Capítulo 24
- Ah, que saudades de você! – Grace falou próximo ao ouvido da menina, fazendo a risada delas ecoarem pela entrada de casa. – Deixa eu olhar para você... – Grace segurou o rosto da menina com as mãos. – Você está tão crescida.
- Ah, tia! – disse encabulada. – Até parece que não me vê há anos.
- Ver sim, conviver não! – Grace riu, fazendo a menina sorrir com ela. – Nunca mais se afaste de nós, ok?!
- Isso nunca mais vai acontecer, mãe. – A voz de Daniel se ouviu atrás das duas e eles se afastaram para olhar o menino aparecendo no pé da escada.
- Espero que nunca mais mesmo, o Danny ficou maior chato depois que vocês se afastaram. – Michelle disse rindo, bagunçando os cabelos do irmão mais novo e correu em direção à , abraçando-a. – Eu preciso de uma amiga para lidar com esse chato. Nunca mais suma daqui, ok?!
- Pode deixar. – disse rindo, sentindo Michelle finalmente soltá-la.
- Bom te ter aqui de novo, querida! – Tio Joe disse e o abraçou fortemente.
- É bom voltar... – Ela disse com um sorriso no rosto e Daniel acabou com a distância entre eles e abraçou a amiga fortemente.
- Amigos para sempre, certo? – Ele sussurrou e ela assentiu com a cabeça, apoiando a cabeça no ombro do garoto.
- Sim, para sempre. – Eles suspiraram juntos antes de se afastar.
- Vem! Preparei algo legal para nós. – Ele disse. – Estaremos no meu quarto.
- Ok, chamamos vocês para jantar! – Grace falou e Daniel segurou a mão de e os dedos deles entrelaçaram automaticamente, fazendo ambos rirem.
Eles seguiram para o andar de cima e nem sabia que existia um segundo andar. Parece que as coisas na empresa de engenharia de tio Joe estavam melhores do que esperava. Daniel entrou em uma das portas à sua frente e a menina logo atrás, se surpreendendo com a mudança na decoração do Daniel criança para o Daniel quase jovem adulto. O foco era completamente corrida agora. Medalhas, capacetes, troféus e macacões ocupavam as paredes, prateleiras e tudo que não fosse a cama dele e a escrivaninha.
- Uau. – Ela disse. – Muito mudou.
- Você também. – Daniel disse e ela assentiu com a cabeça. – Foi muito tempo longe, .
- Eu sei... – Ela suspirou, deixando a bolsa tiracolo na cadeira do computador do menino e suspirou. – Nunca mais, tá? A gente vai aprender a lidar com as coisas juntos.
- Juntos. – Ele disse, esticando a mão e ambos tocaram os punhos, rindo fracamente.
- Eu soube sobre a Formula Ford. – Ela disse.
- Esse ano eu corri a Formula Renault. – Ele comentou e a menina arregalou os olhos.
- Onde? – Ela perguntou surpresa.
- Itália, Bélgica e Espanha.
- Você foi para Itália, para Bélgica e para Espanha? – Sua voz ficou mais alta e ele assentiu com a cabeça. – Oh, meu Deus! Que posição?
- Sexto. – Ele deu de ombros. – Não perfeito, nenhum pódio, mas está bom para a primeira vez.
- Não acredito que eu perdi isso. – Ela suspirou. – Uau! Você foi para Espanha. – Ela disse rindo.
- Você ia gostar. – Ele suspirou. – Itália não foi novidade pelo meu pai, mas os outros dois foi bem legal. Na Bélgica foi em SPA. E o último na Itália foi em Monza...
- Circuito tradicionalíssimo. – Ela disse e ele assentiu com a cabeça. – Uau, Danny. – Ela disse rindo. – Eu estou feliz por você. Com uma leve inveja por sair do país, mas tudo bem, terei minha chance. – Ele riu fracamente.
- Eu soube da faculdade... – Ele mencionou e ela ergueu o olhar para ele. – Gastronomia, hum?
- É... – Ela suspirou.
- Não sabia que gostava de cozinhar...
- Surgiu tem pouco tempo... – Ela deu de ombros. – Não achei outra coisa que eu gostasse tanto e deu certo...
- DEU CERTO? , você passou na Le Cordon Bleu! – Ele falou rindo. – Até eu sei o peso disso. – Ela riu, sentindo o rosto esquentar.
- É... – Ela riu. – Só tem um problema nisso tudo... A faculdade é em Sydney. – Ela suspirou. – Vamos ficar afastados mais um pouco.
- Talvez mais do que só Sydney. – Ele mordiscou o lábio inferior.
- Como assim? – Ela perguntou.
- Acho que vou morar na Itália ano que vem. – Ele suspirou, se sentando na cama. – Tentar uma entrada na Fórmula Um...
- Uau... – Ela tentou não parecer tão surpresa e se sentou na beirada da cama para suspirar. – Eu não sei o que dizer...
- Nada vai mudar, . – Ele disse. – Ainda poderemos nos encontrar nas férias... Você pode me visitar nos feriados e...
- Eu sei, eu sei... – Ela suspirou. – É só... Parece que mesmo longe, nossas vidas seguiram, né?!
- Sim... – Ele pressionou os lábios. – Mas podemos aproveitar juntos... Nos conhecermos de novo... Continuar nossa amizade. – Ele segurou as mãos dela.
- Sim, claro! – Ela riu sem graça. – É só... – Ela deu de ombros. – Pensei que as coisas seriam como antes...
- Acho que isso é impossível, . – Ele deslizou o corpo pelo colchão, se aproximando dela. – Somos diferentes de três anos atrás... Vamos ter que nos conhecer de novo... – Ela assentiu com a cabeça.
- Quando você vai? – Ela perguntou.
- Não sei ainda, preciso arranjar mais dinheiro. Vou ficar as férias focado nisso, vendendo coisas, sei lá...
- Eu posso te ajudar. – Ela disse. – Agora eu realmente sei fazer uma torta gostosa. – Eles riram juntos.
- Ei! É isso! – Ele riu. – Com suas tortas e com meu senso de beleza e simpatia...
- Ai, meu pai. – suspirou, fazendo ambos rirem. – Vemos que seu narcisismo continua...
- Só piorou, talvez. – Ele riu.
- Ao menos temos as férias para aproveitar. – Ela disse.
- É. – Ele sorriu. – E quero começar me redimindo contigo... – Ele se levantou, pegando um embrulho de presente na gaveta da escrivaninha e esticou para ela.
- Um presente para mim?
- Para nós... – Ele deu de ombros, se sentando ao lado dela de novo e a menina abriu o embrulho devagar, encontrando um DVD ali e viu a capa de Shrek 2. – Eu te devo um pedido de desculpas sobre aquele dia...
- Danny, isso... – Ela resmungou.
