Autora Independente do Cosmos ✨
Atualizada em: 06/09/2025
oh, but I want you now
don't you see me?
I think I'm falling for you
🎧Fallingforyou — The 1975
estou no estacionamento
não se atrase
DOIS MINUTOS depois de eu ter enviado a mensagem, a porta do meu carro se abre e entra, sentando-se no banco passageiro, bem ao meu lado. Lá fora está frio, o clima típico de Londres e, como esqueci o meu casaco, resolvi esperar por ele no conforto do meu carro.
O goleiro fecha a porta e olha para mim, encostando a cabeça no banco, sua mão pressionando minha coxa em um cumprimento silencioso muito bem-vindo.
Não o vejo há um mês. Nossas rotinas são corridas e, se o escritório fixo não ficasse em Londres, dificilmente conseguiríamos nos ver com a mesma frequência, que ainda eram poucas, mas definitivamente era melhor do que nada.
— Oi — sussurro.
Coloco minha mão por cima da dele, que ainda pressiona a minha pele e sorrio, um suspiro escapando dos meus lábios.
— Oi — ele devolve, um sorriso preguiçoso desenhando os seus lábios. — Achei que você só conseguiria estar aqui no fim de semana.
Concordo com um aceno, porque realmente era o meu planejamento, mas as coisas saíram do meu controle.
— Parece que há um problema no escritório — explico. — Eles precisaram que eu antecipasse a minha viagem para resolver.
acena positivamente em entendimento e olha para as minhas roupas. Estou sem maquiagem e o cabelo está amarrado em um rabo de cavalo. Não durmo há vinte horas e, ainda assim, estou aqui.
— Veio direto do aeroporto? — ele me questiona, juntando as peças.
Eu e somos amigos há um tempo. Nos conhecemos em um evento de premiação de futebol, cinco anos atrás. Ter em comum a nacionalidade espanhola ajudou em ter alguém para conversar em língua materna em um país estrangeiro, o que também ajudou nossa aproximação.
Com o tempo, entre minhas idas e vindas de outros países para Londres, nos envolvemos fisicamente, deixando claro que a ideia de um relacionamento, a princípio, era impossível para nós dois.
Não curto relacionamento à distância e ele é uma figura pública. Meu trabalho não permite que eu fique muito tempo em um lugar só; o cargo que consegui só foi possível graças à minha disponibilidade e flexibilidade para viajar.
Então, quando consigo vir para Londres, gosto de passar um tempo na companhia dele. Isso quase sempre significava um jantar caseiro e boas horas de sexo, antes de voltarmos de novo para as nossas rotinas.
— Sim — respondo, sem motivo para mentir. — Não te vejo há um mês. E seguir seu perfil no Instagram não ajuda nem um pouco. Acho que tenho sorte que não são fotos sem camisas.
ri. Até do som da sua risada eu senti falta. O último mês foi tão estressante que tudo o que eu quero é um pouco de familiaridade. O fato de estar sempre viajando não me deixa espaço para ter uma vida social.
Acho que isso me torna uma mulher solitária.
— Posso resolver seu problema, querida — ele promete e beija a minha bochecha. — Depois de um banho quente e um jantar.
Meu sorriso demonstra o quanto estou feliz com aquela promessa. Aproximo meu rosto dele, sentindo o seu cheiro de banho recém tomado e passo o meu nariz por sua bochecha.
— Você está muito cheiroso — murmuro.
Estou cansada e com fome, mas não me importo com nada disso. Estou alegre por finalmente ver um rosto familiar depois de quase doze horas de voo e esqueço que preciso dormir.
— E você tem cheiro de cerveja alemã — ele comenta.
Solto uma risada e bufo, enterrando meu rosto na curva do seu pescoço. A mão dele sobe para as minhas costas, trilhando um caminho de carinho pela minha pele.
— É, esbarrei em um bêbado idiota que não entendia uma palavra do que eu dizia — explico. — Ele derrubou a lata de cerveja em mim.
Sinto ele assentir; estar tão próxima dele assim às vezes me acende um alerta de quão íntimos nós sempre parecemos e sei que sexo casual significa exatamente não ter todo esse contato físico o tempo todo, mas nunca gostei da sensação de descarte logo depois do sexo. também não. Ele foi o primeiro a expor seu incômodo quando eu ia embora depois de termos transado.
— Posso dirigir? — ele pede.
Me sinto feliz com o pedido porque estou cansada demais para prestar atenção na estrada, então não me oponho ao seu pedido.
— Sim, mas antes...
Afasto meu rosto do pescoço dele e me sento no seu colo, suas mãos imediatamente pousando na minha cintura em um aperto firme. Nossos rostos estão bem próximos e eu raspo meus lábios nos dele, sentindo o sorriso dele se formar, meu coração impulsionando as batidas mais rápidas e fortes contra a minha caixa torácica.
