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Autora Independente do Cosmos ✨
Concluída ✅

QUANDO A LUZ entra, clareando o ambiente, saudando o sol matinal para nos acordar, minha boca se mexe em um xingamento baixo e involuntário, pois qualquer pedaço de luz me incomoda e me acorda quase instantaneamente. Eu me remexo na cama, batendo contra o corpo pesado de , sem coragem alguma de abrir os olhos, mas sei que não vou conseguir voltar ao sono anterior da mesma forma. Ele tem o sono pesado. O mundo pode cair, a luz pode nos cegar, nunca acorda.
O mau humor reverbera por mim por um instante. Levo minha mão para coçar os meus olhos ardentes e sinto a mão pesada dele sobre a minha barriga, um gemido involuntário escapa dos meus lábios quando percebo que ele está completamente colado comigo, nossas pernas enroscadas umas nas outras, não dava para dizer onde eu começava e onde ele terminava.
— sussurro, a reclamação tomando forma. Ele não se mexe e eu bufo. — Porra, você esqueceu a cortina aberta de novo.
Finalmente abro os olhos. Faz uma semana que a exaustão do trabalho tem tomado conta do nosso corpo e da nossa rotina e a gente mal passou algum tempo de qualidade juntos. A demanda do escritório tem me deixado estressada e a pressão que ele sentia de melhorar da lesão recém sofrida fazia-o se encolher no próprio mundo, mas ele tentava não somar o seu estresse ao meu, então nós sempre jantamos juntos e íamos para a cama em seguida, essa sendo a nossa rotina nos últimos dias e o mais próximo de contato físico que tínhamos um com o outro. Não me lembro a última vez que transamos.
Mais desperta agora, encaro o rosto dele, quase próximo ao meu, a serenidade tomando conta de sua expressão suave. Nenhum de nós tem que acordar tão cedo ou nos levantar pelas próximas horas seguintes, pois finalmente conseguimos uma manhã de folga para ajustar nosso sono e descansar nossos corpos, mas meu plano de dormir até tarde foi arruinado com ele esquecendo de ter fechado a cortina para a luz não ultrapassar para o nosso quarto.
Meus lábios se mexem involuntariamente em um sorriso. Eu me remexo, de modo que eu possa ficar deitada de lado, de frente para ele, um pouco mais ajustada ao seu corpo, e seu peito sobe e desce em uma respiração regular. Ele está sem camisa, o que me dá uma visão matinal bem privilegiada do seu corpo e começo a me sentir quente. Meu corpo tem ansiado pelo dele há dias, mas a exaustão sempre me vencia. Agora, sem a correria que nos cercava quase todas as manhãs, me sinto compelida a aproveitar o momento.
— Querido — me enrosco nele, jogo minha perna em cima da sua cintura e beijo a ponta de seu nariz, o que o faz sorrir, mas ele ainda não abre os olhos. — Acorde.
Eu passo a mão pelo seu rosto, admiro a sua beleza em silêncio e sinto meu coração disparar algumas batidas. Nunca vou me acostumar com a sensação de amar esse homem e de que tudo isso é real, porque parece um sonho. Um sonho do qual eu espero acordar todos os dias, mas ele vive para me mostrar que é real, que também me ama na mesma intensidade ou mais.
começa a despertar. O jogador inglês aperta a minha cintura com um pouco de força, me forçando a me aproximar mais e é quando me deparo contra algo duro, percebendo rapidamente que ele está excitado. Ótimo. Isso facilita a minha brincadeira.
Beijo seu rosto, desço por seu queixo e vou para o pescoço. Me esfrego contra o seu pau duro e ele me presenteia com um gemido rouco, sua mão desce até a minha bunda, onde aperta e me pressiona contra ele.
— seu nome sai da minha boca em um gemido.
Meu clitóris lateja e ele finalmente abre os olhos, me encarando com aquela expressão de sono, de uma pessoa que realmente acabou de acordar, o sorriso de lado bagunçando as borboletas do meu estômago e odeio que ele seja tão bonito sem esforço algum. Entendo todas aquelas garotas que insistem em mandar DM’s no perfil do Instagram dele.
— Estava sentindo falta disso — ele murmura.
Seu corpo me puxa para um abraço e ele aproveita essa brecha para beijar o ponto sensível do meu pescoço. Não me lembro da última vez que acordamos tão excitados daquela maneira e eu também estava sentindo falta daquilo. Estou sentindo falta do seu corpo inteiro, dos seus beijos carregados de segundas intenções, da vibração ao redor do meu ventre que ele sempre me fazia sentir, ansiosa por mais.
