Independente do Cosmos🪐
Última Atualização: Fanfic FinalizadaEstava deitado no sofá do meu apartamento olhando para o teto pensando em como as coisas estavam. Caleb e Jackson andavam me mandando mensagem querendo me encontrar, e eu tentava a todo custo não responder nenhum dos dois. Tínhamos terminado, não dava certo, não era como se eu não estivesse apaixonado, só que eles eram caóticos demais. Caleb, apesar de ser o meu melhor amigo desde aos 14 anos, e eu o amar demais, era isso. Éramos amigos. O sexo com Call era complicado, ele era bruto demais e aquele não era o meu tipo de coisa, e mesmo sem querer, acabava me machucando. Então Jax pirava com ele. Por serem melhores amigos também, os dois acabavam brigando por minha causa — e não digo brigando de discutir — eles saiam no soco, literalmente, por minha causa. Isso acabava comigo, eu detestava qualquer tipo de violência. E por mais que eu gostasse demais do Jackson, eu não podia ficar com um sem estar com o outro, não era justo. Ou eu tinha os dois, ou não tinha nenhum deles. Isso me matava.
As coisas com Jackson eram estranhas, ele era calado demais, fechado demais, e a maior parte do tempo era grosseiro, porém, quando estávamos apenas nós dois, eu via uma parte dele que me deixava totalmente rendido. Ele não era o tipo de pessoa que falava o que sentia, mas dava para sentir na forma como me olhava, me tratava ou como me beijava. Jax era tão apaixonado por mim quanto eu era por ele, mesmo que as coisas fossem um perfeito caos ao nosso redor. Felicity, sua “namorada”, era um problema. Desde que conheci Jackson, eles estão juntos, mas vivem terminando, ela tem um problema com drogas, e já foi internada algumas vezes, tirando as vezes que ameaçava Jax se ele falasse que a deixaria. A garota era totalmente instável.
Tudo era muito complicado.
O lance entre Call, Jax e eu sempre foi escondido.
Caleb porque tinha uma reputação a zelar, quando ele era líder dos Destroyers, o seu grupo de amigos que faziam o que bem entendiam em Verona River, além do que, ele precisava me manter em segurança. Nunca soube exatamente com o que mexiam, apenas sabia o que via e ouvia por aí. Caleb trabalhava por encomenda, o que o pediam, ele fazia, do tipo, qualquer coisa até onde eu fiquei sabendo. Uma vez eu o vi torturando um homem no porão de sua casa, nunca perguntei o motivo, eu realmente não queria saber, aquilo não era assunto meu. Tentei me afastar na época, mas nunca consegui de fato. Call era extremamente envolvente e persuasivo, e me fez entender que eu mesmo nunca veria aquele seu lado. Não sei se o homem sobreviveu, talvez eu não quisesse saber da resposta. De qualquer forma meu amigo tinha esse seu lado extremamente sombrio, brutal, e até mesmo animalesco, isso me dava medo, e às vezes conseguia ver esse lado quando transávamos, na forma que ele me tocava e me beijava, e isso sim me incomodava, e muito, especialmente quando eu via as marcas roxas pelo meu corpo. Seus dedos estampados em minha cintura, ou como seus dentes e lábios ficavam em minha pele.
Jackson fazia parte do esquema que eles tinham com Jordan, Maverick e Christopher. Ninguém ousava se aproximar dos Destroyers sem que fosse de fato convidado, e isso automaticamente me fez tornar intocável na cidade, porque desde que voltei para Verona River, e comecei a andar com eles, as pessoas não ousavam se aproximar muito de mim. Era como se a aura de Caleb estivesse atrás de mim sempre me vigiando em um aviso claro que ninguém deveria se aproximar.
Eu tinha ido embora quando tinha 16 anos após uma briga com minha mãe. Ela não aceitou o que eu era, e isso me levou a consequências das coisas que eu não consegui lidar na época. Caleb me pediu para ficar, obviamente, assim como Johnny e Isabella, meus irmãos mais novos. Ainda me lembro de John com seus 12 anos, abraçado fortemente em meu pescoço, chorando, implorando para que eu não o deixasse. Na época eu não consegui entender seu desespero, porque eu estava desesperado para sair daquela casa. Nada estava importando a não ser eu mesmo, e hoje em dia sabia que isso tinha sido o meu pior erro. John não era mais o mesmo, e embora tenha voltado depois de 6 anos sem falar com ninguém, além de Caleb, eu sabia que tinha perdido o meu irmão. Ele não falava mais comigo direto, e sempre quando tentava me aproximar, nós brigávamos.
Às vezes eu só sentia que não estava fazendo nada direito.
Isso tudo me deixava extremamente frustrado. Especialmente por ficar pensando em Jackson o tempo todo.
Ouvi o interfone tocando. Franzi o cenho com aquilo, afinal, não estava esperando por ninguém. Levantei e fui até o aparelho, atendendo e me encostando na parede ao lado dele.
— Sou eu, Call. Abre aí — ouvi a voz do meu amigo do outro lado da linha.
— O que você está fazendo aqui? — perguntei antes de liberar a porta.
Eu não queria muito falar com ele naquele momento, sabia que iria acabar me levando a caminhos os quais não queria de fato por ser extremamente envolvente. Era muito complicado resistir ao Caleb.
— Vim te buscar para irmos a um racha. Anda, abre aí, — pediu de novo.
Fiz uma careta com aquilo, não era o meu tipo de rolê favorito e ele sabia disso.
— Não quero sair — rebati.
Ouvi sua respiração pesada saindo como um suspiro.
— Por favor, vamos. — Agora seu tom de voz estava mais baixo, aquele que ele sabia exatamente que me deixava fraco.
Mordi meu lábio inferior de leve.
— Ok. Mas não vai rolar nada, entendeu? — Avisei para que ficasse ciente disso.
Ele riu de leve.
— Não vai rolar nada — repetiu, e eu senti um tom de humor e sarcasmo.
— Já desço — falei e coloquei o telefone no gancho.
Nem por nada iria deixar que subisse, ou provavelmente nem sairíamos daquele apartamento, conhecia muito bem Caleb.
Fui até meu quarto e troquei de roupa, algo discreto, porque Call em si já chamava bastante atenção com seus quase dois metros de altura e ombros largos. Deus, ele parecia um armário. Jackson não era tão diferente, porém, ele era magro e seu corpo era totalmente definido e tatuado. Apertei meus olhos com força ao pensar nisso, porque senti o quão quente fiquei. Odiava como ele ainda conseguia me afetar dessa maneira.
Não demorei muito para descer, e quando abri a porta do prédio, vi Caleb encostado em sua moto fumando um cigarro. Uma bela paisagem, diga-se de passagem. Meu olhar passou por ele lentamente, até encarar seus olhos azuis. Em seus lábios tinha um sorriso de lado, sedutor como sempre. Respirei fundo, e me aproximei, e parei na sua frente.
— Poderia ter me falado que veio de moto. Aí mesmo que eu não iria — reclamei, levemente contrariado com aquilo.
— Eu sei disso, por isso que não falei — respondeu, rindo nasalado.
Soltei o ar por entre meus lábios e estiquei meu braço, pegando o capacete, mas senti sua mão passando em minha cintura, o que me fez retrair os lábios. O olhei em um aviso claro para ele dar um tempo com as gracinhas. Aquilo não era nada do que ele estava pensando, e eu já tinha deixado bem claro.
— Não vai me dar uma boa noite? — perguntou em tom de provocação.
Travei o maxilar, e tentei a todo custo ficar olhando fixamente em seus olhos.
— Boa noite — falei da forma mais seca que consegui.
Call soltou um risinho e negou com a cabeça, mas seus dedos apertaram de leve a minha cintura, e ele me puxou contra seu corpo. Desgraçado. Ele era ridículo! Aquele ato fez meu corpo se acender.
— Você sabe o que significa a frase “não vai rolar nada”? — indaguei com certa indignação.
— Ok, ok. Você está nervosinho hoje — disse, finalmente me soltando.
Não respondi. Coloquei o capuz do meu casaco e enfiei logo o capacete, deixando as coisas ficarem no mínimo seguras desse jeito. Caleb jogou o resto do cigarro fora, colocou o capacete também, e subiu em sua moto. Bem, não tinha muito o que se fazer. Eu fui até a garupa e precisei abraçar seu corpo, já que ela era alta e inclinada para frente. Meu amigo logo deu a partida e tudo o que eu poderia fazer agora, era tentar curtir a viagem.
