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Longfic

Fall In Love Again

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Capítulo 1

— ? — Perguntei enquanto encarava os olhos dela.
Ela não havia mudado nada. Absolutamente nada. A não ser a cor dos cabelos. Os olhos grandes e intensos continuavam lá, brilhando.
— Inyeop? Hwang Inyeop? — A voz suave dela invadiu meus ouvidos, junto ao som dos carros passando pela agitada Paris. — Meu Deus Inyeop!
abriu os braços e se jogou sobre mim, num abraço desajeitado, me fazendo desequilibrar e dar alguns passos para trás enquanto a abraçava pela cintura fina e delicada. O cheiro, o mesmo cheiro de lavanda que ela tinha desde adolescente, invadiu minhas narinas me fazendo sorrir sem mostrar os dentes e morder os lábios logo em seguida.
Bennett havia sido o meu primeiro amor.
E sinceramente?
Ao revê-la ali depois de tanto tempo, parecia que ela ainda era…
Meu corpo parecia não obedecer mais, e eu estava perdendo o controle que tanto gostava de manter.
— Quantos anos se passaram mesmo? Vinte? — Segurei os ombros dela com delicadeza.
— Dezessete, não? — ergueu as sobrancelhas, como se fizesse as contas mentalmente e depois sorriu.
O sorriso que eu me lembrava de ter visto, tantas e tantas vezes durante nosso ensino médio, o sorriso aberto e cheio de dentes que ela sempre dava quando estava genuinamente feliz, o sorriso que sempre aparecia quando ela me via sentado na carteira do fundo… o sorriso que tantas vezes eu arranquei com alguma piada boba.
— Achei que nunca mais fosse ver você depois da formatura… — Eu sussurrei, como se dissesse aquilo mais para mim mesmo do que para ela.
— Você sumiu! O que houve nesse período? — Ela pausou, e o sorriso sapeca logo estava de volta aos lábios. — Aliás, porque estamos parados aqui em frente ao Société Générale? Porque não vamos tomar um café?
Um café?
Um café.
Eu pisquei os olhos por alguns segundos, meu cérebro começando a querer derreter pela proposta quase indecente de …
Um café com o meu primeiro amor, depois de dezessete anos?
— Um café. Eu pago!

Capítulo 2

Quando chegamos a cafeteria e fomos direcionados à uma mesa mais ao canto da mesma, eu reparei que passava um clipe qualquer de pop na TV, e a decoração era bem simples e clean, como a maioria das cafeterias de Paris, com as paredes brancas ou acinzentadas — eu não soube definir ao certo —, algumas plantas espalhadas pelo recinto, quadros de cafés e claro os telões com o cardápio e fotos dos produtos.
Deixei que se sentasse primeiro, onde ela preferisse e ela agradeceu, com um sorriso pequeno nos lábios. Meu estômago deu uma volta e eu me sentei ao lado dela no estofado caramelo da mesa em que estávamos e senti minhas mãos começarem a suar lentamente. Meu coração estava um pouco descompassado, e eu precisava pensar rápido.
Ela com certeza ia querer saber porque eu havia ido embora sem aviso prévio depois da formatura.
Aquele assunto, definitivamente era…
Complicado.
Ela começou a observar o cardápio, a testa franzindo levemente enquanto ela lia as opções. Eu sorri involuntariamente ao perceber que algumas coisas nunca mudam, inclusive aquele hábito dela de franzir a testa sempre que se concentrava em algo ou alguém.
finalmente ergueu os olhos do cardápio e olhou para mim, me flagrando com o maior sorriso no rosto e uma cara de “bobão”, assim que nossos olhares se encontraram eu tentei disfarçar o mais rápido o possível, diminuindo o sorriso o máximo que eu consegui.
— Você ainda gosta de café gelado? — Ela piscou lentamente, enquanto aguardava minha resposta. — Me lembro que você só tomava isso!
Eu ergui a sobrancelha, surpreso por ela ainda se lembrar daquilo.
— Sim! — Balancei a cabeça positivamente. — Eu ainda amo café gelado e tomo bastante, a vida adulta precisa de um café gelado.
riu, e então continuou me encarando. Eu senti minhas bochechas esquentarem e sabia que eu estava ficando vermelho.
— Você não mudou nadinha. Não tem sequer uma ruga nessa cara bonita! Que ódio, Inyeop!
Cara bonita?
Minhas bochechas esquentaram ainda mais, me fazendo abaixar a cabeça enquanto eu ria.
— É genética! — Dei de ombros. me passou o cardápio e eu o segurei entre as mãos.
Ela piscou. Uma. Duas. Três vezes.
— Falando em genética… como estão os seus pais? — Ela pausou rapidamente, umedecendo os lábios com a língua vermelha. — Meu Deus, Inyeop, quanto tempo!
Eu continuei com a cabeça baixa. Aquele assunto doía. Eu não sabia como explicar para ela que eu não falava com eles há anos.
— Provavelmente eles estão bem. — Ergui os olhos. — E os seus pais? Como estão?
sorriu e colocou uma mecha do cabelo negro atrás da orelha.
— Eles estão bem! De férias num resort incrível no Caribe, exatamente agora.
Eu sorri, porque aquilo era exatamente a cara dos pais de . Os dois sempre gostavam de ostentar o dinheiro que a família possuía. Diferente de , que era a pessoa com muito dinheiro e propriedades mais simples que eu já havia conhecido. E claro, havia Monet… mas eu não sabia se deveria tocar no assunto, eu sabia que era delicado.
— E claro, Monet está com eles. Aproveitando a vida…
Vi os olhos de marejarem levemente, enquanto sua garganta subia e descia numa tentativa falha de engolir o choro goela abaixo.
— Eu nem me lembrava da Monet… — Menti enquanto voltava a pegar o cardápio.
A risada de invadiu meus ouvidos, me fazendo sorrir sem mostrar os dentes.
As duas nunca se deram bem, mesmo sendo gêmeas bivitelinas. Uma já nasceu “odiando” a outra, e os pais de sempre preferiram Monet, que é considerada “a gêmea boa” da família.
E eu sempre odiei isso. Sempre odiei a forma como os pais de diferenciavam as duas em tudo, eu sempre compartilhei a apatia de pela irmã. Não tinha como gostar de Monet… eu nem sabia como ela conseguia ser tão popular na escola.
Enquanto eu e éramos praticamente invisíveis.
— Ah eu aposto que você se lembrou sim! Só ficou sem graça de me perguntar. Mas tá tudo bem Inyeop. Nunca existiram segredos entre nós dois, não é?
Eu engoli seco e apertei o cardápio entre as mãos.
Não é?
Continua…
Nota da autora
Oi chuchus! Eu sei! Prometi que o capítulo 2 seria maior né? Mas eu precisei que ele fosse exatamente desse tamanico... espero que gostem <3
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