Independente do Cosmos🪐
Última Atualização: 06/09/2025Naquela manhã, escolheu uma saia quadriculada preta e branca justa, uma blusa de alcinha preta por dentro, uma meia-calça e um sobretudo marrom alaranjado para combinar com as cores da estação do ano. A mulher decidiu tomar o café da manhã no Rustic Table, pois achava que o ambiente rústico combinava totalmente com o clima. Só tinha uma coisa errada no seu dia: estava atrasada. Esperava o pedido para viagem ficar pronto impacientemente, checando o relógio a cada minuto, já devia estar no trabalho há vinte minutos. Naquele dia, o novo CEO da empresa que mantinha a revista para qual trabalhava iria assumir e não queria passar má impressão, bom, não adiantou muito. E para piorar a situação, teria que ir andando da décima até a quarta avenida a pé.
Quando seu pedido finalmente ficou pronto, saiu da loja e, por sorte ou não, o sinal acabara de fechar. Acelerou o passo e começou a atravessar a rua. Só que um espertalhão tentou furar o sinal vermelho bem nessa hora, freando bruscamente para não atropelá-la.
— Você está louco? — gritou, mostrando o dedo do meio para o motorista, percebendo que ele estava no telefone. Irresponsável em triplo: furar sinal, falar ao telefone enquanto dirige e quase atropelar uma pessoa. O rapaz, por outro lado, não se importou com a situação, abaixando o vidro e gritando para ela sair do meio.
memorizou a placa do carro e correu para a calçada; não iria deixar barato.
Quando chegou ao escritório, avistou Rebecca, a secretária que ficava na entrada, totalmente atolada em trabalho.
— Eu sei que estou atrasada. — Ela parou para jogar o copo de café vazio no lixo. — Mas um babaca... — retirou o sobretudo. A maioria dos prédios em Toronto são climatizados. — Inventou de furar o sinal vermelho e quase me atropelou, acredita? E ainda me mandou sair do meio. Que cara escroto! — A mulher à sua frente ria da situação, mas logo ficou séria, tentando mandar alguns sinais para que parasse de falar. — Mas anotei a placa dele...
— Essa não é a maneira certa de tratar seu novo chefe. — parou de falar na hora, reconhecendo a voz, e virou-se para o dono, identificando-o. Sabe aquela história de que o raio não cai duas vezes no mesmo lugar? Então, caiu.
Ali estava , também conhecido como: o novo CEO da empresa, seu chefe, o cara que quase a atropelou ou pior: seu ex-namorado.
Aquilo só podia ser brincadeira!
Ele estava muito mais bonito do que da última vez que o vira, anos atrás, antes dele ir embora do país. Dessa vez, ele usava óculos, tinha mais músculos marcando nas roupas e um queixo definido que abalou o coração da mulher, mas só por uma fração de segundo.
E para completar, ela o chamara de babaca, além de chegar atrasada.
Ótimos pontos para o histórico de trabalho.
A mulher ficou sem respostas, sem saber onde enfiar a cara.
— Aguardo você na minha sala em cinco minutos, tenta não ser atropelada daqui até lá — debochou enquanto caminhava para o elevador.
— Tem como esse dia ficar pior? — perguntou, se apoiando na mesa da secretária, depois que as portas de metal fecharam, tirando-o de cena.
— Tem, sim, ele pode estar assinando sua carta de demissão.
— Nem brinca com isso!
Quando anunciaram a fusão da revista com a empresa alemã, achou que o mundo pararia de girar por ali. Primeiro porque foi justamente ao assumir um cargo mais alto que precisou deixar o país. Segundo, a família era enorme! Tantas pessoas poderiam assumir aquele cargo, mas não, tinha que ser exatamente a pessoa que partiu.
— Você precisava ver a cara daquele cretino quando passou pela porta! Parece que estou pagando por muitos pecados. — A colunista assistiu Maethe, sua amiga, manear a cabeça para o lado, segurando a risada. — O que foi?
