Capítulo 1
— Beleza, pessoal, estão liberados — disse a professora. — Próxima aula, quero que todos tenham lido o texto, porque vamos debater. — A essa altura ninguém mais estava prestando atenção nela, metade da turma já tinha saído.
Levantei a cabeça da carteira, acordando de um sono digno de nota, alisei o rosto para tirar as marcas. Enquanto os grupinhos saíam rápido da sala, eu guardava as coisas que foram tiradas da mochila por motivo nenhum, já que a aula foi usada apenas para botar o sono em dia. Olhei pela janela e o sol estava alto e forte, franzi o cenho. Me levantei, coloquei uns óculos de sol, puxei um maço de paiol da mochila, escolhi um e acendi assim que saí da sala. Desci a rampa fumando e sentindo o sol queimar minha pele. Minas não tem mar, mas tem sol de litoral, pensei.
Estava na porta do departamento quando ouvi alguém me chamar:
— Oh, maluca. — Olhei e era . — Você já tem grupo pro trabalho de 431?
— Você tá ficando abusado, hein, moço — falei. — Mas eu vou fazer sozinha esse trampo aí.
— Por quê? — perguntou o intercambista.
— Porque geral juntou grupo e me largaram de fora, e como eu não tô a fim de me humilhar pra entrar em grupo nenhum, vou fazer sozinha.
— Eu tô sem grupo também — ele disse, dando um sorrisinho. — Bora fazer juntos?
— Por mim, beleza, cara — respondi, dando de ombros. — Você já tem ideia de tema?
— Ainda não, mas posso pensar sobre.
— Tranquilo então — falei.
— Vai pra onde agora? — ele perguntou, tirando os óculos de sol da mochila e colocando no rosto.
— Vou na lanchonete da piscina, tô com muita fome — respondi, apontando na direção do lugar.
— Opa! Então vou com você, tô indo pra lá também — ele disse, e eu concordei.
Saímos do departamento e fomos andando em direção à piscina. Eu havia estranhado muito o fato de ter ficado sem grupo. Ele era um dos poucos intercambistas do nosso curso, e o único que não era latino, então chamava mais atenção que os demais. Tirando isso, adiciona-se o fato de ele ser um cara muito bonito: alto, corpo atlético, olhos e cabelos levemente ondulados. Com todos esses fatores ele, rapidamente, se tornou alvo de cobiça de todes do curso, até aquelas pessoas que não se interessam por homens queriam se aproximar dele, nem que fosse só para saber como era ser um intercambista no Brasil.
Eu era o extremo contrário. Primeiro que não era intercambista, então zero fator extra pra mim. Além disso, eu, quando entrei na faculdade, era muito na minha, bem antissocial mesmo, tinha muita dificuldade de fazer amizades e puxar papo com pessoas desconhecidas. Então, por um tempo, conversava apenas com uma menina que havia feito ensino médio comigo. Porém, por ironia do destino, ela trocou de curso e de faculdade, e eu acabei ficando meio isolada. Havia, sim, pessoas com quem eu conversava na nossa sala, mas não eram meu amigos de verdade, apenas “amigos de convivência", digamos assim. Nesse contexto, eu já conhecia , já havíamos conversado algumas vezes, mas nada de muito memorável, mas ele era bem legal comigo.
e eu trocamos algumas dúzias de palavras no trajeto até a piscina, mas nada de relevante. Chegamos lá e, obviamente, a piscina estava lotada, nada mais justo devido ao calor que estava fazendo, porém, minha preocupação naquele momento não era o calor, e sim a minha fome.
Quando entramos na lanchonete, apaguei o cigarro e joguei a bituca fora, parei diante do expositor de salgados e fiquei analisando as opções, queria algo gostoso e pesado! Fiquei em dúvida entre um quibe e uma coxinha, mas por fim, a segunda opção foi a vencedora. Pedi ao atendente o salgado, fui pagar e aproveitei para reabastecer meu estoque de pirulitos.