- Eu devo, . – Ele suspirou. – Uma coisa não tira a outra. Eu não deveria ter dado o bolo em você... Não deveria ter feito nada do que eu fiz, na verdade. – Ele suspirou. – E não quero que você marque esse filme incrível por algo que eu fiz...
- Eu vi... – Ela falou, suspirando. – Minha mãe entrou comigo quando você não apareceu... – Ele pressionou os lábios.
- E você gostou do filme? – Ele perguntou receoso.
- Sim... – Ela disse rindo. – É muito bom.
- É sim... – Ele riu com ela. – Quer ver? Eu não vou ser um grande chef de cozinha como você, mas ainda sei fazer pipoca com chocolate. – Ela riu, assentindo com a cabeça, fazendo-o abrir um largo sorriso.
Não demorou para ambos estarem deitados na cama do menino, com as pernas embaixo da coberta, comendo pipocas com chocolate enquanto cantavam a plenos pulmões Accidentally in Love, começavam a decorar as falas dos personagens e Daniel soltasse um pum na cena do pântano.
Eles fariam a mesma coisa no dia seguinte, e depois, e depois...
- Não, Danny! Você deu sorte! – Virei o rosto para ele. – Eu nunca te dei aulinha sobre pratos britânicos. – Rimos juntos e ele desviou o olhar para rua novamente.
- Eu sou bom, baby! Eu sou bom! – Rimos juntos.
- Você é metido, isso sim, senhor Daniel! – Me inclinei no carro e dei um beijo em sua bochecha. – Mas fiquei orgulhosa de você, se eu precisar de uma ajuda no meu restaurante, eu te chamo.
- Eu presto atenção no que você faz, baby. E o que você fala. – Ele esticou a mão até minha perna e sorri. – Mas por favor, não me pede para ajudar no Black Pudding... – Ri fracamente.
- É, eu vi que te deu ânsia só de pensar. – Entrelacei nossos dedos, ouvindo-o rir.
- Como vocês conseguem trabalhar com isso? Digo... Limpar carnes e...
- Sei lá, baby. Eu só fiz isso algumas vezes na faculdade, mas em grandes restaurantes a carne já vem praticamente pronta para uso. – Dei de ombros. – É a mesma pergunta de como você consegue dirigir a quase 400 quilômetros por hora. – Ele virou o rosto para mim.
- Touché! – Rimos juntos.
Nossas mãos acabaram se soltando quando ele encontrou uma vaga para estacionar na rua. Ele desligou a nova Aston Martin AM-RB 001 que a RedBull deu para ele brincar depois do lançamento de ontem e saímos de lados contrários. Ele deu a volta no carro, se encontrando ao meu lado e nossas mãos se juntaram para atravessar a rua.
Apesar de eu ter chegado depois do Natal na casa de Danny, eles tinham presentes para mim e um dos vários que ele havia me trazido, era uns óculos escuros de uma marca independente inglesa chamada Eye Respect. Ele e Danny trabalharam em uma coleção juntos e hoje veríamos os resultados. E se fossem tão lindos como os que ele me deu e o que eu roubava dele, seria incrível. O local era uma cafeteria no bairro de Putney, em Londres, que funciona como um showroom para a empresa.
- Daniel! – Um homem corpulento o recebeu quando entramos na cafeteria e nossas mãos se soltaram.
- Greg! Bom te ver! – Eles se cumprimentaram com um aperto de mãos.
- Pronto para ver os resultados? – O homem falou.
- Sim, claro! – Danny disse rindo e me abraçou pelos ombros. – Essa é , achei que precisariam de uma modelo.
- Ah, Danny! – Falei rindo.
- O quê? Você usa óculos, tudo fica bem em você! – Ri fracamente.
- É um prazer te conhecer. – O tal Greg disse e trocamos um rápido cumprimento. – Venham comigo, por favor.
Danny entrelaçou nossas mãos novamente e passamos para o fundo da cafeteria. O local era pequeno e claramente não era aberto ao público. Tinha um balcão de cafeteria do lado esquerdo, algumas mesas do lado direito e um espaço maior para trabalho ao fundo. Ali tinha vários óculos expostos, vários desenhos, projetos de divulgação e espelhos nas paredes.
- Aqui estão suas criações... – O homem disse e Danny se aproximou da mesa, sentando na mesa e observei os diversos óculos escuros e algumas armações de grau.
Tinha vários estilos, alguns mais simples, outros mais chamativos, mas meus favoritos foram os mais simples e escuros. Danny falava de mim, mas também ficavam bem com qualquer coisa. Ou talvez fosse a parte apaixonada de mim dizendo.
- O que acha? – Ele sorriu para mim e ri fracamente.
- Eu adorei! – Falei rindo e ele tirou de seu rosto, colocando no meu logo em seguida.
- Viu? Tudo fica bem em você! – Ri fracamente e desviei o rosto para me olhar no espelho e passei as mãos nos cabelos soltos nos ombros. – Eu adorei tudo! – Danny disse rindo.
- O projeto de divulgação também já está pronto, falta só realmente sua aprovação e mandar para produção. – Greg disse e voltei para a mesa e peguei uns óculos de grau, colocando no rosto e me olhando no espelho novamente.
- Vamos fazer isso! – Danny disse sorrindo.
- Eu vou pegar os papéis. – O homem disse e virei meu rosto novamente para a mesa, vendo Danny agora com uns óculos de grau no rosto.
- Não, baby! – Falei rindo. – Não está legal! – Puxei os óculos com armações claras de seu rosto.
- Pareço você! – Rimos juntos e abracei-o pelos ombros.
- Não! – Ele sorriu e nossos lábios se tocaram rapidamente.
- O que achou? – Ele perguntou e me sentei na cadeira ao seu lado.
- Eu adorei, Danny. Já estava apaixonada antes de ver sua coleção, agora eu quero um de cada. – Ele riu, pressionando os lábios em minha bochecha.
- Eu te dou a primeira caixa. – Ri fracamente, sorrindo.
- Eu posso roubar os seus! – Falei, observando as folhas com os projetos na mesa. – O que é isso? – Apontei para um símbolo ao lado do logotipo da empresa.
- Essa é a minha marca. – Ele indicou e franzi a testa.
- Seu logo?
- É! – Ele disse rindo. – Acabou sendo necessário para desvincular do piloto... O que acha?
- O que é para ser? – Parecia um desenho de tetris.
- Um D e um R de uma forma estilizada. – Ele indicou e demorei para ver de cara. – Muito ruim?
- Não! – Falei rindo. – É perfeito, baby. – Sorri para ele e senti um beijo em minha testa. – Você está ficando importante...
- Eu sou o mesmo Danny. – Ele disse e ri fracamente.
- Não mesmo! – Apoiei as mãos em seus ombros. – Você deixou de ser o mesmo Danny depois daquela noite no iate. – Falei sugestivamente, ouvindo-o rir alto. – Você é meu Danny agora.
