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Longfic | Expedição Esportes 2025

MVP

por

— É até um pouco vergonhoso admitir que eu meio que não tiro os olhos de você quando sei que está por perto. Presto atenção em você o tempo todo, . ”

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MVP é uma honraria concedida ao jogador de melhor desempenho em uma competição, seja ela um campeonato inteiro, uma partida específica ou uma equipe.

já conhecia aquele roteiro de cor.
Em pé perto do vidro da sala VIP da equipe, seu olhar observador mirava todas as jogadas calculadas dos jogadores presentes em campo. À prova de som, a mulher não conseguia ouvir o barulho das torcidas, mas ela claramente enxergava todas as cores misturadas em branco e vermelho, denunciando o tom da marca dos dois times se enfrentando naquela noite eufórica de Champions: Arsenal contra o Real Madrid. O time inglês estava levando a melhor em campo, calando todos aqueles que acreditavam que eles seriam amassados pelo time espanhol, sempre o favorito do campeonato. O placar já estava em 4x0, mas embora a vitória do time inglês fosse um fato único a ser prestigiado por si só, não se importou com aquilo.
Ela estava mais interessada naquele que estava se consagrando o destaque da partida.
Seus olhos acompanharam os movimentos dele sem parar. Era ridículo o quanto ela nem sequer piscava, como se isso fosse fazê-la perder qualquer passe mínimo dele ou o menor dos seus movimentos. Ela não perdeu o primeiro gol dele. Um lance de falta perfeito que o fez marcar seu primeiro gol na posição. Foi tão perfeito que sequer parecia que ele nunca tinha feito aquilo. Pareceu ainda mais surreal quando, um tempo depois, ele repetiu a mesma goleada de antes, levando seu time à vitória e seu nome ao MVP da partida.
O espetáculo se engrandecia mais ainda por ser uma semifinal. O Arsenal não estava só levando a melhor da partida; eles estavam eliminando o Real Madrid da Champions League. E isso era um feito muito grande, algo que seria colocado na história da Champions, que seria lembrado por temporadas futuras.
ajeitou o crachá pendurado no pescoço, verificando que a partida já estava quase no fim. Não havia a menor chance de o Real Madrid conseguir virar os quatro gols do Arsenal em alguns minutos, ainda que o futebol fosse imprevisível àquele ponto, mas os desgastes dos jogadores em correr por noventa minutos em campo sem parar contribuíram para um cansaço que não os permitia operar milagres. Bastava o time espanhol aceitar a derrota e, de quebra, a eliminação.
Quando o cronômetro marcou os acréscimos, ela saiu da sala e desceu por uma escada que à levava ao térreo. Dali, fora das paredes cobertas à prova de som, a mulher conseguia ouvir a euforia ensurdecedora do estádio tremendo, os gunners explodindo em êxtase, comemorando a vitória implacável do seu time.
— A equipe está pronta? — questionou quando chegou perto da entrada do estádio.
Um homem segurando a câmera olhou para trás, abrindo um sorriso gentil e pequeno quando percebeu a presença dela. devolveu um sorriso mais discreto, sempre fingindo que não percebia o interesse do fotógrafo, mas o olhar malicioso de Jane, do outro lado, nunca a deixava esquecer. A agente de marketing da UEFA virou-se para a amiga, ignorando o olhar do fotógrafo, esperando que ela respondesse à pergunta.
— Tudo certo — Jane respondeu. Ela olhou para o relógio de pulso. — Vai acabar em 3… 2…
A contagem regressiva terminou quando o apito final soou dentro do campo. Jane sorriu e balançou a cabeça, porque ela sempre acertava a contagem específica do apito final. Antes que pudesse dizer qualquer coisa, Rick apareceu em seu campo de visão.
— foi eleito MVP — ele anunciou. — Preparem tudo.
Como se ela não soubesse que ele levaria aquele destaque.
Ele brilhou na partida e ainda levou o próprio time à vitória, garantindo a vaga para a próxima fase do campeonato, mas nada disso foi o suficiente para preparar para os próximos passos do seu trabalho. Ela é quem entregaria o troféu. Um protocolo que ela com certeza sabia de cor, às vezes fazia tudo no automático, mas daquela vez, era diferente. A mulher respirou fundo, ajustou a postura e assistiu quando a equipe de mídia começou a correr para posicionar o backdrop e os fotógrafos se reuniam, se empurrando em posições que garantissem a eles o melhor ângulo das fotos.
— Aqui.
Jane apareceu bem na sua frente, estendendo o troféu que ela deveria entregar ao jogador inglês. pegou com as duas mãos, sentindo o peso, algo a se concentrar, para esquecer as batidas erradas do seu coração com a expectativa de estar frente a frente com de novo. Em dias de jogos, eles quase sempre se esbarravam pelos corredores. Ele também fazia questão de cumprimentá-la no meio de dezenas de pessoas, destacando o seu sorriso atencioso, o olhar sempre demorando nela muito mais do que o normal.
Eles nunca tinham parado, de fato, para conversar. Tudo o que existia entre eles eram aquelas pequenas interações, insuficientes, mas que impregnou em ambos uma atração física involuntária, inocente, crescendo sem que os dois percebessem.
— Obrigada, Jane — murmurou, aumentando o seu sorriso.
— Por que está nervosa? — Jane disparou, uma sobrancelha erguida. — Você já fez isso, tipo, mil vezes.
franziu o nariz, encarando a amiga com uma expressão que Jane considerou um pouco indecifrável.
— Não estou nervosa.
Jane olhou para baixo, indicando a perna de balançando de um jeito frenético. A mais nova sempre achava engraçado que nunca percebia os próprios sinais de nervosismo, o que mostrava que ela fazia aquilo inconscientemente.
A agente de marketing seguiu o olhar da mais nova e bufou, parando de balançar a perna quando percebeu.
— Não estou nervosa — voltou a garantir, frisando. Balançou a cabeça só o suficiente para afastar os fios de cabelo para trás. E então, tentando fugir do olhar analítico da amiga e mudar de assunto, completou: — Como eu tô?
Jane olhou para ela por um instante longo demais, mas decidiu deixar o assunto guardado para depois. sabia que não ia conseguir fugir das suas perguntas minuciosas, mas só o fato de Jane não ter disparado todas ali já era um alívio. Ela não precisava de um interrogatório quando estava prestes a entregar o troféu de player of the match ao cara que fazia seu coração dar uma batida fora do tom.
— Tá gostosa. Vai lá.
riu, balançando a cabeça; ajeitou o blazer mais uma vez e saiu, deixando Jane para trás. Ela se colocou no seu lugar de sempre, esperando o jogador inglês aparecer. Tudo ao seu redor estava agitado demais, mas se havia uma coisa que estava acostumada nos bastidores da UEFA era a agitação. A euforia acompanhava todo mundo, sempre andando lado a lado com a correria do trabalho de cada um, exercendo a sua função para que tudo e cada coisa funcionasse no seu devido lugar.
E um segundo depois, em seu momento de distração, apareceu na sua frente.
