Capítulo 33
- Eu falei que eles não deveriam fazer isso. – disse, mordiscando mais um pedaço da torta.
- Por que ele não é um pouco mais medroso igual você, hein?! – Grace falou e a menina riu fracamente, pressionando os lábios.
- Ele até é, mas ele tem coragem de tentar... Eu não. – disse, girando no banco alto antes de pular do mesmo e seguir até a sala de jantar, onde seus materiais estavam acumulados.
Grace suspirou, negando com a cabeça e batucou os dedos na mesa. Ela passou os olhos pela casa, vendo a bagunça de Daniel por causa das férias de meio de ano e suspirou. Quem diria que continuaria com dois filhos quando Michelle se casasse, mas a nova filha era a mais organizada que os outros dois sempre foram.
- E como foi? – Grace perguntou quando viu Danny sair de seu quarto, a mão direita enfaixada pelo acidente de moto de mais cedo.
- Ele me chamou de idiota. – Ele disse, pressionando os braços.
- E você é! – disse sem desviar os olhos dos materiais.
- Você ainda vai continuar no programa? – Grace perguntou.
- Sim, eu vou, mas não vou conseguir fazer os testes em Jerez*. – Ele disse, se sentando no banco onde antes estava.
- Eu ainda não me conformo que você fez isso! – Grace disse.
- Foi um acidente, mãe!
- Você está há um passo da Fórmula Um, filho. O senhor Marko está confiando em você!
- Eu sei, mãe! Mas foi um acidente! – Daniel falou mais irritado. – Mais uns 15 dias e eu fico cem por cento.
- E em mais 14 acabam os testes. Depois só ano que vem. – Ela disse.
- Desculpe, mãe. Eu vou aprender com meus erros. – Ele disse, sabendo que não estava com razão, mas não queria ouvir mais essa agora. Sabia tudo o que estava perdendo com esse machucado.
- E onde estão os meninos? Fugiram depois do que houve?
- Você começou a gritar com todo mundo, eles foram embora! – Danny disse e olhou levemente assustada para o menino.
- Eu não gritei com todo mundo, eu gritei contigo! Nós tentamos te ajudar! – Ela disse irritada, batendo a mão na bancada. – Ligue para eles agora e peça desculpas pelo erro que você cometeu!
- Eu ligo para eles mais tarde, eles devem estar indo para casa ainda. – Ele falou, abanando a mão.
- Ah, droga. – A menina suspirou e Daniel e Grace viraram para ele. – Droga! Droga! – Ela se levantou apressada, correndo para seu quarto.
- Ei, ! O que aconteceu? – Danny perguntou.
- Querida? Está tudo bem? – Grace falou mais alto enquanto abria seu notebook com força e batucava a mão com pressa na mesa. – Será que aconteceu algo? – Grace perguntou.
- ! – Danny falou mais alto, se levantando da bancada e seguiu até o quarto da menina e Grace foi logo atrás dela. – ! – Ele disse, entrando no quarto com decoração quase inexistente da menina. – !
- Oi! – Ela ergueu o rosto para o amigo.
- O que aconteceu? – Danny perguntou.
- Hoje é o prazo final para eu cancelar a formatura. É até a meia-noite, mas já são nove horas em Sydney, eu preciso mandar logo. – Ela disse, vendo o computador finalmente ligar e esperou os diversos programas de segundo plano abrirem.
- Cancelar? Por quê? – Grace perguntou, entrando no quarto.
- Hum... Eu decidi que não vou mais fazer a formatura. – Ela disse, dando de ombros e se sentou na mesa do computador.
- Por que não? – Ela perguntou, franzindo o rosto. – Achei que estava decidido já.
- Estava! – disse, sentindo os lábios tremerem. – Antes de tudo o que aconteceu. – Ela abriu o navegador, digitando para entrar em seu e-mail.
- Mas é uma coisa boa, querida! Você lutou tanto para isso, passou por tanta coisa... Fazer uma festa é o mínimo para comemorar tudo. – suspirou, assentindo com a cabeça.
- Eu sei. Eu sei de tudo. – Ela disse. – Eu só... – suspirou. – Eu só não... – Ela pressionou os lábios, odiava falar desse assunto com Grace e Joe. – Eu não... Eu não posso fazer. – Ela deu de ombros.
- Ela está falando sobre dinheiro de novo, mãe! – Danny virou para ela.
- Daniel! – a repreendeu.
- O quê? É a verdade! – Ele disse, abanando a mão.
- Ah, querida... – Grace desviou de Daniel, se sentando na cama da menina. – Vira para mim. – Ela pediu e a garota girou a cadeira de rodinhas até ficar em frente à matriarca dos Ricciardo. – Nós somos seus pais agora. Entendeu? – Ela segurou as mãos de . – Não sei como a vida funciona, ou os motivos de ela fazer cada coisa... Mas aposto que Deus sabia que você ficaria sozinha, querida. Então Ele nos colocou em seu caminho... – As lágrimas já deslizavam pelos olhos de . – E não estamos aqui só para limpar suas lágrimas ou experimentar de suas comidas deliciosas... – A menina deu um curto sorriso e Grace limpou suas lágrimas. – Estamos aqui para ser sua família. – Grace deu um curto sorriso. – E isso nos dá o dever de sermos responsáveis por tudo sobre você. E pagar sua formatura é só mais um desses deveres. – assentiu com a cabeça. – Entendeu?
- Mas é muito caro... – A menina disse fracamente.
- Não se preocupe! Danny não vai fazer faculdade mesmo... – A menina riu junto de Danny e Grace a abraçou fortemente, sentindo a menina afundar o rosto em seu pescoço. – Estamos aqui para tudo, meu anjo. Tudo mesmo! Até o fim de nossas vidas. – engoliu em seco com a possibilidade. – E nós sabemos o quanto você lutou para isso! E como você passou por todos os problemas para ainda ser a melhor da sua turma. – pressionou seus lábios, olhando novamente para os olhos de Grace. – Então, vamos pagar o quanto for preciso para você subir naquele palco com o vestido mais lindo do mundo, pegar seu diploma e finalmente nos contar que emprego sensacional estão te oferecendo! – deu um sorriso. – Você me entendeu?