Ele me provoca sensações inebriantes que me fazem esquecer qualquer problema lá fora. Não existe nem mesmo um pingo de preocupação na minha mente com suas mãos me segurando daquela forma. Seus dedos sobem, enterrando-se dentro da minha blusa.
— Acho que eu te prometi um jantar antes — ele sussurra, com humor.
Reviro os olhos e me encaixo melhor em seu colo.
— Senti falta disso.
Acho que a confissão o pega de surpresa. Não me surpreende; não sou o tipo de mulher que expõe os sentimentos daquela forma, mas essa noite me sinto especialmente livre para dizer qualquer coisa. Não acho que eu me arrependa de alguma coisa com ele.
Ele abre a boca para responder, mas sou mais rápida em beijá-lo. Me sinto instantaneamente relaxada quando meus lábios capturam o dele, o beijo suave evoluindo para um mais intenso, enquanto minhas mãos seguram seu rosto para mim.
Ele não se opõe a nada do que estou pedindo no momento. Seu cheiro está sempre me invadindo e meu cérebro não processa a saudade que sinto desse contato carnal, não processa que um mês foi um tempo muito longo longe daquela boca, daquele corpo, daquele bendito cheiro de banho recém tomado.
Ele me beija como se também sentisse a mesma coisa, as mãos subindo para além da minha cintura. Seus dedos voltam a se enterrar dentro da minha blusa. O contato quente contra a minha pele me aquece porque odeio o frio lá fora e gosto muito de como ele me esquenta sem muito esforço. O beijo é lento, repleto de sensações que não consigo descrever.
Me ajeito melhor em seu colo e ele solta um resmungo quando, mesmo sem querer, acabo me esfregando contra seu pau duro por cima da sua calça esportiva. Eu quebro o beijo e começo a descer meus lábios por seu pescoço, meu nariz raspando por sua pele, me inebriando com o seu cheiro. Minha mão trilha um caminho até o cós da sua calça, onde tento puxar para baixo, em busca do seu pau.
— … — chama, segurando a minha mão.
Mordo o seu pescoço, mas não com força. Sei o que ele está fazendo, mas minha necessidade ainda é maior do que qualquer coisa.
— Por favor, , só um pouco — murmuro.
Ele solta um suspiro e subo meus lábios para a sua boca. olha para mim com a indecisão estampada em suas írises.
— Posso te foder em casa — ele promete. — De um jeito bem melhor do que posso te foder aqui.
Abro um sorriso meio diabólico, empurro sua mão para o lado e abaixo sua calça de vez, puxando seu pau duro para fora. Subo um pouco a minha saia e me esfrego contra seu pau, só um pano fino da minha calcinha impedindo o contato carne com carne.
Ele solta um gemido que me deixa satisfeita.
— Você pode fazer as duas coisas — rebato.
encosta a testa no meu ombro como um homem derrotado, os dedos se enterrando na pele da minha cintura de um jeito que deixaria uma marca vermelha. Coisa que eu não me importava nem um pouco. Às vezes eu revivia algumas marcas que continuavam visíveis mesmo quando eu ia embora.
— Porra — ele murmura.
Conhecendo-o como eu conhecia, ele ia ceder. Ele sempre cedia.
— Não tenho camisinha — é tudo o que diz.
Meus dedos se enterram os fios do seu cabelo e puxo sua cabeça para trás, colocando seu rosto bem de frente ao meu, para que ele olhe para mim. Sua expressão é suave e já olhei para seu rosto tantas e tantas vezes, mas daquela vez meu coração dispara de um jeito desconhecido. Diferente.
— Você transou com alguém no último mês? — pergunto.
— Não.
Estranhamente, isso me deixa satisfeita. Principalmente sabendo que, pelo seu status, ele pode ficar com qualquer pessoa que quiser. Não precisaria sequer de esforço nenhum.
— Seus exames estão atualizados?
— Sim.
Beijo sua boca.
— Então não se preocupe com a camisinha.
Ele continua olhando para mim e vejo sua sobrancelha esquerda se levantar.
— Você transou com alguém no último mês?
Reviro os olhos, como se a pergunta fosse absurda. Eu mal tinha tempo para qualquer coisa, quanto mais procurar me envolver com outra pessoa fora daqui. É por isso que eu gostava de estar com ele; porque é fácil, sem burocracia e ele me conhece. Sabe dos meus gostos sem que eu precise estar ensinando o tempo todo. É uma via de mão dupla bem conveniente.
— Não, mas pensei muito em você.