Bem na sua frente, dois palmos mais alto que ela.
prendeu a respiração por um momento, esquecendo tudo ao seu redor, seu campo de visão focando somente em uma coisa, somente nele, na forma como o uniforme do time estava colado ao seu corpo, manchado de grama, terra e suor, parecendo um lembrete visual do seu esforço na partida. O olhar dele mirou nela por uma fração de segundo, o canto dos lábios se erguendo em um sorriso discreto antes de virar e posar para as câmeras. Foi só quando teve noção da sua realidade e pigarreou baixinho, assumindo a sua postura profissional.
— Parabéns — ela disse, mantendo o tom de voz neutro e profissional. Os músculos das bochechas se contraíram só um pouquinho para devolver o mesmo sorriso discreto.
estendeu o troféu com as duas mãos, sempre seguindo o protocolo. aceitou com um meio sorriso que nunca alcançava seus olhos nas fotos, como se fosse proposital, mas era sempre diferente vê-lo sorrindo ao vivo.
A mulher abaixou as mãos, mantendo-as na frente, em uma postura discreta. Era sempre uma falta de educação sair bruscamente depois que entregava o troféu, mas mesmo que quisesse fazer isso, seus pés jamais lhe obedeceram. E ela sempre ficava para a parte inicial das fotos.
— Obrigado — ele respondeu, a voz rouca e exausta, vibrando mais do que o necessário nos ouvidos de . — Mais um para a estante de coleções.
Os flashes das câmeras estouraram, cegando os dois por alguns segundos. Fazia parte da sua função manter a composição da imagem e realizar uma entrega eficiente. Depois de posar ao lado dele entregando o troféu, a expressão sempre calculada, ela se afastou só alguns passos para não sair nas fotos que estavam tirando dele sozinho. Ela assistiu ele posar com o troféu pequeno ao lado do backdrop azul da UEFA. Quando os fotógrafos se dispersaram pouco tempo depois, não perdeu tempo em olhar de volta para ela.
Foi como se os dois estivessem sozinhos ali, mesmo com centenas de pessoas ao redor, que não prestavam atenção neles. passou a língua pelo lábio, contendo a vontade de morder a pele. A formalidade era como um véu fino rodeando os dois e ela se perguntou como seria rasgar ele.
— Você nunca sorri para as fotos — ele disse, a observação honesta pegando-a de surpresa.
— Ah, eu… — Ela coçou a bochecha, tentando relaxar os ombros. — Costume, acho.
Deu de ombros, buscando uma casualidade que também não estava acostumada em seu ambiente de trabalho. Na verdade, sua função específica ali geralmente não a deixava tão próxima dos jogadores. Ela estava sempre por trás dos bastidores, o único contato sendo no momento da entrega do troféu MVP, mas mesmo isso era de uma formalidade pura com qualquer jogador.
não conseguia entender, racionalmente falando, porque com era tão diferente. Suas mãos não suavam tanto quanto naquele instante.
— Espero que eu não tenha te deixado desconfortável por sorrir tanto — ele brincou. — Não devo ter contrastado com a sua seriedade.
Ela evitou rir, mas não conseguiu, o som escapando do fundo da sua garganta.
— Você acabou de destruir o meio-campo do Real Madrid. Me deixar desconfortável por sorrir demais é o menor dos seus problemas.
Foi a vez dele rir, o som vibrando pelo corpo inteiro de , o canto dos olhos dele quase fechando com os seus lábios repuxados em um sorriso tão cruelmente sincero.
— Então você presta atenção nos jogos.
Ela arqueou uma sobrancelha, colocando as duas mãos para trás do corpo, dando espaço para um assistente passar por eles.
— É o meu trabalho — apontou o óbvio.
— E quando não é trabalho? Ainda assiste?
Geralmente, evitava ter como hobby algo que também era o seu trabalho. A pergunta tinha uma resposta que estava bem na ponta da sua língua, mas ela não se sentiu muito inclinada a confessar que assistia as partidas que ele jogava. Bastava uma substituição tirando-o do campo que ela desligava a TV.
Mesmo assim, ela não teve a oportunidade de responder o que quer que fosse. Um dos assessores do Arsenal surgiu de repente, chamando-o para a entrevista pós-jogo que sempre acontecia. assentiu e, ao passar pela mulher, inclinou-se apenas o suficiente para murmurar de modo que só ela ouvisse:
— Se fizer parte do seu trabalho, espero que esteja por perto na final.
engoliu a seco.
Ele se afastou, deixando-a no mesmo lugar de antes, estática, assistindo-o ir embora. Ela sentiu falta do peso do troféu pequeno em suas mãos, um fantasma de um toque que nunca sentiu.
— Eu estarei — sussurrou para si mesma, como se fosse uma promessa.

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Aquele encontro não foi o último.
já não usava a mesma roupa de antes e nem nada que tivesse a logo da UEFA estampada em qualquer parte do corpo. Seu rosto estava mais suave, sereno, os ombros até um pouco mais relaxados. Os fios do cabelo estavam soltos em ondas perfeitas e um vestido preto moldava o seu corpo, um batom carmim pintando os seus lábios, completando o seu visual mais casual, ao invés daquela rigidez profissional que o seu trabalho exigia.
Ela não deveria estar ali.
Geralmente quase nunca comparecia a essas festas de comemoração que o time vencedor organizava depois da partida, algo privado só para pessoas selecionadas. Gente da comissão técnica do time, da mídia social, os jogadores e alguns funcionários da UEFA compunham o quadro privado de participação, mas embora quase sempre recebesse um convite, ela quase nunca ia. Não que não gostasse daquele tipo de ambiente; era só que, de alguma forma, ela tentava não se enfiar tanto no mundo daqueles jogadores, ao contrário de Jane, que fazia questão de aproveitar toda e qualquer oportunidade de se envolver com um jogador, independente de que time fosse.
Mas Jane insistiu em arrastá-la até ali. A amiga foi responsável, inclusive, pela sua produção e escolha da cor do batom. Disse que seus cabelos soltos a deixava duas vezes mais bonita, principalmente se ela sorrisse só um pouco mais. Ela tentou lutar contra o convite e a vontade de permanecer no quarto de hotel, enfiada em um pijama confortável enquanto assistia a alguma reprise de Friends, mas não dava para fugir muito de Jane.
— Vai querer beber o quê? — Jane perguntou ao seu lado.
O bar não estava cheio. O local era agradável, as luzes suaves, e estava cedo demais para estar lotado, mas um número considerável de pessoas já se encontrava presentes no local, a maioria com copos de bebidas na mão conversando entre si. não só conseguia ouvir o som melódico da música, como também os sussurros de vozes ecoando cada vez que passava perto de alguém até chegar à bancada do bar.
— Eu vou de… — Ela analisou suas opções, encarando a prateleira de garrafas de vidros, indecisa sobre o que queria naquela noite.
— Não diga coquetel — Jane interpôs, um olhar de julgamento direcionado à agente de marketing ao seu lado.
meio riu, meio bufou, revirando os olhos. Não entendia qual era o problema de Jane contra o coquetel, mas decidiu não optar por aquela bebida para começar. Talvez em algum momento, quando Jane estivesse distraída demais com algum jogador de 1,80 metro, ela se deliciasse sozinha com o coquetel.