— Isso tem muita cara de tesão acumulado.
— Agradeço sua opinião, mas minha vida sexual está ótima, obrigada.
Talvez estivesse mesmo, mas conseguia entender onde a outra queria chegar.
nunca fora uma pessoa que gostava de beber durante a semana, mas ligou para a amiga assim que o expediente acabou, necessitando, com urgência, uma dose de Fireball.
O fato de seu ex agora ser seu chefe não estava reverberando bem.
A leve puxão de orelha que levara ficou mais para intimidação: precisava estar no prédio cedo no próximo dia, para uma reunião super importante — mesmo que o mundo acabasse, com essas exatas palavras. Além de um relatório do público-alvo.
— Já se passaram seis anos, você precisa superar!
— Eu já superei!
Maethe ignorou o protesto e virou mais uma dose antes de continuar:
— Que tal você escrever?
— Sobre meu chefe?
— Uma ceninha hot só para matar um pouco dessa irritação, faz tempo que você não escreve nada nesse estilo…
— Nada tem me inspirado — ponderou, virando mais uma dose. Talvez Maethe tivesse razão, escrever alguma coisa poderia ajudá-la a tirá-lo da mente.
E foi assim que ela acabou, por volta de meia-noite, com uma taça de vinho ao lado e o notebook no colo, digitando as maiores barbaridades possíveis. Entregava-se à leviana fantasia da escrita, deixando que cada palavra suja saísse como um jogo, mesmo distante do que realmente a excitava. Fazia tempo que não pensava em , mas os últimos acontecimentos a deixavam irritada e atiçada ao mesmo tempo.
Em paralelo, tentava escrever sobre o público-alvo da revista da forma mais branda que conseguia, guardando a raiva para o outro arquivo.
Quando acordou no dia seguinte, sabia que algo tinha dado errado. Na verdade, tudo teria sido perfeito se não fosse um fator importante: álcool demais. Atrasada mais uma vez, debruçada sobre o teclado, presenciou um pesadelo transformado em realidade: o arquivo que enviou para não era o relatório solicitado, mas sim a terrível cena hot que escrevera embriagada.
Aquilo não podia estar acontecendo.
Mesmo com pressa, trocou os arquivos enquanto se arrumava com as primeiras roupas que encontrou. Torcendo para que ninguém tivesse lido nem o título do arquivo errado.
A única coisa que salvou a manhã de foi o e-mail que recebeu, falando que, por conta da nevasca, todos os departamentos poderiam ficar em casa em virtude dos transtornos dos transportes públicos. Entretanto, a mensagem que recebeu no privado arrebatou qualquer esperança.
Era , exigindo que ela comparecesse mesmo assim.
Mataria aquele filho da puta.
A cidade estava um caos. A neve era escorregadia; os automóveis deslizavam facilmente, por isso os ônibus não funcionavam adequadamente, e era necessário cautela para andar sobre ela.
Entrou no prédio correndo, mesmo assim, agradecendo o fato da agitação abafar o frio — não tivera tempo nem de colocar uma meia-calça. Apertava freneticamente o botão do elevador, enquanto roçava uma perna na outra. Naquele ponto, não tinha como aquele circo inteiro não ser uma praga que jogaram no Egito.
A lei de Murphy agiu sem precedentes assim que a colunista entrou: tudo dava errado exatamente quando tinha que dar errado.
Segundos depois, preencheu o espaço ao seu lado.
Passou encarar os números acesos; não tinha coragem de olhá-lo.
O problema só começou de verdade quando o elevador travou no meio do caminho, dando um solavanco. As luzes piscaram e se apoiou no painel para não cair com o impulso.
— Mas que merda?
Tentou apertar o botão de emergência, mas não teve resposta. O homem ao seu lado se mexeu para encostar na parede metálica. Ela estava presa naquele cubículo… com a única pessoa no mundo que não queria?
— Óbvio que ele ia parar justamente no dia em que vim obrigada para a empresa! Única funcionária coagida a estar nessa geringonça em plena nevasca.
