O apartamento de Jude Bellingham era muito diferente de tudo o que eu tinha imaginado.
Não que eu fosse mais uma a cair no estereótipo de que os homens eram muito mais bagunceiros que as mulheres (eles eram), principalmente quando moravam sozinhos, mas aquele apartamento não tinha nem mesmo uma poeira fora do lugar. A decoração era um pouco mais minimalista e Jude tinha adotado cores suaves.
Na verdade, não sei o que eu tinha imaginado. Um altar exagerado para o Real Madrid, talvez. Que as coisas estivessem um pouco fora do lugar. Que a decoração não combinasse e houvesse meias ou algo do tipo espalhados pelo chão. Toalhas molhadas na cama.
Mas só havia fotos normais espalhadas, com seus pais e seu irmão mais novo, como uma família comum. Ele me fez entrar primeiro e a curiosidade tomou conta de mim, me fazendo andar lentamente pela sala, olhando tudo, me perdendo principalmente nas suas fotos em família.
— Quer beber alguma coisa? — Sua voz me tirou do transe.
Cocei minha bochecha e deixei minha bolsa em cima do sofá, me sentindo um pouco deslocada por um instante.
— Não, obrigada.
Não chegamos a experimentar o prato principal. Ele pediu que fosse embrulhado para viagem e estava, naquele momento, segurando as sacolas com o nosso jantar, mas eu não estava mais com fome.
Jude assentiu e andou até a cozinha, adentrando um corredor pequeno que se curvava até o cômodo.
Enquanto ele estava fora do meu campo de visão, me sentei no sofá confortável, tirei meu celular da bolsa e, ignorando todas as notificações de mensagens, abri o chat da minha irmã e avisei que não ia dormir em casa naquela noite. Ela se viraria para arrumar uma desculpa sobre a minha ausência para os nossos pais, mas eu meio que duvidava que eles se importassem. Madrid era a minha cidade e eles não tinham motivos para se preocuparem, se fossem esse tipo de pais.
Quando olhei ao redor e percebi que o jogador ainda não tinha voltado, mordi a minha boca e resolvi me distrair abrindo as inúmeras mensagens que Ferran me mandou depois da ligação de mais cedo. Ele tinha muitas perguntas, o que me fez rir um pouco, mas quando eu estava prestes a responder alguma coisa sobre todos os seus questionamentos do meu
lance com o Bellingham, a voz dele me tirou do transe outra vez.
— Qual sua relação com o Torres?
A pergunta me pegou de surpresa e eu levantei os olhos na direção dele, observando seus movimentos. Ele estava segurando um prato com alguns morangos e tirou seus próprios sapatos, sentando-se bem ao meu lado, dispondo o prato em seu colo, levando um dos morangos até a boca, mordendo um pedaço. Fiquei um pouco hipnotizada com o movimento inocente, minha mente indo a mil e eu praticamente esqueci que ele tinha feito uma pergunta.
Percebendo que eu estava encarando demais, e provavelmente com uma cara de idiota, limpei a garganta e desviei o olhar, bloqueando a tela do celular, guardando-o de volta na minha bolsa.
— Somos só amigos — respondi, dando de ombros.
— Eu lembro de ler boatos sobre vocês — ele continuou, a voz enigmática. Eu me ajeitei no sofá de um jeito que pudesse ficar sentada de frente para ele. — Parece que não há muita gente que acredita que vocês são realmente
só amigos.
Umedeci meus lábios e encostei meu cotovelo na base do sofá, apoiando o meu rosto contra a palma da minha mão, meus olhos em seu rosto, enquanto ele ainda se deliciava com o morango. Ele me ofereceu um e eu aceitei.
— Isso acontecia com você e a Alessia Shaw¹? — Mordi um pedaço pequeno do morango, sentindo o gosto adocicado da fruta derreter na minha língua.
Jude exibiu um sorriso quase discreto quando mencionei a sua melhor amiga.