- Nem nego! – Ele brincou, me fazendo rir.
- Vocês gostariam de um café ou de algo para comer? – Greg voltou e me afastei devagar de Danny, ajeitando os óculos na mesa.
- É, claro... – Danny disse. – Quer algo, baby? Você não comeu...
- Um cappuccino, por favor. – Falei e Danny piscou para mim.
- Vamos conversar aqui... – O homem disse e nos levantamos. Danny fez questão de colocar os óculos de graus que não gostei novamente, me fazendo rir.
Seguimos o homem até o balcão e me sentei em uma das banquetas enquanto ambos conversavam sobre as partes contratuais e de marketing. Me serviram um capuccino que a chef colocaria defeitos, mas a no frio de Londres achou suficientemente agradável para esquentar por dentro.
Depois da conversa, Danny foi fazer algumas imagens e tirar algumas rápidas fotos. Só quando tudo acabou que ele se juntou ao meu lado. Ele começou a conversar com o barista e logo Danny estava do lado de dentro fazendo cafés.
- Devagar, Danny. Com carinho! – Falei ao vê-lo pressionar o café na máquina.
- Ele disse para pressionar! – Danny disse sobre o barista e ri fracamente.
- Pressiona com carinho! – Falei, vendo-o rir.
- Ela é chef de cozinha! – Ele explicou e ri fracamente.
- Mesmo? Você deveria estar aqui, então. – Sorri.
- Ah, não, obrigada! – Ri fracamente.
- Ela está de férias! – Danny brincou, piscando para mim e sorri.
- Aprende a fazer algo aí. Quem sabe não me dá uma folga? – Brinquei, ouvindo-o rir.
- O que você quer? – Ele brincou e pensei por um momento.
- Um latte macchiato. – Falei e ele fez uma careta.
- Pô, . Ajuda aí! – Ri fracamente.
- Coloca seu lado italiano para jogo, vai! – Pisquei, vendo-o rir.
Daniel
- Vamos? – Perguntei, vendo se virar para mim.
- Vamos, eu só... – Ela suspirou. – Eu sei que você não consegue me prometer, mas... – Franzi o rosto, vendo-a mexer as mãos fortemente e soube que ela está nervosa.
- O que aconteceu? – Me aproximei dela, passando a mão em seu rosto. – Você está suando, .
- Eu... – Ela se levantou. – Foi aqui, Danny. – Ela engoliu em seco e segurei suas mãos. – Meu primeiro surto.
- Ah, baby... – Passei os braços em seus ombros, puxando-a para um abraço e ela me apertou pelas costas, apoiando as mãos em meus ombros. – Não vai acontecer nada, baby. – Dei um beijo em sua cabeça.
- Você não consegue garantir nada... – Ela pressionou o rosto em meu ombro.
- Não... – Me afastei devagar, segurando seu rosto. – Mas eu não sou mais aquele piloto que estava começando a carreira. – Ela suspirou e passei a mão em uma lágrima que escorria em seu rosto. – Eu não vou deixar ninguém me empurrar para fora da pista na primeira curva...
- E nem nas outras, eu espero. – Ela falou e ri fracamente.
- Mais fácil a rinite me atingir do que um carro. – Colei minha testa na dela. – Eu vou ficar bem, baby. Nós vamos ficar bem...
- Sua rinite ataca aqui? – Ela perguntou, soltando meu corpo devagar.
- Muito pólen. – Falei, vendo-a dar um curto sorriso e pressionei meus lábios em sua bochecha. – Mas o tempo está úmido, espero que não. – Ela assentiu com a cabeça. – E nada vai acontecer comigo, baby. E nem contigo.
- DANIEL, VAMOS! – Ouvi a voz de Michael e suspirei.
- JÁ VAI! – Gritei de volta, virando para . – Eu te prometo, baby. Nada vai acontecer comigo. – Acariciei seu rosto. – Ok? – Ela assentiu com a cabeça.
- Ok... – Ela falou fracamente, me abraçando novamente e passei os braços em sua cintura.
- Eu estou aqui, baby... – Beijei sua cabeça. – Vamos nos divertir, ok?!
- Ok... – Ela suspirou, se afastando um pouco e passou as mãos nos olhos, secando-os levemente.
- DANIEL! – Ouvi Maria agora.
- JÁ VAI! – Gritei de novo.
- Vamos antes que eles entrem aqui. – disse.
- Vem cá antes... – Segurei seu rosto e ela riu fracamente.
Ela apoiou as mãos em meu peito e nossos lábios se tocaram. Nossas línguas se encontraram e suas mãos subiram para minha nuca. Minhas mãos desceram para seu corpo, entrando no bolso de sua calça e rimos juntos.
- ‘BORA, DANIEL! – Me assustei com algumas batidas na porta e me afastei, vendo rir.
- Vamos lá. – Ela disse e trocamos um rápido selinho. – Espera! – Ela passou o polegar em meus lábios. – Tem brilho nos seus lábios.
- DANIEL! – A porta se abriu e virei o rosto, vendo Michael e Maria na porta.
- JÁ VAI! – Eu e falamos juntos, rindo em seguida e ela se afastou.
- Estavam namorando, é?! – Maria perguntou e riu.
- É... Antes de você me atrapalhar. – Peguei minha mochila, colocando nas costas, enquanto renovava o batom em seus lábios.
- Precisamos ir! – Maria disse firme e desci os degraus até a grama.
- Então vamos!
- Vamos, vamos! – desceu também, ajeitando sua mochila nas costas.
- Está tudo bem? – Michael perguntou.
- Sim, sim! – Falei, piscando para ele que assentiu com a cabeça.
- Pegue uma bicicleta e vamos, você tem entrevista as 10 horas. – Maria disse.
Fui até o bicicletário e peguei uma, ajeitando o banco e subi na mesma. Maria e seguiram à frente e fui logo atrás. inclinou o corpo para frente, me dando uma ótima visão de sua bunda na calça jeans justa e ri fracamente.
- Está tudo bem? – Michael perguntei e me impulsionei, andando ao seu lado.
- Sim, sim. só está com algumas lembranças por Silverstone. – Falei, suspirando.
- Por quê? O que aconteceu? – Ele perguntou.
- Minha primeira corrida na Fórmula Um foi aqui em 2011...
- Sim, eu lembro.
- E foi meu primeiro acidente, foi quando a gente descobriu o trauma dela. – Suspirei.
- Ela está com medo de que aconteça algo de novo. – Michael disse.
- Exato. – Suspirei. – Fica de olho nela, pode ser? Não quero que nada aconteça, mas...
- Sim, sim, claro! – Ele disse e assenti com a cabeça.
Impulsionei meu corpo para frente, acelerando um pouco e passei por , dando um pequeno chute em sua bunda e saí gargalhando.
- DANIEL! – Ela gritou, me fazendo rir e a vi pedalar mais forte e fiz o mesmo.
