Capítulo 24
Nosso sangue
Tomaram os lugares que a ruiva havia indicado na fileira três do auditório e, em meio a sussurros, comentavam sobre muitas coisas antes da cerimônia começar. e estavam lado a lado, lendo algumas novidades em uma rede social e de mãos dadas, por estarem sem seus namorados. e apontavam para alguns alunos e sorriam para outros, chamavam mesmo a atenção por onde passavam e adoravam.
e liam o papel que a loira havia conseguido na cerimônia anterior de conclusão da pós, que para a Sabaku durou tempo demais. As luzes do local baixaram e o professor que tomou o palco pediu silêncio calmamente. bloqueou o aparelho e, como as outras, deu a devida atenção ao último evento da noite.
— Na próxima, peça à universidade para fazer em noites separadas. — A comentou com , que riu.
— Quando eu for reitora, lembrarei disso — disse ao sair do lugar ao lado das amigas e ir em direção ao palco, tomando a fila de colegas que acompanhariam a colação.
— Há uma cerimônia para isso? — se curvou no próprio lugar para mirar os olhos da Sabaku.
— Não é aberta, eu acho, mas isso não importa.
— Importa sim, vamos à boate depois disso! Não podemos ficar sem comemorar nada.
— , é a merda de uma cerimônia hipotética, não surta! — sussurrou um pouco mais alto, atraindo a atenção das pessoas ao redor, que pediram silêncio ao grupo.
Calmamente o corpo docente subiu ao palco, tomando seus lugares junto a ruiva. Os alunos foram chamados um por um, como de costume, por ordem alfabética. De longe via que as amigas tentavam prestar atenção nos discursos e nos jovens animados demais, vestidos com uma beca azul escura. Infelizmente não poderia comemorar da forma que queria ali a grande conquista do , que subia sorridente os três degraus que o levavam ao palco. Suas amigas se colocaram de pé e, como na festa feita pela formação de , aos gritos felicitaram seu namorado, que coçou a nuca sem jeito.
Recebendo os olhares atravessados dos demais convidados, esperou que as meninas se sentassem e deixassem de gritar por . A ruiva levantou de seu lugar, tomando o canudo conhecido da pequena mesa à frente dos professores, deu a volta e abraçou o , feliz com a conquista dele. Os braços já muito conhecidos contornaram sua cintura e a vontade de beijá-lo foi interrompida com um pigarro do reitor atrás de si. Desejou sucesso ao aluno e entregou o objeto na mão do namorado, que ergueu ao alto, sendo acompanhado por mais aplausos e gritos das amigas da Uzumaki.
— Isso, garoto! — comemorou com o telefone em mãos, claramente haviam gravado todos os momentos.
— Agora é hora da comemoração. — abraçou . — Vamos pra boate do Shika!
[...]
e desceram do Uber e se entreolharam, faziam alguns anos que não pisavam naquela mansão e por eles passariam três vidas inteiras sem voltar ali. caminhou lentamente atrás do irmão, que tomou a frente e apertou a campainha.
— ! — sorriu e deu espaço para o filho passar. — ! Como estão meus filhos?
— Bem — respondeu friamente e continuou andando.
— está na sala de estar, ainda lembram onde é?
— Sim, . — seguiu em frente com o irmão em seu encalço. — — disse assim que viu seu pai sentado em uma poltrona, mexendo no celular e bebendo whisky.
— Olá, meninos. Sentem-se, o jantar daqui a pouco deve estar pronto. Aceitam whisky ou um dos dois está dirigindo?
— Duplo, por favor. — sentou na poltrona mais longe possível de seu pai, e pensou que se fosse para aturar aquilo, que fosse alcoolizado. — Obrigado — agradeceu ao ter o copo em mãos, e fez o mesmo.
A conversa seguiu desajeitada e com vários momentos de um silêncio ensurdecedor e incômodo. tentava apaziguar a situação, e quase não abria a boca, afinal, só queria sair dali correndo e nunca mais voltar. Depois de alguns minutos, chamou os filhos e o marido para sentar à mesa, que estava posta de maneira milimetricamente calculada, afinal, a não gostava de nada que não fosse perfeito.
Os empregados serviram os pratos e apenas olhava aquela cena ridiculamente teatral, que estava lhe deixando enjoado.