- Uhum. – disse com um curto sorriso nos lábios.
- Agora vem! Chega de chorar! – Grace disse e a abraçou novamente.
- Eu só tenho que agradecer. – Ela disse fracamente. – Por tudo.
- Ah, para de ser tonta! – Danny disse antes de entrar no abraço, fazendo as duas rirem. – Minhas meninas!
- Depois eu que sou a tonta! – disse rindo.
*Perto de entrar na Toro Rosso, Daniel teve um acidente de bicicleta e quebrou a mão, perdendo os testes de inverno. Ele contou em uma entrevista que Helmut Marko ligou para ele e o chamou de idiota.
- Ao menos alguém me recebe bem! – Rimos juntas.
- Você não tem noção como eu senti sua falta! – Daniel trocou de lugar comigo, apertando-a fortemente.
- É, fiquei sabendo que o Benji foi no meu lugar. Você deve ter adorado! – Ela disse rindo.
- É! – Danny revirou os olhos. – Para ajudar a ficou caidinha nos olhos azuis dele.
- Eu não fiquei! – Apertei o braço de Danny. – Para! Ele é só bonito! Você é meu baby! – Ele passou o braço em meu ombro, me puxando para perto e deu um beijo em minha cabeça.
- Ia perguntar como está o feliz casal, mas acho que isso responde minha pergunta. – Ela disse rindo.
- Tudo perfeito. – Danny sorriu e entrelacei meus dedos nos dele.
- Venham comigo! – Ela disse e a seguimos para dentro do prédio da Red Bull. – Sabe, eu falei com o Nigel! – Ela disse e franzi a testa. – Vocês têm que dar graças a Deus pela garagem não ter câmeras de segurança. – Arregalei os olhos.
- Nã-a-a-o! – Minha voz saiu mais longa.
- Olha, não vejo problema nenhum com vocês estarem aberto com o relacionamento de vocês... – Daniel riu ao meu lado. – Mas transar na garagem? – Daniel gargalhou em meu ouvido. – É arriscado demais... – Senti meu rosto esquentar. – Além de que poderiam ter danificado o carro.
- Eu disse para ela, mas ela que começou a arrancar minha roupa...
- Daniel! – Empurrei-o para longe de mim, ouvindo-o rir.
- Somos jovens e temos hormônios, Maria! Acontece! – Ele disse e revirei os olhos.
- É melhor se não acontecer no meio do paddock! – Ela disse e fomos caminhando pelos corredores da Red Bull e Daniel acenava para os funcionários trabalhando nas salas.
- Culpa da ! – Ele disse e empurrei-o pelo ombro, ouvindo-o rir.
- Agora entendo por que te chama de tonto. – Ela disse e sorri.
- Não que seja novidade! – Falei rindo, vendo Danny correr de volta até nós.
- Então, o que eu vou fazer hoje? – Ele perguntou.
- Vamos gravar a mensagem de Natal, depois fazer alguns desafios. – Ela disse, empurrando a porta do museu da Red Bull e segurei-a quando ela passou.
- Ainda estamos em setembro! – Falei.
- É sempre assim. – Danny disse. – Então, o que eu faço?
- Não pergunte. – Uma quarta voz foi ouvida e virei para o lado, ouvindo a gargalhada de Daniel antes de meus olhos se arregalarem. – Não faça isso.
- Isso é... – Coloquei as mãos na boca, tentando segurar a risada.
- UM ELFO! – Daniel gargalhou com a fantasia que Max usava.
- Não fique muito empolgado, você vai ver Papai Noel! – Gargalhei alto, perdendo as forças das pernas.
- O quê?
- A-A-A-AH! HÁ! HÁ! HÁ! – Apoiei uma mão no ombro de Daniel, puxando a respiração fortemente.
- Não que você não esteja acostumado a fazer bagunça, Daniel. – Outra voz foi ouvida e vi um homem de meia idade se aproximar.
- Ei, Barry! Como está? – Danny o cumprimentou e passei as mãos nos olhos para secar as lágrimas.
- Tudo certo e contigo?
- Tudo bem! – Danny disse rindo. – Essa é .
- Ah, a famosa ! – Ele disse e trocamos um aperto de mão. – Prazer em te conhecer! Eu sou chefe da área de criação de marketing. – Ele disse.
- O prazer é meu. – Sorri.
- Além de vocês gravarem a mensagem de Natal da empresa, vamos fazer alguns desafios de um vírgula 92 segundos. Em homenagem ao nosso histórico pit stop. – Ele disse e franzi a testa.
- E que tipo de desafio vocês vão fazer em menos de dois segundos? – Perguntei confusa.
- O tipo de desafio que o Daniel vai adorar fazer e eu vou odiar. – Max disse e ri fracamente.
- Você poderia sorrir mais, faz bem para você! – Falei e ele revirou os olhos.
- Aqui é oito ou 80. Cara de sequestrador ou de assassino! – Daniel disse.
- Daniel! – Max correu atrás dele e começamos a rir com o elfo correndo atrás de Daniel por entre os diversos carros antigos ali.
- CUIDADO COM OS CARROS! – Foi a vez de Maria gritar, me fazendo rir.
- Bem, eu vou preparar as coisas, quando eles acabarem, peça para o Daniel vestir isso, por favor. – Barry esticou uma roupa de Papei Noel, me fazendo rir.
- Eu que não vou fazer isso. – Henrique, assessor que cuidava de Max, apareceu e ri fracamente.
- Bem... Eu não sei vocês, mas ver o Daniel sendo um completo idiota é o meu passatempo favorito, então, se não se importem, eu vou pegar um café, encontrar um lugar para sentar e assistir. – Dei um sorriso, fazendo-os rirem.
