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Longfic | Órbita Criativa – 2026

young alchemy

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Capítulo 01
01 de setembro de 1977


adorava e odiava o dia do seu aniversário, dia primeiro de setembro.
Adorava porque, antes de tudo, era 01/09. Dois números que tinham propriedades mágicas interessantíssimas na Aritmancia, sua disciplina favorita.
Também adorava receber o carinho de todos os seus amigos. Levava muito a sério cada desejo de um aniversário feliz e ficava genuinamente feliz a cada parabéns.
Mas odiava que era sempre o dia de ir para Hogwarts, o que significava que teria que passar a maior parte de seu dia presa em um trem. De novo.
Já na estação King’s Cross, carregando seu carrinho com o malão, algumas bolsas extras e Sol, sua coelhinha marrom, Els procurava sua irmã: era óbvio que ela decidira ir na frente, e a mais nova se indagava que tipo de surpresa ela já estava planejando, porque era isso que a irmã fazia.
Parou de frente a parede entre as estações 9 e 10. Em seu sexto ano, já deveria estar acostumada com a passagem, mas era sempre tão estranho! Respirou fundo e fechou os olhos instintivamente na hora da colisão que nunca acontecia.
Abriu os olhos quando escutou o apito do trem, indicando que já estava na plataforma 9(3)/(4). Pronto, agora sim encontraria sua irmã.
— Vallance! Feliz aniversário!
— Parabéns, Vallance!
— Tudo de bom, !
A cada canto que passava, a garota sorria e agradecia cada desejo de parabéns: primeiro dos colegas do time de Quadribol da Corvinal, depois das amigas de quarto. Na vez dos colegas de coral, eles fizeram uma grande harmonia para cantar a música “Parabéns pra Você”.
não podia negar: era uma garota popular com muitas amizades, e ela nem ao menos se esforçava. Achava que tinha sorte por, por alguma razão desconhecida, as pessoas serem tão gentis e simpáticas com ela.
O trajeto até o trem, que normalmente duraria 1 minuto, acabou tomando 20. Finalmente dentro da locomotiva, começou a ir de cabine em cabine (recebendo alguns parabéns quando abria a cabine errada) até enfim abrir a cabine certa.
E ser recebida com uma explosão de confetes.
— Parabéns pra vocêêêê, nessa data queridaaaaa!
No centro da cabine, , sua irmã, e a melhor amiga de ambas, , estavam sorridentes segurando um bolo colorido obviamente feito pela segunda. Os confetes ainda voavam, fazendo com que Estela, a gatinha de , tentasse pegá-los, quase caindo em cima do bolo, mas ninguém percebeu.
O sorriso no rosto de fazia toda a sua musculatura doer.
— Gente! Eu amei, amei, amei!
— Foi ideia da sua irmã, claro.
— Mas eu iria queimar a casa antes de conseguir fazer um bolo bom assim, então esse mérito é da , claro. Lê, Els!
se inclinou para olhar o bolo bem de perto. “Dancing queen, only 17” estava escrito em dourado no centro, fazendo alusão à banda trouxa favorita da mais nova e seu hit mais recente.
— Ah, obrigada, obrigada, obrigada!
— Agora você é oficialmente maior de idade e vai poder aparatar.
— Credo, Lu, você sabe que aparatar me deixa enjoada. Não, vou continuar preferindo vassouras.
— Como quiser! — A mais velha deu de ombros.
se jogou no assento ao lado de , soltando Sol, que começou a cheirar Golden, o crupe da amiga. Estela miou, tentando ainda alcançar o bolo, mas as meninas nem ao menos deram atenção, focadas em algo muito mais importante.
Com um gesto rápido da varinha, repartiu o bolo em vários pedaços, entregando um para cada uma e guardando o resto dentro do que antes era uma bandeja, e agora se transfigurara em um pote.
— À nossa glicose! — brindaram as três em uníssono enquanto batiam seus garfos no centro.
Os pedaços não duraram muito, e logo estavam repetindo. A locomotiva logo começou a se mexer, deixando alguns familiares para trás na estação enquanto os alunos seguiam para mais um ano mágico em Hogwarts. estava indo para seu sexto ano, enquanto e sua irmã já estavam em seu último. Não gostava nem de imaginar o que seria sua vida ano que vem sem aquelas que ela considerava suas almas gêmeas.
— Acho que devíamos ter um baile de formatura temático, tipo, noite dourada — defendeu .
— Não! Estou traumatizada! — começou a sacudir a cabeça desesperadamente. — Lembram-se da festa temática de Halloween ano passado?
— Onde só nós três aparecemos fantasiadas? Impossível esquecer — murmurou . — Mas é a formatura. Eles não ousariam não comparecer no tema, né?
— É o nosso sétimo ano. Eu não duvido de nada. — Lu sacudiu a cabeça.
— Então podíamos lutar pelo menos por uma boa banda. Usar o orçamento para isso, até porque de resto, convenhamos, a magia resolve em grande parte.