— Não com a mesma frequência que acontece entre você e o Torres — ele retrucou, a resposta na ponta da língua.
Mordi o resto do morango e revirei os olhos, um suspiro escapando dos meus lábios.
— Nunca aconteceu nada entre eu e o Ferran — garanti. — Muito menos houve qualquer interesse partindo de qualquer um de nós. As pessoas gostam de ver coisas onde não tem e parei de me importar com os boatos ou
shipps.
Peguei outro morango, mastigando.
— Sem concorrência, então? — Ele quis saber.
Arqueei uma sobrancelha na direção dele, meus lábios levemente curvados para cima em um sorriso meio debochado.
— Cuidado, Bellingham — murmurei. — Assim vou começar a achar que você está com ciúmes.
Ele se esticou apenas para deixar o prato em cima da mesinha de centro de vidro que ficava bem perto do sofá. Em seguida, se virou para mim, limpando o canto da boca com o polegar, a outra mão livre chegando perigosamente perto da minha coxa exposta. Minha respiração quase falhou por antecipação, a expectativa pairando no ar.
Era diferente ali.
Não estávamos dentro de uma sala qualquer do Bernabéu, onde qualquer pessoa podia nos interromper, muito menos com o tempo contado para uma foda tão rápida. Eu não tinha a desculpa de que precisava ir embora. Ali, o tempo era obrigado a passar mais lento só para que tivéssemos mais tempo de explorar um ao outro.
Se eu tinha acabado de ceder e quebrado a minha promessa por um desejo sexual quase incontrolável, nada mais justo que eu aproveitasse cada pedacinho do que ele estava disposto a me dar.
— Não tenho motivos para ter ciúme — ele disse, a mão finalmente pousando na minha coxa, sua pele contra a minha, arrepiando a minha nuca. — Porque sou eu que estou tocando você agora.
O sorriso presunçoso alcançou seus olhos com uma confiança impressionante. Ele apertou minha coxa devagar, meu peito subindo e descendo com a respiração irregular, e fiquei imóvel, esperando o próximo passo dele.
— Seu ego realmente é um problema — murmurei.
Ele nem se abalou.
— Eu chamaria de autoconfiança — me corrigiu.
Antes que eu pudesse responder, sua boca se chocou contra a minha em um beijo urgente, como se ele tivesse se contendo o tempo todo para fazer aquilo.
Tinha gosto de vinho e de morango, e o peso do seu corpo obrigou o meu a cair deitado contra o sofá macio, com ele por cima, se esforçando para não deixar todo o seu peso cair sobre mim. Minhas mãos subiram, uma parando na sua nuca e a outra segurando a ponta da sua camisa, querendo-o mais e mais perto.
Intensifiquei o beijo e, involuntariamente, abri um pouco as minhas pernas para que ele se encaixasse melhor. Meu peito subia e descia com um esforço pesado, a respiração quase falhando, mas eu não me importava. Minha boca estava exatamente onde eu queria que estivesse, desde que o vi no restaurante.
Minhas barreiras cediam uma a uma, a resistência caindo por terra.
Dali em diante, eu não podia mais negar o meu desejo por ele.
A forma como meu corpo estava quente contra o dele por cima de todo aquele pano comprovava isso.
— Você vai se arrepender? — Bellingham afastou sua boca da minha, murmurando algo contra os meus lábios.
Meus pensamentos estavam completamente nublados e não entendi nem mesmo uma letra do que ele tinha acabado de me perguntar, totalmente bêbada, não do vinho, mas de desejo, minha coxa se esfregando contra a sua, o pano grosso da sua calça me impedindo de sentir o contato de maneira crua.
— O quê? — meio que balbuciei.
Ele roçou os lábios contra os meus e senti seu sorriso aparecer suavemente. Nossos olhos se encontraram e não consegui identificar a maneira que ele me olhava. Era uma mistura de adoração, desejo, algo mais quente.