- EU OUVI ISSO, ! – Danny passou correndo por mim e Max foi logo atrás.
- Fique à vontade! – Barry disse e ri fracamente.
- Vem, ! Eu te levo até a cafeteria. – Henrique disse.
- Nem vem! Você fica de babá e eu levo ela à cafeteria! – Maria disse.
- Eu demorei 15 minutos para convencer o Max a vestir a roupa de elfo. O Christian que apareceu e o obrigou. – Henrique disse. – Você não vai nem precisar convencer o Daniel. Me ajuda nessa! – Eles falaram juntos e sabia que, apesar das infantilidades do Daniel e dom em sempre brincar com as coisas, era fácil para ele lidar com a imprensa. Agora Max...
- Ok, ok! – Maria disse. – Mas você vai me pagar um muffin!
- Combinado! – Ele disse, esticando a mão para ela e ri fracamente.
- Por que eu não pago um café e um muffin para cada um? E um sanduíche? Aposto que vamos ficar aqui por muito tempo. – Falei, vendo ambos virarem para mim.
- Combinado! – Eles disseram juntos e ri fracamente.
- Vamos, Henrique! Me ajude a trazer! – Falei.
- Combinado! – Ele disse e segui para fora, vendo as duas crianças correndo em volta de um carro e neguei com a cabeça.
Daniel
- E-e-ei. – Ela disse alongado, se espreguiçando e acariciei seu rosto. – A gente já chegou?
- Sim, a aeromoça pediu para ajeitar as poltronas. – Falei e ela esticou as mãos para cima.
- Ah, finalmente. – Ela disse, bocejando antes de ajeitar sua poltrona. – Eu dormi demais?
- O que acha? – Brinquei e ela riu fracamente, apoiando a cabeça em meu ombro e dei um beijo em sua cabeça.
- Ao menos foi divertido na Inglaterra. – Ela disse e ri fracamente.
- Ah, para você foi mesmo. – Falei e ela riu fracamente.
- Ah, baby, você e Max dividem um neurônio, só pode. – Ri fracamente, vendo-a com o olhar ainda sonolento. – Eu não sei qual desafio foi pior.
- Ou a roupa de Papai Noel. – Ri fracamente.
- Você é bom nessas coisas de marketing. – Ela ergueu o rosto para mim e sorrimos. – E o Max é péssimo, é até engraçado ver a Maria e o Henrique brigando por isso. – Ri fracamente, acariciando seu rosto.
- Eu amo ouvir sua risada. – Ela pressionou os lábios.
- De onde veio isso? – Ela perguntou e sorri.
- Enquanto você está falando, eu só estou pensando em você... Esses olhos... – Ela riu fracamente. – Essa boca... – Ela mordiscou os lábios. – Esses lábios pressionados... – Ela riu fracamente. – Eu te amo, baby.
- Eu te amo. – Ela sorriu e nossos lábios se tocaram rapidamente.
Ela se ajeitou quando o piloto anunciou o pouso, mas nossas mãos se mantiveram entrelaçadas. ficou maravilhada pela vista de Singapura daqui de cima e isso me deixou feliz. Dentre nós dois, sempre foi quem queria viajar e conhecer o mundo e, apesar de ela ter feito muito mais do que eu, era incrível trazê-la nos países que ela nunca tinha vindo.
Quando liberou a saída, fomos os primeiros a sair com Michael e o restante da equipe. Dessa vez todos estávamos juntos depois das gravações na Inglaterra. Fomos os primeiros a entrar na fila de imigração e nos separamos quando ela foi na minha frente.
Segui em outra cabine, estendendo meu passaporte e ele foi carimbado. Segui para o outro lado, vendo Michael em uma das cabines e vi digitando algo no celular.
- Minha mãe? – Perguntei.
- Não... – Ela esticou o celular para mim.
“Estou no hotel, como faço?” – Vi o nome Déborah em cima e arregalei os olhos.
- Mentira! – Falei rindo.
- Xi! – Ela pediu, bloqueando o celular quando Michael apareceu ao nosso lado.
- Pronto? – Ele perguntou.
- Claro! Lesgo, baby! – Falei e virei o rosto, vendo o restante do pessoal se juntar à nossa volta.
- Por aqui! – Maria disse e seguimos com ela. – Não demore com os fãs!
- É! É! – Max falou abanando a mão e ri fracamente.
deu um sorriso para mim e seguiu à minha frente. Quando saímos para fora do desembarque, estava caótico, vários fãs estavam acumulados e me lembrei como era caloroso vir para Singapura.
- DANIEL! DANIEL!
Me aproximei dos fãs, tirando algumas fotos e assinando vários pôsteres e papéis que eram colocados em minha frente, enquanto ouvia os gritos e algumas palavras de carinho em um inglês mais complicado de entender, mas logo senti os dois toques de Maria em minha lombar e era hora de ir embora.
- Obrigado! Obrigado! – Falei, devolvendo uma caneta e acenando para os fãs antes de seguir com Maria.
Seguimos com ela e o restante da equipe para fora do aeroporto e entrei em uma van, vendo e Michael já lá dentro. Me sentei ao lado dela e ela continuava no celular com Déborah.
“Eu estou nervosa!” – Dizia a última mensagem dela.
“Relaxa, estamos chegando. Já fez check-in?” – Ela perguntou.
“Sim, eles me deram chave de uma suíte enorme, isso é normal?” – riu fracamente.
“É sim, logo estamos aí”. – bloqueou o celular e ergueu o rosto para mim.
- Vai dar ruim? – Perguntei baixo e ela riu fracamente.
- Espero que não. – Ela disse do mesmo jeito, apoiando a cabeça em meu ombro e entrelacei nossos dedos novamente.
Demorou um pouco mais para chegarmos ao hotel, a cidade estava um completo caos, além de ser circuito urbano e boa parte das ruas estarem fechadas para a corrida. Quando chegamos no hotel, tinha vários fãs acumulados na porta novamente e parei para falar com eles mais um pouco. Quando entrei, já sorria com a chave em suas mãos.