— O mínimo que a gente merece é música boa, e eu me recuso a deixar os sonserinos escolherem quem canta, eles têm tudo mau gosto.
Elas continuaram discutindo, até que o balançar do trem deixou sonolenta. A garota fechou os olhos, sendo embalada pelos risinhos de Lu e conversando sobre seus planos de irem juntas na formatura.
Os pensamentos começaram a perder um sentido lógico, e tudo começou a ficar mais leve e etéreo conforme ela adormecia, imagens criando o princípio de um sonho bom…
Até a porta da cabine ser escancarada, fazendo com que pulasse de susto, e Sol pulasse para seu colo, assustada também.
No batente da porta, um sorridente Sirius Black encarava a garota.
— Ouvi dizer que temos uma aniversariante a bordo, cavalheiros!
E, sem nenhum convite, entrou na cabine, acompanhado de seus irmãos siameses, James Potter e Remus Lupin.
revirou os olhos, cruzando os braços em seguida.
— Sirius, ninguém te convidou.
— Qual foi, você não espera que eu veja você carregando um bolo delicioso pelo trem e não venha pedir nem ao menos um pedaço.
— Não é seu — replicou ela.
— Mas eu sou seu irmão! Sangue do seu sangue!
— E você sabe bem que isso não importa muito pra gente.
Um encarou o outro, Sirius com seus olhos pidões, com os braços cruzados. Era engraçado como os dois eram tão parecidos e diferentes ao mesmo tempo. Os dois dividiam o cabelo cacheado escuro (por mais que os cachos de Sirius fossem um pouco mais abertos) e os olhos castanhos cheios de vida. Mas tinha a pele mais escura, mais parecida com sua prima Andrômeda, enquanto Sirius era mais pálido como a mãe, isso sem contar os mais de 20 centímetros de diferença de altura entre os dois. Talvez não fossem tão parecidos a princípio, e vivessem brigando, mas era só as pessoas tentarem fazer qualquer mal para o outro… eram tão ferozmente protetores que eram nesses momentos que enfim podia-se acreditar que eram gêmeos.
Deixando Sirius e discutindo atrás de si, James foi na direção de , ajoelhando-se no chão.
— Ó, tenha piedade de três adolescentes famintos com baixa de açúcar que só desejam o melhor nesse seu lindo dia!
— Aliás, parabéns — completou Remus, com um sorriso.
— É, parabéns e tals, mas por favor nos alimente! — exclamou Potter, as mãos erguidas para o alto.
— Por Merlin, eu já ia dividir o bolo! Andem, sentem logo antes que vocês me deixem tonta. Aí, vocês vão ganhar bolo, mas o que vai vir lá do meu estômago — retrucou .
— Obrigado! — disse Remus, sorridente, conforme os três se sentavam e as olhavam como três crianças na manhã de Natal.
Els revirou os olhos, sorrindo com a cena, conforme pegava os pedaços com a irmã. , por mais que gostasse dos garotos, sempre achava sua presença um pouco demais, então acabou se afundando em uma leitura enquanto e distribuíam os desejados pedaços.
— Ah, é de maracujá! Você fez o meu preferido!
— Não, ela fez o meu preferido — corrigiu , com um sorriso levemente arrogante para Black.
— Então você tem bom gosto. — Ele piscou, aquela piscada carregada de charme que lançava para qualquer ser que se movia. Ela revirou os olhos, mas não conseguiu conter o sorriso, preferindo ficar quieta.
— Quantos anos está fazendo, ? 16? — Remus perguntou.
— 17 — corrigiu, abrindo um sorriso. — Lu é um pouco menos de um ano mais velha que eu. Temos alguns poucos dias para dividir a mesma idade.
— É mesmo? — perguntou Lupin, lançando um olhar para a outra Vallance. , no entanto, se contentou em sorrir, assentir e voltar para sua leitura.
— Então você já está na maioridade! — exclamou James, com a boca cheia de bolo. — Devemos comemorar!
— Está pensando o que eu estou pensando? — Sirius sorriu para o amigo.
— Noite de karaokê no Cabeça de Javali?
— Você me entende tão bem, Pontas!
— Então está combinado: nos encontramos às nove na frente da estátua da bruxa caolha.
— Ei, ei, ei! Nós quem? — perguntou, erguendo uma sobrancelha.
— Todos nós, ué, você não acha que sua amiga merece uma comemoração de aniversário?
— Acho, por isso nós já fizemos uma. — Ela apontou os confetes ainda presentes no chão e nos assentos.
— Mas ela fez dezessete anos! Você ganhou uma festa de dezessete, ela merece também.
— Não, você ganhou uma festa, só que como você decidiu nascer três minutos depois de mim, eu acabei recebendo uma festa de combo.
— Então!
— Eu tenho a impressão que vocês só querem usar o aniversário da Els de desculpa pra sair — murmurou , ainda com os olhos nos livros.