— Você vai se arrepender disso? — repetiu para que eu entendesse. — Você parecia segura no restaurante, e fico feliz por isso, de verdade, mas você tem certeza que quer seguir adiante? Odiaria que você se arrependesse depois disso aqui acabar.
Quando processei o que ele tinha acabado de dizer, um sorriso surgiu lentamente nos meus lábios. Eu quase revirei os olhos pela pergunta, mas teria que considerar que ela era válida e, naquele momento, mesmo que tentasse esconder, vi um resquício de insegurança brilhar nas suas írises.
Acho que ele não suportaria o peso do meu arrependimento justamente porque era algo que ele queria tanto.
Toquei a sua bochecha com meu polegar, surpreendendo não só a ele, mas também a mim pelo carinho inesperado. Não sei de onde surgiu a necessidade de tranquilizá-lo sobre aquilo, mas eu me vi fazendo isso sem pensar.
— Eu não me arrependi nem da primeira vez, Bellingham — respondi a sua pergunta com uma voz tão suave quanto eu podia ser. — E foi bem diferente dessa vez aqui, e eu te odiava mais do que odeio agora.
Ele riu, aproximando sua boca da minha só para morder o meu lábio inferior.
— Você não me odeia — murmurou contra a minha boca e afastei meu polegar da sua bochecha. — Isso é só charme.
Antes que eu pudesse retrucar, ele me beijou, sabendo como calar a minha boca.
Engoli a minha vontade de rebater e me concentrei na sua boca, no beijo, em como meu corpo estava quente contra o dele, as peças de roupas começando a me incomodar. Queria sentir a pele dele sem nenhum obstáculo no caminho e, por isso, fui enfiando minhas mãos por dentro da sua camisa, buscando aquele contato pele a pele. As lembranças de nós dois juntos depois daquele jogo desastroso se misturavam ao momento, como se agora eu pudesse aproveitar da forma certa.
Da forma como eu deveria ter aproveitado antes, pensando que não teria outra chance ou que seria firme em não ceder outra vez.
Mas essa boca, a forma como ele me beijava, o jeito que ele parecia com fome…
Minha boceta latejou em expectativa.
E gemi em protesto quando sua boca se afastou da minha e ele começou a descer os lábios por meu pescoço, traçando beijos pela minha pele, suas mãos subindo pelas minhas coxas, me explorando tão lentamente que eu arfei, tentando ser paciente.
Não havia nenhum risco de sermos interrompidos ou flagrados ali, o que significava que não havia nenhuma necessidade de ter pressa e eu podia deixar ele ir devagar. Mesmo que eu tivesse com essa necessidade urgente de senti-lo mais perto, odiando a mim mesma por meu corpo trair o meu cérebro.
Respirei fundo e fechei os olhos, me concentrando nas sensações que seus lábios provocavam na minha pele, o beijo se arrastando por meu suor, enquanto ele continuava trilhando o caminho do meu corpo, descendo e descendo, me beijando por cima do pano do vestido, suas mãos vindo na contramão até parar na barra do tecido. Então seus lábios estacionaram bem em cima do meu ventre, onde ele deixou um último beijo, me fazendo abrir os olhos para observar seu próximo movimento.
Ele se inclinou apenas o suficiente para deslizar suas mãos para cima, arrastando o meu vestido junto, querendo se livrar da peça. Não dificultei a sua vontade e ajudei-o a tirar o vestido do meu corpo, revelando a minha nudez quase incompleta, porque a única peça que restava no meu corpo era a minha calcinha, contando com a ausência do sutiã. Vi um lampejo de desejo transpassar por seus olhos e engoli a seco ao sentir seu polegar rodear a auréola dos meus seios, jogando a peça de roupa em algum lugar do chão da sala.
— Você é tão linda, — ele melodiou.
Senti minhas bochechas esquentarem pelo elogio inesperado.
