Capítulo 17
- Não mesmo! – Jemma disse, rindo. – Hoje é treino extra, não vou me desgastar por isso. Está chovendo.
- Nos vemos depois, então? Eu preciso de presença pelo menos. – Ele disse, coçando a nuca.
- Claro! Vamos sair hoje à noite? – Ela perguntou.
- É, claro! Eu te encontro na sua casa depois do treino. – Ele disse.
- Combinado. – Ela sorriu e eles trocaram um rápido selinho antes de se afastarem.
- Tchau! – Ele acenou e saiu para a parte externa da escola.
A chuva fina caía frequente e, juntando com o nublado, deixava um frio péssimo no meio de junho. O garoto apertou o casaco contra o corpo e correu em direção à quadra poliesportiva do colégio, pulando as poças maiores. Seus cabelos abaixaram instantaneamente, cobrindo parte dos olhos. Ele chegou na quadra, vendo a professora dando atenção para quatro alunos de tênis e viu poucos alunos esperando nas arquibancadas.
Ele ouviu passos rápidos pelas pedras que cobriam as ruas e virou o rosto, identificando descendo correndo, com a mochila nas costas e o taco de cricket na mão. O garoto suspirou longamente, eles não se falavam há duas semanas e isso era uma eternidade para ambos. Eles se conheciam desde antes dos três anos, ele faria 15 em alguns dias e ela em outubro.
Ele ainda estava confuso pelos motivos que brigaram. Ele sabia que e Jemma nunca se deram, os gostos de ambas sempre foram muito diferentes, tanto que o garoto escondeu sua paixonite por Jemma por um tempo, mas ele não era ninguém sem , até o pessoal em casa falava como ele ficava chato sem ela.
Ele também sabia que, se quisesse manter a amizade com a amiga, precisava dar o braço a torcer. sempre foi mais cabeça quente entre os dois, já Daniel tentava não revidar algumas coisas para ela, pois sabia que ela não fazia por mal. Era quase como a amizade perfeita. Então, literalmente entre a cruz e a espada, ele respirou fundo e esperou que a voz saísse com firmeza.
- ... – Ele a chamou e o olhar da menina apareceu por baixo do capuz do casaco.
- Ah, o que você quer? – Ela disse, apoiando o taco no ombro e o garoto engoliu em seco. Talvez não fosse a melhor hora para falar com ela.
- Conversar com você. – Ele disse e ela suspirou.
- Não estou no clima, Daniel! Me erra, vai! – Ela disse, dando alguns passos, mas o garoto correu para ficar em sua frente, impedindo que ela passasse.
- Por favor. – Ele disse, desviando o rosto do taco. – Eu estou me sentindo mal, eu sinto sua falta. – Ele suspirou. – Não dá para gente se ajeitar?
- Bem, você fez sua escolha. Eu fiz a minha. – Ela deu de ombros, ameaçando andar e ele a segurou de novo. – Daniel. – Ela disse firme.
- Eu não vou sair daqui. – Ele disse firme. – Mesmo se você bater em mim. – Ele olhava para o taco. Se ela fizesse um movimento, talvez tirasse a orelha dele fora.
- Eu não vou te bater. – Ela desviou o taco do ombro, apoiando-o no chão e ele a olhou sugestivamente. – Ok, não vou te bater mais. – Ela suspirou. – Mas não vou mais falar disso. Você escolheu, então eu escolho.
- O que está dizendo? Que não podemos mais ser amigos porque estou a namorando?
- Ah, vocês estão namorando agora? Uau! – Ela disse sarcasticamente. – Essa foi rápida! – Ela tentou desviar os pés e ele fez o mesmo. – Manda um oi para senhora Godzilla e cuidado para não se tornar um babaca como ela. – Ela desviou de novo e ele fez o mesmo. – Eu juro, Daniel, se você não sair da minha frente, aí sim eu vou usar meu taco e esse é o velho, além da marca, você vai ficar três dias tirando farpa do seu rosto.
- Você pode fazer o que quiser, eu não vou sair daqui até você me dar uma nova chance. – Ele suspirou. – Eu sei que ela não era legal contigo quando a gente era mais novo, mas você também provocava.
- Como eu provocava? – Ela disse firme. – Eu tinha problemas de crescimento e gosto de esportes, que tipo de direito isso dava para ela? – Ele suspirou, sem resposta. – Você pode falar o que quiser, eu não gosto dela e nunca vou gostar. E eu não vou fingir ser amiguinha dela só porque você está a namorando. – Ela suspirou. – Ela é interesseira e cruel, não sei como alguém como você pode querer ser namorado dela. – Ele suspirou. – Mas agora eu cresci, em todo sentido da palavra, não vou ficar quieta enquanto ela fica provocando os mais novos ou achando que o mundo gira em torno do umbigo dela.
- Eu gosto dela, . – Ele suspirou. – E como minha amiga, você deveria me apoiar.
- É, eu gostava do Toby também. – Ela pressionou os lábios. – Ele realmente te fez chorar aquele dia e eu o afastei de mim, porque é isso o que amigos fazem. – Ela suspirou. – Mas pelo jeito só funciona de um lado, porque perdi as contas de quantas vezes aquela idiota me fez chorar. – Ela respirou fundo. – Muitas pessoas me fizeram chorar, Daniel, só não achava que você seria uma delas. – Isso tocou fundo no garoto, fazendo-o engolir em seco.
- Deixa eu mostrar para você que eu não mudei, . Eu ainda sou o Danny de sempre. – Ele suspirou. – Eu não vou deixá-la fazer mais essas brincadeiras contigo, mas eu estou feliz... – Ela pressionou os lábios. – Por favor, posso fazer essas duas coisas funcionar, vai. Eu não quero perder você. Você é minha amiga mais antiga. Minha melhor amiga. – Ela suspirou.
- ADDAMS! – Ambos viraram o rosto para a quadra onde a professora chamava o time feminino de cricket. – VEM!
- Por favor... – Danny pediu.
- JÁ VOU! – gritou de volta, voltando a olhar para ele. – Você tem uma chance, Daniel.
- Isso! – Ele movimentou o braço, animado.
- Não comemore ainda. Você está em condicional. – Ele riu fracamente. – Não sei se viu que saiu Shrek 2...
- É! Eu vi! – Ele disse, animado. – A gente pode ver hoje!
- É... – Ela suspirou. – Tem uma sessão as oito da noite no cinema perto de casa. Te encontro lá. – Ela disse.
- Combinado! – Ele disse, animado. – Eu vou compensar contigo, . Eu prometo. – Ela suspirou.
- Não fique tão feliz, você paga a pipoca. – Ela disse, desviando dele e dessa vez ele deixou. – E o refrigerante! – Ela disse firme, pisando na arquibancada e desceu os degraus um a um. Enquanto o garoto comemorava sozinho.
Assim, Danny estava muito lindo, os anos fizeram muito bem a ele em todos os sentidos, estava sendo realmente a pessoa mais incrível por quem eu já tinha me apaixonado e, com certeza a mais gostosa, mas pensava se isso tudo não era empolgação. Ainda somos amigos de infância, convivemos quase todos os dias desde antes dos meus três anos e mesmo com nossas profissões e problemas nas nossas vidas, nada mudou entre nós.
Depois que sua família se conformou que não éramos namorados e meus pais faleceram, fazendo Joe e Grace se tornarem meus representantes legais e minha casa se tornar a casa dele, nos tornamos irmãos em quase tudo, menos no sangue. E se fosse ruim? Se fosse como beijar a parede? Eu sentia meu corpo arrepiar com seus abraços, seus lábios em meu pescoço e a mão incrivelmente baixa em minha lombar, mas e se...?
Eu sei que estou para descobrir, mas o medo de não dar certo e acabar a amizade parecia falar mais alto. Só espero que esteja errada.
- Vem! – Danny me puxou pela mão e ri com ele, andando pelo estacionamento. – A gente pega a Vespa e consegue fugir do movimento.
- E você vai com essa roupa? – Perguntei sobre a camiseta e boné da Red Bull. – Vai ser difícil sumir entre as pessoas.
- Eu devo ter alguma coisa na mochila. – Ele disse, apoiando a mochila no banco da Vespa e arregalei os olhos com a McLaren azul na vaga do lado.
- Uau! – Falei, rindo. – Isso é uma 675LT! – Disse, rindo. – De quem é?
- É minha! – Ele disse e arregalei os olhos.
- MENTIRA! – Gritei, colocando a mão na boca. – Você tem uma McLaren e nunca me disse? – Ele gargalhou.
- Eu comprei no meio do ano passado, devo ter esquecido de falar. – Ele abanou a mão como se tivesse me dito que comprou um colar.
- DANNY! ISSO É DEMAIS! – Falei, rindo, dando uma volta no carro. – Oh, meu Deus! Ela é linda! – Ele riu e toquei levemente a lataria.
- É, ela é incrível! – Ele riu.
- A gente vai dar uma volta com ela, né?! – Perguntei rápido, virando para ele, vendo-o tirar a camiseta da Red Bull e mordiquei o lábio inferior com seu abdome definido.
- Nem vem! – Ele disse, rindo, fazendo sua cabeça aparecer pela gola da camiseta preta.
- Por que não? – Fiz um pequeno bico, olhando para ele.
- Você não tem noção como foi difícil comprá-la e trazer para Mônaco sem ninguém saber. Se eu aparecer com uma McLaren, ainda mais em fim de semana de GP, vão logo começar a imaginar que eu vou para McLaren e isso vai fazer uma bagunça enorme! – Ele falou, dramático. – Ela fica escondidinha aqui até eu conversar com a Red Bull.
- Ah, mas ela é linda... – Suspirei, fazendo um pequeno bico e ele se aproximou. – Eu mereço, vai...
- Eu prometo te levar para dar uma volta, outro dia. – Ele falou ,sério e me estendeu um capacete. – Serve a Vespa hoje? – Mantive o bico.
- Serve, né?! – Dei de ombros, pegando o capacete e ele riu antes de guardar sua mochila no lugar do banco e colocar o outro capacete.
Coloquei o capacete e ele subiu na Vespa e ligou-a. Subi logo atrás e passei as mãos pela sua cintura. Ele apertou minhas mãos e apoiei a cabeça em seu ombro, sorrindo. Não demorou para ele colocá-la em movimento e ri fracamente com o pensamento de seus pais tentando entender nosso sumiço. Só esperava que Michael nos avisasse a desculpa que usou para usarmos a mesma.
