Codificada por Lua ☾
Última Atualização: 21/06/26
adorava e odiava o dia do seu aniversário, dia primeiro de setembro.
Adorava porque, antes de tudo, era 01/09. Dois números que tinham propriedades mágicas interessantíssimas na Aritmancia, sua disciplina favorita.
Também adorava receber o carinho de todos os seus amigos. Levava muito a sério cada desejo de um aniversário feliz e ficava genuinamente feliz a cada parabéns.
Mas odiava que era sempre o dia de ir para Hogwarts, o que significava que teria que passar a maior parte de seu dia presa em um trem. De novo.
Já na estação King’s Cross, carregando seu carrinho com o malão, algumas bolsas extras e Sol, sua coelhinha marrom, Els procurava sua irmã: era óbvio que ela decidira ir na frente, e a mais nova se indagava que tipo de surpresa ela já estava planejando, porque era isso que a irmã fazia.
Parou de frente a parede entre as estações 9 e 10. Em seu sexto ano, já deveria estar acostumada com a passagem, mas era sempre tão estranho! Respirou fundo e fechou os olhos instintivamente na hora da colisão que nunca acontecia.
Abriu os olhos quando escutou o apito do trem, indicando que já estava na plataforma 9(3)/(4). Pronto, agora sim encontraria sua irmã.
— Vallance! Feliz aniversário!
— Parabéns, Vallance!
— Tudo de bom, !
A cada canto que passava, a garota sorria e agradecia cada desejo de parabéns: primeiro dos colegas do time de Quadribol da Corvinal, depois das amigas de quarto. Na vez dos colegas de coral, eles fizeram uma grande harmonia para cantar a música “Parabéns pra Você”.
não podia negar: era uma garota popular com muitas amizades, e ela nem ao menos se esforçava. Achava que tinha sorte por, por alguma razão desconhecida, as pessoas serem tão gentis e simpáticas com ela.
O trajeto até o trem, que normalmente duraria 1 minuto, acabou tomando 20. Finalmente dentro da locomotiva, começou a ir de cabine em cabine (recebendo alguns parabéns quando abria a cabine errada) até enfim abrir a cabine certa.
E ser recebida com uma explosão de confetes.
— Parabéns pra vocêêêê, nessa data queridaaaaa!
No centro da cabine, , sua irmã, e a melhor amiga de ambas, , estavam sorridentes segurando um bolo colorido obviamente feito pela segunda. Os confetes ainda voavam, fazendo com que Estela, a gatinha de , tentasse pegá-los, quase caindo em cima do bolo, mas ninguém percebeu.
O sorriso no rosto de fazia toda a sua musculatura doer.
— Gente! Eu amei, amei, amei!
— Foi ideia da sua irmã, claro.
— Mas eu iria queimar a casa antes de conseguir fazer um bolo bom assim, então esse mérito é da , claro. Lê, Els!
se inclinou para olhar o bolo bem de perto. “Dancing queen, only 17” estava escrito em dourado no centro, fazendo alusão à banda trouxa favorita da mais nova e seu hit mais recente.
— Ah, obrigada, obrigada, obrigada!
— Agora você é oficialmente maior de idade e vai poder aparatar.
— Credo, Lu, você sabe que aparatar me deixa enjoada. Não, vou continuar preferindo vassouras.
— Como quiser! — A mais velha deu de ombros.
se jogou no assento ao lado de , soltando Sol, que começou a cheirar Golden, o crupe da amiga. Estela miou, tentando ainda alcançar o bolo, mas as meninas nem ao menos deram atenção, focadas em algo muito mais importante.
Com um gesto rápido da varinha, repartiu o bolo em vários pedaços, entregando um para cada uma e guardando o resto dentro do que antes era uma bandeja, e agora se transfigurara em um pote.
— À nossa glicose! — brindaram as três em uníssono enquanto batiam seus garfos no centro.
Os pedaços não duraram muito, e logo estavam repetindo. A locomotiva logo começou a se mexer, deixando alguns familiares para trás na estação enquanto os alunos seguiam para mais um ano mágico em Hogwarts. estava indo para seu sexto ano, enquanto e sua irmã já estavam em seu último. Não gostava nem de imaginar o que seria sua vida ano que vem sem aquelas que ela considerava suas almas gêmeas.