- Vamos? – Perguntei rindo.
- Claro! – Ela sorriu para mim.
- Por que vocês não param de rir? – Michael perguntou e riu fracamente.
- Ah, não queira saber. – Falei, abraçando-a pelos ombros.
- Ah! – Ele falou enojado e rimos juntos.
- Ah, Michael! Qual é! Se anima! – Ela disse rindo. – Estamos em Singapura! É incrível!
- Não é minha primeira vez! – Ele disse e apertei o botão do elevador.
- Vai saber quantas coisas incríveis podem acontecer aqui? – Ela disse e gargalhei alto.
- Cara, o que você deu para ela? – Ele perguntou para mim e riu quando entrou no elevador.
- Isso é endorfina, Michael! Amor libera endorfina nas pessoas! – Ela sorriu, se apoiando de lado no elevador e esperei Maria entrar e apertar o botão. – Você saberia o que é isso se tivesse alguém...
- Cala a boca! – Ela disse, nos fazendo rir.
- Bom, você sabe o esquema, Daniel. – Maria disse. – O horário aqui é totalmente trocado, então tentem se manter acordado à noite e dormir de dia. – fez uma careta. – Temos um evento da Tag Heur mais tarde. Vocês estão todos convidados.
- Até eu? – sorriu e Maria riu fracamente.
- É, até você! Eu errei em te julgar naquela época, ok?! – Maria disse e o elevador se abriu, fazendo-a sair de costas.
- Bom saber! – sorriu e rimos juntos.
- A suíte é de vocês hoje. Aproveitem e nos vemos amanhã! Mando os horários pelo WhatsApp! – Ela disse.
- Você é um anjo! – Falei e ela riu fracamente.
- É... É! – Ela abanou a mão. – Mas estarei na suíte ao lado. – Ela disse. – Boa noite.
- Boa noite, Maria! – falou animada, se virando para mim.
- Vai! – Falei, indicando a porta e ela sorriu.
- Lesgo, baby! – Ela disse pressionando os lábios e ri quando ela foi saltitando até a porta.
- Ela fumou, real! – Michael disse e deixei-o ir atrás de mim enquanto abria a porta e foi só ela sair da minha direção que eu vi Déborah se levantar.
- A-A-A-A-A-AH! – gritou animada e as duas sumiram em um abraço apertado, me fazendo rir.
- A-A-A-A-A-AH!
- Mas que mer... – Michael disse e gargalhei alto. – Cara! – Ele se virou para mim. – Essa é...
- Uhum, é! – Falei, vendo como Déborah estava diferente desde a última vez que eu tinha visto-a. Os cabelos escuros e os óculos continuavam lá, mas tinha algo diferente nela.
- Você sabia! – Michael disse. – Co-como?
- Ideia da . Ela achou que você precisava relaxar! – Falei, dando um tapinha em suas costas, vendo as duas amigas se separarem.
- Bom te ver, Déborah! – Falei e ela riu fracamente.
- Quem diria, hein, Danny? Piloto de Fórmula Um. De verdade! – Ela brincou e ri fracamente, abraçando-a fortemente.
- Para você ver! – Rimos juntos e trocamos dois rápidos beijos e seu olhar foi para Michael.
- Ei, Mike. – Ela disse e eu e trocamos um sorriso.
- Oi, Debbie. – Ele disse se aproximando.
- Quanto tempo eu não te vejo. – Ela disse.
- Só alguns anos... – Ele suspirou e apertou minha mão quando eles se abraçaram fortemente e vi o rosto de Michael afundar em seu pescoço, apertando as mãos fortemente.
- Vem... – sussurrou para mim. – Deixa eles conversarem. – Ela disse e assenti com a cabeça, seguindo com ela pela suíte.
- Eu vou! Não se preocupe! – Acariciei sua nuca. – Vamos dar uma volta, comer algo, a gente se encontra quando você sair do palco.
- Depois que ele sair do palco, vocês vão para o hotel! – Maria disse. – Está cheio demais para ficar por aqui. – Virei o rosto para Daniel novamente.
- Ok, nos encontramos aqui de volta. – Ri fracamente e ele sorriu.
- Vai se divertir um pouco. – Ele disse e nossos lábios se tocaram rapidamente. – Não muito... – Ri fracamente.
- Não se preocupe! – Rimos juntos. – Vai pagar seus micos, ok?! – Ele riu fracamente.
- Sempre! – Maria disse e ri antes de sentir os beijos de Danny em minha bochecha novamente.
- Danny! – Ele riu e empurrei-o pelo peito. – Vai!
- Isso, vamos! – Maria o puxou pela gola da blusa, me fazendo rir quando ele saiu. – MICHAEL!
- Estou indo! – Ele se levantou apressado do sofá, seguindo com os dois e ri fracamente, negando com a cabeça, ouvindo os gritos quando a porta se abriu e logo foram cessadas quando ela se fechou.
- Ah, cara! – Déborah disse rindo.
- O quê? – Perguntei.
- É muito estranho! – Ela disse rindo.
- O quê? – Perguntei.
- Você e Daniel! – Ela sorriu. – Digo... Vocês são perfeitos juntos, mas...
- Eu tive essa mesma reação no começo. – Falei rindo.
- Digo... – Ela riu. – Por ter conhecido vocês antes e esperado tanto por isso acontecer, mas não aconteceu... – Dei um sorriso. – Quando você me contou, eu achei que fosse mentira.
- Eu ainda não sei dizer como aconteceu, só... Aconteceu. – Dei de ombros. – Depois Barcelona, a gente foi se ajeitando aos poucos, nos beijamos no sábado em Mônaco, depois que ele conseguiu a pole... Ele me levou para o iate dele, era o pôr do sol, já sabíamos do sentimento do outro... E não paramos mais. – Ri fracamente.