— Pedi para prepararem o prato preferido de vocês, espero que gostem — disse, sorridente. — Lembra, , os meninos corriam para a mesa quando eu os chamava.
— Como esquecer, querida? — sorriu para a esposa. — E vocês? Como estão se virando?
— Me formei em engenharia com a ajuda do tio Madara e hoje tenho minha própria construtora.
— Pediu ajuda ao seu tio? Uchihas não pedem ajuda, . — O homem falou de maneira arrogante e bebericou o vinho que foi servido em sua taça. cerrou o punho em cima da mesa e olhou para ele com um pedido mudo que se acalmasse. — Deveria saber que tudo que construímos é com nosso sangue.
— Ah, ele sabe bem. — se pronunciou e viu tensionar o maxilar.
— E você, filho? Ainda continua com seu hobby? — perguntou.
— É meu trabalho agora.
— Interessante.
— Consegue se sustentar tirando fotos? — questionou, com a sobrancelha arqueada.
— Não só me sustento como tenho bastante dinheiro, o suficiente para sustentar até meus bisnetos. — sorriu presunçoso; estava irritado, mas não podia perder a oportunidade de jogar na cara dos seus pais que se virou muito bem sem eles.
— Seu nome deve ter ajudado a abrir portas, 'hun? — Seu pai falou, arrogante.
— Não uso o sobrenome de vocês desde que saí dessa casa. — sentiu raiva e ia refutar, porém seu celular tocou, piscando na tela um S.H a vista de todos e ele logo pegou o aparelho.
— Preciso atender, com licença. — Levantou da mesa e foi em direção ao escritório, mas não antes de ouvir o início da ligação: — Sim, bae.
— Então, , onde trabalha? — perguntou, tirando-o de seus pensamentos que quase nublaram.
— Em uma agência de modelos. — Não queria entregar demais, e a Stars Model era apenas uma das muitas agências da cidade.
— Formidável, me diga qual, talvez conheça o dono e você poderia fazer as fotos da empresa, o que acha?
— já tem trabalhos demais, , não precisa de indicação.
— Bom, não venham como dois bebês chorando depois, só estamos tentando ajudar. — A matriarca tomou de seu vinho com uma calma que fazia ambos os filhos sentirem o ódio correr pelo corpo. — Não entendo essa mania de perseguição, somos seus pais, queremos o melhor para vocês.
— Imagino. — deixou a comida praticamente intocada no prato. Estava farto do lugar, da conversa e, pior ainda, da companhia.
voltou sorrindo e deu um beijo no rosto da esposa, fazendo os filhos se olharem no mesmo instante, desconfiados. Pelo que sabiam, S.H poderia ser uma pessoa escondida em um galpão a quilômetros, pronto para dar as ordens a capangas disfarçados de empregados que levariam os irmãos em cativeiro até que os dois enfiassem de uma vez na cabeça de e que o que era bom no mundo, tinha o sobrenome .
— , poderia fazer as fotos da campanha de fim de ano, não é mesmo?
— Sim, querida, seria incrível para a marca ter a família unida.
— Então era sobre isso? — O mais velho deixou as mãos na mesa e sorriu ladino para o casal à sua frente. — Esse interesse todo é pela marca?
— Claro que não, querido. — A falsa preocupação da mulher era de amedrontar. era uma excelente atriz. — Estamos apenas tentando melhorar tudo para todos.
— O fim do ano se aproxima, garotos, nada melhor que uma foto da nossa linda família nas campanhas.
— É incrível como vocês não vêem a diferença entre a empresa e a família. — O mais novo negou mudo, suspirando para não voar no próprio pai. Levantou-se, pronto para fugir outra vez. — Essa é a raiz de todo o problema. Não somos contratos, empregados ou peças no jogo multimilionário de vocês, somos seus filhos.
também ergueu-se da mesa, deixando o guardanapo em cima.
— E infelizmente isso não podemos controlar — agradeceu, curvando-se moderadamente e puxou o braço do irmão. — Vamos, .
Tomaram o caminho da saída sem ouvir mais qualquer coisa que o casal dizia. Estavam cheios de uma noite que não foi longa, porém havia cobrado demais. O mais velho sacou o aparelho do bolso e digitou rapidamente algumas vezes a caminho do ponto mais próximo; não pararam um segundo sequer na propriedade dos pais, nem daria tempo para os mais velhos sugarem mais um pouco de suas energias.