— Acho que devíamos ter um baile de formatura temático, tipo, noite dourada — defendeu .
— Não! Estou traumatizada! — começou a sacudir a cabeça desesperadamente. — Lembram-se da festa temática de Halloween ano passado?
— Onde só nós três aparecemos fantasiadas? Impossível esquecer — murmurou . — Mas é a formatura. Eles não ousariam não comparecer no tema, né?
— É o nosso sétimo ano. Eu não duvido de nada. — Lu sacudiu a cabeça.
— Então podíamos lutar pelo menos por uma boa banda. Usar o orçamento para isso, até porque de resto, convenhamos, a magia resolve em grande parte.
— O mínimo que a gente merece é música boa, e eu me recuso a deixar os sonserinos escolherem quem canta, eles têm tudo mau gosto.
Elas continuaram discutindo, até que o balançar do trem deixou sonolenta. A garota fechou os olhos, sendo embalada pelos risinhos de Lu e conversando sobre seus planos de irem juntas na formatura.
Os pensamentos começaram a perder um sentido lógico, e tudo começou a ficar mais leve e etéreo conforme ela adormecia, imagens criando o princípio de um sonho bom…
Até a porta da cabine ser escancarada, fazendo com que pulasse de susto, e Sol pulasse para seu colo, assustada também.
No batente da porta, um sorridente Sirius Black encarava a garota.
— Ouvi dizer que temos uma aniversariante a bordo, cavalheiros!
E, sem nenhum convite, entrou na cabine, acompanhado de seus irmãos siameses, James Potter e Remus Lupin.
revirou os olhos, cruzando os braços em seguida.
— Sirius, ninguém te convidou.
— Qual foi, você não espera que eu veja você carregando um bolo delicioso pelo trem e não venha pedir nem ao menos um pedaço.
— Não é seu — replicou ela.
— Mas eu sou seu irmão! Sangue do seu sangue!
— E você sabe bem que isso não importa muito pra gente.
Um encarou o outro, Sirius com seus olhos pidões, com os braços cruzados. Era engraçado como os dois eram tão parecidos e diferentes ao mesmo tempo. Os dois dividiam o cabelo cacheado escuro (por mais que os cachos de Sirius fossem um pouco mais abertos) e os olhos castanhos cheios de vida. Mas tinha a pele mais escura, mais parecida com sua prima Andrômeda, enquanto Sirius era mais pálido como a mãe, isso sem contar os mais de 20 centímetros de diferença de altura entre os dois. Talvez não fossem tão parecidos a princípio, e vivessem brigando, mas era só as pessoas tentarem fazer qualquer mal para o outro… eram tão ferozmente protetores que eram nesses momentos que enfim podia-se acreditar que eram gêmeos.
Deixando Sirius e discutindo atrás de si, James foi na direção de , ajoelhando-se no chão.
— Ó, tenha piedade de três adolescentes famintos com baixa de açúcar que só desejam o melhor nesse seu lindo dia!
— Aliás, parabéns — completou Remus, com um sorriso.
— É, parabéns e tals, mas por favor nos alimente! — exclamou Potter, as mãos erguidas para o alto.
— Por Merlin, eu já ia dividir o bolo! Andem, sentem logo antes que vocês me deixem tonta. Aí, vocês vão ganhar bolo, mas o que vai vir lá do meu estômago — retrucou .
— Obrigado! — disse Remus, sorridente, conforme os três se sentavam e as olhavam como três crianças na manhã de Natal.
Els revirou os olhos, sorrindo com a cena, conforme pegava os pedaços com a irmã. , por mais que gostasse dos garotos, sempre achava sua presença um pouco demais, então acabou se afundando em uma leitura enquanto e distribuíam os desejados pedaços.
— Ah, é de maracujá! Você fez o meu preferido!
— Não, ela fez o meu preferido — corrigiu , com um sorriso levemente arrogante para Black.
— Então você tem bom gosto. — Ele piscou, aquela piscada carregada de charme que lançava para qualquer ser que se movia. Ela revirou os olhos, mas não conseguiu conter o sorriso, preferindo ficar quieta.
— Quantos anos está fazendo, ? 16? — Remus perguntou.
— 17 — corrigiu, abrindo um sorriso. — Lu é um pouco menos de um ano mais velha que eu. Temos alguns poucos dias para dividir a mesma idade.
