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Autora Independente do Cosmos ✨
Concluída ✅

Há um milhão de olhos
Eu não me importo se eles estão assistindo


TODO MUNDO jurava que dificilmente alguém seria capaz de odiar .
Ou, pelo menos, desprezá-lo um pouco.
Talvez compartilhasse da mesma opinião pública; ela admitia que ele tinha um charme britânico impecável e era muito fácil se encantar por ele, toda aquela pose de homem educado e gentil, o sorriso que desmanchava milhares de mulheres, o carisma que exalava em qualquer lugar que pisasse. Ela queria poder dizer que era uma das milhares que se encantavam diariamente por ele, mas o seu conto de fadas foi por água abaixo no momento em que foi realocada para compor a equipe editorial que precisava cobrir o Festival de Cinema de Veneza. Não só isso, ela precisava cobrir o trabalho dele naquele evento. Seu chefe insistiu que deveriam mostrar o outro lado do ator britânico renomado que, desde Loki, assumiu alguns papéis mais internos longe da atuação, mas ainda dentro do cinema.
Aquele tipo de trabalho não estava restrito só a meras entrevistas; afinal, fosse só isso, seu trabalho seria mais fácil. Mas não. Ela precisava acompanhar ele mais de perto, entender o que exatamente significava o seu trabalho, extrair um pouco mais do britânico para dar material aos fãs que mal o via desde que a última cena dele como Loki foi exibida. Isso significava se aproximar.
E se aproximar de se mostrou difícil e desafiador a certo ponto, não por motivos externos, mas por causa do próprio ator que, uma vez que tinha decidido ser um pouco mais discreto quanto ao seu trabalho, não quis dar nenhum acesso facilitado para a mulher. Ele não queria exposição — ela não tinha a menor intenção de expor ele de alguma forma —, não queria entrevistas — eram entrevistas simples! —, não queria falar sobre si mesmo — ok, hm, talvez fosse compreensivo —, muito menos explicar sobre seu trabalho que, ao olhar dele, era bastante auto explicativo. viu aquele tipo de comportamento como típico de um homem envelhecendo e se tornando ranzinza, ao passo que a opinião divergente dele mostrava que ele só estava aprendendo melhor a defender sua privacidade depois de uma vida inteira de exposição.
Ele queria um pouco de sossego, trabalhar em paz com a coisa que mais gostava na vida, sem muita mídia em cima de si. Mas talvez estivesse sendo ingênuo demais; com a fama que tinha, sossego era uma palavra desconhecida do seu vocabulário, mas ninguém podia negar que ele tentava.
Até ela aparecer.
Naquele momento específico, estava um pouco distante, incapaz de prestar atenção à conversa alheia que rolava à sua volta. O vestido fino e de tecido leve ia até os seus pés, elegante e sofisticado, caindo bem ao seu corpo, a cor azul escura destacando-a como o principal ponto de atenção de um certo homem. Mas embora o tecido fosse leve e fino, ela ainda sentia calor. Desconfiou que o ar-condicionado não estava funcionando como deveria, mas não havia ninguém mais reclamando além dela, então resolveu que um drink gelado poderia fazer um pouco de diferença, um refresco agradável. Só precisava sair daquele círculo.
A casa de era enorme. A decoração era discreta, porém, bonita. Tons de branco e marrom misturava-se à medida que ela passava por entre as pessoas, quadros de artistas conhecidos pendurados nas paredes, exibindo o bom gosto do britânico. Não havia muita gente ali, mas tinha gente suficiente para ela pensar que o lugar era muito pequeno para caber tantas pessoas — mas, muito pelo contrário, sobrava espaço demais.
Ela não entendeu por que ele marcou o evento de encerramento ali, muito menos entendeu como o convite estendeu a si mesma, mas sem querer pagar o papel de mal-educada, decidiu aparecer, podia ficar apenas uma hora, duas no máximo, em último caso, três. Só para não dizer que não compareceu; não queria dá-lo o gostinho de achar que estava certo sobre ela e sobre a sua presença irritante.
— … você não acha, ? — alguém perguntou.