— Não vou beijar você — aviso.
O som da sua risada vibra pelo ambiente e ele deposita um último beijo na pele da minha nuca antes de voltar seu rosto para mim, me encarando. Seus dedos alisam a pele da minha bunda, coberta apenas por uma calcinha fina, tudo o que me cobre dali pra cima em diante é apenas uma camisa velha sua. Ele sabe que não gosto de beijos matinais antes da higiene, então nunca contesta, embora não deixe de me provocar.
— Mas vai fazer outras coisas, certo? — provoca.
Seu sorriso obsceno entrega toda sua ideia. Havia uma única intenção para nós dois ali e ela não era nem um pouco pura. Para me incentivar, ele esfrega seu pau duro contra mim de novo, a fricção nos fazendo soltar um gemido ao mesmo tempo. A mão de escorrega para o meio das minhas pernas e desliza até a minha calcinha, me provocando por cima do pano.
— Sua calcinha está suja, querida.
Seu polegar gira contra meu clitóris sensível, o pano da calcinha molhado com a minha umidade. Ele não precisa de muito esforço para me deixar assim e, nas primeiras vezes, eu costumava ficar constrangida com o quão rápida ficava molhada por causa dele, mas abandonei a timidez. Pingos de suor começam a brotar das minhas costas e testa. Eu abro um sorriso felino.
— Eu estou suja — provoco.
Seus olhos brilham com algo que não consigo identificar. A emoção transpassa por suas írises e some tão rápido quanto surgem, mas o sorriso congelou em seu rosto bonito e, me pegando de surpresa, ele levanta e me vira, me deixando de costas na cama.
— Vou resolver isso — ele promete.
Tentando não jogar todo o peso do seu corpo em cima de mim, ele começa a trilhar um caminho de beijos pela minha pele, ao mesmo tempo que suas mãos sobem a camisa que visto pela barra. Ele faz tudo isso lentamente até passar o pano pela minha cabeça e deixar meus seios livres, os bicos já rígidos com seu toque.
— Não sei como estou há quase uma semana sem essa visão — ele diz, um suspiro escapando por seus lábios entreabertos. Esfrego minhas coxas uma na outra, meio agoniada com o prazer que me toma e ele sorri. — Estou feliz por essa manhã de folga.

Ele se inclina e morde o bico do meu seio direito. A sensação me toma por completo e eu me empurro para ele, querendo mais. Sua língua rodeia e chupa e não consigo conter os gemidos. Tenho vontade de acordar assim todos os dias. Até esqueço que alguns segundos atrás eu fiquei irritada com ele por causa da cortina. Agora nada mais importa do que a sua boca me provocando sensações indescritíveis.
Umedeço meus lábios e me ajusto embaixo dele. Sua boca ainda está ocupada nos meus seios e eu quero provocá-lo tanto quanto está me provocando, mas ele dificulta esse processo. Suas mãos escorregam até a minha cintura e ele afasta ainda mais as minhas pernas, se enfiando no meio.
É uma posição melhor e da qual eu me aproveito, cruzando minhas pernas ao redor da sua cintura, me pressionando contra o seu pau, sentindo-o duro. Quero senti-lo dentro de mim, o tesão matinal me dominando, a saudade de estar com ele daquela forma me consumindo e nunca fui tão grata por uma manhã de folga.
Ele começa a descer sua boca para minha barriga e faz uma trilha de beijo pela minha pele, me arrepiando, a expectativa se movendo para o único ponto no meio das minhas pernas e não me importo de gemer alto com sua boca me provocando todas essas sensações tão cedo no dia.
— Você é tão gostosa, — ele murmura, beija a minha coxa e começa a puxar minha calcinha, se livrando dela pelas minhas pernas. — Isso, querida, abra as pernas para mim.
Eu obedeço; ele me lança um olhar antes de se inclinar na cama, afasta seu corpo um pouco para trás e deixa o rosto bem no meio das minhas pernas. Quando sua língua finalmente me toca, seguro os lençóis com força, arfando, o clitóris latejando.
passa as mãos por baixo da minha bunda, me segurando, os gemidos me escapam e estou tão imersa no prazer que ele me proporciona que eu mal consigo pensar, o suor escorrendo pela lateral da minha testa.
— Ah, isso. — Meu gemido aumenta e meu quadril remexe contra a boca dele, pedindo por mais; um gritinho quase me escapa quando ele morde e chupa forte, atingindo um ponto meu que me enlouquece. — !