James arregalou os olhos.
— Vallance! Nós jamais seríamos interesseiros assim!
— Só parcialmente interesseiros — complementou Lupin.
— Mas um pouquinho de interesse não mata ninguém — afirmou Sirius.
— Cabeça de Javali? Noite do karaokê? — Vendo que não ia convencer a irmã, Sirius se virou para com seus olhos arregalados. — Por favor, Vallance, a gente sabe que você gosta de cantar, você vive cantando com aqueles sapos assustadores. Que tal agora se apresentar pra uma plateia?
A ideia reverberou um pouquinho no estômago de . Só um pouquinho.
E então murchou.
— Mas é depois do toque de recolher, não é correto.
— Como monitor chefe da Grifinória, eu garanto que não vou denunciar. — Lupin abriu um sorriso. — Posso contar com esse favor da monitora chefe da Corvinal também?
levantou os olhos do livro, arregalados. Encarou , depois , então os meninos, então, deu de ombros.
— Não sou a maior fã da ideia, me dá ansiedade pensar em sermos pegos, mas de fato a cobertura de dois monitores chefes ajudaria muito.
— Viu?! — Black vibrou, abraçando os amigos pelo ombro. — Vai ser uma noite incrível, e eu soube que eles têm tocado até aquelas músicas meio idiotas daquela banda bruxa que vocês adoram.
e se empertigaram nos assentos, os olhos arregalados.
— Eles têm música dos New Ways?! — praticamente gritou.
— Do novo álbum e tudo — continuou Sirius, sabendo que tinha acertado em cheio.
E tinha. estava sempre tão preocupada com seus estudos, especialmente agora com os N.I.E.M.s e sua tentativa de se tornar uma Pocionista, sempre agindo corretamente com medo de fazer uma besteira e perder seu cargo de monitora, de falar algo errado e fazer um professor odiá-la. Sua mente sempre estava a mil por hora na ansiedade, e ver seu rosto cheio de alegria e expectativa fez o coração de ficar preenchido.
Ela tinha tomado uma decisão.
— Nos encontramos às 21h, mas até meia noite eu quero voltar, odeio dormir tarde!
Todos pararam de conversar para encarar a aniversariante, que tinha um sorriso leve no rosto.
— Tem certeza? — perguntou.
— Eu preciso cantar Magical Nights pra vocês fazerem a coreografia toda — replicou , arrancando um gritinho animado da irmã e da amiga.
Mas os gritinhos das meninas foram interrompidos pelos próprios meninos, que começaram a comemorar, balançando os pratinhos já vazios do bolo.
— Não se animem muito! — exclamou , fazendo os três se acalmarem. — Se formos pegos, vou dizer que vocês nos amaldiçoaram com a Imperius e vou implorar pro Filch pendurar vocês nas masmorras.
— Combinado! — confirmou James, sorrindo, inabalável pela ameaça.
Ela não conseguiu manter sua pose de bronca por muito tempo, e acabou se derretendo em um sorriso animado. Encontrou Black olhando em sua direção com um sorriso convencido. Ele sabia que ela tinha aceitado graças a como ele havia animado sua irmã (e sim, ela amava cantar), mas ela nunca daria essa vitória para ele, então virou o rosto, fingindo que não estava tão animada assim para mais tarde.
Mas sua perna balançando e o sorriso teimoso a traíam. Ela estava elétrica.
*

As primeiras batidas de Magical Nights ressoou pelo bar conforme e subiam lentamente em suas poses, e Sirius duvidou se havia sido uma boa ideia. estava no meio das duas, segurando um microfone. Seu vestido justo e vinho a deixava parecendo uma artista de verdade, o que era engraçado, já que só haviam os seis no bar além dos garçons e um velho que praticamente morava ali.
O que só animou ainda a outra Vallance e a irmã de Sirius, que começaram a fazer cada passo da coreografia como se fossem dançarinas profissionais, mas, por mais que a cena fosse engraçada e divertida, Black só conseguia olhar para a menina do meio, que cantava com uma seriedade um tanto cômica já que sua plateia era de cinco pessoas.
Vallance estava no sexto ano, mas era impossível não conhecê-la. Goleira e atual capitã do time de Quadribol da Corvinal, também cantora do coral de sapos, boa a e amiga de metade da escola, todos já haviam falado com ela em algum momento. Além disso, sua irmã morava com as Vallance, então era mais uma conexão. E não dava para negar que era uma garota bonita, com cabelos castanhos longos e lisos, além dos olhos escuros e o sorriso aberto.
Sorriso que ela abria agora que havia terminado a música.
James gritava escandalosamente como se a banda oficial tivesse acabado de se apresentar na sua frente, e Remus aplaudia animado, risonho. O primeiro dia de aula era sempre o melhor, quando eles ficavam juntos de novo, e as meninas pareciam contagiadas pela mesma energia.
— Meu Deus, lembramos da coreografia toda! — comemorou .