— Isso não é nada que você já não tenha visto — devolvi, o que o fez rir e revirar os olhos, beliscando o meu seio de propósito, me arrancando um gemido.
— Não sabe responder elogios? — retrucou, com humor.
Espalmei minhas mãos contra o seu peito e empurrei-o devagar, até ele cair sentado do outro lado, enquanto eu ia me levantando junto. Ele ainda estava com todas as peças de roupa no corpo, o que me incomodou.
— Não é o que me interessa agora — respondi, me sentando em seu colo.
Suas mãos imediatamente pousaram na minha cintura, como se não conseguisse ficar muito mais longe do meu corpo. Pousei uma mão em seu pescoço e a outra foi para o ombro, me apoiando.
Eu me aproximei mais, até sentir o seu pau duro por cima do tecido grosso da sua roupa. Minha boceta latejou com a proximidade e eu umedeci meus lábios secos.
—
Isso — comecei a dizer, me esfregando contra a sua protuberância, escutando um gemido baixinho escapar dos seus lábios entreabertos, minhas unhas fincando em seu ombro com força, mas ele nem se importou — é o que me interessa agora.
A fricção me fez perceber que minha calcinha estava molhada.
O pouco contato me deixou ofegante, pequenas gotas de suor escorrendo por minhas costas, o tesão me consumindo de maneira lenta e torturante e senti quando ele afundou os dedos na pele da minha cintura, como se tentasse se conter.
— …
Movi minhas mãos para me livrar da camisa dele. A peça voou para algum lugar da sala, juntando-se ao meu vestido. E eu busquei por mais, me esfregando contra ele, contra o seu pau duro, tecido contra tecido. Isso era ainda melhor do que foi a primeira vez. Suas mãos foram subindo por minhas costas, até decidir me puxar para mais perto, para que sua boca alcançasse os meus seios. Primeiro, sua língua me lambeu.
O misto de sensações me deixou inebriada. Continuei me esfregando contra ele, devagar, ao mesmo tempo que ele agora mordia a ponta do meu bico, a mão livre beliscando o outro seio, intensificando meu prazer em cada partícula que preenchia o meu corpo. Nossos gemidos se misturaram, formando uma melodia que eu não sabia onde começava ou onde terminava e me tornei desesperada para sentir seu pau fora da sua calça, minhas mãos descendo desajeitadas para o meio dos nossos corpos, enquanto tentava encontrar o seu zíper.
Me surpreendi com a vibração da sua risada contra o meio seio esquerdo, meu corpo estremecendo. Ele afastou o rosto apenas um centímetro para me olhar e não parei a minha tarefa em busca do seu zíper.
— Desse jeito, amor, vou achar que você está desesperada para sentir o meu pau — me provocou.
Tive que conter um suspiro irritado.
— Não seja idiota — retruquei. — É
óbvio que eu estou desesperada para sentir seu pau. Agora dá pra me ajudar?
— Só porque está me incomodando.
Eu desci do colo dele, me ajoelhando no chão bem na sua frente. Ele me encarou por um instante, como se percebesse qual era a minha intenção, mas finalmente se ergueu um pouco do sofá, abriu o zíper da calça e começou a empurrar a peça para baixo, seu pau saltando para fora. Quando ele chutou a calça e a boxer, me aproximei, ficando no meio das suas pernas, minhas duas mãos paradas cada uma em cima da sua coxa. Ele estava tão duro que minha boca salivou.
Toquei a ponta da sua cabecinha e apertei devagar, observando seu rosto transformado de tesão, o desejo se concentrando em seu sangue ali, as veias saltando de um jeito delicioso.
— … — Seu tom de voz soou como um alerta.
Que eu estranhamente entendi.
