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Autora Independente do Cosmos ✨
Concluída ✅

I'm in no kinda frame of mind to let you go
I just don't want any kind of life without you, dear

🎧Any Kind Of Life — Lewis Capaldi



Naquele pequeno instante, entre uma música e outra, observando os convidados na pista de dança, se considerava um homem infeliz. O que era estranho, visto que ele tinha mais motivos para sentir-se satisfeito com a própria vida do que estar habituado com a infelicidade daquela maneira. Sua carreira estava no melhor momento da sua vida; ele conseguiu o apartamento que queria, no bairro que estava desejando; sua mãe finalmente se mudou para morar mais perto da sua irmã, que acabou de ter um bebê. Pequenas coisas que, aos poucos, iam se alinhando.
Ainda assim, parecia faltar alguma coisa. O vazio constante que sentia dominava as suas noites solitárias e ele perdeu as contas de quantas vezes foi dormir encarando o teto do quarto, rolando de um lado para o outro na cama. Era grande demais para caber um corpo só, mas ele jamais procurou nenhuma outra companhia, porque ninguém substituiria a dela. Do que adiantava, afinal, ter toda a sua vida alinhada do jeito que queria, se não tinha ela? Não fazia o menor sentido.
— Então… — Uma voz despertou o homem de seus pensamentos particulares. se virou na direção da voz e encontrou um dos amigos, que segurava uma taça de vinho tinto na mão e o encarava com uma mistura de emoções que ele não soube identificar. — Por quanto tempo mais você vai ficar aí parado?
decidiu tomar um gole da própria bebida. Uma limonada gelada, sem álcool, pois não sentiu nenhuma necessidade de se embebedar, embora tivesse motivos para isso.
— Do que você está falando?
O outro homem, mais conhecido como Ben Chilwell, seu amigo e colega de trabalho, riu. Ben apontou, discretamente, para a pista de dança, indicando a mulher com a cabeça. Ele não precisava de muito esforço para explicar a de quem ele estava falando, porque o homem sabia. Na verdade, todos os convidados da festa tinham ciência do envolvimento daqueles dois e de como as coisas tinham acabado entre eles, porque ambos eram amigos da maioria.
deu de ombros.
— Não tenho outra opção, senão ficar parado aqui — respondeu.
Ben empurrou-o com o ombro. devolveu um olhar feio na direção do mais velho.
— Não seja idiota, seu idiota. — O mais velho reclamou. — Tá mais do que na hora de você tomar uma atitude. Sabia que ela voltou para Londres?
— Temporariamente?
— Não — Ben respondeu, balançando a cabeça. — Definitivamente.
engoliu a seco com a informação. Seu coração errou uma batida e ele segurou o copo de vidro com mais força do que pretendia, sentindo-se afetado. Ao seu redor, havia um grupo de pessoas rindo e ele conseguia ouvir a música da pista de dança ecoando por todo o lugar. Ela estava rindo de alguma coisa, cercada por duas crianças de mais ou menos dez anos, que eram sobrinhos da noiva. Era a primeira vez que ele a via rindo depois de muito tempo sem contato nenhum. O casamento os reuniu por conta de seus amigos em comum e ele ainda se sentia preso na lembrança de quando a viu entrar como uma das madrinhas.
Primeiro, não o notou. Ela continuou com o sorriso cintilante no rosto, os olhos brilhando pelas lágrimas, o vestido de tom azul celeste cobrindo seu corpo inteiro, combinando com a cor dos olhos. Quando ela finalmente o notou, o sorriso congelou no rosto e seus passos vacilaram; seu coração parecia que ia sair pela boca a qualquer momento e a mulher também sentiu suas mãos suarem e formigarem ao mesmo tempo.
Naquele momento, os dois presos pelos olhares, nenhum tomando coragem de desviar, eles perceberam, sozinhos, que os sentimentos um pelo outro não tinham desaparecido. foi tomada por uma esperança tola quando observou o sorriso dele surgir lentamente, os olhos azuis encarando-a como se fosse a primeira vez que ele a estivesse vendo. Não só isso, como se tivesse sido a primeira vez que ele descobria que ela seria sua.