- Ok! Ok! Espera aí! O primeiro beijo de vocês foi em Mônaco ao pôr do sol no iate dele? – Ri fracamente. – Meu primeiro beijo com o Michael foi dentro de um armário.
- Não se esqueça que meu primeiro beijo com o Daniel foi na mesma noite da sua com o Michael. – Rimos juntos.
- É, mas vocês não tiveram futuro, eu tive. – Sorri. – E aí?
- Nós transamos no dia seguinte... – Fiz uma careta.
- MENTIRA! – Ela gargalhou alto.
- E estamos assim... Sem nos desgrudar.
- Isso vocês já não faziam! – Ela disse rindo.
- Agora nós nos divertimos também. – Mordisquei meu lábio, ouvindo-a rir.
- Eu não acredito nisso! E aí? O que vai acontecer?
- Eu não sei, honestamente, mas já falamos sobre ficar juntos para o resto da vida e... – Ri fracamente. – E é isso ou nunca mais nos falar, né?! Com nosso histórico...
- É... É meio pesado. – Ela suspirou.
- E tem a família dele, né?! A gente tem a história inteira, especialmente depois que meus pais morreram que eles cuidaram de mim e...
- E como eles receberam isso? – Ri fracamente.
- Eles não sabem ainda. – Mordisquei meu lábio inferior.
- NÃO?! – Ri fracamente.
- A gente ia contar nas férias quando fomos para Perth, mas o medroso que dirige carros há mais de 350 quilômetros por hora ficou com medo e fugiu. – Ela riu fracamente. – A gente pretende contar quando eles vierem para a corrida da Malásia.
- Mas então é sério mesmo?! – Ela disse rindo.
- Espero que sim, eu nunca fiquei tão feliz na minha vida. – Falei rindo.
- Ah, amiga! – Ela me abraçou apertado e ri fracamente.
- Ele é exatamente como quando éramos só amigos, mas agora tem a parte gostosa, os beijos, as carícias, as provocações, o sexo... – Afastei meu rosto do dela. – Eu achei que ele fosse só narcisista, amiga! Mas ele é mu-u-u-uito bom! – Ela gargalhou.
- Você tirou a sorte grande, amiga! – Ela disse rindo. – Digo! Ele está muito mais bonito hoje em dia... – Rimos juntas. – Ele cuida de você como se fosse um gavião e ainda tudo é bom? É perfeito! – Sorri.
- Eu estou feliz, de verdade.
- E estou feliz por você! – Nos abraçamos de novo.
- Agora, falando em estar muito melhor hoje... – Segurei seus ombros. – O senhor Italiano ali também não está de se jogar fora... – Ela riu fracamente. – Vocês conversaram?
- Não muito, a tal da Maria entrou em seguida...
- Ela é a assessora do Danny na Red Bull, se acostume com ela! Mas ela é de boa. – Ela assentiu com a cabeça.
- Mas ele disse para sairmos para jantar ou algo assim. – Ela disse.
- Olha, não sei muito sobre os sentimentos dele, mas ele fica bem incomodado comigo e com o Daniel. – Falei rindo. – E a gente já comentou sobre você, que vocês terminaram meio estranhos... – Ela pressionou os lábios. – Ele ficou bem curioso, por isso te chamei aqui! – Apertei seus braços. – Talvez essa cidade, o clima de Fórmula Um, esse calor infernal... – Ela riu fracamente. – Talvez vocês precisem só de um empurrãozinho.
- Daniel já deu esse empurrãozinho ao enviar a passagem, amiga. Não sei o quanto vou poder agradecê-lo. – Ela disse.
- Então, se você ainda gosta do Michael, aproveite essa oportunidade. – Falei firme. – Aproveite como eu fiz! – Ela assentiu com a cabeça.
- Ele me chamou de Debbie. – Ela disse e ri fracamente.
- Sim! Ele só se refere a você assim. – Sorri.
- Ah, cara... Você e Danny, eu e Mike? – Rimos juntas.
- Nem o fim do mundo em 2012 previu isso. – Nossas risadas ficaram mais altas. – Vem! Vamos arranjar algo para comer.
Daniel
Afundei o rosto no travesseiro de , sentindo seu perfume e suspirei. Virei o corpo para o lado, chutando os lençóis para fora e franzi a testa ao encontrar encostada na porta fechada. Sorri com sua bunda empinada em minha direção, somente coberta pela calcinha e a camiseta grande que ela usava, que claramente era minha.
- Que bela vista... – Falei e ela virou o rosto para mim, rindo fracamente.
- Alguém acordou... – Ela veio em minha direção, ajoelhando na cama.
- Quando você acordou? – Perguntei e ela negou com a cabeça.
- Dormi pouco. Não estou conseguindo fazer essa troca de vocês... – Apoiei minha mão em sua perna e ela se inclinou em minha direção, colocando o cabelo atrás da orelha. – Você, pelo contrário, dormiu a tarde toda... – Ri fracamente, acariciando seu rosto.
- Costume?! – Brinquei e ela riu fracamente.
- Talvez... – Ela sorriu e nossos lábios se tocaram levemente. – Está com calor?
- Não... O ar está bom... – Ela sorriu, deslizando as mãos pelo meu peito. – Posso perguntar o que estava fazendo na porta? – Ela riu fracamente, apoiando a cabeça em meu peito.
- Mike e Debbie estão conversando. – Ela disse rindo e a acompanhei.
- Você sempre foi engenhosa, Addams! – Ela riu fracamente.
- Perspicaz, meu querido Daniel! – Rimos juntos.
- Você ouviu algo? – Perguntei.
- Seus roncos não me deixaram ouvir muito. – Ela ergueu o rosto e entreabri os lábios surpreso.
- Eu não ronco! – Falei apressado.
- Você não ronca muito. – Ela disse rindo. – Você dá umas ressonadas, baby! – Me fingi de surpreso.