— Por favor, faça as honras — disse, jogando a decisão para Jane.
Jane abriu um sorriso convencido de aprovação. quase se arrependeu, mas não ia voltar atrás. Ela só observou, em um silêncio julgador, a sua amiga pedir tequila, sal e limão para o barman. A língua de queimou ao lembrar o gosto daquilo, mas não de um jeito bom, considerando que seu gosto para álcool era sempre limitado.
— Você está interessada em me embebedar? — provocou, com um sorriso.
Jane mordeu a parte interna da bochecha, mexendo apenas um ombro em uma meia resposta.
— Estou interessada em te ver se divertindo — ela começou a dizer, olhando ao redor, o dedo em riste girando em um círculo discreto entre as duas, apontando para as pessoas presentes ali. — De preferência, com alguém daqui.
— Qual o seu problema em eu me divertir com gente de fora?
Jane reprimiu a vontade de revirar os olhos e, enquanto a bebida não chegava, virou de costas e se dispôs a encostar contra a bancada do bar, de modo que pudesse ter a visão privilegiada da pista.
— Fala sério, , olha o tanto de opções que você tem aqui. Não precisa de Tinder — Jane replicou, o tom de voz quase indignado. — Um jogador mais gostoso que o outro, e você é bonita, pode levar qualquer um deles para cama sem o menor esforço, vai por mim.
acreditava naquilo, claro. A fama dos jogadores sempre os precedia. Talvez fosse exatamente por isso que evitava quase sempre se envolver com qualquer um deles, embora não fosse tão rígida a ponto de não querer quebrar as próprias regras. Mas ela precisava saber como, quando e com quem valia a pena cruzar os limites.
E quase como se fosse o destino querendo lhe mostrar que estava na hora de ultrapassar mais um limite, ela virou o rosto no mesmo instante em que passou pela porta do acesso VIP direto para a pista, acompanhado de um colega de time. O jogador inglês se juntou a um pequeno grupo, sem nenhuma bebida na mão, mas com um sorriso encantador no rosto, o casaco branco envolta do corpo realçando a sua beleza em contraste com os fios de cabelo muito bem penteados para trás.
Vermelho e branco realmente era a cor dele.
— …e também tem aquele italiano ali que… ?
A voz de Jane despertou a mulher dos próprios devaneios. Ela piscou os olhos e virou o rosto para , soltando um murmúrio questionador, sem ter nenhuma ideia do que Jane tagarelou no último minuto. Esperava que não fosse nada importante, mas considerando o contexto da conversa, com certeza não era.
— Você ouviu tudo o que eu acabei de falar?
coçou a bochecha, a língua umedecendo os lábios pintados.
— Não sei, algo sobre os jogadores? — ela arriscou.
Jane abriu aquele sorriso. balançou a cabeça, tentando impedir o que sairia da boca da amiga nos próximos segundos, mas não foi rápida o bastante para Jane mostrar que pegou-a no flagra quando não resistiu em dar uma última olhada no jogador inglês do outro lado.
— Tá caidinha pelo , né? — Jane provocou.
soltou um gemido de desgosto involuntário, de repente torcendo muito por aquela tequila. Não importava se a bebida descesse rasgando pela sua garganta, o ardor até seria muito bem-vindo diante daquilo.
Porque caidinha não era bem a palavra.
Ela sequer entendia toda a dimensão da atração que sentia por aquele homem. Não podia ser considerada normal, embora soubesse que era. Era super normal. Pessoas se atraíam uma pela outra o tempo todo.
— Eu não usaria essa palavra.
— Tudo bem, ele é um gostoso mesmo — Jane completou, virando-se de frente para a bancada do bar quando o barman chegou trazendo o pedido. Ela agradeceu, assistiu ele sumir novamente e empurrou o copo de até ela. — Eu posso fazer a ponte entre vocês dois e…
— Não estamos no ensino médio, Jane. — riu, pegando sua tequila. — E não falei que estava interessada em ficar com ele.
Jane olhou para a amiga com um pouco de descrença. Quando um movimento chamou a sua atenção, ela olhou rapidamente para , voltou a olhar para ela e pegou sua tequila, o limão e o sal, fazendo menção de se afastar.
— Bom, vai ter que dizer isso a ele você mesma, porque ele está vindo para cá — Jane avisou, se afastando. — Me manda mensagem qualquer coisa!
— Não… o quê?
Ela tinha levado o copo de tequila até a boca, mas o aviso de Jane a pegou de surpresa, o susto fazendo com que derrubasse um pouco do líquido alcoólico em seu vestido. Ela olhou para o estrago, mas deu pouca importância, procurando Jane com os olhos, que não estava mais perto de si, sumindo do seu campo de visão como um ponto se afastando cada vez mais. xingou baixinho e temeu olhar para o lado e encontrar quem desejava, entrando em conflito, mas ela não precisou esperar muito.
Ele parou bem ao lado dela, bem onde Jane estava segundos antes.
O cheiro do perfume dele foi a primeira coisa que ela sentiu, o aroma chegando primeiro que ele. Em seguida, ela engoliu a seco e, ainda inebriada pelo cheiro delicioso dele, reuniu coragem de encará-lo, o rosto nivelando ao dele, só para encontrá-lo com aquele sorriso nos lábios, que fazia seus olhos ficarem pequenos diante das suas bochechas se esticando daquela maneira.
— Espero que não tenha sido por minha culpa — foi a primeira coisa que ele disse, brincando, apontando para o vestido dela, agora um pouco molhado do líquido de tequila.
umedeceu os lábios, como se isso fosse realmente acalmar o seu sistema nervoso. Ela não disse nada por alguns segundos, mas seus olhos estavam nele, fixados no rosto dele, tentando não se distrair muito com o cheiro do perfume que ele exalava, um aroma incrivelmente prazeroso de sentir.
Ou talvez ela só estivesse atraída demais, então tudo nele, aos seus olhos, não teria defeitos.
O perfume podia ser doce, forte, puro álcool… não se importava.
— Não — mentiu, virando-se só o suficiente para o balcão, alcançando um pouco do guardanapo. — Foi da Jane.
Um xingamento baixinho saiu da sua boca, direcionado à sua amiga, mas ele não ouviu. passou o guardanapo na direção do líquido no vestido, mas não adiantou de muita coisa, então ela só desistiu e aceitou a derrota. O cheiro não estava tão forte. Os ombros dela cederam de frustração, no entanto, não durou muito.
— Foi só um contratempo — ecoou. — Isso não arruinou a sua beleza. Você está linda com esse vestido.
Graças a Deus, a iluminação daquele local não estava grande coisa, o que permitiu não deixar que o jogador visse as bochechas dela rosadas. não costumava ser tímida ou coisa do tipo. Era simplesmente ridículo a forma como ela reagia a ele.
— Obrigada, .
Ela tentou conter o sorriso, enquanto ele exibia o dele. Os dois se encararam em silêncio, como se não houvesse um mundo, uma pequena multidão ao redor deles, mal ouvia qualquer som que não fosse a sua respiração ou a sua pulsação acelerada. Seu sangue não tinha um pingo de álcool, mas parecia que ela tinha consumido uma grande porcentagem pela tontura que sentia. A sensação passava lentamente e ela observou os movimentos calculados do jogador quando ele se encostou contra a bancada do bar.