Meu rosto se apoiou por cima do seu ombro, enquanto meu olhos estavam fixos no asfalto a nossa frente, iluminado pelo farol. O vento cortando, fazendo todo o mundo ao redor se tornar algo abafado e sem sentido. A adrenalina ia tomando minhas veias como se tivesse sido injetado diretamente em meu organismo, fazendo meu coração bater mais rápido. Eu não sabia muito bem se gostava daquela sensação, me deixava tenso, meus músculos estavam travados, e minha respiração pesada. Meus braços apertavam a cintura de Caleb, e o que mais se contratava comigo, era a forma que sua respiração estava lenta. Era como se ele fizesse parte daquilo, seu corpo, a moto e o vento, tudo um só, em uma composição perfeita. Eu gostava dessas coisas nele mesmo que não combinasse absolutamente nada comigo. Call era totalmente o meu oposto. Eu tinha esse karma, sempre me apaixonava pelos caras que faziam meu mundo se contrastar totalmente quando eles entravam em minha vida. Não era como se eu pudesse escolher, mas algo neles me fazia sentir vivo.
O percurso não foi muito longo. Logo estávamos em uma estrada de terra, e chegamos no autódromo abandonado onde eles faziam as competições. O lugar mais parecia ter saído de dentro do filme MadMax. Terra, carros e motos estilizados. Caixas de som absurdas. E claro, pessoas estranhas. Aquilo era de outro mundo para mim.
Desci da moto, dando um pulinho, e tirei o capacete, entregando para Call, que o colocou pendurado no retrovisor da moto. Puxei meu capuz e passei os dedos em meus fios, os deixando bagunçados, e vi meu amigo fazendo o mesmo com o dele. Então foi andando na frente, e eu apenas o segui, me colocando logo ao seu lado. Meus olhos passavam pelo lugar, vendo que estava por ali, não que eu fosse conhecer alguém além dos destroyers. Até que nos aproximamos dos caras, e Felicity estava ali, sentada em uma cadeira e bebendo cerveja. Ela me encarou com certo desprezo. Me perguntava se ela sabia de algo, mas acho que não, a garota só me detestava mesmo por algum motivo que eu jamais iria entender.
Meu olhar foi para Jackson, sua típica cara de foda-se, com aquele olhar de desprezo ao mundo. Ficamos nos encarando por alguns segundos, antes que eu virasse meu rosto, me sentindo intimidado. Ele tinha esse poder ainda sobre mim. Senti a mão de Call em minha cintura, e o encarei.
— Vem, sobe aqui — falou, apontando para a frente de uma caminhonete, que era tão alta que quase tinha a altura dele.
Aceitei sua ajuda, ele apoiando suas mãos fortes em minha cintura, me dando impulso para cima com facilidade, enquanto eu segurava na grade do veículo. Subi e me sentei ali. Era uma visão boa, dava para ver bem a pista. Caleb subiu e se sentou ao meu lado, acendendo um cigarro. Não falamos nada, estava um clima meio estranho desde a última vez que nos falamos, já que brigamos por ele ter tido um surto de ciúmes por causa de um garoto que estava comigo no boliche. Eu não estava ficando com o cara, mas ele claramente queria ficar comigo, eu estava desviando, não era meu tipo.
— Jordan vai correr hoje? — perguntei, tentando quebrar o clima.
— Sim — respondeu, e seu rosto se virou, fazendo nossos olhares se encontrarem.
Apenas assenti de leve com a cabeça em entendimento, e voltei a olhar para frente. Porém, o que eu vi, me fez unir as sobrancelhas.
— Só pode ser sacanagem! O que ele está fazendo aqui?! — perguntei nervoso, vendo meu irmão com os amigos dele.
— Deve ter vindo para ver a corrida — Call falou, dando de ombros.
— Ele só tem 17 anos! — reclamei, e comecei a descer da caminhonete.
— Relaxa, — Caleb tentou apaziguar a situação.
Nem respondi ele. Jackson viu a minha dificuldade para descer e se aproximou, me dando apoio para descer, só que ele estava perto demais, senti sua respiração em meu ouvido quando minhas costas encostaram em seu peito. Fechei meus olhos por um segundo, e suspirei. Eu odiava aqueles dois! Nossa, eu odiava demais! Apenas me afastei de forma meio brusca de Jax, sem olhar para trás e fui andando por entre as pessoas, tentando chegar até onde tinha visto Johnny. Aquele moleque sem juízo. Aquilo não era lugar para ele!
Consegui encontrá-lo, e já o puxei pela manga do casaco.
— O que você está fazendo aqui?! — perguntei nervoso.
Vi que seus amigos pararam assim que o puxei, voltando as atenções para mim.
— ? — um garoto perguntou meio surpreso e sorrindo, estreitando os olhos em minha direção, como se estivesse realmente se questionando se aquele era eu.
Olhei para o lado, reconhecendo . Tipo, mais ou menos. Eu lembrava dos olhos dele, eram azuis intensos, e ele era uma criança do inferno, que atazanava meu juízo quando ia lá para casa brincar com Johnny, mas ele era pequeno, menor do que eu na época, obviamente, só que agora ele era bem mais alto, e… Pelo amor de Deus, , não ouse!
— ? — indaguei, ainda meio em dúvida daquilo, afinal, eu poderia estar enganado.
— O que você está fazendo aqui? — Vi John entrando na frente, bloqueando minha visão mesmo que fosse mais baixo do que eu.
Pisquei umas duas vezes, antes de voltar a minha atenção para meu irmão, porque eu tinha me perdido em um momento, mas mesmo assim, olhei para o seu amigo mais uma vez antes de responder.
— Vim com o Caleb — disse como se fosse bem óbvio. — Você não deveria estar aqui. Se a mãe sonhar nisso, ela vai te matar e me enfiar no mesmo caixão!
— Ela não vai saber — respondeu de forma afiada. — Finja que não me viu.
Ele tentou se afastar, mas o segurei novamente, e Johnny simplesmente me empurrou pelos ombros.
— Qual é o seu problema?! — Soltei bem surpreso com aquilo.
— Só fica longe, — John avisou, e saiu andando por entre as pessoas.
foi empurrado de leve pelo meu irmão e então olhou para onde ele foi, e depois para mim, seu semblante deixava claro que não estava entendendo muita coisa do que tinha acabado de acontecer.
— Da última vez que eu te vi, você era maior que eu — ele comentou risonho, chegando mais perto agora.
— É… já tem alguns anos — falei, tentando não olhar muito.
Deus, ele só tinha 17 anos, não deveria ter um braço desse tamanho. O que andam dando para esses adolescentes na cantina da escola? Não é possível. Limpei minha garganta, e desviei o olhar.
— Você também não deveria estar aqui — adverti, tentando ser um adulto responsável, mesmo que isso não quisesse dizer nada nesse momento, até porque, eu estava ali também.
sorriu novamente, parecendo não se abalar com o que eu acabei de dizer. Então ele chegou mais perto de mim, se aproximando do meu ouvido. Uni as sobrancelhas achando aquilo estranho, mas não me afastei também.
— Mas eu não estou aqui — ele sussurrou, como um segredo. Seus olhos azuis se voltaram para mim depois que se distanciou um passo. — Estou estudando na casa do seu irmão, lembra? — adicionou, com um olhar arteiro.
Mas que merda tinha acabado de acontecer? Isso foi… Não, não foi. Não tinha nem como ser. só estava sendo ele mesmo, uma peste infernal que gostava de aprontar.
Senti uma mão em minha cintura, e isso me fez olhar para baixo e reconhecer a mão de Caleb no mesmo momento. Torci o nariz, e olhei para meu amigo que estava atrás de mim parecendo a porcaria de um segurança.
— Está tudo bem aqui, ? — perguntou, olhando bem sério para .
— Não começa — falei com ele, já ficando nervoso com medo dele arrumar confusão com o amigo do meu irmão por nada!
Vi os olhos de , que ainda estavam em mim durante todo aquele tempo, presumi, agora seguiram até onde Caleb estava e eu pude ver que ele o mediu de cima a baixo de um jeito nada discreto.
— Estava tudo ótimo — respondeu ao Call, mesmo que meu amigo não tivesse direcionado a pergunta a ele em nenhum momento.
Meu pai eterno. Muita testosterona junta! Tirei a mão de Caleb da minha cintura. Não éramos namorados para ele estar me tocando daquele jeito, especialmente na frente de .