— Relaxa, Bellingham — soltei, apertando sua coxa com minha outra mão. — Não vou te fazer gozar antes de me foder — prometi. — Eu só quero…
Eu nem consegui completar a frase. No próximo segundo, o pau dele estava na minha boca, seu pré-gozo derretendo na minha língua, enquanto eu tentava fazê-lo caber inteiro, seu corpo tremendo em resposta. Não fui gulosa, nem apressada. Eu só queria sentir um pouco do seu gosto, saborear lentamente, do jeito que eu não tive a oportunidade de fazer da outra vez. Queria assistir sua testa se franzir de prazer, seus lábios apertados em uma linha fina, contendo os próprios gemidos.
Ele disse que eu era linda, mas ele…
Picasso teria inveja da visão que eu estava tendo naquele momento. Se eu soubesse pintar, ele também teria inveja de mim do quadro que eu faria daquela imagem, de como eu teria eternizado aquela beleza em técnicas de pinturas que eu não conhecia e daria nomes a novas cores para fazer jus à pele brilhante dele.
Lambi suas veias saltadas. Ele se aventurou em acariciar a parte lateral do meu rosto, alguns cachos começando a grudar na minha pele devido ao suor. O pano da calcinha começava a me incomodar, mas minha boca continuou exatamente no mesmo lugar e quando meus olhos se voltaram para o rosto dele, seus lábios me presentearam com um sorriso digno de arrepio.
—
Porra, eu tinha me esquecido o quanto sua boca é boa nisso — ele disse, com um pouco de dificuldade em conter os gemidos, que para mim soaram como uma melodia única, feita por aqueles lábios deliciosos e carnudos. —
Isso… Porra, , não. Vem cá.
Ele me fez afastar a minha boca do seu pau, soltando um suspiro quase aliviado. Passei as costas da mão na minha boca e sorri ao vê-lo quase perder o próprio controle.
— Assim eu vou gozar — ele explicou.
Me levantei, tirando a minha calcinha sem cerimônia alguma, jogando-a para se juntar às outras peças de roupas espalhadas pela sala.
— Camisinha?
Ele indicou o chão com um aceno.
— No bolso da calça.
Estreitei os olhos para ele e ri, meus olhos procurando por sua calça.
— Uau — soltei, andando apenas um passo próxima ao sofá novamente, onde sua calça estava no chão. Me abaixei e peguei um pacote de camisinha no bolso frontal. — Tava esperançoso ou confiante que isso acontecesse?
Ele revirou os olhos e me puxou pelo braço, me fazendo cair no seu colo novamente.
— Um pouco dos dois.
O meio-campista beijou a minha boca, me calando novamente.
Estava se tornando um hábito, mas não me importei naquele momento. Só me entrelacei melhor ao seu colo e me concentrei em sua boca, no beijo lento que sufocava o nosso ar até os pulmões e não havia mais nada nos separando — nenhum tipo de roupa, nenhum tecido pesado. Eu conseguia sentir a sua pele quente contra a minha, seu suor se misturando ao meu.
Jude puxou o pacote de camisinha da minha mão durante o beijo, rasgando. Ele só se afastou quando precisou colocar em seu pau, mas sua boca continuou na minha pele, descendo por meu pescoço, mordiscando cada pedacinho de carne que ele encontrava. Suas mãos, firmes, me seguraram pela cintura e me ergueram apenas o suficiente para que eu estivesse bem no centro do seu pau.
E, com a sua ajuda, me enterrei contra ele.
Devagar, lento, sentindo-o me preencher, meu peito subindo e descendo com a respiração ofegante. Eu finquei minhas unhas contra seus ombros enquanto ele me fodia e minha boca procurava a sua. Nossas respirações não estavam adequadas, mas nenhum de nós se importou com isso, só com a fricção dos nossos corpos se chocando um contra o outro, na maneira como ele me segurava e me mantinha para si, na forma que nossos gemidos escapavam juntos e sincronizados, às vezes alto, às vezes baixo.
Arrastei meus lábios dos seus para sua bochecha, chegando até perto do seu ouvido, minhas pernas tremendo de excitação.
