07. Actually Romantic

Codificada por: Lightyear 💫
Finalizada em: 02/06/2026


CAPÍTULO ÚNICO

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Só de pensar nesse nome, eu já conseguia sentir minha paciência evaporando lentamente. O que era impressionante, honestamente, considerando que eu tinha acabado de voltar de quase dois meses inteiros de férias sem precisar ouvir uma única provocação idiota saindo daquela boca irritantemente bonita. Durante todo o verão, simplesmente deixou de existir na minha mente. Eu não pensei nele enquanto estava deitada na praia lendo artigos que ninguém da minha idade lia por diversão. Não pensei nele enquanto saía com minhas amigas. Não pensei nele uma única vez enquanto aproveitava a paz gloriosa de não precisar cruzar os corredores da Briar e dar de cara com o sorriso arrogante dele às oito da manhã. Foi libertador. Até durar exatamente quatro minutos depois que coloquei os pés no campus.
— Olha só… — sua voz arrastada surgiu atrás de mim. — Foi só as férias acabarem que os nerds começaram a sair dos seus casulos.
Fechei os olhos por um segundo antes de virar devagar, já sentindo o sarcasmo subir automaticamente pela garganta, e encontrei escorado contra a lateral de uma Porsche preta, os braços cruzados sobre o peito, usando a jaqueta do time de hóquei da Briar como se tivesse acabado de sair de uma partida.
… — respondi, ajustando a alça da bolsa no ombro. — Ainda traumatizando calouras e tratando desodorante como inimigo público?
Ele soltou uma risada nasal, curta.
— Sentiu minha falta, ?
— Eu passei as férias inteiras sem lembrar da sua existência.
— E ainda assim soube quem era antes mesmo de virar. Impressionante.
Revirei os olhos, mas ele já estava se aproximando. tinha essa mania irritante de invadir o espaço pessoal como se o conceito simplesmente não se aplicasse a ele. Alto demais, confiante demais, bonito demais para o próprio bem. O tipo de cara que entrava em um lugar e imediatamente fazia todo mundo olhar. O que tornava ainda mais insuportável o fato de ele gastar tanto tempo implicando comigo. Desde o primeiro ano, nós nunca nos bicamos. Talvez porque parecesse genuinamente irritado pelo fato de eu nunca cair nas provocações dele sobre o quão eu me achava a mais inteligente da sala – o que, convenhamos, eu só estava comprovando um fato. Ou talvez porque me recusasse a dar a ele a satisfação de me ver perder a compostura. Então virou um jogo. Ele provocava, eu respondia. Ele sorria daquele jeito debochado, como se estivesse esperando me atingir de verdade algum dia, e eu fazia questão de nunca deixar acontecer.
— Parece decepcionado… achou que quando as férias acabassem eu desistiria da Briar só para não ter que continuar olhando para sua cara?
— Não. — Os olhos claros dele desceram rapidamente pelo meu rosto antes de voltarem aos meus. — Mas tive esperança.
— Que fofo. — Sorri falsamente. — Eu também tive esperança de que você finalmente aprendesse a formular uma frase sem soar como um idiota de fraternidade.
Aquilo claramente o irritou o suficiente para tensionar aquele maxilar ridiculamente bonito por meio segundo. Vitória, mais uma vez.
— Sabe o que eu acho engraçado? — Murmurou, dando mais um passo na minha direção.
— O seu reflexo no espelho?
Ele inclinou levemente a cabeça, fingindo ponderar.
— O fato de nem seu ex namorado te aguentar a ponto de te largar nas férias.
O burburinho ao nosso redor cresceu à medida que as pessoas começaram a prestar atenção no ponto sensível que ele havia tocado. realmente tinha jogado baixo dessa vez, mas eu sabia ser subterrânea.
— Realmente quer ir por esse caminho?
— Cara, eu só queria parabenizar o coitado. Sean, né? Honestamente, sobreviver meses namorando você já merece algum tipo de prêmio humanitário.
Algumas pessoas ao redor soltaram risadinhas baixas, mas mantive a expressão exatamente igual, mesmo sentindo aquele golpe atingir onde ele queria. Seus olhos claros continuavam presos nos meus, atentos, como se estivessem esperando alguma reação. Infelizmente para ele, eu tinha prática demais em parecer indiferente.
— Fico feliz em saber que você passou suas férias pensando no meu relacionamento. — Respondi calmamente, ajeitando a manga da blusa. — Aposto que suas garotas ficaram muito animadas em discutir qual o motivo do término.
O maxilar dele tensionou outra vez, mais forte agora.
— Não se preocupe, todas chegaram à mesma conclusão.
nunca foi exatamente discreto, mas aquilo estava começando a parecer uma tentativa deliberada de me atingir em público. E talvez fosse justamente isso que mais me satisfizesse: o fato de ele estar se esforçando tanto.
— Impressionante… — ergui uma sobrancelha. — Você joga hóquei, acompanha minha vida amorosa e ainda encontra tempo pra cuidar do próprio cabelo. Sua agenda deve ser realmente apertada.
Uma risada escapou de alguém atrás dele, à medida que sua expressão escureceu só um pouco. Não o suficiente para perder o ar convencido, mas o suficiente para eu saber que tinha acertado. Mais uma pra conta.
— Você sempre faz isso, né? — Ele deu outro passo na minha direção.
— Ser mais inteligente que você? Frequentemente.
— Fingir que nada te afeta.
Inclinei a cabeça, observando-o por um segundo. parecia irritado de verdade agora. Não com aquele tom provocador habitual. Havia algo mais afiado nos olhos dele, como se estivesse genuinamente incomodado pelo fato de eu continuar perfeitamente calma. E aquilo era perigosamente satisfatório. Sorri devagar.
— Talvez porque nada vindo de você seja importante o suficiente para afetar. — Percebi que a minha cartada final havia acertado em cheio ao notar a forma que sua língua pressionou a parte interna da bochecha, como se estivesse se segurando para não responder algo pior. Por um segundo, o campus inteiro pareceu silencioso. Então eu apenas dei um tapinha leve no ombro dele ao passar. — Boa sorte na temporada, . Tenta não começar nenhuma briga no gelo antes da segunda semana de aula.
E fui embora, sentindo os olhos dele queimando nas minhas costas o caminho inteiro.

