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Independente do Cosmos 🪐

Última Atualização: 31/08/2025

Nós dois sabemos que as noites foram feitas especialmente para dizer coisas que não podem ser ditas no dia seguinte…


acordou com os lençóis emaranhados e amarrotados ao redor de sua cintura, assim como parte de seu busto e por um pequeno momento quase chegou a se perguntar o que havia acontecido para que tudo parecesse uma indescritível bagunça.
Deixou que seus olhos se abrissem vagarosamente e antes que pudesse fazê-lo por completo, o barulho do celular a despertou de vez, a fazendo deixar um resmungo alto e nasalado sair por sua garganta ao esticar uma das mãos em direção ao criado mudo.
O aparelho continuava vibrando incessantemente.
— Oi — resmungou, com a voz falha.
Onde é que foi que voc… ? , é você?
Houve um momento de silêncio na ligação. fechou os olhos, pensando em como começar a xingar e esculachar todas as gerações futuras de Jungkook por tê-la acordado, provavelmente cedo o suficiente para que a mulher estivesse com seu bom humor.
— É claro que sou eu. Por que você tá me ligando uma hora dessas? — resmungou mais uma vez, deixando a voz ser abafada pelo travesseiro assim que apoiou o rosto. — O que foi agora?
… — Jungkook soltou, um pouco mais baixo e depois de um tempo ainda em silêncio. — Por que você tá com o celular do Jimin?
Seu tom de voz engrossou. parou, sequer piscou.
Engoliu em seco e respirou fundo. Uma, duas vezes até se dar conta do que é que estava acontecendo no momento. Pelos poucos segundos seguidos após a voz de seu amigo invadir seus ouvidos, a mulher sentiu a cabeça girar e uma pontada latejar bem na lateral de sua testa, acompanhado do corpo pesando na cama um pouco mais.
Ela conseguiu sentir a boca de seu estômago formigar e o gosto amargo das prováveis bebidas que experimentou na noite anterior, só então se lembrando de um fato importante.
O mais importante e que, na verdade, não deveria mesmo ser esquecido. pôde se lembrar vagamente dos flashes que invadiam sua mente, fazendo a cabeça doer um pouco mais. As luzes coloridas e reluzentes da NB2, o som estrondoso que ecoava dentro do local e as strippers espalhadas por todo ele enquanto se mostravam bastante solícitas e dispostas a complementar a euforia do local.
Engoliu em seco.
Pôde se lembrar de sua amiga pedindo para que ela aguardasse e em seguida, um flash escuro. fechou os olhos mais uma vez, pedindo piedosamente que nada do que imaginava que aconteceu, realmente tivesse acontecido, até mesmo para que tudo o que passava por sua mente naquele instante com Park Jimin fosse apenas um sonho.
Ou melhor, pesadelo.
Ela ainda conseguia ouvir Jungkook do outro lado da linha, chamando por seu nome e então, voltou sua atenção ao aparelho que ainda segurava em mãos, percebendo o modelo diferente do seu.
Como ele ousava esquecer o celular em sua casa?
A mulher começava a sentir algo crescer dentro de si. Ela queria xingá-lo, esmurrá-lo.
Queria fazer tudo isso e um pouco mais, só por sentir a mesma vontade da noite anterior ao se lembrar de alguns momentos com o homem ali, dentro do seu quarto. Conseguia lembrar com tamanha vividez as mãos de Jimin percorrendo seu corpo e chamando seu nome, mordendo cada parte que ela…
— Eu não acredito… — exclamou para si mesma, baixo o suficiente para que Jungkook não pudesse ouvir.
E então, fez a primeira coisa que lhe veio à mente. Pressionou o botão lateral do aparelho, desligando a chamada sem dar qualquer outra satisfação sobre o que tinha acontecido, de fato. Ela não precisava fazer aquilo, a última coisa que queria era que seus amigos soubessem o que havia acontecido naquela maldita noite no bar.
fechou seus olhos com força, sentindo a garganta fechar aos poucos, sabendo certamente que havia cometido um erro. Um erro que, ela sabia bem, seria irreparável.
Não quero pensar naquilo, por mais que fosse inevitável. Não queria pensar, porque a medida que focava seus pensamentos no ocorrido, se sentia ainda mais suja. Saber que o homem que, infelizmente, ainda gostava estava noivo e ainda tinha dormido com ele, era o pior que poderia ter acontecido.
Ela não conseguia acreditar no que havia feito. Não deveria ter ido àquela despedida.
Merda.
Passou uma das mãos pelo rosto, o sentindo esquentar e virou o corpo para cima, como se aquele ato a fizesse se aliviar de alguma forma.
Mas a única coisa que conseguiu sentir, não foi alívio, nem mesmo algum resquício de calmaria. sentiu como um peso sobre sua barriga e aquele peso enlaçou seu corpo, a puxando para um pouco mais perto.
Seus olhos escuros arregalaram, quase deixando escapar um grito.
— O que faz acordada essa hora?
A voz rouca sussurrou, ao pé de seu ouvido, seguido de um beijo suave em seu pescoço. Ela o olhou rápido demais para acreditar que aquilo realmente estava acontecendo e observou o rosto de Jimin, expressando tudo menos desespero. Ou qualquer menção de que o que estava fazendo fosse errado.