Ela virou-se na direção da voz, pouco atenta, um suspiro baixo escapando dos lábios entreabertos, irritada com o calor. Não tinha ideia do que deveria achar, já que não fazia a menor ideia também de qual era a pauta da conversa. O círculo fechava-se com três mulheres e dois homens e ela não imaginava qual assunto teriam em comum. Talvez algo de Hollywood.
— Sim, claro — concordou por educação, forçando um sorriso nos lábios.
A mulher sorriu, virando-se para os outros, orgulhosa de alguma coisa. só esperava não ter concordado com algo errado.
— Viram só? Ninguém discorda disso… — a mulher ia dizendo e aproveitou o seu engajamento para finalmente pedir murmurar um pedido de licença e dar o fora dali.
A banda tinha parado de tocar em algum lugar daquela casa, mas o lugar ainda vibrava com risadas, murmúrios e sussurros, o cheio de espumante no ar. Ela pensou em ir embora, notando que ficara tempo o suficiente. Os saltos já estavam começando a incomodar, só se pegou desejando tirar aquilo dos seus pés e se jogar na cama, de preferência em um quarto que houvesse um ar-condicionado funcionando perfeitamente. Talvez tivesse muita gente junta ali, intensificando o ambiente quente.
Decidida a pegar só mais um drink gelado e dar o fora dali em seguida, ela parou no meio do caminho quando encontrou em uma situação que parecia desconfortável para ele. Uma mulher elegante, bêbada e insistente, estava com a mão presa ao antebraço dele, que sorria educadamente, mas sua expressão era clara o suficiente para ela entender que ele não estava confortável com aquilo.
E, se bem o conhecia, ele tentou se livrar dela de todos os jeitos educados possíveis, gentil como era. fez uma careta. Não se deu conta de quando começou a entender tanto sobre as expressões de , mas a convivência forçada deu algum resultado, afinal. Se não fosse assim, ela não conseguiria fazer o seu trabalho, mesmo que este pudesse ter sido bastante facilitado pelo homem em questão. Presa a um dilema que parecia interminável, não tomou uma decisão até o olhar de cruzar o seu.
Primeiro, ele pareceu. Em seguida, sua expressão suavizou, mas o desespero ainda era evidente em seus olhos. De alguma forma, sabia que ele estava pedindo ajuda. Ela abriu um sorriso irônico e praguejou baixinho, discretamente, mal percebendo que seus pés se moveram primeiro que tudo, antes mesmo que ela decidisse algo de fato, e já estava indo em direção a ele. Bastou cruzar apenas alguns passos e já estava perto.
— … uma dança? — a mulher terminou a frase e, mesmo que tenha pegado tudo no final, entendeu o que ela estava pedindo.
Usou a oportunidade para finalmente se aproximar mais, sorrindo de um jeito que não parecia sincero, mas divertido, e encaixou os dedos na lapela do terno de , como se estivesse acostumada a fazer isso sempre.
— Ele já tem companhia — ela disse, olhando para a mulher.
engoliu a seco, mas não disse nada. A mulher desconhecida se afastou do braço dele e prendeu a respiração quando sentiu o ator britânico passar o braço por sua cintura, decidido, puxando-a minimamente contra ele. A mais nova teve que disfarçar a expressão para não demonstrar que não estava acostumada àquilo. A desconhecida olhou os dois e desistiu com um suspiro derrotado, se afastando logo em seguida até não conseguir ser vista mais por nenhum dos dois.
Ainda assim, ele não a soltou.
Cometendo um erro, virou o rosto, se dando conta de que estava muito perto do dele, mas não desviou.
— De nada, — murmurou, tentando se afastar.
Ele deixou…apenas um pouco. Sua mão ainda permanecia na cintura dela e franziu o cenho, confusa.
— Por quê? — ele questionou.
— Por quê o quê?
— Você me odeia, não precisava ter vindo ao meu socorro — explicou.
soltou um suspiro longo.
— Eu não te odeio, idiota — respondeu, a voz baixa. — Você é irritante? Sem sombra de dúvida, mas não te odeio de verdade.