- NÃO CORRE! – Maria gritou, me fazendo rir.
Não demorou muito para brincadeira acabar, pois chegamos na entrada do circuito. Desci da bicicleta para falar com alguns fãs e depois precisei compensar de bicicleta para chegar no motorhome da Red Bull, encontrando e Michael ali.
- Ganhei! – Ela disse, mostrando a língua.
- Há, há, há, engraçadinha! – Falei e Maria pegou minha bicicleta.
- Vá para a garagem agora. – Ela disse firme.
- Estou indo! – Falei.
- Vamos trabalhar, baby...
- Daniel! – Franzi o rosto, virando para os lados e encontrei Charles* ali.
- Ei, Charles! – Falei rindo. – O que está fazendo aqui, cara? – O abracei apertado.
- Vamos participar dos treinos amanhã, quem sabe ter uma chance de cortar caminho? – Ele disse rindo.
- Ah, cara! Que bom te ver aqui! E como estão as coisas?
- Entrei na academia da Ferrari, estou aqui pela Haas, vou pilotar no GP3... As coisas estão indo bem. – Sorri.
- Que bom, cara! Fico feliz demais. E como estão as coisas com sua tia? Depois de...
- Ah... – Ele suspirou. – Um dia de cada vez, né?! As coisas vão ficando melhores com o tempo, mas minha tia não quer que eu corra por medo, o Arthur tá começando no kart, enfim, o de sempre.
- Ela vai perder o medo eventualmente, sei bem o que é ter alguém com medo ao meu lado. – Falei e procurei . – ! – Chamei-a e ela veio em minha direção. – Charles, essa é , minha melhor amiga e um pouco mais. – Abracei-a pela cintura, ouvindo Charles rir. – Ela era a minha medrosa, as coisas estão melhorando com o tempo. – riu.
- Oi, tudo bem? – Ambos se cumprimentaram.
- Esse é Charles Lecrerc, ele era sobrinho do Jules. – Falei.
- Ah, uau! Do Jules? – falou surpresa. – Eu sinto muito pela sua perda, eu conheci seu padrinho e o encontrei algumas vezes por causa do Danny.
- Obrigado, significa muito. – Charles disse.
- Charles disse que a mãe do Jules não está muito confortável com ele correndo e, bom, eu tenho você... – Falei e deu um sorriso.
- O medo ainda existe, mas aprendi que o que conta é como nós lidamos com isso. – disse. – Só precisa ter alguém para confiar nela por ela, eu tive. – Pressionei um beijo em sua bochecha e ri quando ela me afastou pelo peito.
- Obrigado. – Charles disse. – Vamos fazer isso. – Ele sorriu.
- Danie-e-el! – Ouvi Maria e suspirei.
- Você tem que ir, nos falamos depois. – Charles disse.
- Sim, claro! Vamos jantar juntos. – Falei, abraçando-o novamente.
- É! Você tem meu número! – Ele disse e confirmei com um positivo.
- Claro! Eu estou no acampamento, a gente se vê!
- Fechado! – Ele disse e dei mais um aceno, vendo-o se afastar.
- Não acredito que o sobrinho do Jules está correndo. – suspirou e virei para ela.
- Viu?! Mais um motivo para eu te fazer vir comigo. – Falei e ela suspirou.
- Mas é diferente, Danny, é o padrinho dele... – Ela suspirou.
- Foram seus pais. – Virei para ela. – Eram praticamente meus padrinhos. – Ela suspirou. – Mas é bom ver o Charles aqui, principalmente porque semana que vem faz um ano.
- E como você está com isso? – Ela apoiou as mãos em meus ombros.
- Eu estou bem, baby. – Dei um beijo em sua bochecha. – Preciso de um pódio, mas estou bem.
- Vamos tentar conseguir e apagar minhas memórias ruins dessa pista, ok?! – Assenti com a cabeça.
- Vamos! – Dei um selinho nela, me afastando.
- Daniel! – Ela me repreendeu.
- O quê? – Falei rindo. – Não reclama que eu beijo de novo.
- É, claro, no meio do paddock com vários fotógrafos. – Ela disse e ri fracamente.
- Será que eles viram? Posso dar outro. – Ela me empurrou para trás, e ri fracamente. – Que mal tem? Minha mãe ligar lá da Austrália para tirar satisfações? – Falei rindo. – Que comecem os jogos. – Falei rindo.
- Daniel! – Ela me repreendeu em meio às risadas.
- Vem, reclamona! – Abracei-a pelos ombros e a puxei rampa acima.
*Charles Leclerc, 25 anos hoje, é piloto principal da Ferrari atualmente e afilhado do Jules Bianchi, piloto que faleceu em 2014. Como é citado na história, em 2016 ele estava começando seu percurso na Fórmula 1.
- Eu que agradeço. – Rupert falou e deu um aceno de cabeça antes de seguir correndo pelos corredores da garagem, rindo para minha foto com o convidado da Red Bull de hoje e esbarrei em alguém na saída.
- Me desculpe... – Encontrei a esposa de Christian ali. – Geri! – Falei rindo.
- , querida! – A mais baixa me abraçou e inclinei para alcançá-la.
- Não te vi lá dentro. – Falei.
- Ah, não, estou chegando agora, as crianças tiveram aulas, acabei perdendo a classificatória. – Ela disse. – Como foi?
- Max em terceiro, Danny em quarto, coisa de nem meio segundo atrás. – Suspirei. – Lewis na pole, Nico logo atrás. As duas Ferraris em quinto e sexto, daí para trás eu já não sei. – Ela riu fracamente.
- Ao menos estaremos na segunda fila amanhã e isso nos deixa muito empolgados. – Sorri.
- Sim, com certeza! – Ri fracamente.
- E como você está? Você e seu “amigo”? – Ela fez aspas com as mãos, me fazendo rir.
- Estão indo bem, é uma mudança muito gostosa. – Ri fracamente, sentindo meu rosto esquentar.
- Seu sorriso diz tudo. – Ri fracamente.
- Eu estou feliz, não posso negar.
- Aposto que ele também. – Ela disse. – Você estava indo atrás dele, não estava? Te atrapalhei?
- Ah, não se preocupe. O Rupert Grint estava lá na garagem, aproveitei para tietar um pouco. – Ela riu fracamente.
- Estou achando melhor o Daniel tomar cuidado, acho que você gosta de ruivos! – Rimos juntos e sorri com a sua larga risada clássica de Wannabe.
- Você é um amor, Geri! Impossível não gostar de você! – Abracei-a de lado e ela riu.
- Precisamos tomar café um dia desses, hein?! – Sorri.
- Combinado! – Falei, vendo uma mensagem chegar em meu celular.
“Onde está? Vamos na fã-fest!” – Era de Daniel.
- Eu tenho que ir. Nos vemos amanhã? – Falei.
- Claro! – Ela sorriu. – Prazer em te ver!
