das cenas a serem rodadas naquele dia e seguiu para o trailer de cabelo e maquiagem. Era uma das partes que ele mais detestava, tinha um certo carinho pelo seu cabelo por mais que não parecesse, e não era qualquer um que conseguia ajeitar de uma forma que ele gostasse, mas nem sempre reclamava. Enquanto lia o roteiro das cenas do dia, a cabeleireira oficial da equipe o arrumava. Ele não costumava conversar muito nas primeiras horas da manhã e as pessoas lá já sabiam disso.
***
A pausa para o almoço já havia começado. Assim que chegou ao refeitório, a mesa principal já estava cheia. Então, sentou-se em uma menor, mais ao canto. Não gostava muito de almoçar sozinho, mas não estava no melhor dia; talvez fosse melhor assim. Estava mexendo em seu celular quando a presença de alguém lhe tirou a atenção da tela do aparelho.
— Com licença, posso me sentar aqui? — Era uma garota aparentemente mais nova que a maioria do pessoal da equipe. Já a vira algumas vezes durante as filmagens, mas nunca conversaram.
— Claro, fique à vontade. — sorriu e voltou a olhar para seu celular.
O silêncio voltou a se instalar até que a garota decidiu quebrá-lo novamente.
— Tá tudo bem? — Ele a olhou com as sobrancelhas franzidas.
— Tá sim, eu não pareço bem? — Ele disse, rindo e deixando o celular de lado. Ela riu, ficando vermelha.
— Sei lá, tá com uma cara meio desanimada desde que chegou. — Ela deu de ombros.
— É, desanimado é a palavra certa. Mas acontece às vezes. — deu de ombros e terminou de comer. — Desculpa a pergunta, mas qual seu nome mesmo? Já te vi várias vezes, mas acho que nunca conversamos.
— Não mesmo. — Ela riu, sem graça. — Sou . — Ela estendeu a mão para que ele a cumprimentasse.
— Prazer, , sou . Você parece ser nova, tá no filme?
— Não, na verdade estou fazendo estágio na parte de cabelo e maquiagem. — Ela sorriu.
— Sério? Nossa, a galera da equipe geralmente costuma ser muito mais velha. — Os dois riram juntos, pois era verdade. — Mas é bom ter alguém assim nesse meio. Tem gostado da vida no set?
— Eu estou amando! É incrível poder finalmente chegar onde eu queria, mesmo que seja como assistente. — Era possível ver o brilho em seus olhos ao falar sobre isso. sorriu.
— Que bom que conseguiu, confesso que deve ser algo chato ter que fazer a mesma maquiagem todos os dias, os mesmos cabelos, por meses. Pelo menos pra gente que só fica lá sentado. — Ele riu e ela o acompanhou.
— Pra mim é interessante. Eu sempre achei incrível todo esse universo de “por trás das câmeras”, e eu amo maquiagem então pra mim é tudo incrível.
— É bom quando fazemos o que amamos. Consigo ver nos seus olhos o quanto gosta disso. Fico feliz por ter conseguido. — Ele sorriu. estava sendo sincero.
— Obrigada, de verdade. — Ela sorriu em resposta. Logo o sinal de retomada das filmagens soou.
— Te vejo depois, .
— Pode me chamar de .
— Ok, te vejo depois, . — Ele sorriu e se afastou com a bandeja em mãos.
Depois de tanto tempo nessa indústria, era bom finalmente encontrar alguém que realmente amava o que fazia, ou o que fosse fazer. É claro que todos os envolvidos de um filme amam o que fazem, já que tudo é muito complexo e cansativo, mas depois de alguns anos na estrada, algumas pessoas perdiam esse brilho no olhar. Principalmente os atores, já que com a fama vinham os paparazzi, os assédios e as pessoas interesseiras.
O dia de filmagens seguiu tranquilo, as coisas estavam começando melhorar com o restante do elenco, o que tornavam as cenas mais fáceis de serem gravadas e a dinâmica mais convincente.
era um jovem de 24 anos, formado em artes cênicas pela Yale há alguns anos. Nunca foi o garoto mais quieto e comportado da sala, mas sempre se deu bem na escola, afinal, sua paixão pelo teatro o fez ser esforçado o bastante para ganhar a bolsa em Yale, que era seu sonho.
Porém, agora que já estava com o nome feito, aproveitava tudo que a fama lhe dava direito. Festas, viagens, garotas… mas, claro, sem nunca perder seu real foco que era em sua carreira.
Levantou da cama com os cabelos cacheados bagunçados e seguiu para o banheiro, onde gastou uns bons minutos debaixo d'água para poder despertar.