- Isso é um ultraje! – Ela negou com a cabeça.
- Não, baby! – Ela subiu uma mão para minha nuca. – Acredite em mim...
- Não! Você é uma mentirosa! – Ela riu fracamente, abaixando o rosto. – Minha mentirosa... – Suspirei, bocejando em seguida.
- Ainda cansado? – Ela perguntou.
- Mais preguiça, eu acho... – Falei e ela suspirou. – Por quê?
- Eu estou entediada. – Ri fracamente, acariciando seus cabelos.
- Você é uma pessoa que se entedia muito rápido, . – Ela riu fracamente.
- Eu estou desempregada, não comi nada desde o almoço e minha outra diversão dormiu o dia inteiro... – Ela ergueu o rosto para mim.
- Sua outra diversão? – Perguntei e ela mordiscou o lábio inferior.
- Sim... Minha outra diversão. – Ela deslizou a mão pelo meu peito e contraí a barriga, suspirando.
- Ah, essa diversão... – Rimos juntos. – Pelo menos me esperou...
- Bem... A vista é ótima, mas achei melhor não me divertir sozinha.
- Ah, obrigado por pensar em mim! – Ela riu fracamente, apoiando a cabeça em meu peito de novo.
- Sempre, baby... – Ela suspirou, rindo fracamente.
- O quê? – Perguntei.
- Se lembra quando eu disse que você nunca seria protagonista na minha vida? – Ri fracamente, abrindo um sorriso.
- Aquela mentira deslavada que você contou? Uhum, lembro... – Ela ergueu o rosto, sorrindo para mim.
- Você é aquele personagem que ficou 24 temporadas só no carinho, só na amizade...
- Aí o autor fez um plot twist do caralho e me tornou principal! – Ela sorriu.
- Exato. – Ela me apertou. – Apesar de que você tinha razão... Você sempre foi protagonista na minha vida, baby... – Dei um beijo em sua cabeça.
- Você também, baby. Com três anos, 13, 26 e pelo resto da vida. – Ela suspirou.
- Pelo resto da vida. – Ela sussurrou e apertei-a fortemente. – Baby...
- Hum?
- Eu estou com fome! – Rimos juntos e ela ergueu o rosto.
- Por que não chamamos o casalzinho ali de fora e vamos dar uma volta? Podemos comer e nos divertir... Como os velhos tempos... – Ela riu fracamente.
- Só vai ter uma grande diferença nisso tudo. – Sorri.
- Nós! – Falei firme e ela sorriu.
- É... Nós... – Ela mordiscou o lábio inferior e colei nossos lábios.
- Vem... Preciso da enxerida para interromper o casal. – Ela riu fracamente.
- Não, vamos deixar para o Daniel inconveniente! – Ela ergueu o corpo ao se sentar.
- Ok, vamos juntos! – Falei, ouvindo-a rir.
- Não! Isso é estranho! – Ele disse rindo.
- É exatamente o schnitzel que você adora da Áustria, só que é carne de porco! – Segurei a tira de carne de porco frita entre os hashi e lhe estiquei.
- Não!
- Ah, Daniel! Para de ser fresco! – Michael e Déborah riram.
- Come, cara! É bom! – Michael disse rindo.
- Nós não vamos voltar lá na puta que pariu da fila para pegar comida de novo, Daniel. – O ameacei.
- Ah, tá bom! – Ele disse, se aproximando novamente e mordiscou um pedaço da carne.
- Agora saboreia! – Falei firme, vendo-o fazer careta. – Vai!
- Nada mudou! – Déborah disse rindo.
- Eu te falei! – Coloquei o restante de carne na boca, suspirando com o agridoce.
- Hum... – Danny falou. – Não é lá essas coisas, mas...
- Mais um para ele, por favor! – Falei para o atendente e ele riu do show de Daniel antes de preparar outro prato.
- Vai ficar 15 dólares e 10 centavos. – A mulher ao seu lado falou e Daniel pegou a carteira, entregando o dinheiro à mulher que devolveu algumas moedas.
- Obrigada! – Falei, nos colocando para o lado.
- Dá mais um pouco aqui, baby! – Danny disse, me fazendo gargalhar.
- Nem vem! Agora espere! – Me virei de costas para ele, colocando um pouco do arroz na boca.
- Qual é, baby! – Ele me abraçou pela cintura, me fazendo rir.
- Não, Daniel! – Desviei para outro lado, sentindo-o afundar o rosto em meu pescoço.
- Baby-y-y-y! – Ele gemeu e ri fracamente.
- Baby nada! – Virei o rosto, vendo seu sorriso e nossos lábios se tocaram levemente.
- Tá pronto! – A mulher falou.
- Vai! – Falei rindo e ele se virou para pegar seu prato igual ao meu.
- Você é muito fresco! – Michael disse de Daniel que pedia talheres para a senhora.
- Obrigada! – Falei para a atendente e o cozinheiro e nós quatro saímos pela feirinha.
- Cara, você precisa confiar nas escolhas da ! – Mike disse e Daniel fez uma careta.
- Cinco anos! Cinco anos e ele ainda duvida do que eu falo. – Empurrei Daniel pelo quadril, vendo-o fazer uma careta antes de colocar um grande pedaço de barriga de porco frita na boca.
- Não é culpa minha se a cara é estranha! – Ele disse, me fazendo rir.
- Até eu sei que dá para confiar nas escolhas da , Daniel. – Déborah disse e sorri convencida.
- Obrigada, querida amiga! – Ela riu comigo e seguimos alguns passos pela feira, desviando das pessoas e comendo com a tigela próxima à boca.
Era uma típica feira com barracas de comida, brinquedos e várias pessoas e especialmente crianças correndo de um lado para o outro. A diferença é que o circuito estava totalmente iluminado à nossa volta.
- Por que não vamos na roda gigante? – Danny sugeriu. – Dá para comer sentado e aproveitar a vista.
- Eu topo! – Déborah foi a primeira a falar.