? — Ben chamou.
piscou os olhos, engoliu a seco e voltou a olhar para o amigo.
— Como você sabe disso?
Ben deu de ombros.
— Ela me disse — respondeu. — Na verdade, ela contou para o Mount, mas você sabe, ele é meio fofoqueiro, então…
Era para ser uma tentativa de piada, mas não riu. Ele ainda estava processando a informação e sua limonada não parecia mais uma bebida apropriada. Queria não estar sóbrio para lidar com aquilo, mas ao mesmo tempo, também não seria legal receber a notícia bêbado.
Dois anos. Dois anos depois, ela estava de volta.
O término deles não foi conturbado. Não tinha sido escandaloso e nem rancoroso. Não terminaram porque não se amavam mais e nem por motivos plausíveis, como ciúmes ou algo do tipo. Terminaram porque tinham concepções e objetivos diferentes em suas carreiras individuais. Ela conseguiu ser aceita no grupo dos Médicos Sem Fronteiras e ele estava prestes a mudar de cidade, movido pelo seu trabalho. Não acreditavam em relacionamento à distância e entendiam que o amor não salvava tudo.
Terminaram porque seria melhor para ambos, mesmo que nos dois anos seguintes, nenhum tenha esquecido o outro por uma noite sequer. Era por isso que se considerava um homem infeliz, mesmo que todos os aspectos de sua vida estivessem dando certo. Não se sentia completo sem ela.
— Eu achei que ela continuaria mais tempo — disse, com o sotaque alemão presente no tom de voz.
Ben soltou um suspiro e encarou , que acabou parando de dançar e agora estava na mesa de doce com as duas crianças. Ele pensou se deveria dizer o que sabia para , mas bem, por que não? Ele assistiu o amigo tentar superar aquele relacionamento por dois anos, sempre se recusando a encontrar outras mulheres, a ter qualquer tipo de encontro, preferindo enfrentar mais uma noite solitária naquele apartamento frio. Por outro lado, Mason quem assistiu sentir-se realizada profissionalmente, mas um fracasso na vida pessoal.
— Ela terminou a missão — Ben respondeu. — Tinha a opção de estender mais, claro, mas Mason disse que ela não aceitou. Parece que não estava se sentindo muito feliz, então resolveu voltar, para tentar outra coisa, ou algo do tipo.
O alemão assentiu. Ele aproveitou que um garçom estava passando e depositou a bebida na bandeja, desistindo da sua limonada, agora fria. Esfregou o próprio rosto e engoliu a seco. Pensou em todas as mensagens que chegou a digitar no chat dela e não enviou. Nunca criou coragem para dizê-la o quanto sentia falta dela. Ou como ainda a amava e sua vida parecia incompleta sem o brilho dos olhos dela ou o da sua risada melódica.
, por outro lado, tentou ligar diversas vezes, mas as ligações nunca eram completadas, já que a área de celular sempre era péssima onde estava. Em algum momento, ela agradecia por isso, porque sinceramente, não saberia o que dizer se ele atendesse a ligação. Quando conseguia que seu celular tivesse cobertura, só mandava mensagem para os pais e para Mason.
E Mason não tocava no assunto. Nunca lhe dizia nada sobre , a não ser que ela mesma perguntasse. Ele também nunca dizia nada para sobre , a não ser que ele perguntasse.
? — Ben chamou, mais uma vez. suspirou e virou o rosto para Ben. — Você devia chamá-la para dançar.
O alemão agitou-se com a ideia. Não estava conseguindo criar coragem para dizer um simples “Oi”, quanto mais pensar em chamá-la para dançar. Ele riu, nervoso, e balançou a cabeça para Ben.
— Não acho uma boa ideia, cara — admitiu.
Ben sorriu. Simplesmente sorriu, bebeu um pouco mais do seu vinho tinto e encolheu um ombro, como quem estava aprontando alguma coisa.