Park ainda estava sonolento e não parecia querer levantar de onde estava tão cedo. sentiu o sangue esquentar, assim como sua cabeça rodar mais uma vez pelo furacão de pensamentos que começaram a invadir sua mente por saber e ter certeza, de forma tão clara, de tudo o que havia acontecido.
Ela havia sim, dormido com Jimin. Havia não só dormido com ele, como feito coisas que jurava não fazer com alguém tão cedo e até mesmo pelo fato, ainda mais nítido, de que ele estava noivo.
Ele iria casar e não iria ser com ela. Jimin não era mais seu, nunca havia sido.
A raiva começou a se instaurar mais uma vez dentro de si. Ela sentia não só o corpo esquentar, mas o canto dos olhos começou a arder também, com a ficha caindo pela sua realidade.
Por que o homem tinha que aparecer tão repentinamente para deixar sua vida de ponta cabeça, justo agora, depois de tanto tempo?
Mas, o que ela queria mesmo entender, era porque sentia que o toque do rapaz era tão certo, não só como o aconchego daquele momento a sós em seu quarto? Jimin, abraçado a si mesma, parecia certo demais para ser tão errado assim.
Deixou os olhos pousarem mais uma vez na feição descansada do rapaz e, com isso, se deixou levar por observar seus traços. O nariz afilado, os cílios escuros, não tão grandes e os lábios desenhados, avermelhados.
Quase como uma pintura.
Soltou outro suspiro. Não queria continuar com aquilo. Nem mesmo continuar achando que ele permanecia atraente como sempre havia sido e que os anos passados apenas haviam lhe feito bem.
conseguia se lembrar há tempos, quando tinha o costume de, em todas as manhãs, no quarto alugado próximo à faculdade, ter Jimin ao seu lado, aconchegado daquele mesmo jeito. Quando tinha o olhar do rapaz direcionado a ela quando namoravam e em como ele costumava mostrar como a mulher era importante em sua vida, em tudo.
Não. Não podia pensar mais naquilo. Não quando ele permanecia deitado a seu lado, com os braços ao redor de sua cintura, como se nada estivesse acontecendo.
— Perdeu o sono? — a voz do rapaz ecoou novamente. Jimin abriu os olhos, podendo enxergar a mulher, agora, com o olhar fixo à sua frente.
Ela não o observava mais.
— Você precisa ir embora.
O que? — piscou algumas vezes, como se aquilo o acordasse de vez. — Tá tudo bem?
— Você não pode… — fechou os olhos, pressionando os lábios. — Você tem que ir embora, Park. Levanta, pega suas roupas e vai. Só… Vai.
, por que tá falando isso agora?
Jimin ergueu o tronco, engolindo em seco ao ver a expressão tão séria que estampava o rosto da mulher. Não conseguia entender ao certo o que ela estava pensando naquele instante. Por um momento, achou que poderiam se entender de alguma forma.
Realmente achou que poderia fazer certo daquela vez. Que poderia organizar o quebra cabeça, focando apenas no que queria dali em diante.
Sem noivado, casamento. Pelo menos não com Dahye.
Ele tinha certeza de que o que havia feito estava mais do que errado. Não pensou, em toda sua vida, que teria uma atitude como aquela, mas ver na sua frente, tão prazerosa, cheia de vida e se entregando totalmente a ele, o fez perder a cabeça.
Jimin não conseguia. Nunca conseguiu esquecê-la.
Pensou mesmo que voltar à Seul poderia fazer com que as coisas começassem a entrar nos eixos, como sempre cogitou.
— Não vem agir como se nada tivesse acontecido, ainda mais como se fosse a porra do meu namorado. Sai daqui, agora. Eu já falei, pega as suas coisas e sai, Park Jimin — bufou alto, retirando a coberta que antes tampava seu corpo de cima de si. Com um pouco mais de rapidez, recolheu as roupas do rapaz pelo chão quase que de forma desesperada e jogou em direção a ele. — Tudo isso foi um erro. Você ter voltado à cidade foi um erro e eu posso te garantir, isso não vai acontecer de novo.
Jimin piscou algumas vezes, sentindo o corpo esquentar por tudo o que estava ouvindo e deixou o olhar cair, com sua mente quase explodindo ao procurar alguma forma de fazê-la conversar com ele. Ou de pelo menos ouvi-lo, como tanto queria.
Só queria que ela entendesse…
— Eu não vou falar de novo.
— Você pode, ao menos, me ouvir? — perguntou, um pouco mais baixo. deixou o olhar cair sobre o rapaz. Respirou fundo. — Não preciso de muito tempo, só me escuta, . Sei que foi errado, completamente equivocado, mas por favor, eu não iria conseguir…
— O que? Você não iria conseguir voltar para Busan sabendo do que fez antes de casar? Ou, não... Você não iria conseguir olhar para sua noiva sabendo que comeu outra mulher na sua despedida de solteiro? Pelo amor de Deus, Park, me poupa de todo esse discurso ridículo que você deve ter ensaiado há tempos — disse, terminando de pegar os calçados dele. Por fim, estendeu a mão, abrindo a porta de seu quarto.
Ela não queria ouvir mais nada de Jimin, nem mesmo saber o motivo que o levou a ter feito aquilo. Seu coração doía e a garganta estava a ponto de pegar fogo de tanto que ardia. não iria se mostrar fraca chorando. Não na frente dele.

