de pôs-se em seu quarto começando a refletir. Não lembrava bem daquela época, porque estava ali e casada e o que fazia ali. Queria entender o que estava acontecendo, mas não entendia...
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Enquanto isso, algumas crianças brincavam nas praças das cidades desconhecidas com seus brinquedos.
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— ...O que eu faço agora — murmurou para si mesma — Estou agora casada com um homem que não conheço e para piorar, ele é até que tem sua graça, mas o que raios estou fazendo aqui.
Ao mesmo tempo, Manuel I de Portugal resolvia assuntos do reino... Mudanças começavam a ser estabelecidas, mas apenas o destino poderia moldar o que aconteceria a seguir... Como as coisas se reinventariam ou se seriam da mesma forma que já foram um dia... O destino as vezes poderia ser imutável. Ou não...
Eis um panorama. Gera estava dentro do ônibus. Mais à frente, havia um grupo de adolescentes conversando e rindo entre si. Alguns eram bonitos, outros nem tanto. Mas as vozes dos garotos eram fortes e potentes.
— ...Aquele garoto é um mico. Não passa de um gay.
— ...Você viu o escândalo que ele fez com a mãe. Só porque riram dele. Ele é baitola.
— ...Ele quer você, você sabe, não é — disse outro rindo.
— Eu vou usar ele como eu quiser. Ele sempre se rasteja de volta. Qualquer coisa eu finjo que gosto dele — ele ri — Você vê como ele se exibe na internet — perguntou.
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DIAS ANTES...
O som era de muitas pessoas. Por onde Gera passasse as pessoas o olhavam. Eles riam dele, ou zombavam dele. O amor que ele nutria pelo pai, um amor tão intrínseco, era tido como uma zombaria. Ao longe, sons de pessoas sendo injustas eram ouvidos e de repente... TSUN!
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de acordou após um sonho. Mais um sonho. Como no dia anterior, sonhara que aquelas pessoas de sua realidade estavam ali novamente para machucá-la. Para dizerem coisas que não são totalmente verdade. Para humilhá-la. Uma raiva súbita se retrai nela. Pode-se sentir que ela guarda anos de raiva reprimida por tudo que sofreu. Mas agora, ela poderia liberar toda essa irritação. Agora ela era rainha de Portugal e finalmente podia fazer tudo que quisesse. Decidiu ignorar o marido Manuel, como estava fazendo desde o dia anterior.
O desprezo que ela mesma sofreu, agora estava dando ao marido. Isso e também porque estava achando difícil a se costumar a vida na corte portuguesa. Mas ali estava ela, agora caminhando pelo palácio. Pôde sentir um frio na barriga, como se estivesse fazendo algo novo. Passou por guardas, nobres que faziam mesuras a ela. Por fim, chegou aos jardins, onde estava sendo realizado um jogo de justas. Ambos os times jogavam bem. Ela ficou ali assistindo.
O rei Manuel I enquanto isso, estava na sala do reino, resolvendo assuntos do reino. Alguns nobres a observavam ver o jogo de justas com fascínio. Nunca viram uma rainha demonstrar tanto interesse por esportes, nem mesmo torcer como ela torcia. O jogo de justas continha vários cavaleiros, que tinham armaduras e tinham um bom combate. Cada destreza, cada avidez. Cada passo frio e calculista e a rainha de admirava isso.
— Muito bem — disse ela friamente, mas satisfeita.
— Que bom que gostou, Vossa Majestade — disse um deles com um sorriso.
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A tarde, quando o campeonato de justas havia acabado após um grande torneio, o rei Manuel I vendo que a esposa, não estava no palácio, decidiu ir até os jardins vendo ela se admirar com o jogo de justas. Sorriu e então se aproximou:
— Não sabia que gostava de esportes minha rainha — respondeu ele.
— Desse eu gosto. Os jogadores são frios e calculistas, um reino precisa de gente assim.
—...Tens uma boa mente — elogiou Manuel I
— Eu tenho que ir — diz vendo que o marido se aproximava demais.
— Porque está me evitando — perguntou Manuel.
— Não estou evitando, eu só preciso focar nos meus estudos. As justas foram boas, mas eu ainda preciso me dedicar aos estudos religiosos. — explica .
— Tudo bem, vá — concordou Manuel de contragosto.
se dirigiu a dentro do palácio, sentindo-se pela primeira vez em muito tempo, viva... Uma sensação de liberdade. E assim começa a sua história...
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Enquanto isso, ainda em Portugal, Adrella brincava com os irmãos, sonhando com um bom futuro...