— Ah, estava? Não está mais? — Caleb rebateu em um tom de ameaça.
— Sim, estava tudo ótimo até você chegar — rebateu sem se intimidar com a presença ou a aura que Caleb emanava.
Virei para meu amigo e já o empurrei de leve para o ombro, para a gente sair dali.
— Ele é amigo do meu irmão. Não começa! Não está acontecendo nada! Tem como você parar de rosnar para qualquer um que chegue perto de mim?! — falei em um tom só para Call me ouvir.
— Eu não estou fazendo nada, . Ele quem começou a provocar — respondeu de uma forma que me fez rolar os olhos.
Ouvi a risadinha de , propositalmente alta para chamar a atenção. Isso me fez segurar o braço de Call com certa força para ele não se virar e dar um soco no garoto, porque eu senti meu amigo forçando de leve para isso, e eu sabia que só não o fez, por ele me respeitar apesar de tudo.
— Eu vou curtir a festa — ele me avisou, umedecendo os lábios enquanto parecia fitar os meus por um breve momento. — Foi bom te ver, , você definitivamente está melhor do que eu me lembrava — comentou em um tom baixo acenando com a cabeça para mim antes de me dar as costas e se perder no meio da multidão.
Senti meu rosto ficando muito quente naquele momento, e segurei o ar nos meus pulmões. Puxei Caleb que resmungava como uma velha do meu lado, xingando e toda a sua geração. Aquilo estava me deixando ainda mais nervoso, então o soltei e dei um passo para o lado.
— Eu vou comprar alguma coisa para beber — avisei, para poder ficar longe dele.
— Eu pego para você — Caleb já se colocou de prontidão.
— Não, eu vou — respondi de forma mais séria para ver se ele entendia.
Seus olhos encararam os meus com certo fervor, mas não falou nada, apenas deixou que eu me afastasse. Estava começando a achar que tinha sido uma péssima ideia ter aceitado sair com Caleb quando ele ainda estava achando que tinha algo entre nós quando eu deixei claro que não tínhamos mais nada. Às vezes ele me sufocava com aquele jeito super protetor dele.
Fui andando pelo meio das pessoas, e por vezes eu olhava para trás vendo que Call estava me olhando de longe por cima das cabeças das outras pessoas por causa da sua altura. Isso me fazia rolar os olhos. Eu só queria desaparecer da vista dele naquele momento. Então, puxei o capuz do meu casaco e só fui andando para longe, pegando meu celular e vendo se conseguia achar um uber que pudesse me tirar dali, porém, para a minha felicidade nem sinal tinha naquele inferno de lugar.
Bufei irritado.
Eu não sabia porque ainda me metia nessas situações que nem conseguir me livrar delas, eu conseguia! Então, segui para o estacionamento para ver se eu tinha sinal, eu como um velho ainda levantando o celular para ver se conseguia pelo menos um pontinho. Suspirei de forma pesada. Nada. Se eu fosse andando? Não, era longe demais, tirando a parte da estrada de terra.
Estava tão irritado com toda aquela situação, que sequer tinha notado até então o pequeno alvoroço em um dos barris de cervejas que estavam espalhados pelo espaço. Tentei desviar, mas acabei esbarrando em um grupinho que estavam rindo, gritando e brincando como hienas.
— Olha por onde anda! — Um dos adolescentes reclamou, me empurrando de volta.
Meu celular acabou caindo nisso, e eu praguejei. Detestava lugares cheios demais como aqueles, e mais ainda quando tinha pessoas muito barulhentas. Eu detestava festas, essa era a verdade. Ainda estava me perguntando o que me deu na cabeça ter aceitado vir para cá!
— Qual é, Brandon! — Reconheci a voz de , mesmo que não quisesse, e, como se estivesse sido invocado, ele apareceu do meu lado. — Você tá bem, ?
Uni as sobrancelhas e abaixei, pegando o iPhone e vendo se não tinha quebrado.
— Está tudo ótimo — respondi de forma irônica e sorri fechado. — Seu celular tem sinal? — simplesmente perguntei, porque eu queria muito sair dali.
torceu o nariz, provavelmente percebendo certo tom de irritação na minha voz. Vi quando tirou o celular do bolso logo depois que eu perguntei sobre o sinal. Ele desbloqueou o aparelho e então esticou o braço para o alto, levando o iPhone consigo.
— Foi mal, , também não tenho sinal — ele murmurou, guardando o celular novamente no bolso da calça. — Você está precisando ligar para alguém? — questionou, curioso.
— Eu quero ir embora, e não consigo sinal para chamar um uber — expliquei rapidamente, olhando para a tela do celular.
franziu as sobrancelhas. O som estava absurdamente alto ali e eu duvidava, por sua expressão, que tinha entendido o que eu disse.
— Repete — ele pediu mais alto, chegando perto demais do meu ouvido.
— Eu quero ir embora — falei mais alto agora, me aproximando da sua orelha para poder me ouvir.
torceu o nariz, fazendo uma careta até que fofa.
— Não vai — pediu de forma arrastada — A festa mal começou.
Olhei para seu rosto quando disse aquilo, achando ainda que era coisa da minha cabeça e ele só estava tentando ser legal.
— Não gosto de festas assim, eu nem gosto de lugares cheios. Não sei o que vim fazer aqui — declarei por fim, e voltei a encarar a tela do celular.
Podia aparecer pelo menos um pontinho de sinal. Talvez eu devesse ir andando até achar alguma cobertura. Suspirei frustrado com a situação.
Agora foi a vez do garoto bufar.
— Cadê seu namoradinho? — Tinha certo tom de provocação em sua voz.
— Se estiver falando do Caleb, ele não é meu namorado — respondi, sentindo que meu humor estava ficando pior. — E eu não sei onde ele está, e também não quero saber.
— Ótimo — respondeu simplesmente e esticou a mão em minha direção, me oferecendo seu copo. — Coca com vodka, mas está fraco — avisou. — Bebe um pouco e fica.
— Eu não bebo, obrigado — falei, olhando para ele agora. — E você não deveria também.
Estava sendo um adulto chato, mas eu era um adulto chato e riu.
— Eu não deveria fazer várias coisas, e faço — ele deu de ombros. — Vou pegar só coca para você, então — disse, me dando as costas antes que eu pudesse responder.
Não demorou um minuto, e lá estava aquele garoto voltando com um segundo copo em mãos, me oferecendo outra vez.
— Só coca, para o único responsável de toda a festa — ele disse em um tom de humor, mas sem julgamento na voz.
Fiz uma careta para ele, mas aceitei o refrigerante. Abri a latinha e dei um gole, estava gostoso, geladinho. Isso me fez soltar o ar de forma menos pesada. Vi meu irmão olhando em nossa direção, e quando percebeu que foi pego no flagra, ele rolou os olhos e saiu andando.
— Ele te falou o motivo que me odeia tanto agora? — perguntei a sobre Johnny.
seguiu o olhar até onde meu irmão estava e depois voltou sua atenção para mim.
— Johnny é… — ele pareceu pensar em um adjetivo. — … é o Johnny — Suspirou. — Não posso me meter nesse assunto, ele é meu melhor amigo.
— Você não vai estar se metendo, só me falando o motivo dele me odiar — expliquei, mas dei de ombros também. — Não interessa de qualquer forma, eu não vou falar nada com a informação.
Tomei um gole da coca-cola e comecei a me afastar, até que senti uma mão pousar em meu ombro.
— Espera! — Era outra vez. — Fica mais um pouco e eu te levo, prometo! Eu tô de carro.
— Você está bebendo. — Apontei para seu copo.
simplesmente jogou o seu copo para o lado.
— Não tô não — ele respondeu me encarando com diversão e uma falsa inocência no olhar.
Aquilo acabou me fazendo rir de leve e neguei com a cabeça. Era ridículo, mas eu achei fofo. Mordi o meu lábio inferior de leve com aquele pensamento e olhei para , porém não consegui responder.
— Você não pode sumir desse jeito — ouvi a voz de Caleb atrás de mim.
Rolei meus olhos, sabendo que meu amigo não iria ver, mas viu e riu com minha atitude.
— Deus, Caleb. Dá um tempo — pedi, o olhando agora. — A propósito, eu não vou voltar contigo.
— Não? Vai voltar com quem? O Jax? — Tinha um tom ácido em sua voz.