— Eu tenho uma péssima memória que só serve para esses momentos. — sorria, abraçando a irmã e a melhor amiga.
Elas desceram do palco, e a música ambiente voltou a tocar, já que só eles se apresentavam.
— Vocês foram muito bem! — comentou James, bem animado. — Um brinde à performance de vocês!
— Já pensou se o New Ways canta na nossa festa de formatura? — disse , sorridente e esperançosa, depois de tomar um gole da cerveja amanteigada.
— Opa, pera aí, já foi longe demais. — Sirius sacudiu a cabeça.
— É, se eles tocarem, Almofadinhas vai começar a cantar na frente de todo mundo, e não vai conseguir esconder que é fã. — Remus sorriu.
Black olhou para o amigo, chocado com tamanha traição.
— Como ousa?! E claro que sei as músicas, essa aqui canta o dia todo! — Apontou para .
— Sem desculpas, nem moramos juntos mais! — reclamou a garota.
A discussão só foi interrompida por um choro alto que pegou a todos de surpresa.
— Eu nunca vou me formar! — choramingou , entre soluços.
e cercaram imediatamente a garota, abraçando-a, enquanto os meninos se entreolhavam. No primeiro dia como maior de idade, ela já estava completamente bêbada.
— Não, que isso… — falou James, sem graça.
— Você… você é inteligente — completou Remus, com uma expressão de quem não sabia o que dizer.
— Mas eu nunca vou passar no N.I.E.M.s de poções. Nunca! — O choro aumentou mais.
— Els, a gente já disse que você nem precisa fazer essa matéria. Você quer ser professora de Aritmancia, ora! — consolou a irmã, fazendo carinho em suas costas.
— Mas… mas e se eu mudar de ideia? — Ela soluçou. — E se eu largar a matéria… os professores vão… vão me odiar!
— Ninguém vai te odiar. Todo mundo literalmente te adora — completou .
— Mas só porque eu não fui um fracasso em Poções. E eu só tirei um Excede Expectativas em Poções! E por pouco não foi um Aceitável!
Os meninos estavam desconfortáveis, sem ter intimidade o suficiente para saber o que fazer com aquela questão, enquanto as duas meninas tentavam consolar a mais nova. Mas encarou os garotos com um olhar autoritário que gritava que eles ajudassem.
— Hm… — James pigarreou. — Bem, eu também provavelmente vou reprovar nos N.I.E.M.s de Poções, então… a gente não se forma junto?
— E se Pontas reprova, eu reprovo junto. Ei, e se todos reprovarmos em solidariedade? — Sirius sugeriu, com um sorriso.
— Que ideia mais imbecil. — revirou os olhos.
— A solução é literalmente o oposto: estudar, e não desistir — Remus comentou, e assentiu.
— Sim, eu já falei que estudo com você, Els.
— E eu já disse que não quero ser um fardo — disse, com os olhos cheios de lágrimas e a voz morrendo na garganta.
— Mas estudar com você também me ajudaria a estudar.
Sirius piscou algumas vezes, incrédulo com uma ideia que surgia em sua cabeça: a princípio, parecia uma bobagem e uma perda de tempo, mas alguma coisa fez com que ele falasse.
— E se todos nós estudássemos juntos?
Todos o encararam, como se não acreditassem no que saía da boca dele.
— Você… Você está propondo gastar seu tempo… estudando? Em um grupo de estudos? — Lupin perguntou, boquiaberto.
— Ele foi enfeitiçado — James sussurrou, claramente alto demais para todos poderem ouvir.
— Ah, vão se fuder, eu só quis ser um cara decente!
— E por isso todos estão incrédulos — brincou, mas com um sorriso no rosto. — Apesar da sugestão ter vindo da pessoa errada, na verdade acho uma ótima ideia.
— Vocês não precisam fazer tudo isso por mim — murmurou, tristonha.
— Não é pra você, Vallance, e sim pro Aluado deixar de ser tão atormentado por nosso talento “jogado fora”, segundo ele, mesmo que eu não concorde — Sirius afirmou, sério.
Então, James bateu o copo na mesa, os olhos arregalados.
— Por Merlin. Que ideia genial! — Ele sorriu abertamente. — A gente podia começar um grupo de estudos de Poções e convidar a Evans!
Todos gemeram. Mesmo os que não eram próximos de James sabiam sobre sua obsessão com a ruiva da Grifinória. Percebendo a reação de todos, Potter se precipitou.
— Não ousem desistir agora que vocês me deram esperança!
— Olha, podemos começar nosso grupo — colocou Remus cuidadosamente — e convidar Evans, mas saiba que ela pode não aceitar.
— Mas se ela ver como eu estou comprometido, ela vai aceitar! — James exclamou. claramente não era a única bêbada do grupo.
Porém, apesar da demonstração exagerada de James, o clima do grupo começou a mudar, a ideia passando na cabeça de cada um.
— Estamos dentro — disse com um sorriso.