— Me diga,
golden boy — sussurrei, mordendo o lóbulo da sua orelha, arfando quando ele estocou forte e fundo. — Como eu poderia me arrepender disso?
Chupei o seu pescoço. Não o suficiente para deixar marca, mas minhas unhas estavam deixando uma trilha por sua pele. E quando ele estocou fundo de novo e enfiou os dedos contra a raiz do meu cabelo, puxando meu rosto para perto do seu, engoli a seco com o quanto gostei daquilo.
— Isso não é nem mesmo dez por cento do que eu sonhei em fazer com você — ele murmurou contra a minha boca, seus olhos alternando entre os meus olhos e os meus lábios, até que seus dentes se arrastou até a minha boca e mordeu meu lábio inferior com força, me arrancando um gemido. — Você não tem ideia de como é gostosa. Do que faz comigo quando se rende assim.
Ele não me deu tempo de responder.
Em um movimento rápido, inverteu os nossos papéis e, um segundo depois, eu estava deitada contra o sofá de novo, com ele em cima de mim, tomando o controle. Jude saiu de dentro de mim, esfregando o seu pau contra o meu clitóris inchado e sensível e mordi o seu ombro para conter o meu gemido alto.
Eu não conseguia mais pensar direito. Em minha mente, só havia um monte de imagens turvas e as palavras também sumiram, tudo o que ecoava sendo
lindo, lindo, lindo, um grito escapando da minha garganta quando ele voltou a se enterrar e estocar forte e rápido, desistindo de ser lento, prometendo que era uma noite longa e que eu não iria a lugar nenhum.
— Está tudo bem? — ele perguntou.
Espalmei a minha mão contra a lateral do seu rosto, assentindo, quase me sentindo incapaz de falar, de dizer qualquer coisa. Talvez eu devesse ter cuidado com a forma que ele me afetava. Em como meu corpo tremia com cada toque sutil seu, em como minha boceta continuava latejando, como a excitação em mim só crescia e em como eu não conseguia lidar com a forma que ele me olhava.
Era diferente, gostosa e… indecifrável.
Perigosa.
— Só continua — respondi, em tom de reclamação. —
Mais forte.
— Pedindo com tanto carinho… — O tom era sarcástico, mas ele me obedeceu.
Buscando por mais contato, enganchei minhas pernas ao redor da sua cintura, minha boceta apertando o seu pau, o que fez ele arquear as costas de excitação. E ele se enterrou. Mais e mais fundo, querendo entrar completamente, estocando forte. Jude se inclinou mais um pouco, buscando os meus lábios, nossos corpos grudados como se fossem um só. Eu não me importei com ele deixando mordida leves por minha pele, e ele não se importou comigo arranhando as suas costas.
Sua boca dizia palavras desconexas.
Eu não conseguia entender nem mesmo uma sílaba do que ele estava tentando dizer, as palavras se misturando ao som dos nossos gemidos, transformando a coisa toda em uma algo desconexo, impossível de ser entendido. Ao contrário dos nossos corpos, que estavam mais conectados do que nunca, como se tivéssemos feito aquilo centenas e centenas de vezes e só estivéssemos reproduzindo a memória muscular. Porque ele sabia como me foder. Sabia como me arrancar gemidos e sabia como me provocar.
Como naquele momento, em que ele enfiou uma mão no meio dos nossos corpos e começou a esfregar o meu clitóris em movimentos circulares, aumentando meu prazer e a minha sensibilidade, minhas pernas tornando a tremer. Eu me sentia mole. Sentia os espasmos tomar conta do meu corpo, um aviso que sempre antecedia ao meu orgasmo. Movida pelo tesão, minhas unhas se arrastaram por sua pele com mais força, um gemido rouco saindo de sua garganta.
— Bellingham…
Ele bufou e mordeu meu ombro devagar.