Semanas depois…

Eu não queria estar ali. Tinha deixado isso muito claro para minhas amigas durante o trajeto inteiro até a fraternidade. Mas, apesar de todos os meus protestos, me vi atravessando a porta de uma das maiores festas do campus. A música fazia o chão vibrar sob meus pés, luzes coloridas piscavam sobre a multidão amontoada e o cheiro de álcool barato e perfume caro pairava no ar. Suspirei fundo, enquanto calculava quanto tempo precisaria ficar ali antes de poder ir embora sem parecer antipática. Até que eu o vi. estava exatamente onde qualquer pessoa esperaria encontrá-lo, no centro das atenções. Encostado perto da cozinha com alguns dos jogadores do time de hóquei, uma garrafa na mão e duas garotas extremamente bonitas rindo de alguma coisa que ele tinha acabado de dizer. Meu principal motivo para não ter vindo.
— Não faz isso… — Hanna, minha amiga, murmurou.
— Fazer o quê?
— Essa cara de quem acabou de ver uma barata.
— Ah, por favor. Baratas são mais adoráveis.
Ela revirou os olhos, rindo. não estava olhando para mim – ainda – e eu pretendia manter as coisas assim. Comecei a seguir minhas amigas para dentro da casa, decidida a passar a noite inteira fingindo que ele não existia, mas, como se algum mecanismo irritante no cérebro minúsculo dele fosse ativado sempre que eu estivesse num raio de cinquenta metros, ergueu a cabeça e me viu. Mesmo à distância, reconheci imediatamente a mudança na expressão dele. O sorriso preguiçoso, os olhos claros focando diretamente em mim e a atenção desviando das garotas ao seu redor. Uma delas continuou falando, mas nem pareceu ouvir.

Ótimo. Perfeito. Exatamente o que eu precisava.