— Vocês vão me ajudar? — Potter sorriu, esperançoso.
— Estamos fazendo isso pela Els, não por você. — Black revirou os olhos. — Sirius, controle seu amigo bêbado.
— Então vamos mesmo fazer um grupo de estudos de Poções? Caramba, nem acredito que chegou o dia em que iremos de fato estudar. — Remus estreitou os olhos. — Eu espero que seja para estudarmos.
— Mas é claro que vamos estudar! — Sirius exclamou, indignado. — Já imaginou quantas Poções podemos descobrir? Sempre foi meu sonho aprender a fazer uma Polissuco pra gente atormentar o idiota do Ranhoso.
— Amanhã vamos descobrir os horários e aí podemos decidir que dia vamos nos reunir — Lupin falou, ignorando o amigo.
O velho esquisito da outra mesa começou a tossir forte, e o grupo se lembrou de onde estavam, e que não estavam tão sozinhos quanto esperavam. Eles se entreolharam, com olhos arregalados de uns, e risadinhas de outros.
— Talvez seja melhor a gente ir — comentou.
— Não se preocupe, voltaremos um dia na quinta do Quiz. É o máximo! — Sirius sorriu.
— Quem sabe para comemorar que todos passamos nos N.I.E.M.s? — Remus falou, arqueando uma sobrancelha.
— É, quem sabe. — sorriu, antes de pegar sua bolsa. — Vamos, grupo de Poções. Hora de dormir.
Capítulo 02
02 de setembro de 1977


se levantou na manhã seguinte um pouco mais cedo do que tinha se planejado, mas pelo menos isso deu a ela uma bela vista da manhã, que se expandia pelo céu em tons de rosa e laranja, as cores do fim do verão. Olhou para a cama do lado e percebeu que dormia de boca aberta, uma pequena poça de baba já se formando no travesseiro. Não, ela não ia acordar tão cedo.
Ela desceu para o Salão Principal mais cedo, ansiosa para encontrar o professor Flitwick e descobrir seus novos horários. Era oficial: aquele era o último primeiro dia de aula, o último horário que receberia, antes de se tornar uma adulta de verdade. Mas como podia ser adulta? Achava mais provável chorar em um show do New Ways do que parecer responsável em um trabalho sério de verdade.
Quando entrou no Salão, o professor Flitwick ainda não havia chegado: nem nenhum outro professor. Na verdade, só havia uma alma solitária, segurando uma caneca de cerâmica, sentado na mesa da Grifinória.
Remus Lupin pareceu tão surpreso quanto ela por verem o outro acordado.
— Bom dia, Vallance. Não te esperava aqui a essa hora, ainda mais depois de ontem.
— Acho que posso dizer o mesmo — falou, se aproximando e se sentando na mesa da Grifinória, que era ao lado da Corvinal. — O que faz aqui tão cedo?
— Estou acostumado a dormir pouco. — Ele deu de ombros. — E você?
— O mau costume de acordar cedo, nem que eu tente forçar meu corpo, eu consigo dormir até tarde — ela disse, suspirando.
— Pelo menos isso me dá mais tempo pra aproveitar um chocolate quente e ler — comentou Remus, tirando do meio de seus pergaminhos um livro cuja capa logo reconheceu.
— Espera. Você tá lendo Carrie do Stephen King?
— Sim. Eu li O Iluminado que saiu esse ano e fiquei curioso com os outros. Você já leu?
— Sim, mas… é um livro trouxa! Como você conhece?
— A professora Carter, de Estudos dos Trouxas, recomendou pra mim. E não é que é um ótimo livro?
— De fato. O bom de minha mãe ser trouxa é que ganhamos acesso a esse mundo, e é sério, tem muita coisa boa lá — disse, sorrindo, então tirou a sua própria leitura dos pergaminhos, fazendo com que o olhar de Remus fosse atraído dessa vez.
— Esse eu não conheço.
O sorriso de Vallance cresceu, entregando o livro para o garoto. Ali estava a chance de fazer algo que amava: falar dos livros que gostava de ler para os outros.
— Jane Austen. Se um dia quiser conhecer os romances trouxas, é por onde deve começar. Eles se passam no século passado, mais para o início, e falam da sociedade londrina e sua aristocracia. É tão interessante ver como era a vida dos trouxas naquela época! E imaginar bailes, mesmo que isso viesse com mulheres sendo basicamente leiloadas em casamento e… Enfim, você só devia ler.
— Então, quando você acabar, você me empresta?
ficou surpresa. Remus era um cara simpático, se conheciam há 7 anos e faziam várias aulas juntos, ele era inteligente e esforçado, um tanto menos irritante que os demais amigos, além de também ser monitor chefe como ela. Mas mesmo assim, as interações entre eles, mesmo amigáveis, não eram mais do que conveniência, mais em grupo e por causa de . Um empréstimo de livro trazia a ideia de um contato constante e…
Ela sacudiu a cabeça. Lá estava aquela terrível mania de ficar pensando demais.