Não sabia para onde Danny nos levaria, mas, quando percebi o caminho, notei que estávamos voltando para a área do GP. Achei que a ideia fosse fugir das pessoas, não ir de encontro a elas. Talvez as coisas já estivessem mais calmas, especialmente pelas arquibancadas não estarem cheias na classificatória, mas acho que ainda não.
- Aonde vamos? – Perguntei para Danny.
- Port Hercule! Mas eu vou por dentro. – Ele disse e, realmente, ao invés de ir beirando a água, fomos por dentro dos quarteirões, mas uma hora precisamos voltar para o litoral e ele parou na frente do Yacht Club. Não exatamente discreto.
- Vamos logo! – Ele disse, tirando o capacete da cabeça e fiz o mesmo. Ele guardou ambos no banco novamente e colocou a mochila das costas.
- Por aí? – Perguntei, confusa.
- Anda rápido! – Ele disse e rimos juntos.
Ele me puxou pela mão novamente, entrelaçando os dedos e acompanhei seus passos rápidos por dentro do clube. O lugar era lindíssimo, com uma decoração antiga e aqueles lustres que eu imaginava que custasse o valor do carro na garagem de Danny, mas não deu para eu prestar tanta atenção, só desviava das pessoas. Assim que uma porta se abriu para fora, seguimos para ela e parei ao ver vários píeres com diversos iates. Um maior do que o outro.
De perto eles eram mais incríveis ainda. A mão de Danny me puxou e apressei o passo para juntar nossos braços novamente, caminhando até o píer extremo do lado esquerdo. Alguns iates estavam cheios, outros espaços vazios, mas cada um era mais luxuoso que o outro.
- Esse é meu! – Ele indicou para um e vi a bandeira da Austrália, me fazendo sorrir. – Pode entrar, já volto! – Ele disse e ri fracamente, observando o iate, sentindo nossas mãos se afastarem.
Eu não entendo nada de barco ou iates, só tive algumas experiências em cruzeiros para avaliar alguns chefs. Apesar de tudo, podia ver de cara que o iate tinha três níveis. O primeiro foi o que pisei ao entrar. Era um pequeno deck, com cobertura e ali tinha uma porta fechada e uma escada para cima. Ela me levou para uma área com alguns sofás e espreguiçadeiras, uma mesa e subindo mais algumas escadas, tinha a área do piloto.
Andei pela lateral dela, encontrando aquela área frontal onde as pessoas costumavam aparecer em fotos de paparazzi tomando sol e foi como se me sentisse no topo do mundo. Pelo tamanho dos outros iates em volta, entendo o que Danny diz sobre pequeno, mas isso deveria caber umas 20 pessoas com folga para curtir um bom dia de sol.
- ? – Virei o rosto, vendo Danny voltar com outro homem e caminhei até o deck novamente. – Esse é Anton! Ele vai nos levar para dar uma volta. – Vi o homem com uniforme do Yacht Club. – Essa é .
- É um prazer te conhecer. – Estiquei minha mão para ele e trocamos um aperto. – Aonde vamos? – Virei para Danny.
- Plage Marquet, é aquela praia na frente do porto perto de casa, dá para nadar um pouco, se você quiser. – Ri fracamente.
- Você poderia ter dito para eu trazer biquini, pelo menos. – Falei e vi Anton seguir para dentro do iate.
- A gente dá um jeito. – Ele deu de ombros. – O que acha? – Ele entrou também e ri.
- É lindo, Danny. – Sorri.
- Viu lá dentro? – Ele perguntou.
- Não, ainda não. – Ele indicou com a cabeça.
- Vem cá. – Ele chamou e o vi com um molho de chaves na mão e ele selecionou a chave, abrindo o cômodo e sumiu dentro dele.
Suspirei ao encontrar um quarto ali e Danny foi ligando as luzes. O cômodo era pequeno, mas tinha uma cama de casal encostada na parede que entramos e um banheiro pequeno no canto esquerdo com chuveiro, pia e vaso sanitário. Danny abriu outra porta e dois degraus nos separavam de uma sala com cozinha. Um sofá de três lugares de couro branco e uma televisão de umas 40 polegadas de um lado, e uma pia, um pequeno cooktop, uma bancada e uma pequena mesa com quatro banquetas do outro, além de alguns armários na parte de cima.
- Você consegue sair pela frente ali. – Ele indicou uma escada do outro lado que dava para a porta e ri fracamente.
- Isso é demais! – Falei, rindo, andando pelo quarto, vendo a cama arrumada com a roupa de cama branquíssima. – Eu poderia dormir aqui fácil, fácil. – Ele riu fracamente, deixando a mochila no sofá.
- Talvez no próximo descanso. – Ele disse e senti um puxão, me forçando a apoiar na parede.
- Wow! – Falei. – Estamos andando?
- Sim! – Ele disse, rindo. – Não vai passar mal, por favor.
- Nunca passei mal em navio. – Ele se aproximou de mim. – Maiores do que esse, mas estou bem.
- Vem cá! – Ele segurou minha mão apoiada com firmeza na parede e a soltei devagar antes de ele me puxar para fora do quarto, no deck que tinha ali.
- Danny! – Falei, nervosa.
- Confia em mim! – Ele disse e apoiei a mão nas paredes e nos apoios até colocar um pé para fora, vendo o Yacht Club se afastar aos poucos. – Vem... – Ele esticou a mão e soltei da parede, segurando em seu braço. – Não sabia que era tão medrosa.
- Eu só não quero cair. – Ele me abraçou pela cintura e passei os braços pelos seus ombros, segurando-o com firmeza.
- Está tudo bem. – Ele disse e os cabelos soltos do rabo de cavalo voavam pelos ares devido a velocidade. – Estamos chegando. Mônaco é pequena. – Assenti com a cabeça.
- Eu poderia esperar lá dentro. – Falei fracamente e ele deu um beijo em meu rosto.
- Você precisa aproveitar as coisas boas da vida. – Ele disse.
- Eu estou tentando. – Ri fracamente e notei a velocidade do iate reduzindo e minha mão soltou Danny aos poucos, devolvendo meu equilíbrio.
- Eu pedi para ele parar virado para o mar, não para praia. – Ele disse. – Os fotógrafos são incrivelmente bons, mas eles não conseguem nos ver, só se vierem de barco. – Rimos juntos e apoiei o quadril na altura da janela de dentro, colocando as mãos para trás, me segurando com firmeza.
- Dá até para fingir que a cidade está vazia. – Comentei, olhando o horizonte e ele riu fracamente.
- É, até que dá. – Ele sorriu.
- Senhor Ricciardo, estamos atracados. – Anton apareceu. – O lugar é próprio para nado, estamos com quatro metros de profundidade e sem peixes.
- Obrigado. – Danny disse e o homem deu um aceno de cabeça antes de subir novamente.
- Hum, senhor Ricciardo. – Falei, rindo.
- Aqui é só assim. – Ele suspirou e franzi a testa.
- Ele trabalha para a clube? – Perguntei e ele tirou os tênis.
- Sim! Eu pago uma mensalidade para deixar o iate no clube e ganho alguns serviços como limpeza e um piloto para quando eu precisar. – Sorri.
- Isso é legal, prático, apesar de tudo. – Ele tirou as meias, enfiando-as dentro dos tênis. – Vai nadar? – Perguntei.
- Não, mas dá para gente aproveitar um pouco. Está na hora do pôr-do-sol! – Ele disse e me aproximei da beirada, fugindo da cobertura acima e pude ver melhor o horizonte. O sol baixava devagar, mas ele já estava na linha do horizonte, começando a tocar o mar.
- Eu pareço um disco quebrado, mas é lindo, Danny. – Suspirei, apoiando a mão no peito e ele me abraçou pela cintura, colando nossos corpos lado a lado.
- Você precisa vir mais, sabe? – Ele suspirou. – Eu mal uso isso daqui, sozinho não tem graça. – Ri fracamente.
- Eu sei, mas também não faz muito tempo que você comprou. – Virei para ele.
- Ah, um ano acho. – Ele ponderou com a cabeça. – Junto com a McLaren. – Gargalhei alto.
- Ah, Danny!
- O quê? – Ele perguntou, rindo.
- Você compra uma McLaren e um iate na mesma época! – Ele riu fracamente e gargalhei alto. – E ainda fica pagando de garoto da roça.
- Eu sou um garoto da roça! – Ele falou firme, dando de ombros. – Você também, só tentamos enganar os outros mostrando que não somos. – Sorri.
- É, talvez você esteja certo. – Ele riu fracamente. – Apesar disso aqui, eu gosto de ir na fazenda e trabalhar lá...
- Eu também. – Ele falou, se aproximando da beirada do deck. – A vantagem é que podemos fazer as duas coisas. – Ele olhou para água e pressionei os lábios ao ter uma ideia ridícula e infantil. – A gente curte aqui durante o ano e depois voltamos para casa e ficamos lá. – Ele se virou para mim e deu de ombros.
- Vamos aproveitar aqui antes disso. Ou antes que sua mãe ligue. – Me aproximei dele.
- Eu desliguei o telefone. – Ele disse e ri fracamente.
- O meu está no vibra, como sempre. – Falei.
- Estamos só nós dois aqui, . – Ele disse e assenti com a cabeça.
- Ou só eu... – Dei de ombros.
- O que você qu... – Apoiei as mãos em seu peito, empurrando-o para trás e ouvi um grito dele antes de sentir alguns respingos de água e ele sumir por alguns segundos antes de aparecer novamente na superfície. – ! – Gargalhei alto, tombando o corpo para trás um pouco.
- Ah, você caiu direitinho! – Neguei com a cabeça.
- Não acredito que você fez isso. – Ele disse e ri fracamente.
- Não acredito que você não fez isso. – Neguei com a cabeça. – Está ficando mole, é?! – Ele fez uma careta, me mostrando a língua e sorri em meio a um riso.
- Qual é! Me ajuda a subir.
- Ah tá! – Neguei com a cabeça. – Até parece que eu caio nessa. – Cruzei os braços. – Se vira! – Me afastei da borda e o vi revirar os olhos.
- Eu tentando ser romântico e você faz isso. – Ele nadou até um canto do deck e se impulsionou para cima.