- Claro! – Michael disse e Daniel olhou para mim.
- Baby? – Ele virou para mim e assenti com a cabeça.
- Vamos lá! – Ela sorriu e apoiei uma mão em seu ombro, puxando-a em direção à roda gigante.
- Eba! Sem fila! – Ele disse animado, entrando nas baias de filas e fui logo atrás dele.
- Boa noite! – O organizador do brinquedo falou, nos deixando entrar e Danny indicou à frente para mim e fui a primeira a entrar em uma cabine, me ajeitando em um canto, tomando cuidado com meu jantar.
- Essa daqui tá cheia, gente! Nos vemos depois! – Danny disse ao entrar na cabine e até eu arregalei os olhos quando ele puxou a porta. Olhei a cara de desespero de Michael do lado de fora e só consegui colocar a mão na boca enquanto a cabine começou a andar.
- Daniel! – Falei rindo, dando um tapa em sua perna. – Não acredito que você fez isso.
- Não acredito que você não pensou nisso! – Rimos juntos.
- Não mesmo! – Falei rindo, vendo-o se ajeitar à minha frente.
- Eu sou um gênio, pode falar! – Neguei com a cabeça, rindo fracamente.
- Espero que seja mesmo! Porque o Michael vai te matar por isso. – Falei antes de colocar mais um pouco de comida na boca.
- Ah, ele só está precisando de um empurrão. – Ele abanou a mão.
- Quanto tempo demora essa volta? – Perguntei.
- Uns 15 minutos... – Ele disse. – Dá para eu aproveitar com a minha gata. – Ri fracamente.
- Será que ela inclina se eu sentar aí? – Perguntei.
- Acho que não. – Ele disse e me movimentei devagar para me colocar ao seu lado e esperei alguns segundos para a cabine se ajeitar.
- Agora sim. – Ele sorriu e deixei um beijo em sua bochecha.
- Meu gato. – Ele apoiou a mão em meu rosto, colando nossos lábios e um sorriso ficou preso entre eles. – Como sabe que a roda gigante demora 15 minutos? – Olhei para ele, ouvindo-o rir. – Não é sua primeira vez, né?!
- Eu já fui um jovem curioso, baby! – Neguei com a cabeça, mordiscando seu lábio inferior.
- Já falei que você não vale nada? – Ele riu fofo, acariciando minha bochecha.
- Ciúmes, baby? – Ele perguntou e lambi seus lábios antes de afastar o rosto.
- Tenho motivos para isso? – Ele sorriu, negando com a cabeça.
- Não mesmo! – Ele se inclinou em minha direção novamente, fazendo a cabine mexer.
- Daniel! – Apoiei a mão em seu peito, ouvindo-o rir. – A gente vai derrubar tudo aqui! – Ergui a mão com a tigela.
- Ok, ok, eu me comporto! Mas já pensou transar aqui? – Revirei os olhos.
- Daniel... Joseph... Ricciardo. – Falei pausadamente, olhando em seus olhos.
- Ah, vai! Seria interessante! – Ele disse rindo antes de colocar um pedaço de carne na boca. – Quem sabe ela não girava de verdade? Seria bem interessante! – Ele sorriu sugestivamente.
- Cala a boca e coma, Daniel! – Falei, ouvindo-o rir.
O resto do passeio foi prazeroso. A vista do circuito daqui de cima era perfeita! Na verdade, a cidade inteira era perfeita. Acho que era uma das novidades que eu mais tinha gostado. Depois de finalizar de comer, Danny me abraçou de lado e pudemos aproveitar o restante da volta com calma.
- Você tem um bom histórico aqui, não? – Perguntei.
- Sim! Segundo lugar ano passado e terceiro em 2014. – Ele disse.
- Quem sabe veremos o primeiro domingo? – Virei para ele, vendo-o sorrir.
- Tomara. – Nossos lábios se tocaram levemente.
- Vamos, pombinhos! O passeio acabou. – Ri fracamente quando o homem abriu a porta e peguei minha tigela e de Danny empilhadas antes de sair do mesmo.
- Pode me fazer um favor? – Danny disse tirando a carteira do bolso. – Mantém o casal da próxima cabine mais umas três voltas. – Ele lhe entregou alguns dólares. – Eles precisam se resolver. – O cara riu e eu também.
- Espero que eles não enjoem! – Ele brincou e sorri.
- Obrigado! – Danny disse seguindo comigo pelas escadas.
- Michael vai te matar! Com toda certeza. – Falei rindo.
- Ah, depende! Se ele sair com os lábios inchados, não! – Ri fracamente.
- Isso se ele não sair vomitando dali! O Michael é medroso! – Ele fez uma careta.
- Ah, a Déborah acalma ele! – Ele abanou a mão, me puxando pela mão e ri fracamente, deixando as tigelas no primeiro lixo que encontrei.
- Não vai, não! – Abanei a mão, abraçando-a pela cintura, ouvindo-a rir.
- Daniel, quatro voltas naquilo? E ele sabe como voltar? – Ri contra seu pescoço, dando um beijo no local.
- Não é a primeira vez dele em Singapura, mas aposto que ele e a Déborah acham o caminho de volta. – Andei abraçado à ela quando o elevador se abriu e andamos pelo corredor.
- E se eles não se resolverem? – Ela perguntou e ri fracamente, seguindo colado nela.
- Michael é trouxa, mas a Déborah não! – Falei rindo, vendo-a colocar a chave no quarto.
- Espero que dê certo, ele está precisando relaxar. – Ela disse, abrindo a porta e andamos para dentro. – Ei, Maria! – Ela falou antes de eu perceber a presença da minha assessora na sala.
- Oi, pombinhos! – Ela disse e ri fracamente, soltando as mãos de antes de fechar a porta. – Está faltando dois, não?
- Sim! – disse rindo. – Daniel os prendeu na roda gigante.
- O quê? – Maria finalmente virou o rosto para nós.