— É mesmo? — perguntou Lupin, lançando um olhar para a outra Vallance. , no entanto, se contentou em sorrir, assentir e voltar para sua leitura.
— Então você já está na maioridade! — exclamou James, com a boca cheia de bolo. — Devemos comemorar!
— Está pensando o que eu estou pensando? — Sirius sorriu para o amigo.
— Noite de karaokê no Cabeça de Javali?
— Você me entende tão bem, Pontas!
— Então está combinado: nos encontramos às nove na frente da estátua da bruxa caolha.
— Ei, ei, ei! Nós quem? — perguntou, erguendo uma sobrancelha.
— Todos nós, ué, você não acha que sua amiga merece uma comemoração de aniversário?
— Acho, por isso nós já fizemos uma. — Ela apontou os confetes ainda presentes no chão e nos assentos.
— Mas ela fez dezessete anos! Você ganhou uma festa de dezessete, ela merece também.
— Não, você ganhou uma festa, só que como você decidiu nascer três minutos depois de mim, eu acabei recebendo uma festa de combo.
— Então!
— Eu tenho a impressão que vocês só querem usar o aniversário da Els de desculpa pra sair — murmurou , ainda com os olhos nos livros.
James arregalou os olhos.
— Vallance! Nós jamais seríamos interesseiros assim!
— Só parcialmente interesseiros — complementou Lupin.
— Mas um pouquinho de interesse não mata ninguém — afirmou Sirius.
— Cabeça de Javali? Noite do karaokê? — Vendo que não ia convencer a irmã, Sirius se virou para com seus olhos arregalados. — Por favor, Vallance, a gente sabe que você gosta de cantar, você vive cantando com aqueles sapos assustadores. Que tal agora se apresentar pra uma plateia?
A ideia reverberou um pouquinho no estômago de . Só um pouquinho.
E então murchou.
— Mas é depois do toque de recolher, não é correto.
— Como monitor chefe da Grifinória, eu garanto que não vou denunciar. — Lupin abriu um sorriso. — Posso contar com esse favor da monitora chefe da Corvinal também?
levantou os olhos do livro, arregalados. Encarou , depois , então os meninos, então, deu de ombros.
— Não sou a maior fã da ideia, me dá ansiedade pensar em sermos pegos, mas de fato a cobertura de dois monitores chefes ajudaria muito.
— Viu?! — Black vibrou, abraçando os amigos pelo ombro. — Vai ser uma noite incrível, e eu soube que eles têm tocado até aquelas músicas meio idiotas daquela banda bruxa que vocês adoram.
e se empertigaram nos assentos, os olhos arregalados.
— Eles têm música dos New Ways?! — praticamente gritou.
— Do novo álbum e tudo — continuou Sirius, sabendo que tinha acertado em cheio.
E tinha. estava sempre tão preocupada com seus estudos, especialmente agora com os N.I.E.M.s e sua tentativa de se tornar uma Pocionista, sempre agindo corretamente com medo de fazer uma besteira e perder seu cargo de monitora, de falar algo errado e fazer um professor odiá-la. Sua mente sempre estava a mil por hora na ansiedade, e ver seu rosto cheio de alegria e expectativa fez o coração de ficar preenchido.
Ela tinha tomado uma decisão.
— Nos encontramos às 21h, mas até meia noite eu quero voltar, odeio dormir tarde!
Todos pararam de conversar para encarar a aniversariante, que tinha um sorriso leve no rosto.
— Tem certeza? — perguntou.
— Eu preciso cantar Magical Nights pra vocês fazerem a coreografia toda — replicou , arrancando um gritinho animado da irmã e da amiga.
Mas os gritinhos das meninas foram interrompidos pelos próprios meninos, que começaram a comemorar, balançando os pratinhos já vazios do bolo.
— Não se animem muito! — exclamou , fazendo os três se acalmarem. — Se formos pegos, vou dizer que vocês nos amaldiçoaram com a Imperius e vou implorar pro Filch pendurar vocês nas masmorras.
— Combinado! — confirmou James, sorrindo, inabalável pela ameaça.
Ela não conseguiu manter sua pose de bronca por muito tempo, e acabou se derretendo em um sorriso animado. Encontrou Black olhando em sua direção com um sorriso convencido. Ele sabia que ela tinha aceitado graças a como ele havia animado sua irmã (e sim, ela amava cantar), mas ela nunca daria essa vitória para ele, então virou o rosto, fingindo que não estava tão animada assim para mais tarde.