O fato era que o prédio era novo, mas racionalizar algo estava longe do que desejava no momento. O importante era deixar-se ser controlada pela ira.
— Por mais que você ache que fui eu quem “coagi” a estar aqui hoje… tenho reuniões com investidores importantes e, por isso, insisti para que a melhor funcionária da empresa estivesse presente, para ouvi-los e discutir o que faz sentido incluir conforme o público.
— Não acha que eu deveria ter sido, no mínimo, avisada?
Deu de ombros.
— Sempre gostei de irritá-la.
Eu te odeio. Comentou pra si, apertando os punhos com força.
Ao ouvir uma risada, jurou que mataria alguém.
— Do que você está rindo?
— É que lembrei de algo que li hoje pela manhã, quando repassava os materiais que os funcionários me enviaram.
agradeceu por não estar o encarando diretamente, porque o sangue do próprio corpo passou a evaporar. Não teria dado tempo de ler, teria? Foram poucas horas da madrugada. Com certeza um CEO tinha mais coisas para fazer na vida.
— Me pergunto por que do elevador, . — A mulher fechou os olhos ao escutar o apelido.
Uma avalanche de emoções e lembranças a atingiu.
Por mais que fosse o superior da empresa, ainda era seu ex-namorado e, infelizmente, não era possível apagar isso da memória.
— O destino está te pregando uma peça.
— Olha, … — Fez uma pausa para, finalmente, encará-lo, encostando as costas na parede metálica. — Confundi os arquivos ao fazer upload, não para alguém ler.
— Não se preocupe, só eu tenho acesso. Assim como às câmeras daqui.
esperava que se fosse para morrer num cubículo, que fosse naquele instante. Uma queda dolorosa que mudaria o rumo daquela empresa para sempre, antes que o homem à sua frente pronunciasse mais alguma palavra sobre o que leu. Entretanto, a forma despreocupada como ele estava encostado na lateral do elevador — as mãos no bolso da calça e os botões iniciais da camisa abertos — e o sorriso convencido que exibia, fazia a mulher salivar só de relembrar as cenas que desenhou na noite passada.
— Posso dar um feedback?
— Por favor, não… — Ela não conseguiria sobreviver se continuassem com a conversa. Mesmo assim, a ignorou, começando a se aproximar devagar.
— Tenho certeza de que você pode escrever melhor.
Aquele canalha estava mesmo insultando a escrita dela?
— Agradeço…
— Não terminei — disse, próximo o suficiente para sentir o perfume dela inebriá-lo por um instante. A proximidade era um movimento arriscado demais. — Achei a cena muito comum, lembro bem que tinha vontades específicas.
— E quais seriam elas… sr. sabe-tudo? — provocou, percebendo o olhar dele descer quando umedecer os lábios.
O rapaz retirou as mãos dos bolsos somente para encurralá-la, apoiando uma de cada lado e abaixar o rosto para sussurrar: — Por que o elevador, ?
— Sempre achei a cama superestimada. — Deu os ombros, tentando parecer desinteressada. Só que, quando os dedos masculinos passearam ao longo do seu pescoço, deixando rastros quentes, jurou que entraria em combustão espontânea.
Assim que decidiu ultrapassar a linha, ao ler o arquivo errado, sabia a dimensão do problema que enfrentaria. Não porque a colunista era um problema, mas sim a falta de controle.
conhecia como ninguém. Desde a adolescência, tinha consciência de um aspecto bastante específico da mulher à sua frente: seu desejo por relações sexuais em diferentes lugares. Por isso, sabia que a escolha não teria sido do acaso, mas sua crítica estava longe de ser o ambiente.
Ele hesitou por alguns segundos, repassando o que estava prestes a fazer. Não tinha direito algum de se aproximar após tanto tempo. Afastou-se o suficiente para encará-la, apenas para encontrar pupilas dilatadas pela luxúria, os lábios entreabertos, atenta aos próximos movimentos. Não havia como retroceder.
