Revisada por: Lightyear 💫
Última Atualização: 26/03/2026Mais um dia ridículo, porque ele estava indo naquela instituição social mesmo. Desde que o pai morreu, começou a frequentar uma instituição social. Ele não sabia por que frequentava aquele lugar. Mas ainda assim frequentava. Era um lugar do qual ele não se sentia bem. As pessoas de lá eram… estranhas. Ele não entendia como as pessoas podiam se divertir ali. Mas ali estava ele. Tentando ir mais uma vez. Viu o jovem rindo com os amigos, dizendo “Depois que eu conquistar ele, eu quebro ele." e fez um sinal de mãos batendo. Aquilo já era comum para o jovem , que estava acostumado com as pessoas tentando machucá-lo. Mas naquele dia em especial, era ruim. Pois seu pai estava morto. Decidiu ficar ali na reunião mesmo assim. Conforme as horas se passavam, ele percebeu que não era tão ruim. Ele conversava e tinha uma forma de falar alegre e divertida e tinha uma boa risada, de alguma forma isso o admirava. era jovem, vestia roupas azuis, era bonito e jovem. Ele não devia ter nem 24 anos ainda. Ele reparou em como o jovem não somente era bonito, como também tinha um lado humorístico. Mas ele nunca admitiria isso. A reunião continuou e percebeu que as pessoas daquele lugar, cada uma tinha uma motivação. A motivação deles para ele era incerta, mas ao menos eles não eram iguais àquela pessoa... Ele se lembrava de tudo que já fez por aquela pessoa para a pessoa acabar desapontando-o, dizendo que ele era insuportável e ninguém mais o aguentava. A frase daquela mulher que ele tentou ajudar era como aço na cabeça de . Ele não tolerava o que estava sendo feito. Ele preferia estar ali simplesmente pela força das palavras daquela mulher. As palavras daquela mulher eram como fel em sua alma. Ele decidiu permanecer ali com aquele grupo. Em meio ao jeito provocativo de , aguentou firme naquele lugar, tudo por causa da mulher que lhe criticara. , vendo que não tinha efeito nenhum sobre , decidira passar a ser mais gentil com ele, dizendo “bom dia”, por exemplo. Naquele dia, chegou em casa, cansado. Ouviu as reclamações da mãe sobre seu tio e os problemas com as filhas de seu tio. começou a assistir ao Teleton do SBT. Naquele ano, o Teleton arrecadaria 35 milhões de reais. Muitas pessoas doavam, enquanto outras pareciam indiferentes. Mas naquele ano, após a morte de Silvio Santos, as pessoas começaram a doar. Ainda estava com 5 milhões. Ainda faltava muito para chegar aos 35 milhões. Mas a esperança ficava. assistia a tudo, observando como as pessoas se ajudavam, enquanto doavam, enquanto ele não podia doar. Ele tentara doar, mas a mãe não deixava. Mas ele via tudo encantado. Era lindo como as pessoas colaboravam uma com a outra.
— Mãe, você devia doar, é importante para as crianças da AACD Teleton — diz para a mãe.
— Eu sei, — diz Maria. — Mas não temos dinheiro no momento. Precisamos ser realistas.
assentiu, voltando a prestar atenção no programa.
Enquanto isso, estava em sua casa. A mãe e o pai ainda dormiam. Ele pensava nas atividades que teria na instituição semana que vem. Se bem que ouvira falar que a instituição estava de férias. Ele começou a conversar com alguns de seus irmãos.
Enquanto isso, Lucia, em seus últimos momentos de vida, olhava para tudo à sua volta. Ela olhou para os filhos Madalena e Rodriguez e a neta ainda bebê, e sabia que seu momento havia chegado. Ela se lembrou das coisas boas que fez, mas também das ruins. Ela sentia-se limpa pelo que passara e fizera, mas ainda assim o passado a fazia lembrar de como ela dizia algumas coisas que não deveria dizer. Madalena e Rodriguez viam o estado da mãe, mas algo no coração de Madalena dizia: “Sua mãe vai recomeçar”. E assim, Lucia partia para o mundo dos mortos.