— Estou surpreso de te ver aqui — ele admitiu. — Pelo que me lembro, você quase nunca aceita comemorações privadas, certo?
A boca de se esticou em um sorriso, um pouco mais relaxada.
— Parece que alguém andou prestando atenção em mim — ela provocou, em tom de brincadeira.
esfregou o lábio com o polegar, dando de ombros de um jeito muito sutil, quase imperceptível, como se não se importasse de ter sido pego. Ele não estava ali para fugir de nenhuma confissão. Se permitisse, ele se debruçaria inteiro em confissões que jurou guardar para si mesmo, mas adoraria murmurar todos os seus pensamentos febris por cada parte da pele dela.
— É até um pouco vergonhoso admitir que eu meio que não tiro os olhos de você quando sei que está por perto — admitiu outra vez, pegando-a de surpresa pela confissão inesperada. Ela não saberia nem como começar a demonstrar o quanto aquilo era ridiculamente recíproco. — Presto atenção em você o tempo todo, .
Sustentando o olhar, não percebeu que ele sutilmente se aproximou. Tudo ao seu redor pareceu sumir, seu campo de visão sendo somente o jogador inglês que não pediu permissão para invadir os seus sonhos. Se perguntassem, a agente não saberia dizer como aquela atração começou; a princípio, parecia uma coisinha inocente, do tipo que só bastava achar o cara bonito, charmoso e pronto, era só seguir a sua vida.
Mas era bombardeada de conteúdos de o tempo todo. Nas redes sociais, principalmente, mas o Arsenal sempre se destacava nas vagas da Champions, o que oportunizava a presença dele fora do espaço virtual. E ela simplesmente não conseguia ignorar a presença dele. Nem se quisesse muito, porra.
— Estamos em público — foi tudo o que ela disse quando percebeu que ele estava próximo demais.
A distância era muito curta. Ela não conseguia mais sentir nenhum cheiro que não fosse o perfume dele exalando direto para as suas narinas, reivindicando o sentido para si. sentia que não conseguia raciocinar direito, os lábios secos, embora ainda pintados, os pelinhos dos seus braços levemente arrepiados.
tentou não rir, achando graça.
— Isso é um problema para você?
Era?, ela pensou.
Mas nenhuma resposta plausível vinha. Em algum lugar dentro do seu cérebro minúsculo, ela sabia que havia algo sobre não se envolver com jogadores e colegas de trabalho e se enquadrava em uma das suas regras — não tão rígidas —, mas ela pensou se seria mesmo tão ruim passar por cima daquilo. Um dos seus requisitos para quebrar suas próprias regras era o cara valer a pena. Muito a pena.
E … bem, ela não tinha dúvidas.
— Profissionalmente falando? — rebateu.
— Pessoalmente falando.
As coisas mudavam de ponto de vista, dependendo da resposta. E a dele atingiu um ponto que ela não estava esperando. Profissionalmente parecia sempre mais complicado, pessoalmente falando… era só uma escolha pessoal.
Ela olhou ao redor. Ninguém prestava atenção neles, reforçando a sensação de que o mundo parecia ter parado de orbitar ali, jogando-os em uma bolha própria só deles.
— Não acredito que você está flertando comigo aqui — disse, balançando a cabeça, voltando a olhar para ele.
piscou.
Ele quebrou mais um passo de distância, ousando, com a ponta dos dedos, dedilhar a pele do braço exposto dela. Um toque sutil, leve, quase íntimo. Não o suficiente, mas não exagerado.
— — ele chamou o nome dela em um murmúrio que a arrepiou. A diferença de altura não era gritante, mas ela precisava levantar o pescoço levemente para alcançar o rosto dele. Talvez precisasse ficar um pouco na ponta dos pés se quisesse alcançar os seus lábios. — Eu me pergunto o que você acharia se conseguisse ler os meus pensamentos e descobrisse as coisas que eu penso sobre você. Que eu quero fazer com você. E elas não são nada inocentes.
sentiu a boca seca, o som da pulsação forte ecoando muito perto do seu ouvido. Ela agradeceu mentalmente que as outras pessoas estavam socializando e a parte do bar, a parte onde eles estavam, estava parcialmente vazia. Ninguém vinha pegar uma bebida e parava ali, sempre pediam algo e vazavam.
— Tipo o quê? — ela se viu perguntando, querendo saber.
Meu Deus, ela morreria para saber sobre cada um dos pensamentos dele. Sobre qualquer coisa que ele pensava sobre ela. Cada mínimo detalhe.
— Você quer que eu diga? Aqui?
Ela piscou os olhos duas vezes. Pensou sobre a resposta dele, se afastou dois passos e chamou o mesmo barman de antes, pedindo uma dose de tequila, que não demorou muito a ser servida. Ela precisava de um pouco de álcool, molhar um pouco a garganta, qualquer coisa que a desse coragem o suficiente para o que estava prestes a fazer. Ela tentou procurar Jane com o olhar, mas a amiga devia estar com a boca colada na de algum jogador italiano gostoso, como ela sempre costumava dizer. Ao contrário de , Jane nunca desperdiçava suas oportunidades e nunca negava os seus desejos.
Mas naquele instante, enquanto virava a dose de uma vez e agradecia ao barman, ela virou o rosto e olhou para , decidindo que ele não era uma oportunidade que deveria ser desperdiçada. Ele era um cara que ela desejava há algum tempo e se negava a ter qualquer coisa. A correr qualquer risco.
Naquela noite, ao invés de negar e enterrar os seus desejos, ela decidiu se entregar a eles.
— Não — finalmente respondeu a pergunta que ele fez. — Eu tenho uma proposta melhor. Eu quero que me mostre.

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não perguntou se ela tinha certeza do que estava fazendo.
Não porque não quis perguntar, mas porque sequer deu essa oportunidade a ele e, assistindo-a se afastar, caminhando devagar por um caminho que claramente conhecia bem o suficiente, ele decidiu que não deveria perguntar se ela tinha certeza.
Era óbvio que ela tinha certeza do que estava fazendo.
era uma mulher racional e nunca fazia nada sem pensar. Ele já tinha notado que ela sempre parecia recuar um pouco quando ele estava perto demais, mas nunca forçou nada. Por mais que quisesse se aproximar, a paciência sempre foi sua melhor aliada.
E agora tudo estava valendo a pena.
Ele conteve o sorriso e crispou os lábios, movendo os próprios pés no ritmo dela. escolheu, propositalmente, passar pelo lado que não havia muita gente, o que fazia com que ela passasse despercebida por qualquer um, entretidos por bebidas e conversas altas, misturadas a uma música eletrônica com volume nas alturas que nenhum dos dois conheciam. ainda cumprimentou algumas pessoas pelo caminho, mas ninguém notava que eles estavam saindo juntos.
