Uma semana tinha se passado, desde o dia em que e tinham descoberto que eram vizinhos. Desde então, não pararam de se falar. Sempre que podia, ia ver em seu intervalo na cafeteria ou ela o esperava chegar do estúdio e jantavam juntos. Sempre trocavam mensagens para se conhecer melhor. Depois de alguns dias, era como se se conhecessem a vida toda.
já havia tido muitas pessoas em sua vida, mas nunca sentiu uma conexão tão forte e instantânea quanto foi com .
E o mesmo acontecia com ela. havia se fechado para o mundo e as pessoas há um tempo, mas quando viu com seu cabelo vermelho bagunçado, sentado na cafeteria, sabia que ele não era como os outros.
Ambos sentiam que podiam ser eles mesmo quando estavam juntos, não precisavam se preocupar se seriam julgados, nem nada do tipo.
Era sexta, e mandara uma mensagem para no meio da tarde, dizendo que os amigos dela iriam a uma festa naquela noite e queria que ele fosse. não costumava ir a festas, mas com a , ele estava disposto a tentar.
*
Após sair mais cedo do estúdio, foi até seu apartamento, tomou um banho rápido e se arrumou.
Foi até o apartamento ao lado e bateu na porta, sendo recebido por uma sorridente. Ela estava linda, usava um vestido preto justo, uma jaqueta de couro e um coturno preto.
— Nossa, você está linda — ele disse, sorrindo.
— Deixa de ser exagerado. — Ela riu, sem graça, trancando a porta. — Vamos?
– Sim, senhora. — Eles caminharam lado a lado até o elevador, enquanto esperavam em um silêncio um pouco constrangedor, entrelaçou seus dedos nos de , ele olhou suas mãos entrelaçadas e depois subiu o olhar até o rosto da mulher, que sorria. Ele depositou um beijo em sua bochecha e sairam do prédio, à procura de um táxi.
Assim que desceram do carro, puderam ouvir a música distante, provavelmente vinda de dentro da casa. Caminharam, passando por algumas pessoas que não conheciam, até finalmente entrarem na casa. Não era um lugar muito grande, grupos de pessoas se amontoaram em todos os cantos, casais se pegando nos cantos já podiam ser avistados.
Os dois caminharam de mãos dadas até a cozinha, onde encontrou seu amigo, dono da festa, e pegou duas cervejas para os dois.
, que geralmente era mais extrovertido e brincalhão, agora se encontrava tímido e mais quieto. Ele se sentia um pouco desconfortável com multidões em lugares fechados, a não ser que fosse em shows, isso ele amava.
— Tá’ tudo bem, ? — perguntou, baixo, perto de seu ouvido.
— Tudo sim, só preciso de mais cerveja. — Ele riu e ela pegou outra, o entregando.
— Quer ir lá pra fora? Tem uma galera no quintal também.
— Claro, seria ótimo. — Ele sorriu, sendo puxado por ela.
No quintal, mais grupos de pessoas estavam espalhados, a música ainda dava para ser ouvida de lá.
se encostou na parede e acendeu um cigarro, parou ao seu lado.
— Então quer dizer que você não é muito fã de festas? — Ela puxou o assunto.
— Não muito, mas quando a companhia vale a pena, tudo vale o esforço. — Ele piscou para ela, que deu risada.
— Bom saber… — Ela pegou o cigarro da mão de e deu uma longa tragada, soltando a fumaça para o alto.
– Essa não… — pensou alto, mas aquilo não deveria ter sido audível.
— O que foi? Aconteceu alguma coisa? — Ela o olhou, preocupada.
— Aconteceu… você fica mais sexy ainda fumando o cigarro roubado da minha mão. — Ela deu uma gargalhada, dando outra tragada no cigarro.
— Você é mesmo um bobo . – Ela balançou a cabeça, devolvendo o cigarro.
— Posso até ser bobo, mas o que eu digo é verdade. — Ele deu de ombros, terminando o cigarro.
— Tudo bem senhor honesto, vem, vamos dançar. — Ela o puxou, antes de receber uma resposta.
— , eu não sei dançar. — Ele deu risada.
— É só me acompanhar e seguir o ritmo, acredito que você entenda, certo?
— Sim, mas não de dança, apenas de música.
— É só ouvir a batida e deixar seu corpo te guiar, vai, pelo menos tenta!
Eles estavam perto de onde haviam estabelecido uma "pista de dança". se movimenta no ritmo da música de olhos fechados. a olhava com um sorriso bobo nos olhos, se movendo muito pouco no ritmo da música.
Assim que ela abriu os olhos, ele começou a fazer passos de danças bregas e bobos, o que resultou nos dois gargalhando. Era isso o que ela mais gostava em estar com , ele sempre a fazia rir.
guiou as mãos de até sua cintura e passou seus braços pelos ombros dele, o puxando mais para perto.
Os dois dançavam juntos com as testas encostadas, enquanto todos à sua volta dançavam animados e alguns loucamente.
a puxou mais pra perto, logo selando seus lábios em um beijo, era lento, mas intenso. As mãos de acariciavam sua nuca, o fazendo arrepiar. Ela terminou o beijo com uma leve mordida no lábio de , que deu um sorriso malicioso.
— Quer sair daqui? — ela sussurrou em seu ouvido.
— Quero. — Ele a puxou para fora da casa e pediu um Uber.
Logo o carro chegou, sentou com as pernas cruzadas, deixando mais de sua coxa à mostra, deslizou sua mão, depositando um pouco abaixo do joelho de , ela colocou sua mão por cima da dele e encostou a cabeça em seu ombro.
Não demorou muito para que estivessem em seu prédio. Seguiram até o elevador, assim que a porta fechou, puxou pela gola da camisa, selando seus lábios.