Ela chorou
Por muitas noites
Ela chorou
Sozinha
Ela tentou
Ela gritou
Ela contou
Tua vida
Ela falou
De uma garota
Ela sorriu
Como nunca
Sua mãe falou
Que se assustou
Enquanto isso, no Teleton havia algumas músicas. Músicas estas que só animavam o lugar. E assim, mais doações chegavam. E assim, a cortina do tempo começava a mudar… As cortinas rosas azuladas mudavam a cortina do tempo. Foi visto um dragão. Ele parecia um filhote, mas dócil. O dragão gerou sete crias, mas na sétima algo aconteceu. Enquanto isso, começava a planejar como se aproximaria de . não sabia, mas havia feito uma aposta de que conquistaria para depois lhe mostrar como é se sentir mal, pela forma que ele pensava sobre a instituição. Ele começou a planejar.
Rodriguez estava pensativo. A morte da mãe o fez pensar. Será que ele estava seguindo o caminho certo ou deveria se voltar mais a Deus? Madalena se perguntava o mesmo. Será que deveria buscar mais a Deus nos cultos que ela fazia? Se sim, ela que já buscou antes não estava buscando certo, será? Ela sabia que era uma jovem de fé. Então, o que acontecia para que a mãe tivesse morrido? Ela começou a orar pensativa: “Senhor, se o que busco for certo, por favor, cuide de minha mãe onde quer que ela esteja.”
De repente, Madalena sentiu uma brisa suave sobre ela.
Juliana estava em sua casa, pensando na vida. Seu casamento com Johen estava muito bem, obrigado. Eles tinham um casamento feliz, mas ainda não tinham filhos. Ela assistia ao Teleton, se comovendo com as situações dali. Mas, ao mesmo tempo, ela se perguntava se faltava algo para sua família melhorar.
— Precisa ver seu tio — diz Maria ao filho . — Seu tio liga para conversar comigo, a esposa está dando trabalho.
decidiu dar uma volta naquele sábado. Foi passear com uma de suas amigas. Os dois estavam andando juntos pelo parque, fazendo uma caminhada…
Enquanto isso, Felipe Somma, o cantor renomado por suas ótimas músicas, esperava que as pessoas ouvissem suas músicas, mal sabia ele que tinha um admirador secreto...
Enquanto isso, uma jovem chamada Jade estava com seu marido Francisco, sem ter noção de que a vida de todos que estavam entrelaçados na história seria moldados...
6 Anos Depois...
2033, BRASIL
— As crianças já estão prontas para a escola — pergunta ao marido em tom frio. Não era segredo para ninguém que ambos haviam se casado por aposta… Agora ali estava no casamento com , sendo frio, pois não era com ele que queria se casar. Todavia, eles tinham sete filhas juntos, claro que de forma adotiva. As sete crianças estavam se arrumando para a escola. A mais velha ria de como a mais nova, , estava vestida como maltrapilha, enquanto o segundo puxava o cabelo da mais nova com as mãos, rindo dela. A mais nova, , sentia-se triste, mas ainda assim resignada. Pelo menos iria para a escola. Talvez lá fosse diferente. Ela ajeitou seu uniforme e se preparou para a escola. Ela percebeu o olhar distante do pai e depois o olhar frio e cortante do outro pai, . claramente não aprovava a falta de beleza da filha.
— Vão crianças, o pai de vocês vai levá-las — diz .
— Vamos meus filhos e… — ele diz com olhar frio para a mais nova que lhe lembrava o próprio antes.
Esta é a história do Patinho Feio. Ele era .
Mas o que não imaginava era que um novo amigo estava surgindo para ela. Um amigo tão ou até mais esquisito que ela. Um amigo que a acompanharia em sua jornada. Esse garoto sabia o que era ser visto como feio.
Mas, enquanto ele não chegava, ela tinha que aguentar a escola. E ela sabia que não seria fácil. As crianças riam da coitada, e ela tentava se adaptar, mas era difícil.
— Vamos, crianças, hoje vocês vão aprender sobre alfabetização. Vamos começar a estudar as letras do alfabeto. , você poderia dizer o nome de uma vogal? — pediu a professora.
— Claro, professora... — disse ela, começando a falar.
Entretanto, alguns alunos, que a olhavam com curiosidade, diziam: “? Que nome é esse?” “Coitada dessa menina por ter um nome desses.”
sentia-se triste com o que ouvia.
Mas calma, ... alguém estava chegando para mudar sua vida. Podia não ser do jeito que você esperava, mas sim, alguém viria. Mas, antes disso, você teria que enfrentar muitas situações difíceis.