— Claro, empresto sim.
— Valeu — ele respondeu com um sorriso, devolvendo o livro para ela, depois abrindo o próprio e retornando a sua leitura. Tomando seu exemplo, fez o mesmo.
A manhã foi avançando e os alunos foram chegando para o café da manhã, de forma que a garota se despediu e foi para a mesa da Corvinal para encontrar sua irmã, que já estava avançando com tudo no café da manhã. Quando se sentou, ergueu as sobrancelhas de tal forma que parecia que iam sair voando de seu rosto.
— Que que você tava fazendo na mesa da Grifinória? — disse, ainda mastigando.
— Eu acordei cedo e encontrei Remus Lupin ali. A gente acabou conversando sobre uns livros. — estreitou os olhos. — Não me olha com essa cara.
— Não to fazendo cara nenhuma.
Mas os olhos de estavam arregalados e um pequeno sorriso surgia em seu rosto. Pelo menos, ela não tocou mais no assunto durante o café da manhã.
Terminada a refeição, o professor Flitwick começou a se aproximar dos alunos do sexto e sétimo anos para distribuir seus novos horários, entregando um para cada irmã.
— Parabéns pelos resultados nos N.O.M.s, srta. Vallance — ele disse para . — Você disse que gostaria de ser professora de Aritmancia, certo?
— Isso.
— Então acho que boa parte das matérias em que você foi aprovada não é essencial ter um N.I.E.M. para a sua carreira. Você planeja focar em algumas poucas?
— Vou fazer algumas mais essenciais — ela concordou. — Transfiguração, Feitiços, Poções, Herbologia, Astrologia, Defesa Contra as Artes das Trevas e, claro, Aritmancia. As outras vou abrir mão esse ano.
— Ora, tudo isso? Não acha melhor aliviar um pouco seu currículo?
— De jeito nenhum! — Ela parecia ofendida. — Já foi horrível abrir mão de Trato de Criaturas Mágicas, Estudo dos Trouxas e Runas! Não, é suficiente.
O professor ainda tinha os olhos arregalados, mas pareceu desistir da luta e se virou para a outra irmã.
— Pretende continuar nas mesmas matérias, srta. Vallance?
— Sim, acho que todas elas serão úteis em um futuro como Porcionista — ela respondeu, sorrindo.
— Muito bem. Seus resultados nos exames finais do ano passado foram excelentes, então tenho certeza que vai se sair bem nos N.I.E.M.s. O professor Slughorn especialmente elogiou muito a senhorita. Parabéns!
— Obrigada, professor, mas ainda tenho muitas provas para fazer antes de ser parabenizada — respondeu, levemente envergonhada.
— Pois saiba que durante esse ano, pode me procurar a qualquer momento, sim? Vocês duas. — Ele olhou para . — Caso estejam pressionadas, queiram desistir de alguma matéria…
A mais nova nem percebeu a indireta, já concentrada no seu novo plano de aulas. O professor suspirou.
— Além disso, srta. Vallance, nossos ensaios com o coral continuarão sendo sendo no último tempo de quarta-feira, verifiquei que todos têm horário para isso. E a srta. Davies me pediu para avisar que os treinos de Quadribol serão nas quintas-feiras, no último tempo.
— Certo, obrigada, professor!
O professor saiu, não sem antes lançar mais um olhar para , mas sua presença logo foi substituída por um furacão de um metro e meio.
— A professora Sprout acabou de me entregar meus horários. Vou ter aula no primeiro tempo em três dias. Três dias! Tanto horário pra fazer, por que eles têm que me botar pra acordar cedo?!
— Até que o meu é só um dia — comentou, em um tom de “sinto muito”.
— O meu são três também, até que tá pouco — comentou.
— É porque você é maluca — replicou. — Vou precisar muito da ajuda de vocês esse ano pra não surtar com os N.I.E.M.s.
— Acho que todo mundo vai precisar se ajudar, e olha que meus N.I.E.M.s são só ano que vem.
— Mas no seu caso, repito, é porque você é maluca.
revirou os olhos, mas acabou rindo junto com as meninas. Elas trocaram horários e começaram a comparar, até que Sirius Black apareceu, junto de seus amigos, abraçando pela lateral.
— E aí, lindo grupo de Poções! Como estão?
— Cai fora, Sirius, espaço pessoal — reclamou.
— Você não reclamava disso no útero da mamãe. — Ele fingiu estar ofendido.
— Só porque eu não sabia falar. — Ela se soltou do abraço.
— E aí? Vamos decidir o horário do grupo? — Lupin disse, apoiando seu horário na mesa da Corvinal.
— Eu e Evans temos a sexta de manhã livre — falou Potter.
— Para de falar como se vocês namorassem, isso é muito estranho — reclamou.
— Mas vai acontecer, acredite. — Ele piscou, e ela revirou os olhos.