- Ah, até parece que é um santo, né?! – Neguei com a cabeça e ele subiu de joelhos no deck antes de se colocar em pé e a água escorria de seu corpo, mantendo a camiseta e a bermuda coladas no corpo. – Precisa de uma toalha? – Dei um sorriso sarcástico e ele passou as mãos nos cabelos, jogando água em minha direção, me fazendo rir.
- Não... Acho que prefiro um abraço. – Ele disse, retribuindo o sorriso sarcástico.
- Nem vem! – Dei um passo para trás, virando meu corpo para porta e ele me puxou, me abraçando pela cintura. – NÃO! – Gritei, rindo, ouvindo-o rir comigo e me girar de frente para água. – NÃO! Não me joga! – Pedi entre risadas e ele levantou meu corpo, me tirando do chão. – Não, Daniel! Não faz isso. – Falei, rindo, sentindo seu corpo gelado. – Não!
- Nem pensou nisso na hora de me jogar, né?! – Gargalhei novamente, tombando minha cabeça para trás em seu ombro.
- Ah, eu preciso ganhar de vez em quando, né?! – Senti meus pés tocarem o chão e suas mãos afrouxaram um pouco de meu corpo e consegui me colocar em pé novamente.
- Eu vou deixar passar por hoje, plebeia. – Gargalhei, virando de frente para ele. – Não terei misericórdia da próxima vez. – Fiz uma careta.
- E o que vai fazer? Guilhotina? – Apoiei as mãos em seus ombros e ele negou com a cabeça, apertando as mãos em minha cintura.
- Não! Talvez escravidão eterna, mas eu penso nisso depois. – Rimos juntos e neguei com a cabeça.
- Quero ver quem vai me pegar... – Falei, observando seus olhos fixos nos meus e engoli em seco. – Digo... Quem vai...
- Eu... – Ele disse baixo. – Eu vou te pegar. – Suas mãos apertaram minha cintura e minha barriga colou na dele. – Eu cansei de esperar, . – Sua voz saiu em um suspiro.
- Eu também. – Minha voz saiu igual. – Mas e se for ruim? – Mordisquei meu lábio inferior, sentindo sua respiração tocar neles.
- Eu duvido muito disso. – Uma mão saiu de minha cintura e foi para meu pescoço. – Eu vou te beijar agora, Wandinha. – Assenti com a cabeça, sentindo nossos narizes roçarem por alguns segundos e fechei os olhos quando nossos lábios se tocaram.
O primeiro toque foi estranho. Podia ser o vento ou o corpo gelado de Danny, mas um arrepio forte passou pelo meu corpo. As mãos de Danny apertaram em minha cintura e meu pescoço e os lábios pressionaram nos meus por alguns segundos e tive a mesma sensação de nosso primeiro beijo em 2003: uma mistura confusa de sentimentos. O toque foi rápido e logo nossos lábios se separaram, mas estava receosa em abrir os olhos, especialmente por ainda sentir sua respiração em meu rosto.
Pressionei meus lábios um no outro, tentando sentir seu gosto em meus lábios, mas havia sido incrivelmente seco e uma pequena ponta de decepção começava a crescer em meu peito. Eu estava receosa, mas não era possível que era isso! Abri os olhos devagar, encontrando os olhos castanhos de Danny e sua feição parecia seca e confusa igual a mim.
- Ei... – Ele disse fracamente.
- Ei. – Falei no mesmo tom, lembrando de como esse beijo foi exatamente igual nosso primeiro, mas tinha uma diferença de 13 anos e muita coisa mudou desde então.
- Foi... Estranho... – Ele disse e ponderei com a cabeça, rindo com ele.
- É... – Suspirei, desviando meus olhos para seus lábios. – Não é possível, Danny! – Falei, ouvindo-o rir.
- Não é? – Ele disse no mesmo tom. – Você está me enlouquecendo, . Eu sei meus sentimentos, eu...
- Posso... – O interrompi, tendo outra ideia. – Eu quero tentar de novo... – Pressionei os lábios.
- É! Claro! – Ele disse rapidamente, me fazendo sorrir.
- Deixa comigo agora, ok?! – Ele riu fracamente.
- Sim, senhora. – Suspirei, olhando para seus lábios e depois seus olhos.
- Fecha os olhos. – Pedi e ele o fez, abaixando as mãos para minha cintura.
Dessa vez eu aproximei nossos rostos e rocei nossos narizes devagar, analisando as pintinhas do nariz dele, a barba e bigode ralo, a sobrancelha grossa e a feição séria. A diferença que um sorriso faz. Não é possível que tenha sido estranho. Passei as costas da mão em sua bochecha, sentindo a pele macia se misturar com a barba e seu rosto se inclinou em direção a mão e sorri. Simplesmente não tem como! Meu corpo arrepia só de olhar para ele.
Abaixei meus braços novamente para seus ombros e rocei nossos lábios devagar. Seu corpo pareceu contrair sobre o meu e dei um pequeno selinho entre eles, analisando sua reação antes de dar outro e outro, vendo-o sorrir com os lábios pressionados. Apertei meus braços com firmeza ao redor de seu pescoço, segurando firme em sua nuca e meu peito colou em seu corpo. Passei a língua de leve em seus lábios, sentindo-o entreabrir os lábios e pressionei nossos lábios.
Suas mãos apertaram minhas costas com mais firmeza e até me surpreendi quando sua língua encontrou a minha rapidamente. Subi uma mão para seu rosto, sentindo nossos lábios encaixarem de forma perfeita conforme o beijo ganhava mais velocidade e minha respiração pareceu falhar com muita rapidez. Danny me empurrou para trás, me colando na parede e suspirei enquanto sua língua brincava com a minha.
Foi como se uma chave tivesse virado e eu não queria mais tirar minhas mãos de seu corpo. Apertei minhas mãos em seu pescoço, segurando firme em sua nuca e suas mãos também me apertavam, fazendo minha blusa deslizar para cima e sua mão gelada tocar minhas costas e descer para minha bunda, apertando-a, o que fez meu corpo se afastar em um impulso.
- O quê? – Ele perguntou, olhando para mim. – Não pode? – Ele tinha um sorriso nos lábios.
- Foi automático. – Falei, rindo. – Isso é novo para mim.
- Um novo bom? – Ele perguntou, ponderando com a cabeça.
- Agora sim! – Falei, rindo.
- Acho que esqueci que não temos mais 13 anos. – Rimos juntos.
- É, estamos bem longe disso. – Sorri.
- Ainda bem! – Ele riu antes de colar nossos lábios novamente.
- Eu também. – Disse, suspirando. – Mas e se for ruim? – Dei um curto sorriso quando ela mordiscou o lábio inferior.
- Eu duvido muito disso. – Tirei a mão direita de sua cintura e subi para seu rosto, acariciando sua bochecha. – Eu vou te beijar agora, Wandinha. – Ela assentiu com a cabeça e rocei meu nariz no seu antes de tocar nossos lábios lentamente.
Meu corpo se arrepiou com o toque, como uma descarga elétrica. Pressionei meus lábios nos dela por alguns segundos, como se fosse 2003 novamente. Meu corpo estava tensionado e o pressionar foi longo, mais firme. Talvez completamente diferente do que eu esperava. Levemente... Decepcionante.
Nossos lábios se separaram e abri os olhos quase instantaneamente, encarando o rosto sereno de ainda com os olhos fechados. Tinha algo de errado, não é possível que tinha sido estranho. Essa mulher está me enlouquecendo há um mês só com o sorriso, não é possível que seria isso.
Ela abriu os olhos devagar e encarei seus olhos e algo estava errado. Essa mulher é incrível e perfeita, não tem como o beijo ter sido estranho, a confusão em seu olhar dizia o mesmo.
- Ei... – Falei fracamente.
- Ei. – Ela disse igual.
- Foi... – Pensei em uma palavra melhor para falar, mas não tinha. – Estranho... – Ela concordou rindo e sorri.
- É... – Ela mordiscou seu lábio. – Não é possível, Danny! – Ri com ela, apertando minhas mãos em seu corpo.
- Não é? Você está me enlouquecendo, . Eu sei meus sentimentos, eu...
- Posso... – Ela me interrompeu. – Eu quero tentar de novo...
- É! Claro! – Falei rápido, qualquer coisa para tornar isso melhor.
- Deixa comigo agora, ok?! – Ri fracamente.
- Sim, senhora. – Encarei seus olhos.
- Fecha os olhos. – Ela pediu fracamente e o fiz, abaixando as mãos para sua cintura novamente. Só queria ficar perto dela, tenho certeza de que tinha algo de errado.
Sua respiração tocou meu rosto e demorou um pouco para ela fazer algo, o que acabou me obrigando a apertar as mãos em sua cintura com medo de ela se afastar. Senti um carinho leve em minha bochecha, me fazendo sorrir e inclinei o rosto para sua mão, suspirando quando ela abaixou a mão novamente para meus ombros.
Notei que sua respiração ficou mais perto e senti seus lábios nos meus, aquilo fez meu corpo travar por algum motivo. Talvez com medo de ser estranho de novo. Ela pressionou nossos lábios em um curto selinho, fazendo nossos narizes se roçarem, depois outro selinho, até o terceiro. Senti minhas mãos afrouxarem em seu corpo e seus seios colaram em meu peito pelo abraço mais apertado.
Me surpreendi quando ela passou a língua em meus lábios e os entreabri pouco antes de ela pressionar nossos lábios com mais firmeza dessa vez. Minhas mãos apertaram em seu corpo automaticamente, cruzando e espalmando suas costas e foi como se minha língua tivesse um ímã para a sua, tornando o beijo mais rápido do que o primeiro.
Sua mão voltou para o meu rosto, dando firmeza nos movimentos de nossos lábios e andei para frente devagar, procurando a parede da porta atrás de si para sair da beirada do deck. As mãos de me apertavam com mais força, descendo do meu rosto para o pescoço, depois atrás da nuca, voltando para meu rosto novamente.
Eu não estava diferente, minhas mãos apertavam suas costas, deslizando pela lateral de seu corpo até encontrar a base de suas costas. Era disso que eu estava falando! Meu corpo respondia à ela e fazia com que eu mantivesse os lábios colados independente dos movimentos. Apertei sua cintura e deixei a mão deslizar para sua bunda, apertando-a em sua base e se afastou em um impulso, me assustando.
