Prólogo
entrou no restaurante procurando o rapaz com quem conversou incansavelmente durante a última semana. Eles haviam combinado de se encontrar naquele lugar às oito da noite, agora eram 8:05. Ela detestava chegar atrasada, mas o trânsito não colaborou dessa vez.
Não demorou muito para ver um homem forte de camiseta branca e um blazer preto se levantar e acenar para ela sorrindo. Ali estava ele.
— Oi Christopher, desculpe o atraso — ela disse o abraçando.
— Imagina, não faz muito tempo que cheguei também. E pode me chamar de Chris. — Seu sorriso era lindo, isso ela não podia negar.
— Que bom então. — Sorriu. — Quer fazer os pedidos já?
— Claro, quando preferir.
Passaram um tempo conversando sobre os pratos do menu até que decidiram fazer os pedidos. Para acompanhamento, o homem pediu um vinho — o que ela achou bem elegante, assim como todo seu comportamento. Parecia ser um cavalheiro.
A conversa entre eles fluía de forma simples e fácil. Essa era a parte favorita de : ela não precisava se esforçar para parecer legal, ele a achava interessante com qualquer coisa que dizia, e o mesmo valia para Chris.
— Você é músico, né? Me conta mais sobre isso — disse apoiando o queixo na mão, demonstrando interesse.
— Sou sim, tenho um grupo com outros meninos. Estamos começando ainda, nada demais. — Ele sorriu dando de ombros.
— Isso é muito legal! Eu amo música, mas infelizmente não levo jeito pra isso — disse fazendo uma careta, o que fez ele rir.
— Qualquer dia te convido pro nosso show, acho que vai gostar.
— Tenho certeza que sim.
Não demorou muito para o jantar ser servido. Christopher que havia escolhido o restaurante, e de fato ele tinha muito bom gosto, a comida estava ótima.
— Você gosta de chocolate? Eles fazem uma mousse incrível aqui, quer pedir? — ele disse assim que terminaram o jantar.
— Não sei se vou aguentar. Eu comi bastante, estou cheia. — Riu.
— Podemos dividir, o que acha?
— É uma ótima ideia. — Sorriu, ele então chamou o garçom e fez o pedido.
— Você disse que se formou em moda a um tempo atrás, já está trabalhando na área? — Foi a vez de Chris perguntar.
— Estou fazendo alguns estágios, mas nada demais. Pretendo um dia conseguir chegar a ser stylist, é o que gosto mesmo de fazer — disse sorrindo.
— Isso é tão legal. Inclusive, você está linda hoje. Queria ter falado quando chegou, mas eu ainda estava meio tímido — disse rindo, suas bochechas ficando levemente vermelhas.
— Não precisa ter vergonha de mim, pode falar o que quiser! — disse segurando a mão do homem, que sorriu e entrelaçou os dedos nos dela. — E você também está muito bonito, o que não é difícil com um rosto desses!
— Para, assim eu vou ficar parecendo um tomate. — Ele riu, colocando a mão livre em frente ao rosto.
— Isso te deixa ainda mais fofo. Você é um combo perigoso, Christopher: um rosto lindo, uma personalidade fofa e um corpão pra ninguém botar defeito. — Seus olhos desceram levemente para o peitoral levemente marcado pela camiseta um pouco mais justa que ele usava.
— Bom saber que pensa assim. — Agora, o sorriso inocente dava lugar para um sorriso ladino um tanto quanto malicioso.
Para a sorte de , a sobremesa chegou, e ele estava certo, era incrível! Dividiram o doce enquanto conversavam e riam sobre coisas aleatórias. Qualquer um que os visse, acharia que se conheciam há muito tempo.
Depois de um tempo conversando, ele pediu para fecharem a conta.
— Vamos dividir, está bem? — ela disse.
— De jeito nenhum! Eu te convidei, faço questão de pagar. Assim você fica me devendo um jantar e podemos nos ver de novo. — Sorriu.
—Você é esperto!
— Claro que sou! Posso te levar até a sua casa?
— Não precisa, não quero incomodar.
— Deixa disso! Eu estou de carro, te levo até lá, vamos. — Ele se levantou e estendeu a mão para ajudá-la a fazer o mesmo.
Na porta do restaurante, um manobrista aguardava com um carro prata que parecia caro demais para um simples músico, mas preferiu não falar sobre isso. Chris abriu a porta para que ela entrasse e então seguiram o caminho que o GPS indicava.
— Coloca alguma das suas músicas para eu ouvir, estou curiosa.
— Infelizmente, vou ficar devendo essa para você. Não tenho nenhuma comigo agora, estamos em processo de produção do álbum ainda, está tudo meio caótico.
— Poxa, queria tanto saber que tipo de música vocês cantam, e se você canta tão bem quanto flerta. — Eles riram.
— Prometo que da próxima vez trago alguma das músicas para você ouvir.
— Olha que eu vou cobrar!
Não demorou muito, eles estavam estacionando em frente ao prédio em que a mulher morava, Chris fez questão de dar a volta e abrir a porta para ela.
— Você é mesmo um cavalheiro, gostei disso. — Sorriu.
— Bom saber que você gosta, tentarei fazer sempre isso. — Retribuiu o sorriso.
— Bom, acho que vou indo. Obrigada pelo jantar, foi uma noite incrível.
— Imagina, obrigado por ter ido. Confesso que fiquei com medo de não aparecer. — Riu.
— E perder a chance com um homão desses? Jamais. — Os dois gargalharam e depois ficaram em silêncio se encarando. — Não vai me dar um beijo de boa noite?
Ele pareceu ter sido pego de surpresa com a pergunta direta.
— Eu posso?
— Não só pode, como deve. — Sorriu mordendo o lábio inferior, provocando o rapaz que agora tinha os olhos fixados naquela área.
— Ótimo então.
Antes que ela pudesse pensar em algo, ele a segurou pela nuca e selou seus lábios. O beijo era lento, mas intenso. entrelaçou os dedos no cabelo do homem, puxando-o mais para perto. Ela agora tinha suas costas encostadas na superfície gelada do carro, com o corpo quente de Chris o prendendo no lugar. O beijo foi ficando cada vez mais intenso, até que lhes faltou ar. Os sorrisos no rosto de ambos indicavam que a opinião era a mesma: o beijo tinha sido bom.
Antes que ele pudesse se afastar, o puxou pelos cabelos, selando seus lábios novamente. O beijo agora era mais feroz e ainda mais intenso, ele a segurava pela cintura, suas mãos grandes e fortes a apertavam como se tentassem impedir, que a qualquer momento, ela pudesse escapar dele.
— Não quer subir? — ela disse sem fôlego, seu rosto ainda bem próximo do dele.
— Eu adoraria, mas preciso trabalhar cedo amanhã. — Sua voz agora estava grave e também falhada pela falta de ar.
— Não precisa passar a noite toda, vamos…
— Eu estou me odiando por recusar esse convite, mas eu realmente preciso ser responsável agora. — Ele fazia careta, o que a fez rir.
— Tudo bem, mais um motivo para você querer me ver logo então. — Ela sorriu e o empurrou de leve, conseguindo assim se afastar um pouco. — Até mais, Christopher. — Ela disse enquanto caminhava de costas para o prédio, de frente para o homem encostado no carro.
– Até mais, ! — Acenou e esperou até que ela sumisse pelo hall de entrada do prédio para ir embora.