— Não me chama assim — disse, em um sussurro, desviando seu olhar. Jimin fez menção em tocá-la. — Por favor. Você sabe que é o melhor a se fazer. Vai embora.
O rapaz não conseguiu dizer qualquer outra coisa que fosse o suficiente para que a convencesse de que ele queria mesmo lhe dar uma explicação merecida. não queria encarar seus olhos escuros, não queria entender e nem mesmo pensar que poderia ter algum motivo que fosse fazê-la esquecer tudo e recebê-lo de braços abertos.
Para ela, seria muito mais fácil saber que havia sido apenas um caso de uma noite insana, que deveria ser esquecido, na pior das hipóteses.
Jimin permaneceu a olhando. Não queria ter que ir embora. Não queria ter que deixar ali, daquele jeito.
Mas ele sabia, no fundo, como seria difícil tentar explicar tudo como queria. Como seria custoso consertar todo o problema que havia criado.
Com isso, apenas assentiu ao ouvir seu pedido. Respirou fundo, levantando da cama e colocando sua roupa, a olhando uma última vez. A expressão em seu rosto era a mais transparente para que ela lhe desse mais uma chance, mas ao ver virar seu rosto, sem ao menos querer olhá-lo outra vez, Park Jimin soube que provavelmente havia colocado tudo a perder.
Mais uma vez.