Finalmente, ela cruzou um corredor, com ele logo atrás, e entrou no elevador aberto. Quando ficou de frente para ele, assistiu ele se aproximar em passos lentos, algo dentro de si revirando, a expectativa tomando conta da sua mente. Não queria pensar demais sobre aquilo. Só queria aproveitar o momento, apreciar um pouco o traço de beleza que ele exibia, algo meio fora do comum, mas marcante. Ele era alto, tinha uma postura elegante e impecável, cada movimento carregando uma naturalidade britânica que o fazia ser notado. Os olhos dele, fixos nela, sem desviar nem mesmo por um segundo, eram claros e atentos. Curiosos e gentis. O sorriso fácil e genuíno suavizava as suas expressões faciais e era a parte mais marcante dele. Quando ele sorria, sentia vontade de sorrir junto.
— Oi.
Ele entrou no elevador, parando ao lado dela, mantendo uma distância segura e considerável. apertou um botão e viu as portas do elevador se fecharem, então virou o rosto na direção dele minimamente.
— Oi — devolveu.
Olhando para ele, ela tinha a sensação que o mundo era minúsculo e só cabiam eles.
O elevador rangeu um pouco, mas continuou subindo. Ele era parte de um prédio luxuoso que a UEFA já tinha contrato para hospedar seus funcionários quando precisavam que eles ficassem perto dos estádios dos jogos. Era, obviamente, separado da hospedagem dos jogadores, mas nem sempre era uma regra. Alguns optavam por seguir a comissão técnica do campeonato; outros seguiam as regras da própria equipe do time.
O silêncio acompanhou o casal, a expectativa de algo rodeando o presente e o pensamento de ambos. tentava não pensar em muita coisa, ou qualquer coisa, mas o perfume dele continuava invadindo as suas narinas e seu corpo estava inebriado pela ideia do que estava pra acontecer. Não esperou, de verdade, que tal oportunidade fosse possível. A começar por ele devolver o interesse. Seu profissionalismo não a permitia vagar por pensamentos que, naturalmente, deveriam ser proibidos: o de se envolver com um jogador de futebol, alguém com quem ela dividia um pouco do trabalho, ainda que não diretamente, e que não existia nenhuma regra explícita que a proibisse de fazer isso.
Talvez fosse só… bem, sua falta de confiança.
Não era como se ela fosse realmente um acontecimento na vida daqueles homens.
No entanto, não tinha ideia do quanto estava enganada. Se ela tivesse o poder habitual de ler a mente humana, se ocuparia com todos os pensamentos de sobre ela. Ele não só pensava constantemente na mulher, e pensava muito e muita coisa, como também veria que já fazia um tempo que ela estava fazendo morada ali. sempre respeitou pelo que achava ser o princípio dela; nunca via naquelas comemorações e, sempre profissional com todo mundo e com ele, não achou que verdadeiramente tinha uma chance com ela.
Quando saíram do elevador, ele a seguiu. engoliu a seco e lambeu os lábios; o painel pequeno ao lado da porta autorizou a abertura da porta do seu quarto através da sua digital. A agente de marketing entrou primeiro, acendendo as luzes, com entrando logo em seguida. trancou a porta e se encostou contra ela.
Mordendo o lábio, perguntou:
— Então… me mostra?
virou-se, ficando de frente pra mulher, um pouco mais distante do que gostaria. O ambiente em si era agradável e havia bastante espaço, a cama enorme bem no meio dela, mas o jogador não prestou mais atenção em nada disso além dela. Aquele vestido era mesmo espetacular. Ou talvez ele fosse espetacular por causa dela, vestida com ele. Era simples, mas bonito, e acentuava pontos específicos de sua curva.
Talvez ninguém mais reparasse nisso além dele, com aquela atração se intensificando e consumindo-o, mas seus olhos se arrastaram por e ele ficou um tempo sem se mover, apenas admirando. Não tinha pressa alguma e não queria fazer as coisas rápido.
Não. Agora que estava ali, sozinho com ela, queria aproveitar cada segundo. Cada segundo lento , então ele fingiria que o tempo lá fora não existia e o mundo era apenas os dois ali, naquele espaço particular e agradável, inundado pelo cheiro do perfume dela. Um doce aroma de morango.
Um doce aroma de .
Ele se aproximou dois passos e acabou com a distância entre os dois. O meio-campista ergueu os braços e colocou um de cada lado da cabeça dela, apoiando-se na porta atrás, o contato visual sem trégua.
— Quero te experimentar — disse ele, quase em um sussurro.
A forma como os lábios dele se moveram fez vacilar no contato visual, sentindo suas pernas meio bambas tanto pela aproximação dele quanto pelo que ele tinha acabado de dizer. Não havia uma resposta programada para aquilo, havia? Não era uma bem uma pergunta. Era mais uma declaração do desejo dele e não teve nenhuma outra reação a não ser mexer a cabeça positivamente, como se tivesse permitindo.
Sim, por favor, faça isso.
— Por onde eu começo? — o jogador provocou, os lábios curvando-se em um sorriso pequeno que movimentou os músculos faciais dele.
não se moveu sequer um centímetro.
Seu corpo só reagiu quando finalmente a beijou. A princípio, ele encostou os lábios contra os dela, como se testasse a textura, experimentando devagar, para, só então, iniciar um beijo que retribuiu sem hesitar. Nem mesmo para beijá-la tinha pressa.
Ela envolveu o pescoço dele com as duas mãos enquanto as dele desciam direto para sua cintura, agarrando sua pele como se necessitasse disso. Nenhum dos dois saberiam dizer há quanto tempo aquele desejo reprimido existia. Não era como se realmente imaginasse que estariam ali, um dia, até que finalmente estavam. Vê-lo correr no meio do campo era bom, mas tê-lo ali, beijando sua boca, era melhor. A boca dele se movia contra a dela sem urgência, aprendendo mais sobre ela, sobre o que ela gostava.
Foi quem tomou a atitude de começar a empurrá-lo para a cama, sem quebrar o beijo. quase tropeçou em algum momento, andando cegamente para trás, mas recuperou o equilíbrio a tempo, ambos rindo entre o beijo, a intimidade fluindo como se eles fizessem isso há tempos. O beijo só foi quebrado quando ele caiu contra a cama, puxando-a consigo, que caiu por cima dele.
Ela levantou só o suficiente para os dois ajustarem suas posições na cama, de modo que ficasse confortável para ambos, mas não abriu mão de tê-la em cima do seu colo. Por um instante, ficaram ali, olhando um para o outro, ele deitado, ela em cima dele. Uma mão dele começou a passear pela coxa exposta dela, o vestido tinha subido alguns centímetros, deixando a calcinha à mostra. Renda, preta, combinando com o vestido.
— Diga uma.
— O quê? — ele indagou, confuso com o pedido dela.
inclinou-se o suficiente para alcançar o queixo dele, onde beijou, descendo pelo pescoço dele até o peitoral.
— Uma coisa que pensou sobre mim — ela explicou, a boca contra a pele dele por cima do tecido da camisa. — Em fazer comigo.
Ah, ele pensou, sorrindo.
— Achei que quisesse que eu mostrasse.
Ela mexeu um ombro, erguendo seu corpo novamente só para começar a puxar a camisa dele; ergueu os braços e ajudou a passar a camisa por sua cabeça, livrando-se da peça. Abaixo de si, ela conseguia sentir ele duro, mesmo que não estivesse fazendo nada ainda. Ela sequer se mexia.