Ele ri contra minha boceta e se empenha em me fazer gozar. Tinha esquecido o quão delicioso é acordar dessa maneira. Acho que a partir de hoje deveríamos pensar em um jeito de ter um tempo para nós dois pela manhã, antes de enfrentar o dia. Talvez fosse um exercício à parte para ajudá-lo com suas lesões recentes.
Alguns minutos depois, eu gozo em sua boca, minhas costas contraem e minha respiração fica mais rápida. Ele se afasta e se livra da última peça de roupa, seu pau duro visível e seu sorriso malicioso reflete o meu. Me apoio nos cotovelos e fico meio levantada no colchão, admirando-o, enquanto ele fica parado em pé perto da cama. Seus olhos curiosos me alcançam.
— O que foi? — ele quer saber.
Meu sorriso aumenta e faço questão de olhá-lo de cima a baixo, orgulhosa de ter a certeza que esse homem é meu e de mais ninguém. Se não fosse minha regra idiota de não beijar na boca antes da higiene matinal, eu com certeza teria puxado-o para mim naquele mesmo momento, mas ainda havia outras coisas que podíamos fazer.
— Venha aqui — chamo.
Me deito de volta na cama e ele vem até mim prontamente. Seu corpo se eleva em cima do meu e ele se esforça para não deixar todo o seu peso cair em cima de mim, seus olhos me encarando com luxúria. Toco o seu rosto, acariciando a sua bochecha.
— Faça amor comigo — peço.
Algo em seus olhos mudam e ele se ajusta no meio das minhas pernas. Seu sorriso aumenta e sei que ele gostou do meu pedido, algo que não fazíamos há um tempo também, embora nós dois gostássemos muito disso.
Cruzo minha perna em cima do corpo dele, de modo que ele consiga uma facilidade maior em se encaixar dentro de mim. Ele geme quando enfia seu pau dentro e eu me seguro em seu ombro assim que ele começa o movimento de vai e vem lentamente.
— Desculpe não ter te dado muita atenção nos últimos dias — ele diz, a voz meio rouca, sua mão acariciando as minhas costas, subindo até o meu rosto, onde ele afasta o cabelo do meu rosto. — Não percebi que talvez você pudesse estar sentindo minha falta ou se sentindo deixada de lado.
Nossos corpos se movem juntos e isso é tão, tão bom. É ainda melhor do que a nossa primeira vez ou a cada vez que transamos. Me impulsiono contra ele, exigindo que ele aumentasse um pouco a velocidade, seu pau escorregando facilmente para dentro e para fora com minha umidade.
— Tire isso da mente, — sussurro, beijando a sua bochecha, abraçando ele como eu podia. — Não há nenhuma maneira com a qual você me faça sentir assim.
Não há mesmo. Ele me dá toda sua atenção possível e entendo que nossas rotinas podem ser exaustivas, como tem sido ultimamente, o que tem influenciado na nossa vida sexual, mas ele jamais deixou de me dar atenção por isso. E ele sempre dá um jeito de me recompensar. Como agora.
— Você é incrível, querida — ele murmura, mordendo o meu queixo para conter a sua vontade de me beijar e eu sorrio com o seu esforço.
Ele aumenta a velocidade das estocadas e meu corpo ainda está sensível do primeiro orgasmo, mas não me importo, gostando de estar totalmente inebriada pelo prazer que ele me proporciona. Criamos um jogo de provocação um com o outro, enquanto ele se rende dentro de mim, nossos gemidos e risadas se misturando, minhas unhas arranhando a pele de suas costas, suas mãos apertando e espalmando minhas nádegas, nossos corpos suados juntos.
Meu Deus, quero acordar assim todos os dias.
… — a voz rouca dele ecoa pelo quarto e sei que é um aviso do quão perto ele está.
Quando faz menção de sair de mim para gozar, eu o impeço, firmando minhas pernas ao redor dele. Ele me olha com um misto de confusão, os olhos estreitos.
— Goze dentro.
— Mas…
Rebolo contra o seu pau e ele geme, ansioso. É atitude o suficiente para ele entender que está tudo bem para mim. Não é a primeira vez que transamos sem camisinha. vira nossos corpos, me pegando de surpresa, e fica em cima de mim, se ajustando melhor. Seu polegar começa a massagear meu clitóris e ele quer acelerar meu orgasmo para que nós dois possamos atingir o ápice ao mesmo tempo. Minhas costas se contraem, os dedos dos meus pés se esticam e me rendo a ele, admirando sua beleza com ele ali, em cima de mim, estocando seu pau com uma velocidade que me domina.