— Você é um cara bem saudável, hein? — comentei jogando os pirulitos na mochila. havia feito uma escolha bem oposta à minha: um sanduíche natural e um suco de laranja.
— Ah, eu tento. Quero ficar em boa forma pra continuar jogando basquete — respondeu enquanto nos sentávamos em uma das mesas externas do pátio da piscina.
— Basqueteiro — comentei mais pra mim que pra ele. — Os meninos da física que gostam de jogar basquete, nunca vi.
— Verdade — ele respondeu rindo —, eu jogo com eles direto. Muito fominhas. — Eu murmurei algo em concordância, estava com a boca cheia.
— Queria jogar, mas tenho muita pouca prática — falei, limpando a oleosidade da boca. — Capaz de me machucar toda rapidão.
— Uai, se você quiser, eu posso te ajudar.
— Nhe — resmunguei. — Sei lá, a gente vê isso aí — falei dando outra mordida no meu salgado.
— Às vezes, eu esqueço desse seu ânimo todo — ele disse, rolando os olhos e bebendo o suco.
— Ah, cara, esportes não são o meu rolê, sabe? — falei. — Talvez um dia eu anime jogar com você.
— !! — Um cara, Paulo, se aproximou de nós. — Cara, não te achei no final da aula, tem uma vaga no nosso grupo, bora? — O recém chegado apenas me ignorou.
Eu havia sido ignorada propositalmente, e eu sabia disso. Paulo e eu tínhamos um péssimo histórico. Ele, quando éramos calouros, era um dos caras mais desejados do nosso ano, assim como . Paulo era um cara alto, forte, um belo sorriso e uma voz sedutora, mas não fazia nem um pouco o meu tipo — não que eu tivesse um, mas se tivesse, ele não seria parte do grupo —, eu o achava um pouco arrogante.
Então, em um belo dia, estávamos em uma festa da turma e ele pediu para ficar comigo, e eu disse não. Porém, como um belo machista que era, ele achou isso um insulto, pois como a menina mais isolada da sala não ia querer beijar aquele deus grego que ele julgava ser? Impossível! Com isso, ele me xingou de algumas coisas e depois disso passou a me difamar sempre que a situação era propícia para tal. E era esse babaca que era um dos melhores amigos de .
— Ah, cara, eu fui ao banheiro um pouquinho antes da aula acabar, voltei, já tinha todo mundo saído — explicou. — Mas eu tô de dupla com a . — Paulo fez uma caretinha suave, quase imperceptível. — Cabe dois no seu grupo?
— Ih, cara, a gente já tá em 3, faltava só tu pra fechar 4…
— Então nem rola, já tô com ela. — deu de ombros. — No próximo a gente faz, suave?
— Suave! — Paulo sentou junto com a gente e os dois começaram a trocar ideia sobre algum assunto que não era relevante.
Fiquei quietinha na minha, comendo minha coxinha. Quando acabei, pesquei um pirulito de dentro da mochila e coloquei na boca. Virei de costas pra mesa, apoiei os cotovelos no tampo da mesa e joguei a cabeça pra trás, sentindo o sol na pele. A presença de Paulo me incomodava. Peguei meu celular e comecei a mexer no instagram, para passar o tempo. Poucos minutos depois, recebi uma mensagem de uma das meninas que morava comigo:
“, tamo pensando em fazer um rock aqui hj, que cê acha?”
“Sextou, , bora que bora” respondi, animada
“Passa na distribuidora e compra umas bebidas então, depois a gente divide. Laurinha falou que vai arranjar uns paiero com aquela mina da sociais. Aí tá no esquema já”
“Suave, , vou agora. Daqui a pouco chego em casa”
— Oh, , vou ter que ir embora, depois a gente troca ideia do trabalho, tá? — falei, me levantando, agradecida por ter um pretexto para sair dali.
— Uai, mas já? Nem falamos nada ainda!
— É, mas tem tempo ainda pra isso. Preciso resolver umas paradas com as meninas lá de casa, entende? — falei, jogando um pirulito pra ele. — Depois eu te mando mensagem pra combinar tudo, pode ser?