— Chamou o carro? — encostou no ponto de ônibus, esperando do irmão a salvação para seu afogamento emocional.
— Sim e falei com , preciso vê-la essa noite.
— Não prometemos acalmar os ânimos antes de vê-las?
— , eu sei o que eu disse, mas posso me dar ao luxo de me enterrar na minha garota para esquecer a merda da minha vida? — O carro parou perto do , que abriu a porta traseira para que o irmão entrasse. — O que é, não vai fazer o mesmo?
— Certo, vamos…
[...]
— Toma. — Distribuiu mais uma rodada aos amigos e ergueu os copos, brindando as novas conquistas. Fizeram a pose de sempre, com o moreno fotografando tudo e voltaram sua atenção para as conversas que seguiam animadas. — E aí, Shika, como ficou? — pegou o telefone da mão do amigo, sorrindo pela foto perfeita que certamente ia para todos os seus perfis nas redes.
— Algo mais que eu possa fazer por você, gatinha? — A mão em seu quadril nunca havia incomodado tanto a loira como agora.
— Na verdade não, Shika, está tudo perfeito.
— É, Nara, ela está namorando. — sorriu para o dono da boate, afastando-o da amiga.
agradeceu a , que voltou sorridente acompanhada de um moreno que havia dito que não poderia aparecer naquela noite. não cumprimentou ninguém, como nunca havia feito, simplesmente passou pela roda de amigos em direção a , pegando seu rosto e beijando sua boca com pressa. Suas curvas foram apertadas no guarda corpo atrás de si e, mesmo surpresa, a loira tratou de retribuir de forma animada como ele.
deixou os lábios vermelhos ofegantes, mantendo suas testas coladas e os olhos escuros fechados. Não havia muitas coisas que a loira sabia sobre o moreno, porém aquilo parecia necessidade, não de qualquer coisa, dela, para que ele pudesse viver.
— O que houve? — Suas unhas roçaram a nuca do , que sorriu finalmente olhando em seus olhos. — Precisa de algo?
— De você… — Puxou a mão de e tomou a frente em uma direção que ela conhecia bem. Passou pela mesa deixando a bebida e sorriu para os rostos boquiabertos das amigas.
— Alguém sabe o que aconteceu aqui? — olhou ao redor e ninguém parecia ter resposta para a pergunta. Reparando que atrás de si, e estavam igual ou pior que o casal que acabara de sair. — O momento de ir ao banheiro é agora, daqui a pouco as cabines estarão ocupadas. — Olhou para a namorada, que sorriu largo.
No banheiro feminino, fechou a porta atrás de si, mantendo os lábios colados nos de . Virou sua garota, abaixando lentamente enquanto espalhava mordidas por toda a coluna da , que mantinha o punho em sua boca, tentando conter a vontade de gritar. Mordeu mais forte a carne macia da bunda da loira, sugando por cima da calcinha, e afastou com a língua o tecido fino, lambendo toda a parte úmida escondida pela renda escura.
— …
rebolou na língua do , que infelizmente tinha pressa, porém aquela estava longe de ser a última vez que se deliciaria com a loira. Subiu, baixando rapidamente a própria calça enquanto a loira olhava para trás, ofegante; vestiu o preservativo que andava sempre consigo e investiu na , mantendo uma das pernas da loira amparada ao braço. Colocou-a mais perto de uma das divisórias e empinou-se para si.
Aquela mulher acabaria consigo, certamente tinha mais pressa que ele, e isso era suficiente para que seu tesão aumentasse. Entrou com força sentindo a garota rebolar gostoso em seu pau, apertou as mãos na pele clara e mais uma vez investiu dentro da loira, que não continha mais seus gemidos abafados precariamente pela música alta. Sentiu o corpo de tremer poucos minutos após aplicar um pouco mais de pressão e pediu mudo para que ela virasse. Tomou-a em seu colo encaixando-se mais uma vez e olhou nos olhos azuis.