- Ah, 15 minutos sozinhos em uma roda gigante pode fazê-los resolverem seus problemas. – Dei de ombros.
- Ou 60 minutos, né?! – disse e ri fracamente.
- Você prendeu o Michael com sua amiga por uma hora na roda gigante? – Maria falou assustada e gargalhei alto.
- Ah, ele vai me agradecer depois. – Abanei a mão, apoiando as mãos no sofá. – E não vamos esquecer de que a ideia de trazer Déborah para cá foi da .
- Bem... Estava pensando em algo mais romântico, não a chance de vomitar lá em cima! – Ela disse e sorri, vendo-a negar com a cabeça.
- Ah, não vai acontecer nada! – Abanei a mão.
- Bem, está quente para caramba e eu preciso de um banho. E como não podemos dormir ainda, eu vou aproveitar. – disse passando a mão em seu pescoço.
- E eu vou contigo! – Falei, vendo-a bater no rosto em vergonha.
- Eu não preciso de detalhes. – Maria disse, me fazendo rir. – Mas antes... – Não tinha dado um passo quando ela falou. – Você tem um evento com a Fox Sports no dia 22, logo depois daqui. Você vai direto para lá antes de ir para Singapura.
- Ok, sabe o que é? – Perguntei.
- Algo sobre layouts de circuitos, palestra para especialistas e jovens, aquela babação de ovo que eu sei que você gosta. – Ela abanou a mão, mexendo no celular e ri fracamente.
- Ok... e Michael podem ir ou sou só eu? – Perguntei.
- Espero que possa, porque é em casa. – Ela ergueu o olhar para mim e franzi a testa.
- Casa? – Perguntei.
- Perth! – Ela disse.
- Ah! – disse em um suspiro. – Eu quero ir! – Ri fracamente, sentindo-a me apertar pelo braço.
- Dia 22! – Maria disse e abracei pelo pescoço.
- Nós vamos. – Falei e ela sorriu.
- Eu vou para o quarto. – Ela disse e assenti com a cabeça.
- Boa noite, Maria! – Falei de forma cantada, ouvindo a assessora rir.
- Sem dormir tão cedo! Não começamos antes das duas amanhã. – Ela disse e ri fracamente, sentindo abaixar meu braço e seguir pelo quarto.
- Vamos tentar! – Falei, olhando para seguindo pelo quarto e ri fracamente.
- Rindo sozinho? – Maria perguntou e virei para ela.
- Eu sou sortudo para caralho! – Falei, vendo-a sorrir.
- É, Daniel. Você é! – Ri fracamente, seguindo pelo corredor até o quarto, vendo já tirando a blusa quando entrei no quarto.
- Sabe que depois de um banho, eu vou capotar, não sabe? – Ela disse e fechei a porta, trancando-a em seguida.
- Eu posso tentar te manter acordada. – Puxei a blusa para cima.
- Sexo? Aí sim que eu desmaio! – Ela disse rindo e observei-a se livrar dos shorts e do sutiã, fazendo o suor brilhar sobre seu corpo.
- Podemos tentar, eu tenho umas piadas ótimas. – Ela riu negando com a cabeça.
- Essa é a última coisa que você não tem, baby. – Ela piscou para mim e seguiu para o banheiro.
Ri fracamente, me livrando do relógio, da bermuda e da boxer, e liguei o ar-condicionado antes de seguir com ela, vendo-a formar um coque com seus cabelos escuros enquanto ajeitava a temperatura da água. Suas mãos se movimentaram embaixo do jato de água e fechei a porta antes de entrar no box.
deixou a água cair em seu peito, deslizando a mão pelo seu corpo, mantendo a cabeça para trás e suspirei. Tanto aconteceu em quatro meses que parecia muito mais. Observar esse corpo, essas mãos passando por ele, os lábios entreabertos ao dormir e os olhos calmos, fazia minha vida muito mais fácil.
- O que está pensando? – Ela falou e ri fracamente.
- Como sabe que eu estou pensando em algo? – Dei dois passos para frente, abraçando-a pela cintura.
- Porque você está quieto há mais de três minutos e não está dormindo. – Ri fracamente, sentindo os respingos de águas em mim.
- Só pensando o quanto te amo. – Vi seus lábios se dobrarem em um sorriso.
- Também te amo, baby. – Ela subiu uma mão para minha cabeça e virei o rosto, beijando seu braço.
- Nós vamos para Perth... – Ela riu fracamente.
- Eu sei o que está pensando... – Sua mão acariciou meus cabelos.
- E o que eu estou pensando? – Ri fracamente.
- Não vamos contar para seus pais agora! – Ela disse firme, me fazendo rir. – Não antes do meu aniversário, pelo menos.
- Ah, claro! O aniversário mais do que especial. – Desdenhei, vendo-a virar o rosto para mim.
- Não me teste, Daniel! – Ela disse.
- Ou o quê? – Brinquei, vendo-a rir e ela mordiscou o lábio inferior antes de responder.
- Posso fazer greve. – Ri fracamente.
- Não! Você não pode! Eu não deixo. – Ela virou o corpo para mim, passando os braços em meus ombros.
- Também não sei se aguentaria. – Ela deu um curto sorriso e sorri, subindo uma mão para seu rosto, tirando os cabelos da frente.
- Eu sei! Eu sou irresistível! – Falei, vendo-a revirar os olhos.
- Você é mais do que isso, baby. – Ela acariciou minha nuca, fazendo meu corpo arrepiar. – Porque não lidaria contigo só com o esse ego gigante aí! – Ri fracamente.
- Ah, eu sou mais, baby! Muito mais! – Brinquei e ela sorriu.
- Eu sei... – Nossos narizes roçaram devagar. – Sabe... Acho que posso ficar um pouco mais cansada hoje. – Ela disse, me fazendo rir fracamente.
- Ah é?! Bom saber! – Rimos juntos e pressionei meus lábios do dela, apertando as mãos em sua bunda.