- O quê? – Perguntei, focando em seus olhos. – Não pode?
- Foi automático. – Ela disse, rindo. – Isso é novo para mim. – Sorri, abraçando-a pela cintura.
- Um novo bom? – Ponderei com a cabeça.
- Agora sim! – Ela disse, rindo.
- Acho que esqueci que não temos mais 13 anos. – Falei, mencionando nosso primeiro beijo travado, fazendo uma careta.
- É, estamos bem longe disso. – Ela deu um sorriso e me aproximei dela novamente.
- Ainda bem! – Ri, colando nossos lábios novamente.
Dessa vez o beijo foi mais calmo e gentil. Minhas mãos subiram para sua nuca e foi sua vez de deslizar as mãos pelas minhas costas, me abraçando pela cintura e colei meu quadril no seu. Trocamos um curto riso com o movimento e nossos lábios se juntaram mais uma vez. Mordisquei seu lábio devagar, puxando-o levemente para mim e alguns beijos acabaram saindo de seus lábios quando deslizei os lábios pela sua bochecha.
- Eu estava louco para fazer isso toda vez que você morde esse lábio. – Ela riu fracamente e nossos olhos se encontraram mais uma vez.
- Nós estamos ferrados, certo? – Ela perguntou e segurei seu rosto com uma mão, acariciando-o devagar.
- Talvez. – Falei, rindo e ela me abraçou apertado, apoiando a cabeça em meu ombro.
- Ah, cara. – Ela disse, rindo e sorri, dando um beijo em sua cabeça. – Isso explica tanto... – Ri fracamente.
- Eu fiquei levemente decepcionado da primeira vez. – Falei, passando as mãos em suas costas.
- Você me beijou como se tivéssemos 13 anos. – Ela ergueu o rosto e rimos juntos.
- Acho que ainda te trato como se você fosse quebrar. – Falei, deslizando as mãos pelos seus braços.
- Nós crescemos, Danny! Em todo sentido da frase. – Ela afrouxou as mãos em meu rosto. – E estamos aqui agora, completamente perdidos sobre o que está acontecendo. – Ri fracamente.
- Eu estou apaixonado por você, . – Suspirei. – E eu estou tão feliz por esse beijo ser bom. – Rimos juntos e colei nossos lábios novamente por alguns segundos. – Ah, cara! Eu posso fazer isso o dia todo. – Ela riu fracamente.
- Desacelera, Danny boy! – Ela roçou nossos narizes. – Isso é um terreno completamente novo para nós dois.
- Por que você corta meu barato? – Ela riu fracamente, pressionando seus lábios nos meus.
- Não estou cortando seu barato, baby. Só pensando com a cabeça antes do meu coração. Porque eu acho que ele parou depois que você apertou minha bunda. – Gargalhei, jogando a cabeça para trás.
- Pane no sistema.
- Total! – Ela disse, rindo, mas colou nossos lábios de novo. – Mas é bom, sabe? – Ela passou a língua levemente por eles e suguei-a de leve para meus lábios antes de soltá-los. – É bom demais.
- Sim? – Ela assentiu com a cabeça e deslizei minhas mãos pelas suas costas novamente, encontrando a divisão da blusa e dos shorts antes de acariciar sua bunda. Fechei a mão, apertando-a e ela suspirou.
- Ah, cara... – Ela disse, rindo e dei um beijo em seu rosto, deslizando o nariz pela sua bochecha. – Estamos muito ferrados, Danny!
- Eu sei... – Falei em um suspiro. – E a culpa é toda sua.
- Ah, minha? – Ela perguntou, rindo. – E o que eu fiz para ser culpada nisso?
- Eu não sei. – Ri com ela. – Não é possível que seja algo só de hoje, nos conhecemos nossa vida inteira. – Ela afastou o rosto, me olhando melhor. – Você já sentiu alguma coisa por mim ou...
- Eu não sei identificar. – Ela suspirou. – Digo, no nosso primeiro beijo, as coisas ficaram bagunçadas, mas era meu primeiro beijo, acho que era algo normal. Seria assim com você ou qualquer outra pessoa. – Assenti com a cabeça.
- Sim, penso o mesmo. E com Jemma? Você ficou bem enciumada naquela época. – Ela riu fracamente.
- Honestamente? Eu não consigo identificar isso também. Que o ciúme era por gostar de você. Não queria que você terminasse com ela para ficar comigo, eu só não gostava dela mesmo. Tanto que depois que tudo voltou ao normal, não cogitamos nenhum sentimento. – Ela deu de ombros e dei um beijo em seu queixo, fazendo-a movimentá-lo em cócegas.
- Eu não consigo lembrar também... – Suspirei. – Talvez tenha sido a proximidade mesmo. Nossa cota sem sentimento era de dois meses, quatro ultrapassou demais. – Ela riu fracamente.
- E antes disso éramos muito novos para entender. – Assenti com a cabeça.
- Eu tenho 26 e acho que entendo menos ainda. – Ela abriu um largo sorriso.
- Vamos descobrir o que é isso com calma, que tal? – Ela passou a mão em meu rosto. – Sem alarde, só você e eu. – Assenti com a cabeça.
- É perfeito para mim. – Nossos lábios se colaram mais uma vez e ela apertou os braços em meus ombros mais uma vez.
- Ah, merda! Isso é bom demais, Daniel! – Ela falou e rimos juntos.
- Meus beijos são incríveis, querida! – Ela gargalhou.
- É, uhum. Planejou tanto o primeiro beijo e foi péssimo. – Fiz uma careta.
- É, eu falhei nessa. – Ela riu. – Mas só erro uma vez, nunca mais.
- Preliminares, Daniel! Uma mulher não vive sem. – Ela falou em um sussurro e roubei outro beijo dela.
- Minha mulher. – Apertei-a mais uma vez e ela sorriu. – Ainda é estranho, mas vamos mudar isso. – Ela riu fracamente.
- Falando em mudar, não quer trocar de roupa? Você está muito gelado. – Ela deslizou as mãos em meus braços.
- Não quer nadar um pouco? Não sei quando voltamos com tempo para cá. – Falei, observando seus olhos.
- Se a água estiver tão gelada quanto você, não sei se quero. – Rimos juntos.
- Vem... Eu te esquento depois. – Ela riu fracamente.
- Antigamente eu te chamaria de tonto e metido, mas agora parece uma ótima ideia. – Ela cochichou.
- Vem... – Indiquei com a cabeça e ela riu, deslizando as mãos pelo meu corpo.
- Parei! Parei! – Ele disse, rindo e me puxou pelo braço. – Vem cá! – Apoiei meus braços em seus ombros, sentindo nossas pernas se enroscarem dentro de água. – Eu paro... – Ri fracamente.
- A gente não precisa subir de novo? Está escurecendo. – Perguntei e ele colou nossos lábios devagar, ignorando o que eu disse. – Daniel...
- Eu ouvi, eu só estou ocupado com outra coisa. – Ri fracamente, apertando minha mão em sua nuca.
- Podemos nos ocupar lá dentro, no quentinho. – Fiz um beicinho e ele deu um beijo em cima.
- Não faça isso enquanto meus pais estiverem aqui, eu não sei do que eu sou capaz. – Sorri.
- Não prometo nada. – Neguei com a cabeça e ele pressionou nossos lábios mais uma vez.
- Nem eu! – Ele disse, sério e foi minha vez de colar nossos lábios.
- Sabe... Você fica sexy sério. – Ele riu. – E fofo sorrindo.
- Amo como as palavras honestas saem com mais facilidade agora. – Sorri.
- Eu estava doida para te beijar, mas também estava com medo. – Afastei nossos corpos devagar, nadando para mais perto do deck.
- Com medo de ser ruim e destruir nossa amizade? – Ele veio logo atrás e assenti com a cabeça, me apoiando no deck.
- É. – Suspirei, apoiando as duas mãos no deck antes de subir e ajoelhar no local, me sentando ali. Ele apoiou as mãos em minhas pernas.
- Eu não sei o que vai acontecer conosco, , mas eu não vou te perder. – Ele olhou em meus olhos e dei um curto sorriso. – Já fazemos parte da vida um do outro desde sempre, sabemos tudo o que o outro está sentindo, passamos por problemas juntos, a única diferença agora é que podemos fazer tudo isso e nos divertir. – Ri com ele, vendo-o desviar para o lado e subir para o deck.
- Você sabe que na prática não é fácil assim, né?! – Ele se sentou ao meu lado.
- Eu sei... Talvez... Mas vamos pensando nas estratégias quando chegarmos nos circuitos, que tal? – Ri fracamente com a referência e inclinei meu rosto para o dele e ele fez o mesmo.
- Combinado. – Falei antes de trocarmos um curto beijo.
- É, mas vou ficar viciado em te beijar agora. – Rimos juntos e sua mão subiu para meu rosto, iniciando outro beijo.
- Com licença, senhor... Desculpe. – Ouvi a voz, lembrando do piloto e pressionei os lábios, vendo Danny desviar para Anton. – Precisamos desancorar e voltar para o clube.
- É, claro! – Danny disse, se levantando e pressionei os lábios, rindo de vergonha.
- Com licença. – Ele se retirou e ergui o rosto para Danny, rindo com ele.
- No flagra! – Ele disse e segurei sua mão para me levantar.
- Ao menos estamos comportados. – Ele deu de ombros, me abraçando pela cintura. – Vamos para dentro enquanto voltamos para lá, tem toalha no armário.
- Eu estou enxarcada. – Ergui um pouco da camiseta que eu usava e dei uma torcida na barra.
- Eu vou. – Ele disse, puxando a camiseta para cima e pressionei os lábios pelo seu corpo definido e ele deu uma torcida na blusa antes de deixá-la na beirada do deck.
Senti o iate voltar a se movimentar e me apoiei na porta enquanto via Danny entrar com pressa no quarto e voltar com duas toalhas logo em seguida. Ele começou a se secar com naturalidade, mas esperei atracarmos novamente no Yacht Club para começar a fazer o mesmo.
- Eu vou me trocar no banheiro e arranjar uma roupa para você. – Ele disse e assenti com a cabeça.