Mas sua perna balançando e o sorriso teimoso a traíam. Ela estava elétrica.
*
As primeiras batidas de Magical Nights ressoou pelo bar conforme e subiam lentamente em suas poses, e Sirius duvidou se havia sido uma boa ideia. estava no meio das duas, segurando um microfone. Seu vestido justo e vinho a deixava parecendo uma artista de verdade, o que era engraçado, já que só haviam os seis no bar além dos garçons e um velho que praticamente morava ali.
O que só animou ainda a outra Vallance e a irmã de Sirius, que começaram a fazer cada passo da coreografia como se fossem dançarinas profissionais, mas, por mais que a cena fosse engraçada e divertida, Black só conseguia olhar para a menina do meio, que cantava com uma seriedade um tanto cômica já que sua plateia era de cinco pessoas.
Vallance estava no sexto ano, mas era impossível não conhecê-la. Goleira e atual capitã do time de Quadribol da Corvinal, também cantora do coral de sapos, boa a e amiga de metade da escola, todos já haviam falado com ela em algum momento. Além disso, sua irmã morava com as Vallance, então era mais uma conexão. E não dava para negar que era uma garota bonita, com cabelos castanhos longos e lisos, além dos olhos escuros e o sorriso aberto.
Sorriso que ela abria agora que havia terminado a música.
James gritava escandalosamente como se a banda oficial tivesse acabado de se apresentar na sua frente, e Remus aplaudia animado, risonho. O primeiro dia de aula era sempre o melhor, quando eles ficavam juntos de novo, e as meninas pareciam contagiadas pela mesma energia.
— Meu Deus, lembramos da coreografia toda! — comemorou .
— Eu tenho uma péssima memória que só serve para esses momentos. — sorria, abraçando a irmã e a melhor amiga.
Elas desceram do palco, e a música ambiente voltou a tocar, já que só eles se apresentavam.
— Vocês foram muito bem! — comentou James, bem animado. — Um brinde à performance de vocês!
— Já pensou se o New Ways canta na nossa festa de formatura? — disse , sorridente e esperançosa, depois de tomar um gole da cerveja amanteigada.
— Opa, pera aí, já foi longe demais. — Sirius sacudiu a cabeça.
— É, se eles tocarem, Almofadinhas vai começar a cantar na frente de todo mundo, e não vai conseguir esconder que é fã. — Remus sorriu.
Black olhou para o amigo, chocado com tamanha traição.
— Como ousa?! E claro que sei as músicas, essa aqui canta o dia todo! — Apontou para .
— Sem desculpas, nem moramos juntos mais! — reclamou a garota.
A discussão só foi interrompida por um choro alto que pegou a todos de surpresa.
— Eu nunca vou me formar! — choramingou , entre soluços.
e cercaram imediatamente a garota, abraçando-a, enquanto os meninos se entreolhavam. No primeiro dia como maior de idade, ela já estava completamente bêbada.
— Não, que isso… — falou James, sem graça.
— Você… você é inteligente — completou Remus, com uma expressão de quem não sabia o que dizer.
— Mas eu nunca vou passar no N.I.E.M.s de poções. Nunca! — O choro aumentou mais.
— Els, a gente já disse que você nem precisa fazer essa matéria. Você quer ser professora de Aritmancia, ora! — consolou a irmã, fazendo carinho em suas costas.
— Mas… mas e se eu mudar de ideia? — Ela soluçou. — E se eu largar a matéria… os professores vão… vão me odiar!
— Ninguém vai te odiar. Todo mundo literalmente te adora — completou .
— Mas só porque eu não fui um fracasso em Poções. E eu só tirei um Excede Expectativas em Poções! E por pouco não foi um Aceitável!
Os meninos estavam desconfortáveis, sem ter intimidade o suficiente para saber o que fazer com aquela questão, enquanto as duas meninas tentavam consolar a mais nova. Mas encarou os garotos com um olhar autoritário que gritava que eles ajudassem.
— Hm… — James pigarreou. — Bem, eu também provavelmente vou reprovar nos N.I.E.M.s de Poções, então… a gente não se forma junto?