Pronto para iniciar mais um dia de filmagens. Era um papel grande em uma comédia romântica, diferente de outros papéis que havia feito em filmes mais "sérios". Ele seria o protagonista, o que seria uma ótima oferta, e o gênero lhe proporcionaria um aumento significativo em seu público. Foi até a cozinha onde Jaine já havia deixado a mesa do café da manhã arrumada para ele. Jaine era sua empregada há alguns anos.
tinha se mudado da casa dos pais logo que entrou para a faculdade, para morar no campus, desde então não voltara mais. Hoje, morava sozinho em um apartamento um tanto quanto grande, porém suficiente para apenas ele e um quarto de visitas, caso sua mãe ou irmã decidissem passar alguns dias por lá, o que raramente acontecia. Voltou para o quarto, colocou uma camiseta branca e seu habitual moletom oversized preto. Um boné escondia os cabelos desarrumados, completando o look de “pegue leve, estou de ressaca”. Para finalizar, colocou os óculos escuros.
Entrou cumprimentando todos os funcionários do estúdio. Podia não estar no seu melhor humor ou estado físico, mas sempre era muito simpático com os colegas de serviço. Fazia parte de fazer o que se ama. Pegou o cronograma das cenas a serem rodadas naquele dia e seguiu para o trailer de cabelo e maquiagem. Era uma das partes que ele mais detestava, tinha um certo carinho pelo seu cabelo por mais que não parecesse, e não era qualquer um que conseguia ajeitar de uma forma que ele gostasse, mas nem sempre reclamava. Enquanto lia o roteiro das cenas do dia, a cabeleireira oficial da equipe o arrumava. Ele não costumava conversar muito nas primeiras horas da manhã e as pessoas lá já sabiam disso.
A pausa para o almoço já havia começado. Assim que chegou ao refeitório, a mesa principal já estava cheia. Então, sentou-se em uma menor, mais ao canto. Não gostava muito de almoçar sozinho, mas não estava no melhor dia; talvez fosse melhor assim. Estava mexendo em seu celular quando a presença de alguém lhe tirou a atenção da tela do aparelho.
— Com licença, posso me sentar aqui? — Era uma garota aparentemente mais nova que a maioria do pessoal da equipe. Já a vira algumas vezes durante as filmagens, mas nunca conversaram.
— Claro, fique à vontade. — sorriu e voltou a olhar para seu celular.
O silêncio voltou a se instalar até que a garota decidiu quebrá-lo novamente.
— Tá tudo bem? — Ele a olhou com as sobrancelhas franzidas.
— Tá sim, eu não pareço bem? — Ele disse, rindo e deixando o celular de lado. Ela riu, ficando vermelha.
— Sei lá, tá com uma cara meio desanimada desde que chegou. — Ela deu de ombros.
— É, desanimado é a palavra certa. Mas acontece às vezes. — deu de ombros e terminou de comer. — Desculpa a pergunta, mas qual seu nome mesmo? Já te vi várias vezes, mas acho que nunca conversamos.
— Não mesmo. — Ela riu, sem graça. — Sou . — Ela estendeu a mão para que ele a cumprimentasse.
— Prazer, , sou . Você parece ser nova, tá no filme?
— Não, na verdade estou fazendo estágio na parte de cabelo e maquiagem. — Ela sorriu.
— Sério? Nossa, a galera da equipe geralmente costuma ser muito mais velha. — Os dois riram juntos, pois era verdade. — Mas é bom ter alguém assim nesse meio. Tem gostado da vida no set?
— Eu estou amando! É incrível poder finalmente chegar onde eu queria, mesmo que seja como assistente. — Era possível ver o brilho em seus olhos ao falar sobre isso. sorriu.
— Que bom que conseguiu, confesso que deve ser algo chato ter que fazer a mesma maquiagem todos os dias, os mesmos cabelos, por meses. Pelo menos pra gente que só fica lá sentado. — Ele riu e ela o acompanhou.
— Pra mim é interessante. Eu sempre achei incrível todo esse universo de “por trás das câmeras”, e eu amo maquiagem então pra mim é tudo incrível.
— É bom quando fazemos o que amamos. Consigo ver nos seus olhos o quanto gosta disso. Fico feliz por ter conseguido. — Ele sorriu. estava sendo sincero.
— Obrigada, de verdade. — Ela sorriu em resposta. Logo o sinal de retomada das filmagens soou.
— Te vejo depois, .
— Pode me chamar de .
— Ok, te vejo depois, . — Ele sorriu e se afastou com a bandeja em mãos.
Depois de tanto tempo nessa indústria, era bom finalmente encontrar alguém que realmente amava o que fazia, ou o que fosse fazer. É claro que todos os envolvidos de um filme amam o que fazem, já que tudo é muito complexo e cansativo, mas depois de alguns anos na estrada, algumas pessoas perdiam esse brilho no olhar. Principalmente os atores, já que com a fama vinham os paparazzi, os assédios e as pessoas interesseiras.
O dia de filmagens seguiu tranquilo, as coisas estavam começando melhorar com o restante do elenco, o que tornavam as cenas mais fáceis de serem gravadas e a dinâmica mais convincente.