Eu conhecia aquele olhar bem demais para saber o que significava. Ele havia acabado de encontrar uma nova forma de passar a noite sendo insuportável e provavelmente estava debatendo mentalmente qual seria a primeira provocação da noite. Mas eu me recusei a dar o gostinho de parecer incomodada. Peguei um copo de refrigerante na mesa mais próxima e continuei andando.
— Achei que você não fosse vir.
Fechei os olhos por um segundo, respirei fundo e depois me virei. Claro que já estava ali. Dessa vez durou três minutos – menos do que da última.
— Achei que você fosse estar ocupado com suas… seja lá o que elas forem.
O olhar dele caiu para meu copo, ignorando completamente meu comentário.
— Refrigerante?
— Sim.
— Numa festa?
— Radical, né?
Um canto da boca dele se ergueu e apoiou um braço no encosto do sofá atrás de mim.
— Eu só não entendi uma coisa. Você tá aqui por…?
— Minhas amigas me arrastaram.
— Porque estão preocupadas que você vire uma eremita depois do término?
— Porque elas têm vidas sociais.
— E você não?
— Não uma que envolva festas de fraternidades.
Ele soltou uma risada curta.
— Claro que você prefere atividades mais emocionantes, como corrigir pessoas que não pediram correção.
— É um trabalho importante.
— Um verdadeiro serviço público. — Apesar do tom sarcástico, ele parecia genuinamente divertido, como se aquela conversa fosse exatamente onde queria estar.
Ao redor, dezenas de pessoas dançavam, bebiam, flertavam, e as duas garotas ainda lançavam olhares ocasionais para do outro lado da sala.
— Você sabe… — comecei, tomando um gole do refrigerante. — Existem centenas de pessoas nesta casa.
— Eu percebi.
— Então por que continua falando comigo?
Os olhos claros dele encontraram os meus e, por uma fração de segundo, algo estranho passou pela expressão dele, mas que desapareceu rápido demais para eu identificar, e logo o sorriso debochado voltou.
— Porque você continua respondendo.

Arrogante. Insuportável. Irritante.