Minha resposta é sugestiva e vejo que isso o deixa satisfeito. escorrega uma mão para a minha calcinha e afasta o pano para o lado, me fazendo parar de me esfregar nele. Estou tão molhada que espalhei o líquido por seu pau. A excitação arrepia minha espinha e não tento conter o gemido que sai da minha boca quando ele me provoca passando a cabeça do seu pau na minha entrada.
— Vai me deixar muito mal-acostumado se toda vez que chegar de uma viagem, vier correndo direto para o meu pau — ele murmurou com um sorriso obsceno que mal exibia.
Abro a boca para responder, mas ele finalmente se enfia dentro de mim em uma estocada forte que me faz cravar as unhas contra os seus ombros cobertos pela camisa que carrega as cores do seu time. Tudo em mim se desfaz em partículas pequenas de prazer, acumulando-se em uma única região.
sorri para mim e morde o meu pescoço. Pela nossa posição, ele me deixa ditar o ritmo das estocadas e ajusto minhas pernas ao redor das suas coxas, assumindo os movimentos. Nada é lento; eu sento com uma força contida e ele abraça minha cintura, nossos gemidos se misturando quando minha boceta se contrai ao redor do seu pau. Ele nunca encaixa por inteiro, embora eu sempre faça questão de tentar isso todas as vezes.
É meio que uma meta pessoal fazê-lo caber inteiro.
— Não tem ideia… — ele começa a murmurar contra a minha pele, mas sai tudo abafado e sinto dificuldade de entender o que ele está dizendo. Minha mente não processa muita coisa. — Porra, você não tem ideia mesmo de como é torturante te esperar voltar.
Ele encosta a testa na minha, a respiração quente e ofegante. O espaço no carro é pequeno, nos limitando de muita coisa, mas mesmo assim, não parece que existe nada ali além de nós dois. O som dos nossos corpos se chocando preenche o carro junto com o som dos nossos gemidos. Eu beijo a sua boca novamente ao mesmo tempo que aumento a intensidade dos movimentos, fazendo o banco ranger sob nós.
Perco a noção do tempo. Perco a noção de tudo.
Eu ouço o som obsceno dos nossos corpos, dos nossos gemidos ecoando, mas principalmente, ouço a minha pulsação acelerada. Então faço o que mais gosto de fazer quando estamos juntos daquela forma: deslizo minha mão e junto dois dedos para sentir a pulsação no pescoço dele. Cada batida me impulsiona a querer mais disso, de tudo, de proporcionar prazer para ele, porque ele sempre me devolve em dobro.
Continuamos naquelas estocadas, o carro balançando levemente, e torço para que não exista ninguém lá fora que esteja vendo isso. Não há como nos ver dentro do carro, mas prefiro não ser pega. Nossas bocas se misturam entre beijos e mordidas na pele um do outro, deixando marcas que vão sumir depois. O suor que escorre dele não consegue apagar o seu cheiro e me inebrio com isso, guardando o máximo de tudo o que posso.
— .
Ele sente meu corpo tremer e entende o que isso significa.
Cravo mais ainda minhas unhas em seus ombros e enfio meu rosto no espaço do seu pescoço, meus dentes arranhando a sua pele para conter todos os meus gritos e gemidos que sou capaz de soltar quando ele sempre me faz atingir o ápice primeiro. Minhas pernas amolecem e tudo se acumula dentro de mim até se explodir, me relaxando, fazendo com que eu derreta toda nos braços dele.
Por um momento, eu mal me movo. Ele também fica quieto, se ajustando a mim, mas, como sempre, eu nunca dou tempo suficiente para ele se recuperar demais, então me movo devagar, rebolando instintivamente contra o seu pau.
— Você voltou muito gulosa, .
Uma risada escapa do fundo da minha garganta e minha resposta é intensificar os meus movimentos. Ele sobe uma mão pelas minhas costas em uma carícia muito bem-vinda e vou subindo meus lábios por seu queixo e boca, tomando-a para mim novamente em um beijo desajeitado, minha mão espalmando a lateral do seu rosto.
Ele nunca tira os olhos de mim, nem mesmo por um instante.
Sempre tentei me acostumar a ser recebida com a intensidade com a qual ele me recebe, mas é sempre como se fosse a primeira vez. Porque meu coração continua disparando igual a um idiota, pensando como seria se as circunstâncias fossem outras. Se ele fosse… meu. Só um pouco.
— Vai gozar pra mim, ? — provoco, raspando minha língua por seus lábios entreabertos.
Minha boceta se contrai ao redor do seu pau, estimulando o seu prazer, buscando seus pontos sensíveis e ele belisca a minha pele em resposta.
— Como eu disse… — ele começa a falar. — Gulosa. Não quer engolir?