🔥🌪️

A mulher não queria parar. Era cada vez mais rápido e Jimin sentia que não iria aguentar por tanto tempo. Estava morrendo de tesão.
Só conseguia pensar na mulher à sua frente.
Abriu seus olhos, encarando-a e desta vez, segurou seu corpo, a virando ali mesmo. estava totalmente de quatro para ele.
Aquela bunda gostosa empinada.
Desferiu um tapa forte na região da mulher. soltou um gemido fino e sorriu em seguida, adorando o que estava acontecendo. O rapaz observou sua expressão e também sorriu, abaixando seu corpo próximo ao dela, de forma que conseguisse sentir o corpo quente da mulher colado ao seu.
— Se lembra o que eu te disse mais cedo? — sussurrou no pé do ouvido. virou o rosto, tentando se lembrar.
É claro que não se lembrava, que droga de pergunta era aquela?
A única coisa que queria se lembrar era aquele momento e de sentir cada pedaço do homem dentro dela.
— Não... — resmungou.
Jimin soltou uma risadinha fraca, segurando os quadris da mulher com as duas mãos.
— Então é melhor não se esquecer, – preparou seu membro já molhado e quase explodindo de tanto tesão, passando a cabeça do mesmo na intimidade dela. Ouviu outro gemido da mulher. — Hoje vou acabar com você. Com isso, afundou seu pênis na mulher, estocando o mais rápido que podia.
A cada rebolada, era um gemido mais alto que dava e seu prazer só ia aumentando mais e mais. Deixou uma de suas mãos seguirem de encontro aos cabelos da mulher, segurando-os com força e desferiu um tapa mais ameno no rosto de , a fazendo gemer mais uma vez.
— Era isso o que você queria, safada? — perguntou, ainda estocando dentro dela.
— Sim…
Tentou responder em meio aos gemidos.
— Então geme para mim, – Jimin dizia, sua voz rouca pela euforia do momento. — Até você não aguentar mais.