Eu odiava aquele sorriso. Odiava aquele olhar. E, principalmente, odiava o jeito como ele parecia encontrar diversão em absolutamente tudo que eu dizia. A festa seguiu. Eu já tinha conversado com minhas amigas, pegado outras bebidas (agora com álcool, porque ninguém merece), passado pela cozinha duas vezes e até considerado fugir pela porta dos fundos. Mas nada funcionava, porque, de alguma forma, aparecia em todos os lugares.
— Incrível… — comentou quando me encontrou perto da mesa de bebidas. — Você consegue deixar qualquer festa com cara de seminário acadêmico.
— E você consegue deixar qualquer ambiente com cara de punição.
— Touché. — Ele fez uma referência desengonçada por conta da bebida, voltando a me encarar com um olhar divertido.
— Sabe… — cruzei os braços. — Eu acho meio fofo todo esse tempo e dedicação.
piscou.
— Do que você tá falando?
— Você gasta uma quantidade impressionante de energia pensando em mim. — Os amigos dele imediatamente começaram a prestar atenção, então eu continuei. — É sério. Você me segue pela festa inteira, inventa piadas horríveis, repete as mesmas provocações há anos… — inclinei a cabeça, fazendo um biquinho com a boca. — Parece até um cachorrinho latindo para a mesma pessoa esperando que ela finalmente se deixe ser mordida, mas no final é só… irritante.
As gargalhadas ao redor fizeram o sorriso dele desaparecer. Mais uma vitória para a conta.
— Nossa, Barbie entediante, essa foi boa.
— Obrigada.
— Sabe qual é seu problema?
— Tenho certeza de que você vai me contar.
— Você passa tanto tempo tentando ser melhor que todo mundo que esquece como ser uma pessoa normal.
— E você passa tanto tempo fumando que os poucos neurônios restantes estão travando em tempo real.
apontou para mim.
— Tá vendo? É por isso que seu namorado te largou.
Aquilo finalmente me fez suspirar, não porque tivesse me atingido, mas porque eu estava genuinamente cansada daquele assunto.
— Primeiro, quem terminou fui eu. — O sorriso dele vacilou um pouco, o suficiente para eu notar. — Segundo, o fato de você gastar tanto tempo falando sobre relacionamentos alheios é preocupante.
— Preocupante?
— Sim. Sua personalidade está ficando igual à de uma adolescente fofoqueira.
Os amigos dele explodiram em risadas.
— Isso foi extremamente ofensivo. — colocou a mão no peito.
— Era a intenção.
— Estou devastado.
— Vou rezar pela sua recuperação.
Ele fingiu enxugar uma lágrima. Então, para minha surpresa, perguntou:
— Tá, mas por que terminou? — A pergunta veio num tom curiosamente menos agressivo, apesar de ainda provocador.
— Simplesmente não deu certo.
— Essa resposta é vaga.
— É a única que você vai receber.
— Vamos lá. — Ele bateu palminhas, como se estivesse incentivando um companheiro de time para tomar coragem e fazer um lance arriscado.
Revirei os olhos.
— Eu queria viver coisas diferentes. Ele queria uma vida completamente planejada. Não combinava mais.
me encarou por alguns segundos.
— Estranho.
— O quê?
— Você querer viver experiências novas.
— E por quê?
— Porque você é a pessoa mais brega que eu conheço.
Soltei uma risada incrédula.
— Pelo menos eu não acho que uma jaqueta de hóquei é um traço de personalidade.
— Traidores. — apontou para os amigos, que continuavam rindo ao fundo, então voltou a olhar para mim com o mesmo sorriso torto de sempre. — Continua não explicando como alguém tão certinha decidiu que precisava de aventuras.
— Talvez se você não passasse a maior parte do seu tempo tentando me ofender de mil maneiras diferentes, perceberia que eu não sou nada daquilo que você pinta.
Ele arqueou uma sobrancelha. Por algum motivo, aquilo pareceu prender a atenção dele mais do que qualquer provocação anterior.
— Eu sei exatamente quem você é.
— Ah, sabe?
— Sei. Desde sempre você se acha melhor que todo mundo, porque sabe todas as respostas, tira notas boas e adora lembrar os outros disso.
Meu sorriso aumentou.
— Engraçado ouvir isso vindo de alguém cujo ego tem código postal próprio.
— Viu? É exatamente isso.
— Não. A diferença é que eu nunca acordo de manhã procurando alguém para provocar por esporte. Eu só respondo quando você começa.
— Porque você adora ganhar a discussão.
— E você adora começar a discussão. — Por um instante, nenhum dos dois falou. Então eu balancei a cabeça. — Sinceramente, sabe qual é a parte mais estranha?
— Estou com medo da resposta.
— Você parece achar que está arrasando sendo cruel com a “nerd egocêntrica que se acha melhor que todo mundo”… mas, na verdade, às vezes parece até que você está tentando flertar comigo.
Pela primeira vez naquela noite, pareceu genuinamente pego de surpresa.
— Essa é a coisa mais absurda que você já disse.
Então, movida pelo álcool e pela vontade que eu estava de fazê-lo finalmente calar a boca, dei um passo em sua direção.
— Sério?
Ele não recuou. Pelo contrário, seus olhos estavam presos na minha boca.
— Com certeza.
Mas eu ainda não tinha dado minha cartada final. Aproximei meu rosto de seu ouvido, o suficiente para que só ele escutasse.
— Absurdo ou não, essa dedicação toda me faz até ficar… molhada.