Meus olhos brilham com a proposta indecente e mordo meu lábio, excitada. Não verbalizo a minha resposta, mas um aceno positivo meu é o suficiente para ele me tirar do seu colo e me devolver para o meu banco de motorista. Minha boca se estica em um sorriso nada inocente quando desço meus olhos do seu rosto até o seu pau, duro, ereto e sujo do meu orgasmo. Inteiro para mim.
Me inclino só um pouco contra o banco, procurando uma posição que me deixe confortável o suficiente para aquilo, mas é meio difícil encontrar aquilo em um espaço apertado. Mesmo assim, não me importo e caio de boca no pau dele, minha mão segurando a sua base enquanto minha língua brinca com a sua cabecinha, sentindo o gosto derreter na minha boca.
Ainda é como me lembro. Acho que nunca vou esquecer essa sensação e esse gosto, a forma como minha boca encaixa e como ele sempre tenta se conter enfiando os dedos entre os fios do meu cabelo, não para me conduzir, mas para se segurar.
— Por favor… — eu gemo, provocando novamente. Beijo sua glande e escorrego minha língua centímetro por centímetro, ouvindo sua respiração ruir. — Não se contenha comigo, babe, me deixe te ouvir.
engole a seco, mas se solta. Os ombros relaxam mais e ele está inteiro quente na palma da minha mão. Me sinto gulosa o suficiente para querer engolir ele por inteiro. Quero mostrar coisas não ditas, porque não sou boa com palavras, mas sou boa em chupá-lo e em ouvir ele gemer o meu nome como uma súplica. Sua voz sai entre cortes de sussurros e murmúrios enquanto instigo-o lentamente com movimentos ora suaves ora rápidos com a minha mão e minha boca.
— Você é boa em tantas coisas, mas porra, isso… — consigo ouvir ele dizer com a respiração pesada. — O que faz com essa boca no meu pau está no top 3 das melhores coisas que você faz.
Quero perguntar quais são as outras coisas que compõem aquele top três, mas minha boca está ocupada e, a julgar pela reação do seu corpo, como suas coxas se contraindo, e os gemidos saindo mais rouco, sei que ele está perto de gozar. Isso me motiva a me dedicar ainda mais.
Então aumento o ritmo e alterno sucções profundas com carícias da língua na ponta, e sinto seu corpo reagir em espasmos leves. Movo minha mão para a sua coxa e aperto com força enquanto uso a outra para continuar deslizando pela base do seu pau, acompanhando o movimento da minha boca, disposta a intensificar cada sensação.
geme ainda mais alto e rouco, a cabeça encostando para trás, meio enlouquecido. Me sinto no controle do seu prazer, o que me faz acelerar e sugar com força, com fome, engolindo-o o mais fundo que consigo, até me engasgar. O gosto dele já invade minha boca e percebo que não vai durar muito mais.
— .
Um segundo depois, ele se desfaz na minha boca. O corpo inteiro dele se contrai, mas ainda não solto o seu pau, e engulo tudo o que ele jorra, meus olhos buscando os seus, ainda firmes em mim. Seus dedos suavizam em meu cabelo e se transforma em uma carícia.
Só quando ele relaxa é que me afasto. Lambo a ponta sensível só para ouvir o gemido pós-gozo, abafado e rouco, e me ajeito contra o banco, mais exausta do que antes, mas satisfeita com a rapidinha que ele não me negou.
Ele mantém seus olhos em mim e se aproxima, seu polegar esfregando a ponta da minha boca, limpando a sujeira do seu gozo. Nossas respirações se misturam e nossos sorrisos são preguiçosos, íntimos, confortáveis.
— Você é incrível. E eu senti a sua falta — ele se permite confessar.
Estou exausta demais para pensar sobre como aquilo mexe comigo, então eu só junto nossos lábios em um selinho prolongado demais. Porra, íntimo demais.
— Vem, troca de lugar comigo — ele se afasta, dando uma tapinha leve em minha coxa. — Ainda te devo um banho quente e um jantar.
Estreito os olhos na direção dele, sem me mover.
— Ah, e o que mais? — incentivo-o.
balança a cabeça e ri, como se dissesse silenciosamente que sou impossível.
— E te comer — completa.
Meu sorriso se alarga e, só então, troco de lugar com ele, para que ele dirija, como pediu antes.
Ele tem razão.
Acho que voltei mesmo um pouco gulosa.
Continua...
Eu preciso realmente parar de mandar coisas em andamento, mas a vida anda me complicando de verdade (suspiros). De qualquer forma, espero que gostem um pouco, mesmo que eu tenha mandado isso meio na correria e em uma narração diferente da que eu costumo usar 💜
Beijos estrelados! 💫
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