sentia a cabeça latejar.
Não fazia ideia de como seria complicado tentar esquecer toda a cena do que havia acontecido em seu quarto, na madrugada anterior. Já havia tentado de tudo. Ouviu músicas em seu celular, pulou alguns canais na televisão e até tentou focar a atenção em um filme qualquer que ali passava, mas sempre terminava voltando a relembrar das mãos de Jimin acariciando parte de seu quarto enquanto a beijava com toda a vontade do mundo.
Fechou os olhos mais uma vez. A verdade era que se sentia frustrada. Desapontada. Desiludida.
Seu coração parecia ter sido quebrado em pedacinhos. De primeira, achou que era a sensação de ver alguém que foi seu primeiro amor depois de muito tempo. Depois, começou a pensar que era muito mais que aquilo. Ela não havia o esquecido.
Park conseguia lhe erguer, como sempre fez, e depois a levar ao chão.
Como estava fazendo.
Sentiu sua garganta trancar outra vez. Os olhos já começavam a arder, indicando que a vontade de colocar tudo para fora estava voltando outra vez.
Droga. Por que tinha que ter cedido tão fácil daquele jeito?
Colocou as mãos no rosto, tampando sua visão e sem que pudesse pensar antes, o choro fraco vinha à tona. Iniciou silencioso, intensificando na medida em que ia se lembrando dos flashes que não ousavam deixar sua mente quieta.
Queria apagar tudo aquilo, como se tivesse uma borracha para tal. Queria esquecer quem ele era, queria nunca tê-lo conhecido.
A verdade era aquela, mas sabia que, no fundo, não queria mesmo tudo aquilo.
Só queria, mesmo, que parasse de doer. Que parasse de incomodar, de machucar.
Fungou, inclinando a cabeça para o lado. Seu celular não parava de vibrar.
Já era tarde de domingo, a última coisa que queria era ter alguém puxando assunto em uma conversa qualquer ou marcando um encontro para mais tarde. queria ficar sozinha. Precisava daquilo.
E ainda corria o risco de ser Jimin lhe importunando outra vez.
Deixou o corpo afundar no sofá, observando o aparelho na mesa de centro. O display estava aceso e agora algumas mensagens subiam em notificações.
Respirou fundo. Inclinou o corpo e o pegou.
O aparelho voltou a vibrar outra vez e o nome de Jungkook apareceu. sentiu o peito apertar e as lágrimas voltando aos poucos. Não sabia ao certo se atendia a ligação ao não.
Jungkook a conhecia como ninguém. Sabia tudo o que acontecia em sua vida, mas ali, parada encarando o aparelho e sentindo a maciez do móvel aconchegando seu corpo, sentia vergonha de atendê-lo.
Sentia vergonha de falar com seu amigo. E o motivo era que agora ele sabia.
E assim como ele sabia, não iria perdoá-la por ter cometido tamanha atrocidade, ainda mais com alguém que era seu melhor amigo.
Ela não sabia nem mesmo como começar.
Engoliu em seco e apertou o botão verde. O silêncio se fez presente outra vez.
Você não precisa me explicar nada — começou, do outro lado da linha. continuou quieta. — Não precisa me dizer o que aconteceu, o que fez, enfim. Só não se distancia de mim, . Caramba, tem noção de como fiquei preocupado? Você não atendeu nenhuma ligação minha desde ontem. Bianca não sabe do seu paradeiro, Hoseok muito menos. Os meninos então… E eu nem vou perguntar ao Jimin.
— Jungkook… — tentou dizer, com a voz fraca.
Vocês se encontraram ontem de manhã, não foi? — disparou, a cortando. se calou, piscando algumas vezes. Ele não sabia? Jungkook não se deu conta? — Eu vi vocês dois saindo da boate e ele comentou que queria conversar com você, algo sério. E então?
— Eu… Nós… — sentiu a garganta arder e pigarreou, endireitando a postura no sofá. Sua cabeça rodou e o corpo esquentou. Como ele não sabia? — Não acho que seja um bom momento para falar sobre isso.
Você… Aconteceu alguma coisa, ?
— Não é isso. Eu só acordei com uma dor de cabeça horrível. Sabe como fico depois de um pouco de álcool dentro do meu corpo — disse, mais baixo. Por mais que sentisse um pouco de alívio pelo que havia acabado de saber, ainda sentia vontade de chorar.
Não só pelo mesmo motivo anterior, mas agora por ter que mentir para seu amigo e esconder algo que realmente havia acontecido.
Jungkook não fazia ideia.
Entendi. Espero que tenha tomado algum remédio. Vou passar aí, hm, em duas horas.
O que? Por que? Jungkook, eu não queria sair hoje…
E quem disse que vamos sair? Vou aí te fazer companhia. Ficar aqui sozinho tá sendo um porre — murmurou. Os dois ficaram em silêncio mais uma vez. Por um momento, a mulher achou que ele havia desligado. — Olha só, , vamos ser sinceros. Sei que a volta do Jimin mexeu com você. Consegui perceber isso naquele dia, no Jungsik. Mas, acho que tem coisas que você precisa deixar no passado, entende? Ele vai casar agora, aparentemente gosta da Dahye e…
— O que? — murmurou, contendo o choro fraco.
Você pode conhecer outras pessoas. Não precisa ficar presa a isso para sempre — disse, por fim, quase em um sussurro do outro lado da ligação. — Quero te ver feliz. Independente de como for. E com quem for.
não respondeu. Nem mesmo se deu ao trabalho de distanciar o aparelho de perto do rosto para Jungkook não a ouvir chorar. Aos poucos o coração foi amolecendo e parte de si queria ser verdadeira com ele. Queria contar tudo, ele merecia saber.
Mas não podia. Só iria piorar as coisas daquela forma.
É isso. Chego daqui a pouco.
E desligou. Deixando a mulher ali, parada, encarando o aparelho em suas mãos, se perguntando como iria fazer para conviver com o que havia acontecido, ou até mesmo, para esquecer o ocorrido.
Havia sido errado. Por mais que ela quisesse tanto, havia sido muito errado.
E sabia certamente que o problema era muito maior do que parecia ser.


Continua...




Nota da autora: Olá! Essa é para quem gostou de Slow Down e estava ansioso para a continuação. Não esqueçam de deixar um feedback <3

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