— Na verdade, é uma ótima ideia.
Ele apontou para onde estava e, quando seguiu o seu olhar, viu Mason chamando as crianças para tirar fotos com os noivos. A médica estava, finalmente, sozinha. Mason olhou para os dois amigos, exibiu o seu melhor sorriso e piscou o olho na direção dos dois, voltando a atenção para as crianças. expressou uma careta confusa e sentiu Ben dar duas batidinhas firmes no seu ombro esquerdo.
— Vá atrás da sua garota — Ben sussurrou e foi embora.
praguejou baixinho, ajeitou o terno no próprio corpo, verificou se os fios do cabelo estavam no lugar e, por fim, deixou os ombros caírem diante de um longo suspiro. Era ridículo a forma como estava se sentindo nervoso diante da possibilidade de falar com ela, depois de dois anos sem nem sequer ouvir a sua voz. Seu estômago revirou com a ideia de observar o sorriso dela tão de perto de novo e seus dedos se tornaram ansiosos para tocar um pouco da pele dela.
não saiu do lugar; deixou que as crianças fossem com Mason e ficou experimentando doce por doce. Aproveitou para tirar os sapatos dos pés, aliviando-se fora do salto. Dançar ainda era a sua coisa favorita, mas duas crianças querendo pular o tempo todo fizeram ela se cansar duas vezes mais rápido e, como tinha desacostumado a usar salto durante o tempo viajando por países que necessitavam de ajuda humanitária, seus pés doíam com mais facilidade agora.
— Oi.
Ela estava prestes a experimentar um doce de aparência delicada, quando escutou a voz dele. Dessa vez, não era uma voz vindo do seu sonho, mas real, de verdade. Ela não precisou se virar para ter certeza que era ele mesmo que estava ali, atrás dela. Era a voz dele e o perfume dele, sempre inconfundível. esperou; enquanto isso, ele observou os pés dela descalços, os sapatos deixados de lado e quase riu com a cena, mas ela era assim.
limpou o açúcar das pontas dos dedos e se virou. A médica arfou baixinho ao encarar o ex-namorado, os olhos azuis claros tão de perto e não se importou com o fato do seu coração errar uma batida. Não importava quantas vezes o visse, nunca se acostumava com a avalanche de emoções que a consumia por causa dele.
— sussurrou, a voz quase falhando.
.
O sorriso que ele exibiu lançou a ela sensações de borboletas no estômago, como se ainda fosse uma adolescente descobrindo uma paixonite. Ainda assim, o som do seu nome na voz dele a fez abrir um sorriso genuíno e era como se o tempo não tivesse passado para nenhum dos dois.
— Você está linda — ele elogiou, apontando para seu vestido.
— Ah, é… — Ela olhou para si mesma e tocou o pano do vestido com as duas mãos, os fios de cabelo soltos da trança caindo na frente do seu rosto. Voltou a olhar para ele. — Obrigada. Você também está lindo.
— Eu diria que sempre fui, mas… — ele brincou, levantando um ombro.
riu. Os dois ficaram trocando olhares por um momento, sem dizer nada e, mesmo que houvesse uma música tocando, ela não ouvia. Tudo estava completamente silencioso, exceto pelo som das batidas do seu próprio coração em seus ouvidos. Sem pensar, agindo puramente por impulso, ela se lançou contra ele em um abraço, cruzando seus braços contra o pescoço dele, sentindo a necessidade de fazer aquilo há tanto tempo, que seu corpo relaxou quase instantaneamente quando se chocou contra o dele.
Surpreso, não reagiu imediatamente. Ele a segurou por puro instinto, as mãos pousando na cintura dela e, quando entendeu o que estava acontecendo, o que ela tinha acabado de fazer, ele reagiu e retribuiu o abraço. A primeira coisa que fez foi inspirar o perfume dela, certificando-se se ainda era o mesmo — e era; uma fragrância delicada de lavanda, remetendo a flores de um jardim, que combinava perfeitamente com ela.