— Sério? — ele provocou, com aquele sorriso irritante. — Parecia muito que você me odiava.
revirou os olhos. Estar tão perto dele daquela forma não estava ajudando-a em nada, muito pelo contrário, estava piorando o calor.
— Desprezo e ódio podem ser facilmente confundidos — retrucou. — Agora, me solte. Não precisa continuar a encenação, ela já se foi.
Ele a encarou de um jeito novo, como se estivesse deixando alguma máscara cair. Havia centenas de olhos por ali, alguns deles podiam estar prestando atenção nos dois, mas o ator pouco se importou. sustentou o olhar dele, a expressão diferente da que enxergava no rosto britânico.
— Você está suando — ele murmurou.
Incapaz de continuar tão perto, se afastou forçadamente, soltando-se do toque quente dele, parecendo incendiá-la ainda mais. Estava se sentindo estranha, mas preferiu achar que era apenas por conta do calor, não de estar tão perto dele assim.
— Bem, seu ar-condicionado não deve estar funcionando corretamente — reclamou, tocando a própria nuca.
soltou uma risada baixa, perfeitamente elegante e lindo em seu terno. Ela observou quando ele apontou para a escada com um aceno quase imperceptível.
— Suba as escadas e entre no primeiro quarto à esquerda — indicou, com a voz carregada de sotaque. — Eu garanto que vai te refrescar melhor.
hesitou.
Olhou rapidamente para as escadas e depois para ele, parecendo considerar a proposta. Tinha decidido, minutos antes, dar o fora dali, agora estava cogitando recalcular a rota. Ele ficou em silêncio, observando-a, ignorando tudo e qualquer pessoa ao seu redor. Ele pensou que ela estava linda naquele vestido, que os fios do seu cabelo caíam em cascata perfeita na frente do seu rosto, que a boca dela estava particularmente convidativa essa noite e… calma.
Ele não pensava aquelas coisas. Ou, ao menos, pensava que não pensava.
Ele não a tinha afastado aquele tempo todo só com a desculpa de que queria apenas privacidade para fazer o seu trabalho, ainda que ela estivesse ali apenas para cumprir o seu próprio e que não tinha culpa, mas afastou-a por motivos meramente pessoais. tinha algo… ele não sabia explicar. Mas a determinação irritante e a insistência puramente profissional de se aproximar dele só piorou o fato de que ele não queria admitir que se sentia atraído por ela.
E o fato dela ser mais nova não ajudava.
12 anos parecia muita coisa entre eles.
— Por favor, suba — ele insistiu. — Vou te levar uma bebida gelada.
Ele não deu espaço para ela pensar em uma resposta, pois deu as costas para ir atrás da bebida gelada dela. Soltando um suspiro resignado, balançou a cabeça e começou a subir as escadas, adentrando a primeira porta à esquerda que ele apontou, pensando ser apenas um quarto de hóspede qualquer, mas quando empurrou a porta entreaberta e entrou, sentiu o cheiro familiar do perfume dele, uma memória afetiva que não sabia que tinha guardado.
Era o quarto dele.
Ficou tão surpresa por um instante que não se deu conta do ar gelado no ambiente, finalmente aliviando o calor. Seus olhos passaram pelo ambiente, o contraste de cores pastéis dominando, algo que combinava perfeitamente com ele, igual a decoração do restante da casa — não que ela tivesse visto tudo.
Ela andou até a pequena prateleira de livros, passando os dedos delicadamente pela lombada de capas duras, visitando intimamente o gosto literário dele, os clássicos britânicos em coleção. Reconheceu alguns, não porque leu, mas porque era bastante famoso entre o mundo literário. Sentiu-se estranhamente íntima dele ali.
Perto da prateleira de livros, havia uma vitrola bastante delicada, remetendo a um tempo não tão antigo, com um disco vinil de jazz. sorriu sozinha, imaginando-o escutando aquele tipo de gênero. Ela ouviu o som da porta sendo aberta novamente e tomou um pequeno susto, vendo a sombra dele aparecer ali.
carregava um copo de bebida gelada, como havia prometido, e sorria para ela um sorriso discreto, observando-a perto da vitrola, que não tocava nada. Por um instante, tocou o próprio peito, tentando descobrir desde quando seu coração batia tão rápido daquela maneira.