- O prazer é meu. – Sorri, me afastando enquanto acenava.
- Ah, ! – Virei para ela. – Emma estará aqui amanhã. – Ela disse e franzi o rosto.
- Emma em...
- Emma Bunton. – Geri riu.
- BABY SPICE? – Falei surpresa e ela riu.
- Sim!
- Ah, meu Deus! – Falei animada.
- E a Mel C estava lá no palco da fã-fest. – Arregalei os olhos.
- Ah, meu Deus! Ginger, Baby e Sporty Spice no mesmo lugar! Ah! – Abracei novamente. – Eu vou correr lá!
- Até mais! – Ela disse rindo e atravessei para fora do paddock, prestando atenção por onde andava agora para não esbarrar em mais ninguém.
Estava gostando desse GP em Silverstone, apesar do que aconteceu aqui há cinco anos. Além do que acontecia na pista, tinha muito para ver em volta. Ontem Danny e Max junto de Pascal Wehrlein fizeram uma pequena banda e acabaram cantando parabéns para não sei quem. Pascal na bateria – o único que realmente tocava – Danny no teclado – se apertar uma nota contar – e Max no pandeiro. Queria ver o que eles inventariam hoje.
Sobre a classificatória, acabou sendo bom. Melhor para Max, mas Danny teve facilidade em passar pelas etapas. O tempo estava perfeito, mas segundo os engenheiros, amanhã estava programando chuva e sabia que tudo iria mudar.
Precisei mostrar o crachá algumas vezes para chegar ao fã-fest pela área externa e nem foi preciso chegar no palco para ouvir a voz de Danny, Max e Christian em cima do palco.
- Vocês têm duas opções: ou me ouvem cantar terrivelmente, ou eu jogo meu boné para vocês. – Ouvi a voz de Danny, ouvindo os gritos da plateia e me ajeitei em um canto que conseguisse ver os três no palco junto do apresentador.
- Antes de eu deixar vocês irem, vocês souberam sobre Silverstone possivelmente sair do calendário...
- UH! – A plateia reagiu e um ritmo conhecido e calmo começou a ser tocado e franzi a testa. Eu conheço essa música.
- DANIEL! DANIEL! DANIEL! – O pessoal começou a gritar e ele ameaçou sair do palco, voltando em seguida e a música Wagon Wheel do Darius Rucker começou a tocar. Danny voltou para o palco ao lado de Christian e Max e parecia envergonhado por algo.
- Eu vou colocar nas redes sociais do mesmo jeito, você fazendo ou não. – Christian disse e franzi a testa.
- Ah.. – Ele pensou um pouco, rindo em seguida. – Deixa quieto!
- CANTA! CANTA! CANTA! – A plateia começou a animar.
- Eu te odeio! – Danny disse para Christian.
- Ele vai cantar! Ele vai cantar! – Christian disse, animando a plateia.
- Ninguém conhece a música. – Danny riu.
- Eu conheço. E não importa, vai ser incrível! – Christian o animou e ri fracamente. Danny sempre aparecido agora estava com vergonha? Apesar que parecia que tinha muita gente no fã-fest, à perder de vista.
- Você quer se colocar ali? Como um verdadeiro artista? – Max falou, fazendo Danny rir.
- Do que estávamos falando? – Danny tentou desconversar.
- Não enrola! Canta! – Christian disse rindo. – Um, dois, um, dois, três...
- Ah, Deus! – Danny disse, me fazendo rir. – Ok, aparentemente eu estava… Headin' down south to the land of the pines, I'm thumbin' my way into North Caroline, starin' up the road and pray to God I see headlights. – Danny começou a cantar, me fazendo sorrir e o aplaudi junto com a plateia.
- Mais uma estrofe? – Christian tentou empolgá-lo.
- I made it down the coast in… – Ele tentou continuar, rindo em seguida. – So… Yo, I'll tell you what I want, what I really, really want… – Ele mudou para Wannabe, me fazendo rir e os outros dois gargalharam com ele. – I wanna! I wanna!
- Eu quero dirigir pela Red Bull! – Christian entrou na dele, me fazendo rir.
- Zig a zig, ah! – Ri junto com a plateia.
- Isso foi bom! – O apresentador disse rindo. – Red Bull Racing, galera! – Aplaudi junto com eles, vendo-os se viraram para a saída do palco e acenei para Danny que passou a mão no rosto ao me ver.
- Ah, cara! – Ele desceu os degraus e ri com ele. – Você viu isso.
- Sim! – Falei rindo, abraçando-o e nossas risadas se misturaram. – Meu aparecido com vergonha, é?! – Ele riu fracamente.
- Ah, cara! Não isso. Tinha muita gente! – Ri fracamente, dando um beijo em seu rosto.
- Talvez você possa ser a Funny Spice! – Christian gargalhou alto.
- FUNNY SPICE! – Ele até se apoiou em Daniel. – Muito boa, ! – Ele esticou a mão na minha e tocamos juntos.
- Ah, vamos sair desse buraco. – Danny disse rindo.
- Você poderia cantar mais para mim. – Sussurrei, vendo-o sorrir e suas mãos seguraram meu rosto, colando os lábios nos meus.
- Accidentally in Love? – Ele perguntou e dei de ombros.
- E outras... – Sussurrei para ele.
- Combinado. – Ele disse e nossos lábios se tocaram rapidamente de novo.
- , vou pegar seu número depois. – Christian disse e eu e Danny nos afastamos. – Se algo acontecer para ele ficar irritadinho, vou ligar direto para você. – Rimos juntos.
- Pode ligar, faz 24 anos que eu sei lidar com a fera. – Dei um tapinha no peito de Danny e senti um beijo seu em minha têmpora.
- Vamos fazer nossa reunião? – Christian perguntou e nós três assentimos.
Daniel
- Ei. – Ela disse.
- Ei, baby. – Falei, vendo-a sorrir e ela esticou a mão em minha direção.
- Desculpe a demora. – Ela disse e neguei com a cabeça, andando até ela.
- Não se preocupe. – Falei, segurando sua mão e me sentei ao seu lado.
- Como você está? Eu não deveria ter ido, né?! – Ela apoiou a mão em meu rosto.
- Não, baby. Está tudo bem. Nem eu negaria um jantar com as Spice Girls. – Ela riu fracamente, virando a perna para dentro do sofá.
- Três de cinco, mas é... – Ela deu de ombros, sorrindo. – Como você está? – Ela suspirou.
- Eu estou bem, eu... – Suspirei. – Está tudo bem, aproveite sua noite...
- Eu aproveitei minha noite. – Ela se levantou antes de colocar os joelhos ao redor de meu corpo e se sentar em meu colo. – Eu quero saber de você... Eu sei o que está pensando. – Ela apoiou as mãos em minha nuca.
- O que eu estou pensando? – Minhas mãos desceram para sua bunda e ela suspirou.