Enquanto ele sumiu no banheiro, eu comecei a me secar como possível. A camiseta e os shorts jeans estavam completamente enxarcados, precisava tirar essa roupa e de uma ducha, então foquei em tentar torcer algumas partes da roupa para ao menos parar de pingar.
Danny saiu após alguns minutos com uma bermuda de tactel, a toalha em seus ombros nus e um cheiro de sabonete me lembrava que ele tinha feito exatamente a minha ideia. Ele caminhou pela área da cama e reparei no pequeno armário do outro lado da cama com algumas roupas quando ele abriu.
- Tem algumas coisas da Jemma aqui ainda...
- Não mesmo! – Falei, rindo, entrando no quarto. – Não vou colocar roupa da sua ex e acho que deveríamos queimar, só por diversão. – Dei um sorriso sarcástico e ele gargalhou.
- Ah, cara, você é má! – Ele disse e sorri, entrando no banheiro e pisando no tapetinho.
- Eu não sou má, eu só não gosto dela. – Dei de ombros. – E gostaria de saber por que ainda tem roupas dela aqui. – Ele gargalhou, trazendo outras roupas para mim.
- Eu não vinha aqui desde Mônaco no ano passado e ainda estávamos juntos...
- Eca, você transou com ela nessa cama. – Fiz uma careta e ele riu, apoiando a roupa na pia, aproximando o rosto do meu.
- Eu esqueci que minha amiga é ciumenta. – Segurei em sua nuca, roçando meus lábios nos seus.
- Garanto que agora vai só piorar. – Ele colou nossos lábios, me puxando pela cintura e deixei meus braços caírem em seus ombros quando ele me apertou com mais firmeza.
- Agora é um bom momento para eu falar que ela morou comigo no apartamento daqui ou... – Neguei com a cabeça.
- Péssimo momento! – Mordiquei seu lábio inferior. – Se depender de mim, nunca mais falamos dela. – Ele sorriu.
- Combinado. – Ele colou nossos lábios em um curto selinho.
- Deixa eu me trocar, já volto. – Ele assentiu com a cabeça, roçando seu nariz no meu antes de me soltar, me fazendo rir.
Observei-o tirar a toalha das costas nuas e parei para pensar quantas vezes vi Danny assim. Tirando piscina ou praia, Danny sempre foi comportado perto de mim, apesar da amizade. Nunca nos trocamos na frente do outro e ele raramente ficava sem camisa, tia Grace era bem rígida quanto a isso, mas acho que essa era a vantagem de cruzar a linha da amizade e poderia olhar para seu corpo definido sempre.
Fechei a porta e tirei a roupa que eu usava o dia inteiro. Dei uma torcida na pia e pendurei ao lado das de Danny. Fui para debaixo do chuveiro e inicialmente seria só uma ducha, mas tinha todos os utensílios possíveis de banho ali dentro, então aproveitei. Lavei o cabelo, me lavei e deixei o corpo relaxar um pouco na água quente antes de sair.
Me sequei e observei o que Danny tinha me dado. Uma camiseta e uma bermuda de tactel clássica e suspirei. Eu não tinha calcinha e a minha estava impossível de usar agora, além do sutiã. Então coloquei as roupas sem mesmo, agradecendo por Danny sempre optar por roupas mais largas e não deixar marcar o corpo.
Penteei os cabelos, jogando-os para trás e arranjei um espacinho para a toalha ali antes de sair do pequeno cômodo. Tinha um cheiro de queijo no ar, me fazendo franzir a testa e precisei virar o corpo para encontrar Danny na pequena cozinha.
- O que está fazendo? – Ele desviou o rosto e andei até ele.
- Tinha uma lasanha congelada no freezer. – Ri fracamente. – Está dentro do prazo de validade, mas eu não tenho a mínima ideia de como isso está. – Ele me abraçou pela cintura.
- Um ano, Danny. Tem certeza de que está dentro do prazo de validade? – Brinquei e ele pegou a embalagem com a outra mão.
- Junho de 2016. – Ele me indicou e ri fracamente.
- Por três dias. – Deixei a embalagem na pia e virei o rosto para ele. – Não acho muito garantido você comer uma lasanha velha cheia de queijo antes da sua grande corrida amanhã. – Rimos juntos.
- É o que tem aqui.
- A gente não precisa ir embora? – Ele franziu a testa.
- Não, a gente só voltou por segurança mesmo. Agora à noite alguns navios e cruzeiros começam a chegar por causa do GP e pode atrapalhar o tráfico náutico.
- Ah, entendi! – Falei.
- Podemos ficar aqui para sempre. – Ele pressionou os lábios em minha bochecha, me fazendo rir. – O clube fica aberto 24 horas por dia, com todos os serviços disponíveis.
- E não tem um restaurante nesse lugar chique, não? – Ergui uma mão para seu rosto, acariciando seus cachos na linha do cabelo.
- Até tem, mas acho que gosto da ideia de ficar escondido aqui contigo. – Rimos juntos.
- Eles podem nos entregar por uma boa gorjeta? – Fiz uma careta e ele riu.
- Você acha que eu vou passar mal, não é? – Rimos e ouvi o barulho do micro-ondas.
- Eu entendo um pouco disso, baby. – Dei de ombros. – E você tem sua intolerância, vai ser uma bomba enorme amanhã. E não de um jeito bom! – Rimos juntos.
- Ok, eu vou ligar na recepção e ver o que tem para gente.
- O cheiro está bom, mas... – Dei de ombros.
- Já entendi. – Ri fracamente, dando um beijo em seu rosto e ele me apertou pela cintura.
Meus braços foram para suas costas, apertando-o na altura do peito e ele colou nossos lábios mais uma vez naquele dia. Entreabri meus lábios quando sua língua encontrou meus lábios e suas mãos deslizaram pelo meu corpo, apertando o excesso de pano da blusa e desceu para minha bunda, apertando-a e ri fracamente.
- Não faça isso! – Falei, roçando nossos lábios conforme falava.
- Por quê? – Ele perguntou, encarando meus olhos.
- Tem pouco tecido aí. – Falei, rindo.
- O que você quer dizer? – Ele deslizou a mão novamente, me fazendo contrair o bumbum em sua direção. – Oh!
- Xi! – Pedi, rindo.
- Você está sem calcinha. – Rimos juntos e ele deixou um beijo em minha bochecha. – Não sabia que era safada assim, . – Gargalhei alto.
- A minha está molhada, ok?! – Empurrei-o de leve, sentindo-o me apertar com mais força pela cintura. – E não, eu não quero uma da Jemma.
- Nem eu quero! – Ele disse, me fazendo rir. – Por que falar isso me parece estranho? – Ri com ele.
- Nosso corpo quer uma coisa, mas nossa cabeça não sabe ainda que as coisas mudaram. – Ele sorriu.
- Ah, é bom a cabeça aprender isso logo. – Sorri.
- Você surtou quando sua cabeça mudou? Digo... Quando sua visão mudou?! – Subi as mãos para seus ombros.
- Como assim? – Suspirei, mantendo meus braços esticados para poder vê-lo melhor.
- Eu nunca te achei lindo, Danny, você sempre foi engraçado. – Ele gargalhou. – Você começou a melhorar quando entrou na Red Bull, mas eu te via como melhor amigo, não com alguém que eu queria pegar. – Rimos juntos. – Teve momentos nesses meses que eu não me conformava em te achar lindo. – Ele sorriu. – Quando você cortou o cabelo na China. De repente você virou o homem mais lindo do mundo e minha cabeça achava que eu estava louca. – Rimos juntos.
- Primeiro de tudo: agradeço o elogio. – Ri fracamente.
- Desculpe, baby! Você era fofo. – Colei meu rosto no seu. – Mas você começou a melhorar quando nos afastamos, você começou a se dedicar melhor na sua carreira e o dinheiro veio, né?! – Ele riu fracamente.
- Bom, diferente de você, eu sempre te achei linda. – Fiz um pequeno bico, sentindo nossos lábios se tocarem. – Mas eu não via isso, pela nossa amizade, só em algumas situações que ficava mais em evidência, festas, formaturas... – Sorri. – Mas é, eu tive um surto também, quando estávamos aqui em Mônaco... – Ele riu sozinho.
- É? – O encorajei a falar.
- Se lembra quando eu disse que eu... – Ele ponderou com a cabeça. – Bem, eu tive uma ereção por sua causa? – Abri um largo sorriso.
- Sim, eu lembro. – Passei meus lábios em sua bochecha, dando curtos beijos.
- Eu precisava sair daquela situação... – Ri fracamente. – E eu tentava pensar em várias coisas, mas nada fazia aquilo baixar. – Neguei com a cabeça, ouvindo-o rir.
- E o que você fez? – Perguntei, já sabendo a resposta.
- Foi de forma manual. – Gargalhei mais alto, apoiando minha cabeça em seu ombro. – E eu só pensava se não ia para o inferno por me masturbar pensando na minha melhor amiga. – Joguei minha cabeça para trás, ouvindo minha risada alta. – Ou se seu pai jogaria um raio na minha cabeça.
- Ah, cara! – Minha gargalhada falhou quando puxei a respiração e suspirei, rindo.
- Você ri, mas não sabe o surto que eu estava. – Neguei com a cabeça. – Piorou tudo quando eu precisei falar que estava com dor de barriga. – Rimos juntos.
- Eu me preocupei com você. – Passei as mãos em sua nuca, olhando em seus olhos. – Pelo menos foi só isso. – Dei de ombros, vendo-o rir.
- Esse foi meu surto cabeça e coração, mas qualquer coisa que você fazia, seu sorriso, suas roupas, aquele almoço...
- Foi um encontro, certo? – Afastei meu rosto novamente.
- Foi! – Ele disse, rindo. – Não oficial, mas foi! – Rimos juntos. – Precisamos fazer um de verdade agora. – Assenti com a cabeça.
- A gente combina depois. – Colei nossos lábios rapidamente. – Me contento com um piquenique agora. – Ele sorriu.
- Eu vou ver o que eles têm. – Ele indicou com a cabeça e colamos nossos lábios novamente antes de eu abaixar as mãos de seu corpo.
- Não posso negar. – Coloquei o último pedaço de carne na boca. – Eu vou dormir como um bebê. – Ela riu fracamente.
- Falando nisso, você não precisa descansar? Não é melhor a gente voltar? – Ela cruzou os garfos no prato, colocando-o de volta na bandeja.