Fechou os dedos ao redor do pescoço dela, rindo ao vê-la morder os lábios, impedindo-se de gemer.
— Faltou um pouco mais de você.
— De mim? — Franziu o cenho, voltando um pouco do transe.
— Eu sei o quão ousada você pode ser, aquela personagem não condiz com a realidade. — Apertou a pele devagar, roçando a boca na dela. Sabia que não devia, mas o olhar dela implorando o derrubou. estava refazendo os passos do personagem que escrevera à base de vinho.
— E quem disse estava tentando me representar ali? — Tentou soar firme, mesmo que no cérebro soassem alarmes constantes do que estava prestes a acontecer. O elevador ficara ainda menor com aquela aproximação.
— As descrições que utilizou. Mas estou honrado por me incluir na sua história. Isso comprova algo que eu já sabia. — Outro aperto na garganta e a colunista ficou incapaz de reagir senão com um gemido dessa vez. Os lábios de ambos estavam tão próximos que o hálito quente a afastava da temperatura fria cada vez mais. — Que seus dedos ainda têm memória do prazer que eu te dava.
a beijou com a fome que guardara por todos aqueles anos. Desceu a mão para grudá-la em si, gemendo de satisfação quando os corpos se chocaram. Esquecera como beijá-la era uma explosão elétrica, deixando cada célula em estado de alerta, o suficiente para que ficasse de joelhos, à mercê dela.
usou os dedos para memorizar cada músculo que o chefe, se permitiu bagunçar os fios de cabelo — mais longos do que lembrava — embebedou-se com o perfume amadeirado. Os sons que ele fazia atiçavam todos os sentidos. Terminar uma relação por distância foi a pior desgraça em sua vida, porque o único sentimento ruim que conseguiu nutrir foi saudade. Sentia falta dos momentos mais bobos até os mais quentes.
Ninguém, em seis anos, conseguiu fazê-la se derreter como ele.
E entendia aquela sensação como ninguém, precisava de mais para matar o anseio que o corroía por dentro. Por isso, desceu os lábios pela pele da mulher, intoxicando-se com o cheiro que exalava, aproveitando o espaço para se livrar do sobretudo que usava e desfazer os botões da blusa social — ficando ainda mais satisfeito quando retirou o sutiã.
Não perdeu tempo em abocanhar o seio esquerdo, apertando o outro ao mesmo tempo, acelerando o processo com medo de serem interrompidos por algo tão básico como a energia — mesmo que a ideia de ser pego no flagra o excitasse ainda mais. Mudou a atenção para o direito, mordiscando o bico antes de sugá-lo, deliciando-se com os sons que a colunista soltava.
As curvas dela estavam ainda mais firmes, não conseguia parar de apertá-las — cintura, coxa, bunda —, era tudo igual, só muito melhor. Entretanto, ainda queria mais. A levantou pelos quadris, com o objetivo de fazê-la enlaçar sua cintura, grudando ainda mais os corpos ao imprensá-la no metal. estava duro e desfrutou da proximidade para rebolar contra ele, implorando por mais.
Voltaram a se beijar com pressa enquanto as mãos do rapaz passeavam pela coxa interna da mulher, até chegar à barra da calcinha — grunhido abafado, satisfeito com a umidade que encontrou.
— Você está tão molhada, . — Passou os dedos pelo tecido, estimulando o clitóris indiretamente. gemeu em penitência, almejando um contato direto, que ele não tardou em entregar, arrastando o pano pro lado e esfregando-o com vontade.
A colunista passou a mover os quadris, querendo ditar o ritmo, rezando que ninguém estivesse no prédio de verdade, pois as paredes do elevador não pareciam suficientes para conter seus soluços.
— Essa saia é realmente muito útil, sabia?
— Por quê? — A voz estava fraca e nem tinha começado direito.
— Porque posso fazer isso sem tirá-la — respondeu e a penetrou com os dedos, iniciando um ritmo forte e rápido, fazendo-a arquear de surpresa.