— Quero vê-la gozar olhando para mim. — A prendeu contra a porta e empurrou o quadril contra a loira, que mordia seu pescoço.
sentia cada parte de seu corpo relaxar com os gemidos de , a respiração ofegante, os pequenos tremores e as marcas que deixava em sua garota, provavam ao que nem tudo em sua vida estava fodido. Sentiu-se apertado pelo canal quente da e, na mais relaxante das vezes, derramou-se nela.
e liam o papel que a loira havia conseguido na cerimônia anterior de conclusão da pós, que para a Sabaku durou tempo demais. As luzes do local baixaram e o professor que tomou o palco pediu silêncio calmamente. bloqueou o aparelho e, como as outras, deu a devida atenção ao último evento da noite.
— Na próxima, peça à universidade para fazer em noites separadas. — A comentou com , que riu.
— Quando eu for reitora, lembrarei disso — disse ao sair do lugar ao lado das amigas e ir em direção ao palco, tomando a fila de colegas que acompanhariam a colação.
— Há uma cerimônia para isso? — se curvou no próprio lugar para mirar os olhos da Sabaku.
— Não é aberta, eu acho, mas isso não importa.
— Importa sim, vamos à boate depois disso! Não podemos ficar sem comemorar nada.
— , é a merda de uma cerimônia hipotética, não surta! — sussurrou um pouco mais alto, atraindo a atenção das pessoas ao redor, que pediram silêncio ao grupo.
Calmamente o corpo docente subiu ao palco, tomando seus lugares junto a ruiva. Os alunos foram chamados um por um, como de costume, por ordem alfabética. De longe via que as amigas tentavam prestar atenção nos discursos e nos jovens animados demais, vestidos com uma beca azul escura. Infelizmente não poderia comemorar da forma que queria ali a grande conquista do , que subia sorridente os três degraus que o levavam ao palco. Suas amigas se colocaram de pé e, como na festa feita pela formação de , aos gritos felicitaram seu namorado, que coçou a nuca sem jeito.
Recebendo os olhares atravessados dos demais convidados, esperou que as meninas se sentassem e deixassem de gritar por . A ruiva levantou de seu lugar, tomando o canudo conhecido da pequena mesa à frente dos professores, deu a volta e abraçou o , feliz com a conquista dele. Os braços já muito conhecidos contornaram sua cintura e a vontade de beijá-lo foi interrompida com um pigarro do reitor atrás de si. Desejou sucesso ao aluno e entregou o objeto na mão do namorado, que ergueu ao alto, sendo acompanhado por mais aplausos e gritos das amigas da Uzumaki.
— Isso, garoto! — comemorou com o telefone em mãos, claramente haviam gravado todos os momentos.
— Agora é hora da comemoração. — abraçou . — Vamos pra boate do Shika!
[...]
e desceram do Uber e se entreolharam, faziam alguns anos que não pisavam naquela mansão e por eles passariam três vidas inteiras sem voltar ali. caminhou lentamente atrás do irmão, que tomou a frente e apertou a campainha.
— ! — sorriu e deu espaço para o filho passar. — ! Como estão meus filhos?
— Bem — respondeu friamente e continuou andando.
— está na sala de estar, ainda lembram onde é?
— Sim, . — seguiu em frente com o irmão em seu encalço. — — disse assim que viu seu pai sentado em uma poltrona, mexendo no celular e bebendo whisky.
— Olá, meninos. Sentem-se, o jantar daqui a pouco deve estar pronto. Aceitam whisky ou um dos dois está dirigindo?
— Duplo, por favor. — sentou na poltrona mais longe possível de seu pai, e pensou que se fosse para aturar aquilo, que fosse alcoolizado. — Obrigado — agradeceu ao ter o copo em mãos, e fez o mesmo.
A conversa seguiu desajeitada e com vários momentos de um silêncio ensurdecedor e incômodo. tentava apaziguar a situação, e quase não abria a boca, afinal, só queria sair dali correndo e nunca mais voltar. Depois de alguns minutos, chamou os filhos e o marido para sentar à mesa, que estava posta de maneira milimetricamente calculada, afinal, a não gostava de nada que não fosse perfeito.
Os empregados serviram os pratos e apenas olhava aquela cena ridiculamente teatral, que estava lhe deixando enjoado.
— Pedi para prepararem o prato preferido de vocês, espero que gostem — disse, sorridente. — Lembra, , os meninos corriam para a mesa quando eu os chamava.
— Como esquecer, querida? — sorriu para a esposa. — E vocês? Como estão se virando?