Minha boceta aperta seu pau e ele me lança um olhar recriminador, beliscando a pele da minha coxa de propósito, em um protesto silencioso por eu estar provocando-o daquela forma. Meus lábios desenham um sorriso malicioso, vitorioso e satisfeito. Quando o sinto tremer, sei que ele não vai aguentar muito mais tempo antes de cair em cima de mim com seu gozo.
Ele separa minhas pernas ainda mais, afastando-as de sua cintura, as mãos firmes contra minhas coxas enquanto ele aumenta a velocidade, nossos corpos se chocando, o som ecoando naquele ambiente. Minha respiração se torna irregular e eu seguro um gemido ao sentir seu polegar continuar me acariciando, sensível ao seu toque.
— Querida, tem certeza? — ele pergunta mais uma vez.
— Para de se conter e goza logo, .
Ele ri da minha impaciência e me fode com um pouco mais de força. Minha mente não consegue raciocinar mais nada do que isso aqui, nós dois, seu pau dentro de mim, seus dedos me provocando, seus lábios refletindo o meu sorriso, nossos corpos suando juntos, a respiração acelerada combinando com as batidas rápidas e quase erráticas do meu coração.
Me empurro ainda mais contra ele, sinto-o tremer de novo, seus olhos reviram de prazer e é quando ele amolece que finalmente deixa seu corpo atingir o ápice do orgasmo, se derramando dentro de mim. Sinto o líquido quente e arfo, mil sensações reverberando pelo meu corpo ao mesmo tempo, tudo por causa dele. não sai dentro de mim imediatamente; ao invés disso, ele se joga contra mim, sem colocar todo seu peso em cima de mim, e ouço sua respiração fraca.
— Precisamos fazer isso todos os dias — ele decreta, o que me faz rir.
Coloco as mãos nos seus ombros e ele sai dentro de mim, mas quando penso que terminamos, se joga para o lado, mas desce uma mão de volta à minha boceta e começa a me masturbar lentamente.
— É a sua vez — ele diz.
Encontro seu olhar travesso no exato instante em que ele enfia dois dedos dentro de mim de surpresa, fazendo questão que eu goze pela segunda vez naquela manhã. Ele belisca meu clitóris, um gemido sai alto da minha boca e meus olhos pegam fogo na sua direção. aumenta a velocidade das estocadas, mas não preciso de muito estímulo, a sensibilidade do primeiro orgasmo ainda estava presente no meu corpo. Mais alguns minutos naquela velocidade, com sua boca agora provocando um dos meus seios, atinjo o ápice pela segunda vez, minha boceta se contraindo contra os seus dedos.
Me sinto completamente mole, meus joelhos perdem a força e agradeço mentalmente que já estou deitada, ou perderia o equilíbrio. Ele retira os dedos dentro de mim e os leva à boca, lambendo nossos gozos misturados. Ainda estou me recuperando, tentando regularizar a minha respiração, mas meu coração não se acalma com aquela visão.
Ele me puxa para ele, fico de costas contra seu peito e sua mão pende na minha barriga. deposita um beijo no meu ombro e é naquela posição que esqueço o mundo lá fora, porque só resta nós dois ali, entre quatro paredes. É inevitável não desejar ficar naquele abraço para sempre.
— Precisamos dar um jeito de ajustar as nossas rotinas — ele começa a dizer. — Sou um cara sortudo por você ser compreensível com meus estresses e tudo mais, mas não posso deixar de dar atenção à minha garota.
Umedeço meus lábios, um sorriso afetado no rosto. Coloco uma mão por cima da sua e entrelaço nossos dedos.
— Você sabe que não me importo, — murmuro, tranquilizando-o. — Desde que você me recompense.
— Como agora? — dessa vez, ele morde levemente o meu ombro, me provocando.
Me viro, ficando de frente para ele, sem soltar nossas mãos. Ele me olha com algo nos olhos que mais parece adoração. Eu amo tudo isso nele: a forma como ele sempre me deixa segura com seus sentimentos, o jeito com que ele me olha, me toca, me ama. Nunca tive nem mesmo um pretexto para desconfiar ou duvidar disso. Desde o começo, ele sempre foi transparente.
— Como agora — toco o seu rosto, sorrindo. — Mas muito mais.
Ele ri, beija o meu nariz e aperta minha cintura. Dessa vez, seus olhos brilham com pura luxúria e sei o que ele vai sugerir antes mesmo que a sua boca formule as palavras.
— Segundo round?




Fim.


Sem nota de autora!

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