✮⋆˙Independente do Cosmos✮⋆˙
Última Atualização: 06/09/25
Que eu estava com um tesão do caralho;
E que me arrependia amargamente da decisão de ter ido para a cama com Connor.
Virei o rosto em sua direção, observando-o se vestir do outro lado do quarto e notando o sorriso presunçoso que ocupava seus lábios.
Deus, como era fácil ser um homem hétero.
— Essa noite foi boa, podemos repetir outro dia. Que tal?
Minhas sobrancelhas se arquearam em descrença, sem acreditar no que eu estava ouvindo. Ele não podia estar falando sério.
Não depois de um sexo que durara menos de cinco minutos, até que ele gozasse e me deixasse ali na cama, bem longe do meu orgasmo — e nem sequer minimamente satisfeita.
Mas, ao encarar seu rosto, a expressão convencida deixava claro que Connor acreditava que a transa tinha sido boa tanto para ele quanto para mim. Só Deus era capaz de explicar a autoestima do homem hétero.
Prendi o suspiro frustrado que queria escapar dos meus lábios. Eu tinha deixado a festa da fraternidade crente que teria uma boa noite de sexo, e me recusava a sair daquele quarto sem um orgasmo.
Mesmo que fosse eu mesma a ter de me proporcionar um.
— Vou ficar mais alguns minutos no quarto. Tem problema? — questionei, observando seu sorriso se alargar ainda mais.
— Sem problemas, gata. — Connor me lançou uma piscadela e saiu, fechando a porta atrás de si.
Contentei-me em revirar os olhos, arrependendo-me mais uma vez por ter escolhido Connor como a transa da noite. Fechei os olhos e respirei fundo, disposta a relaxar e terminar o que Connor sequer começou. Aquilo mal poderia ser considerado um protótipo de transa.
Deixei que minha mão esquerda apertasse meu seio enquanto a outra passeava por todo o meu corpo, as pontas das unhas me causando pequenos arrepios e fazendo meu corpo voltar a esquentar.
A mão em meu seio revezava entre acariciá-lo e apertá-lo, enquanto meus dedos brincavam com a joia de titânio no mamilo, tornando a sensação ainda mais prazerosa. Guiei a outra mão para o meio das pernas, não tardando a encontrar meu clitóris sensível, que clamava por uma atenção que as mãos apressadas de Connor não conseguiram dar.
Um suspiro escapou dos meus lábios assim que comecei a estimulá-lo com movimentos circulares, aumentando a pressão no ponto mais sensível. Meu quadril rebolava contra a mão, buscando intensificar o contato.
Dei um último beliscão no mamilo, mordendo o lábio com a sensação prazerosa, e desci a mão esquerda até que meus dedos ficaram molhados com minha própria excitação.
Aumentei o contato no clitóris e deixei dois dedos me penetrarem. Gemi alto, sem me importar com o som, e joguei a cabeça para trás, aproveitando as sensações que eu mesma me proporcionava.
Comecei a movimentar os dedos dentro de mim, as duas mãos trabalhando em conjunto para me saciar, e eu já conseguia sentir que não estava longe de gozar. Apoiei-me nos cotovelos, buscando ir mais fundo, e deixei que um palavrão escapasse dos meus lábios:
— Caralho!
Cessei os movimentos ao perceber que o palavrão que ecoara pelo quarto não tinha saído de mim. Abri os olhos e encarei uma figura masculina parada diante da porta — e um corpo feminino de costas para mim, tampando a fresta entreaberta.
Um gemido frustrado escapou de meus lábios e deixei o corpo cair de encontro ao colchão, afastando as mãos de mim.
Ao que tudo indicava, eu estava fadada a não conseguir um orgasmo naquela maldita noite.
— Hm… é, desculpa. — A voz grossa soou novamente, fazendo-me olhar em sua direção. — Vi o Connor lá fora e imaginei que ele já tinha acabado aqui.
Rolei os olhos, sentando-me na cama e cobrindo-me precariamente com o lençol embolado próximo.
— E ele de fato acabou. Infelizmente, eu não tive a mesma sorte — resmunguei, ouvindo a risada baixa da mulher na porta. — É coisa da fraternidade compartilhar o mesmo quarto para transar? Porque isso é meio nojento.
A garota continuava de costas para mim e, além da baixa estatura, tudo o que eu conseguia ver eram os cabelos ruivos encaracolados. Mas eu tinha certeza de que seria linda.
Já o cara ao seu lado era lindo.
E exatamente o meu tipo.
Seu cabelo castanho estava bagunçado de um jeito sexy, os olhos castanhos e redondos brilhavam enquanto me encaravam, mas o ponto alto eram os lábios rosados e carnudos, que eu conseguia imaginar perfeitamente chupando minha boceta excitada.
Mesmo do outro lado do quarto, dava para ver que ele era alto — com meu um metro e setenta e dois, homens altos eram obrigação —, e forte. Os músculos dos braços marcavam a camisa branca e simples que ele usava.
— Acho melhor eu voltar lá para baixo. Nos vemos depois, . — A ruiva se despediu, saindo rapidamente do quarto e fechando a porta.
Bom, ao menos eu não seria a única a passar a noite sem gozar.
E, no meu estado usual, eu considerava isso uma pequena vitória.
— Eu poderia dizer que sinto muito por você ter perdido sua transa, mas… como seu amigo não me fez gozar e você me interrompeu, eu estaria mentindo. — Abri um sorriso travesso, levantando-me da cama sem me importar com o lençol que escorregava de volta ao colchão, deixando-me completamente nua diante de .
O brilho em seus olhos pareceu aumentar enquanto ele apreciava cada pedacinho de mim. Eu sabia que era gostosa — isso não era novidade —, mas meu ego sempre era acariciado quando me olhavam como se pudessem me devorar.
E o olhar que me lançava naquele momento fazia a excitação pulsar em minha boceta.
Caminhei calmamente até o canto do quarto onde Connor tinha jogado minhas roupas, deixando se deleitar com a visão do meu corpo. Vesti o vestido, calcei a sandália e embrulhei a pequena calcinha na mão.
Virei novamente na direção da porta, onde ainda estava, com o mesmo olhar no rosto, e segui até a saída. Parei de frente para ele e o observei fascinada quando engoliu em seco, como se despertasse de um transe.
Levei a mão até o bolso traseiro de sua calça, depositando minha calcinha ali e dando um tapinha no jeans.
— Você está me devendo um orgasmo, .