O beijo era intenso e o impulso o fez a segurar firmemente pela cintura, colando seus corpos.
Assim que as portas abriram, o puxou ainda pela camisa até a porta do apartamento de , e ficou o olhando, esperando abrir a porta.
Demorou um tempo para achar as chaves nos bolsos das calças, logo, ele abriu a porta e os dois entraram.
— Quer tomar alguma coisa? Comer, sei lá? — perguntou, tirando a jaqueta.
— , eu sei que você é um homem muito fofo, simpático e respeitoso. Mas já tá na hora de me mostrar seu outro lado, não acha? — Ela perguntou, olhando-o enquanto tirava sua jaqueta.
— Que outro lado você quer conhecer? — ele perguntou, caminhando até ela.
— Cala essa boca e me beija. — Ela deu risada, puxando-o novamente pela camisa.
a agarrou pela cintura, prensando-a entre seu corpo e a parede. passou os braços pelo seu pescoço, pegando impulso e entrelaçando as pernas ao redor da cintura de .
Ele deslizou as mãos pelas coxas da mulher, fazendo seu vestido levantar mais e as apertou com força. Desceu os beijos, passando pelo maxilar de até finalmente chegar em seu pescoço, depositando ali um leve chupão, que com certeza deixaria uma marca.
Ele a segurou firme, a levando até a cama. desceu de seu colo, ficando em pé à sua frente. O empurrou para que se sentasse na cama. Ela deu um sorriso ladino e tirou lentamente seu vestido, revelando mais tatuagens e a lingerie preta toda de renda. apenas observava, mordendo o lábio inferior.
Ela se sentou em seu colo, tirando sua camisa, a jogando para onde havia jogado seu vestido, há segundos atrás. Fez uma trilha de beijos por todo o caminho do queixo até o peito de . O empurrou na cama e voltou a beijá-lo intensamente. deslizou suas mãos pelo corpo macio da mulher, encontrando finalmente o fecho de seu sutiã, o tirando rapidamente, e logo em seguida, dando um impulso para que invertessem as posições.
sorriu com essa ação e o observou. deu uma leve mordida no lábio inferior de , o puxando e soltando lentamente. Ela tentou iniciar um beijo, mas ele se afastou. Sorriu para a mulher e deu um beijo em seu colo. Logo sua boca estava sugando um de seus seios enquanto sua mão massageava o outro. deixou um gemido baixo escapar.
Passou a dar a devida atenção ao outro seio enquanto sua mão livre deslizava pela barriga de , passando por baixo de sua calcinha, até chegar em sua intimidade, onde começou a fazer movimentos circulares com os dedos bem devagar, a mulher arqueou as costas e cravou as unhas em seu braço, reagindo ao toque.
uniu seus lábios aos de sem parar com os movimentos da mão, a mulher soltava gemidos abafados por entre o beijo cada vez mais intenso. Quando ela arqueou mais o corpo, ele parou os movimentos, levantou e tirou sua calcinha, enquanto ela o observava.
— Tira — ela disse, ainda com a respiração ofegante, apontando para as calças do rapaz,que até agora estavam apenas com os botões abertos.
Ele tirou não apenas a calça, mas sua boxer junto, seu corpo pedia pelo dela. Voltou a ficar por cima de , que o puxou para um beijo ainda mais intenso, uma de duas pernas entrelaçou na cintura de , fazendo seus corpos ficarem mais pertos, o contato de pele com pele fez o corpo de ambos arrepiar.
guiou o membro de até sua intimidade, com um movimento lento, ele a penetrou com cuidado, a fazendo soltar um gemido baixo, mas longo.
Ele começou a se movimentar devagar, ela cravou suas unhas nas costas do homem, o puxando mais para perto, movimentando o quadril no mesmo ritmo que , fazendo-o soltar um suspiro pesado em seu pescoço.
empurrou para se deitar ao seu lado na cama, ficando por cima dele desta vez, o encaixou em si novamente e iniciou uma cavalgada em ritmo rápido, que fez soltar um gemido baixo e agarrar com força sua cintura.
Ele se sentou, abraçando pela cintura, ajudando-a com os movimentos. Sua língua circulava um dos mamilos da mulher enquanto sua mão livre massageava o outro seio. Ela agarrou seus cabelos com as duas mãos, jogou sua cabeça para trás, fechando os olhos e apenas sentindo cada sentimento do seu corpo, que era tocado por .
acelerou o ritmo de seus movimentos e ambos arfaram, agarrou a bunda de , guiando seus movimentos. As unhas da mulher deslizaram pelas costas brancas do rapaz, deixando ali suas marcas enquanto ele soltava um gemido baixinho, próximo ao seu ouvido.
deslizou uma das mãos até a intimidade de , à procura do ponto certo, começou a fazer movimentos circulares com os dedos e ela cravou mais forte as unhas em seus ombros, o que indicava que estava no lugar certo.
O corpo de já começava a tremer, mas ela não diminuia os movimentos, se segurou firme nos ombros de enquanto sentia os tremores do orgasmo percorrer por todo seu corpo, soltando um longo gemido em seguida.
Continuou com os movimentos até que chegasse ao seu ápice, o que não demorou muito, e então ela permitiu que seu corpo se soltasse em cima do dele, que por sua vez, se jogou na cama.
Ficaram por um tempo abraçados, até que suas respirações se normalizassem.
— Eu sabia que o bom menino só existia até um certo porto — ela disse, baixinho, o fazendo rir.
— Posso ser um bom menino, mas jamais faria um serviço mal feito, se é que me entende. — Ele riu e puxou a coberta em cima dos dois.
Não demorou muito para o sono chegar, adormeceram os dois abraçados um ao outro.