— Me formei em engenharia com a ajuda do tio Madara e hoje tenho minha própria construtora.
— Pediu ajuda ao seu tio? Uchihas não pedem ajuda, . — O homem falou de maneira arrogante e bebericou o vinho que foi servido em sua taça. cerrou o punho em cima da mesa e olhou para ele com um pedido mudo que se acalmasse. — Deveria saber que tudo que construímos é com nosso sangue.
— Ah, ele sabe bem. — se pronunciou e viu tensionar o maxilar.
— E você, filho? Ainda continua com seu hobby? — perguntou.
— É meu trabalho agora.
— Interessante.
— Consegue se sustentar tirando fotos? — questionou, com a sobrancelha arqueada.
— Não só me sustento como tenho bastante dinheiro, o suficiente para sustentar até meus bisnetos. — sorriu presunçoso; estava irritado, mas não podia perder a oportunidade de jogar na cara dos seus pais que se virou muito bem sem eles.
— Seu nome deve ter ajudado a abrir portas, 'hun? — Seu pai falou, arrogante.
— Não uso o sobrenome de vocês desde que saí dessa casa. — sentiu raiva e ia refutar, porém seu celular tocou, piscando na tela um S.H a vista de todos e ele logo pegou o aparelho.
— Preciso atender, com licença. — Levantou da mesa e foi em direção ao escritório, mas não antes de ouvir o início da ligação: — Sim, bae.
— Então, , onde trabalha? — perguntou, tirando-o de seus pensamentos que quase nublaram.
— Em uma agência de modelos. — Não queria entregar demais, e a Stars Model era apenas uma das muitas agências da cidade.
— Formidável, me diga qual, talvez conheça o dono e você poderia fazer as fotos da empresa, o que acha?
— já tem trabalhos demais, , não precisa de indicação.
— Bom, não venham como dois bebês chorando depois, só estamos tentando ajudar. — A matriarca tomou de seu vinho com uma calma que fazia ambos os filhos sentirem o ódio correr pelo corpo. — Não entendo essa mania de perseguição, somos seus pais, queremos o melhor para vocês.
— Imagino. — deixou a comida praticamente intocada no prato. Estava farto do lugar, da conversa e, pior ainda, da companhia.
voltou sorrindo e deu um beijo no rosto da esposa, fazendo os filhos se olharem no mesmo instante, desconfiados. Pelo que sabiam, S.H poderia ser uma pessoa escondida em um galpão a quilômetros, pronto para dar as ordens a capangas disfarçados de empregados que levariam os irmãos em cativeiro até que os dois enfiassem de uma vez na cabeça de e que o que era bom no mundo, tinha o sobrenome .
— , poderia fazer as fotos da campanha de fim de ano, não é mesmo?
— Sim, querida, seria incrível para a marca ter a família unida.
— Então era sobre isso? — O mais velho deixou as mãos na mesa e sorriu ladino para o casal à sua frente. — Esse interesse todo é pela marca?
— Claro que não, querido. — A falsa preocupação da mulher era de amedrontar. era uma excelente atriz. — Estamos apenas tentando melhorar tudo para todos.
— O fim do ano se aproxima, garotos, nada melhor que uma foto da nossa linda família nas campanhas.
— É incrível como vocês não vêem a diferença entre a empresa e a família. — O mais novo negou mudo, suspirando para não voar no próprio pai. Levantou-se, pronto para fugir outra vez. — Essa é a raiz de todo o problema. Não somos contratos, empregados ou peças no jogo multimilionário de vocês, somos seus filhos.
também ergueu-se da mesa, deixando o guardanapo em cima.
— E infelizmente isso não podemos controlar — agradeceu, curvando-se moderadamente e puxou o braço do irmão. — Vamos, .
Tomaram o caminho da saída sem ouvir mais qualquer coisa que o casal dizia. Estavam cheios de uma noite que não foi longa, porém havia cobrado demais. O mais velho sacou o aparelho do bolso e digitou rapidamente algumas vezes a caminho do ponto mais próximo; não pararam um segundo sequer na propriedade dos pais, nem daria tempo para os mais velhos sugarem mais um pouco de suas energias.
— Chamou o carro? — encostou no ponto de ônibus, esperando do irmão a salvação para seu afogamento emocional.