- Eu não quero dizer... – Ela fez um pequeno bico e ri fracamente.
- Eu estou pensando demais, eu sei. – Falei. – Eu não sei, eu...
- Ao menos você aumentou uma posição. – Ela disse brincalhona e sorri. – Quinto na Áustria, quarto aqui, quem sabe a gente não chegue em um pódio na próxima corrida? – Rimos juntos.
- É... Quem sabe? – Suspirei.
- Fala comigo, vai. – Ela pressionou os braços, apertando seu corpo no meu.
- Você sabe no que eu estou pensando, não preciso falar... – Ri fracamente e ela deu curtos beijos em minha bochecha.
- Então fala para eu confirmar... – Ela disse baixo, deslizando os lábios pelo meu rosto.
- Eu gosto dessa ... – Falei e ela se afastou.
- É estranho? – Ela perguntou baixo.
- O quê? Você sentada no meu colo, me beijando e minhas mãos na sua bunda? – Rimos juntos.
- É...
- Nenhum pouco. – Colei nossos lábios por alguns segundos. – A antiga morreu para mim, agora só tem essa. – Ela riu fracamente. – É só perfeito, baby. Você pode continuar fazer o que estava fazendo... – Ela riu fracamente, dando um beijo em minha bochecha.
- Eu quero saber de você. – Ela falou.
- Sim, eu estou pensando se eu perdi a mão. – Falei e ela suspirou. – Se o problema sou eu, ou se o Max está melhor, ou se a equipe está priorizando ele...
- Ele acabou de entrar na equipe, Danny... Ele é só uma criança... – Ri fracamente. – Não faz isso. – Ela se afastou. – Não dá essa risada sarcástica. – Suspirei. – Eu sei que desde Mônaco as coisas não estiveram bens, mas ainda temos a outra metade da temporada. – Ela forçou meu olhar para o seu.
- Eu corri metade da corrida sozinho, . Um videogame é mais legal do que hoje. – Bufei.
- Pelo menos não tivemos acidentes. – Ela deu um curto sorriso e ri fracamente, ouvindo-a suspirar. – Você ficou em quarto, Danny! E voltou para quatro no campeonato! Isso é muito bom! – Ela apertou as mãos com meu rosto.
- É, mas agora tem o Kimi na minha frente...
- Seis pontos. – Ela disse firme. – Faltam 11 corridas. – Ela apertou meu pescoço. – Vai, baby... – Ela deu um beijo em meu rosto. – A corrida foi chata? Foi! – Ela riu fracamente. – Eu estava mais interessada nas Spice Girls? Estava! – Ri com ela. – Mas você foi bem, baby. – Ela deu um beijo em meu rosto. – E sobre Max... – Ela suspirou. – Ele é bom, Kvyat também era, mas o Max parece que está com mais sorte atualmente...
- O que eu preciso fazer para eu ter sorte? – Ela deu um sorriso.
- Cantar para mim? – Ri fracamente e ela me abraçou apertado. – Só continue trabalhando duro, baby, a sorte vai chegar eventualmente. – Subi minhas mãos pelas suas costas.
- Eu te amo. – Falei. – E agora eu digo sobre tudo o que fez para mim...
- Eu também te amo, Danny. Desde sempre. – Ela deu um beijo perto de minha orelha. – Baby...
- O quê? – Ela se afastou de mim.
- Você ainda tem o furo na orelha. – Ela disse rindo em seguida.
- É, eu sei... – Falei rindo e sua gargalhada aumentou.
- Será que ainda entra um brinco? – Ela se levantou.
- ! – A chamei.
- O quê? Eu vou pegar um brinco! – Ela disse rindo.
- ! – A chamei novamente. – Não! – Falei rindo.
- Você que colocou aquele brinco ridículo, agora deixa eu me divertir, pelo menos. – Ela foi até sua necessaire e fui até ela, abraçando-a pela cintura. – Danny... – Ela disse rindo e puxei-a para trás. – DANIEL! – Ela gritou quando a tirei do chão.
- Eu tenho outra forma para gente se divertir. – Voltei até o sofá com ela e segurei-a pelas pernas, jogando-a no sofá.
- O quê? Guerra de travesseiros? – Ela tirou os cabelos do rosto.
- É... – Falei aleatoriamente. – Eu, você e muitos travesseiros. – Inclinei meu corpo em cima do seu.
- Ah, é?! – Ela disse rindo e me coloquei em cima dela, sentindo suas pernas nas minhas.
- É... – Apoiei as mãos embaixo de sua cabeça, vendo-a rir.
- E você quer ficar aqui? – Senti suas mãos em minhas costas.
- É, não tem como eu te levar até o quarto sem nós dois cairmos... – Ela riu fracamente.
- Ainda bem que aqui tem bastante espaço. – Ela sorriu e nossos lábios se tocaram levemente.
- Uhum... – Sussurrei, colando nossos lábios novamente.
- Eu já! É muito bom! – Blake disse rindo.
- Espero que seja divertido. Estou cansada. – Suspirei, ajeitando os cabelos na frente do espelho.
- Também, depois da noite passada... – Tom cochichou, fazendo os meninos rirem e virei o rosto para eles.
- Vocês ouviram? – Perguntei, sentindo meu rosto esquentar.
- Ah, que isso, só uma coisa ou outra. – Tom disse.
- “Hum, ah, Dan... Dan.” – Alex imitou um gemido e apertei as mãos no rosto.
- Ah, cara! – Eles gargalharam. – Eu virei uma Jemma da vida? – Gemi de nervoso, ouvindo as gargalhadas.
- Ah, não tá lá, mas se subir algumas notas, talvez chegue...
- Para de irritar ela! – Michael bateu com a almofada em Alex. – Eles abaixaram o som da TV de propósito quando vocês foram para dentro.
- Ah, que nojo! Seu filho da mãe! – Peguei a outra almofada e dei um tapa em Tom e outra em Alex. – Eu odeio vocês! – Eles gargalharam.
- O que acha? – Virei o rosto para Danny saindo do banheiro. – O que houve?
- Esses idiotas fizeram questão de ouvir a gente ontem. – Falei, jogando a almofada de volta no sofá.
- Ficaram com inveja? – Revirei os olhos, ouvindo os caras rirem.
- Às vezes eu esqueço que 27 anos é na certidão, na cabeça são sete. – Ele veio até mim, me abraçando pela cintura.
- Deixa eles! A gente se diverte e eles chupam o dedo. – Ele pressionou os lábios em minha bochecha e sorri, passando a mão na camisa social roxo que ele usava.
- Está lindo. – Falei, ajeitando a gola da camisa.
- Estou apresentável? – Ele perguntou e assenti com a cabeça, colando nossos lábios por curtos segundos.
- Vai arrasar. – Cochichei.
- AINDA É ESTRANHO! – Blake gritou, me fazendo rir e me afastei de Danny.