— E eu tenho escolha?
—- Nossa, que coisa hein? Drama…
- Tá de boa, . Vai tranquila — ele disse, sorrindo. — Depois a gente se fala.
Peguei minha mochila e fui embora da lanchonete. Coloquei meus fones de ouvido e fui andando rumo à distribuidora, sem pressa nenhuma. Chegando lá, troquei uma ideia com os meninos que trabalhavam lá, que já eram conhecidos nossos, porque sempre salvavam a gente quando resolvíamos fazer uma festa assim de última hora. Comprei algumas bebidas, uns galões de água, pedi para entregarem e fui pra casa.
Quando cheguei em casa, as meninas estavam sentadas na sala, animadíssimas com a festa.
— ! — me puxou pra sentar com elas. — A deu ideia de chamar o Pedro pra ser DJ, o que você acha?
— Uai, por mim beleza! — respondi, tirando os sapatos e o óculos de sol. — Pedrão manda bem na música — comentei. — Eu comprei lá as bebidas, aproveitei e comprei água porque a nossa já tá no fim. Daí mês que vem vocês compram, pode ser?
— Pode! — disse. — Era minha vez, aí a gente troca. — Concordei com a cabeça.
— Quem vocês vão chamar? — perguntei, deitando no colo da . — Porque eu não tenho nem ideia. Ainda mais em cima da hora assim.
— Vou chamar as meninas do futsal e umas amigas do meu curso — disse.
— Vai chamar seu namorado não? — perguntei, levantando a sobrancelha. Os dois tinham uma relação... complicada.
— Ah, tô pensando sobre — disse ela, debochada.
— Ó, isso vai dar ruim, amiga, presta atenção… — alertou. — Eu vou chamar meus amigos também.
— Em resumo, vamos todas chamar os amigues — disse, levantando pra pegar um pacote de biscoito. — Cobrar 5 reais só pra cobrir os custos e bora.
— Eu vou chamar ninguém não — falei. — Tô bolada com a galera, me largaram sem grupo outra vez. — Emburrei a cara.
— Esse povo só vacila com você, hein?! — disse, passando a mão no meu cabelo. — Coisa mais chata!
— Eu nem ligo mais, eles que se lasquem — falei, dando de ombros. — Bem que vocês podiam trocar de curso… — Pensei alto.
Nós morávamos juntas desde o nosso ano de calouras. e faziam bioquímica e a fazia educação física, eu fazia arquitetura. era aquele tipo de pessoa que era impossível não amar, super alto astral, sempre tinha algum conselho bom pra dar, e sempre tava on pra beber depois da aula! , para os íntimos, era uma pessoa controversa, com ela era 8 ou 80, ame-a ou deixe-a, mas eu amava. era a mais distraída de todas nós, sempre esquecia de algo, perdia aula porque dormia demais, esquecia dia de prova e tudo mais, mas ela era uma amiga de ouro, sempre ali pra dar um carinho. Nós quatro fizemos amizade muito rápido e, sempre que dava, estávamos juntas. Elas eram meu refúgio.
— , me empresta aquele seu vestido de renda hoje? — perguntou. — Tô querendo dar uma causada.
— Empresto, amiga — disse, rindo. — Pode pegar lá no meu armário, mas devolve ele inteiro, viu? Sem selvageria!
— Até parece! — Ela fez uma cara afetada. — Sou uma anja! — completou, se levantou e foi pro meu quarto.
— Mas, hein, cê precisa se afastar dessa galera aí, . Povo mais tóxico — disse. — Eles sempre te largam de fora das coisas.
— Se eu me afastar, vou ficar isolada! — falei. — Não que eu vá me humilhar por eles, mas são os únicos que conversam comigo todo dia, acho que seria pior se ficasse sozinha sempre.
— Mas de que adianta eles ficarem com você só quando é conveniente pra eles, e quando você precisa, eles somem? — ela completou.