— Sim e falei com , preciso vê-la essa noite.
— Não prometemos acalmar os ânimos antes de vê-las?
— , eu sei o que eu disse, mas posso me dar ao luxo de me enterrar na minha garota para esquecer a merda da minha vida? — O carro parou perto do , que abriu a porta traseira para que o irmão entrasse. — O que é, não vai fazer o mesmo?
— Certo, vamos…
[...]
— Toma. — Distribuiu mais uma rodada aos amigos e ergueu os copos, brindando as novas conquistas. Fizeram a pose de sempre, com o moreno fotografando tudo e voltaram sua atenção para as conversas que seguiam animadas. — E aí, Shika, como ficou? — pegou o telefone da mão do amigo, sorrindo pela foto perfeita que certamente ia para todos os seus perfis nas redes.
— Algo mais que eu possa fazer por você, gatinha? — A mão em seu quadril nunca havia incomodado tanto a loira como agora.
— Na verdade não, Shika, está tudo perfeito.
— É, Nara, ela está namorando. — sorriu para o dono da boate, afastando-o da amiga.
agradeceu a , que voltou sorridente acompanhada de um moreno que havia dito que não poderia aparecer naquela noite. não cumprimentou ninguém, como nunca havia feito, simplesmente passou pela roda de amigos em direção a , pegando seu rosto e beijando sua boca com pressa. Suas curvas foram apertadas no guarda corpo atrás de si e, mesmo surpresa, a loira tratou de retribuir de forma animada como ele.
deixou os lábios vermelhos ofegantes, mantendo suas testas coladas e os olhos escuros fechados. Não havia muitas coisas que a loira sabia sobre o moreno, porém aquilo parecia necessidade, não de qualquer coisa, dela, para que ele pudesse viver.
— O que houve? — Suas unhas roçaram a nuca do , que sorriu finalmente olhando em seus olhos. — Precisa de algo?
— De você… — Puxou a mão de e tomou a frente em uma direção que ela conhecia bem. Passou pela mesa deixando a bebida e sorriu para os rostos boquiabertos das amigas.
— Alguém sabe o que aconteceu aqui? — olhou ao redor e ninguém parecia ter resposta para a pergunta. Reparando que atrás de si, e estavam igual ou pior que o casal que acabara de sair. — O momento de ir ao banheiro é agora, daqui a pouco as cabines estarão ocupadas. — Olhou para a namorada, que sorriu largo.
No banheiro feminino, fechou a porta atrás de si, mantendo os lábios colados nos de . Virou sua garota, abaixando lentamente enquanto espalhava mordidas por toda a coluna da , que mantinha o punho em sua boca, tentando conter a vontade de gritar. Mordeu mais forte a carne macia da bunda da loira, sugando por cima da calcinha, e afastou com a língua o tecido fino, lambendo toda a parte úmida escondida pela renda escura.
— …
rebolou na língua do , que infelizmente tinha pressa, porém aquela estava longe de ser a última vez que se deliciaria com a loira. Subiu, baixando rapidamente a própria calça enquanto a loira olhava para trás, ofegante; vestiu o preservativo que andava sempre consigo e investiu na , mantendo uma das pernas da loira amparada ao braço. Colocou-a mais perto de uma das divisórias e empinou-se para si.
Aquela mulher acabaria consigo, certamente tinha mais pressa que ele, e isso era suficiente para que seu tesão aumentasse. Entrou com força sentindo a garota rebolar gostoso em seu pau, apertou as mãos na pele clara e mais uma vez investiu dentro da loira, que não continha mais seus gemidos abafados precariamente pela música alta. Sentiu o corpo de tremer poucos minutos após aplicar um pouco mais de pressão e pediu mudo para que ela virasse. Tomou-a em seu colo encaixando-se mais uma vez e olhou nos olhos azuis.
— Quero vê-la gozar olhando para mim. — A prendeu contra a porta e empurrou o quadril contra a loira, que mordia seu pescoço.
sentia cada parte de seu corpo relaxar com os gemidos de , a respiração ofegante, os pequenos tremores e as marcas que deixava em sua garota, provavam ao que nem tudo em sua vida estava fodido. Sentiu-se apertado pelo canal quente da e, na mais relaxante das vezes, derramou-se nela.