— Se sente melhor? — ele indagou, se aproximando, a mão com o copo esticada, oferecendo a bebida.
Sem conseguir dizer uma palavra sequer, ela apenas assentiu e aceitou a bebida da mão dele, tomando um gole, a sensação fresca descendo por sua garganta. Era um alívio finalmente não sentir tanto calor como estava sentindo lá embaixo. Conseguia respirar melhor ali e bebeu mais um pouco da limonada gelada.
— Obrigada.
Ele balançou a cabeça e se colocou na frente dela, perto da prateleira de livros e da vitrola.
— Eu que te agradeço por ter me salvado… lá embaixo.
Não era normal sentir seu próprio coração bater tão rápido assim. ainda estava estranho, olhando-a daquele jeito, a expressão serena, suave, os lábios em um sorriso sincero, gentil. Ela se flagrou encarando os lábios dele, desviando os olhos rapidamente para qualquer outro lugar.
sorriu, percebendo. Talvez fosse imprudente, talvez fosse um erro, mas ele não aguentava muito mais fingir, ainda que fosse um ator talentoso e muito elogiado por sua atuação no cinema, mas ali, com em seu quarto, com aquele vestido azul, sentia-se incapaz de ignorar o que sentia.
12 anos era muita coisa entre eles… mas não parecia tanto assim.
E ela iria embora na semana seguinte. Que outra oportunidade ele teria, senão aquela?

Ela o beijou.
não saberia dizer, mais tarde, o que a impulsionou a fazer aquilo. Talvez tenha sido a forma como ele estava olhando-a, o fato de ainda sentir o fantasma do toque quente dele em sua cintura, seu coração disparado a mil por hora, como o achava tão bonito, irritante e charmoso, tornando o combo irresistível, tentando ignorado qualquer sinal da atração que sentia por ele.
O beijo foi desajeitado, repentino, e não durou muito, pois o arrependimento bateu nela instantaneamente antes mesmo que ela tivesse aproveitado alguma coisa e se afastou bruscamente, derrubando o restante do líquido gelado em seu copo.
, eu sinto muito, eu não…
— Não peça desculpas — ele a interrompeu, a voz rouca. — Não por isso.
Ela se calou, surpresa. Encarou os olhos dele escurecerem de algum jeito, e não se moveu sequer um centímetro quando ele tirou o copo da sua mão e colocou em algum lugar ali. Ele tocou o rosto dela, alternando o olhar entre os seus olhos e a sua boca e pensou que estava delirando de calor, mesmo que não estivesse sentindo calor mais. Não daquela forma; o que acontecia naquele instante era o seu corpo queimando por dentro, incendiando um desejo que adormeceu sem querer, inconscientemente.
não esperou.
O ator quem tomou a boca dela para si. Dessa vez, o beijo não foi desajeitado e nem repentino. Ele a beijou devagar, uma mão segurando o seu rosto e a outra moveu-se para a cintura dela, puxando-a para si como queria fazer há um tempo, como experimentou lá em embaixo, há pouco, e que despertou o desejo adormecido dentro dele.
hesitou no início, mas quando sentiu a mão dele puxando-a novamente, desistiu de resistir e entregou-se completamente, rendendo-se de um jeito que nunca se rendera antes. Para ninguém. tinha um efeito que ia além da compreensão, mesmo que tentasse entender tudo, não conseguiria.
Sua boca movia-se em sincronia com a dele. já não contava as batidas do próprio coração, a pulsação perdendo o controle. Ele a mantinha com firmeza, aumentando a intensidade do beijo, movendo-se com ela pelo quarto em passos pequenos, pois ele esqueceu onde estava cada parte dos móveis em seu próprio quarto.
Céus… — Ele arfou quando puxou seu lábio inferior entre os dentes. — Não faça isso se não quiser que eu perca o resto do controle.