— Eu te odeio — verbalizou e riu.
Aquele som passeava por ela como uma corrente elétrica, os pelos se rebelavam e tinha certeza de que já estava descabelada, com o batom borrado. Ele voltou a atenção aos seios da mulher, chupados com vontade, guardando todas as reações para si.
— Será que ela ainda se contrai ao me ouvir?
Canalha, era isso que era. O maior canalha de toda a América, talvez do mundo inteiro. Seu corpo a traíra por obedecer, contraindo-se ao escutá-lo.
Quando enfiou o terceiro dedo, faltou ar. Aquilo era um pecado na terra, mas imaginar como seria ter o pau dele dentro de si novamente, duro e firme como aquelas investidas, a fazia delirar de tesão. curvou as articulações para cima, em busca do lugar específico, mordiscando o bico do seio em conjunto, só para senti-la se desfazer em sua mão.
mordeu o ombro do rapaz com força quando o orgasmo a atingiu, metade como vingança e metade fora de órbita. Quando voltou a si, saiu do colo do chefe e decidiu que não deixaria barato.
Empurrou pelos ombros até que encostasse na outra extremidade do cubículo. Talvez não fosse a forma mais inteligente de utilizar o oxigênio que lhes restava, mas não se importava.
— Espero que tenha alguma camisa reserva no escritório — comentou antes de puxar a camisa de , quebrando os botões com a força. Ajoelhou-se, retirando o cinto e desabotoando a calça, livrando-se de todas as peças que a impediam de sentir pele com pele.
Não conseguiu esconder a surpresa quando notou algo novo: seu chefe exibia um piercing, logo abaixo da glande. Salivou com a visão, sendo exatamente a primeira coisa que lambeu, contente ao escutá-lo bater a cabeça no metal do elevador.
Os dois podiam brincar.
Sugou a cabecinha molhada, rodeado com a língua, descendo com a ponta até o final. Voltando apenas para abocanhá-lo de vez, o gosto salgado do pré-gozo explodindo em sua boca.
As bolinhas do piercing pressionaram sua garganta, fazendo-a estremecer. Com firmeza, ela agarrou o metal entre os dedos, saboreando o controle que tinha da situação.
Seu clitóris pulsava de desejo só de vê-lo se contorcer de prazer a cada sucção, lambuzando o piercing com sua saliva. gozaria novamente só de imaginar como ele deslizaria fácil ao penetrá-la.
a segurou pelos cabelos, impondo o ritmo que queria, os olhos revirando de prazer quando ela obedecia, as mãos acompanhando o movimento numa tentativa de enlouquecê-lo. Havia muitas versões daquela mulher em sua mente, mas nenhuma chegava perto da que experimentava agora.
entendeu cedo o porquê ter em sua língua era um como um doce envenenado: algo que consumia devagar, mas impossível de abandonar. Perigoso e irresistível na mesma medida.
Quando percebeu que ele estava à beira de explodir, afastou-se de repente.
— Você só vai gozar dentro de mim — anunciou, livrando-se dos saltos e ficando apenas com a saia plissada. Caminhou até o espelho e apoiou as duas mãos contra o vidro, oferecendo-lhe a visão que sabia que o deixaria insano.
aproximou-se sem penetrar, provocando o clitóris sensível com a glande, deliciado em assistir cada reação dela naquela posição.
Inclinou-se apenas o bastante para sussurrar contra seu ouvido:
— Essa versão é minha favorita.
— Então me fode direito, assim posso pensar em reescrever — ela retrucou, com um sorriso malicioso.
Sem quebrar o contato visual pelo reflexo, ele a preencheu centímetro por centímetro, deliciando-se com a sensação de estar de volta àquele paraíso após longos seis anos. O gemido que ela soltou quando o sentiu por inteiro bastou para provar que cada segundo de espera valera a pena.
rebolou devagar, testando os limites de seu controle — e sorriu ao ouvir o som que arrancou dele. Assim que começou a penetrá-la com voracidade, sentiu-se em casa.