Sua pele ainda era quente como a luz do sol. Ela costumava dizer que, se era assim, ele tinha o contraste frio da luz da luz. Um completava o outro.
— Senti sua falta — ela confessou.
respirou aquela confissão. Desejou por tanto tempo ouvir aquilo que não parecia real. Parecia simplesmente que sua mente estava lhe pregando peças, mas o contato da sua mão com a pele dela lembrava-o de que era real. Ela estava ali e ele a estava abraçando. Nem sequer se importou que ela conseguisse sentir as batidas rápidas do coração dele.
— Eu senti muito mais — O alemão murmurou de volta.
Ela sorriu, mesmo que ele não conseguisse ver. Poderia ficar horas e horas nos braços dele e nem assim sentiria vontade de largá-lo. Naquele momento, alheio a qualquer olhar dos outros, ambos sentiram como se não houvesse nenhum vazio em suas vidas. O abraço preenchia tudo.
se afastou, umedecendo os lábios. não conseguia tirar as mãos da cintura dela, então também não se afastou completamente, seus corpos ainda próximos demais e os dois trocaram olhares silenciosos, a combustão de sentimentos presentes nas íris de ambos, no brilho que circulava os lábios, nas batidas erráticas dos corações, nas mãos formigando por mais toque íntimo.
Como dois anos podem ter passado e ela ainda sentir que era dele?
— Por favor — ele estendeu uma das mãos, a outra permanecendo na base da sua cintura. — Aceita uma dança?
olhou para os próprios pés.
— Estou descalça.
riu. O som da sua risada enviou ondas sonoras de serotonina para o cérebro de . Ela aceitou a mão dele, para que não ficasse muito tempo suspensa no ar e prendeu a respiração quando sentiu uma onda elétrica pelo seu corpo ao entrelaçar os dedos nos dele. Era como se apaixonar de novo, mesmo já estando apaixonada. Tarde demais, ela observou ele tirar os próprios sapatos, ficando somente com as meias pretas nos pés e balançou a cabeça. Ela apertou os dedos dele.
!
Ele nem sequer se abalou.
— Estamos quites — ele disse, com um sorriso. — Podemos ir?
Ela cobriu a boca com a mão livre, rindo, balançando a cabeça rapidamente. Mas aceitou o pedido. Caminharam descalços para a pista de dança, ignorando os olhares alheios e alguém mudou a música. Uma melodia romântica começou a tocar e o ex-casal posicionou-se no meio da pista. colocou as duas mãos nos ombros firmes dele, enquanto pusera as duas na cintura dela.
Iniciaram os passos lentos de dança, sem quebrar o contato visual nenhuma vez. Do outro lado da pista, Ben acompanhava Mason, e os dois ingleses assistiam os amigos dançarem, como se não existisse mais ninguém no mundo, senão eles. Mason acreditava que eles ainda tinham alguma chance, só precisavam dizer isso um para o outro. Estava cansado de ver sua melhor amiga infeliz, lamentando o futuro que jamais teria com o único homem que amou e continuou amando, mesmo longe.
— Fiquei sabendo do seu novo contrato — ela iniciou, sentindo a necessidade de dizer alguma coisa, qualquer coisa, mesmo que o silêncio com ele não a incomodasse. — Parabéns.
— O Mason te fofocou?
— Não — respondeu. — O instagram.
Ele soltou uma risada.
Costumava ser ativo o suficiente naquela rede social em específico, então acabava contando algumas novidades por lá, como o fechamento do novo contrato com um clube novo, por exemplo. Ele imaginou que fosse possível que ela visse, mas não tinha muita esperança, já que ela mal aparecia na internet com o acesso tão limitado nos lugares em que estava.
— Eu também fiquei sabendo que você voltou para Londres — disse, observando o sorriso de vacilar um pouco, mas ela continuou mantendo a postura.
— É, eu… — Ela suspirou, mordendo o lábio. Deu de ombro. — Acho que terminei a minha missão.