— Ah, , eu já sei como eles são, tô acostumada.
— Não devia! A gente não pode se acostumar a ser mal tratada! Toma rumo! — E deu um tapinha na minha testa me fazendo rir.
— Pode deixar — respondi. — Agora eu vou tomar um banho e me arrumar, tem muita coisa pra fazer hoje ainda! — Levantei do colo dela e fui me banhar.
Entrei debaixo do chuveiro e deixei a água quente me relaxar um pouco. Fiquei pensando sobre o que a tinha dito e sobre como ela estava certa, mas eu também tinha minha parcela de razão. Fiquei mórbida pensando na rejeição e afastei os pensamentos da minha mente, foquei na festa que iríamos dar e comecei a me animar. Depois de lavar meu corpo e meu cabelo, saí revigorada do chuveiro. Me sequei, coloquei uma roupa velhinha, penteei o cabelo e saí do banheiro.
As meninas já tinham começado a faxina. Ajudei a a tirar o “sofá” -- leia-se colchão e pallets — da sala e colocar no meu quarto. Depois começamos a fazer o gummy com aqueles ingredientes de qualidade duvidosa, mas ficou do jeito que a gente gostava, docinho e mortal. Lá pelas tantas, a moça do cigarro passou em casa e deixou a encomenda. Pedrão chegou logo depois e começou a preparar os seus apetrechos sonoros na mesa de jantar. e eu fizemos uma espécie de caipirinha de larga escala e posicionamos junto com os outros galões de gummy. Tudo pronto pra festa, fomos nos arrumar.
Fiquei conversando com Pedrão um tempo, para fazer sala e não largar ele sozinho lá, até as meninas terminarem de arrumar. Então fui para o quarto dar um jeito na aparência. Coloquei um short jeans, um top faixa branco, um kimono colorido e um chinelo. Sentei na escrivaninha pra fazer uma maquiagem básica quando vi que tinha uma ligação perdida no meu celular. Era do . Liguei de volta:
— Alô?
— Oi, é a — falei. — Por que me ligou? Aconteceu alguma coisa? — perguntei.
— Não, eu só queria discutir sobre o trabalho — falou do outro lado da linha.
— Você precisa perder essa mania de ligar pras pessoas — falei, colocando a ligação no viva-voz pra poder me maquiar. — Não é muito comum fazer isso aqui no Brasil.
— Eu sei. Uma hora eu acostumo. — Deu uma risadinha. — Mas, e aí, aproveitando que já estamos conversando, o que você tá pensando?
— Sei lá, pensei em fazer daquele capítulo de Habitações sociais nos anos pós monarquia — respondi enquanto passava a base no rosto. — Mas não sei se dá pano pra manga.
— Manga? O que tem a ver manga? — perguntou, confuso, e eu ri.
— É uma expressão, cara.
— Ah, entendi! Mas eu gostei do tema — animou-se. — Quer vir aqui amanhã de manhã começar?
— Sem condições — cortei. — Inclusive, vamos dar uma festinha aqui em casa hoje, se quiser, pode vir. 5 dinheirinhos só — convidei.
— Gostei da ideia, hein! Que horas começa? — perguntou.
— Ah, umas 21h, por aí — falei, terminando meu contorno. — Você sabe onde eu moro?
— Sei não.
— Te mando a localização por Whatsapp então, qualquer coisa me manda mensagem.
— Prometo que não vou ligar — brincou e eu ri. — Mais tarde eu apareço aí então! Até!
— Até. — Desliguei a ligação.
Terminei minha maquiagem, passei um perfuminho e fui para a sala encontrar o pessoal. me xingou por estar de chinelo, mas eu argumentei que eu estava dentro da minha própria casa e não ia calçar tênis (vocês não concordam comigo?), por fim ela se deu por vencida e parou de encher a paciência. Pedrão colocou um pancadão para tocar e dar uma animada nas anfitriãs. Ficamos ali dançando e conversando por um tempo até a galera começar a chegar.