Seus dedos deslizaram pela pele dele, sentindo a dureza do peitoral, a boca salivando por mais. Salivando por ele sem nenhuma peça de roupa, completamente nu para ela, mas parecia que estava tendo a mesma ideia, pois começou a mover o vestido dela para cima, querendo se livrar da peça.
— Posso ter as duas coisas — ela disse, puxando o vestido, jogando-o na mesma direção que jogou a camisa dele. Tudo o que restava dela era apenas a calcinha e o salto que usava. — Diga uma.
O pau dele pulsou dentro da calça apertada. Não ajudava que ela estivesse em cima dele; os olhos de vidraram-se nos seios dela, os bicos duros, apontando como faróis. Com a mão livre, ele levou até o seio, apertando um dos bicos, arrancando um gemido baixo dela. O som quase o enlouqueceu.
— Te chupar enquanto você me chupa — ele citou uma das coisas.
Se tratando de , a mente dele era mil e uma imaginações.
Ela levantou uma sobrancelha com a resposta e, sem dizer nada, saiu do colo dele e se livrou dos saltos. Depois, ajudou ele a se livrar dos próprios sapatos e da calça, arrastando a boxer junto. O pau dele pulou pra fora, duro, as veias saltadas. , então, se livrou da sua última peça de roupa: a calcinha, que deslizou por suas pernas com uma urgência impressionante. Todas as peças de roupas estavam agora no chão.
A agente de marketing subiu de volta na cama.
— Nunca fiz isso — ela admitiu em um sussurro.
O jogador a encarou com suavidade, tocando o rosto dela com delicadeza.
— A posição 69? — Ela assentiu em resposta. — Não precisamos fazer só porque eu imaginei isso. Tem muitas outras coisas que…
Ela o calou com um beijo.
— Eu quero.
As íris dos olhos dele brilhavam de desejo. voltou a se sentar no colo dele, mas inverteu sua posição; agora, ela sentou de costas para o rosto dele, de frente para o seu pau. Sua boceta latejou, não havia dúvidas de que ela estava molhada, e a prova disso foi quando deslizou o dedo por sua região íntima sem aviso, um suspiro escapando dos lábios dela. O jogador ajudou-a a erguer um pouco o quadril, de modo que a boceta dela ficasse bem à mercê da boca dele.
Não era, de longe, uma posição sexual confortável, mas não se importou. Ela segurou o pau dele com uma mão, tirando seu cabelo do rosto com a outra, apertando a cabecinha do pau dele melado de pré-semên, devolvendo a provocação. Um gemido rouco escapou do fundo da garganta do jogador quando ela deslizou a língua pelas veias saltadas do pau dele.
E devolveu; a princípio, não usou a língua de imediato. Ao invés disso, ele deslizou o nariz pela boceta dela, querendo sentir o cheiro primeiro que sentir o gosto, exatamente como tinha imaginado fazer, caso aquilo acontecesse um dia. Só então ele a chupou com gosto, agarrando a carne da bunda de com força, sem pensar se deixaria marca. Ela não conseguiu conter o gemido e nem segurou sua vontade de ter o pau dele em sua boca, coisa que fez em seguida, achando difícil se concentrar em dar prazer e receber prazer ao mesmo tempo. No entanto, ela percebeu que gostava disso.
Tentou engolir o pau dele por completo, mas não cabia tudo. Usou a mão, a boca e a língua, até arrastando os dentes devagar pela glande, os gemidos de ambos se misturando, com se deliciando com a boceta molhada dela. Ele remexia o quadril involuntariamente, seu próprio corpo reagindo sozinho às investidas de .
O cabelo dela grudava em seu rosto, o corpo do jogador suava por completo e ninguém sabia quem gemia, onde começava e onde terminava e, vez ou outra, ela precisava parar de chupá-lo, estimulando-o com as mãos, só para conseguir assimilar as emoções intensas do prazer ondulando dentro de si com ele a chupando com tanto gosto, aproveitando como se fosse a última vez que faria aquilo.
Ele estava fazendo questão de tentar acertar o ponto que mais a atingia, de gravar cada textura e o gosto dela em sua mente como um troféu. O corpo dos dois estava quente um contra o outro e voltou a tê-lo em sua boca, desafiando-se a engolir ele todo.
Os dois continuaram naquela posição sem saber por quanto tempo. O mundo exterior não existia, apenas os dois ali, cercado por aquelas quatro paredes. Empenhavam-se em dar prazer um ao outro, uma tarefa conjunta e, para a primeira vez de naquela posição, não estava sendo ruim. Quando seu corpo começou a sofrer pequenos espasmos e ele deslizou a língua para dentro dela e mordeu seu clítoris em seguida, ela sabia que o orgasmo estava perto.
— … — sua voz saiu baixa e sem força, as pernas fraquejando.
gozou primeiro, explodindo na boca do jogador, gemendo sem parar, o corpo sofrendo com pequenos tremores. Ele beijou a boceta dela, esperando que ela se recuperasse um pouco, mas a mulher não perdeu tempo e voltou a brincar com o pau dele. A julgar pela reação sensível do corpo dele embaixo do seu, ela sabia que ele também estava perto. Usou as mãos e a boca ao mesmo tempo e, sem aviso, ele gozou wdentro da boca dela.
tremeu embaixo de .
Ele fechou os olhos com força enquanto ela engolia tudo e limpava o que restou sujo em seu pau, o membro agora mais sensível. Com a respiração pesada, se jogou contra a cama, ao lado do corpo dele, satisfeita. Ele abriu os olhos e tentou normalizar a respiração, a mão subindo até o corpo dela, acariciando a nádega.
— Isso foi… — ela tentou dizer, mas ainda estava com dificuldade de respirar, perdendo o fôlego.
Ele sorriu. Ela estava uma bagunça, os fios do cabelo grudado em seu rosto, o corpo todo suado, o cheiro de sexo impregnado no quarto, mas tudo o que ele sentia ainda era o cheiro dela.
— Melhor do que eu pensei — ele completou por ela.
A sua imaginação fantasiosa sequer superava qualquer resquício da realidade.
Ele não tinha ideia de como viveria agora que tinha experimentado o gosto dela.

0x4

não tinha notado, mas havia um espaço pequeno no quarto que se assemelhava um pouco à uma cozinha. Ficava ao lado do banheiro e dava para ver tudo dali, deitado na cama. Não chegava ser bem um cômodo, mas havia uma pequena pia, um fogão elétrico de duas bocas e uma frigobar, além de um pequeno espaço debaixo do fogão que servia para guardar qualquer coisa.
Em algum momento depois de terem gozado juntos, ele cochilou.
ainda não tinha expulsado-o, então ele se sentiu à vontade e, mesmo sem ter ideia de que horas eram, ainda estava ali. Não queria ir embora tão cedo.
O meio-campista se remexeu na cama, ainda completamente nu. O espaço parecia vazio e leve sem o corpo dela ali. Ele ergueu os olhos até a mulher, que não tinha notado que ele acordou, concentrada em despejar um pouco de suco em seu copo. Ela usava somente a mesma calcinha de antes, os seios expostos, o cabelo ainda uma bagunça, mas agora os fios estavam presos em um coque.