— Você é
tão teimosa, coração — ele reclamou, a voz igualmente rouca contra a minha pele, arrepiando os meus pelos. — Eu estou te comendo e você não consegue me chamar de Jude?
O meio campista afastou o rosto só um pouco, para que ficasse bem acima do meu, me encarando com os olhos escuros de desejo e os lábios torcidos de uma meia irritação por eu não aceitar chamá-lo pelo seu nome. Ainda assim, eu sorri.
— Por que eu faria isso? — provoquei, passando o polegar por seu lábio inferior.
A resposta veio com uma estocada forte.
— Porque é o
meu nome — respondeu, ofegante. — E eu quero ouvir a sua boca teimosa chamar.
Eu não disse nada. Ele arqueou a sobrancelha para mim e eu umedeci meus lábios, franzindo o nariz em diversão. Devagar, ele foi diminuindo as estocadas e parou de circular o meu clitóris. Quando ele ameaçou sair de dentro de mim, eu o segurei com minhas mãos e pernas ao redor da sua cintura.
—
Não — chiei, e comecei a rir, revirando os olhos. — Porra, tudo bem, tudo bem. Só
não saia de dentro de mim.
Ele não saiu.
Ao invés disso, sorriu para mim.
— Tudo bem o quê? — me incentivou a dizer, e eu me agarrei a ele com mais força quando ele voltou a estocar.
Nossos corpos se chocavam com mais intensidade dessa vez, como se ele estivesse sendo movido por uma nova emoção. Quando eu não respondi, ele beliscou o meu clitóris devagar, minhas costas arqueando com a sensação que tomou o meu corpo.
—
Jude — finalmente chamei, assistindo os olhos dele se incendiarem ao ouvir seu nome sair da minha boca. — Ai, porra, Jude, só…
Minha boceta se contraiu contra o seu pau.
Eu fechei os olhos, sentindo tudo demais, ao mesmo tempo, o ápice tomando conta de mim logo em seguida, enquanto ele segurava o meu corpo tremendo, parando de se mover dentro de mim, me dando um tempo.
Tentei respirar normal, mas eu estava completamente ofegante e morrendo de calor, agarrada a ele como se ele fosse a única coisa que me sustentava no momento. Sentindo ele acariciar as minhas bochechas quentes, abri os olhos e encontrei-o me encarando.
— Acho que essa é minha nova visão favorita — ele disse, a voz baixa e rouca, depositando um beijo demorado nos meus lábios, saindo de dentro de mim sob meus gemidos de protestos. — Você gozando.
— E chamando seu nome?
— E chamando meu nome — repetiu.
Balancei a cabeça, um julgamento silencioso, ainda me sentindo completamente mole, mas satisfeita. Ainda que não completamente. Espalmei as minhas mãos contra seu peito e olhei para ele.
— Ainda não terminamos aqui.
Ele se afastou, sentou no sofá e me puxou junto, me segurando em seu colo.
— Não, coração, não terminamos — disse, enfiando uma das mãos ao redor do meu pescoço. — Nós temos a noite toda. Se você quiser ficar.
Outro convite.
Meu coração disparou e eu engoli a seco, tentando pensar se era uma boa ideia ceder. Eu tinha cogitado isso antes, claro, afinal de contas, mandei mensagem para minha irmã avisando que ia passar a noite fora, só não pensei muito bem no que significaria. Mesmo assim, era tarde e eu queria aproveitar mais disso, mais dele, não deixá-lo na mão. Eu continuava excitada e extasiada demais para dizer não.
Então assenti e vi seu sorriso iluminar o seu rosto e ele se levantar, me levando junto. Eu rodeei minhas pernas ao redor da cintura dele, me segurando, enquanto ele andava pela sala, me levando para algum lugar.
— Vamos — ele murmurou, subindo as escadas, beliscando a pele da minha coxa em pura provocação. — Eu ainda não te levei para minha cama.
¹Alessia Shaw é a personagem principal de touch me like you never que você pode ler aqui.