Dejavú, talvez.
Ninguém se encaixava como ele. Era disso que Maethe falava na noite anterior. O tesão acumulado de não era por conta de não estar transando, é que ninguém se comparava com ele.
Empinou ainda mais, rebolando com vigor, precisava de tudo que ele poderia oferecer. Olhando-se no espelho, quase não acreditava na cena diante dos próprios olhos: , jornalista, ali, de saia levantada, implorando que o próprio chefe a fodesse mais. Só a visão obscena seria suficiente para fazê-la atingir o ápice.
O calor que subia contrastava com o inverno canadense.
Nada importava além dele, entre suas pernas.
, por sua vez, enrolou o cabelo da colunista nas mãos e puxou para trás, arqueando-a ainda mais, explorando todos os pontos orgásticos que conseguia atingir. Ela estava tão encharcada que deslizava sem esforço, desnorteando-se a cada contração.
Voltar para o Canadá foi uma decisão fácil, mas saber que estaria no mesmo ambiente que parecia um desafio. Ao ler o arquivo de madrugada, quase não acreditou: impossível que ela ainda o desejasse depois de tanto tempo.
A versão que leu trazia recortes, inibindo a garota selvagem que sempre o atiçava em qualquer posição ou lugar. Mas fodê-la diante do espelho, em um elevador, era o suficiente para dissolver a dúvida: aquele texto não transmitia nada do real. Ouvi-la gemer sem nome e implorar por mais, sim.
Inimaginável como aquele espaço pudesse parecer tão quente, quase uma sauna.
As paredes metálicas amplificavam os gemidos de ambos e teve certeza que não aguentaria mais… não enquanto ela o mastigasse sem piedade daquela forma. Puxou o cabelo dela um pouco mais, testando a flexibilidade, destinado a fazê-la gozar de novo.
— Na sua imaginação era gostoso assim? — Arrebatou com mais força ao não ouvir resposta. — Anh?!
— Você falava menos — provocou, mordendo os lábios, e o viu abrir um sorriso satisfeito.
— Sua boca pode mentir, mas sua boceta discorda. Ela ama me ouvir falar enquanto meto em você.
Comprovando sua teoria, a sentiu contrair novamente.
A fim de levá-la ao extremo, soltou o coque e desceu a mão pela coxa interna de , levantando-a, formando um ângulo de 90º grau perfeito, conseguindo ir ainda mais fundo. Aquela nova posição seria a ruína da mulher. Desejou ter algo para apertar com força, mesmo que custasse um desconto no salário, mesmo que fosse seu chefe a fodê-la ali, no elevador da empresa.
O resultado era sujo, e ela sentia que implodiria apenas por vivê-lo, faminta por mais. Imaginar não chegava perto do que era ser preenchida de forma tão bruta. O metal, frio e provocante, roçava dentro dela, atiçando cada terminação nervosa. Não conseguia ficar calada.
— Geme, , aproveita que ninguém além de mim pode ouvir.
Assistir a ela através do espelho — curvada, os seios balançando com cada movimento, completamente aberta para ele, enlouquecida de prazer — era a oitava maravilha. Não tinha mais como prolongar aquele momento: sabia que estava quase lá, por isso enlaçou a cintura dela com o braço, usando os dedos para dedilhar o monte inchado, beliscando-o com intensidade.
O calor do ambiente e aquele novo estímulo fizeram o mundo de girar e perder o controle do próprio quadril, em busca de libertação a qualquer custo.
— Caralho, . — Aquela boca suja a enlouquecia. Quando beliscou seu clitóris mais uma vez, foi como um empurrão final do precipício, arrancando dela espasmos que a deixaram tonta. Segurando-a firme pela cintura, ele investiu com ainda mais força. Os apertos quentes ao redor de seu pau, somados aos gemidos altos, foram demais: fez o se desfazer logo em seguida.