Jade e Francisco estavam assistindo a mais um filme na TV. Desta vez, um desenho animado. Era um filme exibido antes do programa Bom Dia & Cia, do SBT. O casal estava feliz, pois já tinham seu pequeno filho, Kaique. Kaique era um presente de Deus em suas vidas.
Tudo Aquilo Que Eu Já Quis
Felipe Somma
É, eu fiz, tudo aquilo que eu já quis
Sem controle, eu tô feliz
Vou bebendo pra curtir, viver
É, eu fiz, tudo aquilo que eu já quis
Vou subindo até cair
Só correndo pra curtir, viver
(Pra curtir, viver)
Faz, tanto tempo que eu tô assim
Mas eu juro que eu tô feliz
Traz, mais uma noite só, dessa aí
Hoje eu quero vim só pra curtir
São tantas coisas, tantos motivos
Que hoje eu só quero esquecer
São tantas histórias, tantos problemas
É hoje que eu vou me perder
É, eu fiz, tudo aquilo que eu já quis
Sem controle, eu tô feliz
Vou bebendo pra curtir, viver
É, eu fiz, tudo aquilo que eu já quis
Vou subindo até cair
Só correndo pra curtir, viver
(Pra curtir, viver)
Pra curtir, pra viver
Hoje a noite eu vou fazer
Tudo aquilo que eu já quis
Quero ser feliz
(Me deixa, me deixa)
São tantas coisas, tantos motivos
Que hoje eu só quero esquecer
São tantas histórias, tantos problemas
É hoje que eu vou me perder
É, eu fiz, tudo aquilo que eu já quis
Sem controle, eu tô feliz
Vou bebendo pra curtir, viver
É, eu fiz, tudo aquilo que eu já quis
Vou subindo até cair
Só correndo pra curtir, viver
(Pra curtir, viver)
É, eu fiz, tudo aquilo que eu já quis
Sem controle, eu tô feliz
Vou bebendo pra curtir, viver
É, eu fiz, tudo aquilo que eu já quis
Vou subindo até cair
Só correndo pra curtir, viver
(Pra curtir, viver)
Felipe Somma estava em seu estúdio, gravando um vídeo e pensando em uma boa música, quando recebeu a notificação de que suas músicas estavam sendo ouvidas. Um sorriso brotou em seus lábios.
Enquanto isso, Madalena se perguntava por que as coisas eram como eram. Por que perdera sua mãe cedo demais. Tanto ela quanto seu irmão tentavam entender a perda.
estava no pátio, vendo as outras crianças brincando. Algo naquilo a deixava triste, pois ela se via como um patinho feio. Não tinha amigos, não tinha ninguém com quem conversar. Estava tentando se adaptar à escola, mas era difícil.
Ela nem percebeu quando esbarrou em um garoto de cabelos negros, alto e um pouco mais velho que ela, que segurava seu lanche escolar.
— Desculpe, eu não te vi — disse o garoto, ao perceber que havia colidido com .
Ele parecia tímido e inseguro, como se tivesse algo que conseguia sentir bem. Havia uma timidez nele, e até um ar estranho.
— Tudo bem — disse , com docilidade.
O garoto ficou ali parado, um pouco perto da secretaria, que era onde costumava ficar. Ele comeu seu lanche até o horário do recreio acabar. Depois, seguiu para sua aula, que não era a mesma de .
, por sua vez, decidiu seguir para sua própria sala, entendendo que precisava seguir seu destino.
Desculpa interromper
Eu não sou bom com essas coisas
De se envolver
Nunca fui bom com as pessoas
Sempre me disseram que o mundo é assim
Eu não entendo nada, mas tô aqui
Falam, falam, falam e falam de mim
Todo mundo diz que esse é meu fim
É que eu vim errado
Não sei demonstrar, eu tô cansado
De não saber falar
Então eu, eu, eu não sei lidar com essa sensação
De não saber explicar meu coração
Então eu, eu, eu só quero achar aqui uma palavra
Pra tentar explicar minha confusão
Desculpa interromper
Eu odeio essas coisas
De se envolver
Nunca fui bom com as pessoas
Sempre me disseram que o mundo é assim
Assim que chegou em casa, o pai, Guijisé, a recebeu. Algo em seu olhar parecia mais brando, como se estivesse quase preocupado com a filha, mas evitou demonstrar.
concluiu que era culpa — por lhe dar um nome desses.
Seguiu para seu quarto, pensando em seu início de ano letivo, que não fora ruim, mas também não fora bom.
Fora aceitável...