— Comigo — respondeu, parando ao meu lado e passando seu braço por cima do meu ombro. Ele estalou a língua, sorrindo para Call. — Pode ficar tranquilo.
E naquele momento começaria a terceira guerra mundial. Eu vi nos olhos de Caleb que ele iria arrebentar o . Segurei o pulso do loiro que estava por cima do meu ombro, em uma forma de tentar proteger ele do meu amigo, e aquilo atraiu o olhar de Call. Vi suas narinas se abrindo e ele respirou fundo.
— Se você ganhar de mim em uma corrida, pode levar ele — Caleb disse simplesmente.
— Como é?! — Soltei aquilo totalmente indignado. — Está ficando maluco?
— Não se mete, — Call mandou, ele encarava agora.
— Você não vai correr — falei com , para ver se pelo menos um deles me ouvia.
não desviou os olhos de Caleb, e aquele mesmo ar divertido voltou para seu semblante.
— Primeiro, não é um objeto. Ele decide com quem vai, você não manda nele ou pode apostar ele — falou para Call com convicção. — Eu vou correr com você — falou, me ignorando completamente. — E quando eu ganhar, você procura seu lugar na friendzone e desaparece — desdenhou.
Meu olhar continuou no rosto do loiro, e precisei respirar fundo. Sei lá, eu não esperava ouvir nada daquilo, achava só que ele entraria em um embate sem sentido com Caleb. Realmente fiquei muito surpreso.
— Você é muito inocente, garotinho — Caleb disse, dando um riso. — Te espero na pista.
— Não — rebati, e olhei para Call. — Você não vai fazer isso com ele.
Meu amigo ficou encarando meus olhos com fervor, e eu não desviei. Se ele fizesse algo com , iria arrumar uma briga bem séria comigo.
— Te espero na pista — repetiu, e voltou a olhar para .
— Caleb! — Chamei seu nome em um tom mais alto, vendo ele me dando as costas.
Comecei a me tremer inteiro de nervoso. Inferno de homem! Respirei fundo.
— Eu vou no carro contigo — avisei para e o encarei agora. — Ele não vai fazer nada se eu estiver no carro.
— “Não vai fazer nada”? — ele repetiu. — E o que ele faria se eu estivesse sozinho? Capotar meu carro?
— A morte seria uma opção — declarei para ver se entendia no que tinha acabado de se meter.
Tirei seu braço do meu ombro. ficou de frente para mim, me medindo.
— Participo de rachas o tempo todo, . Essa não é a minha primeira vez — explicou com uma calma que era até invejável dada as circunstâncias. — Mas você não vai comigo — apontou para mim. — Não me leve a mal, mas na primeira acelerada e você me manda parar o carro.
Meu olhar ficou encarando o seu.
— Testa — respondi, erguendo uma sobrancelha. — Eu não vou deixar você ir sozinho.
fez aquilo de se aproximar muito de novo e tocou em meus ombros.
— Eu não te obedecia nem quando era pequeno, você acha mesmo que isso vai acontecer agora? — ele riu.
Cheguei mais perto. Ele era mais alto, então, precisei olhar ligeiramente para cima.
— Não estou te dando uma escolha — rebati de forma firme.
Foi nítido que ele olhou para meus lábios outra vez. Ok, acho que eu não estava imaginando coisas, só que ele era um dos melhores amigos do meu irmão, e eu vi esse pirralho crescendo!
— Como quiser — respondeu se dando por vencido. — Mas eu vou querer um prêmio seu quando ganhar daquele babaca.
— Um prêmio? — Soltei uma risada fraca com aquilo. — Que prêmio?
se aproximou mais, e ele estava tão perto agora que eu conseguia até sentir sua respiração quente batendo contra meu rosto. Ele estreitou os olhos sem tirar aquele maldito sorriso.
— Um beijo — disse, como se fosse a coisa mais normal de se pedir.
Neguei com a cabeça. Eu era muito idiota mesmo.
— E aquele papo todo de que eu não era uma aposta ou um objeto? Eu deveria saber que isso era só para encher o saco do Caleb mesmo — argumentei, já me afastando.
— Eu falei sério, você não é uma aposta — respondeu, encarando meu comportamento. — Estou pouco me fodendo para aquele cara, eu ia te pedir um beijo antes mesmo dele aparecer.
Não sabia o motivo daquilo estar me irritando da forma que estava.
— Acabou de falar que seria o prêmio que eu deveria te dar quando ganhasse do Caleb — pontuei. — E outra. Você tem 17 anos. O que você está pensando?
uniu as sobrancelhas.
— Eu tenho 18 — Me corrigiu.
Eu ia responder, mas ouvi anunciando que a próxima corrida seria do Caleb contra o . Queria saber como meu amigo conseguia saber quem eram as pessoas com tanta facilidade, porém, achava melhor não perguntar, a resposta certamente não iria me agradar.
— Anda, eu vou contigo buscar o carro — disse para que fosse logo andando.
— Você não vai comigo — ele negou, me dando as costas simplesmente.
Não falei nada, apenas o segui enquanto terminava de beber meu refrigerante e me desfazer da latinha vazia. Não era como se ele fosse mandar em mim. E outra, aquilo tinha começado por minha causa, eu não ia deixar que Caleb machucasse mais gente porque estava com ciúmes, porque ele era desses. Aparentemente eu era um imã de problemas.
destravou um dos carros e entrou em seguida. Ele rolou os olhos quando viu que eu entrei pelo lado do passageiro, no entanto, dois dos seus amigos apareceram do lado de fora, batendo os dedos contra o vidro da janela.
— Que é? — perguntou a um deles.
— Não consegue passar em uma festa sem se meter em corrida, não é, — Um dos seus amigos comentou, deu de ombros.
— Veio aqui só para isso? Tenho uma corrida para ganhar, Brandon — Ele falou rápido, ligando o carro logo em seguida.
— Ia perguntar se queria que eu fosse contigo, mas tô vendo que já tem acompanhante dessa vez — o garoto respondeu, olhando para mim agora.
O motor do carro rugiu.
— É, eu já tenho companhia — repetiu. O garoto continuou me encarando por um segundo, antes de simplesmente sair. — Coloca o cinto — falou.
Fiz o que pediu, e respirei fundo, olhando para frente. Só queria ir embora, e agora estava no Porsche do melhor amigo do meu irmão, que ia apostar corrida por minha causa com o meu melhor amigo. Eu não deveria ter saído de casa. Essa era a verdade. Meu corpo já estava tremendo de nervoso antes, agora parecia ter piorado, minhas mãos estavam suando frio, e meu coração estava batendo muito rápido. Vi Johnny me olhando de longe junto com seus amigos, ele estava de braços cruzado, e pela cara de raiva, ele estava querendo me matar por causa daquilo. Bem, não o julgava, eu estava com o mesmo desejo naquele momento em relação a mim mesmo. Eu era a pessoa responsável ali, e agora parecia que estávamos em papéis contrários. Deixei meu corpo deslizar um pouco no banco como se fosse me esconder ali.
O carro passou a andar lentamente até a linha de partida, todas as atenções agora se voltaram para aquela corrida. não parecia estar nervoso, sua linguagem corporal exalava confiança.
— Ainda dá tempo de você desistir — ele me olhou de soslaio, parando o carro.
Virei o rosto e encarei totalmente o seu agora, deixando meus olhos pegarem cada pedaço dos seus traços. Meu coração batia muito rápido naquele momento, e meus lábios estavam secos, então os umedeci, e respirei fundo em seguida.
— Se eu te desse um beijo agora você desistiria? — perguntei em um tom mais baixo.
entreabriu os lábios de leve e vi que suas mãos apertaram o volante com certa força.
— Quando você me beijar, vai ser porque quer, não para me impedir de correr — respondeu com simplicidade.
Maldito. Ele não iria parar com aquilo. Então olhei para o meu lado e vi Caleb com o carro que Jordan usava para correr. Aquilo me estremeceu, porém, não mais como o olhar gélido que estava no rosto do meu amigo encarando nós dois agora. Naquele momento eu fiquei com medo dele.
— Preparados? — uma garota perguntou, se posicionando entre os dois carros.
cortou luz, acelerando em seguida. O motor rugiu alto. Era uma resposta.
— Seu amigo está acostumado a perder? Porque hoje ele vai perder para mim — disse, cheio de confiança.
Eu só olhei para a frente agora.
— Ele não é do tipo que perde algo — avisei.