Mais solta, ela exibiu aquele sorriso indecifrável, que sempre dava quando sentia-se vitoriosa sobre ele de algum jeito. Tocou a nuca dele, dedilhando a sua pulsação, tão acelerada quanto a dela.
— Talvez eu queira — sussurrou.
O olhar dele escureceu ainda mais.
De repente, lembrou-se onde ficava a cama e, ainda segurando-a pela cintura, empurrou-a em passos rápidos dessa vez, tomando cuidado para que ela não tropeçasse. caiu sentada na cama, o sorriso ainda nos lábios, ansiosa. Ele a empurrou um pouco mais para trás, deitando-a, deslizando sua boca para o pescoço dela, marcando, saboreando, exalando uma calma que não condizia com o efeito que ele causava.
Os dedos do ator começaram a contornar a parte interna da coxa dela, subindo lentamente, e sua boca ia descendo até sua clavícula. Ela o provocou sobre perder o controle, mas era ela quem estava começando a perder com a sensação da boca dele em sua pele.
— Você não tem ideia de como eu odiei a sua chegada — ele começou a dizer, descendo e descendo, até parar de joelhos na frente dela, tirando primeiro o salto do pé esquerdo. inclinou-se o suficiente para conseguir assistir a cada movimento dele. — Eu estava bem, tranquilo, fazendo o meu trabalho. E, de repente, sou envolvido por uma teia de emoções que eu não conseguia entender.
engoliu a seco.
Não estava esperando uma sessão de confissão, mas a voz rouca dele enviava arrepios por todo o seu corpo. Ele tirou seu outro salto, deixando-a descalça. Então, começou a subir a barra do seu vestido, fazendo o coração dela martelar mais forte, mais rápido, mais intenso, a expectativa matando-a lentamente.
… — o nome saiu em um gemido por seus lábios.
Fazia muito tempo que a mulher não sentia-se excitada daquela forma. Mal conseguia respirar direito, enviando o ar forçadamente para os seus pulmões não falharem.
— Você é linda — ele continuou, beijando o início da coxa exposta dela. — E isso me distraiu tantas vezes que você não tem noção. Os pensamentos que me dominavam…Jesus, , você não tem ideia.
Então ele fez algo que ela não esperava. Puxou a calcinha dela para baixo, livrando-se da peça em seguida e enfiou-se no meio das suas pernas, escondendo-se por baixo do seu vestido longo escuro.
Ela ainda estava totalmente coberta, mas sua boceta estava exposta para ele por baixo do vestido e um gemido longo e alto escapou por seus lábios quando sentiu a língua dele tocá-la. De algum jeito, ela sentiu que ele sorria contra o seu clitóris ao ouvir o gemido dela, apertando sua coxa em um pedido por silêncio. Ainda havia centenas de pessoas lá embaixo e nenhum deles lembrou-se de trancar a porta.
Mas o que ele estava fazendo… suas costas arquearam quando ele começou a chupar, contendo a vontade de fechar as pernas ao redor dele, então agarrou os lençois de algodão, recebendo o oral dele de bom grado, os dedos dos seus pés arqueando de prazer, ao mesmo tempo que mordia o próprio lábio para conter os gemidos.
fechou os olhos enquanto deliciava-se por baixo do seu vestido. O pau duro do britânico começava a incomodar contra a calça, mas ele ignorou, focando só nela, no que finalmente queria ter feito muito antes, satisfazendo-se apenas com o prazer que proporcionava a ela. A única coisa que ele detestava naquele instante era só não estar conseguindo ver o rosto dela.
Queria gravar cada pedacinho seu, saber que expressão fazia quando estava com tesão, quando tinha que conter os próprios gemidos, mas ele conseguia sentir ela se movendo, arqueando as costas, movendo o quadril contra a boca dele, pedindo por mais. Ele se esforçou o máximo para que ela tivesse o melhor sexo oral que já recebera de alguém. Sua língua era atenciosa, até adicionar dois dedos à brincadeira e sentir colocar a mão na cabeça dele, esfregando-se contra a sua boca e o fantasma de seu sorriso satisfeito.