A sala foi enchendo aos poucos. Estava dançando do lado do Pedrão quando meu celular vibrou.
“Tô na porta”, era
“Fala pra que eu que te chamei”, respondi.
“Okay”
Continuei dançando e bebendo até ele aparecer. Podia ter sido de boa, até que eu vejo o Paulo chegando junto com ele. Revirei os olhos. Revistei o local com os olhos até achar a .
Estava indo na direção dela quando segurou meu braço:
— Oi! Casa legal, hein? — falou, sorrindo.
— Obrigada — falei, meio seca. — As bebidas estão ao lado da porta. Sinta-se a vontade. — Apontei e saí pra falar com a .
— Chamou o intercambista, foi? — Ela já lançou a pergunta antes de eu falar qualquer coisa.
— Chamei, mas aquela bosta do Paulo veio junto. Não quero ele aqui — reclamei.
— Pede pro Pedrão pra tirar ele, uai — ela falou como se não fosse nada. — Fala que vai reembolsar todos os 5 reais dele, mas que ele não foi convidado, portanto, não vai poder ficar. — E continuou dançando tranquilamente. Não era só comigo que Paulo tinha problemas, era com a casa toda.
E como ela sugeriu, eu fiz. Fui e cochichei no ouvido do DJ o que estava rolando e pedi para que ele tirasse o cara do rolê. Ele concordou sem nem pestanejar, porque também não gostava do Paulo, e foi para perto do cara. Fiquei lá na mesa olhando a situação, com medo de dar escândalo, mas ele tinha colocado a música bem alta pra evitar isso. Era um DJ preparado, digamos. Consegui ver tentando argumentar, mas Pedrão foi incisivo e não voltou atrás. Por fim, ele escoltou o Paulo até a porta, explicou pra a situação, ela devolveu o dinheiro dele e fechou ele pra fora.
estava meio em choque, parado no meio da sala com uma cara de taxo. Pedrão voltou para onde eu estava e falou “Tudo certo, babaca expulso com sucesso”, eu ri e agradeci. Fiquei ali, dançando com ele por um tempinho, depois fui pegar uma bebida, pois meu copo havia esvaziado. Estava enchendo a caneca quando veio falar comigo.
— Por que expulsaram o cara assim? — questionou, meio bravo.
— Ninguém aqui de casa gosta dele, não era pra você ter chamado ele — falei, colocando gelo na bebida. — Convidado não tem convidado.
— Eu não sabia, qual é o problema com ele? Digo, o que rolou pra vocês não gostarem dele? — perguntou, enchendo o próprio copo.
— Tirando o fato de ele ser um completo babaca com todas as meninas que ele conhece, ele adora falar mal de mim pelas minhas costas. — Dei um gole no álcool. — Já brigou com o Pedro por conta de nada, e coisas do gênero.
— Não sabia disso — ele disse, espantado. — Ele nunca falou mal de você pra mim…
— Pra você né, anjo — falei, rolando os olhos. — Mas é basicamente isto a história.
— Desculpa pelo problema, eu não sabia — falou.
— Tá tranquilo, não foi 100% sua culpa. Só 90% — brinquei, e ele riu. — Vou te apresentar pras meninas, vem comigo. — Peguei ele pelo braço e fui apresentá-lo pras minhas amigas.
Apresentei ele pra elas, e pouco tempo depois, ele se enturmou com todo mundo e se soltou. Conversamos bastante na festa, dançamos e bebemos bastante. No final das contas, ele não deu conta de acompanhar o nosso pique e passou mal, colocamos ele no “sofá” no meu quarto, e continuamos na festa.
Quando todo mundo tinha ido embora, juntamos o lixo bem mais ou menos, trancamos tudo e fomos para nossos respectivos quartos. Quando entrei no meu, estava completamente desacordado, perda total. Coloquei um lençol por cima dele pra proteger dos pernilongos, catei meu pijama, fui ao banheiro me trocar e lavar o reboco da cara, voltei pro quarto, deitei na minha cama e apaguei.