- Eu preciso descansar, mas não quero voltar. – Ela riu fracamente, deixando o corpo cair para trás, apoiando a cabeça no travesseiro e sorri quando seus cabelos abriram como um leque no lençol branco.
- O que vamos dizer para sua mãe? Ela vai perguntar, tenho certeza. – Coloquei meu prato junto do de e me levantei da cama.
- Deixa eu ver se alguém mandou mensagem. – Levei a bandeja para a pia antes de seguir até minha mochila e peguei o celular, ligando-o novamente. – Tem mensagem do Michael.
- Ah, lá vai. – Ela disse e ri fracamente, puxando a porta de correr que dava para a cozinha, abrindo a mensagem dele.
- “Imagino que você e tenham dado uma escapada, né?! Estranhamos sua demora e sua mãe insistiu para gente ir atrás de vocês. Como não te achamos, suspeitamos que estão juntos. Ao menos fala que vocês se beijaram...” – gargalhou alto e me sentei ao seu lado. – “Falei que liguei para você e que precisou voltar para garagem porque Christian te ligou falando de um problema técnico no carro e foi contigo. Estúpido, eu sei, mas foi a primeira coisa que veio à minha cabeça. Espero que não precise explicar amanhã. Vamos atrasá-los, mas não demora!” – Estiquei o celular para e ela riu fracamente.
- “Sim, nos beijamos”. – Ela disse, escrevendo antes de me devolver o celular. – Acho que é a única coisa que importa.
- É, mas eu preciso alinhar essa desculpa, minha mãe não cai nessa. – Me ajoelhei na cama, engatinhando até ela.
- Não mesmo, mas não consigo arranjar uma desculpa plausível para termos saído sem o pessoal. – Apoiei uma mão em cada lado de seu rosto, vendo-a sorrir. – Tipo... Por que sairíamos para uma possível festa sem os caras?
- Porque eles são péssimos. – Falei, fazendo-a rir e deitei meu corpo sobre o seu, descendo as mãos para sua cintura.
- Seus amigos. – Ela disse, passando as mãos em meus ombros.
- Meus amigos? – Falei, rindo, colando minha testa na dela.
- Eles começaram como seus amigos, mas eu os roubei quando você ficou chato no ensino médio. – Ela deslizou as mãos em minha nuca. – Depois você ficou rico e famoso, então eles preferiram você. – Rimos juntos e deslizei meu nariz em seu rosto. – Eu só sou a que faz comida.
- Acho que se os fizermos escolher, eles te escolheriam pela comida. – Rimos juntos e me deitei ao seu lado.
- Você também. – Sorri e ela se inclinou para mim.
- Eu vou te escolher sempre antes dos outros. – Senti seu pé deslizar pela minha perna. – Especialmente agora. – Deixei um beijo em sua bochecha antes de roçar nossos narizes.
- Viciado, Daniel? – Seus olhos focaram nos meus e ri fracamente.
- Uhum... – Dei um curto selinho em seus lábios. – Isso é incrivelmente viciante. – Ela riu fracamente.
- Muita prática, sabe? – Ela gargalhou sozinha.
- Ah, é?! – Falei, rindo, virando o corpo e ela apoiou a mão em meu peito.
- É, sabe? Muitos caras. – Ela negou com a cabeça. – Três de uma vez, sabe?! – Gargalhei, tombando a cabeça para trás.
- Você não vai se esquecer disso, não é?! – Ela subiu uma perna para minha cintura e suspirei com o contato, levando a mão até sua coxa.
- É outra realidade para mim, Daniel. – Ela acariciou meu rosto. – Eu não enxergo o Daniel da história do México e esse agora na mesma situação. – Ri fracamente, roçando meu nariz em sua bochecha, deixando alguns beijos no caminho.
- Eu estou apaixonado, . – Ela sorriu. – Eu viro um homem de uma mulher só. – Ela riu fracamente.
- Mas mesmo antes dos sentimentos, tirando aquele mal-entendido da Espanha, eu não te vi com ninguém. Chances tiveram, mas não da sua parte. – Suspirei.
- Eu não sei, ter você aqui comigo é diferente, nos divertimos, dormimos juntos, saímos para jantar, eu não senti a necessidade. – Dei de ombros e ela deu um curto beijo em meus lábios.
- A necessidade veio de outra forma. – Ela disse, me fazendo rir.
- E é muito bom! – Apertei minhas mãos em sua cintura, roçando meu nariz no seu.
- Sabe o que é bom também? – Ela perguntou, acariciando meu rosto. – Esse carinho. – Ela mordiscou seu lábio. – Sempre me perguntei se o nariz atrapalhava, mas... – Gargalhei alto, tombando a cabeça para trás. – Mas é um carinho gostoso.
- Eu sou todo gostoso, baby! – Foi sua vez de gargalhar.
- Ah, cara, está ficando tarde, estamos falando besteiras. – Ela apoiou a cabeça em meu peito e fechei os braços em suas costas.
- Você quer ir embora? – Perguntei, dando um beijo em sua cabeça.
- Honestamente? Só estou pensando na cama... – Ela riu fracamente. – É uma afronta dormir no sofá com essa cama aqui.
- Podemos ficar aqui e voltar antes do pessoal acordar. – Sussurrei. – Posso sondar o tempo online da Michelle e do Jason e a gente fala que chegou pouco depois. – Ela riu fracamente.
- Nem detetive faz isso e faremos por uma pequena mentira. – Sorri.
- Já mentimos muito para nossos pais, mas acho que esse é o melhor motivo. – Ela ergueu o rosto.
- Não sei se Alexander Addams concordaria com isso, mas é... – Trocamos um rápido selinho.
- Seu pai gostava de mim! – Ela riu.
- Não sei se agora ele gostaria de você. – Ergui o olhar para o teto.
- Por favor, tio Alex, não me mata! Eu sou um cara legal. – Ela riu, colando a boca em minha bochecha.
- Seu passado te condena, Daniel. – Rimos juntos e virei meu rosto, roçando nossos lábios.
- Eu vou focar no meu futuro agora. – Ela riu.
- Sendo romântico, Daniel?
- Eu falei que era, quem sabe agora você não acredita em mim?! – Ela assentiu com a cabeça, fazendo nossos narizes roçarem.
- Quem sabe? – Ela riu, colando nossos lábios longamente e dessa vez subi minha mão para sua nuca, fechando os olhos e alongando o beijo.
Ela tombou o corpo para o lado, apoiando uma mão em meu peito e nossos lábios se descolaram por alguns segundos. Minha mão foi para sua nuca, puxando seu rosto para mim e sua língua encontrou a minha com rapidez. Ela subiu uma perna para meu corpo e segurei-a firme, deslizando a mão pela parte de trás dela até chegar em sua bunda.
Ela mordiscou meu lábio devagar, separando nossos lábios por alguns segundos e deu alguns curtos selinhos espaçados. Ri fracamente, acariciando seu rosto com o polegar e ela inclinou o rosto em minha direção, abrindo um sorriso e deitou a cabeça em meu braço. Apoiei a mão em suas costas e ela subiu a mão para minha nuca e me aproximei para colar nossos lábios novamente, ouvindo-a suspirar.
- Por que demoramos tanto para fazer isso? – Ela perguntou em um sussurro.
- Eu não tenho ideia. – Falei baixo, roçando nossos lábios. – Mas agradeço por ter podido descobrir. – Ela sorriu, rindo fracamente.
- Nós poderíamos ficar aqui para sempre e eu não ia reclamar...
- Essa é só a sexta corrida, . Temos outras 15... – Ela abriu os olhos.
- E eu vou ficar contigo até o fim? – Assenti com a cabeça. – É, estamos ferrados. – Rimos juntos.
- Eu estou amando isso. – Pressionei meus lábios em sua bochecha. – Vai ser divertido. – Ela riu fracamente.
- Eu tenho muitas perguntas, sabe? Como... Como vamos fazer isso? Para quem vamos contar? – Ela suspirou. – Mas estou com sono. – Chequei o horário no celular.
- São quase onze horas. O dia foi pesado. – Falei, deslizando minha mão sobre sua perna.
- Que horas vamos voltar para o apartamento? – Ela apoiou a cabeça em meu peito e fiz carinho em seus cabelos.
- Umas quatro? Minha mãe acorda as seis e eu preciso estar até as oito no paddock. – Falei.
- E eu vou contigo. – Ela ergueu os olhos para mim. – É um dia importante. – Assenti com a cabeça.
- Obrigado, baby. – Ela sorriu, colando nossos lábios por alguns segundos.
- Eu deveria dormir... – Ela suspirou.
- Dorme, amor. Eu vou colocar o despertador. – Falei.
- Eu preciso escovar os dentes. – Ela falou, sonolenta. – Mas não quero levantar. – Ri fracamente. – Não quero dormir também. – Ela deslizou a mão pelo meu peito. – Acordar e perceber que foi só um sonho.
- Não foi, baby. – Dei um beijo em sua testa. – Eu estarei aqui quando acordar. – Deslizei os lábios pelo seu rosto. – E a primeira coisa que eu vou fazer é te beijar. – Ela riu fracamente.
- Ok, combinado. – Ela suspirou e sabia que ela não se levantaria mais dali hoje.
- Bom dia. – Ele disse e fiz uma careta, coçando os olhos.
- Bom dia. – Falei, manhosa e ele colou seus lábios nos meus, me fazendo suspirar. – Não foi um sonho...
- Não. – Ele disse e senti sua mão deslizar pelo meu corpo e estava na mesma posição de ontem. – Mas precisamos voltar para o apartamento, . – Suspirei.
- Não quero... – Fiz um beicinho e ele deu um beijo neles, me fazendo rir.
- Vamos, baby! – Ri fracamente. – Eu tenho a corrida. – Abri os olhos, encarando os seus.
- Hoje é o dia que você vai vencer! – Falei firme. – Hoje é seu dia, Danny! – Ele sorriu.
- Que Deus te ouça, . – Ele deu um curto beijo em meus lábios. – Vamos? – Ele perguntou.
- Vamos, né?! – Falei, rindo e me espreguicei, esticando os braços e as pernas.
- Vai antes! Vou arrumar a cozinha. – Assenti com a cabeça e suspirei antes de me impulsionar para cima, me levantando.