.
Sua voz foi um aviso muito baixo, frágil, seu corpo inteiro queimando por dentro e ela descobriu que o calor não era o seu pior problema. Era estar queimando daquela forma e achar que fosse morrer de tesão, tudo seu tremendo por cada partícula, o suor gotejando das suas costas e testa, grudando os fios do seu cabelo.
Um segundo depois, ela explodiu contra a boca dele, o orgasmo a atingindo, deixando seu corpo mole. Ele saiu debaixo do vestido dela logo em seguida, passando o polegar pelos lábios, limpando o gosto dela com a língua. A visão quase a enlouqueceu, principalmente do seu pau duro contra a calça escura. Ele era perfeito.
Não tinha dúvidas de que continuaria ainda mais perfeito completamente nu.
— Finalmente descobri o seu gosto — ele disse.
Ela quase riu, sem forças para levantar. O ator subiu na cama, por cima dela, tomando cuidado com o seu peso sobre ela. Roçou os lábios nos dela com um sorriso brincando nos seus e afastou os fios grudados do rosto dela com os dedos.
— Tudo bem? — ele quis se certificar.
Ela respondeu com um beijo, sentindo o próprio gosto na língua dele. deu um jeito de puxar o vestido dela ainda mais para cima, quebrando o beijo apenas para passar o tecido pela cabeça dela, livrando-se da peça completamente, deixando-a toda nua dessa vez. O ar gelado endureceu os bicos dos seios dela e ele tornou a descer os beijos, trilhando um caminho até os seus seios, onde ele abocanhou um com a sua boca.
esticou um dos pés, tocando o pau duro dele por cima da calça, arrancando um gemido da boca do britânico sem querer, um som que ela gostou muito de ouvir. Deslizou os dedos pelo cabelo dele, puxando com força, interrompendo-o apenas para fazer com que ele olhasse para ela.
— Deixa eu ver você — pediu.
Ele respirou com força.
Sentia-se perdendo o controle a cada instante, queria aproveitar um pouco mais dela, queria que tivessem todo tempo do mundo, mas a necessidade de estar dentro dela só se intensificou com o pedido.
Ele se afastou, colocou-se de pé na frente da cama, e colocou-se sentada, observando. Ele primeiro livrou-se da parte de cima do terno, jogando a peça delicada no mesmo lugar que jogou a calcinha e o vestido dela, um amontoado de coisas bagunçando o seu quarto minimamente. mordeu a boca e quando ele se livrou da calça e da boxer de uma vez, o pau duro saltando para fora, ela sentiu sua boceta latejar. Sua boca encheu d' água, os olhos brilhando de desejo.
— Você… — ela tentou dizer, as palavras se perdendo. Engatinhou até a beira da cama, ansiosa para tocar o pau dele. se aproximou mais, como se soubesse o que ela queria. beijou a ponta do pau dele, sujando os seus lábios de pré-semên, em seguida, lambeu, limpando, ouvindo outro gemido gostoso dele. — Você é tão lindo e tão gostoso, .
Ele segurou o queixo dela, erguendo o seu rosto.
— Eu te deixo me experimentar outra hora, tudo bem? — ele prometeu, vulnerável, pois seu pau latejava com uma única necessidade. — É só que agora…
Ela entendeu a urgência dele, pois também sentia o mesmo.
Voltou a se deitar enquanto ele tirava uma camisinha da gaveta ao lado, rasgando com a boca e colocando-a em seu próprio pau. Quando ele voltou a olhar para , ela sorriu e abriu as pernas devagar.
O britânico não perdeu tempo. Voltou a subir na cama, encaixando-se no meio das pernas dela e se inclinou, buscando os lábios dela com os seus. Iniciou um beijo, uma mão posicionando seu pau contra a boceta molhada dela, deslizando-a por toda a extensão, um gemido sufocado escapando dos dois no meio do beijo.
— Para de me torturar — ela reclamou contra a boca dele, fazendo-o rir. — Me fode logo.
Beijando o queixo dela, ele respondeu:
— Sim, senhora.
Obedeceu de bom grado à ordem.