— Eu não posso sexta de manhã, tenho aula.
— Eu também — se manifestou.
— E segunda no primeiro tempo? — propôs.
— Eu me recuso!
— Nunca!
Os dois Blacks falaram ao mesmo tempo.
— Ok, entendido — Remus disse, achando graça. — Quinta no último tempo?
— Tenho treino de Quadribol, eu não posso — respondeu.
— Tá. E… Último tempo de quarta?
— Tenho treino do Coral dos Sapos, não posso também — ela respondeu.
— Sério, marcar coisa com a tem que ser com um ano de antecedência — murmurou para , e as duas riram.
— Então, que tal… — Remus passou o olho pelo próprio horário. — Seu ensaio é no último tempo de quarta, né? E o penúltimo tempo, como tá?
— Eu…
— Já sei, ela tem aula de meditação com hipogrifos. Esse grupo nunca vai dar certo!
— Eu ia dizer que eu tenho o tempo livre! — replicou , olhando feio para Sirius Black.
— Aleluia! — James comemorou. — E pro sétimo ano, é… aula de Runas. Ninguém aqui faz, né? — Os amigos negaram. — Nem a Evans. É isso, esse horário é perfeito!
— Não se esqueça, primeiro a gente tenta fazer o nosso grupo, depois você convida ela — Remus lembrou.
— Certo, então a gente se encontra amanhã no penúltimo tempo. Na biblioteca? — sugeriu, desviando o assunto da paixonite do garoto.
— Por enquanto sim. Mas depois vamos precisar de algum lugar pra treinar algo mais prático — disse.
— Então nos vemos amanhã! Ou, no caso de vocês — Potter apontou para e —, nos vemos na aula em… algum momento hoje.
— Infelizmente. — suspirou.
— Não fala assim, a gente sabe que você ama a gente — Sirius provocou.
— Só fica quieta, é melhor não responder que eles vão embora mais rápido — sussurrou para , e deu alguns risinhos, antes que a Vallance mais nova virasse para os meninos, sorridente. — Até amanhã!
— Falsa — sussurrou com um sorriso, mas respirou mais tranquila quando os meninos foram embora. Eles eram legais, mas às vezes eram um pouco demais. — Horário livre agora?
— Preciso responder? — disse, já pegando seu material. — Vejo vocês no almoço!
Assim que a menina saiu, olhou para , preocupada.
— A gente devia falar com ela que ela tá fazendo coisa demais, né?
— Ela não vai ouvir, infelizmente. — suspirou. — Só espero que ela consiga perceber isso sozinha antes que ela entre em um colapso nervoso.
— O professor Flitwick já tentou falar com ela?
— Agorinha mesmo.
— E?
— Ela acha que tá tudo bem, que não tem nada a ver, que ela dá conta. Acho que ele expulsaria ela do coral pra ela fazer menos coisa, se ela não fosse a a mais dedicada do coral de sapos.
— E ele poderia forçar ela a sair do time se ela não fosse a única que consegue defender as goles que o Potter lança. — sacudiu a cabeça. — Queria que ela fosse um pouquinho pior nas coisas para desistir mais rápido.
— !
— O quê?! Falo isso com muito amor e carinho no coração!
sacudiu a cabeça, sabendo que a amiga estava apenas verbalizando o que ela não tinha coragem de dizer.
— Vem, vamos para o Lago Negro antes que comece a época da chuva e você reclame que tá pálida.
— Você me conhece tão bem. — sorriu.
*


— Vamos, srta. Vallance, lance o contra-feitiço.
— Eu não consigo! — gritou.
— Consegue!
Mas era fácil o professor de Defesa Contra as Artes falar isso, não era ele quem estava cercado de mil insetos diferentes.
Talvez alguns não considerassem que aquele era um bicho papão condizente para uma bruxa tão talentosa, mas a pessoa que pensava isso nunca tinha ficado cercada por milhares de insetos, ameaçando grudar em seus cabelos cacheados ou entrar por dentro de suas roupas. Não, queria chorar, mas abrir os olhos ou a boca não era uma opção, e se encostassem ali?!
Não, a melhor opção era morrer mesmo.
— Riddikulus!
parou de sentir os malditos e malignos insetos ao seu redor e ousou abrir os olhos. O professor Lawrence havia transformado aquele horror em vários insetos que giravam lentamente com saias de balé. A turma explodiu em risos.
Para , ainda parecia um pesadelo.
— As anotações que a professora Prewett deixou sobre você eram excelentes, srta. Vallance. Espero mais nas próximas aulas.
O senhor jogou baixo, era o que queria responder, mas não ia manchar sua reputação com um professor no primeiro dia de aula. Por isso, assentiu e foi sentar no seu lugar.
— Quem é o próximo?
— Você tá bem? — perguntou, enquanto Peter Pettigrew tomava a frente da sala e seu bicho papão se transformava em um homem encapuzado aterrorizante. Ainda assim, melhor que insetos.