- Se acostume! – Danny falou, se ajeitando no espelho e ouvi dois toques na porta. – Entra! – Danny falou e James Corden apareceu na porta.
- Ei, posso entrar? – Ele falou e tentei me manter calma, para quem tinha jantado com três Spice Girls há cinco dias, dava para aguentar tudo.
- Claro! Por favor! – Danny disse.
- Prazer te conhecer, eu sou James. – Ele esticou a mão e Danny a apertou.
- Prazer é meu, Daniel. – Ele disse e sorri.
- Esses são seus amigos? – Ele perguntou.
- Sim, Michael, Tom, Blake, Alex e . – Acenamos conforme ele falava. – Vão ver vocês me zoarem. – Ri fracamente.
- Ah, isso é normal! – James disse rindo. – As piadas podem acontecer... – Ele disse. – Não de mim, a maioria do Jack, aposto, mas eu cuido de você. – Ele foi dizendo. – Muitas pessoas te tratam com amor e carinho por ser um herói nacional, um dos maiores do esporte, mas pelas próximas duas horas será como voltar para escola. – Rimos juntos.
- Ah, então vai ser como no dia a dia. – Falei, ouvindo as risadas.
- Amigos de infância? – James perguntou.
- Sim, eu conheço a desde meus três anos e os outros desde os 12, 13. – Danny falou.
- Ah, coragem sua trazê-los, então. – James falou, me fazendo rir.
- Eu não tive escolha! – Danny brincou, nos fazendo rir.
- Vai ser divertido, está pronto? – Ele perguntou.
- Sim, sim! – Ele disse.
- Vamos lá, então! Vamos levá-lo para o palco e seus amigos para os bastidores. – Nos levantamos e Daniel saiu logo atrás de James e logo fui com os meninos. – O jogo segue o que a equipe falou contigo... – James foi explicando enquanto andávamos pelo corredor do estúdio.
Não conhecia o A League Of Their Own, mas é basicamente um jogo de comédias focado em esportes. James é o apresentador e tem duas equipes com dois comediantes e um convidado. Os de hoje são Danny e a tenista Judy Murray. Danny está na equipe de Rob Beckett e James Redknapp, já Judy está com Freddie Flintoff – ex-jogador de cricket – e Jack Whitehall – único comediante que eu realmente conheço.
- É aqui que vocês se separam. – James disse. – Vocês podem acompanhá-la para a plateia e o Daniel vai se divertir um pouco.
- A gente se vê depois. – Michael disse e Danny assentiu com a cabeça.
- Não faça nenhuma besteira! – Falei, ouvindo-o rir e ele me puxou pela mão.
- Só contigo. – Ele sussurrou.
- OH! – Os caras disseram e revirei os olhos.
- A gente se fala depois. – Ele pressionou os lábios nos meus e ri fracamente, empurrando-o pelo peito. – Daniel! – Ele riu, me dando uma piscadela.
- Só amigos, hum?! – James riu e senti meu rosto esquentar.
- É! Era! Até esse ano! – Blake gargalhou, chamando atenção de outros.
- Ah, fica quieto vocês quatro, vamos! – Falei, empurrando os ombros deles para se virarem.
- Eu quero só ver quando a tia Grace descobrir! – Michael gargalhou enquanto andávamos pelos corredores.
- Vocês ainda não contaram? – Ouvi três vozes perguntando juntas.
- Ainda não. – Dei um sorriso torto. – E ainda não sei quando vamos contar, nem falamos sobre isso. – Dei de ombros. – E a última vez que eles vieram era tudo novo...
- Eles vão surtar! – Blake gargalhou alto e revirei os olhos.
- Exato! Por que se irritar antes da hora? – Dei de ombros.
- Se vocês não querem seu relacionamento aberto para o público, indico reduzirem a voz agora. – A mulher, que imaginei que fosse contrarregra, nos falou.
- Desculpe! – Falamos no automático e logo seguimos quietos.
Parecia realmente a escola à partir de agora, a diferença é que fazia quase 10 anos que todos nos formamos. Apesar das brincadeirinhas, fico feliz que esse clima com os meninos ficou. Algumas coisas mudaram ao longo dos anos, mas o espírito entre nós permaneceu.
- Vocês podem ficar aqui. Logo começa! – A contrarregra falou e vimos os cinco lugares vagos e nos ajeitamos, os meninos me deixaram no meio.
O estúdio estava verdadeiramente lotado. Eu nunca tinha visto esse programa na vida, mas estava empolgada com o que fariam com Danny. Game show de comédia é totalmente a cara dele!
- Bem-vindos à A League of Their Own! – Um apresentador falou quando as luzes do palco se acenderam. – Hoje o programa está sensacional e temos convidados especiais! – Ele falava perto da plateia, andando por trás das câmeras. – Vamos chamá-los? – A plateia gritou animada e fomos nas deles quando os letreiros de “aplausos” se acenderam. – Com vocês, Judy Murray, Freddie Flintoff e Jack Whitehall! – O pessoal gritou mais alto, me fazendo rir. – No time vermelho: Rob Beckett, James Redknapp e Daniel Ricciardo. – Os gritos entre nós ficaram mais altos, mas a plateia respondeu de acordo. – E o apresentador dessa noite, James Corden! – Os gritos aumentaram e sorri quando Danny se sentou em um dos lados do estúdio. Os convidados cumprimentaram a plateia rapidamente e logo James se colocou entre todos.
- Bem-vindos à A League of Their Own, eu sou James Corden! – Ele disse rapidamente. – Vamos conhecer os times de hoje. Se juntando a Freddie Flintoff e Jack Whitehall, está a rainha mãe do tênis britânico, sim! A única Judy Murray! – Ele disse rapidamente!
- JUDY! JUDY! – A plateia começou a gritar, fazendo James rir.
- Eu adorei isso! – James riu. – Do lado direito com James Redknapp e o premiado comediante Rob Beckett, o homem que faz isso... – Ele disse e um vídeo da vitória de Danny no Canadá em 2014 apareceu na tela. – É! Ele pilota como um trovão e vem lá de baixo, é o piloto principal da Red Bull Racing, Daniel Ricciardo. – Nós gritamos, aplaudindo-o junto com a plateia e o sorriso de Danny não enganava, ele estava com vergonha. – Agora, antes de começar... – James disse. – Jack, o que...
- O quê? – Jack disse perdido e a plateia gritou. – Ok, ok! Eu estou com uma roupa parecida do outro programa. – Ele disse brincando.
- Por que você veio como Freddie Mercury? – Freddie ao seu lado perguntou e imaginei que fosse o bigode.
- Por que o bigode, então? – James disse.
- Da última vez que a Judy estava no show, eu estava flertando com ela e ela disse que eu tinha uma feição muito infantil, então pensei que usar um bigode me faria parecer mais velho. – Jack explicou.
- Mas não ajudou! – Judy disse, me fazendo rir.