Ele entrou dentro dela devagar, acostumando-se, explorando. Sufocou-se com ela em outro beijo; segurou-se nas costas dele, sentindo as gotas de suor escorrer pela sua pele quando ele começou a estocar com força.
Os dois perderam-se um no outro, murmurando palavras desconexas entre o beijo, perdendo o fôlego, buscando desesperadamente por ar, mas incapazes de se separar. Ele alternativa o ritmo das estocadas e enlouquecia-a ao provocar seu clitóris com o polegar, beijando-a apenas para abafar os gemidos dela. Ele sentia-se quente também, doente de desejo por aquela mulher, imaginando-se estar arruinado quando ela fosse embora.
Não queria pensar que era um erro.
Se arrependeria mais de nunca ter tentado, então aproveitou ela ali ao máximo, beijava os seus lábios como se nunca mais fosse beijar, fodia-a como uma promessa de nunca ser esquecido, ainda sentindo o gosto dela em sua boca, derretido em sua língua, guardando o som dos gemidos dela, marcando como ela sua expressão ficava ao sentir prazer, como ela se movia em sincronia contra ele, pedindo por mais, sentindo o pau dele a preencher até onde não desse mais.
esqueceu tudo, todas as pessoas lá embaixo, todos os seus convidados, e concentrou-se apenas na única mulher que quis depois de muito tempo.
Em como ela contraía a boceta contra o seu pau, aumentando o prazer dele, perdendo-se em si mesma, o coração tão acelerado que ela conseguia senti-lo na garganta. As mãos de ambos tremiam, explorando um ao outro, sentindo a pele em brasa e suada. A voz rouca dele chamando por seu nome ecoava por todo o quarto e ela pensou que não esqueceria nunca aquele som.
Nem do cheiro da pele dele, nem como seus pensamentos perderam completamente o controle, nem como suas pernas pareciam fracas, sem sustento, sem força alguma de movimento. Pareciam dividir a mesma respiração, pois não sabiam onde um começava e o outro terminava.
… — ele murmurava, desconexo, sentindo o corpo inteiro trêmulo, em aviso.
Ela o apertou contra ele, de alguma forma, conseguindo enroscar suas pernas ao redor da cintura dele. estocou com mais força e bastou apenas algumas estocadas para que ela gozasse, sentindo seu corpo inteiro relaxar e uma tontura leve tomar conta de si, tamanho prazer. Ela o provocou deliberadamente, apertando seu pau com sua boceta, ajudando-o a gozar logo em seguida.
Separaram as bocas, a necessidade de buscar por ar sendo maior que tudo naquele momento. Ele saiu de dentro dela e caiu deitado ao seu lado, respirando com dificuldade, o peito subindo e descendo enquanto se livrava da camisinha, depositando-a no lixeiro pequeno que tinha ao lado da cama. Ambos ficaram ali, lado a lado, só respirando. puxou um lençol para se cobrir e ele, um pouco mais recuperado, virou-se para ela, descoberto, um sorriso incerto surgindo nos lábios inchados de beijo.
Ela não sabia o que pensar agora, olhando para ele, depois de terem acabado de transar.
— Você volta algum dia?
A pergunta a pegou de surpresa e ela piscou os olhos, umedecendo os lábios. Tentava não pensar no que aquilo significava.
— Depende.
Ele suavizou a expressão. Tocou a bochecha dela, acariciando a pele com o polegar.
— De quê? — quis saber.
deitou-se de lado para ficar de frente para ele. O sorriso dela foi sugestivo e ele esperou que fosse algo bom.
— Nós vamos repetir isso?
Ele riu, o som vibrando por tudo, até por ela inteira, e ela estranhamente se sentiu feliz por fazê-lo rir daquela forma. a puxou para si, encostando seus lábios inchados nos dela em um selinho genuíno.
— Estou contando com isso, querida — ele prometeu contra a boca dela.
E 12 anos de diferença tornou-se irrelevante entre eles.
Não importava mais. Para , não era mais tanto tempo assim.





Fim.


Considerações galáticas da autora:

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