Me afastei com um sorriso, dando uma última olhada para ele antes de me virar e sair dali. Nada melhor em fazer um homem ficar sem palavras do que apelar para o lado explícito. E, sinceramente, não podia dizer que estava mentindo. Não sabia se havia sido pelo término recente misturado com a bebida, mas aquela interação com realmente havia despertado algo no meu baixo ventre, e eu não estava nem um pouco preparada para descobrir o que significava. Havia conseguido fugir para um canto mais afastado da festa, como sempre faço quando sou arrastada para uma. Já estava pensando em qual desculpa daria para as minhas amigas de que tinha que ir embora quando ouvi passos atrás de mim. Nem precisei me virar para saber quem era.
— Você tem um talento impressionante para fugir de conversas.
Revirei os olhos, me virando lentamente para encará-lo.
— E você tem um talento impressionante para aparecer onde não foi chamado.
Por um instante, nenhum dos dois falou, o silêncio sendo cortado apenas pelo barulho abafado da festa.
— Então…?
— Então o quê?
— Sabe exatamente do que eu estou falando.
Fingi pensar durante alguns segundos.
— Nossa, , vai ter que ser mais específico. Você passa o dia inteiro falando besteiras.
Ele soltou uma risada curta, mas não desviou o olhar.
— Não foi o que eu disse, mas o que você disse.
— Não faço ideia do que está falando.
— Mentirosa. Mas então deixa eu te lembrar. Há alguns minutos atrás, você se aproximou de mim e sussurrou no meu ouvido que, parafraseando, “eu te faço ficar molhada”. — Ele deu um passo à frente. — Estava falando sério?
Minha expressão permaneceu exatamente a mesma, apesar de – contra a minha vontade – meu coração acelerar de leve.
— Por que quer saber?
.
.
— Você estava?
Sustentei o olhar dele por alguns segundos, depois dei de ombros.
— Talvez. — Aquilo claramente não era a resposta que ele queria. — Sabe… para alguém que supostamente não suporta respirar o mesmo ar que eu sem fazer algum comentário desnecessário… — meu olhar desceu rapidamente para a distância ridiculamente pequena entre nós — ...você está muito perto.
Um sorriso surgiu no canto da boca dele. Não aquele convencido de sempre, mas um mais nervoso, mais genuíno.
— E você ainda não se afastou. — O pior era que ele estava certo e, aparentemente, sabia disso. O sorriso no canto de sua boca aumentou só um pouco. — Sem resposta, Barbie?
— Não se acostuma.
— Tarde demais.
Soltei uma risada incrédula.
— Nossa, agora ficou convencido.
— Agora?
Aquilo me arrancou outra risada antes que eu pudesse impedir e o sorriso dele vacilou por um segundo, como se estivesse surpreso por ter conseguido aquilo. Até que o silêncio voltou e, inevitavelmente, meu olhar desceu para a boca dele. Claro que não passou despercebido.
— Nem pense nisso.
— Então para de olhar pra minha boca.
Mas eu não respondi. E nem ele me deixou responder. No segundo seguinte seus lábios já tinham ido no encontro dos meus ao mesmo tempo que senti suas mãos me puxando para mais perto, como se estivessem garantindo que eu não sairia dali. Eu correspondi no mesmo instante, posicionando minhas mãos nos ombros largos dele, infelizmente buscando por mais contato. Infelizmente, porque continuava sendo .
— Depois de anos… — ele começou a falar entre os beijos, fazendo um caminho desde a minha boca até o pescoço. — Finalmente encontrei uma forma de te deixar sem palavras.
Soltei um suspiro misturado com riso assim que ele prensou meu corpo contra a parede.
— Engraçado, eu poderia dizer o mesmo sobre você.
— Não estraga o momento, Barbie.
Por um instante, apenas me observou, depois olhou ao redor do cômodo escuro, que até agora eu não tinha conseguido identificar o que era, e me lançou um olhar travesso. O pior de tudo é que eu sabia exatamente o que estava se passando pela cabeça dele.
— Nem se atreva.
— Fala isso como se eu obedecesse.
— Você nunca obedece.
— Finalmente estamos concordando em alguma coisa.
Antes que eu pudesse retrucar, sinto suas mãos pressionarem meu quadril e me levantarem com facilidade. Por reflexo, envolvi minhas pernas ao redor da cintura dele, sentindo o calor de seu corpo em contato com o meu. Até que uma superfície dura e gelada bate contra meu quadril, provavelmente de alguma bancada aleatória que ele havia encontrado pelo caminho.
— Sinceramente, isso é ridículo. — Solto entre suspiros e ele parece concordar com um grunhido. — Nós somos ridículos.
— Bastante.
— E sabe o pior? — Ouço responder apenas com um “hum”, sem estar realmente prestando atenção, e um sorriso involuntário surge no meu rosto. — Isso tudo é estranhamente romântico.
Ele finalmente para o que estava fazendo, afastando as mãos da barra do meu vestido e voltando a me encarar, com um semblante confuso.
— Romântico?
— Sim. Anos de implicância, discussões intermináveis, você me perseguindo por festas…
— Eu não te persigo.
— Claro que não.
— Não persigo. — Respondo apenas com um olhar irônico e solta um suspiro, como se tivesse aceitado a derrota. — Tá bom… talvez um pouco.
Soltei uma risada.
— Viu? Romântico.
— Acho que você bateu a cabeça.
— Sinceramente? Nenhum homem jamais me amou do jeito que você ama me irritar.
Pela primeira vez, ele ficou sem resposta. O que, vindo de , talvez fosse a coisa mais romântica de todas.

FIM!

Nota da autora:Eu tô viciada em off campus e no Dean, então uni o útil ao agradável e saiu essa fic!! E nada combina mais com essa música do que um enemies to lovers raiz, né? Espero que tenham gostado e comentem muito💜