- Eu estou fazendo uma novela e preciso usar isso. – Ele disse.
- E quem está interpretando? Luigi? – James falou e minha gargalhada ficou mais alta.
- Eu fiquei confuso... – Rob falou do outro lado. – Quando falaram que teríamos um piloto de Fórmula Um, eu achei que fosse Nigel Mansell! – Minha risada ficou mais alta.
- Bem, vamos começar! – James disse.
- Quando ele te chamou de Mark Webber! – tirou a colher da boca e neguei com a cabeça.
- Foi incrível, cara! – Michael disse rindo.
- Eu adorei quando ele falou que achava que o Hamilton era o maior arrogante da Fórmula 1. – Fechei a porta, vendo os cinco se ajeitaram pela antessala.
- O Jack ficou magoado de verdade quando você falou que não o conhecia. – disse rindo e me sentei na poltrona.
- Ficou! – Tom falou gargalhando. – Ele se doeu de verdade essa hora, cara! – Rimos juntos e se sentou no braço da minha poltrona.
- A perdeu a linha quando ele falou do boato do pênis! – Michael indicou e ela negou com a cabeça, colocando mais uma colherada de sorvete na boca.
- Eu não conseguia parar de rir! – Ela deu de ombros e abracei-a pela cintura.
- Não, foi boa! – Falei rindo. – Se o pênis for grande, pode deixar o boato rolar! – Falei, ouvindo as gargalhadas.
- Mas eu quero saber algo! – disse, se virando para mim. – Você ficou envergonhado quando mostraram aquele vídeo seu, não? – Ela inclinou o corpo para o meu, apoiando o braço na poltrona.
- Ah, cara! – Falei rindo, puxando-a para se sentar em meu colo e ela riu, me entregando o pote do sorvete para se ajeitar em minha perna. – Eu gosto da atenção, mas dentro do paddock, hoje eu estava em uma realidade totalmente diferente!
- Mas é bom para divulgação e você foi ótimo! – disse, tirando o potinho da minha mão de novo. – Poderiam ter feito só mais coisas focadas em você.
- Gostaria muito que tivessem colocado você naquela luta de óleo! – Alex falou alto, fazendo gargalhar ao meu lado e ela negou com a cabeça, colocando uma colher na boca.
- O cara do seu time estava quase morrendo! – Ela disse rindo.
- Torturaram o Beckett, cara! – Alex falou gargalhando.
- Eu não vi, cara! Eu fiquei respondendo as perguntas e nem percebi. – Falei.
- Foi perfeito! – gargalhou.
- É um programa legal, eu gostei! – Michael disse.
- Foi bom! – Tom disse rindo.
- Eles vão me mandar depois que for para o ar, não sei se consigo ver na Hungria. – Falei.
- Falando nisso, vocês vão conosco? – perguntou.
- Ah, cara, eu preciso trabalhar. – Tom disse rindo.
- Cara, você precisa do seu computador para trabalhar! – Falei, ouvindo o pessoal rir.
- É perto de Londres, dá para fazer algo, vai! – Alex disse. – Até eu venho!
- Você é outro que não pode falar nada! Você aperta um botão e compra as ações e investimentos! – disse, nos fazendo rir.
- Mesmo assim, não dá para ficar tanto tempo fora! A gente vai para os Estados Unidos nas férias? – Tom perguntou e virei o rosto para , vendo-a fazer o mesmo.
- Ei, não olhe para mim! – Ela ergueu os braços, se levantando. – Se você tinha algo combinado com os meninos, pode ir.
- Você pode ir também! – Falei.
- Já falamos sobre isso, Danny! A gente vai precisar diferenciar nossa amizade do nosso relacionamento. Não quero ser aquela chata grudada em você! – Ela disse. – Ainda mais se vocês começarem a falar sobre mim! – Rimos juntos.
- Vai ser interessante! – Blake disse, fazendo-a revirar os olhos.
- Eu tenho três semanas de férias depois da Alemanha antes de precisar voltar para o simulador. – Falei. – O que você quer fazer? – Perguntei.
- Eu não sei! – Ela deu de ombros. – Eu ainda preciso continuar meu trabalho, nem pensei sobre férias.
- Você quer ir para casa? – Perguntei, ouvindo-a suspirar.
- Se eu for para casa, eu preciso passar em Sydney. – Ela disse suspirando.
- Podemos fazer funcionar.
- Eu posso ir para casa e vocês curtirem umas férias. Estamos colados há seis meses, vai ser bom dar uma separada. – Ela disse.
- Mas quero que conheça a casa de L.A. – Falei e ela suspirou. – Tem muitos restaurantes na cidade. – Ela riu fracamente, suspirando e seus olhos no alto me diziam que ela estava pensando.
- Por que a gente não divide, então? – Ela disse. – Vamos para Sydney para ver minha avó, depois passamos em casa e você vai com os meninos para os Estados Unidos.
- E você? – Perguntei e ela fez uma careta.
- Eu vou precisar ir na Michelin, meu desempenho está péssimo, preciso me explicar. Depois encontro vocês lá se não tiverem comido meu couro. – Ela deu um sorriso sarcástico, me fazendo rir. – Vocês podem falar de mim à vontade e depois nos encontramos antes de ir para... Onde mesmo?
- Bélgica. – Falei. – SPA! – Ela riu fracamente.
- É isso aí! – Ri fracamente. – Mas vamos conversando, temos duas corridas seguidas antes das férias. E você precisa voltar para o pódio! – Ela se aproximou de mim.
- Lesgo, baby! – Falei e ela piscou para mim.
- Eu vou escrever a revisão do restaurante, ok?! Divirtam-se! – Ela se inclinou e minha mão foi para sua nuca.
- Tem certeza?
- Sim, eu tenho. Não quero o Blake escutando a gente de novo. – Ela disse e ri, sentindo um selinho em meus lábios. – Nos vemos depois!
- Logo vou. – Cochichei e ela assentiu com a cabeça, se levantando.
- Boa noite, meninos! Não queimem muito minhas orelhas! – Ela disse, nos fazendo rir.
- Boa noite, ! – Eles disseram e ela acenou com a mão, sumindo pelo corredor com o restante do seu sorvete e ri sozinho.
- Podemos começar agora ou querer que espere? – Tom disse e ri fracamente.
- Vocês querer falar algo sobre isso? – Perguntei, ouvindo-os rirem.
- Vocês estão felizes, cara. Não tem nada para falar. – Blake disse e sorri.
- Eu estou. – Ri fracamente. – Nunca achei que me apaixonaria por , muito menos que seria bom. – Eles sorriram.
- Estamos felizes por vocês, cara! – Michael disse e vi os sorrisos deles para mim.
- Agora entendo o que a fala de vocês! Parem de me olhar assim! – Falei, ouvindo suas risadas. – Alguém quer uma cerveja?
- Sim! – Eles falaram e me levantei da poltrona.