Se ganhasse, ele perderia outra coisa, e isso estava me dando muito medo. Eu sabia que Caleb simplesmente não tinha limites, para absolutamente nada. Aquele pensamento me deixou ainda mais nervoso, meu corpo estremeceu. Enfiei as mãos no bolso do casaco em uma tentativa de controlar os tremores, até a minha respiração estava cortada. Vi Jax passando na frente do carro, e o segui com o olhar, vendo que tentou falar alguma coisa com Call, mas foi totalmente ignorado, então ele se virou para o Porsche.
— , sai desse carro — Jackson mandou, seus olhos intensos encarando os meus.
Neguei com a cabeça.
— Não me faça te tirar desse carro — Jax avisou. — Sai daí.
Travei o maxilar com aquilo. Sabia que ele não queria que eu me machucasse.
— Fecha o vidro — pedi para .
Jackson tentou impedir e até mesmo abrir a minha porta, mas não conseguiu.
— , para com isso! — Ele tentou novamente, mas não o olhei.
Fechei meus olhos e me encolhi de leve no banco. Senti o carro dando um tranco rápido e forte, me fazendo ir para frente. Isso me fez apertar ainda mais meus olhos.
— Saí inseto — rosnou para Jax, ouvi o vidro fumê subindo logo em seguida.
Antes mesmo que qualquer outra coisa fosse dita ou feita, uma buzina alta soou estridente. O carro acelerou no mesmo instante, vibrando por todo canto. Deus! Segurei no banco e abri os olhos vendo que estava acelerando muito rápido, o ponteiro do giro descia e subia rápido conforme ele trocava as marchas. Minha respiração estava curta e pesada. Acho que eu era novo para morrer do coração, mas certamente era possível. Ele tinha razão, eu queria pedir para parar, mas fiquei calado, engolindo cada palavra minha. Aquilo estava acontecendo por minha causa, isso era um fato. Soltei o ar que saiu totalmente cortado, e eu senti até minha nuca ficando molhada.
Olhei pelo retrovisor e vi Caleb logo atrás. Engoli em seco, sabia que ele estava deixando ir na frente.
O garoto simplesmente riu, apertando o volante e o alisando de forma apertada. A velocidade foi drasticamente cortada e eu vi o carro desacelerando. estava deixando Caleb passar dele.
— Seu amigo é engraçado — ele murmurou, trocando a marcha no câmbio manual.
O carro de ficou atrás do de Call e ele mudou de uma mão para a outra, voltando a acelerar.
Mas sempre que igualava os carros, ele freiava.
— Isso é uma corrida ou vamos continuar brincando? Me dê tudo o que tem — gritou depois de abrir o vidro.
— Ele está brincando contigo — respondi, quando Call o ignorou e só jogou o carro para o lado, fechando . — Deus, Caleb! — berrei, e me segurei na porta do carro.
O cenho de se fechou completamente. Ele pisou fundo no freio para desviar do carro. Sua respiração agora estava ficando pesada.
— Beleza, babaca, você quer brincar assim? Eu também sei jogar sujo — murmurou irritado.
— Tem como você não dar corda para a insanidade dele?! — perguntei a .
— Foi mal, , eu sou tão doido quanto ele — ele se explicou.
O loiro voltou a pisar no acelerador, o velocímetro topou no painel do carro. A pressão me jogou levemente para trás. Logo o carro de estava ultrapassando o de Caleb outra vez. Agora, no entanto, ele não parou ou diminuiu a velocidade. simplesmente colocou a Porsche na frente do carro de Call e pisou no freio com tudo. Meu peito travou contra o cinto com força, me tirando o ar, especialmente com a porrada que o carro levou por trás. Call tinha enchido na traseira de .
— Vocês vão nos matar! — falei nervoso com , sentindo o carro deslizando pela pista sem o menor controle agora.
Pelo canto dos olhos, vi que o loiro travou os braços contra o volante, dando estabilidade ao carro. Por um momento continuamos indo reto, até que aquele maluco virou o volante de vez. Isso fez com que virássemos em círculo umas duas vezes. Call acabou passando na frente e riu, trocando de marcha tão rápido quanto aquilo tudo parecia acontecer.
Naquele momento jurei para mim mesmo que nunca mais queria olhar na cara daqueles dois! Isso era uma loucura infindável! Sentia que estava até ficando enjoado. Não sabia se era por causa da velocidade, do nervoso ou do princípio de desmaio que eu poderia ter.
— Para o carro — mandei, eu não aguentei mais aquilo. — Você tem razão, ok? Eu não deveria ter vindo.
— O quê? — perguntou, me olhando umas duas vezes rapidamente. — Se eu parar agora, vou perder! — arfou, trocando de marcha.
— Foda-se! Eu to passando mal! Para o carro! — mandei de novo, tentando respirar fundo, sentia que minha pressão estava abaixando.
Foi audível o seu grunhido, talvez de frustração, ou de raiva, de qualquer forma eu não me importava com aquilo. A velocidade caiu drasticamente, mas de forma gradual, até que o carro parou perto do acostamento. Tirei o cinto rapidamente, sentindo o quão tremendo eu estava, e abri a porta.
— Pronto, pronto, acabou — disse, me olhando. — Respira.
Eu nem respondi, apenas sai do carro me sentindo tonto, e me escorei na lateral para não cair, mas eu sentei de novo porque minhas pernas falharam. Segurei meus olhos sentindo meus olhos molhados, e tentei respirar fundo. Que raiva que estava sentindo do Caleb naquele momento. Idiota! Nossa, ele era muito idiota! Estava odiando meu melhor amigo com todas as minhas forças. Sentia que estava hiperventilando, o enjoo estava indo e vindo, a minha cabeça estava pesada.
— — O loiro me chamou outra vez, mas agora apareceu no meu campo de visão. Sua voz estava baixa. Senti sua mão tocando em meu ombro. — Desculpa — pediu baixinho. — Não queria que você ficasse assim, eu pedi para que saísse do carro.
— Vai se foder, . Você não pode me pedir desculpas e depois falar que me mandou sair do carro — falei irritado com ele agora, tirando sua mão do meu ombro. — Você está certo, eu não deveria ter vindo. Está satisfeito? Quer continuar correndo? Entra e sai daqui.
— Entra no carro, vou te levar para sua casa — ignorando tudo o que eu tinha falado, ele me respondeu.
Minha respiração ainda estava uma completa bagunça, eu estava nervoso e irritado com os dois, mas também não falei nada. Olhei para seu rosto mais uma vez antes de me esforçar para levantar e entrar no carro, sentindo aquela tremedeira horrível me deixar totalmente instável. Coloquei o cinto, e olhei para frente. Caleb não tinha continuado correndo, o carro dele estava parado há alguns metros, certamente vendo o que estava acontecendo.
— Eu vou dar a volta — falou depois que entrou no carro, seus olhos estavam presos no mesmo lugar que os meus. — Acho bom aquele idiota não fazer nada — avisou.
Ele passou o cinto novamente pelo tronco e, exatamente como tinha me dito, deu a volta com o carro e passou a fazer o caminho contrário, agora em uma velocidade normal, até que baixa para o tanto que tinha corrido. Caleb não fez nada, apenas manobrou o carro e veio no segundo até chegarmos na linha de chegada novamente. Esperava que não parasse, porque seria pior, mas ele parou. Jackson ja veio em direção ao carro, e tentou abrir a porta. O olhei pelo vidro e neguei de leve com a cabeça. Caleb estacionou e desceu do carro vindo até o Porscher.
— Vamos embora — pedi a para ele acelerar logo aquela merda de novo.
— Eles tão querendo brigar? — ele me questinou, olhando de Call para Jax. — São dois, mas eu não vim sozinho, nessa merda — rosnou.
— Você não quer se meter com eles — avisei.
Jackson saiu andando, e entrou na frente de Caleb, o afastando do carro de , empurrando o amigo pelo peito. Não levou cinco segundos, e os dois começaram a se socar violentamente. Fechei meus olhos com aquilo. Sabia que Jax estava tentando fazer aquilo não virar um estopim e que Call iria descontar toda a raiva nele. Respirei fundo e abri os olhos. Abri a porta do carro e sai, mesmo tremendo, e fui andando na direção da confusão. Fui empurrando as pessoas até chegar no meio da roda. Os dois já estavam sangrando.
— Chega, Caleb! — gritei com ele, e me meti naquilo, segurando seu braço.