Eles continuaram dançando lentamente. processou aquele momento, tentando se agarrar a ele para que não desaparecesse. Todos os seus sentimentos ainda estavam ali; estar nos braços dele parecia tão certo que ela não sabia como conseguiu ficar tanto tempo longe dele.
— E como foi para você? — indagou, genuinamente interessado em saber mais.
pensou um pouco; ele girou o corpo dela e, quando estava de volta aos braços dele, respondeu:
— Incrível e ruim ao mesmo tempo — disse. — Vi muitas coisas que não queria ver e que nunca vou esquecer, mas também aprendi muita coisa que não teria aprendido trabalhando em um clube ou hospital. Então, de certa forma, foi uma experiência rica.
não pôde deixar de admirar a expressão maravilhada que ela tinha no rosto quando falava sobre aquilo. Deixá-la ir foi a coisa mais difícil que ele já tinha feito, ao mesmo tempo que também foi a melhor.
— O que você vai fazer agora?
não soube responder imediatamente. Ela olhou por cima do ombro de e viu Mason e Ben com as crianças; o primeiro flagrou ela olhando e lhe direcionou um sorriso encorajador, o qual ela devolveu.
— Eu não sei.
O alemão alisou as costas nua dela, enviando uma onda de arrepios para o corpo da mulher. sorriu. Ela quase sentiu a respiração falhar com a consciência de que ainda amava tanto ele que poderia tentar de novo. Ele não estava agindo como alguém que tinha a esquecido, muito pelo contrário. O sorriso, as batidas rápidas do seu coração que ela conseguia sentir através do peito dele, por cima do pano do terno, os toques íntimos. Tudo nele indicava que também não conseguiu seguir em frente sem ela.
Quando a música parou, ainda assim, eles não se soltaram.
— Eu fui um idiota — murmurou.
ficou surpresa e afastou o rosto do dele, encarando-o com uma expressão confusa.
— O quê?
— Eu fui um idiota de ter te deixado embora — ele explicou. — Não estou dizendo que deveria ter impedido você de seguir o seu sonho, só estou dizendo que eu não deveria ter deixado você ir embora sem saber… — ele deu uma pausa para respirar fundo. — Sem saber que não há nenhum tipo de vida que eu queira sem você aqui, .
A médica abriu a boca para dizer alguma coisa, mas não saiu nada. Ao invés disso, ela fez o que sonhou em fazer há muito tempo, quando ia dormir todas as noites naquela cama fria e solitária. encostou os lábios nos dele e, a princípio, não houve um beijo. Só aquilo. Os lábios encostados um no outro, os corpos abraçados, a pista vazia, os assistindo. Outra música começou, mas ninguém se importou em começar a dançar.
, então, moveu seus lábios contra os dela e a beijou devagar. Durou pouco, até ela se afastar com um sorriso no rosto, os olhos brilhando com uma esperança genuína. Por Deus, ela também não queria um tipo de vida sem aquele homem ao seu lado.
Ele esquecia de colocar açúcar e leite em seu café toda manhã, nunca gostava de maratonar filmes de terror e sempre dormia no meio de uma comédia romântica. Todo fim de semana, deixava um livro novo em cima da cabeceira dela, alimentando o seu hábito de ler e o seu amor por livros novos e desconhecidos. Gostava de acordá-la com beijos por todo o seu rosto e sempre a vencia no FIFA.
— O que você vai fazer agora, ?
O alemão exibiu um sorriso lindo e tocou a base da bochecha dela com o polegar, a resposta na ponta da sua língua, como se sempre soubesse o que queria fazer. Ele agarrou o momento e afastou o vazio que sentiu por quase dois anos. Agora que sabia que se sentia completo com ela, só tinha uma resposta a ser dita.
— O que eu deveria ter feito desde o começo, — ele disse. — Nunca mais vou abrir mão de você.




Fim.


Considerações galáticas da autora:

Sem nota!

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