— É, tô bem. Tirando a humilhação e a inspiração para setenta novos pesadelos, tá tudo ótimo!
— Já odiei esse ridículo. — A turma começou a gargalhar quando o homem encapuzado virou um malabarista, mas apenas encarava o novo professor com raiva.
— Não fica assim, a culpa é meio minha mesmo. Esse conteúdo é do terceiro ano, e esse ano temos os N.I.E.M.s.
— Mas ele não devia falar assim com você.
Kylie Davies tomou a frente, e o bicho papão se tornou uma múmia. A garota se tremeu, mas falou o contra-feitiço e o bicho papão se tornou uma chuva de serpentina.
— Bravo, é isso! — O professor Lawrence sorriu, e se encolheu. Malditos insetos. — Quem é o próximo? Sr. Black?
A turma toda se virou para o fundo da sala, onde podiam ver que Sirius Black e James Potter exibiam bigodes gêmeos, embora um fosse rosa, e o outro roxo.
— Me chamou? — disse o que estava com o bigode rosa, inabalado.
— É… sim. — O professor parecia sem reação. — Sua vez.
Sirius deu de ombros, e o bigode sumiu na mesma hora. Ele se levantou e foi para frente da sala.
Imediatamente, o bicho papão se transformou em um homem sério, alto, vestindo um terno elegante, com um olhar sem piedade e com uma postura impositiva. não conhecia aquele homem, mas, pela maneira que se resetou, ela soube quem era. Afinal, tinha os mesmos olhos da amiga, embora os dela fossem gentis.
Sirius continuou exibindo um sorriso debochado, mas sua mão se apertou mais forte ao redor da varinha.
— Riddikulus — ele disse, bocejando em seguida, se fazendo de entediado.
O homem reapareceu com um batom vermelho e um vestido curto da mesma cor, revelando suas pernas peludas. Fazendo biquinho, ele começou a dançar. Ele tinha até um leque.
A sala explodiu de risos, e até soltou uma risadinha. Na mesma hora, o bigode rosa de Sirius tornou a reaparecer.
— Posso voltar pro meu lugar?
O professor parecia prestes a lhe dar uma bronca, mas desistiu no meio do caminho. Ele logo aprenderia que algumas batalhas com Potter e Black eram batalhas perdidas.
— Sim, sr. Black, pode.
Chegando no seu lugar, ele e James trocaram um high five, e o professor continuou sem reação, até que ele sacudiu a cabeça.
— Ok… quem é o próximo? — Ninguém se levantou. Ele se aproximou então da mesa de Remus. — Você. Qual o seu nome mesmo, garoto?
— É Remus. Remus Lupin.
— Ok, sr. Lupin. Vamos demonstrar como se combate o bicho papão?
O garoto pareceu ficar tenso, mas ainda assim assentiu e se levantou.
Quando parou na frente do bicho papão, algo curioso aconteceu. Ele se tornou uma esfera perfeita, branca e brilhante, que parecia quade uma esfera de profecia que ela já havia visto nos livros. Porém, antes que pudesse olhar melhor, ele ergueu a varinha e disse:
— Riddikulus!
A esfera se transformou em um balão de ar, que foi se esvaziando e voando pela sala, soltando um barulho incômodo e engraçado que tirou risadas dos outros alunos.
— Muito bem, sr. Lupin! Vejo que a maioria da turma está bem tranquila com o feitiço. — Ele lançou um olhar significativo para , que sentiu vontade de soltar um berro na cara dele. — Apesar de ser um feitiço de terceiro ano, grandes bruxos se veem em apuros por não dominarem esse contra-feitiços. Vamos fazer uma redação de trinta centímetros para relembrar como o feitiço se torna mais efetivo, e na próxima aula revisaremos como vocês estão em duelos e feitiços não verbais. Estão liberados por hoje.
— Ridículo é ele — voltou a reclamar, indignada pela amiga, enquanto juntava seu material para ir para a aula de Herbologia. — Fala sério, queria ver se fosse ele cercado de insetos assim como ele se sentiria. Tomara que no meio da noite isso aconteça, e que um deles entre bem no meio do…
ficou concordando com a amiga, embora tivesse se perdido um pouco sobre o que ela falava. Seu olhar estava fixo em Remus Lupin, que se reunia com Pettigrew, Black e Potter, cochichando alguma coisa.
Por que um monitor chefe teria medo de uma esfera de profecia? Tudo bem que o medo dela era insetos, mas eles fisicamente faziam mal! Por que, de tudo que havia no mundo, era isso que assustava Remus Lupin? Ela estava intrigada demais, e sentia que não conseguiria tirar aquilo da sua cabeça tão facilmente.
Continua… ou Fim
Nota da autora
Espero que gostem desse capítulo! Adoro o início de uma história em que vamos conhecendo as dinâmicas dos personagens, e espero que gostem de embarcar nessa jornada comigo! Não esqueçam de comentar o que acharam!
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