Seus olhos encararam os meus, estavam em pura fúria. Meu coração estava muito disparado, com medo de que fosse fazer algo comigo. Travei o maxilar, mas não o soltei.
— Para — pedi, agora com um tom baixo.
Ele simplesmente se desfez das minhas mãos, e praticamente me jogou em cima do Jackson, que me segurou para que eu não caísse, então saiu de perto da gente, e as pessoas apenas abriram caminho para que passasse.
— Eu te levo para casa — Jax disse baixinho.
— Fiquem longe de mim. Vocês só me arrumam problemas — reclamei, me soltando dele.
Então eu voltei até onde o carro de estava, e entrei no lado do carona de novo, sem falar nada, coloquei o cinto e cruzei os braços. Ele tinha falado que ia me levar embora, então que levasse agora, porque eu não ia falar com Caleb e nem com Jackson, só ia dar mais merda ainda. Como se entendesse o que eu queria, ele entrou no carro de novo. Não sem antes tirar o celular do bolso e ligar para alguém enquanto já saia cantando pneu daquela festa.
— Eu volto para buscar vocês — falou ao telefone. — Eu tô dizendo que vou voltar, então eu vou voltar — repetiu mais impaciente para a outra pessoa do outro lado da linha. Ele desligou a chamada, bloqueando o aparelho. — Qual seu endereço?
Olhei para ele unindo as sobrancelhas.
— Você… você disse que não tinha sinal no seu celular — disse nervoso com aquilo.
— Eu menti! — rebateu. — Queria que você ficasse na festa, é pecado?
Eu fiquei sem reação. Não sabia se queria xingar ele, se ria de nervoso ou se achava fofo, mas por causa daquilo tinha dado merda. Abri a boca para responder algumas vezes, mas nada parecia bom o suficiente. Então só fiquei quieto, e peguei seu iPhone, colocando o endereço do meu apartamento no maps.
Por sorte, não falou mais nada, apenas seguiu para o endereço que constava em seu celular. Percebia que vez ou outra o carro atingia uma velocidade alta, porém logo depois ia desacelerando no mesmo momento.
— Eu não queria que você passasse mal — a voz baixa de soou depois de um tempo.
— Eu sei — respondi baixo.
Na verdade eu nem estava mais com raiva dele, só de Caleb mesmo por ter sido um babaca de novo. Não era a primeira vez que ele agia assim, já tinha feito isso algumas vezes comigo.
— Me pergunto o que você faz com aquele cara. Ele parece um maluco — ele voltou a falar, mas agora como um resmungado. — E não um maluco divertido como eu. Um psicopata, que queria capotar meu carro com você dentro.
— Eu te avisei antes. — O lembrei daquilo. — De qualquer forma, ele não é assim o tempo todo.
rolou os olhos e virou uma esquina.
— Eu não estava dando a mínima para como o cara dirigia, só parei porque você pediu — confessou baixo e eu logo reconheci o meu bairro.
— Isso te torna tão maluco quanto ele, sabe disso, né? — Fiquei olhando para seu rosto agora, enquanto parava perto do meu prédio e eu já tirava o cinto.
deu de ombros.
— Você me conhece desde criança, , sabe que me falta um parafuso ou dois — Se explicou, olhando para frente. — Bom, está entregue.
— Talvez esse seja o problema e o motivo que estou sentado no banco do carona — rebati, ainda encarando seu rosto.
Minha resposta pareceu ter chamado sua atenção, já que agora seus olhos azuis estavam em mim.
— Qual o problema? Você ter me conhecido desde criança? — questionou. — Porque eu não sou mais uma agora, então você pode parar de me ver como assim.
Ri de leve, e neguei com a cabeça, e deixei meu corpo deslizar um pouco de lado no banco.
— O problema é que eu me atraio por um problema. Como uma mariposa por uma luz — confessei, umedecendo meus lábios.
— Está dizendo que eu sou um problema ou que está atraído por mim, ? — perguntou de forma esperta, como se ambas as possibilidades o agradasse.
— Os dois — respondi, e deixei meu corpo ir para mais perto do seu. — Conta isso para alguém, e eu te mato — sussurrei, antes de tocar em seus lábios com os meus.
Não houve qualquer relutância da sua parte, muito pelo contrário. Sua língua veio autoritária pedindo passagem por meus lábios, querendo se enfiar na minha boca enquanto ele soltava o cinto e vinha com a mão na minha nuca. Aquilo me fez suspirar de forma pesada, e eu sequer conseguia ligar para outra coisa que não fosse a minha língua entrando em sua boca, querendo provar o seu gosto.
Meu corpo se aproximou mais do dele, e eu apoiei minha mão em sua coxa, apertando de forma suave, enquanto meus lábios contornavam os seus com curiosidade ainda. Era doideira minha estar beijando o melhor amigo do meu irmão, mas algo naquele pensamento momentâneo me excitava.
torceu os dedos em meus fios e sua mão livre veio em direção a minha cintura, alisando de forma apertada, meio que me puxando para mais perto. Ele girou o beijo, mordiscando meu lábio inferior. Soltei o ar entre meus lábios, adorando aquilo. Ele beijava bem, e sua boca era bem gostosa, me fazia querer mais daquilo. Então cheguei mais perto, mas era meio difícil fazer isso quando estava em um carro. Eu nem pensei muito, apenas sai do meu banco e me sentei em seu colo, e levei minha mão até seus fios, os segurando e puxando para mim, o beijando com mais vontade agora.
O desgraçado sorriu entre o beijo, depois que sentei em seu colo, indo com ainda mais vontade e fervor contra meus lábios. Suas mãos desceram até a lateral da minha coxa, deslizando para cima, chegando até minha bunda, a apertando com desejo, me fazendo soltar um pequeno gemido em aprovação. Seus lábios não desgrudavam dos meus, retribuindo o jeito com que o beijava. Ele lambeu meus lábios até a ponta do meu nariz e soltou o ar, pendendo a cabeça para trás por um momento. Eu já conseguia sentir o volume apertando o meio de sua calça, e sorri com isso.
Então comecei a beijar seu pescoço, dando pequenas mordida, me esfregando vagarosamente em seu colo, suspirando contra sua pele quente por sentir como estava ficando. Não me lembrava de ter ficado com um cara tão mais novo do que eu, mas não podia negar que era gostoso a forma que estava reagindo. Escorreguei com meus lábios úmidos até seu ouvido, e soltei o ar contra ele, mordendo de leve seu lóbulo.
gemeu.
— Era isso que você queria? — perguntei em provocação.
Seus dedos se fecharam ainda mais contra minha bunda, me empurrando sem qualquer cerimônia contra seu colo.
— Sim, porra — Sua resposta veio entre um gemido e um rosnado baixo.
Sorri de lado, e mordi a lateral do seu pescoço, lambendo em seguida, subindo até seu maxilar, e deslizando meus lábios por ele, até chegar em seu queixo. Mordi de novo, e meus lábios escorregaram até alcançar os seus, então voltei a beijá-lo.
Sua língua encontrou a minha, passando pela lateral, esfregando de um jeito apertado, e fazendo com que eu respirasse mais pesado, me deliciando com aquele beijo. Ouvi seu gemido baixo, afetado com o que ele mesmo fazia em mim. Ergui um pouco meu corpo para empurrar a sua cabeça contra o encosto do banco e avançar contra sua boca ainda mais. Sua pegada era muito gostosa, e eu precisava sentir mais das suas mãos pelo meu corpo. Voltei a abaixar, e esfreguei meu quadril contra sua ereção, que estava ficando cada vez maior.
Eu quis sentir como seria ele em minha boca. Se o chupasse ali no carro seria demais? Deus. Eu estava pensando em chupar um dos amigos do meu irmão. Com certeza o carro de capotou e eu estava em coma, tendo um sonho muito… gostoso.
Desci minha mão até sua calça, e apertei seu pau, e gemi em sua boca. Ele imitou meu gesto, chupando meu lábio inferior com mais vontade depois disso. Nossa, ele estava tão duro. Naquele momento percebi que eu estava perdendo a noção das coisas, então me afastei, porém, minhas costas foram contra o volante e o carro buzinou.
Acho que eu nunca fiz um movimento tão rápido em toda a minha vida, porque me joguei de costas no banco do carona em menos de um segundo, eu tinha certeza disso. Meu peito estava doendo pelo susto que levei, e isso me fez olhar para com os olhos arregalados.