— Dormi demais? — ele perguntou, chamando a atenção dela.
olhou para ele, deixando a garrafa de suco de lado, a outra mão segurando a base do copo. Ela admirou o tom de voz sonolento dele, a expressão suave, o corpo nu, e pensou se era assim que um artista se sentia com a sua obra.
Bebendo um gole do suco de laranja, ela respondeu:
— Não.
— Você adormeceu também? — ele questionou, recebendo um aceno negativo em resposta. — O que ficou fazendo então?
Ela ficou assistindo ele dormir por um tempo. A respiração dele tinha acalmado, a expressão ficou serena e ela começou a contar quantas vezes o peito dele subia e descia até que perdeu a conta e se entediou. Jane provavelmente faria muitas perguntas sobre aquela noite. A única mensagem que havia dela no seu celular era "divirta-se", como se soubesse o que a melhor amiga estava fazendo, e não respondeu de volta.
Depois, para passar o tempo, vestiu sua calcinha, enrolou-se um pouco com o cobertor e pegou seu notebook, lendo alguns e-mails. A época da Champions era sempre agitada e corrida e também era o período em que ela mais recebia e-mails.
— Nada demais, só olhando alguns e-mails — respondeu, indicando o notebook ao lado de uma pequena cômoda perto da cama. — Não quis te acordar.
Ela imaginou que ele estivesse cansado não só do jogo, mas dos campeonatos em si. O calendário de jogos costumava ser meio puxado quando envolvia tantos campeonatos e não só o inglês, então a agenda dos jogadores ficavam uma bagunça com as viagens aqui e ali. Não se surpreendeu que ele tivesse adormecido depois de ter gozado.
levantou-se da cama, sem se importar de vestir uma roupa. Ele se aproximou de , que bebeu outro gole, sem tirar os olhos dele, admirando a visão. Mordeu o lábio inferior e sentiu a boceta latejar um pouco, começando a ficar excitada de novo. Ele balançou a cabeça, percebendo o bico dos seios dela endurecer e abriu o frigobar, pegando apenas uma garrafa pequena de água, a qual abriu e bebeu metade.
Muito perto dela, ele passou os dedos pela cintura dela, esticando o tecido da calcinha para o lado, provocando-a levemente.
— Diga outra — pediu.
Dessa vez, ele entendeu o que ela estava querendo. Mas, antes de responder, ele deixou a garrafa de lado e se inclinou um pouco para baixo, pegando um seio com a mão e colocando-o em sua boca. Ele chupou a região com força, sugando o bico, matando a sua vontade de fazer aquilo desde quando ela tinha se livrado do vestido. Os seios eram redondos, durinhos e pequenos, mas bonitos e deliciosos na boca dele.
Contra a pequena bancada improvisada para o hóspede fazer suas refeições, ela depositou o copo com metade do suco com cuidado, mordendo o lábio para conter o gemido. Estava começando a ficar com vergonha do quanto era fácil se render a ele.
Ele afastou a boca e olhou pra ela.
— Sonhei em te comer assim — ele contou.
Querendo mostrar, ele segurou a cintura dela e, sem aviso, virou ela de costas pra ele. Seu pau já estava duro de novo, esfregando-se contra as nádegas dela, para que sentisse. Um suspiro escapou dos lábios da mulher e enterrou os dedos contra a pele dela, segurando-a com mais firmeza do que antes. Aproximou o rosto de , mordendo o lóbulo da orelha dela, atingindo um ponto sensível. Ela não se aguentou e gemeu, suas mãos contra a bancada pequena de madeira, tentando conter-se.
— Você não imagina o quão grande é a minha vontade de te experimentar em todos os lugares, — ele murmurou contra a orelha dela, descendo os lábios pela região da sua nuca enquanto descia uma das mãos direto para o meio das pernas dela, afastando-as com um de seus joelhos. — De te foder em cada canto desse quarto.
Ele afastou a calcinha para o lado e deslizou um dedo por sua região íntima, testando o quão molhada ele estava. Para comprovar, enfiou dois dedos de uma vez dentro dela, entrando com facilidade, sujando-se com a umidade. não soube se foi ela quem gemeu ou se foi ele, quando a boceta dela se contraiu contra seus dedos, imaginando o que ela faria com seu pau.
— .
Dessa vez, ele conseguiu distinguir o gemido dela. Iniciou um movimento de vai e vem com seus dedos, seu pau cada vez mais duro, pulsando por ela, ansioso para se enfiar ali e tomar o lugar de seus dedos.
— Sim? — ele arquejou.
Tirou os dedos de dentro dela, recebendo um gemido em protesto. descansou a cabeça contra o batente, infeliz, a ponto de chorar de tanto tesão. Ser chupada por ele foi ótimo, mas agora ela precisava experimentar ser fodida por ele.
— Por favor — murmurou, a voz saindo abafada.
Ele acariciou o abdômen dela com a outra mão e levou os dois dedos de antes até sua boca, chupando o gosto dela. Estava igualmente desesperado para estar dentro dela no próximo minuto, mas se controlou mais um pouco, pensando como não tinha perdido a cabeça com aquela mulher ainda.
— O que você quer, , hm? — ele provocou, beliscando o bico do peito dela. Segurou seu pau e deslizou pela boceta sem entrar, o que quase a fez perder a cabeça. Ela ergueu o rosto e virou-se um pouco só para olhar pra ele. — Me diz, o que você pensou sobre mim também? Pensou em mim te fodendo assim?
Ele enfiou o pau sem aviso, estocando tão fundo quanto podia, e perdeu o fôlego. Ela sequer processou o que estava querendo responder, sua mente nublada, e ele pensou que estava fazendo alguma coisa certa se ela não estava conseguindo nem falar.
O meio-campista deu alguns segundos para ela se ajustar com seu pau dentro, mas aparentemente não queria aquilo, pois chamou o nome dele em tom de aviso e mexeu seu quadril, pedindo por mais.
— Eu pensei… — Ela engoliu a seco, tentando recuperar o fôlego e processar os pensamentos, mas estava sendo difícil até conseguir encontrar a própria voz. Segurou-se com força contra a bancada, sendo o seu apoio. — Pensei em você me fodendo assim, pensei como seria deslizar no seu pau.
Ela rebolou, até que ele voltou a estocar. Devagar, depois mais intenso, as mãos segurando os quadris dela firmemente.
— Porra — ela soltou, involuntariamente, mesmo que não fosse muito de dizer palavrão, mas aquele momento pedia. — Isso é melhor.
O som dos corpos se chocando ecoava pelo quarto luxuoso, o barulhinho do pau dele estocando contra a boceta molhada dela acompanhando os movimentos. Os dois estavam perdendo o fôlego; abaixou uma mão, pondo atrás do joelho dela, puxando uma perna para cima. ficou mais aberta e gemeu quando ele atingiu um ponto perfeito, a posição ajudando a melhorar o prazer que sentia.
— Ver sua boceta engolindo meu pau assim? — ele ecoou, a visão perfeita abaixo dele. — Isso, com certeza, é melhor.