Pela janela, era possível ver as luzes o Yacht Club e de outros iates a nossa volta, mas quando virei para o horizonte, só tinha o breu e alguns pontos de luz. Os iates e cruzeiros que Danny disse que chegariam. Me levantei ainda preguiçosa, passando a mão nos cabelos e fui até o banheiro, sendo levemente cegada pela iluminação antes de fechar a porta.
Chequei nossas roupas ali e fiquei feliz por estarem secas. A ventilação do iate ajudou com isso. Tirei a roupa de Danny e coloquei minha roupa de ontem. Ela estava completamente dura e estranha, mas espero que os pais de Danny não acordem quando chegarmos e que possamos trocar por um pijama e enfiar a roupa no fundo da mala antes de eles acordarem.
Prendi meus cabelos novamente em um rabo de cavalo e usei o dedo para dar uma rápida e má escovada nos dentes, depois usei o enxaguante bucal para despistar o cheiro que pudesse ter ficado do jantar de ontem. Deixei para fazer xixi por último, pois sei que não poderia ir com o pessoal lá no quarto de Danny.
- Pode ir! – Falei para Danny quando saí, encontrando o quarto arrumado e sua mochila ali, somente a camisa da Red Bull para fora.
- Já vamos. – Ele disse, se aproximando de mim e me segurou pela cintura. – Bom dia.
- Bom dia. – Falei, apoiando minhas mãos em seus braços e nossos lábios se tocaram em vários curtos selinhos.
- Isso é pouco. – Ri fracamente. – Eu não vou poder te beijar o dia inteiro. Preciso aproveitar. –Sorri.
- A gente dá um jeito, vamos focar na corrida antes. Se Deus quiser, até o fim do dia, todos estaremos bêbados e de volta aqui para comemorar! – Ele riu fracamente.
- Que Deus te ouça! – Rimos juntos e colei nossos lábios rapidamente.
- Agora vai! – Empurrei-o e ele riu fracamente antes de entrar no banheiro e fechar a porta.
Me sentei na cama novamente, suspirando e vi que Danny já tinha fechado tudo. Vi a caixa de comida ali junto de algumas coisas de lixo e suspirei. O sono estava começando a pegar, já sabia que seria um daqueles dias e mais uma vez estava preocupada com a disposição de Danny. Hoje é a corrida mais importante da carreira dele, ele precisa estar bem.
Vi a ponta do caderno de Danny saindo da mochila e abri o zíper, tirando-o dali e virei até a última folha, encontrando alguns rabiscos. Encostei as costas na cabeceira e comecei a desenhar literalmente a única coisa que eu sou boa. Ele não demorou para sair, com a mesma roupa de ontem, inclusive a camiseta da Red Bull e sorriu para mim indo, até a mochila.
- O que está fazendo? – Ele perguntou.
- Desenhando... – Comentei.
- Ah, eu gosto das suas rosas. – Ri fracamente, vendo o desenho quase completo e coloquei alguns sombreados antes de virar o caderno para ele.
- O que acha? – Ele pegou o caderno.
- Você deveria tatuar isso.
- Mas por que motivo? – Devolvi a caneta para ele.
- Porque é bonita para caralho. – Rimos juntos.
- Quem sabe um dia? – Dei de ombros, bocejando. – Quando eu não estiver com sono.
- Vamos lá, aproveitar que a cidade está vazia. – Ele disse e joguei as pernas para trás, me levantando.
- Eu estou me sentindo uma fugitiva. – Rimos juntos e ele colocou a mochila nas costas antes de se aproximar.
- Quase isso! – Ele me abraçou pela cintura. – Mas é por um bom motivo. Meus pais vão surtar, você sabe disso.
- É claro que sei! – Subi os braços para seus ombros. – Eu estou surtando um pouco. – Ele aproximou o rosto do meu.
- Relaxa, . Pensa com seu coração, não sua cabeça. – Ri fracamente e colamos nossos lábios.
Ele apertou as mãos em meu corpo, me trazendo para perto dele e minhas mãos apertaram em seus ombros. Nossos lábios se movimentaram lentamente, fazendo meu corpo arrepiar e logo nos afastamos com curtos selinhos e risos bobos.
- Nós terminamos isso depois. – Assenti com a cabeça, deslizando meus braços de seu corpo.
Ele deu uma última checada pela parte interna do iate e o ajudei com as coisas que utilizamos. Logo pisei no píer e foi estranho sentir os pés firmes no chão depois de uma noite incrível como essa. O píer estava vazio, alguns iates acesos, mas ninguém nos atrapalhou.
- Está chuviscando. – Comentei.
- A gente chega rápido. – Ele disse.
- Estou comentando pela corrida, a estratégia muda, não? – Virei para ele.
- Depende, vamos ver em seis horas. – Ele ponderou com a cabeça e confirmei com ele.
Devolvemos o que utilizamos ontem no restaurante e jogamos o lixo na primeira lixeira que vimos antes de sair. A Vespa ainda estava em seu lugar, colocamos os capacetes e guardamos a mochila no banco antes de subirmos nela. Abracei-o pela cintura e seguimos de volta para o apartamento. A cidade estava completamente vazia e escura, então conseguimos chegar bem mais rápido e nem precisamos fugir tanto mais, além das ruas fechadas para o GP.
Entramos no estacionamento e ele parou ao lado da McLaren novamente, me fazendo suspirar com o fim do dia. Lhe devolvi o capacete e trocamos um rápido selinho antes de nos aproximarmos da porta.
- Eu vou mandar mensagem para Maria. Pedir para ela compartilhar a mentira pela garagem. – Ri fracamente, chamando o elevador.
- Ela vai te matar por você estar acordado agora. – Falei.
- O que você prefere? Esporro da Maria ou da dona Grace? – Fiz uma careta.
- Oh, isso é difícil! – Ele riu fracamente.
- Maria está torcendo por nós, talvez ela entenda.
- Talvez. – Brinquei, ouvindo-o rir e o elevador se abriu. – Vem, vamos cuidar disso antes. – Falei e ele suspirou.
- Lá vai! – Ele disse, dramático e entramos, apertando o botão do décimo primeiro andar.
Ele me abraçou pela cintura, dando um beijo em minha têmpora, me fazendo sorrir e podia realmente ficar envolvida em seu abraço e dormir aqui de novo que eu não perceberia. Quando o elevador se abriu novamente, fizemos curtos sinais da cruz antes de ele abrir a porta do apartamento devagar.
Ele colocou a cabeça para dentro e me chamou com a mão. Entrei devagar e vi a porta de seu quarto fechada e isso parecia um bom sinal. Entrei na ponta dos pés e fui até a sala, encontrando-a vazia e com o sofá arrumado para nós, me fazendo suspirar.
- Eles preparam para nós. – Falei em um sussurro.
- Vamos nos trocar e fingir que estávamos realmente dormindo. Dá para eu tirar umas duas horas de sono. – Assenti com a cabeça e fui até minha mochila e peguei meu pijama. – Eu vou no quartinho. – Ele indicou com a cabeça.
- Você tem pijama? – Perguntei.
- Não, mas trouxe uma bermuda e uma camiseta do iate. – Ele disse e assenti com a cabeça.
Ele sumiu pela porta e aproveitei para trocar de roupa bem rápido antes que ele voltasse e enfiei as roupas de antes bem fundo na mochila. Me sentei no sofá tentando fazer o mínimo de barulho possível e me deitei, puxando a coberta para meus ombros. Danny apareceu logo em seguida, com uma roupa que enganava muito o pijama dele e se deitou ao meu lado.
- É até engraçado. – Ele sussurrou, me fazendo sorrir.
- Não me faça rir. – Pedi e ele ajeitou o lençol em cima de si.
- Meu despertador toca as seis. – Ele disse e assenti com a cabeça.
- Não se preocupe. – Falei e ele se aproximou, tocando nossos lábios levemente. – Não podemos...
- Só unzinho. – Ele brincou, me fazendo rir.
- Precisamos ser discretos, Daniel. E sem showzinho. – Ele assentiu com a cabeça.
- Não se preocupe, eu vou ser. – Ele colou nossos lábios rapidamente. – Depois disso. – Ri fracamente.
- Dorme, baby. – Falei, apoiando a mão em seu peito. – Você precisa estar perfeito.
- Eu estou. – Ele sorriu. – Agora eu estou. – Sorri, apoiando a cabeça em seu braço e fechando os olhos.
Daniel
- Não vai levantar? – Virei o rosto, encontrando com o rosto afundado no travesseiro.
- Não queria te acordar. – Falei, virando o rosto para ela.
- Eu não consegui pegar forte no sono de novo. – Assenti com a cabeça e ela apoiou a mão em meu peito. – Vamos fazer um bom espetáculo, ok?!
- Ok. – Falei, aproximando meu rosto do dela e deixei um rápido selinho.
- Não abusa, Daniel. – Ela riu fracamente e sorri.
- Difícil de resistir. – Falei.
- Ah, vocês estão aí! – Me assustei, virando para porta e me cegando por alguns segundos quando a luz acendeu. – Vocês não têm noção do quão preocupada me deixaram! Vocês poderiam ter avisado! – Senti alguns tapas em minha perna.
- Ai, mãe! – Falei, vendo minha mãe ainda de pijama.
- “Ai” nada! Vocês dois me deixaram muito preocupada! – Ela deu outros tapas e tentei desviar as pernas, quase subindo em .
- Ai, tia Grace, tá cedo! – disse, sonolenta.
- E que horas vocês chegaram, hein?! Onde vocês estavam? Ninguém atende ao telefone, não manda uma mensagem...
- Mãe! – Afundei o rosto no travesseiro. – São seis da manhã, pega leve! – Falei, tentando evitar responder sua pergunta.
- Por que não nos avisaram? Podíamos ter ido com vocês! – Ela disse firme.
- A gente recebeu uma ligação de última hora, tia. – disse, se sentando no sofá. – O Danny foi me mostrar a McLaren dele na garagem, que ele tinha esquecido, e a Maria ligou. Eles viram pelo radar que teria chuva hoje e aí acharam melhor chamar o Danny para conversar, e eu acabei indo junto, oficialmente eu estou trabalhando para Red Bull, né?! – Ela disse aleatoriamente e olhei surpreso para ela.
- Mas poderiam ter avisado. – Ela disse firme e vi meu pai entrar na sala.