— Caralho! — ele sussurrou, parecia prender o riso ao mesmo tempo em que seu semblante era de quem acabou de levar um susto. — Meu coração tá em dia — comentou, agora sim desatando de rir, apertando o peito.
Comecei a rir também, sentindo meu rosto quente, porque eu me sentia constrangido, porém, ainda assim foi engraçado. Que merda. Acabei gargalhando ainda mais, enquanto eu me encostava na porta do carona, olhando para o .
— A gente não deveria estar fazendo isso — comentei baixo, mas ainda rindo. — Foi um sinal — debochei, segurando o riso.
— A gente não deveria estar fazendo o quê? — ele se fez de sonso outra vez, seu olhar divertido sobre mim. — Não estamos fazendo nada, — deu de ombros. — Mas poderíamos — seu olhar se tornou intenso agora.
O sustentei, porque eu simplesmente gostei de como ele estava me olhando.
— O que poderíamos estar fazendo? — perguntei, e ergui uma sobrancelha.
O garoto me olhou sem sequer piscar, e respirou fundo:
— Volta para o meu colo — mandou.
— Você vai me mostrar o que poderíamos estar fazendo se eu sentar no seu colo de novo? — Deixei minha voz sair mais com tom inocente.
— Para isso você vai ter que me convidar para entrar — ele respondeu direto, arqueando uma das sobrancelhas em desafio.
Ele não deveria ser tão gostoso assim, e provocador daquele jeito que estava me fazendo querer… não, . Deus! Que pensamento louco.
— Eu não vou te chamar para subir — disse logo.
Dois motivos. Eu não levava qualquer pessoa para meu apartamento, e que eu iria perder muito o meu controle se a gente subisse. Eu ia me passar demais.
— Beleza, então pode ser no carro, não tem problema — deu de ombros, sorrindo de lado para mim. — Só volta — pediu manhoso, me chamando com dois de seus dedos.
Uni as sobrancelhas, olhando para ele. Eu queria voltar e beijar aqueles lábios, afinal, aquele garoto estava mexendo comigo de um jeito que estava me excitando bem mais do que deveria. Já tinha transado antes em um carro, não era problema. O problema era eu com tesão.
— , você pensa demais! — Sua voz cortou meus pensamentos. — Não pensa, vem aqui. Não vou contar isso para ninguém, se esse é o problema — garantiu.
— Não era isso que eu estava pensando — confessei, sentindo meu rosto ficar quente de novo.
Então, apenas voltei para seu colo, o beijando novamente. parecia muito mais preparado dessa vez, porque suas mãos já estavam em mim, uma em minha nuca, a outra brincando inocentemente pelo cós da minha calça. Sua língua veio para minha boca, voraz e autoritária, em um ato intenso e de tirar o fôlego. Seus dedos se torceram em meus fios, puxando com certa força quando girou os lábios de um jeito tão apertado que até ardeu. A ponta da sua língua passeou por minha boca, chegando até meu céu até atrás dos dentes. Ele parecia incontrolável, certo do que fazia e sem dúvidas se eu iria gostar ou não.
Aquilo me excitou demais, e comecei a me esfregar nele, gemendo fraco e suspirando com a forma que me tocava. Meu corpo estava ficando quente rapidamente, e logo meu ar começou a ficar mais pesado. Eu sabia que tinha que ser discreto, mas precisava fazer isso. Adentrei com a mão em sua camisa e precisei sentir seu abdômen e peito. Nossa, ele era forte e muito gostoso. Imaginei como seria minha língua passando pelos seus contornos. Então mordi seu lábio inferior com força e puxei, sentindo o quão apertada minha calça estava ficando.
Ele gemeu outra vez, suspirando em seguida. puxou meus fios para trás, afastando um pouco minha cabeça e seus lábios foram em direção ao meu pescoço, o abocanhando com vontade. Sua língua passava por minha pele sem pudor algum, deixando um rastro quente de saliva que me arrepiava, seus dentes iam me mordendo em seguida, alternando entre algo mais forte com mordiscadas leves.
— … — suspirei o seu nome, puxando mais ar para meus pulmões. — Por favor, não me marca — pedi baixinho, mas rendido aos seus lábios.
Ele balançou sutilmente a cabeça, mas não afastou os lábios do meu pescoço para responder. Aquilo me arrepiou tanto. As mordidas se tornaram relativamente mais leve, e agora ele chupava minha pele também, agora tirando pequenos gemidos meus totalmente em aprovação, o garoto estava achando o ponto sensível que me excitava demais. Sua mão, a que estava brincando pelo cós da minha calça, deslizou até minha bunda e seus dedos se fecharam ali, apertando e me conduzindo para me esfregar em seu colo. E eu fiz aquilo, exatamente do jeito que queria. Algo em seu toque me deixava com muito tesão.
— Porra — ele gemeu apertado contra minha pele, soltando o ar quente em mim. — Continua — sua voz saiu em um fio, cheio de tesao.
Mordi meu lábio inferior, afundando bem meus dentes nele, e continuei me esfregando nele, perdendo mais meu controle com sua boca em meu pescoço. Meu pau se esfregava de volta nele, me fazendo ficar ainda mais duro.
Seus movimentos estavam ficando mais sem controle agora, dava para notar. não sabia se me puxava para si, me alisava ou deixava suas mãos apertarem onde bem queria. Parecia que não estava sendo o suficiente. Seus lábios seguiram o caminho até minha orelha agora. Ele contornou minha cartilagem com a língua e mordeu o lóbulo, soltando o ar quente contra ele e depois gemendo baixinho e rouco. Estremeci inteiro, e gemi de volta. Será que ele tinha ideia do estrago que estava fazendo? Ah, ele tinha. Tinha sim.
Não aguentei, e juntei minha boca na sua em um beijo sedento. estava me fazendo desejar sentar em seu pau e rebolar sem parar, e o fato dele ser quem é estava me dando uma adrenalina que eu não senti na hora da corrida.
Eu o beijava com fome e ele retribuía beirando o descontrole, desespero, ou qualquer outra palavra de intensidade. Nada parecia muito o suficiente para poder descrever a forma como aquele garoto estava me beijando naquele momento. Era de… tirar o ar! Ouvi seu gemido abafado por meus lábios e ele suspirou entre o beijo, seu pau estava muito duro entre minhas pernas e sempre dava um jeito para que eu me esfregasse bem em cima dele. Quando isso acontecia, claro que o maldito fazia questão de gemer manhoso, só para provocar, e eu me sentia muito provocado.
— … — ele sussurrou meu nome em um gemido.
Por Deus! Era decidido ouvir ele gemendo meu nome daquele jeito. Mordi seu lábio inferior e o chupei até escorregar da minha boca.
— Cadê a camisinha? — falei baixo, ofegando de leve.
Ele arfou, aproximando o suficiente da minha boca para morder meu lábio inferior, exatamente como tinha feito segundos atrás.
— Porta luvas — sussurrou em resposta, passando seus lábios pelos meus.
Assenti com a cabeça e me afastei, esticando meu corpo até onde indicou, e dessa vez tomando cuidado para não apertar a buzina de novo com minhas costas. Peguei dois pacotes. Então levei as mãos até sua calça e comecei a abrir sem pensar mais em nada. jogou o banco para trás até topar, suspendendo de leve o quadril logo depois para que puxasse o jeans para baixo, fiz isso, levando sua cueca junto, e deixando seu pau exposto. Olhei bem para ele e suspirei. Tinha uma única palavra que poderia descrever aquilo; delicioso. Então rasguei o pacote de camisinha e a coloquei em sua ereção. Apertei um pouco o pacote, conseguindo tirar um pouco do lubrificante que tinha ali dentro e deixando na cabeça do seu pau.
Imitando meu gesto, suas mãos também vieram até minha calça, abrindo o botão e abaixando o zíper em uma velocidade impressionante. Seus dedos passaram pelo cós da minha cueca, ameaçando entrar, assim que o jeans ficou mais folgado ao redor do meu quadril. Sorri de leve, e deixei que abaixasse a minha calça, e eu terminei de tirar, empurrando com meus pés e me livrando do tênis também.
Peguei a outra camisinha e coloquei em mim só para não sujar tudo. Só que agora peguei a mão de e levei até o rasgo do pacote e o fiz enfiar lá dentro, o lubrificando.
Ele entendeu o que eu queria rapidamente porque, no segundo seguinte, não só tinha feito como também já estava levando seus dedos até minha entrada, a rodeando em provocação. Suspirei em antecipação, e movi meu quadril contra sua mão, pedindo por aquilo.