Ela sentia sua umidade escorrer pela coxa.
Não fosse ele segurando-a, não tinha certeza se conseguia sustentar-se sozinha em pé. Estava molinha contra a bancada, recebendo as estocadas, o pau dentro de si carne com carne, ela quase podia senti-lo latejar. Em um momento, quando ele estocou mais forte, contraiu sua boceta contra o pau dele, o que fez o meio-campista gemer mais alto, fazendo-a perceber que ele gostava daquilo.
Era divertido, pensou. Descobrir o que ele gostava, como gostava, o que dava mais prazer a ele. Não conseguia ver a feição dele, mas prometeu a si mesmo que não o deixaria ir embora sem antes ver aquela imagem. Uma das coisas que mais pensou foi em como seria sua expressão ao gozar, mas o que atraia ainda mais sobre ele era que não tinha vergonha alguma de gemer.
Isso era uma coisa que a deixava frustrada em seu último relacionamento, como o seu ex não fazia questão de demonstrar se estava gostando ou não, e sempre parecia que ela era a única a se esforçar. gostava de ouvir os homens gemerem durante o sexo.
— Você gosta assim? — ele investigou, subindo uma mão pelas costas suadas dela.
A resposta foi um gemido, que ele considerou como um sim. tentou organizar os pensamentos, ainda nublados.
— Você pode… — Ela mordeu o lábio, pensando se deveria seguir adiante. Todo o seu corpo estava quente. Não tinha motivo para sentir vergonha em pedir algo que gostava de fazer, então continuou: — Pode puxar o meu cabelo?
obedeceu quase imediatamente.
A mão que tinha subido pelas costas dela alcançou a nuca, os dedos se enroscando na raiz do cabelo. Ele puxou devagar, testando, pelo tom dos gemidos dela, como ela gostava que puxassem seu cabelo, a intensidade da força. Conforme ele ia apertando, soube quando acertou assim que ela gemeu mais alto, arqueando o próprio corpo.
O prazer de se intensificou ao vê-lo atender o seu pedido.
— Então é assim que você gosta de ser fodida, ? — Ele soltou os fios do cabelo dela, subindo mais um pouco a mão, puxando o rosto dela para mais perto de si. As costas dela quase tocavam o peito dele.
— Sim.
O jogador beijou a ponta do ombro dela, alternando os movimentos das estocadas. Ele mordiscou o pescoço da mulher, enviando arrepios por todo o corpo dela, o coração batendo irregular. Aquele era o melhor tipo de cardio que ele poderia fazer. Talvez conseguisse fugir do treino no dia seguinte com as energias gastas hoje.
— — o tom dele foi de aviso. — Assim eu vou…
Meu Deus, ele gostava mesmo quando ela contraía sua boceta contra o pau dele. Aquilo a fez sorrir e ele diminuiu um pouco as estocadas, tentando recuperar o próprio fôlego. Ela deu um jeito de se virar, querendo olhar pra ele, e , com uma mão só, sem tirar a outra dos cabelos dela, a impulsionou para se sentar contra a bancada. O pau dele saiu por um instante.
deslizou um pouco mais para a ponta da bancada, se livrou da própria calcinha, e abriu ainda mais as pernas.
— Vem aqui.
Com o pau duro e lambuzado da umidade dela, ele voltou a estocar. entrelaçou as duas mãos contra o pescoço dele, buscando a boca do jogador com a sua, iniciando um beijo. apertou os dedos contra a raiz do cabelo dela, gemidos escapando entre os beijos enquanto movia-se para frente e para trás, forte, ora rápido, ora devagar.
Não demorou muito para que chegassem ao ápice.
gozou primeiro. Seu corpo inteiro tremeu, ainda mais intenso que da primeira vez, sentindo seu corpo perder as forças. Quebrou o beijo, encostando a testa na dele, e disse que ele podia continuar.
Mas não durou muito mais depois dela.
Antes que ele gozasse dentro dela, ele puxou o pau pra fora e se afastou um pouco, um segundo depois sujando o chão e parte da parede da bancada com seu gozo. Uma gota respingou na coxa de , que passou o dedo e lambeu o gosto dele mais uma vez.
achou que nunca esqueceria aquela visão.
Voltou a se aproximar dela, abraçando-a pela cintura, um pouco exausto. Seu corpo sofreu pequenos espasmos, mas ele conseguia se sustentar em pé mais do que ela, o histórico de atleta sempre a seu favor. Ela beijou o ombro dele.
— Eu tomo anticoncepcional — ela disse, como se fosse um aviso implícito.
Ele soltou uma risadinha baixa.
— Vou guardar essa informação.
Quando ele se afastou, começou a limpar a sujeira que tinha feito no chão da “cozinha” improvisada do quarto de hotel. Ela desceu da bancada e ajeitou o próprio cabelo em um novo coque, respirando fundo.
Precisava de um banho.
— Quando você precisa ir embora? — ela questionou, observando-o terminar o trabalho.
— Que horas são?
Ela olhou por cima do ombro, buscando o relógio digital em cima da pequena cômoda, ao lado do notebook, e enxergou a hora.
— É madrugada — respondeu.
Ele terminou e jogou alguns papéis no lixo, passando uma mão na outra, erguendo o olhar para .
— Eu posso ir embora no início da manhã, se tiver tudo bem eu dormir aqui?
ficou feliz que ele sugeriu, porque, se não o fizesse, ela o faria. Queria aproveitar as horas restantes que ainda tinham antes que cada um fosse para o seu lado. Seu trabalho só permitia vê-lo quando havia um jogo de Champions, se o time dele estivesse competindo.
— Preciso de um banho, você pode vir comigo — foi a resposta dela, dando a entender que aceitou que ele dormisse ali. Um sorriso sugestivo surgiu nos lábios da agente de marketing. — Talvez role um terceiro round? E você me diz mais uma?
Com uma sobrancelha arqueada, ela começou a andar primeiro na direção do banheiro, com rindo em seu encalço, balançando a cabeça. Estava começando a ficar mais do que caidinho por aquela mulher e isso não estava nos seus planos.
— Meu Deus, mulher — ele murmurou, entrando no banheiro logo depois dela. — Você é insaciável.
apenas moveu um ombro em uma falsa inocência, incapaz de negar aquilo.
Eles ainda tinham a madrugada toda antes que a manhã chegasse e acabasse com a fantasia dos dois.

Fim.
Nota estrelada da autora:
é isso. eu nem sou fã do arsenal, mas quando comecei a acompanhar o futebol, Declan tava lá, marcando sua presença no campeonato inglês e a euforia de ver ele brilhando na Champions League contra um time que eu odeio (cof cof Real Madrid) foi o que fez essa fanfic existir. e ela nunca existiu para ser muito longa, era só essa ideia aí que vocês viram escrita que eu queria pôr pra fora. enfim, muito obrigada a quem leu e acompanhou esse pequeno surto. caso você goste de futebol, vou deixar algumas fics minhas aqui abaixo que faz parte desse universo. caso não goste, não tem problema, eu te convido a conhecer mesmo assim. um beijo estrelado e até a próxima! ✨

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