— E se Pontas reprova, eu reprovo junto. Ei, e se todos reprovarmos em solidariedade? — Sirius sugeriu, com um sorriso.
— Que ideia mais imbecil. — revirou os olhos.
— A solução é literalmente o oposto: estudar, e não desistir — Remus comentou, e assentiu.
— Sim, eu já falei que estudo com você, Els.
— E eu já disse que não quero ser um fardo — disse, com os olhos cheios de lágrimas e a voz morrendo na garganta.
— Mas estudar com você também me ajudaria a estudar.
Sirius piscou algumas vezes, incrédulo com uma ideia que surgia em sua cabeça: a princípio, parecia uma bobagem e uma perda de tempo, mas alguma coisa fez com que ele falasse.
— E se todos nós estudássemos juntos?
Todos o encararam, como se não acreditassem no que saía da boca dele.
— Você… Você está propondo gastar seu tempo… estudando? Em um grupo de estudos? — Lupin perguntou, boquiaberto.
— Ele foi enfeitiçado — James sussurrou, claramente alto demais para todos poderem ouvir.
— Ah, vão se fuder, eu só quis ser um cara decente!
— E por isso todos estão incrédulos — brincou, mas com um sorriso no rosto. — Apesar da sugestão ter vindo da pessoa errada, na verdade acho uma ótima ideia.
— Vocês não precisam fazer tudo isso por mim — murmurou, tristonha.
— Não é pra você, Vallance, e sim pro Aluado deixar de ser tão atormentado por nosso talento “jogado fora”, segundo ele, mesmo que eu não concorde — Sirius afirmou, sério.
Então, James bateu o copo na mesa, os olhos arregalados.
— Por Merlin. Que ideia genial! — Ele sorriu abertamente. — A gente podia começar um grupo de estudos de Poções e convidar a Evans!
Todos gemeram. Mesmo os que não eram próximos de James sabiam sobre sua obsessão com a ruiva da Grifinória. Percebendo a reação de todos, Potter se precipitou.
— Não ousem desistir agora que vocês me deram esperança!
— Olha, podemos começar nosso grupo — colocou Remus cuidadosamente — e convidar Evans, mas saiba que ela pode não aceitar.
— Mas se ela ver como eu estou comprometido, ela vai aceitar! — James exclamou. claramente não era a única bêbada do grupo.
Porém, apesar da demonstração exagerada de James, o clima do grupo começou a mudar, a ideia passando na cabeça de cada um.
— Estamos dentro — disse com um sorriso.
— Vocês vão me ajudar? — Potter sorriu, esperançoso.
— Estamos fazendo isso pela Els, não por você. — Black revirou os olhos. — Sirius, controle seu amigo bêbado.
— Então vamos mesmo fazer um grupo de estudos de Poções? Caramba, nem acredito que chegou o dia em que iremos de fato estudar. — Remus estreitou os olhos. — Eu espero que seja para estudarmos.
— Mas é claro que vamos estudar! — Sirius exclamou, indignado. — Já imaginou quantas Poções podemos descobrir? Sempre foi meu sonho aprender a fazer uma Polissuco pra gente atormentar o idiota do Ranhoso.
— Amanhã vamos descobrir os horários e aí podemos decidir que dia vamos nos reunir — Lupin falou, ignorando o amigo.
O velho esquisito da outra mesa começou a tossir forte, e o grupo se lembrou de onde estavam, e que não estavam tão sozinhos quanto esperavam. Eles se entreolharam, com olhos arregalados de uns, e risadinhas de outros.
— Talvez seja melhor a gente ir — comentou.
— Não se preocupe, voltaremos um dia na quinta do Quiz. É o máximo! — Sirius sorriu.
— Quem sabe para comemorar que todos passamos nos N.I.E.M.s? — Remus falou, arqueando uma sobrancelha.
— É, quem sabe. — sorriu, antes de pegar sua bolsa. — Vamos, grupo de Poções. Hora de dormir.
Continua...
Nota da autora: Olá, e muito obrigada por chegar até aqui! Não era exatamente minha intenção começar outra história em andamento, confesso kkkkk mas me empolguei com essa ideia, e espero que gostem tanto quanto eu da história, mesmo que ela esteja no início. Não deixem de comentar o que acharam!
Se você encontrou algum erro de codificação, entre em contato por aqui.
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