— É isso que você quer? — ele perguntou de um jeito safado, empurrando de leve um dos seus dedos em minha entrada, mas tirando antes que entrasse.
— Uhum — murmurei, gemendo em frustração por ele estar me provocando daquele jeito.
— Pede — mandou com a voz rouca, fazendo de novo. rodeou minha entrada, deixando apenas a ponta do dedo entrar e depois tirou.
Filho da puta. Eu e a minha mania de ficar com egocêntricos. Respirei fundo.
— Por favor — pedi baixinho.
Um sorriso se abriu em seus lábios e seus olhos brilharam em excitação.
— Ah, , você não sabe como é bom ouvir isso — ele respondeu, enfiando seu dedo em mim logo em seguida.
Estreitei meus olhos em sua direção, mas acabei gemendo fraco, e fechei os olhos em alívio ao sentir aquilo.
— Hm, por que? Vai falar que quando novo você se lembrou da minha existência quando descobriu que gostava de pegar caras? — perguntei de brincadeira, porque nem tinha como isso ter acontecido.
começou a estocar seu dedo devagar, indo cada vez mais fundo. Acelerava e depois voltava aquele ritmo lento, tirando gemidos meus, que saíam contra seus lábios agora.
— Você foi meu crush quando mais novo — confessou, e então levou um segundo dedo para minha entrada.
Meu gemido saiu mais alto agora por estar me apertando bem mais, ardendo um pouco, mas não o suficiente para me fazer parar de mover meu quadril contra sua mão.
— , eu fui embora quando você tinha 12 anos, você nem sabia o que era gostar de garotos — rebati, mordendo seu lábio inferior e puxando.
Ele grunhiu, acelerando seus dedos em minha entrada como resposta. Arfei forte.
— Ah, eu sabia. Acredite em mim — disse, sem se abalar com minha incredulidade.
Eu não deveria acreditar naquilo, ele só estava falando aquilo para me seduzir ainda mais. era do tipo que parecia amar iludir qualquer um que caísse fácil, eu era um desses. Então, em resposta, voltei a beijá-lo de forma apertada.
Minha atitude fez com que ele começasse a me foder no ritmo do beijo, sem parar, acelerando sempre que sua língua fazia o mesmo em minha boca e quando girava os lábios, o desgraçado mexia os dedos procurando pelo meu ponto. E eu ia gemendo em aprovação. Porém, eu queria muito sentir outra coisa dentro de mim. Levantei meu quadril e passei meus lábios nos seus.
— Segura o seu pau — mandei, porque eu ia sentar bem gostosinho nele.
sorriu de forma safada, e com os olhos cintilando tesão, ele fez exatamente o que eu mandei, me olhando em seguida. Dava para perceber nitidamente a ansiedade tomando conta dele, e eu gostei demais disso. Seus lábios estavam inchados e vermelhos, sua respiração curta e pesada, os fios bagunçados… extremamente gostoso.
Então, olhando para aquele rostinho lindo, eu deixei meu quadril descer, fazendo o seu pau se encaixar, e deslizei por ele, abrindo meus lábios e gemendo baixinho e manhoso. Nossa, aquilo estava doendo, mas era uma dor tão gostosa, que me fazia sentir completo, ou melhor, totalmente preenchido.
— Isso não deveria ser tão gostoso — confessei em um choramingo.
— Cala a boca, — ele rosnou. — Senta gostoso e para de pensar em outra coisa se não no meu pau — mandou, apertando um lado da minha bunda.
Seu gemido veio logo depois e eu consegui ver nitidamente a veia do seu pescoço saltada. Eu sequer resisti, e lambi ela lentamente, até chegar em seu maxilar e morder. Ele era um maldito gostoso.
arfou.
Comecei a mover meu quadril de forma lenta, sentindo aquilo ficando mais gostoso aos poucos. Segurei no banco atrás dele, me dando apoio e, sabendo exatamente o que pretendia fazer, suas mãos se fecharam na minha cintura quando fui pegando mais ritmo. A dor ficando menor, enquanto o prazer daquele foi ficando maior. Deixei ele controlar aquilo do seu jeito.
— Porra… você é uma delícia — ele gemeu, levando meu quadril para baixo ao mesmo tempo em que agora empurrava o seu para cima, querendo tomar mais de mim.
— Shiiiu. — Chiei contra seus lábios, e voltei a beijá-lo, e gemendo em sua boca.
Era possível sua ereção ficar mais dura? Porque parecia muito que ela tinha ficado.
Suas mãos iam me guiando, fazendo seu pau encher o meu corpo de prazer. Meus dedos apertavam com força o banco, e meu quadril ia mais pesado contra o seu. A cabeça do seu pau me acertando bem gostoso e tirando gemidos cada vez mais altos.
Eu sentia só agora o calor que me tomava por estar de camisa e casaco. O suor começava a se acumular nas laterais do meu rosto.
jogava seu quadril para cima, quase me levando junto e, por pouco, me fazendo bater a cabeça no teto do carro. Ele gemia mesmo me beijando, abocanhando meus lábios com fervor, tirando o meu fôlego e o seu também. Ele não parava, parecia incansável, insaciável. Seus movimentos eram cada vez mais rápidos, enlouquecedores, assim como os sons que fazia, completamente entregue aquilo, tão afetado quanto eu estava.
Aquilo estava tão, mas tão gostoso que eu não queria que terminasse rápido. Até mesmo tentei diminuir o rótulo, mas era impossível, quando dava por mim eu já estava rebolando com afinco em seu pau.
— … — gemi fraco, baixo, e afastei nossos lábios, encostando minha testa na sua.
Nossas respirações agora batiam uma contra a outra, e era possível ouvir seus murmúrios de prazer.
— Estou tão perto… — ele sussurrou baixinho, sua boca se esfregando na minha.
— Eu também — confessei da mesma forma que ele.
Isso me fez ir mais rápido contra seu quadril, gemendo mais para ele e chamando seu nome sem parar. Minha entrada pulsava e apertava ele. Fui sentindo seu pau ficando mais duro e inchado, assim como seus gemidos ganharam um tom mais alto, constante e errático, deixando mais do que claro que ele estava perto. Até que voltou a atacar meus lábios, me beijando de um jeito extremamente intenso, gemendo e se estremecendo, empurrando mais meu quadril contra o seu. Ele estava gozando e sua reação não podia ser mais gostosa. Levando meu orgasmo com ele logo em seguida. Senti a camisinha ficando cheia, e eu precisei encostar a testa em seu ombro. Tentei respirar, mas meu corpo estava formigando naquela sensação gostosa de prazer, me deixando mole. Deixei meu corpo descer sobre o seu.
não estava tão diferente de mim. Eu conseguia sentir sua respiração descontrolada, assim como seu corpo trêmulo que dava um ou outro espasmo mais forte. Por alguns segundos não falamos nada, só ficamos em silêncio, concentrados demais nos últimos vestígios daquela sensação de prazer e na tentativa de controlar o ar que entrava por nossos pulmões, mas as mãos daquele garoto não saíram do meu quadril, e seus polegares faziam círculos sob minha pele quente. Sorri de levinho, mas depois de mais um tempo, comecei a me sentar novamente.
— Eu preciso subir — falei sobre entrar no prédio.
umedeceu os lábios, me fitando em silêncio por um segundo. Não sabia o que aquilo quis dizer, e não quis perguntar.
— Certo… — respondeu meio desconfiado.
— A gente se vê por aí — disse, e sai do seu colo, pegando minha roupa e a vestindo devagar.
— Uau, eu me senti muito um brinquedo sexual agora — ele falou, se livrando da camisinha e subindo a própria calça de novo.
Uni as sobrancelhas e o olhei, subindo a minha calça e fechando o botão.
— Não, você não se sentiu. Duvido que seu ego enorme se abalou com isso — rebati, rindo de leve, e calcei meus tênis. — Obrigado pela carona. — Pisquei um olho para ele.
Abri a porta e o olhei mais uma vez.
— Boa noite, — desejei, então fechei a porta.
Antes mesmo que eu chegasse à entrada do meu prédio, ele já tinha ligado novamente o carro e saindo cantando pneu. Rolei os olhos com aquilo. Era tão típico de cara como ele. De qualquer forma, não podia negar que tinha sido delicioso o que tínhamos feito. Fiquei bem disperso com ele.