- Desculpe, mãe, mas a gente está acostumado a fazer as coisas meio na pressa. – Falei e ela bufou.
- Querida, se acalme, eles estão bem. – Meu pai disse. – Bom dia, crianças.
- Bom dia, tio Joe! – sorriu. – Posso usar o banheiro?
- Claro! – Ele disse e deslizou para fora do sofá, sumindo pelo corredor.
- Ao menos podiam ter avisado quando chegaram. – Minha mãe continuou.
- A gente chegou de madrugada, mãe, quase ficamos lá na garagem. Tomamos banho lá, jantamos, ficamos por lá. Está tudo bem, relaxa. É só para estar tudo perfeito para hoje. – Ela bufou.
- Eu estou nervosa, tudo precisa estar perfeito. – Ela disse e me levantei do sofá.
- Não se preocupe, mãe. Estamos bem, o carro está bem, eu estou calmo, ligado, só preciso confirmar isso. – Apoiei as mãos em seus braços e ela me abraçou com firmeza.
- É seu momento, amor! – Sorri. – Boa sorte.
- Obrigado, mãe! – Ela beijou minha bochecha e depois meu pai me abraçou também.
- Quais são seus planos para hoje? – Ela perguntou.
- Eu preciso estar na garagem as oito, então vou tomar um banho, me arrumar e ir até a estação. A Maria deve ter disponibilizado um barco para me levar lá... – Peguei meu celular. – Eu tomo café na estação e vou para garagem. Vocês podem ir mais tarde, igual ontem. Queria que a descansasse um pouco também...
- Eu vou contigo, Daniel! – Ela apareceu. – Já falei. Eu durmo depois. – Ela andou até sua mochila, colocando-a na cama. – Está chovendo e está frio. – Ela disse. – Se aqueça. – Assenti com a cabeça.
- Quer tomar banho? Vou ver se tem alguma mensagem. – Ela assentiu com a cabeça.
- Claro, é rápido. – Ela disse, pegando suas coisas antes de seguir de volta para o quarto. Me sentei na beirada do sofá para ver as mensagens, encontrando algumas de Maria.
“O QUE VOCÊ ESTAVA FAZENDO ACORDADO AS QUATRO DA MANHÃ, DANIEL?! E POR QUE EU PRECISO INVENTAR UMA MENTIRA ENORME PARA VOCÊ?!” – Suspirei.
“Porque eu passei a noite com no iate e não estou pronto para contar para os meus pais que nos beijamos e levar outro esporro como esse”. – Enviei. – “Já estou de pé, em 45 minutos estou pegando a lancha para estação”. – Saí da conversa dela e fui para Michael.
“Y-Y-Y-YHA-A-A-A-A-A! É ISSO QUE A GENTE ESTAVA ESPERANDO! AÍ, GAROTO! Estou feliz por vocês!” – Ri fracamente.
“Obrigado, cara! Eu vou direto para estação da Red Bull, te encontro lá?” – Saí da conversa dele, vendo algumas de minha mãe e Michelle, mas Maria já tinha respondido.
“OK, ISSO É UM BOM MOTIVO! Mas você não está cansado para hoje, está? Ai, Daniel! Estou feliz por vocês, mas tinha que ser ontem? E sua regra de não transar antes de corrida?” – Ri fracamente e parei para pensar por um segundo sobre isso.
Eu deveria achar estranho a vontade de transar com , mas por algum motivo eu estava empolgado demais com isso. Não sei se são duas partes do corpo pensando, mas acariciar seu corpo, sentir suas coxas, sua perna e seu quadril pressionando no meu, só me fazia pensar quando isso aconteceria.
Será que tem uma regra de melhor amigo? O beijo ontem e a transa vai ser daqui alguns dias? Não sei muito como se sente quanto a isso, ela não é do tipo que tem sexo casual, então antes de tudo acho que preciso garantir que nossos caminhos vão andar lado a lado. Na verdade, isso é outra coisa que ronda minha cabeça. Estamos apaixonados um pelo outro, nos beijamos e agora? O que somos? Namorados? Sacudi a cabeça e respondi Maria.
“Não se preocupe, não aconteceu nada demais. E eu estou bem, nasci pronto”. – Suspirei, vendo-a digitar.
“Bom, então! Te vejo daqui a pouco e estou feliz por vocês. Já avisei ao Christian aqui e ele gargalhou alto, mas dá para fingir se seus pais perguntarem algo. Vamos falar disso depois, ouviu?! Vocês dois!”. – Sorri.
“Ok”. – Respondi, vendo a resposta de Michael pela notificação.
“Já estou pronto, chego aí em 20 minutos”. – Suspirei, relaxando meu corpo no sofá.
- Você e a estão lidando bem com isso, não? – Ergui o rosto.
- Oi?! – Perguntei, confuso.
- Com ela te acompanhando, parece que está dando tudo certo! – Minha mãe disse.
- É a , mãe! – Dei de ombros. – Nos damos muito bem. – Sorri.
- Ah, mas vocês estão sempre juntos, poderia dar briga. – Ri fracamente, pensando em ontem.
- Está tudo bem, mãe! – Sorri e ela assentiu com a cabeça.
- Está livre, Danny! – apareceu novamente de jeans e a blusa da Red Bull.
- Eu vou tomar um banho rápido e logo volto. – Falei e assentiu com a cabeça. – Michael deve estar chegando.
- Eu o recebo. Não se preocupe! Vai se arrumar. – Ela disse, pressionando os lábios. – Você tem uma corrida para ganhar. – Sorri e ela deu de ombros, rindo em seguida.
Fui para o quarto, encontrando Jason, Michelle e Isaac dormindo e ri fracamente antes de sumir dentro do banheiro. Tomei um banho mais relaxante do que de ontem e fiz minhas necessidades, escovei o dente e coloquei a roupa da Red Bull antes de sair, sacudindo os cabelos. Minha irmã ainda estava do mesmo jeito e segui para a sala novamente, vendo Michael se juntar à e meus pais.
- Bom dia, cara! – Falei para Michael.
- E aí, cara? Deu tudo certo ontem? – Ele perguntou rindo fracamente e senti meu rosto esquentar.
- Sim, sim! Deu sim! – Falei, rindo. – Quer comer algo?
- Não, eu estou pronto para ir. – Ele disse e subi o zíper do casaco da Red Bull.
- Tem certeza de que não quer ficar, ? – Minha mãe perguntou.
- Eu estou bem, tia, não se preocupe. – Ela deu um curto sorriso.
- Ela gostou da coisa, mãe! – Falei, fazendo rir.
- Não fala isso, eu não me conformo por ter perdido cinco anos disso, Danny. – Ela fez um bico e olhei sugestivamente para ela e ela deu com os ombros, rindo em seguida.
- Aconteceu, querida, e tenho certeza de que seus pais estão felizes por você largar esse medo para trás. – Meu pai disse, fazendo dar um daqueles sorrisos se forçando a não deixar a emoção atingi-la.
- Além de que ele está novo ainda, tem muito tempo para você aproveitar, querida. – Minha mãe disse.
- É, olha o Kimi, por exemplo. – Falei, fazendo-a rir.
- Jenson, Felipe, Alonso... – Ela ponderou com a cabeça. – Se você envelhecer como eles, acho que estamos bem! – Ela deu dois tapinhas em meus ombros, me fazendo rir.
- Bom, vamos? - Michael disse.
- É, claro! – Falei, pegando minha mochila e conferindo rapidamente os itens dentro dela. – Nos vemos mais tarde.
- Pode deixar, filho! – Meu pai disse e dei um abraço em cada um, depois e Michael fizeram o mesmo.
- A gente se encontra depois. – disse, seguindo com Michael e sorri para meus pais antes de fazer o mesmo.
Fechei a porta de casa e esperei o elevador com eles, batendo levemente o pé no chão. Entramos quando ele chegou e bati a mão no térreo, vendo eles entrarem e logo depois a porta do elevador se fechar.
- Ok, estamos seguros agora. – Sorri, virando para .
- Daniel. – Ela disse, rindo e abracei-a pela cintura.
- O quê? – Michael perguntou e riu perto da minha orelha. – Ah, cara, não... – Ignorei-o e segurei pela nuca, colando nossos lábios por alguns segundos e ela passou as mãos em minha cintura.
- Bom dia. – Ela riu fracamente.
- Bom dia. – Dei outro selinho em seus lábios.
- Ok, ver isso é incrivelmente estranho. – Ele disse, nos fazendo rir.
- Não se preocupe, é estranho para nós também... – Sorri para . – Mas é bom para caralho! – Abracei-a e ela apoiou a cabeça em meu ombro.
- Eu preciso furar meus olhos agora. – Ele disse, dramático, me fazendo rir.
- Para, Michael! Você sempre torceu pela gente, vai.
- É, no ensino médio, mas depois de 10, 12 anos as coisas ficam estranhas. – Ele olhou para gente e neguei com a cabeça. – Mas é, vocês são fofos.
- Obrigada! – Ela disse, rindo e deixei um beijo em sua testa antes do elevador se abrir. – Mas agora somos só Daniel e , ok?! – Ela virou para mim.
- Podemos tentar, mas não garanto! – Dei de ombros.
- Ah, cara! Eu estou entre querer ou não saber o que aconteceu na noite passada. – Michael disse enquanto saíamos do elevador.
- Agora você não vai saber de nada, só amigos, ok?! – virou rapidamente para mim e ponderei com a cabeça, virando para Michael.
- Eu te conto no treino! – Falei e revirou os olhos, seguindo à nossa frente. – Não fica assim! – Abracei-a pela cintura, puxando-a para mim.
- Quero ver se você vai achar graça com seus pais descobrindo isso. – Ponderei com a cabeça.
- Eles adorariam, você sabe disso. – Virei para ela. – Na verdade, acho que você é a única mulher que eles não reclamariam. – Ela riu fracamente, soltando minhas mãos de seu corpo.
- Tudo no seu tempo, Daniel! Guarda essa energia para corrida, ok?! – Ri fracamente.
- Você está certa! Você está certa! Só está difícil manter as mãos longe de você. – Falei, ouvindo-a rir.
- Eu não preciso saber disso! – Michael disse, sério, me fazendo sorrir.
- Depois, Daniel! Depois. – Ela piscou para mim e estalei um beijo em sua bochecha antes seguir pelas escadas da entrada do apartamento.